Federer, a despedida

O dia da despedida chegou.


Parecia em um certo momento algo natural, afinal o maestro Roger Federer não jogava há 14 meses, tentando se recuperar de mais uma cirurgia no joelho.

Mas, quanto mais o jogo de duplas com Rafael Nadal, contra Jack Sock e Frances Tiafoe foi avançando, mais lembranças de Federer comecei a ter.
Primeiro vieram as lembranças do início da carreira, quando convivi um pouco com ele no circuito.

A primeira vez que ouvi falar de Roger Federer. Ele havia vencido o juvenil de Wimbledon. Era 1998 e ganhara um wild card para disputar o ATP de Gstaad, onde eu estava com o Guga. Vi o campeão juvenil de Wimbledon lá, dando entrevista e sendo cotado para se tornar número um do mundo, apesar de ainda temperamental e muito jovem. As cenas dele na sala de imprensa no meio dos Alpes Suíços é muito fresca, como se fosse ontem.
Dali em diante começamos a vê-lo pelo tour. Lembro especialmente de Hamburgo 2002. Guga e Federer se enfrentaram nas quartas de final, com vitória do suíço. Na minha memória, além da infinidade de slices daquele jogo, Federer e seu time sempre rindo na sala dos jogadores – na época o ténico era o Peter Lundgren – e jogando cartas o dia todo.


Depois veio o confronto em Indian Wells, em 2003, com vitória contundente do Guga e o que todo mundo sempre lembra, o jogo em Roland Garros 2004. Federer já era favoritíssimo. Guga tentava se recuperar da lesão no quadril. Mirka era presença constante. Guga não deu chances.
Dali pra frente a carreira do Guga não foi mais a mesma e nem a de Federer. Acumulou 20 Grand Slams, 310 semanas como número um do mundo e transcendeu o esporte.


Ele amou o tênis como nenhum outro jogador, talvez como Nadal. Aproveitou cada momento no tour. Soube dosar as viagens para que fossem prazeirosas, levou a família com ele para todos os lugares, tratou pessoas como pessoas, olhou nos olhos, estendeu a mão, sorriu, deu autógrafos, tirou incontáveis fotos, sem nunca reclamar. Deu entrevistas honestas, em inglês, francês e alemão. Durante 17 anos fez parte do conselho dos jogadores. Transformou rivais em amigos, ou ao menos bons colegas. Fez o mundo todo chorar, até o seu grande rival Nadal.


Não haverá outro como Federer. Mas aqui não sinto tristeza. Sinto alegria de poder ter visto de muito perto e depois mais de longe tudo o que ele conquistou e fez para o nosso esporte. Um privilégio ter assistido Federer por mais de 20 anos.

Diana Gabanyi

Fotos de Ben Solomon

Bia joga para ir à semi em Portoroz

WTA 250 de Portoroz, na Eslovênia. Nesta quarta-feira, a brasileira derrotou a espanhola Cristina Bucsa, 110º do mundo, em 6/1 6/4 e 1h43 de duração. Ela volta a jogar na 6a para ir à semifinal.

Bia joga por vaga na semi em Portoroz
Bia joga para ir à semi em Portoroz (foto WTA Portoroz)

“Não estou satisfeita com a maneira com a qual joguei em algumas partes do jogo, principalmente nos momentos em que eu estava na frente no placar. Eu deveria ter sido mais agressiva e ter proposto o meu jogo. De qualquer forma, lutei o tempo todo. Avançar no torneio me dá uma nova chance para trabalhar melhor”, disse a 18ª do ranking.

“Apesar de já conhecer a Eslovênia, esta é a primeira vez que disputo o WTA de Portoroz. O torneio é ótimo e as condições para trabalhar são muito boas”, finalizou.

Nas quartas de final, Bia enfrentará a romena Ana Bogdan, 65ª da WTA. As tenistas se enfrentaram em duas oportunidades em torneios WTA, ambas com vitória de Bia.

Federer anuncia aposentadoria

Um dia chegaria. Poderia estar perto ou um pouco mais longe. O fim chega para todos, mas quando a notícia chega sempre traz um primeiro momento de choque, melancolia e de repente aparecem as boas lembranças.

