Nesta 2ª feira, Murray, Djokovic e Tsitsipas estreiam em Wimbledon

Wimbledon vai começar nesta segunda-feira e logo com o número 1 do mundo em quadra, começando sua campanha no tradicional Grand Slam disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

Na quadra central, Novak Djokovic terá pela frente o jovem britânico Jack Draper, nº 250 do mundo, em confronto que será inédito.

No mesmo lugar, Andy Murray fará o terceiro jogo da programação, enfrentando o georgiano top-30 Nikoloz Basilashvili, em outro confronto que vai acontecer pela primeira vez no circuito.

Na quadra 1, o destaque é para o jogo do grego Stefanos Tsitsipas contra o norte-americano Francis Tiafoe. Nos 3 confrontos anteriores entre eles, o grego venceu todos.

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Foto: AELTC/Edward Whitaker

Thiago Monteiro estreia contra Auger Aliassime em Wimbledon

Thiago Monteiro (BRA)

Thiago Monteiro está nos preparativos finais para a sua estreia em Wimbledon. Já em Londres desde a semana passada para se adaptar à grama, o tenista número 1 do Brasil viu o sorteio da chave ser realizado nesta sexta-feira, conhecendo seu adversário da primeira rodada. O cearense voltará a se encontrar com o canadense Felix Auger-Aliassime, o número 19 do mundo. Os dois tenistas também se enfrentaram na última edição do US Open, batalhando em quatro duros sets.

“Eu vou jogar contra o Felix de novo e vai ser mais um jogo bem duro. Ele vem jogando bem na grama, fez dois ótimos torneios e também saca muito bem, o que é importante neste piso. A gente se enfrentou no US Open e foi um jogo duríssimo, com três tie-breaks. Sei que preciso sacar bem e tentar aproveitar qualquer oportunidade que aparecer no saque dele”, analisou o brasileiro.

Apesar de não ter disputado torneios na grama em sua preparação para Wimbledon, Thiago se sente preparado para o desafio. “Sinto que venho treinando bem por aqui, realmente tenho feito uma boa preparação. Apesar de não ter disputado nenhum torneio na grama, também nunca fiz uma preparação tão longa neste piso quanto a que estou fazendo agora e me sinto bem. Tenho mais alguns dias para me preparar ainda mais, passar o plano de jogo e sair com o melhor resultado possível”, finalizou o número 81 do mundo.

Esta será a terceira participação de Monteiro na chave principal de Wimbledon e a quinta no geral. Além da chave de simples, Monteiro está na expectativa para entrar na chave de duplas. O cearense assinou a lista ao lado do gaúcho Rafael Matos, atual 89º do ranking de duplas da ATP. Fora por poucas posições, a dupla assinará a lista de alternates e aguardará para ver se alguma desistência acontecerá.

Menezes, Wild e Meligeni estreiam nesta segunda-feira no quali de Wimbledon

Três brasileiros entram em quadra nesta segunda-feira, pela primeira rodada do qualifying de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

O mineiro João Menezes – número 3 do Brasil e 206 do mundo – terá como adversário o britânico Jack Pinnington Jones, 18 anos, que recebeu wild card., em confronto que será inédito.

“Agora, foco neste quali em Wimbledon. Depois, voltarei ao Brasil, passando alguns dias em Uberaba, antes da disputa dos Jogos de Tóquio”, afirma Menezes.

Em outro jogo inédito, Thiago Wild terá pela frente o experiente alemão Tobias Kamke, nº 240 do ranking da ATP.

O outro brasileiro a entrar em quadra nesta segunda é Felipe Meligeni, que joga contra o argentino Francisco Cerundolo. Os dois já se enfrentaram quatro vezes, todas no saibro, com três vitórias do jogador argentino.

Depois de alguns dias no Brasil, Marcelo Melo volta à Europa e treina para Wimbledon

Depois de passar alguns dias no Brasil, o mineiro Marcelo Melo viajou neste sábado (19) de volta para a Europa. E, com ele, seguem também seu irmão e treinador, Daniel Melo, e o preparador físico Chris Bastos, que não vinham acompanhando Melo nos torneios por causa das restrições da pandemia da Covid-19. Agora, a equipe estará reunida nas viagens novamente, para a disputa do torneio de Wimbledon, Grand Slam que será realizado entre os dias 28 deste mês e 11 de julho, em que o mineiro foi campeão em 2017, ao lado do polonês Lukasz Kubot.

