Tênis de excelência retorna à O2 Arena

Para os amantes do tênis, o mês de novembro fica marcado pela realização da Nitto ATP Finals, na O2 Arena. Os melhores jogam na arena londrina entre 11 e 18 de novembro. Novak Djokovic poderá igualar Roger Federer como vencedor máximo da competição.

A elite do tênis mundial vai estar na O2 Arena, em Londres. Os oito melhores colocados do ranking ATP, assim como as oito melhores duplas da temporada, vão a jogo na arena britânica. Essa é considerada a prova mais importante do calendário a seguir aos quatro GrandSlams e as primeiras odds para o torneio já podem ser encontradas na Betfair.

Comecemos por introduzir a estrutura competitiva do evento. Contrariamente ao que sucede nos demais eventos do circuito mundial da ATP, esse torneio não se disputa por eliminação direta. A organização da prova divide os oito atletas a concurso em dois grupos de quatro, sendo que o mesmo se aplica na categoria das duplas. Em cada grupo, todos jogam contra todos e os dois melhores de cada grupo se apuram para as semis, disputando posteriormente a final.

Desde 1997 que esse torneio se disputa em piso duro. A O2 Arena, com capacidade para 20 mil espetadores, recebe o certame desde 2009 e, segundo a ATP, a prova permanecerá em Londres até 2020.

Federer é o vencedor máximo  

O vencedor máximo em singulares é Roger Federer, tenista suíço que venceu a prova em seis ocasiões, duas delas na O2 Arena, em Londres. A primeira vitória do atleta helvético remonta a 2003, ano em que derrotou o norte-americano Andre Agassi. Um ano depois, levou a melhor sobre o australiano Lleyton Hewitt. Roger tem essa particularidade: em seis vitórias no torneio, triunfou sempre em pares de anos consecutivos: após as conquistas de 2003 e 2004, venceu James Blake em 2006 e David Ferrer em 2007; mais tarde, Federer venceu Rafael Nadal em 2010 e Tsonga em 2011.

Na última edição do torneio, em 2017, o búlgaro Grigor Dimitrov superou ao belga David Goffin na final ao vencer por dois a um (7-5, 4-6, 6-3).

Novak Djokovic pode igualar o suíço

2008, 2012, 2013, 2014 e 2015. Novak Djokovic já conquistou esse Nitto ATP em cinco ocasiões, quatro delas de forma consecutiva e, nessas quatro, três ante Federer – em 2014, o suíço desistiu. O domínio de Novak na competição terminou às mãos de um atleta da “casa”, em 2016, perdendo para Andy Murray por dois a zero (6-3, 6-4).

O Niito ATP reúne os oito melhores do ranking ATP da temporada e podem existir alterações na classificação até o torneio que antecede a realização da prova na O2 Arena. Porém, são várias as presenças já confirmadas, entre elas as de Novak Djokovic e Roger Federer, a menos que questões físicas impeçam os tenistas de irem a Londres. Além de Roger e Novak, Juan Martin Del Potro, Rafael Nadal e Alexander Zverev foram os primeiros tenistas a confirmarem presença na prova.

Melo e Kubot são vice-campeões do US Open

Marcelo Melo e Lukasz Kubot são vice-campeões do US Open. Nesta sexta-feira (7), na final do Grand Slam, no Arthur Ashe Stadium, foram derrotados pelos norte-americanos Mike Bryan e Jack Sock  – cabeças 3 – por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/1, em 1h14min. Com a campanha em Nova Iorque (EUA), chegando pela primeira vez à decisão em Flushing Meadows, a dupla sobe importantes posições no ranking.

Na corrida para o ATP Finals, o resultado colocou Melo e Kubot entre as oito melhores parcerias da temporada, em oitavo lugar, com 3.570 pontos. No ranking mundial individual de duplas da ATP, o mineiro passou de 14º para sexto, com Kubot subindo de 13º para quinto do mundo, ambos com 5.790 pontos – eles empatam, mas pelo primeiro critério de desempate – torneios disputados ao longo de 52 semanas -, Melo tem uma competição a mais.

“Um grande momento para nós, por ter chegado a mais uma final de Grand Slam. Muito orgulhoso por estar aqui, disputar esta final. Eles foram muito bem hoje (sexta) para ficar com o título”, explicou Marcelo.

Foram quatro decisões de Grand Slam na carreira de Marcelo até agora, com dois títulos (Wimbledon 2017 – com Kubot – e Roland Garros 2015 – com o croata Ivan Dodig) e dois vice (US Open 2018 – com Kubot – e Wimbledon 2013 – com Dodig). No US Open, antes do vice deste ano, Melo havia chegado duas vezes até as semifinais, em 2013 e 2014.

O primeiro set da decisão começou bastante equilibrado, com as duas duplas mantendo os seus serviços até o oitavo game. Nele, Melo e Kubot chegaram a salvar quatro break points, mas Bryan e Sock conseguiram a quebra, marcaram 5/3 e sacaram para fazer 6/3 e vencer a série. A dupla norte-americana voltou com tudo para o segundo set, com dois breaks, abrindo 4/0, com grande atuação de Sock. Melo e Kubot confirmaram o game na sequência, marcaram 4/1, tentaram reagir na partida, mas os adversários mantiveram o domínio para fechar em 6/1 e comemorar o segundo título de Grand Slam seguido da parceria, campeã em Wimbledon.