Federer com um de seus trofeus de Wimbledon – foto Cynthia Lum

Lembro da primeira vez que ouvi falar de Roger Federer. Havia vencido o juvenil de Wimbledon. Era 1998 e ganhara um wild card para disputar o ATP de Gstaad, onde eu estava com o Guga. Vi o campeão juvenil de Wimbledon lá, dando entrevista e sendo cotado para se tornar número um do mundo, apesar de ainda temperamental e muito jovem.

Ao longo dos 24 anos de carreira vi de perto muitas das suas conquistas e embates. Seja no tour com o Guga ou com a Tennis View. Houve uma época em que eram tantos os trofeus que nos questionamos quantas capas os leitores aguentariam ver com o Federer. Hoje penso que deveríamos ter feito ainda mais.

Muito mais do que as conquistas, seus 20 Grand Slams e 310 semanas como número um do mundo, Federer transcendeu o esporte.

Veja aqui a carta de despedida que ele deixou, já preparando o público para o seu adeus oficial na Laver Cup, de 23 a 25 de setembro em Londres.

Federer com um de seus trofeus do US Open – Cynthia Lum

“De todos os presentes que o tênis me deu ao longo dos anos, o maior, sem dúvida, foram as pessoas que conheci ao longo do caminho: meus amigos, meus competidores e principalmente os fãs que dão vida ao esporte . Hoje, quero compartilhar algumas novidades com todos vocês.

Como muitos de vocês sabem, os últimos três anos me apresentaram desafios na forma de lesões e cirurgias. Trabalhei duro para voltar à plena forma competitiva. Mas também conheço as capacidades e os limites do meu corpo, e sua mensagem para mim ultimamente tem sido clara. Eu tenho 41 anos. Joguei mais de 1500 partidas em 24 anos. O tênis me tratou com mais generosidade do que eu jamais teria sonhado, e agora devo reconhecer quando é hora de encerrar minha carreira competitiva.

A Laver Cup na próxima semana em Londres será meu último evento ATP. Vou jogar mais tênis no futuro, é claro, mas não em Grand Slams ou no circuito. Esta é uma decisão agridoce, porque sentirei falta de tudo que a turnê me deu. Mas, ao mesmo tempo, há muito o que comemorar. Eu me considero uma das pessoas mais afortunadas da Terra. Deram-me um talento especial para jogar tênis, e fiz isso em um nível que nunca imaginei, por muito mais tempo do que jamais imaginei ser possível.

Federer, capa da edição 55 da Tennis View – foto de Cynthia Lum

Gostaria de agradecer especialmente à minha incrível esposa Mirka, que viveu cada minuto comigo. Ela me aqueceu antes das finais, assistiu a inúmeras partidas mesmo com mais de 8 meses de gravidez e aguentou meu lado pateta na estrada com meu time por mais de 20 anos. Também quero agradecer aos meus quatro filhos maravilhosos por me apoiarem, sempre ansiosos para explorar novos lugares e criar memórias maravilhosas ao longo do caminho. Ver minha família torcendo por mim das arquibancadas é um sentimento que vou guardar para sempre.

Também gostaria de agradecer e reconhecer meus queridos pais e minha querida irmã, sem os quais nada seria possível. Um grande obrigado a todos os meus ex-treinadores que sempre me guiaram na direção certa… vocês foram maravilhosos! E à Swiss Tennis, que acreditou em mim quando jovem e me deu um começo ideal.

Eu realmente quero agradecer e reconhecer minha equipe incrível, Ivan, Dani, Roland e, particularmente, Seve e Pierre, que me deram os melhores conselhos e sempre estiveram lá para mim. Também Tony, por gerenciar criativamente meus negócios por mais de 17 anos. Vocês são todos incríveis e eu amei cada minuto com vocês.

Quero agradecer aos meus leais patrocinadores, que são realmente como parceiros para mim; e as equipes e torneios que trabalham duro no ATP Tour, que sempre nos receberam com gentileza e hospitalidade

Também gostaria de agradecer aos meus competidores em quadra. Tive a sorte de jogar tantas partidas épicas que jamais esquecerei. Lutamos de forma justa, com paixão e intensidade, e sempre fiz o meu melhor para respeitar a história do jogo. Sinto-me extremamente agradecido, nos esforçamos e juntos levamos o tênis a novos níveis.

