A romena Oana Gravila sobreviveu a um longo dia decisivo na segunda etapa do Circuito Feminino Future de Tênis, que obrigou até mesmo a organização a mudar semifinais e final para a quadra de saibro coberta de São João da Boa Vista. Com duas vitórias difíceis, Gravila conquistou o sexto título de sua carreira e o primeiro em três temporadas.
Gavrila conquistou o título
No começo da tarde, a cabeça 8 conseguiu uma duríssima vitória contra Carolina Meligeni Alves, em jogo que teve no total 4h03 de intensa disputa. Gavrila liderava no sábado por 7/6 (7-1) e 1/2 no momento em que a chuva impediu a continuidade. Já em novas condições, Carol ganhou também no tiebreak, por 10-8, e aí fez um terceiro set equilibradíssimo, que acabou em novo desempate, mas desta vez com 7 a 5 para a romena.
Pouco antes, a russa e principal favorita Ekaterina Makarova também completou uma longa partida diante da argentina Julieta Estable, que durou 3h16 no total e teve parciais de 7/5, 6/7 (6-8) e 6/4.
Após o descanso regulamentar, as finalistas voltaram à quadra e viveram altos e baixos, até que a romena fez um terceiro set muito consistente e marcou o placar final de 6/2, 3/6 e 6/1.
Na final de duplas, também adiada de sábado e realizada no saibro coberto de São João da Boa Vista, a brasileira Júlia Konishi ficou com o vice, ao lado da japonesa Wakana Sonobe. As duas perderam para a norte-americana Jaeda Daniel e a russa Maria Kononova, por 6/0, 6/7 (3-7) e 10-4.
Todas elas seguem imediatamente para São Paulo, onde começa nesta segunda-feira a terceira etapa do Circuito Feminino, agora um evento de US$ 50 mil. A entrada no Clube Hípico de Santo Amaro é gratuita para o público.
O Circuito Feminino Future de Tênis é apresentado pelo Itaú através da Lei de Incentivo ao Esporte/Ministério do Esporte. Tem o patrocínio da Mills e a realização é do Instituto Esperança do Amanhã. A competição tem as chancelas da Federação Internacional de Tênis, Confederação Brasileira de Tênis e Federação Paulista de Tênis.
Um sábado de uma vitória das mais importantes para Thiago Wild e com uma dura derrota para Beatriz Haddad Maia, no Miami Open.
Wild foi o primeiro a entrar na quadra central do Hard Rock Stadium e em pouco mais de uma hora derrotar o favorito, o norte-americano Taylor Friz, 13o. colocado no ranking mundial, por 6/3 6/4.
Bia foi eliminada em Miami (Juarez Santos)
“Acho que foi um jogo onde a tática que discuti com o Duda funcionou. Eu estava confiante e fiz a minha parte. Meu saque funcionou bem, encontrei caminhos para deixar ele mais desconfortável em quadra e no fim, consegui duas quebras no início dos sets. Só precisei manter a consistência e a paciência para garantir a vantagem e fechar,” disse o número um do Brasil, que contou com o forte apoio da torcida brasileira, sempre presente no torneio.
Já Bia Haddad Maia, mesmo com toda a torcida a seu lado, não conseguiu parar a britânica Katie Boulter, que já havia derrotado a paulista poucas semanas atrás em San Diego. Como no ano passado, Bia foi eliminada na terceira rodada, por 6/2 6/3, do WTA 1000.
Depois de passar o qualifying pela segunda semana consecutiva (passou em Indian Wells), o brasileiro Thiago Wild estreou com vitória na chave do Miami Open. Ele venceu o português Nuno Borges, 61º da ATP por 6/4 7/5 e enfrentará na próxima rodada o americano Taylor Fritz.
Thiago Seyboth Wild (Megan Briggs/Getty Images – Rio Open)
Fiz um bom primeiro set, mas o Nuno é um cara consistente, erra muito pouco e vem de um título. Ele devolve muito bem e eu sabia que o 1º saque era importante. Perdi um pouco a concentração no início do segundo set e ele aproveitou para me quebrar, mas consegui voltar pro jogo, retomar a tranquilidade para fechar. “
“O Fritz é um grande sacador, 13 do mundo, agressivo, um dos melhores do circuito. Mas estou me sentindo bem, confiante e já mostrei que posso enfrentar qualquer jogador do circuito. Vou sentar com o Duda(Matos, técnico) e traçar uma estratégia para a partida contra ele.
