Retrospectiva 2019: Nadal leva seu 12º Roland Garros. Barty conquista Slam pela 1ª vez e brasileiro Pucinelli repete título de Guga

O segundo Grand Slam do ano foi, mais um a vez, com alta expectativa pelo favoritismo de Rafael Nadal. E o espanhol, mais uma vez, não decepcionou. Sem dar chances, faturou seu 12º título no saibro parisiense.

Em uma campanha quase irretocável, Nadal perdeu somente dois sets ao longo de toda jornada, culminando com os triunfos sobre Roger Federer na semifinal e Dominis Thiem na grande decisão. Aliás, o austríaco parecia endurecer a partida, chegou a empatar ao vencer o segundo set, mas acabou superado com parciais de 6/3 5/7 6/1 e 6/1.

Na chave feminina, uma campeã inédita: A australiana Ashleigh Barty surpreendeu não pela bela campanha em um Slam, mas por ser justamente no saibro, que não é seu piso favorito.

E por falar na australiana, que também só perdeu dois sets ao longo das duas semanas de torneio, vale destacar que ela encerra o ano como nº 1 do mundo.

Na chave de duplas, uma surpresa: O título dos alemães Kevin Krawietz e Andreas Mies, frustrando a torcida francesa na final com a vitória sobre os locais Jeremy Chardy e Fabrice Martin. Nas duplas, porém, a torcida comemorou com o triunfo de Kristina Mladenovic e a húngara Timea Babos.

Se os brasileiros não se deram bem nos profissionais, com Bruno Soares perdendo na estréia e Marcelo Melo nas oitavas da chave de duplas, o mesmo não se pode dizer entre os juvenis.

Matheus Pucinelli foi bem longe e comemorou o título ao lado do argentino Thiago Tirante, repetindo feito de anos atrás de Gustavo Kuerten, em 1994, quando venceu ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti.

Pucinelli vai à final de duplas juvenil em Roland Garros e pode repetir título de Guga

O Brasil terá representante na decisão de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

Nesta sexta-feira, Matheus Pucinelli, juvenil brasileiro, garantiu sua vaga na decisão de duplas, ao lado do argentino Thiago Tirante, superando uma rodada dupla.

Primeiro, eles venceram nas quartas de final a parceria formada pelo norte-americano Zane Khan e o chinês Bu Yuchaokete, com parciais de 6/3 e 6/2.

Depois, eles entraram em quadra novamente e venceram o tcheco Andrew Paulson e o ucraniano Eric Vanshelboim, também em sets diretos, com parciais de 6/1 e 6/0.

Agora, Pucinelli terá a chance de entrar para um seleto grupo de campeão de Slam, inclusive repetindo o feito de Gustavo Kuerten, que foi campeão juvenil de duplas em Roland Garros, em 1994, ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti.

Neste sábado, ele e o argentino Tirante jogarão a final diante do italiano Flavio Cobolli e o suíço Dominic Stephan Stricker, às 6h de Brasília, na quadra 09 de Roland Garros.

Foto: Martin Sidorjak/ITF

Mateus Alves e Matheus Pucinelli vencem na chave juvenil de Roland Garros

Duas vitórias e uma derrota. Esse foi o saldo brasileiro na primeira rodada da chave juvenil de Roland Garros, disputada nesta segunda-feira.

Depois de passar o qualifying, Mateus Alves conseguiu uma boa vitória na chave principal diante do tcheco Dalibor Svrcina, com parciais de 7/5 e 6/4. O brasileiro já joga a segunda rodada nesta segunda-feira, enfrentando o romeno Filip Cristian Jianu.

Outro vencedor do dia foi Matheus Pucinelli, que superou o local Valentin Royer por duplo 6/4, enquanto o convidado Gustavo Heide perdeu para o belga Gauthier Onclin por 6/1 e 6/3.

Wild vence na simples e nas duplas em estreia no Australian Open. Pucinelli busca 8ªs

Thiago Wild estreou com vitórias na chave de simples e de duplas do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Na noite deste domingo, o brasileiro, cabeça de chave nº 9 do torneio, passou pelo australiano Dane Sweeny, em sets diretos, com um duplo 7/5.

Na segunda rodada, seu adversário será o sul-africano Philip Henning, nº 68 do mundo do ranking juvenil da ITF. Será o primeiro jogo entre eles.

Na chave de duplas, Wild e o argentino Sebastian Baez venciam o britânico Jack Draper e o francês Titouan Droguet por 7/5 e 3/0, quando a dupla europeia se retirou.

Cabeças de chave nº 1, Wild e Baez jogam agora, nas oitavas de final, contra o sul-africano Henning, adversário do brasileiro também na chave de simples, e o tcheco Andrew Paulson.

Quem joga na noite deste domingo, já pela segunda rodada, é Matheus Pucinelli, que terá pela frente o australiano Rinky Hijikata, no primeiro jogo da programação da quadra 8, marcado para às 22hs, horário de Brasília. Também será o primeiro jogo entre eles.

Na madrugada deste domingo, Pucinelli e o compatriota João Lucas Reis fizeram um jogo duro, mas foram superados pelo romeno Cristian Filip Jianu e o argentino Thiago Agustin Tirante, com parciais de 7/6(3) e 7/6(4).

