ATP, WTA e ITF prorrogam suspensão do tênis até o final de julho

A ATP, a WTA e a ITF anunciaram, nesta sexta-feira, a extensão do período de suspensão dos torneios profissionais em todo o mundo.

Antes em meados de julho, agora os torneios não serão disputados, pelo menos em suas datas pré-agendadas, pelo menos até 31 de julho.

Com isso, vários torneios serão impactados, tanto no circuito masculino quanto no feminino, sendo eles:

ATP: Hamburgo, Bastad, Newport, Umag, Los Cabos, Atlanta, Kitzbuhel, Gstaad.

WTA: Palermo, Jurmala, Bucareste, Lausanne.

Além, é claro, de vários torneios Challengers e menores que seriam disputados neste período.

 

ATP, WTA, ITF e Grand Slams se unem na criação de fundo de ajuda aos jogadores impactados financeiramente pela Covid-19

Os órgãos dirigentes do tênis mundial se uniram para arrecadar mais de US $ 6 milhões para criar um Programa de Ajuda ao Jogador, destinado a apoiar jogadores particularmente afetados pelo impacto contínuo da pandemia do COVID-19.

A iniciativa viu a ATP, a WTA, os quatro torneios do Grand Slam – Open da Austrália, Roland-Garros, Wimbledon e US Open – e a ITF, unidos em uma demonstração de apoio aos jogadores que enfrentam desafios sem precedentes devido ao impacto global do COVID-19. Atualmente, o tênis profissional está suspenso até 13 de julho de 2020.

Além das contribuições próprias, a ATP e a WTA administrarão as distribuições financeiras do Player Relief Program, que vê as respectivas contribuições dos quatro torneios do Grand Slam e da ITF divididas igualmente entre homens e mulheres. O Programa de Ajuda aos Jogadores terá como alvo um total de aproximadamente 800 jogadores de simples e duplas, necessitando de apoio financeiro. A elegibilidade para o Programa de Ajuda ao Jogador levará em consideração a classificação de um jogador e os ganhos em dinheiro com prêmios anteriores, de acordo com os critérios acordados por todas as partes interessadas.

A iniciativa das sete partes interessadas fornece a espinha dorsal financeira do Programa, com oportunidades para contribuições adicionais a seguir. Os recursos arrecadados por meio de iniciativas como leilões, doações de jogadores, jogos virtuais de tênis e muito mais, proporcionarão oportunidades para maior apoio ao avanço do Programa e serão bem-vindos.

A criação do Programa de Ajuda ao Jogador é uma demonstração positiva da capacidade do esporte de se unir durante esse período de crise. Continuaremos a colaborar e monitorar o apoio necessário ao tênis, com o objetivo de garantir a saúde a longo prazo do esporte em meio a esse desafio sem precedentes ao nosso modo de vida, e nossos pensamentos permanecem com todos os afetados no momento.

Teliana se junta a Cé e Carolina Meligeni no ITF de Olímpia

O Brasil passa a ter cinco representantes no Torneio Internacional Feminino de Tênis – Ano V, apresentado pelo Itaú, que realizado de 9 a 15 de março, no Thermas dos Laranjais, em Olímpia (SP), com entrada gratuita para o público.

Com a saída de algumas jogadoras estrangeiras da lista de inscritas, Teliana Pereira, Thaísa Pedretti e Nathaly Kurata garantiram lugar na chave principal do torneio, que distribui uma premiação de US$ 25 mil e pontos no ranking mundial, e se juntam a Gabriela Cé e Carolina Meligeni Alves (convidada da organização).

Ex-número 43 do mundo, a pernambucana radicada em Curitiba e campeã de dois torneios WTA – Bogotá e Florianópolis, ambos em 2015 – está empolgada em jogar pela primeira vez em Olímpia. “Me sinto bem preparada fisicamente e espero ter bons sentimentos e resultados nesses torneios aqui no Brasil. É sempre bom jogar em casa, nós brasileiras sentimos muita falta de poder competir em nosso país”, afirmou Teliana, que depois da Fed Cup, em fevereiro, optou por ficar em Curitiba treinando para o torneio. “Nunca estive em Olímpia, mas já me falaram que é para caprichar no protetor solar”, brincou a tenista.