Acima de tudo, devo oferecer um agradecimento especial aos meus fãs inacreditáveis. Você nunca saberá quanta força e crença você me deu. A sensação inspiradora de entrar em estádios e arenas cheios tem sido uma das grandes emoções da minha vida. Sem você esses sucessos teriam parecido solitários, em vez de cheios de alegria e energia.

Os últimos 24 anos no circuito foram uma aventura incrível. Embora às vezes pareça que passou em 24 horas, também foi tão profundo e mágico que parece que já vivi uma vida inteira. Eu tive a imensa sorte de tocar na sua frente em mais de 40 países diferentes. Eu ri e chorei, senti alegria e dor e, acima de tudo, me senti incrivelmente viva. Através de minhas viagens, conheci muitas pessoas maravilhosas que permanecerão amigas por toda a vida, que sempre tiraram um tempo de suas agendas lotadas para me assistir jogar e torcer por mim ao redor do mundo. Obrigada.

Quando meu amor pelo tênis começou, eu era um pegador de bola na minha cidade natal, Basileia. Eu costumava observar os jogadores com uma sensação de admiração. Eles eram como gigantes para mim e comecei a sonhar. Meus sonhos me levaram a trabalhar mais e comecei a acreditar em mim mesmo. Algum sucesso me trouxe confiança e eu estava a caminho da jornada mais incrível que me levou até hoje.

Então, quero agradecer a todos do fundo do meu coração, a todos ao redor do mundo que ajudaram a tornar os sonhos de um jovem jogador suíço em realidade.

Finalmente, ao tênis: eu te amo e nunca te deixarei.

Texto – Diana Gabanyi


Venda de Ingressos para o Rio Open começa dia 21

A venda de ingressos para a 9ª edição do Rio Open, começa no dia 21 de setembro, com o tenista número um do mundo, Carlos Alcaraz e o número 2, Casper Ruud, confirmados na competição que acontece de 18 a 26 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro.

Alcaraz chegou ao topo do ranking mundial nesta 2ª feira, após conquistar o US Open, o seu primeiro Grand Slam. A temporada do espanhol, de 19 anos, começou a despontar em fevereiro, ao conquistar o Rio Open, seu primeiro troféu de ATP 500. Ele seguiu a temporada vencendo o Masters 1000 de Miami, o ATP 500 de Barcelona e depois o Masters 1000 de Madri. Esta será a terceira participação de Alcaraz no Rio Open. Em 2020, ainda com 16 anos, recebeu um convite e venceu o seu primeiro jogo em um ATP, em terras brasileiras.

Campeão do US Open 2022, Alcaraz está confirmado no Rio Open 2023 (Foto de Cynthia Lum)

Na final do US Open, derrotou justamente Casper Ruud. O norueguês, 23 anos, que esteve no Rio Open esse ano, mas não chegou a disputar competição lesionado, faz parte da história do torneio brasileiro. Foi em 2017, como convidado e ainda dando os primeiros passos no circuito profissional que ele alcançou a semifinal do evento. Ruud disputará o Rio Open pela 5ª vez na carreira.

‘’Sempre acreditamos no potencial do Alcaraz e do Ruud mas ficamos surpresos com a rapidez em ver eles disputando o titulo de um Grand Slam valendo topo do ranking da ATP. Desde a primeira edicao temos uma parceria com a IMG que premia com um wild card as futuras estrelas do tenis. Ficamos animados em colher os frutos dessa estratégia alguns anos depois”, comentou Luiz Carvalho, diretor do torneio.

Depois de ambos já terem garantido participação, chegou a vez do público confirmar presença no Rio Open 2023. Na quarta-feira, 21 de setembro, às 11h, terá início a venda de ingressos para o evento através do site www.eventim.com.br/rioopen. A 9a edição do Rio Open ocorrerá de 18 a 26 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro. Além de ingressos por sessão, serão disponibilizados os seguintes pacotes: Pacote Segunda/Terça (20/21), Pacote Quarta/Quinta (22/23) e Pacote Finals (24/25/26).