Número um do Brasil, Thiago teve a melhor campanha da temporada no Rio Open onde alcançou as quartas de final.
Thiago Wild vence por 6/3 6/4 Hugo Grenier(FRA) e entra na chave do segundo Masters 1000 seguido e o terceiro da carreira. Wild já iguala a melhor campanha dele em Miami, que foi em 2021 quando perdeu na estreia.
Thiago Wild passou o qualifying (Juarez Araujo)
Nesta quarta ele estreia na chave principal do mais latino dos Masters 1000 e que tem o patrocínio do Itaú, deixando o torneio ainda mais perto dos brasileiros.
Ele enfrenta o português Nuno Borges, que acabou de ganhar o forte Challenger de Phoenix.
“Outro jogador experiente, outro jogo duro, tinha muito vento hoje, mas eu destaco a minha paciência nesta partida para aguardar o momento certo de quebrar e sair com a vitória nos dois sets. Ele tem um bom saque, mas procurei me achar na devolução e administrei isso, fiquei firme na partida e não dei muitas chances pra ele. E mais uma vez a torcida me ajudou muito. Obrigado por todo mundo que veio me incentivar.”
Com uma parceria sólida e duradoura de 17 anos, o Itaú Unibanco anuncia a renovação do seu contrato de patrocínio ao Miami Open até 2028. O banco brasileiro segue como principal patrocinador das próximas cinco edições, mantendo a categoria “presented by Itaú”. Para comemorar, nesse ano será inserida uma nova tradição no torneio: o Saques do Futuro (First Serve). O primeiro saque da competição feito pelo atleta Rafael Padilha, do projeto Rede Tênis Brasil, apoiado pelo Itaú Unibanco. A ação será realizada após o qualifying.
Natural de Porto Alegre, Padilha começou sua trajetória no tênis com nove anos e o seu primeiro contato com o esporte aconteceu por meio da iniciativa. Mais velho de uma família de sete irmãos, o atleta se manteve por dois anos consecutivos como número 1 no ranking estadual nas categorias 14 e 16 anos e já competiu em torneios brasileiros e ITF Juniors, como o Banana Bowl e Brasil Juniors Cup. Em 2023, também por meio do projeto, visitou os bastidores, treinou nas quadras do Miami Open, além de conhecer seus principais ídolos – entre Carlos Alcaraz, atual número 2 do mundo; e os brasileiros Bia Haddad e Thiago Andrade.
Itaú é o principal patrocinador do Miami Open (Photo by Clive Brunskill/Getty Images)
“Acreditamos que o esporte tem o poder de transformação na vida das pessoas e, por isso, este é um pilar tão forte de atuação no Itaú. Nosso apoio vai desde projetos que utilizam o esporte como meio de desenvolvimento de crianças e jovens brasileiros até os com foco em alto rendimento, como o Miami Open. Entre as ações sociais apoiadas, contamos com a Rede Tenis Brasil, Bola Dentro, Instituto Guga Kuerten e Tenis para Todos Paraisópolis. Nos orgulhamos em também estar ao lado da talentosa tenista brasileira Bia Haddad desde 2023, demonstrando nosso compromisso em contribuir para o crescimento da categoria no País e promover o desenvolvimento de jovens atletas”, afirma Eduardo Tracanella, diretor de Marketing do Itaú Unibanco.
A relação do Itaú Unibanco com a modalidade vem desde a década de 70, com a Copa Itaú de Tênis, e tem como objetivo atuar em todos os âmbitos do esporte: educacional, esporte de base e alto rendimento. Ao renovar esse compromisso, o banco reafirma seu apoio aos valores e à tradição do esporte no Brasil, consolidando sua presença no cenário do tênis internacional e ilustra a confiança mútua e a determinação em promover o tênis de alto nível. Neste ano, a presença do Itaú Personnalité é ampliada com um lounge com vista privilegiada para as principais quadras e equipado com bar, mesas, poltronas para descanso e DJ, além de instalações interativas para fotos.
