Ruud e Rune confirmam o favoritismo e garantem vaga nas oitavas de Roland Garros, que começam no domingo, com Djokovic e Alcaraz em ação

A terceira rodada de Roland Garros foi concluída neste sábado, sem grandes surpresas entre os principais favoritos na chave masculina do segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

O norueguês Cassper Ruud levou um susto ao perder o primeiro set para o chinês Zhizhen Zhang, mas depois conseguiu a virada e venceu por 3×1.

O dinamarquês Holger Rune teve ainda mais facilidade e bateu o argentino Genaro Alberto Olivieri por 3×0, mesmo resultado da vitória de Grigor Dimitrov sobre o alemão Daniel Altmaier.

Talvez a principal surpresa do dia tenha sido o triunfo do argentino Francisco Cerundolo sobre o norte-americano Taylor Fritz, por 3×1, ou o croata Borna Coric sendo superado por outro argentino, Tomas Etcheverry, em sets diretos.

No fechamento da programação, o alemão Alexander Zverev conseguiu bater Frances Tiafoe por 3×1, mesmo com o norte-americano checando a sacar pra levar pro 5º set.

O domingo será o dia de início das oitavas de final, com quatro jogos da chave masculina, com Novak Djokovic fazendo o segundo jogo da quadra Philippe-Chatrier, enfrentando o peruano Juan Pablo Varillas.

Logo depois, Carlos Alcaraz e Lorenzo Musetti prometem um confronto mais equilibrado por ma vaga nas quartas de final.

Na Suzanne-Lenglen, o russo Karen Khachanov encara o italiano Lorenzo Sonego, enquanto o grego Stefanos Tsitsipas tem o favoritismo diante do austríaco Sebastian Ofner.

Foto: Julien Crosnier/FFT

Bia e Thiago Wild avançam à 3a rodada em Roland Garros

O Brasil tem dois tenistas na 3a rodada de Roland Garros: Beatriz Haddad Maia e Thiago Wild.

É a primeira vez desde 1989 que uma mulher do Brasil chega `a essa fase em Paris. Naquele ano, Dadá Vieira e Niege Dias alcançaram a terceira rodada.

Bia Maia está na 3a rodada em Roland Garros (Getty Images)

Beatriz Haddad Maia venceu mais uma em Roland Garros. A brasileira superou a russa Diana Shnaider, 108ª do ranking, em 6/2 5/7 6/4 e 2h43 de duração. Esta é a primeira vez que Bia atinge uma terceira rodada em Grand Slam.

“Me sinto muito feliz com o meu jogo. Foram duas partidas diferentes que fiz até agora: uma eu joguei bem desde o início e esta eu estava jogando bem até o meio da partida, aí eu acho que ela começou a jogar melhor, além de eu não estar mais muito agressiva. Tive que lutar, me perdoar e me dar mais uma chance e não hesitar. Estou muito feliz de estar na terceira rodada”, disse a brasileira.

Na próxima rodada, Bia enfrentará a russa Ekaterina Alexandrova, a 23ª do mundo. “Tudo na vida tem uma primeira vez. Teve a primeira vez que eu ganhei um Future, que eu ganhei um Challenger, ganhei um WTA, entrei no top 100 , entrei no top 20.. Tudo isso foram barreiras que a gente foi evoluindo. Isso mostra que estamos no caminho. Me sinto preparada para a 3a rodada. Vou tentar aproveitar a vitória esta noite e estudar a minha adversária um pouco para me preparar. Acho que trabalhei muito duro nos últimos meses e me sinto pronta para mais”, finalizou.

Depois da Bia, Thiago Wild entrou em quadra e derrotou o argentino Guido Pella por 3 sets a 1, parciais de 63 64 36 64 para uma inédita terceira rodada em um Grand Slam. Vindo do qualifying ele enfrentará o japonês Yoshihito Nishioka, 33o. do ranking da ATP.

Vale lembrar que poucos meses atrás, Thiago Wild não conseguiu passar o qualifying do Rio Open.


Thiago Wild impressiona a quadra central de Roland Garros com a façanha de nocautear Medvedev

Clay Magazine

Seu apelido não é «Guga», mas ele merece ser chamado assim. Thiago Seyboth Wild, um brasileiro de 23 anos, impressionou o estádio principal de Roland Garros na terça-feira ao derrotar um dos maiores nomes do tênis, o russo Daniil Medvedev.