A programação para a chave principal do Rio Open 2023 contará com duas sessões diárias entre segunda-feira (20 de fevereiro) e quinta-feira (23): a Sessão 1 terá início às 16:30h e a Sessão Noite, às 19h. De sexta-feira (24) a domingo (26), o torneio terá sessão única. A sessão 1 será composta pelo primeiro jogo da Quadra Central e mais todos os jogos das quadras secundárias. Na sexta-feira, a rodada começa às 16h, no sábado, às 17h, e no domingo, a Grande Final está marcada para iniciar às 17:30h. Vale destacar que qualquer ingresso permite acesso ao complexo que será montado no Jockey Club Brasileiro, não importando a sessão.

Valores:

Tabela de Preços dos Ingressos para o Rio Open 2023

O pagamento dos ingressos para o Rio Open 2023 poderá ser realizado com cartões de crédito Visa, Mastercard, Amex, Elo e Diners com parcelamento em até 4 vezes sem juros. Não haverá cobrança de taxa de conveniência. Cada comprador poderá adquirir 4 ingressos por sessão por CPF. Clientes Claro e Santander terão descontos especiais na compra de pacotes. Veja, abaixo, a tabela completa de preços.

Diana Gabanyi

Serena, o tênis nunca mais será o mesmo.

Por Diana Gabanyi

A primeira vez que ouvi falar das irmãs Williams foi no US Open de 1996, o meu primeiro Grand Slam. Venus e Serena ainda não jogavam muito o circuito, mas já se falava muito delas. Pouco se sabia da história das irmãs treinada pelo pai Richard e que dizia para quem quisesse escutar que suas filhas seriam a número um do mundo e que a mais nova, Serena seria ainda melhor do que Venus.

No ano seguinte, em 1997, em Miami, ainda antes do Guga ganhar o primeiro Roland Garros, ja com a primeira edição da Tennis View impressa, vi as irmãs, sorridentes, com miçangas no cabelo, passando pelo complexo.

Poucos meses depois o Guga ganharia Roland Garros e eu passaria a viajar o circuito mundial e esbarrar com Venus e Serena.
Com a Venus tive poucas interações. Mas com a Serena nos cruzamos em photo shoots e por um período desenvolvemos uma relação nutrida pelo interesse dela em português, no Brasil e nos brasileiros.
Sempre querendo aprender, interessada, afetuosa. Já dava para ver, desde aquela época, que apesar do tênis ser tão importante na vida delas, que havia outros interesses e que ela os seguiria sempre, para equilibrar a vida desgastante de atleta profissional.

Dois anos depois ela viria a ganhar o seu primeiro Grand Slam, no US Open. O primeiro de 23 Grand Slams.
Sabíamos que ela seria especial, mas jamais imaginaríamos que ela se tornaria o ícone que é hoje.

Serena Williams transcendeu o esporte.
Sua história – nascida e criada em Compton, região violenta dos arredores de Los Angeles, de família humilde e sem histórico no esporte, se tornou a maior de todos os tempos. Não em títulos – Margareth Court ainda detém o recorde de 24 trofeus de Grand Slam – mas no que ela significa.
Não acredito que veremos outra tenista com tamanha força, em quadra e fora dela.
O tênis viveu nas páginas das maiores revistas do mundo – de moda e dos negócios. Serena esteve ao lado de grandes nomes de Hollywood, das maiores lendas do esporte e suas façanhas atravessaram fronteiras e quebraram barreiras. Ela criou moda, empoderou mulheres e fez tudo à sua maneira.
Aos quase 41 anos dissemos adeus à tenista Serena Williams, para dar lugar à Serena super mãe e empreendedora.
O tênis nunca mais será o mesmo.