Saques do Futuro: uma nova tradição iniciada pelo Itaú no Miami Open
Entre as vielas da Vila Caddie em Porto Alegre, Rafael Padilha é um atleta de grande destaque do projeto. Aos 9 anos, teve seu primeiro contato com o tênis por meio do projeto social Rede Tênis Brasil. O caminho percorrido pelo jovem o leva diretamente para uma posição de extrema responsabilidade no próximo Miami Open: ele fará o saque inaugural do torneio, feito inédito e liderado pelo Itaú.
Inspirado por tenistas como Bia Haddad e Carlos Alcaraz, Rafael encara desafios em torneios brasileiros e ITF Juniors, incluindo competições renomadas como o Banana Bowl e o Brasil Juniors Cup. Além disso, investe tempo no estudo do inglês para se preparar para competições internacionais. “Ele não é apenas um competidor talentoso nas quadras, mas um jovem que compreende a importância da dedicação e da educação para evoluir. Temos orgulho, no Itaú, de apoiar projetos que elevam as oportunidades por meio do esporte”, explica Tracanella
Entre os dias 3 e 7 de abril, o Roland-Garros Junior Series by Renault será disputado nas quadras de saibro da Sociedade Harmonia de Tênis, tradicional clube de São Paulo e que se tornou chancelado como um Roland-Garros Club de forma exclusiva no Brasil.
Em seu segundo ano na capital paulistana, o torneio, um dos mais relevantes da categoria no continente, é fruto de uma colaboração entre a Federação Francesa de Tênis (FFT), a Confederação Sul-Americana de Tênis (Cosat) e a Confederação Brasileira de Tênis (CBT).
A dimensão alcançada, a experiência promovida aos jovens jogadores e a oportunidade dos vencedores em obter wild cards para disputar o Roland-Garros Junior, em Paris, junto com os principais jovens talentos do mundo são atributos que merecem destaques por parte de Amélie Mauresmo, Diretora de Roland-Garros.
“A experiência que temos em organizar torneios internacionais nos permite oferecer aos melhores jogadores juniores da América Latina um evento de primeira classe. Além de permitir com que esses jovens tenistas vivenciem uma experiência profissional, os vencedores conquistam um Wild Card para a edição 2024 do Roland-Garros Junior. Graças a parceria com a COSAT & CBT, reunimos os melhores talentos da América Latina, local com extensa tradição em revelar jogadores para o cenário do tênis internacional, em especial no saibro”, sentencia Amélie Mauresmo.
O Roland-Garros Junior Series com apoio principal da Renault e tem como parceiros oficiais a Accor, Rolex e Egis além da Wilson como fornecedora oficial de bolas e encordoamento de raquetes.
“Este ano a Renault consolida sua presença no tênis no Brasil pela segunda vez no Roland-Garros Junior Series. Desde o ano passado iniciamos diversas iniciativas com objetivo de democratizar o tênis no país e impulsionar as futuras gerações do esporte. Inauguramos quatro quadras de saibro em parques públicos de São Paulo, promovemos um torneio interclubes e contribuímos, por meio do Instituto Renault, para o desenvolvimento da prática esportiva em comunidades”, conta Aldo Costa, Diretor de Marketing da Renault do Brasil.
Formato e Transmissão
Esta edição do Roland-Garros Junior Series by Renault será novamente formada por 32 atletas, sendo 16 meninos e 16 meninas, todos com menos de 16 anos de 11 diferentes países (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela) e terá a transmissão diária exclusiva no Brasil através dos canais ESPN e pelo Star+ para toda a América do Sul.
Aymeric Labaste, Diretor de Desenvolvimento Internacional da Federação Francesa de Tênis (FFT), destaca a grandeza do evento:
“O acordo que fechamos com a Sociedade Harmonia de Tênis vai permitir com que elevemos o padrão do torneio e que recriemos o universo de Roland-Garros em São Paulo. O fato de contarmos com Juan Martin del Potro como embaixador da competição sintetiza bem o alto nível do que produzimos para esses jovens. Tênis também é uma questão de transmissão, de aconselhamento e Juan Martin agrega um valor inestimado”.