Vinte e seis anos atrás, a caminho de seu inesperado primeiro título do Aberto da França, Gustavo «Guga» Kuerten também enfrentou um Medvedev, o russo Andrei Medvedev, a caminho da Taça dos Mosqueteiros. Kuerten venceu aquela partida das oitavas de final, Seyboth Wild venceu essa partida da primeira rodada. Déjà vu em Paris?

Seyboth Wild, classificado em 172º lugar no ranking mundial, nunca esteve sequer entre os 100 melhores do mundo, mas sua exibição na Philippe Chatrier foi a de um jogador entre os dez melhores, exceto em um momento-chave, quando ele tinha a partida nas mãos para vencê-la mais facilmente: uma vantagem de um set e uma vantagem de 6-4 no tie break do segundo set.

Naquele momento, Seyboth errou um forehand no meio da quadra e um smash que deu o set ao número dois do mundo. Mas o brasileiro se recompôs e, em uma tarde levemente quente na primavera parisiense, eliminou o recente campeão do Aberto da Itália por 7-6 (7-5), 6-7 (6-8), 2-6, 6-3 e 6-4 em quatro horas e 15 minutos de jogo eletrizante.

Thiago Wild celebra vitória inédita em Roland Garros –

O brasileiro, campeão júnior do US Open em 2018 e campeão do ATP Viña de Santiago do Chile em 2020, derrotando o norueguês Casper Ruud na final, é um jogador que vivia na sombra, mas isso não será mais o caso.

Seu tênis impetuoso, porém elegante, sua potência e a exibição que mostrou na terça-feira o colocarão de volta aos holofotes internacionais para ouvir a mesma pergunta com frequência: por que ele não está mais alto no ranking, por que não é um dos principais jogadores do circuito?

Problemas pessoais – um relacionamento tempestuoso com uma influenciador que incluiu denúncias à polícia – lesões e uma atitude talvez nem sempre tão profissional pesaram na decolagem do brasileiro, que, ao vencer o ATP 250 de 2020 no Chile, tornou-se, com o 182º lugar no ranking mundial, o mais jovem jogador de seu país a triunfar nesse nível.

Seyboth Wild, que chegou à chave principal do torneio ao vencer três partidas no qualifying, mostrou no saibro parisiense um saque muito potente, um forehand furioso com o qual sempre comandou e um backhand de duas mãos. O festival de golpes brilhantes na quadra central foi uma reminiscência da descoberta de Kuerten em 1997, exceto pelo detalhe de que o ex-número um do mundo jogou com um backhand de uma mão.

Qual foi a tática dele hoje, perguntou o ex-tenista francês Fabrice Santoro a Seyboth Wild após a partida.

«Procurar os ângulos, usar meu forehand contra o dele… funcionou muito bem, heh», disse o brasileiro de 185 centímetros com um sorriso. «Estou muito feliz com a maneira como estou jogando. Se você trabalha duro, é recompensado.

Além do fato de ambos terem se livrado de um Medvedev, há outros paralelos com o avanço de Kuerten em 1997: ambos os jogadores são do sul do Brasil; Kuerten do estado de Santa Catarina, Seyboth Wild do estado do Paraná.

Se em 1997, Kuerten era representado pelo peruano Jorge Salkeld, 26 anos depois, Seyboth Wild também está trabalhando com ele.

Essa história da década de 1990 se tornou uma lenda, com Kuerten somando mais dois títulos em Paris e alcançando o topo do ranking em 2000. Seyboth Wild, três anos mais velho do que o Kuerten de 1997, acabou de entrar em ação, mas não há ninguém ou nada que possa lhe tirar a maior alegria de sua carreira.

Texto da Clay Magazine em parceria com a Tennis View

E lembrando que no início do ano, o Thiago não havia conseguido passar o quali do Rio Open.

Bia arrasa na estreia em Roland Garros

Beatriz Haddad Maia estreou com uma grande vitória em Roland Garros. A brasileira, cabeça de chave 14 do torneio, superou a alemã Tatjana Maria, número 67 do mundo, em 6/0 6/1 e 1h04 de duração.