Veja aqui todas as conquistas de Grand Slam de Serena Williams

Veja todas as conquistas históricas de Serena Williams.
2017

Australian Open – Serena Williams d. Venus Williams 6/4 6/4
2016

Wimbledon – Serena Williams d. Angelique Kerber 75 63
2015
Wimbledon – Serena Williams d. Garbine Muguruza 6/4 6/4
Roland Garros – Serena Williams d. Lucie Safarova 6/3 6/7 6/2
Australian Open – Serena WIlliams d. Maria Sharapova 6/3 7/6
2014

US Open – Serena Williams d. Caroline Wozniacki 6/3 6/3
2013 –
Roland Garros – Serena Williams d. Maria Sharapova 6/4 6/4

US Open – Serena Williams d. Victoria Azarenka 7/5 6/7 6/1
2012

Wimbledon – Serena Williams d. Agnieszka Radwanska 6/1 5/7 6/2

US Open – Serena Williams d. Victoria Azarenka 6/2 2/6 7/5
2010 –

Australian Open – Serena Williams d. Justine Henin 6/4 3/6 6/2

Wimbledon – Serena Williams d.Vera Zvonareva 6/3 6/2
2009

Australian Open – Serena Williams d. Dinara Safina 6/0 6/3

Wimbledon – Serena Williams d. Venus Williams 7/6 6/2
2008
US Open – Serena Williams d. Jelena Jankovic 6/2 7/5
2007
Australian Open – Serena Williams d. Maria Sharapova 6/1 6/2
2005

Australian Open – Serena Williams d. Lindsay Davenport 2/6 6/3 6/0
2003

Australian Open – Serena Williams d.Venus Williams 7/6 3/6 6/4

Wimbledon – Serena Williams d. Venus Williams 4/6 6/4 6/2
2002

Roland Garros – Serena Williams d. Venus Williams 7/5 6/3

Wimbledon – Serena Williams d.Venus Williams 7/6 6/3
US Open –Serena Williams d. Venus Williams 6/4 6/3
1999

US Open – Serena Williams d. Martina Hingis 6/3 7/6

Foto: USTA

Thiago Monteiro marca 1ª vitória no US Open

Thiago Monteiro vence a 1a no US Open
Thiago Monteiro vence a 1a no US Open

Thiago Monteiro venceu na sua estreia no US Open. Disputando o último Grand Slam do ano, o cearense superou o eslovaco Alex Molcan, atual número 40 do mundo, em 6/4 4/6 6/4 6/1 e 2h40 de duração, se garantindo na próxima rodada.

“Foi uma partida muito positiva. Muito feliz pela vitória e também pela capacidade mental que apresentei no jogo inteiro. Isso mostra uma evolução nessa parte. Era um jogo muito complicado contra um cara muito sólido e que tinha feito uma boa campanha aqui no ano passado, então precisei ficar focado”, destacou o brasileiro.

“Apesar de ter deixado escapar o segundo set, eu sabia que era necessário me tranquilizar e que estava dominando a maioria dos rallies. Consegui usar muito bem o meu saque hoje e também fui agressivo nos momento em que precisei ser, além de ter aproveitado as minhas chances. Tive momento complicados, mas me mantive firme. Aí acho que ele baixou um pouco e eu fui conseguindo ficar cada vez mais consistente”, continuou.

Esta foi a primeira vitória de Thiago Monteiro, tenista número um do Brasil e sempre principal atração do país no Rio Open, numa chave principal do US Open. É a quinta participação do cearense na chave principal do Grand Slam norte-americano e a sétima no total.

“O próximo jogo vai duro. O Khachanov é um cara que vem muito bem também. É seguir confiante, acreditando e usar amanhã para ajustar as coisas que não fiz tão bem e me preparar”, finalizou o atual número 67 do mundo. Thiago e Khachanov já se enfrentaram em duas oportunidades no circuito, ambas com vitória do russo.

Bia tem estreia arrasadora no US Open

Bia tem estreia arrasadora no US Open

Beatriz Haddad Maia estreou com uma grande vitória no US Open. Nesta segunda-feira, a brasileira, cabeça de chave 15 de competição, superou a croata Ana Konjuh, 118º do mundo, num duplo 6/0 e 1h de duração.

“Estou contente com a minha estreia, foi uma primeira rodada positiva. A Konjuh é uma jogadora muito agressiva e que, apesar do ranking dela de agora, é uma tenista difícil e que pode ganhar de grandes jogadoras”, disse Bia.