Mudança no Formato para prover mais experiências aos jovens tenistas
Diferentemente da edição 2023, ao invés de um formato eliminatório (knock-out) desde o início da competição, em 2024 os atletas serão divididos em quatro grupos com quatro jogadores. Essa mudança tem como intuito principal ampliar o tempo de quadra e, consequentemente, as chances de cada um dos participantes em alcançar o objetivo principal: o wild card para Paris.
Aymeric Labaste, Diretor de Desenvolvimento Internacional da Federação Francesa de Tênis (FFT), fala um pouco deste propósito de oferecer mais oportunidades aos atletas:
“Nossa ambição é posicionar o Roland-Garros Junior Series by Renault como uma referência e, ao mesmo tempo, apoiar a próxima geração de jogadores latino-americanos. Portanto, tomamos a decisão de adotar esse formato – chamado de Round Robin – este ano para garantir que cada Junior jogue pelo menos três partidas.”
Del Potro novamente presente
Além da experiência em poder disputar o Roland-Garros Junior na capital francesa, o Roland-Garros Junior Series by Renault também vai proporcionar aos 32 tenistas classificados o encontro e os conselhos de Juan Martín Del Potro como mais uma forma de prover oportunidades de desenvolvimento aos jovens atletas.
O tenista argentino, que chegou a ser o #3 no Ranking da ATP, duas vezes medalhista olímpico e duas vezes semifinalistas de Roland-Garros (2009 e 2018), será o embaixador da competição pela segunda vez.
Confira a lista completa de jogadores:
Meninas (ITF Junior Ranking)
Argentina: Sol Larraya (132ª);
Bolívia: Valery Sumoya (2595ª);
Brasil: Pietra Rivoli (160ª), Nauhany Silva (620ª), Sofia Albieri (1654ª) e Alicia Reichel (2432ª);
Chile: Augustina Solo (450ª);
Colômbia: Maria José Sanchez (497ª)
Equador: Viktoria Monge (1027ª);
México: Hanne Estrada (309ª)
Paraguai: Zoe Doldán (575ª);
Peru: Micaela Moro (816ª);
Uruguai: Sofia Barbosa (-);
Venezuela: Sabrina Belderrama (779ª);
Meninos (ITF Ranking)
Argentina: Dante Pagani (298º);
Bolívia: Alejandro Bajarano (3153º);
Brasil: Pedro Chabalgoity (318º); Luiz Augusto Miguel (492º); Pedro Dietrich (838º), Washington Matos(925º);
Foram definidos, neste domingo (3), os campeões da Brasil Juniors Cup. O sul-coreano Hoyoung Roh garantiu o troféu masculino ao vencer o francês Nathan Trouvé, por 3/6 6/4 6/3, enquanto a japonesa Mayu Crossley bateu a espanhola Neus Torner por 2/6 6/4 6/3. As partidas aconteceram nas quadras da Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre (RS).
Mayu Crossley (Luiz Candido)
Abrindo as decisões, o asiático começou em ritmo mais baixo que Trouvé e viu o adversário logo abrir vantagem. Só que o Roh foi se encontrando em quadra e a cada ponto conseguiu levar o jogo para o terceiro set. No set decisivo, o coreano não sentiu tanto o desgaste e buscou o título com uma virada em 3/6 6/4 6/3.
Após o jogo, o campeão falou da alegria de poder levantar o troféu. “Estive aqui no ano passado e não tive um bom resultado. Perdi para o João Fonseca na primeira rodada. Mas este ano a atmosfera estava ótima, com bom público, além de uma ótima organização”, disse o atleta de 17 anos, que ocupa a 29a colocação do ranking juvenil da ITF.
Entre as meninas, Crossley teve um roteiro parecido com o do jogo anterior. A japonesa viu a espanhola abrir vantagem sem dificuldades no primeiro set. Só que, assim como na semifinal, Mayu conseguiu se recuperar e garantiu a segunda virada do dia, por 2/6 6/4 6/3.
Com o troféu na mão, Mayu desabafou sobre as dificuldades que teve durante o jogo. “Eu não estava me sentindo 100% e não pude jogar o meu melhor. Apesar disso, fico feliz pela forma como lutei em quadra e principalmente com o troféu”, comentou.