“Estou feliz com a minha estreia. Primeiro por ser primeira rodada, já que em qualquer torneio é sempre difícil estrear. A Maria é uma jogadora muito experiente, que já ganhou de grandes jogadores, e também está tendo bons resultados nos últimos 12 meses, então estou contente com essa estreia firme”, disse a tenista.

Bia venceu por 60 61 (foto de Aliny Calejon)

Na próxima rodada, Bia enfrentará a russa Diana Shnaider, a 108ª do ranking. “Eu busco lidar com a segunda rodada como qualquer outra. Na partida de hoje eu estava nervosa também, então esse frio na barriga significa que valorizamos e gostamos com o que trabalhamos. Se ela está numa segunda rodada de Grand Slam, ela é uma grande jogadora também. Então vou tentar fazer o meu melhor na mesma forma”, continuou.

A brasileira também comentou do carinho da torcida presente na partida. “Mesmo estando longe de casa, sinto essa energia e essa vibração. É muito especial escutar as pessoas gritando o meu nome. É um privilégio, fico muito contente. É muito bacana receber essa energia e me motiva bastante para seguir firme, principalmente nos momentos duros”, finalizou.

Thiago Monteiro tem novo adversário para a estreia em Paris

Thiago Monteiro está nos momentos finais de sua preparação para a estreia em Roland Garros. Atual número 98 do mundo, o brasileiro viu uma troca de adversário na sua estreia após a desistência do francês Benjamin Bonzi, e agora terá pela frente o alemão Yannick Hanfmann, lucky loser do torneio e 65ª do ranking.

Thiago Monteiro enfrenta alemão em Paris (Fotojump)



“Acho que a única diferença é mais na questão da torcida, já que o adversário não terá tanta torcida como o francês com quem eu jogaria. Vi alguns jogos hoje e os tenistas franceses receberam muito apoio da torcida. Mas é um jogo bem duro, o Hanfmann vem em uma grande fase. Joguei contra ele algumas semanas atrás e foi um jogo bem longo e definido nos detalhes. A preparação para o jogo é parecida, já que ele joga num estilo bem similar ao do Bonzi”, analisou o brasileiro.

“Me sinto bem preparado, confiante e estou treinando bem. São nesses torneios que todos buscam superar seus limites e jogar no melhor nível possível, então preciso aproveitar da melhor forma essas boas sensações. Conquistar a vitória e avançar nesses torneios maiores é o principal objetivo”, finalizou.

Esta será a quinta participação na chave principal de Thiago Monteiro em Roland Garros. A melhor campanha do cearense no Grand Slam francês foi em 2020, quando chegou na terceira rodada.

Roland Garros reverencia o último “Rei” francês: Noah

Yannick Noah está sendo celebrado em Roland Garros como merece. ´Último campeão francês a vencer em Paris, há 40 anos, Yannick Noah segue como uma das figuras mais populares da França.

Ao derrotar Mats Wilander na final de 1983 e celebrar a vitória nos braços do pai, na quadra central lotada, Noah fez uma nação inteira praticamente entrar em transe. Já fazia 37 anos que nenhum francês vencia o “seu” Grand Slam.

Yannick Noah – Loic Wacziak / FFT

Descoberto em Yaounde, por Arthur Ashe, Noah se mudou ainda adolescente para a França, para treinar com a Federação Francesa e cresceu nas quadras de Roland Garros. Filho de pais com mistura racial, ele trouxe muito mais do que apenas um ganhador de Grand Slam para a França. A sua vitória representou muito mais do que um título.

Irreverente, pura emoção na quadra, Noah levou tudo isso para outros palcos. Se tornou um cantor e músico de sucesso e por algumas vezes, e não faz tanto tempo assim, foi eleito a maior personalidade da França.

Mats Wilander, Mansour Bahrami, Yannick Noah – Loic Wacziak / FFT

Mas, ao entrar na Philippe Chatrier, neste sábado, em um “Kid’s Day” que ganhou o seu nome e para tocar diante de quase 20 mil pessoas, falou: “Depois do nascimento dos meus filhos, o dia que ganhei Roland Garros é o dia mais especial da minha vida. Quanto mais velho a gente vai ficando, mais emotivo vamos nos tornando.”