Inicialmente, Melo viajaria na quinta-feira (17) e jogaria o ATP 250 de Eastbourne, na próxima semana, na grama, preparatório para Wimbledon. Mas, houve uma mudança na programação, com a decisão de ir direto para Londres, dando sequência aos treinos físicos e técnicos realizados em Belo Horizonte (MG), visando o Grand Slam.

“Optamos por seguir já para Londres, com foco em Wimbledon, dando continuidade à preparação feita em Belo Horizonte. Chegar um pouco antes, treinar, ir se adaptando para jogar esse torneio tão especial”, afirma Marcelo.

Melo não voltava ao Brasil desde a pré-temporada e aproveitou os dias em Belo Horizonte (MG) para recarregar as energias junto à família e treinar em quadra e fisicamente, ao lado de Daniel e Chris, para a sequência da temporada.

Time novamente reunido – Em Roland Garros, no início deste mês, Melo retomou a parceria com Kubot. Juntos, disputarão pela quarta vez Wimbledon, desde 2017 quando comemoraram o título – no ano passado o torneio não foi realizado por causa da pandemia. E, além de estar com Kubot novamente em Londres, Melo terá o apoio de Daniel e Chris.

“Marcelo viajou várias semanas sozinho. Então, eu poder ir, o Chris, preparador físico, também, a equipe toda, é muito legal, ainda mais em um torneio tão especial e com o Marcelo voltando a jogar com o Lukasz. O time novamente reunido. Isto está sendo muito bom. A expectativa é a melhor possível. Vários países não puderam nos receber por causa da Covid, tive de saltar tantas semanas, de Masters 1000, até mesmo Roland Garros. Assim, é muito bom poder ir agora”, observa Daniel.

“A sensação de viajarmos novamente é muito boa, todo o tempo juntos, nas refeições, nos treinos, na quadra, na academia. E, agora, mais do que nunca, já que haverá uma bolha. Esse período de ficar sem viajar, sem estar com o Marcelo no dia a dia, foi bastante longo em função da Covid, que dificultou muito a nossa ida. O Brasil ficou em uma lista muito difícil em termos de locomoção nos diferentes países. Mas, agora, parece que vamos retornar aos poucos e da melhor forma. Esses últimos torneios já tiveram público e a expectativa é sempre muito grande de que tudo possa ir voltando ao normal”, garante Chris.

Depois de Wimbledon, o foco de Melo estará voltado para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em que formará dupla com o também mineiro Bruno Soares. O tênis começa no Japão no dia 24 de julho e segue até 1º de agosto. No ranking mundial individual de duplas divulgado na segunda-feira (14) pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), Melo está em 18º lugar, com 5.190 pontos. Kubot é o 17º, com 5.280.

Beatriz Haddad Maia é campeã em Portugal e segue para o quali de Wimbledon

Beatriz Haddad Maia voltou a triunfar em Portugal. Disputando o W25 de Montemor-o-Novo, a brasileira conquistou o seu quinto título no país desde o seu retorno ao circuito, ao derrotar a georgiana Mariam Bolkvadze, cabeça de chave 1 da competição e número 221 do mundo, num duplo 6/4.

“Eu venho observando a adversária de hoje já em outros torneios e também assisti ao jogo dela aqui, contra a Ingrid (Martins). Ela é muito sólida e competitiva, foi difícil, mas consegui ser corajosa e fazer meu trabalho o mais firme possível. Estou muito feliz, essa semana foi muito especial. Não joguei tão bem em alguns jogos, tenisticamente falando, mas consegui ficar firme e competir até o final, o que eu acho que foi o diferencial”, disse a tenista, feliz com o lado mental.

Este é o sétimo troféu que Bia conquista desde o seu retorno ao circuito, com cinco sendo em Portugal. Montemor-o-Novo é ainda mais especial para a atual 225ª do ranking da WTA, que disputou o seu primeiro torneio e conquistou o seu primeiro título após a suspensão justamente em Montemor-o-Novo.

