Thiago Monteiro vence norueguês Ruud e vai à semi do Challenger de Braunschweig, na Alemanha

O tenista número um do Brasil, Thiago Monteiro está na semifinal do Challenger de Braunschweig, na Alemanha. Nesta quinta-feira ele derrotou o norueguês Casper Ruud, cabeça-de-chave 1 e 62o colocado no ranking mundial, por 6/4 6/7(7) 6/3, em 2h52min de jogo para avançar no torneio com premiação de 70 mil Euros. Nesta sexta o desafio será contra o suíço Henri Laaksonen (97o), valendo vaga na final do Challenger.

“Foi um jogo bem duro. Estou muito feliz com a capacidade mental que mostrei no jogo. O Ruud vem num ano muito bom e já tinha me vencido outras vezes. Tive chance de fechar o jogo no 6/5 do 2o. set, mas ele teve seus méritos e acabou levando para o 3o. A chave foi me manter forte e acreditando no que estava fazendo,” analisou o brasileiro, que fez uma rápida transição, depois de ter jogado o torneio de Wimbledon, da grama para o saibro.

“Vai ser um jogo diferente contra o Laaksonen. Ele tem um estilo mais reto de jogar e o que eu preciso é me recuperar bem e estar pronto para dar tudo novamente em quadra, por mais um bom dia.”

Depois do Challenger alemão, Thiago (113o), permanece na Europa para jogar os ATPs de Bastad, Hamburgo e Kitzbuhel, também no saibro.

Teliana Pereira avança às quartas de final de ITF na Alemanha

A tenista brasileira Teliana Pereira avançou nesta quinta-feira às quartas-de-final do ITF de Versmold, na Alemanha, com premiação de U$ 60 mil. Depois de passar o qualifying ela venceu a segunda partida na chave, derrotando a bielorussa Olga Govortsova (262a) por 6/2 6/4 para avançar na competição disputada no saibro.

Ela volta a jogar na sexta, valendo vaga na semifinal, contra a servia Nina Stojanovic (250a).

“Estou muito feliz e com muita vontade de estar jogando estes torneios no saibro. Quero aproveitar ao máximo e cada jogo conta. Também tenho que comemorar cada passo que estou dando, são pequenas conquistas,” disse a pernambucana radicada em Curitiba.

Teliana (536a) iniciou esta gira na Alemanha e seguirá nas próximas semanas para Biarritz (FRA), Praga (Rep TCH) e Bad Salgau (ALE), podendo extender o tour europeu dependendo dos resultados.

Halep chega à final de Wimbledon pela 1ª vez e desafia heptacampeã Serena, que busca recorde

A quinta-feira foi de poucas surpresas em Wimbledon, com vitória das favoritas na chave feminina do terceiro Grand Slam da temporada, disputado na grama de Londres.

No primeiro jogo do dia, Simona Halep impôs toda sua solidez diante da ucraniana Elina Svitolina, perdeu apenas 3 games e venceu por 6/1 e 6/3.

Com isso, a romena chega à final de Wimbledon pela primeira vez na carreira, depois da semi de 2014 e as quartas de 2016 e 2017.

Na decisão deste sábado, ela terá pela frente nada menos do que Serena Williams, que cresceu ao longo da competição e que passou pela tcheca Barbora Strycova na semi, com parciais de 6/21 e 6/2.

Heptcampeã do torneio, Serena busca recuperar a hegemonia em Londres depois do vice-campeonato do ano passado, quando perdeu para a alemã Angelique Kerber.

Aos 37 anos, a norte-americana se tornou a tenista mais velha a alcançar uma final de Slam na era aberta e terá a chave de igualar a australiana Margaret Court, como a tenista com mais títulos dos quatro principais torneios da temporada, com 24 conquistas.

Serena e Halep já se enfrentaram 10 vezes ao longo da carreira, com 9 vitórias da norte-americana. O único triunfo da romena foi no WTA Finals de 2014.

Foto: Cynthia Lum

 

 

Djokovic segue firme e faz uma das semis de Wimbledon contra Bautista Agut. Na outra, FEDAL

A quarta-feira em Wimbledon foi marcada pelos jogos das quartas de final da chave masculina do terceiro Grand Slam da temporada.

