Wimbledon: Djokovic e Ferrer passam pela estreia. Federer e Murray jogam na quarta

A terça-feira não teve grandes surpresas na chave masculina de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada e disputado na grama.

O sérvio Novak Djokovic, nº 1 do mundo e campeão em 2011, conseguiu uma boa vitória na estreia, passando pelo alemão Florian Mayer em sets diretos, com parciais 6/3 7/5 e 6/4.

Outro favorito que passou pela primeira rodada foi o espanhol David Ferrer, que apesar de levar um susto no segundo set, confirmou a vitória sobre o argentino Martin Alund, com parciais de 6/1 4/6 7/5 e 6/2.

O tcheco Tomas Berdych precisou de apenas três sets para superar o eslovaco Martin Klizan, fechando o jogo com parciais de 6/3 6/4 e 6/4, enquanto o argentino Juan Martin Del Potro marcou 6/2 7/5 e 6/1 sobre o espanhol Albert Ramos.

Federer e Murray jogam segunda rodada na quarta

A quarta-feira será marcada pelos primeiros jogos da segunda rodada do torneio.

O suíço Roger Federer entra em quadra para enfrentar o ucraniano Sergy Stakhovsky, algoz de Rogerinho na primeira rodada.

Esperança local, o britânico Andy Murray terá pela frente o taiwanês Yen-Hsun Lu, enquanto o francês Jo-Wilfried Tsonga encara o letão Ernests Gulbis.

Destaque também para a partida do australiano Lleyton Hewiit, campeão de 2002, contra o alemão Dustin Brown, além do jogo entra o croata Marin Cilic, cabeça 10, e o francês Kenny De Schepper.

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Fotos: Cynthia Lum

Wimbledon: Nadal perde na estreia e Federer vence facilmente. Djokovic joga na terça

Logo no primeiro dia de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, aconteceu uma grande zebra. Uma das maiores dos últimos anos.

Nesta segunda-feira, Rafael Nadal, campeão das edições de 2008 e 2010, foi eliminado na estreia, perdendo para o belga Steve Darcis, com parciais de 7/6(4) 7/6(8) e 6/4. Essa foi a primeira vez na carreira que o espanhol perdeu na primeira rodada de um dos quatro maiores torneios da temporada.

Roger Federer, por sua vez, heptacampeão da competição, venceu com facilidade, batendo o romeno Victor Hanescu por três sets a zero, com parciais de 6/3 6/2 e 6/0.

Outro favorito que estreou com tranquilidade foi o britânico Andy Murray, que venceu o alemão Benjamin Becker por 6/4 6/3 e 6/2.

Jo-Wilfried Tsonga também confirmou o favoritismo e passou pelo belga David Goffin, com parciais de 7/6(4) 6/4 e 6/3, enquanto o croata Marin Cilic, décimo favorito da chave, marcou 6/3 6/4 e 6/4 sobre o cipriota Marcos Baghdatis.

Djokovic estreia na terça

A terça-feira será o dia da estreia do sérvio Novak Djokovic, nº 1 do mundo e campeão de 2011. Ele terá pela frente o alemão Florian Mayer.

Também na terça, o espanhol David Ferrer, quarto favorito da chave, entra em quadra para encarar o argentino Martin Alund.

Destaque também para a estreia do tcheco Tomas Berdych, cabeça 7, que enfrenta o eslovaco Martin Klizan. O argentino Juan Martin Del Potro, oitavo favorito, encara o espanhol Albert Ramos.

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Fotos: Cynthia Lum

Wimbledon: Djokovic estreia contra alemão. Federer enfrenta Hanescu

Nesta sexta-feira, foi sorteada a chave masculina de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, que é disputado na grama.

Nº 1 do mundo e campeão da edição de 2011, o sérvio Novak Djokovic faz sua primeira partida na competição contra o alemão Florian Mayer, nº 33 do ranking da ATP.

Vice-campeão no ano passado, o britânico Andy Murray será o cabeça de chave nº 2 e seu adversário na estreia é o alemão Benjamin Becker.

Com sete títulos do torneio e terceiro favorito da chave, Roger Federer enfrenta na estreia o romeno Victor Hanescu, enquanto o espanhol David Ferrer, cabeça 4, joga contra o argentino Martin Alund.

Rafael Nadal será o cabeça 5 e terá como adversário na estreia o belga Steve Darcis.

Semifinalista do torneio nas duas últimas edições, o francês Jo-Wilfried Tsonga será o cabeça 6 e enfrenta na estreia o belga David Goffin, enquanto o tcheco Tomas Berdych, cabeça 7, joga contra o eslovaco Martin Klizan.

O Juan Martin Del Potro é o oitavo favorito da chave e sua primeira partida será contra o espanhol Albert Ramos.

Para conferir a chave completa, clique aqui.

Fotos: Cynthia Lum

Federer conquista o hexa em Halle e se torna o 3º jogador com mais títulos na história

Neste domingo, o suíço Roger Federer conquistou seu primeiro título na temporada ao bater o russo Mihkail Youzhny, na final do ATP 250 de Halle, na Alemanha, que é disputado na grama e serve como preparação para Wimbledon.

Apesar do retrospecto de 14×0 favorável a Federer nos duelos contra o russo, a partida não foi fácil e o suíço precisou de uma boa virada para conquistar o hexacampeonato do torneio alemão. No fim, vitória com parciais de 6/7(5) 6/3 e 6/4.