“Eu tenho um carinho muito grande pelo lugar. Foi aqui que voltei a jogar, não faz nem um ano e já percorri muito. Me sinto em casa, é ótimo vir aqui e pegar toda essa energia positiva para seguir confiante no circuito. Agora é seguir trabalhando firme para o quali de Wimbledon”, finalizou a brasileira.

Disputado em quadras rápidas, o torneio português fez parte da preparação de Bia para Wimbledon. Garantida no qualifying, Bia voltará a disputar um Grand Slam após dois anos. Os jogos da fase qualificatória do torneio da grama têm inicio no dia 21 de junho.

Djokovic salva match-points e bate Federer para conquistar o penta de Wimbledon

Era mesmo a final que muitos esperavam. Pela primeiro vez desde 2015, Roger Federer e Novak Djokovic voltaram a se enfrentar em uma decisão de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

Em um jogo cercado de muita expectativa, que teve quase 5 horas de duração, o primeiro set foi exatamente como esperado, com muito equilíbrio e por detalhes, acabando com a vitória do sérvio por 7/6(5).

A segunda parcial foi bem diferente, com o suíço mais agressivo, errando menos e já abrindo duas quebras de saque de vantagem para administrar e empatar a partida, 6/1

O terceiro foi bem parecido com o primeiro, com o nº 1 do mundo levando a melhor no tiebreak, enquanto Federer levou pra parcial decisiva ao triunfar por 6/4 no 4º set.

A partir daí, a coisa ficou mais insana na quadra central. Com um nervosismo cada vez maior da torcida, Djokovic teve uma grande chance ao abrir 4/2 no 5º set, mas viu o adversário reagir e devolver a quebra logo na sequência. E não só isso: Federer chegou a sacar pro jogo quando conseguiu uma quebra que parecia decisiva no 8/8, abriu 40/15, mas viu Djokovic reagir e empatar a partida, indo até o tiebreak (a regra determina um tiebreak quando o 5º set chega ao 12/12). Mais uma vez, usou da sua consistência para vencer por 7/3 e garantir o pentacampeonato do slam disputado na grama.

“Se não foi a final mais empolgante que já participei, está, definitivamente, nas duas ou três melhores da minha carreira contra um dos maiores jogadores de todos os tempos. Eu respeito muito ele (Federer).Infelizmente, neste tipo de jogo, um tem que perder e, como Roger disse, ambos tivemos nossas chances. É surreal estar com dois match-points contra e voltar” disse o sérvio.

Agora, o sérvio, com 16 títulos de Grand Slam, diminui sua distância para o recorde do suíço, que continua com 20 conquistas dos 4 maiores torneios da temporada.

Confira a campanha de Djokovic para chegar a título em Londres:

1R d. Philipp Kolschreiber –  6/3 7/5 6/3

2R d. Dennis Kudla – 6/3 6/2 6/2

3R d. Hurbert Hurkacz – 7/5 6/7(5) 6/1 6/4

Oitavas d. Ugo Umbert 6/3 6/2 6/3

Quartas d. David Goffin  6/4 6/0 6/2

Semifinal d. Roberto Bautista Agut  6/2 4/6 6/3 6/2

Final d. Roger Federer 7/6(5) 1/6 7/6 4/6 7/6(4) 13/12(3)

Foto: AELTC/Karwai Tang

 

 

Halep joga muito, erra pouco e vence Serena em menos de 1 hora para conquistar Wimbledon

Simona Halep não apenas foi campeã, mas deu um show na final de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

Com um nível de atuação fora do normal, até mesmo para os seus padrões, ela correu muito, errou pouco – apenas 3 erros não forçados em toda a partida –  e simplesmente não tomou conhecimento de Serena Williams, que pouco fez para impedir a vitória de Halep por duplo 6/2 em apenas 55 minutos de partida.

“Ela jogou muito bem. Eu só estava tentando coisas diferentes. Hoje, nada realmente ajudou, mas eu também errei muito” disse Serena depois da partida.

Com o resultado, a norte-americana continua a um título de igualar o recorde de Slams de Margaret Court, que tem 24,, e a 2 de se tornar a maior detentora dos quatro principais torneios da temporada.

Já Halep faz História pro tênis romeno, já que se tornou a primeira tenista do país campeã de Wimbledon. Além disso, ela conquista seu segundo Slam, depois do triunfo em Roland Garros, no ano passado.