Além das brasileiras, o Torneio Internacional Feminino terá a participação de tenistas de mais 12 países: Itália, Chile, Argentina, Holanda, Hungria, Espanha, Grã Bretanha, Grécia, Kazaquistão, Bélgica, Rússia e Geórgia.

O Torneio Internacional de Tênis Feminino, apresentado pelo Itaú, faz parte do Olímpia Tennis Classic, que também realizará um Torneio Internacional Masculino, de 16 a 22 de março, também no Thermas dos Laranjais.

Serviço

Torneio Internacional de Tênis Feminino

9 a 15 de março

Thermas dos Laranjais de Olímpia

Av. Aurora Forti Neves, 1.123 – Centro

Entrada gratuita

João Lucas Reis e Thiago Wild são selecionados para bolsa do Grand Slam Development Fund

Destaques em 2018, os brasileiros Thiago Wild e João Lucas Reis foram selecionados para receber uma bolsa de $ 25 mil dólares do Grand Slam Development Fund da ITF, através do Programa Grand Slam Player Grants Program, no ano que vem. A Confederação Brasileira de Tênis indicou ambos os atletas, que atendiam a todos os pré-requisitos do regulamento, e trabalhou junto à entidade máxima do tênis para que os dois jovens fossem contemplados.

“Fico feliz que, através dos movimentos políticos e a ótima relação institucional entre CBT e ITF, possamos trazer oportunidades para os nossos jogadores. Ano passado conseguimos um suporte importante para a Bia, e agora conseguimos para o João e Thiago. Logicamente eles fizeram por merecer, em vários aspectos, e estão de parabéns pelo ano de 2018. Torcemos para que este recurso os incentivem ainda mais em 2019”, afirmou o presidente da CBT, Rafael Westrupp.

O paranaense Thiago Wild finalizou 2018 no top 10 do ranking mundial juvenil e fez história no país ao tornar-se o primeiro brasileiro a conquistar a chave juvenil do US Open, em setembro. O atleta da Tennis Route também foi campeão do Future de São José do Rio Preto, vice no Future de Curitiba e fez quartas de final no challenger de Campinas. Em novembro, ainda faturou a Maria Esther Bueno Cup, que reuniu os oito principais tenistas sub 23 do país e garantiu vaga na chave principal do Rio Open 2019.

Já o pernambucano João Lucas Reis conquistou seu primeiro título como profissional no Future de Curitiba, justamente sobre Thiago Wild, fez semi em outros dois Futures, foi campeão de duplas em outros dois e fez quartas do Banana Bowl, o mais tradicional torneio juvenil da América Latina. Em abril, o atleta do Instituto Tênis integrou a equipe brasileira da Copa Davis, através do programa Juniors/Pro da CBT, e acompanhou de perto a rotina dos profissionais durante a competição entre países, além de treinar com os principais tenistas do país.

Roberta Burzagli é a nova capitã do Brasil na Fed Cup

O Brasil terá novidades para o Zonal Americano I da Fed Cup em 2019, que será disputado entre os dias 6 e 9 de fevereiro no Club Campestre, na cidade de Rionegro, a 53 km de Medellin, na Colômbia.

A paulista Roberta Burzagli é a nova capitã da equipe brasileira. Ela substitui o gaúcho Fernando Roese, que comandou o time nacional entre 2016 e 2018 e neste ano levou a equipe à final do Zonal Americano I em Assunção, no Paraguai.

Projetando novamente a ida ao Playoff do Grupo Mundial e fortalecer o tênis feminino com um trabalho integrado desde a base, a Confederação Brasileira de Tênis decidiu iniciar um novo ciclo na equipe e agradece a Fernando Roese pelos serviços prestados, além de desejar boa sorte na sequência da carreira do treinador, que segue com uma ótima relação com a CBT.