“Eu sabia que precisava ter bastante humildade e disciplina hoje e também tentei administrar o frio na barriga, pois estava nervosa. Primeira rodada é um jogo difícil para todo mundo, mas consegui lidar bem com as minhas emoções e também fazer o que eu tinha combinado com o Rafa (Paciaroni, técnico). Estou bastante feliz com o trabalho que a gente vem fazendo”, continuou a brasileira, contente com o trabalho em equipe.

Esta foi a primeira vitória de Bia na chave principal do US Open. Disputando o torneio pela quinta vez em sua carreira, é apenas a segunda participação da brasileira na chave principal do Grand Slam norte-americano.

“Estou feliz, foi uma boa estreia. Agora já estou de olho na minha próxima rodada. O meu próximo objetivo é sempre o meu próximo jogo. É ter paciência e jogar ponto a ponto, que acho que é o mais importante no tênis”, finalizou.

Na próxima rodada, Bia enfrentará a canadense Bianca Andreescu. Atual 48ª do mundo, Andreescu foi campeã do US Open em 2019 e já ocupou a 4ª colocação do ranking. As tenistas se enfrentaram em apenas uma oportunidade no circuito, em 2016, com vitória de Bia.

Nas duplas, Bia e sua parceira, a cazaque Anna Danilina, conheceram as suas adversárias de estreia. As vice-campeãs do Australian Open são as cabeças de chave 8 da competição e enfrentarão Krunic/Linette na primeira rodada.

A festa de Serena no US Open

A festa de Serena continua no US Open

Serena Williams ainda não se despediu oficialmente do circuito profissional. Ganhou a sua primeira rodada no US Open. Venceu a tenista de Montenegro Danka Kovinic por duplo 6/3 na noite de abertura do Grand Slam americano com mais público da história.

Diante de celebridades, da fam´ília, da filha e do marido e de fãs do mundo todo, Serena fez a festa em Nova York. Ganhou um jogo que poderia ter perdido, de tão pouco que jogou no último ano e meio. Mas fez o seu melhor com as condições que tem hoje aos 40 anos de idade, no seu 21o. US Open e vai fazer a festa continuar mais um pouco.

Desde que anunciou sua aposentadoria há pouco mais de duas semanas, em um depoimento à VOGUE, não se fala em outro assunto no mundo do tênis.

A estreia ou a despedida já tinha sido anunciada para esta segunda-feira há alguns dias. Nova York que não para, parou para saudar a 23 vezes campeã de Grand Slam.

Imagens emocionantes de Serena foram exibidas antes e depois da partida. Uma entrevista, um bate papo com Gayle King, com a fam´ília em quadra, deixaram a ocasião mais especial, assim como a presença e discurso de Billie Jean King.

O estádio todo ‘escreveu” I love Serena e a maior atleta de todos os tempos se emocionou.

Serena “abraçou” o momento, apreciou a festa e retribuiu os fãs. A festa continua na 4a feira. O jogo que poder se o último ou não será contra Annet Kontaveit, a número dois do mundo.

Até lá vamos aproveitar e celebrar a tenista que acompanhamos de perto triunfar diante de tantas adversidades. Nenhuma homenagem será suficiente para celebrar o que ela fez e o que ela representa para o esporte, para as mulheres, para Compton, para a diversidade.

Viva Serena.

Texto de Diana Gabanyi

Foto USTA Simon Bruty

Rio Open se consolida como evento Carbono Neutro reconhecido pela ONU

Prestes a realizar a nona edição do torneio, a organização do Rio Open de Tênis recebe mais um reconhecimento por seu compromisso com a sustentabilidade. Pela segunda vez, o Torneio foi certificado pela ONU como evento “Carbono Neutro”, por conta das ações promovidas para neutralizar as emissões de gases de efeito estufa durante a edição de 2022 (de 12 a 20 de fevereiro). Em parceria com a ENGIE, empresa líder no setor de energia no Brasil, o Rio Open 2022 compensou um total de 1144 toneladas de CO2 através de créditos cedidos pela Usina Hidrelétrica de Jirau, da qual a ENGIE é acionista com 40% de participação, ao lado de Mitsui (20%), Eletrobras Chesf (20%) e Eletrobras Eletrosul (20%).