E mais uma vez, um dia sem surpresa e com vitória dos grandes favoritos, começando por Novak Djokovic, que não cedeu mais do que seis games para o belga David Goffin, anotando 6/4 6/0 e 6/2, continuando sua caminhada em busca da sua defesa de título.

Seu adversário será o espanhol Roberto Bautista Agut, que enfrentou o guerreiro argentino Guido Pella, que vinha de virada sobre Milos Raonic.

O espanhol saiu na frente, abriu 2×0 de vantagem e viu Pella tentar começar uma reação, mas que logo foi rechaçada com ele fechando a parcial por 6/3 e o jogo por 3×1.

Na sequência, as duas principais estrelas do tênis masculino entraram em quadra e confirmaram o favoritismo, marcando mais um histórico confronto para a semifinal da próxima sexta-feira.

Rafael Nadal, mais uma vez, foi dominante. Não perdeu set diante do sacador e embalado Sam Querrey, vencendo por 3×0, com parciais de 7/5 6/2 e 6/2.

Roger Federer teve um pouco mais de trabalho, teve o saque quebrado logo no 1º game do jogo e precisou virar sobre o japonês Kei Nishikori, vencendo por 4/6 6/1 6/4 e 6/4.

 

 

Bruno Soares e Melichar vencem Murray e Serena e avançam às quartas de Wimbledon

O tenista brasileiro Bruno Soares e a americana Nicole Melichar avançaram nesta quarta-feira às quartas de final de duplas mistas do torneio de Wimbledon com uma vitória diante da dupla mais falada do campeonato, a de Andy Murray e Serena Williams, por 6/3 4/6 6/2.

Apesar de já ter enfrentando Andy Murray anteriormente e de ter jogado ao lado de Serena Williams na IPTL, o brasileiro disse que foi uma quarta-feira especial:

“Na prática é um jogo bem diferente por causa da expectativa e dos rivais, apesar de ser uma oitavas de dupla mista que já jogamos várias vezes. Enfrentar a Serena e o Andy torna esse momento muito diferente e muito mais especial. Claro que tem uma pressão extra. Você sabe que o mundo todo está de olho, mas conseguimos administrar e jogar super bem. Independente da viória ou da derrota foi uma experiência especial. Toda vez que temos uma oportunidade de jogar com esses campeões do nosso esporte é algo diferente e especial. A atmosfera na quadra estava incrível e ter ganho foi a cereja do bolo. Tive um dia muito especial.”

Cabeças-de-chave 1 da chave de duplas mistas de Wimbledon, Bruno e Melichar voltam a jogar nesta quinta, contra o holandês Matwe Middelkoop e a chinesa Zhaouxuan Yang, valendo vaga na semifinal do Grand Slam.

Federer, Nadal e Djokovic passam com facilidade para as 8ªs de Wimbledon. Pella vira sobre Raonic

Parecia uma competição por quem gastaria menos tempo em quadra, mas o fato é que Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic passaram com muita tranquilidade e garantiram vaga nas quartas de final de Wimbledon, nesta segunda-feira.

O primeiro a entrar em quadra foi o espanhol, que cedeu apenas 6 games ao português João Sousa, vencendo com um triplo 6/2.

Depois, o sérvio teve um pouquinho mais de trabalho e perdeu 8 games para o francês Ugo Umbert.

Na sequência, Roger Federer foi espetacular diante do embalado italiano Matteo Berrettini, vencendo por 6/1 6/2 e 6/2.

No fim, o grande jogo do dia ficou pra mais uma grande vitória do argentino Guido Pella, que perdia o jogo para o canadense Milos Raonic por 2 sets a 0, chegou a ter quebra abaixo na quarta parcial, viu o canadense sacar pro jogo e depois foi buscar uma bela virada, com 8/6 no set decisivo.

Com os resultados, as quartas de final da chave masculina ficaram assim:

Pella x Bautista-Agut

Federer x Nishikori

Djokovic x Goffin

Nadal x Querrey

Halep elimina a sensação de Wimbledon, Cori Gauff. Barty leva virada de Riske e Serena vence

Depois de virar a sensação da edição deste ano, a norte-americana Cor Gauff não resistiu ao jogo de Simona Halep e se despediu nas oitavas de final do terceiro Grand Slam da temporada.

A romena não deu chances para a jovem de 15 anos, se impôs e venceu com um duplo 6/3, garantindo sua vaga nas quartas de final do torneio para encarar a chinesa Shuai Zhang, que bateu a ucraniana Dayana Yastremka por 2×1.