“Estamos muito satisfeitos com o trabalho realizado pelo Fernando Roese nesses anos, e agora acreditamos que com a entrada da Roberta com toda sua experiência podemos crescer mais ainda. Nosso objetivo é desenvolver um novo trabalho com o feminino para desenvolvermos um projeto sólido para atingirmos resultados muito mais expressivos pra os próximos anos com as categorias de base projetando ao alto rendimento, transição e profissional”, explicou o gerente de Esportes e Eventos da CBT, Eduardo Frick.

Há 14 anos como técnica do quadro da ITF no Grand Slam Development Fund, programa que reúne e treina as melhores atletas estrangeiras, Roberta já fazia parte da comissão técnica do Time Correio Brasil e foi auxiliar de Roese na Fed Cup deste ano, no Paraguai. Desde 1998, ela já acompanhou as equipes da Fed Cup, Mundiais e Sul-Americanos juvenis em diversas oportunidades. Como tenista, foi um dos grandes nomes do tênis juvenil feminino nos anos 80 e início da década 90 e foi campeã do Banana Bowl, em 1991, a última brasileira a conquistar o título dos 18 anos feminino da competição.

“Estou muito feliz. Sempre trabalhei com meninas de outros países e agora poder usar toda minha experiência com o tênis feminino mundial no nosso tênis brasileiro, como capitã da Fed Cup, será muito gratificante. A CBT pretende fazer um trabalho desde a base em outras categorias, então será um grande desafio e me sinto preparada para isso”, afirmou Roberta, que trabalhou com grandes nomes do tênis mundial e sul-americano, como a letã Jelena Ostapenko, 21a da WTA, e as paraguaias Verónica Cepede e Montserrat Gonzalez.

Foto: Rowland Charles Goodman

Multivitamínico contaminado afasta Bellucci das quadras até 31 de janeiro

O tenista brasileiro Thomaz Bellucci voltará a competir no circuito mundial no ATP de Quito, na semana de 05 de fevereiro, logo após o término da sua suspensão pela ITF (Federação Internacional de Tênis). Bellucci foi suspenso por ter ingerido de forma não intencional uma substância proibida pelas regras da entidade, HIDROCLOROTIAZIDA (diurético), encontrada em um multivitamínico com contaminação cruzada.

Bellucci foi submetido ao exame anti-doping no dia 18 de julho, durante o ATP de Bastad, em que foi eliminado na estreia. O atleta tomava o multivamínico, com diversas vitaminas e minerais, como recomendação médica profissional, para ajudar na sua recuperação.

A hidroclorotiazida é uma substância proibida pela WADA/ITF. No caso de Bellucci, considerando que ele joga longas partidas e perde muito líquido/peso naturalmente, além de ter sudorese excessiva (diagnosticada há anos por seus médicos), o uso da hidroclorotiazida não lhe traz nenhum benefício e sequer aumento de performance.

“Jamais tomei algum tipo de suplemento, ou qualquer outra substância que fosse me favorecer ou que fosse infringir as regras do fair-play do esporte. Nunca poderia imaginar que um multivitamínico feito em uma farmácia de manipulação pudesse sofrer contaminação cruzada em doses mínimas. Sempre tomei todos os cuidados e respeitei as regras do esporte.” lamentou Bellucci. “Foi justamente em um momento em que eu estava me recuperando de lesões (tornozelo) e fazendo uma transição importante na minha carreira, de mudar para a Flórida, montar uma base de treinamento lá para atingir o meu máximo potencial no circuito nos próximos anos.”

Os planos do tenista que já chegou a ser o 21o. colocado no ranking mundial tiveram que ser adiados até que a definição da ITF fosse anunciada. Bellucci recebeu a notificação no dia 18 de setembro de 2017 e no dia 21, quando ainda estava em recuperação da lesão e se preparava para jogar o ATP de Shenzen. Ele então retornou ao Brasil para tratar do tornozelo cuidar do caso e apresentar a sua defesa. “Eu tinha tanta certeza da minha inocência que parei tudo para cuidar disso,” explicou.