Crossley ainda destacou seu desempenho jogando no Brasil. No ano passado, a tenista foi campeã do Banana Bowl, que começa nesta segunda-feira (4). “Eu amo o Brasil. Fui muito bem em 2023 quando cheguei nas semis da BJC e fui campeã do Banana Bowl. Definitivamente esse lugar me traz sorte”, destacou a atleta, que segue para Blumenau, onde acontece a próxima edição do torneio.
Hoyoung Roh conquista também o título de duplas
No sábado (2) antes das decisões, foram disputadas as finais de duplas e Hoyoung Roh também levantou o troféu. Ao lado do turco Atakan Karahan, os atletas venceram o russo Timofei Derepasko e o alemão Justin Engel, por 6/3 4/6 11-9.
Já entre as meninas, o título ficou com a norueguesa Emily Sartz-Lunde e a norte-americana Kaitlyn Rolls. Na final, as atletas bateram a belga Jeline Vandromme e a israelense Mika Buchnik, por duplo 6/2.
Laura Pigossi, número 123 do mundo, atleta da AD In Academy, em Barcelona, na Espanha, conquistou, neste sábado, o título do torneio W50 de Pretória, na África do Sul, evento com premiação de US$ 40 mil, jogado no piso duro.
Laura derrotou a belga Hanne Vandewinkel, cabeça de chave 8, por 2 sets a 1 com parciais de 6/2 4/6 7/5 após pouco mais de duas horas: “Foi um jogo duro, a menina jogou super bem. Estou feliz que consegui jogar bem nos momentos importantes, consegui aguentar. Final nunca é fácil, ganhar um torneio, entra um pouco de dúvida. Soube lidar bem com essa situação. Estou feliz por minha atitude e garra”, disse a atleta patrocinada pela ASICS, ENGIE e pelo Banco BRB. Com o resultado ela subirá oito posições e será a 115ª do mundo na WTA na segunda-feira. Ela embarca esta noite para Indian Wells, na Califórnia, onde tenta disputar o qualificatório do WTA 1000. Ela está a uma desistência da vaga no quali que já começa na segunda-feira.
A 10ª edição do Rio Open apresentado pela Claro foi histórica tanto dentro quanto fora de quadra. Com ingressos esgotados desde o ano passado, o torneio, que reuniu grandes nomes do tênis mundial no Jockey Club Brasileiro, bateu recorde de público com 65 mil pessoas ao longo dos nove dias, e movimentou mais de R$ 160 milhões na economia no Estado do Rio, entre turismo e geração de empregos, com mais de 5 mil vagas diretas e indiretas.
Pela primeira vez um tenista brasileiro foi campeão do torneio, com a conquista de Rafael Matos nas duplas ao lado do colombiano Nicolas Barrientos. Já na final de simples, dois tenistas de um mesmo país decidiram o título. O argentino Sebastian Baez venceu o compatriota Mariano Navone e recebeu o troféu do torneio das mãos de Gustavo Kuerten e David Ferrer. Além disso, cinco brasileiros disputaram a chave principal (com três tenistas do país alcançando as quartas de final – João Fonseca, Thiago Monteiro e Thiago Wild) e, pela primeira vez, o evento promoveu um torneio de tênis em cadeira de rodas, o Wheelchair Tennis Elite – apresentado por ALLOS.
Baez Campeão (Fotojump)
Entre os brasileiros, João Fonseca roubou a cena durante o Rio Open e teve uma semana dos sonhos. O tenista de 17 anos atraiu todos os holofotes ao conquistar suas duas primeiras vitórias da carreira na ATP, e tornar-se o mais jovem brasileiro nas quartas de final de um torneio do circuito desde Gustavo Kuerten no ATP de Umag, em 1996. Além disso, o carioca entrou para o hall dos mais jovens do tênis mundial a atingir essa etapa desde os anos 2000, ingressando em uma lista que tem Rafael Nadal, Alexander Zverev, Karen Khachanov e Kei Nishikori. Outro dado histórico para o ATP 500, foi Felipe Meligeni, o primeiro tenista do Brasil a passar pelo qualifying.