Johanna Konta fez a alegria da torcida da casa ao virar sobre a bicampeã Petra Kvitova, e agora nas quartas joga contra a tcheca Barbora Strycova, que passou pela belga Elise Mertens, também de virada.

Serena Williams foi outra que parece ter embalado, ao anotar um duplo 6/2 sobre a espanhola Carla Suarez Navarro.

Já a surpresa do dia ficou por conta da eliminação da australiana e nº 1 do mundo Ashleigh Barty, que levou a virada da norte-americana Alison Riske.

 

Melo e Kubot vencem duelo brasileiro contra Demoliner e jogam nesta 3ª por vaga na semi de Wimbledon

Foi mais um jogo duríssimo, decidido após 3h17min, com dois tie-breaks, e o mineiro Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot estão nas quartas de final do torneio de Wimbledon, em Londres, na Inglaterra. No confronto, que marcou um encontro entre brasileiros, os cabeças de chave número 1 do Grand Slam derrotaram o gaúcho Marcelo Demoliner e o indiano Divij Sharan por 3 sets a 1, parciais de 7/5, 6/7 (8-10), 7/6 (8-6) e 6/3, em mais um passo em busca do sonho do bicampeonato – foram campeões em 2017 na grama sagrada do All England Club. Por um lugar na semifinal, nesta terça-feira (9), por volta das 13h (horário de Brasília), Melo e Kubot enfrentarão os franceses Nicolas Mahut e Edouard Roger-Vasselin – cabeças 11 -, que ganharam dos irmãos norte-americanos Bob e Mike Bryan – cabeças 7 – também por 3 a 1 – 7/6 (7-3), 6/2, 4/6 e 7/6 (7-5).

“Hoje o jogo foi muito duro, mas ao mesmo tempo o melhor que fizemos. Começamos muito bem e aproveitamos as chances. Tivemos uma ou outra que não aproveitamos, mas faz parte da partida em melhor de cinco. Importante é seguirmos focados e da mesma maneira. Temos realmente um jogo difícil na próxima rodada, mais um, em que precisamos ir com a mesma mentalidade e com o mesmo foco. Montar uma boa estratégia e ir para cima porque as chances vão ser poucas. Eles são grandes amigos, jogam muito bem juntos”, analisou Melo.

“Temos de estar prontos. Acho que estamos fazendo tudo certo e vamos com tudo. Infelizmente acabamos jogando contra um brasileiro, o Demo. E tivemos muito respeito um pelo outro. Sabemos que dentro da quadra cada um tem de buscar o seu melhor. Mas que a gente continua sendo amigos fora de quadra, o que é muito importante”, completou Marcelo.

Depois de mais de 2 meses, Bellucci volta às quadras com vitória em Challenger italiano

O tenista brasileiro Thomaz Bellucci voltou às quadras, depois de mais de dois meses de ausência, devido a uma lesão no tornozelo esquerdo, com vitória. Nesta segunda-feira ele derrotou o francês Kenny De Schepper por 7/5 3/6 6/2 para avançar no Challenger de Perugia, no saibro.

“Eu ainda não estou 100% mas já posso jogar e ser competitivo. Acho que é um processo. Não é de um dia para o outro que você volta jogando como antes. Hoje foi um bom começo. Consegui jogar em um bom nível e estou feliz com esse retorno,” disse o brasileiro, que enfrenta na próxima rodada o italiano Federico Gaio.

“Fiquei muito satisfeito de ter conseguido aguentar o jogo todo muito bem fisicamente. Foram semanas e semanas de trabalho com a minha equipe. Todo mundo – técnico, fisioterapeuta – preparador físico – trabalhou duríssimo nesses meses para me deixar pronto para voltar a jogar. Eles foram muito importantes.”

Bellucci, atual 258o colocado no ranking mundial, sofreu a lesão no tornozelo esquerdo no Challenger de Francaville, no dia 25 de abril. Na segunda rodada, ele terá pela frente o local Federico Gaio, que o venceu no único entre os dois até o momento, no Challenger de Biella, em 2016.

Também em Perugia, Rogério Dutra Silva passu pela primeira rodada ao bater o croata Viktor Galovic por duplo 6/4. O próximo adversário de Rogerinho será o argentino Federico Coria. No único confronto entre eles, no quali do ATP de Buenos Aires, em 2017, vitória tranquila do brasileiro.