“Ter o reconhecimento de uma instituição como a ONU é motivo de grande alegria. Seguimos com o firme propósito de levar alegria e de cuidar das pessoas. Para isso, temos procurado ampliar o compromisso com a sustentabilidade. Na edição passada, demos mais um passo no processo de neutralização das pegadas climáticas das atividades do Torneio. Além da descarbonização do evento em si, neutralizamos também as emissões de CO2 derivadas do deslocamento do público. Esse trabalho teve o devido reconhecimento”, declarou Márcia Casz, diretora geral do torneio.  

Assim como em 2020, ano em que recebeu por iniciativa da ENGIE, pela primeira vez, o certificado da ONU pela contribuição voluntária com as metas globais de descarbonização, o Rio Open 2022 neutralizou todas as emissões de carbono oriundas das operações de montagem e desmontagem de estrutura, do consumo de energia elétrica pelo Jockey Club Brasileiro durante o torneio, e das viagens aéreas nacionais e internacionais dos atletas e das equipes técnicas. Das 1144 toneladas de CO2 compensadas pelo Rio Open 2022, 275 toneladas estão relacionadas diretamente com a organização do evento, número que, comparado com as 401 toneladas que haviam sido geradas no Rio Open 2020, aponta para uma redução de cerca de 31%. Tal redução, cabe ressaltar, indica o sucesso das estratégias de mitigação de emissões de CO2, e não somente de compensação. As outras 868 toneladas de CO2 compensadas pelo Rio Open 2022 vieram da iniciativa pioneira de neutralizar as emissões produzidas pelos deslocamentos (aéreos e terrestres) do público até o local do evento.

“O patrocínio ao Rio Open está em linha com nossa estratégia de branding para o Brasil e a neutralização das emissões de gases de efeito estufa do torneio, por meio de créditos de carbono da hidrelétrica Jirau, é uma forma de demonstrarmos como podemos agir para combater as mudanças climáticas. Esse ano, ao neutralizarmos os escopos 1, 2 e 3, fomos mais ambiciosos, o que demonstra o compromisso da ENGIE e do Rio Open com o futuro do planeta”, afirmou o diretor de Comunicação e Responsabilidade Social da ENGIE Brasil, Gil Maranhão.

As medidas de neutralização de emissões de CO2 adotadas pelo Rio Open fazem parte da plataforma de sustentabilidade do torneio, chamada Rio Open Green, que ainda inclui uma série de iniciativas de gerenciamento de resíduos, entre as quais: redução da utilização de plásticos em todas as fases de organização do evento; priorização de materiais recicláveis; opção por copos reutilizáveis nos bares do Leblon Boulevard e sacolas 100% ecológicas para os produtos adquiridos na La Boutique; uso de coletores específicos para resíduos orgânicos; destinação de recicláveis e lonas para cooperativas licenciadas, de resíduos orgânicos para usinas de compostagem e de tampinhas de garrafas para serem trocadas por cadeiras de rodas; doação de bolas, raquetes e uniformes para projetos sociais.

O Rio Open chegará em 2023 (de 18 a 26 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro) à sua 9ª edição, apresentando uma galeria de campeões com nomes como Rafael Nadal, David Ferrer, Pablo Cuevas, Dominic Thiem, Diego Schwartzman, Laslo Djere, Cristian Garin e Carlos Alcaraz, atual 4º colocado do mundo e já confirmado para retornar em 2023. Entre os tenistas que já estiveram no top 10 do ranking da ATP, o Rio Open também viu em ação Kei Nishikori, Jo-Wilfried Tsonga, John Isner, Marin Cilic, Gael Monfis e Fabio Fognini. Para 2023, o Rio Open promete seguir usufruindo do privilégio de ser um evento esportivo mundialmente reconhecido por não apenas promover ações socioambientais, mas também conscientizar sua enorme comunidade de seguidores dos cuidados necessários para a preservação da natureza.

O Rio Open é uma promoção da IMM com realização do Instituto Carioca de Tênis.