US Open: Serena domina e decidirá final em Nova York

Um ano após se tornar mãe pela primeira vez e passar por graves complicações no pós parto, Serena Williams está na sua segunda final de Grand Slam consecutiva. Vice-campeã de Wimbledon em julho, ela decide no sábado o US Open, em busca do recorde e do seu 24o. título da categoria. Na noite de quinta-feira ela derrotou Anastasija Sevastova, da Letônia, por 6/3 6/0 para se garantir na sua 9a. final em Nova York e na 31a. da carreira.

“Um ano atrás, depois da Olympia nascer eu literalmente estava lutando pela minha vida, então sou muito agradecida cada vez que piso nesta quadra. Não importa o que acontecer, semifinal, final, eu sinto que já venci,” disse Serena, após a consistente vitória diante da tenista da Letônia.

No domingo, em que jogará pelo sétimo título no Arthur Ashe Stadium, Serena enfrentará a vencedora do jogo entre Madison Keys e Naomi Osaka.

Um dos maiores ícones culturais e esportivos do mundo, Serena afirmou que não imaginou que seria tão duro voltar a competir após a maternidade. O documentário produzido pela HBO mostra detalhes do dia a dia da super campeã, sofrendo com a falta de ritmo, o excesso de peso, a demanda muito maior do que estava acostumada de treinos para voltar ao nível competitivo e a luta interna entre o desejo de cuidar da criança e ter que trabalhar para vencer.

Neste US Open, Serena, que venceu o seu primeiro Grand Slam justamente nestas quadras quase 20 anos atrás (1999), conta que o diferencial foi a sua melhora física. É notável que todo o esforço que ela vem fazendo está sendo recompensado.

Diante de campeãs mais jovens, com ritmo de jogo e mais embalo do que Serena,36 anos, fala mais alto, além do talento e competência, a experiência, o amor pelo esporte e o desejo da vitória, acima de tudo.

Diana Gabanyi

Teliana inicia temporada 2018 treinando na Espanha

A tenista Teliana Pereira está de olho na temporada 2018 do circuito mundial. Depois de alguns meses afastada das quadras, dando um merecido tempo para a mente e para o corpo, ela retomou os treinos em Curitiba e em janeiro viaja para a Espanha, para fazer a pré-temporada na Academia BTT (Barcelona Total Tennis), onde está o brasileiro Leo Azevedo.

“ Vai ser uma nova experiência, uma nova aventura para mim. Vamos passar por um período de experiência em Barcelona, treinar duro e deixar acontecer,” disse Teliana, que confessa ter precisado de um tempo para se recuperar das exigências do circuito profissional de tênis.

“Precisei de um tempo para a mente e para o meu corpo e quando vi que estava pronta, sentindo falta da rotina de atleta, das emoções que só a quadra te proporciona, do tênis em sim, vi que era a hora de pegar a raquete e voltar a treinar,” revelou a brasileira que há 2 anos foi campeã de 2 torneios WTA (Bogotá e Florianópolis) e chegou à 43a posição no ranking mundial, se tornando a 3a. tenista mais bem classificada da história no Brasil, atrás apenas de Maria Esther Bueno e Niege Dias.

Mais madura e casada – com Alexandre Zornig – Teliana voltará a competir sem um objetivo definido de ranking e com uma nova equipe multidisciplinar(FourFisio – Lucas Rafael). O calendário será definido nas próximas semanas.
Mas, independente do ranking – atual é 358o. – e do calendário, o que importa para a pernambucana radicada em Curitiba é que ela está feliz em quadra. “Estou me divertindo e agora vou aproveitar a experiência de tudo o que já passei, tanto em uma volta pós cirúrgica, como no próprio circuito, para tentar chegar lá novamente. Sei que o caminho não será fácil, mas já passei por situações bem mais complicadas.”

Ghem perde em Challenger alemão. Zampieri é superado em Santo Domingo

Depois de furar o qualifying, André Ghem perdeu na primeira rodada do Challenger de Meerbusch, na Alemanha, que é disputado no saibro.

Nesta terça-feira, o gaúcho foi superado pelo tcheco Vaclav Safranek depois de três sets, com parciais de 6/3 3/6 e 6/3. Ghem estreia na chave de duplas nesta quarta-feira, ao lado belga Yannick Mertens, enfrentando o canadense Steven Diez e o espanhol David Veja Hernandez.

No Challenger de Santo Domingo, na República Dominicana, Caio Zampieri foi eliminado, também na primeira rodada, pelo francês Gianni Mina, com parciais de 4/6 6/1 e 6/3.

Nas duplas, Zampieri estreia nesta quarta, formando dupla com o mexicano Miguel-Angel Reyes-Varela. Os dois enfrentam o chileno Jorge Montero e o argentino Marco Trungelliti.