Já Guilherme Clezar conseguiu uma boa virada sobre o lituano Ricardas Berankis, vencendo com parciais de 4/6 7/6(2) e 6/1. Agora ele enfrenta o russo Pavel Kotov, em confronto que será inédito.

No Challenger de Braunschweig, na Alemanha, também disputado no saibro, Thiago Monteiro já garantiu vaga nas oitavas ao bater nas oitavas de final o canadense Steven Diez, com parciais de 6/3 e 6/4.

Por vaga nas quartas de final, Monteiro encara o italiano Gianluca Mager.

 

 

Melhor campanha de Guga em Wimbledon, quartas de final, completa 20 anos

O ano era 1999. Há exatos 20 anos. Depois de duas derrotas na estreia, em 97 e em 98, naqueles anos em que a grama quase parecia uma pista de patinação no gelo de tão rápida, Gustavo Kuerten fazia a sua melhor campanha no Grand Slam da grama, piso pouco simpático aos brasileiros, de forma geral. 

Há exceções, claro, a principal é Maria Esther Bueno, tricampeã de simples e pentacampeã de duplas em Londres.

O fato é que intimidade com grama pra brasileiro, historicamente, é no futebol. No tênis, nem mesmo Guga tinha facilidade.

Há 20 anos, porém, a História foi diferente. Depois de chegar às quartas de Roland Garros, quando perdeu para Medvedev, Guga jogava sem grande responsabilidade na grama, apesar de chegar como cabeça de chave nº 11.

Na verdade, fez pouca coisa diferente. Como já estava acostumado, ficou hospedado em uma casa alugada no Wimbledon Park, e se preparou nos poucos dias de sol antes do torneio começar, sem eventos de preparação.

Um detalhe fundamental dessa campanha é que Guga jamais havia vencido um único jogo na grama em toda sua carreira. Exatamente isso: Em 4 partidas disputadas, sendo duas pela chave principal de Wimbledon, Guga nunca havia triunfado na grama, incluindo uma derrota para o norte-americano Justin Gimelstob, atualmente envolvido em uma polêmica no conselho de jogadores da ATP, na edição de 1997.

Aliás, foi neste mesmo ano, em que conquistou seu primeiro Roland Garros, que Guga fez uma aposta com Larri Passos: Se o brasileiro chegasse às quartas de Wimbledon, o treinador rasparia a sua cabeça! Bom, não foi exatamente naquele ano, mas dois anos depois, Guga começou sua campanha diante do norte-americano Chris Wilkinson, vencendo por triplo 6/4 e desencalhando na grama.

Depois, mais duas vitórias por 3×0. A primeira, sobre o alemão David Prinosil. A outra sobre o sérvio Nenad Zimonjic, que anos depois também fez muito sucesso como duplista, chegando ao topo do ranking.

As coisas começaram a complicar nas oitavas, quando precisou de quatro parciais diante do suíço Lorenzo Mata. Depoís, ficou difícil de vez: Andre Agassi.

Depois do adiamento da partida causado pela chuva, Guga perdeu ritmo de jogo e o norte-americano não deu chances ao manezinho da ilha, venceu por 3×0 e encerrou a melhor campanha do nosso nº 1 do mundo nas quadras do All England Lawn Tennis and Croquet Club.

Pelo menos, Larri cumpriu sua promessa e no dia seguinte à vitória sobre Mata, apareceu com a cabeça de fato raspada, virando não apenas um visual de ocasião, mas uma marca registrada.

A edição de 99 também ficou marcada pela presença de Rubens Barrichello na torcida pelo tenista nas arquibancadas de Londres. Rubinho havia corrido no fim de semana no GP da França e foi até Wimbledon torcer por Guga.

Na época, Guga disse que chegar às quartas era “a realização de um sonho.” E de fato foi.

Depois, em 2002, André Sá igualou o feito de Guga e também chegou às quartas de final do torneio, quando parou diante do ídolo local, Tim Henman.

Para Guga, competir em Wimbledon, com apenas duas semanas de intervalo entre o torneio de Roland Garros e o Grand Slam da grama era difícil, depois da longa temporada de saibro (hoje são 3 semanas de intervalo). Ele viria jogar Wimbledon apenas mais duas vezes, alcançando a terceira rodada no ano 2000 e a 2a. em 2003.