Diana Gabanyi


Roland Garros começa neste domingo, com destaque para os jogos de Tsitsipas e Rublev na chave masculina

Começa neste domingo a chave principal de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

E logo no primeiro, há uma expectativa por bons jogos na chave masculina, como a partida do grego Stefanos Tstsipas, um dos favoritos ao título, que encara o tcheco Jiri Vesely na segunda partida da quadra Philippe-Chatrier.

Já na Suzanne-Lenglen o destaque fica por conta do russo Andrey Rublev, cabeça de chave número 7, que terá pela frente o sérvio Laslo Djere. No mesmo local, um pouco mais cedo, na abertura da programação, o russo Karen Khachanov, cabeça de chave número 11, enfrenta o local Constant Lestienne.

Para conferir toda a programação do domingo, clique aqui.

Foto: Philippe Montigny/FFT

Thiago Wild se junta a Monteiro e Bia na chave de Roland Garros

O Brasil terá três tenistas na chave principal de simples de Roland Garros. Além de Thiago Monteiro e Beatriz Haddad Maia, já garantidos no Grand Slam francês, Thiago Wild conquistou a sua vaga ao passar pelo disputado qualifying.

Thiago Wild jogará a chave de Roland Garros pela 1a vez (Foto CBT)

Nesta sexta-feira ele derrotou o alemão Dominik Koepfer, atual 102 do mundo, por duplo 6/1, para disputar a chave principal em Paris, pela primeira vez na carreira.

O outro Thiago, Monteiro estreará contra o francês Benjamin Bonzi e Bia jogará contra a alemã Tatijana Maria. Wild ainda aguarda o adversário de estreia.

Felipe Meligeni e Laura Pigossi, que chegaram à última fase da classificação em Paris, perderam no 3o. set.

Nadal desiste de Roland Garros e planeja despedida em 2024

Rafael Nadal anunciou, nesta 5a feira, na sua academia, a Rafa Nadal Academy, em Manacor, na Espanha, que não disputará o torneio de Roland Garros.

Catorze vezes campeão em Paris, Nadal não conseguiu se recuperar de diversas lesões a tempo e vai tirar o resto do ano para descansar o corpo e tentar fazer um tour de despedida em 2024.

Nadal anuncia sua decisão de não jogar Roland Garros

“Não mereço terminar a minha carreira em uma coletiva de imprensa. Sempre vale a pena fazer um esforço a mais. Sempre foi a minha filosofia. Agora é preciso parar e experimentar um pouco uma vida sem tantos horários e compromissos,” afirmou Nadal, em uma coletiva lotada e em tom bem sincero e consciente diante dos jornalistas.

Como será um Roland Garros sem Nadal? Nem ele sabe.

Diana Gabanyi

Bia foca na recuperação para Roland Garros

Beatriz Haddad Maia se despediu do WTA 1000 de Roma, na Itália, na noite de terça-feira, nas quartas-de-final. A brasileira foi superada pela ucraniana Anhelina Kalinina, a número 47ª do ranking, em 6/7 7/6 6/3 e 3h41 de duração, marcando a partida mais longa da WTA na temporada de 2023.

Bia se dedicará à recuperação da perna esquerda

“Estou com uma lesão na perna esquerda desde a primeira rodada de Roma, que causa muita dor e incômodo para jogar. Fiz os exames e a lesão exige cuidado, mas toda a minha equipe está aqui, incluindo o meu fisio, então tenho certeza que estarei recuperada até Roland Garros”, disse a tenista.

“Sobre o torneio, acho que fiz três rodadas bastante sólidas, com um alto nível de tênis, e tenho certeza que estava em condições para ir além. Porém, na partida de ontem, diferentemente das anteriores, me apeguei muito na dor, fiz um jogo mais emocional desde o início da partida e, consequentemente, isso faz com que as escolhas e as execuções percam qualidade. Mesmo assim busquei lutar e brigar durante o jogo, me entreguei pelo amor e respeito ao jogo e a minha adversária foi mais corajosa ao final.” continuou.

Bia tinha o WTA 250 de Estrasburgo, na França, no seu calendário, mas optou por não disputar para poupar o físico. “Não irei mais para Estrasburgo. Aproveitarei esse período para curar a lesão e estar pronta para Roland Garros e a sequência dos torneios de grama.”, finalizou.

Aliny Calejon