Experiência inesquecível! Vencedores do Torneio Winners 2022 participam de clínica no Centro de Treinamento Kirmayr

Em fevereiro de 2022, o Rio Open proporcionou a jovens tenistas integrantes de projetos sociais a oportunidade única de competir nas quadras do Jockey Club Brasileiro e de viver todo o ambiente de um ATP 500 através do já tradicional Torneio Winners, realizado desde 2014. E para os meninos e meninas que venceram o Torneio Winners, as experiências inesquecíveis não acabaram em fevereiro, pois, como prêmio pela conquista, eles ganharam o direito de participar de uma clínica no Centro de Treinamento Kirmayr, clínica esta que foi realizada entre os dias 10 e 17 de julho.

Durante o período no CT Kirmayr, que fica localizado em Serra Negra (SP) e é reconhecido como um dos mais bem estruturados da América Latina, Bernardo Félix Torres (12 anos), Lidiny de Santana Silva (13 anos), Arthur Luis Moraes Stys (13 anos), Valter Albuquerque (16 anos), Vitória Almeida (18 anos), e Rafael Henrique Feitosa de Moura (17 anos) realizaram treinos físicos e técnicos em dois turnos, assistiram a aulas teóricas e palestras sobre temas como regras, táticas e história do Tênis e participaram de um torneio interno, tudo isso sob os olhares do próprio Kirmayr. E fora das quadras, ainda sobrou tempo para curtir uma ótima música ao som da “Kirma’s Band” – formada pelo Kirmayr e outros treinadores do CT.

“Receber os campeões do torneio Winners do Rio Open, na verdade, foi um prêmio para nós, para toda equipe do CT Kirmayr.  Jovens talentosos, determinados, habilidosos e de uma educacao excelente, que notoriamente são muito bem orientados, por suas famílias e pelos projetos sociais a que pertencem. Estão todos de parabéns,” disse Carlos Kirmayr.
“Criamos vínculos com estes jovens, e eles sabem que as portas e nossos corações estão abertos para eles sempre,”concluiu Cecilia Kirmayr.

Em 2022, o Torneio Winners recebeu jovens dos projetos sociais Futuro Bom, Tênis na Lagoa, Escolinha de Tênis Fabiano de Paula e Paraty Tênis. Cabe ressaltar ainda que cada projeto social vencedor do Torneio Winners recebeu um voucher para uma semana de treinamentos na IMG Academy, e que três sorteados entre os projetos também ganharam uma bolsa de Ensino Médio no Curso e Escola SEI.

“Foi muito bom passar esse período no CT do Kirmayr. A companhia foi ótima. O pessoal dos outros projetos era muito legal. Consegui aprimorar bastante a minha técnica. Os treinos também foram focados na parte tática do jogo, que com certeza é muito importante e algumas vezes acabamos deixando de lado,” relatou Vitória Almeida, que através do Rio Open já foi boleira no ATP Finals.

Para Valtinho Albuquerque, que esteve em outras edições do Winners e seus prêmios, a experiência foi única.  “Conheci novos métodos de treinamento. O Kirmayr e a Cecília foram super acolhedores e não deixaram faltar nada. Foi uma semana ao mesmo tempo muito legal e puxada, com treinamentos de manhã e de tarde, com mais de 2 horas cada turno.
Uma das etapas do treinamento foi vermos vídeos de nós mesmos jogando. Fazia tempo que eu não via a minha técnica, os meus erros e acertos. Isso tudo com dicas do Kirmayr durante os vídeos.
São experiências únicas que o Rio Open proporciona e eu agradeço pela oportunidade.”

O Rio Open, maior torneio de Tênis da América do Sul, chega à sua nona edição, de 18 a 26 de fevereiro de 2023, no Jockey Club Brasileiro (RJ), apresentando em sua galeria de campeões nomes como Rafael Nadal, David Ferrer, Pablo Cuevas, Dominic Thiem, Diego Schwartzman, Laslo Djere, Cristian Garin e Carlos Alcaraz, atual sétimo colocado do mundo, que já está confirmado para edição de 2023. E não é só! Entre os tenistas que já estiveram no top 10 do ranking da ATP, o Rio Open também viu em ação Kei Nishikori, Jo-Wilfried Tsonga, John Isner, Marin Cilic, Gael Monfis e Fabio Fognini.

O Rio Open é uma promoção da IMM com realização do Instituto Carioca de Tênis.

Foto: Divulgação/Peter Wrede