A conquista fará Halep subir 3 postos no ranking da WTA, indo ao 4º lugar, enquanto Serena subirá uma posição, chegando ao 9º.

Fotos: Cynthia Lum

 

 

Fedeerer bate Nadal em jogão e decide Wimbledon contra Djokovic

Definida a grande final masculina de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, que é disputado na grama de Londres, na Inglaterra.

Na partida mais aguardada do dia, Roger Federer e Rafael protagonizaram mais um grande espetáculo ao público londrino, decidido em quatro sets a favor do suíço, que agora vai buscar o seu nono título do torneio.

Em uma grande e equilibrada partida, Federer impôs grande agressividade pra dominar nos winners e fechar a partida com parciais de 7/6(3) 1/6 6/3 e 6/4.

Na primeira partida do dia, Novak Djokovic também precisou de 4 sets para se garantir na decisão do próximo domingo, ao anotar 6/2 4/6 6/3 e 6/2.

Federer e Djokovic se enfrentarão pela 49ª vez e a vantagem no confronto é do sérvio, que venceu 26 partidas.

Em Wimbledon, os dois já se enfrentaram três vezes, com vitória de Federer na semifinal de 2012,, e triunfo de Djokovic nas finais de 2014 e 2015.

Foto: Cynthia Lum

 

 

Halep chega à final de Wimbledon pela 1ª vez e desafia heptacampeã Serena, que busca recorde

A quinta-feira foi de poucas surpresas em Wimbledon, com vitória das favoritas na chave feminina do terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres.

No primeiro jogo do dia, Simona Halep impôs toda sua solidez diante da ucraniana Elina Svitolina, perdeu apenas 3 games e venceu por 6/1 e 6/3.

Com isso, a romena chega à final de Wimbledon pela primeira vez na carreira, depois da semi de 2014 e as quartas de 2016 e 2017.

Na decisão deste sábado, ela terá pela frente nada menos do que Serena Williams, que cresceu ao longo da competição e que passou pela tcheca Barbora Strycova na semi, com parciais de 6/21 e 6/2.

Heptcampeã do torneio, Serena busca recuperar a hegemonia em Londres depois do vice-campeonato do ano passado, quando perdeu para a alemã Angelique Kerber.

Aos 37 anos, a norte-americana se tornou a tenista mais velha a alcançar uma final de Slam na era aberta e terá a chave de igualar a australiana Margaret Court, como a tenista com mais títulos dos quatro principais torneios da temporada, com 24 conquistas.

Serena e Halep já se enfrentaram 10 vezes ao longo da carreira, com 9 vitórias da norte-americana. O único triunfo da romena foi no WTA Finals de 2014.

Foto: Cynthia Lum

 

 

Djokovic segue firme e faz uma das semis de Wimbledon contra Bautista Agut. Na outra, FEDAL

A quarta-feira em Wimbledon foi marcada pelos jogos das quartas de final da chave masculina do terceiro Grand Slam da temporada.

E mais uma vez, um dia sem surpresa e com vitória dos grandes favoritos, começando por Novak Djokovic, que não cedeu mais do que seis games para o belga David Goffin, anotando 6/4 6/0 e 6/2, continuando sua caminhada em busca da sua defesa de título.

Seu adversário será o espanhol Roberto Bautista Agut, que enfrentou o guerreiro argentino Guido Pella, que vinha de virada sobre Milos Raonic.

O espanhol saiu na frente, abriu 2×0 de vantagem e viu Pella tentar começar uma reação, mas que logo foi rechaçada com ele fechando a parcial por 6/3 e o jogo por 3×1.

Na sequência, as duas principais estrelas do tênis masculino entraram em quadra e confirmaram o favoritismo, marcando mais um histórico confronto para a semifinal da próxima sexta-feira.

Rafael Nadal, mais uma vez, foi dominante. Não perdeu set diante do sacador e embalado Sam Querrey, vencendo por 3×0, com parciais de 7/5 6/2 e 6/2.

Roger Federer teve um pouco mais de trabalho, teve o saque quebrado logo no 1º game do jogo e precisou virar sobre o japonês Kei Nishikori, vencendo por 4/6 6/1 6/4 e 6/4.