Frascos do multivitamínico foram enviados por Bellucci para análise em renomado laboratório nos EUA e até mesmo ao laboratório de Montreal, Canadá, credenciado pela WADA,  que comprovaram a contaminação em diversos frascos. Além disso, o tenista, voluntariamente, fez exames de urina e cabelo, também fora do País, para provar que não usou nenhuma substância proibida para melhora de performance ou drogas sociais. Os resultados foram negativos para qualquer tipo de droga ou substância proibida, tendo sido aceitos pela ITF.

“Após longa análise dos fatos pela ITF, a entidade optou por uma pena branda de 5 meses, o mínimo possível em um caso desses, que poderia ser de até 4 anos, tendo levado em consideração a diligência e reputação do Thomaz, bem como  todas as provas médicas e científicas apresentadas, somadas ao consumo não intencional da substância e à ausência de melhora da performance”.  No entanto, a ITF advertiu o Thomaz com esta baixa sanção, pois entendeu que ele deveria ter checado a procedência do multivitamínico, verificado se a farmácia de manipulação cumpria com as normas regulatórias e se era confiável,” explicou o advogado Pedro Fida, especialista em doping e sócio do Bichara e Motta Advogados. “A decisão final foi tomada no dia 31 de dezembro, sem necessidade de uma ida ao tribunal. Alcançou-se um acordo entre as partes.”

A suspensão de 5 meses teve início no dia 1o. de setembro de 2017 e o término da suspensão se dá no dia 31 de janeiro de 2018. Bellucci perdeu 90 pontos ganhos no ATP de Bastad e a premiação em dinheiro de simples (4,875 euros) e duplas (3,720 euros). A premiação e pontuação do técnico e parceiro André Sá foi mantida.

Todos os resultados e premiações do tenista após o torneio de Bastad foram mantidas, inclusive as do US Open.

“Fiquei muito chocado com tudo isso que aconteceu, e tomarei todas as medidas judiciais contra a farmácia de manipulação e responsáveis por este erro que prejudicou minha carreira, além de denunciá-los aos órgãos competentes. Além do meu caso, muitos atletas que correm o risco de serem prejudicados por erros e falhas regulatórias semelhantes. Mas não deixei de cuidar do meu físico. Perdi meses importantes para mim no circuito e agora é bola pra frente. Já estou indo para os Estados Unidos para treinar e não vejo a hora de voltar a competir,” disse o brasileiro que embarca hoje mesmo para a Flórida, onde na próxima semana terá a companhia do técnico André Sá.

Bellucci disputa, a partir do ATP de Quito, toda a temporada da América do Sul no saibro, seguindo para o ATP de Buenos Aires, o Rio Open e o Brasil Open.

Teliana estreia com vitória em Saint Gaudens

A tenista brasileira Teliana Pereira estreou com vitória no ITF de Saint Gaudens, na França, com premiação de U$ 60 mil. Ela venceu a norte-americana Sachia Vickery,135a na WTA, por 3/6 7/5 7/5 e agora enfrenta a a espanhola Silvia Soler Espinosa (149a), por uma vaga nas 4as de final da competição.

Teliana estreia com vitória em Saint Gaudens

Para entrar na chave principal do ITF francês no saibro, Teliana precisou passar pelo qualifying, vencedo dois jogos disputados e hoje marcou a sua 3a. vitória seguida.

“É sempre bom vencer jogos duros. Não estou começando muito bem os jogos, mas estou encontrando uma maneira de vencer e isso é muito importante,” disse Teliana, atualmente na 252a. posição na WTA.