Wheelchair by Allos (Fotojump)
Fora das quadras, o maior torneio da América do Sul também deu um show e contou com diversas atrações, reunindo grandes marcas nos mais de 10 mil m² do Boulevard Leblon. Destaque para a gastronomia, com quiosques de restaurantes renomados, como o Babbo Osteria, Absurda, Seu Vidal, Liga Tijucana e Oakberry Açaí, sempre concorridos pelo público. Loja oficial do evento, a La Boutique também teve recorde de vendas e produtos esgotados, como bonés, ímãs, toalha de praia e camiseta infantil.
Rio Open Green (Fotojump)
“A
décima edição entrou para a história e consolidou definitivamente o Rio
Open com um grande evento do Brasil. O público que compareceu ao
complexo do Jockey pôde experimentar grandes emoções. Tivemos o primeiro
título de um brasileiro nas duplas, o talento de João Fonseca e
promovemos pela primeira vez o torneio Wheelchair, com grandes jogadores
de tênis em cadeiras de rodas. Fora das quadras proporcionamos lazer de
qualidade, com gastronomia diversa e de alto padrão, ativações das
marcas, um belíssimo espetáculo de drones que iluminou o céu do Rio de
Janeiro. Tudo isso com cuidado e zelo pelas pessoas que nos prestigiam.
Pela primeira vez, colocamos em prática um projeto de acessibilidade em
todo o complexo. Foi uma edição inesquecível, marcada por momentos
emocionantes. Agora entramos em um novo ciclo de Rio Open, com
expectativa altíssima”, disse Marcia Casz, diretora do Rio Open.
A
praça Rio Open mais uma vez foi um grande point, com vista para o
Cristo Redentor, cerveja gelada do Bar Black Princess e os drinques
especiais do quiosque da Grey Goose, além do telão gigante para não
deixar passar nenhuma jogada. E os fãs do esporte também puderam
acompanhar as partidas espetaculares de casa, com as mais de 53 horas de
transmissão ao vivo para mais de 140 países, além da incrível cobertura
dos quase 280 jornalistas que levaram a competição para o mundo.
Lui
Carvalho, diretor do Rio Open, ressaltou a importância desses aspectos e
expressou sua satisfação com os resultados alcançados. “Histórica. Se
eu pudesse resumir em uma palavra a edição de 10 anos do Rio Open seria
essa. Do jeito que imaginávamos, quebrando recordes. É muito
gratificante ver que o mundo finalmente entendeu que a energia vinda das
arquibancadas do Rio Open não se iguala a nenhum outro lugar do mundo.
Os jogadores gostam e se sentem confortáveis em fazer parte de um
torneio tão especial quanto esse”, comentou Lui.
O
Rio Open também fez uso do poder do esporte para promover iniciativas
sociais. Crianças e jovens dos projetos parceiros da competição, além do
NERO – Núcleo Esportivo Rio Open, participaram do torneio Winners,
voltado exclusivamente para os integrantes destas instituições. Além
disso, eles ganharam ingressos para partidas do evento, e alguns deles
ainda fizeram parte da equipe de boleiros e foram sparrings dos atletas
profissionais.
Para completar, jovens que participaram de outras edições receberam cursos
de capacitação de encordoamento, árbitros, treinadores e outras
atividades ligadas ao esporte, e tiveram a oportunidade de trabalhar
como estagiários e até coordenadores em áreas do evento.
Outro
ponto alto da programação do Rio Open foi a realização do inédito
torneio de tênis em cadeira de rodas, o Wheelchair Tennis Elite –
apresentado por ALLOS. O Jockey Club Brasileiro recebeu pela primeira
vez quatro atletas da elite mundial da modalidade, que deram um show em
quadra.
O
título individual do Wheelchair Tennis Elite – apresentado por ALLOS
foi conquistado pelo britânico Alfie Hewett, dono de mais de 100 títulos
na carreira, sendo 27 em Grand Slams. Hewett também foi o campeão do
torneio de duplas, ao lado do compatriota Gordon Reid, detentor de um
currículo recheado de troféus internacionais. Também disputaram o
torneio o japonês Shingo Kunieda, considerado uma lenda da modalidade,
com mais de 50 taças em Grand Slams, e o brasileiro Daniel Rodrigues,
ex-número 11 do ranking mundial de tênis em cadeira de rodas e cinco
vezes medalhista em Jogos Parapan-Americanos.