Pucinelli e Gimenez estreiam com vitória na chave juvenil em Melbourne. Wild joga no domingo

Dos três brasileiros que entraram em quadra na chave juvenil, dois conseguiram chegar à 2ª rodada do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Matheus Pucinelli conseguiu uma boa vitória sobre um cabeça de chave, o colombiano Nicolas Mejia, 8º favorito da chave, com parciais de 7/5 e 7/6(7). Agora, seu adversário será o convidado local Rinky Hijikata.

Quem também estreou com vitória foi Igor Gimenez, que bateu o lucky-loser holandês Lodewijk Weststrate, também em sets diretos, com parciais de 7/6(3) e 6/1. Na segunda rodada, terá pela frente o uzbeque Sergey Formin.

O único brasileiro que perdeu no dia foi João Lucas Reis, que equilibrou o confronto contra o sérvio Marko Miladinovic, cabeça de chave nº 2, chegando a tirar um set, mas perdendo por 6/3 6/7(9) e 6/3.

Pucinelli e Reis estreiam na chave de duplas, formando parceria, na madrugada deste domingo, contra o romeno Cristian Filip Jianu e o argentino Thiago Agustin Tirante

Na rodada que começa na noite deste sábado, horário de Brasília, Thiago Wild faz sua estreia no torneio, como cabeça de chave nº 9, enfrentando o australiano Dane Sweeny. Nas duplas, ele entra em quadra ao lado do argentino Sebastian Baez, enfrentando o britânico Jack Draper e o francês Titouan Droguet.

Brasileiro Matheus Pucinelli é campeão nos 16 anos do Banana Bowl. Wild fica com o vice nos 18 anos

Pucinelli peqConfirmando a condição de principal favorito na categoria 16 anos, o paulista Matheus Pucinelli garantiu, neste sábado (11), o título do 47º Banana Bowl. Na decisão, realizada na quadra principal do clube Recreio da Juventude, em Caxias do Sul, ele venceu o argentino Luciano Tacchi, cabeça de chave número dois, por 6/1 e 6/4. No feminino, a chilena Josefa Fernandez Moreno venceu a colombiana Jessica Plazas por 1/6, 6/2, 6/3 e assegurou o título.

Feliz por vencer um torneio importante como o Banana Bowl, Pucinelli já havia experimentado o gostinho da vitória nesta competição, já que ganhou nos 10 e nos 12 anos. “Jogar em casa e com a torcida apoiando é muito gostoso, ainda mais diante de um adversário tradicional, como o argentino. Comecei muito bem a partida e isto foi essencial para a vitória. Lidei bem com a pressão, estive mais solto que o meu adversário. No segundo set, o jogo ficou mais duro, mas me sobressai nos detalhes dos games finais”, comemorou. Com apenas 15 anos, o paulista quer vôos mais altos. “Apesar de ser mais novo, a partir de agora vou disputar campeonatos na categoria 18 anos. Meu objetivo é participar dos Grand Slams”, projeta.

Pela categoria 16 feminino, Josefa Fernandez Moreno, do Chile, terceira pré-classificada, passou pela colombiana Jessica Plazas, segunda favorita, com parciais de 1/6, 6/2 e 6/3, e tornou-se a grande campeã. Para ela, este título é muito importante. “Perdi o primeiro set, iniciei muito mal. Importante que me que recuperei e lutei até o fim para vencer a competição”, avaliou a chilena.

Na decisão da categoria 14 anos masculino, quem levou a melhor foi Christopher Li. O peruano, cabeça de chave três, venceu o venezuelano Francisco Lamas Villaroel, segundo favorito, por 6/3 e 6/2. No feminino, a vencedora foi a principal favorita Daianne Hayashida, do Peru, que ganhou de virada da argentina Luna Morini, cabeça de chave dois, por 3/6, 6/1 e 6/3.

Na final dos 18 anos, Thiago Wild ficou com o vice-campeonato, perdendo a final deste sábado para o sérvio Marko Miladinovic, com parciais de 6/3 e 6/4, que conquistou o primeiro título do seu país no torneio.

BRASILEIROS TAMBÉM CAMPEÕES NAS DUPLAS – Em confronto de brasileiros, a dupla formada pelo cearense Herick Isago e pelo catarinense Jackson Xavier levou a melhor sobre os irmãos gêmeos Antônio e João Sasso, do Rio Grande do Sul, e ficou com o título dos 16 anos masculino. A partida final foi decidida no match tie break: 6/7(6), 6/3 e 13/11. Nos 16 anos feminino também teve título brasileiro. A mineira Ana Flávia Rodrigues e a peruana Romina Ccuno ganharam de virada das chilenas Josefa Moreno e Valentina Vasquez por 4/6, 6/1 e 10/7.

Nos 14 anos masculino, o equatoriano Álvaro Meza e o peruano Rodrigo Montes de Oca venceram o chileno Felipe Lopez e o peruano Christopher Li, placar de 7/5 e 6/4, tornando-se campeões. Nos 14 feminino, Daianne Hayashida, do Peru, e Josefina Padulles, da Argentina, venceram Valentina Cruz, de El Salvador, e Daniella Galvez, da Guatemala, por 4/6, 6/3 e 11/9.

Foto:  Thiago Parmalat/Divulgação Banana Bowl