Laura Pigossi é vice-campeã do Circuit Feminino Future de Tênis em SP

A russa Irina Khromacheva mostrou toda sua qualidade de número 89 do ranking mundial e conquistou com autoridade a segunda etapa do Circuito Feminino Future de Tênis, ao derrotar neste domingo a paulista Laura Pigossi, mais de 300 posições atrás na lista internacional, com as parciais de 6/2 e 6/1.
Laura Pigossi é vice-campeã em SP
Este foi o 10º título de Khromacheva em torneios de nível challenger e o segundo conquistado no Brasil. Há quase seis anos, em Ribeirão Preto, ela também ganhou uma etapa do Circuito que era então sua primeira conquista internacional. “Tive alguma dificuldade com o saque devido à posição do sol. Sabia que teria de ser consistente, porque ela nunca desiste dos pontos. A chave foi manter o foco o tempo todo”, avaliou a campeã.
O público superlotou o estádio principal do clube Paulistano e incentivou Pigossi, prata da casa, o tempo inteiro, mas a força e a regularidade da cabeça 1 foram preponderantes em quase toda a partida. A brasileira procurou ser agressiva no começo de partida, atacando até mesmo o segundo saque da adversária canhota, mas faltou precisão em alguns momentos. A partir da primeira quebra de saque, Khromacheva ficou confiante e aí passou a ter o domínio da partida.
“Queria demais esse título, que seria meu primeiro de nível challenger, mas ela foi superior”, lamentou Pigossi, de 22 anos. “O importante é que tive uma semana incrível, em que pude constatar que meu tênis e meu físico estão em evolução”. Laura retorna para Barcelona, onde passou a morar desde setembro. Em abril, disputará o WTA de Bogotá.
Antes da final, os organizadores do Circuito Feminino homenagearam Marília Silberberg, um dos grandes nomes do Paulistano e do tênis paulista, falecida em janeiro de 2000. Os filhos Fabio e Adriana receberam uma placa.
O Circuito Feminino terá mais duas etapas, ambas da categoria future, marcadas para a Sociedade Hípica de Campinas, a partir do dia 24 de março, e para o Clube de Campo Santa Rita, em São José dos Campos, com início dia 31.

 

Por doping, Sharapova é punida e terá que ficar dois anos fora do circuito

Sharapova - dopingA ITF, Federação Internacional de Tênis, anunciou, nesta quarta-feira, a punição de Maria Sharapova, flagrada em exame antidoping realizado em janeiro deste ano por uso de Meldonium.

A russa terá que ficar dois anos longe do circuito profissional, punição que começou a contar no dia 26 de janeiro, durante a disputa do Australian Open.

Além disso, os resultados e pontos obtidos desde então não serão considerados, inclusive as quartas de final que conseguiu no primeiro Slam da temporada, e a premiação terá que ser devolvida.

Sharapova já emitiu um comunicado após a decisão e afirmou que irá recorrer junto à Corte Arbitral do Esporte, buscando a possibilidade de ter a pena reduzida, como aconteceu com outros atletas.

Estudo realizado pelo Daquiprafora aponta que ser top 50 juvenil não é garantia de sucesso como profissional

DaquipraforaCom o objetivo de identificar padrões de resultados obtidos por tenistas que chegaram a um nível muito alto no juvenil, considerando o top 50 do ranking da Federação Internacional de Tênis, o Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, pesquisou e analisou resultados de tenistas nessa faixa de ranking nos anos 2008, 2009 e 2010 e o seu desmepenho como profissional, supondo-se que o tempo de 4 a 7 anos seria razoável para um bom ex-juvenil se firmar no top 200 profissional, ou no top 100 de duplas (faixas de ranking que começam a dar retorno do investimento na carreira).

Com o próprio site da ITF como fonte, é possível chegar a alguns resultados interessantes, como os listados nos pontos abaixo:

– Dos 132 jogadores do estudo (18 jogadores se repetiram nos rankings), 26 deles já acharam seu espaço no top 200 de simples ou top 100 de duplas.

– Dos 132 jogadores, 32 deles optaram pelo caminho do tênis universitário e receberam generosas bolsas de estudos.

– Dos 132 jogadores do estudo, 15 nem foram para a faculdade nos EUA e nem seguiram tentando jogar profissional.