No
pilar ambiental, o Rio Open Green concentrou todas as iniciativas que
têm objetivo de minimizar o impacto ambiental gerado pelo torneio. Desde
2020, em parceria com a ENGIE, líder em energia renovável no Brasil,
passou a ser um evento carbono neutro.
Pelo
terceiro ano consecutivo, o Rio Open irá neutralizar também as emissões
de CO2 derivadas do deslocamento do público. A neutralização da pegada
climática do evento foi reconhecida pela ONU pela contribuição
voluntária e responsável com as metas globais de descarbonização da
economia.
Confira alguns números e curiosidades do Rio Open 2024:
– Quadras de saibro: 08
– Capacidade da quadra central: 6.200
– Capacidade da quadra 1: 1.000
– Capacidade da quadra 2: 256
– Capacidade da quadra 5: 108
– Empregos gerados: Mais de 5.000 empregos diretos e indiretos
– Projetos sociais: 04
– Tamanho Leblon Boulevard: mais de 10.000m²
Atletas: 73 (incluindo simples, duplas e qualifying);
Países:
19 (incluindo simples, duplas e qualifying) – Brasil (13), Argentina
(15), Espanha (7), França (6), Áustria (4), Chile (4), Grã-Bretanha (4),
Itália (4), Alemanha (3), Colômbia (2), Sérvia (2), Estados Unidos (2),
Bolívia (1), Holanda (1), Peru (1), Portugal (1), Romênia (1), Suíça
(1) e Eslováquia (1)
Partidas disputadas: 61 contando o Qualifying (43 simples e 18 duplas)
Tempo de tênis: 103 horas e 3 minutos
– Premiação: U$ 2.271,715
Atletas cadeirantes: 4
Países: 3 – Brasil (1), Grã-Bretanha (2) e Japão (1)*
* único do Japão é cadeirante (Shingo Kunieda)
Jogos de cadeirantes: 4 (3 simples e 1 duplas)
–
Membros da ATP: 66 (Referee: 01, Supervisores: 02, Players Manager: 1,
Juízes de linha: 46, Juízes de cadeira: 7, Chefe de Juízes: 01,
Assistente de Chefe de Juízes: 01)
Corpo médico e fisioterápico: 7
– Jornalistas credenciados: 280
– Imprensa (vídeo, foto, atendimento, site, arte e texto): 27
– Países alcançados com a transmissão: Mais de 140
– Horas de transmissão: mais de 53 horas no SporTV 3 com as partidas da Quadra Central.
– Boleiros: 70, sendo 60 boleiros oriundos dos projetos sociais apoiados pelo Rio Open, 10 convidados e 03 coordenadores.
– Toneladas de pó de saibro: 14
– Tratadores de quadra: 23 + 1 coordenador
– Assistentes de quadra: 6 + 1 coordenador
– Bolas: 5.400
– Raquetes encordoadas: 512 – totalizando 6.096 metros de corda
O Miami Open, o Masters 1000 mais próximo do Brasil e o mais latino de todos, especialmente depois que o Itaú se tornou o patrocinador principal, anunciou nesta quinta-feira os primeiros convites para a chave principal.
(foto Raducanu Getty Images)
MIAMI GARDENS, FLORIDA – MARCH 22: Emma Raducanu of Great Britain celebrates winning the second set against Bianca Andreescu of Canada in their first round match during the Miami Open at Hard Rock Stadium on March 22, 2023 in Miami Gardens, Florida. (Photo by Clive Brunskill/Getty Images)
Venus Williams, Caroline Wozniacki, Emma Raducanu, todas campeãs de Grand Slam e o japonês Kei Nishikori, que já foi vice do US Open e vem tentando retornar ao circuito profissional depois de meses lesionado, foram os primeiros contemplados para competir no Hard Rock Stadium
Os outros convites para as chaves de simples, duplas e do qualifying serão anunciados em breve.