– Dos 132 jogadores, 59 deles continuam tentando espaço no top 200 (sendo que 22 deles não arrumaram espaço no top 500 ainda, 4 a 7 anos após terminar o juvenil).

Ver tabela abaixo:

Tabela Daquiprafora

Conclusões:

1 – Se chegar ao top 50 juvenil já é difícil, chegar ao top 200 profissional é muito mais.

2 – Quem chega ao top 50 ITF está jogando um nível altíssimo de tênis e ainda assim apenas 20% deles conseguiu chegar a um nível profissional que traga pelo menos algum retorno.

3 – Para jogar torneios, um jogador profissional vai precisar dispor de pelo menos R$ 150.000 por ano até chegar a um nível no qual as contas conseguem se equilibrar.

4 – Se um tenista passa 5-6 anos jogando sem conseguir obter retorno financeiro, estamos falando de cifras entre R$ 750.000 e quase um milhão de reais (isso corresponde a um apartamento de luxo em grandes cidades brasileiras). Quase metade dos tenistas do estudo continua gastando esse dinheiro anualmente sem obter retorno.

5 – Se os top 50 ITF (novamente, um nível altíssimo) têm toda essa dificuldade com o tênis profissional, pode-se imaginar que quem não conseguiu chegar a um nível top 50 ITF tenha mais dificuldade e precise de mais tempo (e mais dinheiro) até cavar seu espaço no profissional.

6 – Dentre os 24% que escolheram o tênis universitário, vários deles já estão de volta ao circuito e em situação melhor ou igual do que muitos que optaram por seguirem jogando futures (e gastaram muito menos durante o tempo na faculdade).

Abaixo alguns nomes de tenistas que estavam no estudo e optaram por faculdades nos EUA:

– Roberto Quiroz (Equador) está atualmente no último ano da University of Southern California e está em 520º do mundo, tem 23 anos. Era o 7º do mundo ITF em 2010.

– Mitchel Frank (Estados Unidos) está atualmente no último ano da University of Virginia, tem 22 anos e está em 580º do mundo. Era o 6º do mundo ITF em 2009.

– Tennys Sandgreen (Estados Unidos) foi para a University of Tennessee e se formou, tem 24 anos e está atualmente em 350º do mundo. Era o 24º do mundo ITF em 2009.

– Nicholaas Scholtz (África do Sul) se formou pela University of Mississippi e está atualmente em 445º do mundo, está com 24 anos. Era o 41º do mundo ITF em 2009.

– Marcelo Arevalo (El Salvador) estudou na Tulsa University por 3 anos. Voltou para o circuito e é atualmente o 305º do mundo. Tem 24 anos. Era o 12º do mundo ITF em 2008.

– Chase Buchanan (Estados Unidos) se formou na Ohio State University, voltou para o circuito e é atualmente o 195º do mundo, tem 24 anos. Era o 14º do mundo ITF em 2008.

– Henrique Cunha (Brasil) se formou na Duke University, tem 25 anos, voltou para o circuito e está em 255º do mundo, tem 25 anos. Era o 16º do mundo ITF em 2008.

– Bradley Klahn (Estados Unidos) se formou na Stanford University, voltou para o circuito e é atualmente o 241º do mundo (já foi 65), tem 25 anos. Era o 18º do mundo ITF em 2008.

– Jarmere Jenkins (Estados Unidos) se formou pela University of Virginia, voltou para o circuito e atualmente é o 205º do mundo, tem 25 anos. Era o 24º do mundo ITF em 2008.

– Blaz Rola (Eslováquia) estudou na Ohio State University por 3 anos, voltou para o circuito e agora é 95º do mundo, tem 25 anos. Era o 38º do mundo ITF em 2008.

– Jose Hernandez (República Dominicana) jogou 3 anos pela University of North Carolina, voltou para o circuito e está em 190º do mundo, tem 25 anos. Era o 44º do mundo ITF em 2008.