Essa foi sua primeira conquista desde o Masters 1000 de Cincinnati, no ano passado, quando venceu Novak Djokovic na final.

Foi também o 77º título da carreira de Federer, que dessa forma se igualou norte-americano John McEnroe como terceiro jogador com mais títulos ao longo da carreira.

Eles ficam atrás de Jimmy Connors (109) e Ivan Lendl (94).

Foto: Gerry Weber Open

Com Ferrer, Roland Garros volta a ter final espanhola

Desde o início Era Nadal não houve mais final espanhola em Roland Garros

Lembro como se fosse ontem de quando vi dois espanhóis na final de Roland Garros. Era 1995 e Sergi Bruguera derrotava Alberto Berasategui para conquistar o bicampeonato em Paris. Neste domingo, a capital francesa recebe uma outra decisão espanhola entre o heptacampeão Rafael Nadal e David Ferrer, que joga a sua primeira final de Grand Slam.David Ferrer Roland Garros

Dominantes no saibro, presentes em diversas finais de Roland Garros, nenhum outro espanhol depois que Nadal venceu o seu primeiro Tropheé des Mousquetaires, voltou a jogar uma final em Paris.

De 1993, ano do primeiro triunfo de Bruguera, 10 espanhóis jogaram a final de Roland Garros. Bruguera foi campeão em 93 e 94 e vice em 97, perdendo a final para Guga.

Moyá e Corretja decidiram o título de 98, com Moyá recebendo o Trofeu das mãos de Pelé.

Três anos depois, Corretja voltava à final em Roland Garros, mas perderia para Guga.

A decisão de 2002 foi entre dois espanhóis novamente, com Albert Costa ganhando de Juan Carlos Ferrero, que viria a ser campeão em 2003.

Dali em diante, a Espanha se resumiu a Nadal.

Gaudio ganhou em 2004, com vitória sobre o compatriota argentino Guillermo Coria.

A Era Nadal começou em 2005 e dali em diante só deu ele em Paris. Almagro, Robredo, Moyá e Ferrer pararam nas quartas-de-final e no ano passado, Ferrer chegou até a semi.

O mesmo Ferrer decidirá o título com Nadal, na primeira final de Grand Slam que disputa.

Se aos olhos dos fãs o número 2 espanhol parece um jogador sem muita graça, no circuito é elogiadíssimo por seu jogo de pernas e devolução. O tio e técnico de Rafael, Toni Nadal, chegou a afirmar em entrevista para a imprensa francesa que Ferrer se movimenta inclusive melhor do que Djokovic. “Ele não precisa mais provar que não é um jogador de 2º nível. Os resultados mostram. Já fez semifinal de Grand Slam, ganhou Master 1000..” Palavras do tio Toni.

Talvez seja difícil entender Ferrer porque ele também não é dos mais emotivos em quadra e fala pouco fora dela. Prefere viver sem grandes extravagâncias, longe dos flashes e do glamour que a vida de tenista top te propicia.

“Eu sei que vocês querem que eu fale de drama, de algo a mais, mas não tenho o que dizer,”  foi o comentário dele em um encontro com alguns jornalistas que participei antes do jogo com Tsonga, no Village de Roland Garros. Os “periodistas”espanhóis tentaram extrair informações de Ferrer de todos os jeitos, mas não conseguiram. E eles já sabem que ele é assim, um lutador em quadra, fiel – está há anos com o mesmo técnico – Javier Piles – e os mesmos patrocinadores, mas um homem de poucas palavras.

Rafael Nadal Roland Garros

O que ele e todo o público espera é que a final não seja de poucos games. Todos já consideraram a vitória de Nadal sobre Djokovic, por  64 36 61 67 97, uma decisão antecipada.

Ferrer não precisou fazer a metade do esforço do compatriota para chegar à final. Ganhou de Tsonga por 61 76 62 e mais parecendo o Nadal de outros anos, vai à final sem ter perdido nenhum set.

A entrevista pós jogo de Ferrer deixa claro que ele não quer fazer papel de coadjuvante na Terra de Nadal.

Confira alguns trechos.

 

Q.  Congratulations.  Can you give us an idea as to how excited you are to be in the final finally?

DAVID FERRER:  I’m very, very happy, sure, no?  This tournament is very special for me and to be the first final of Grand Slam in Roland Garros is amazing, no?

Now I want to enjoy this moment, to rest tomorrow, and to try my best in the final.

Q.  It’s come in your 42nd major.  Did you ever believe that you would get to this point?  Did you worry that you wouldn’t make a Grand Slam final?

DAVID FERRER:  Well, it’s a dream for me to be a final of a Grand Slam, and Roland Garros is more important for me.  Now, of course, the final I will fight.  I will try to do of me, and I don’t know.  I will play against Rafael, and it’s very important for us because, you know, we are Spanish players and this is very important for the country, also.

Q.  Rafa’s only lost one match here, so is it hard not to think he’s maybe a little bit unbeatable here?  And do you think you can be the guy to make the second beating of Rafa here?

DAVID FERRER:  Well, is very difficult to beat Rafael in all the surfaces, but in clay court is more difficult. I think I need to play my best tennis for to beat him.  I need to play very aggressive all the match, and to do my best tennis.

Q.  How do you feel from the body, like the physical condition?  You were much faster than Rafa today.  Do you think that could play a role in the final?

DAVID FERRER:  Well, is important for me to be ready to play the final with good conditions. But I think Rafael, he’s going to recovery, sure.  He’s already play four hours and a half, and tomorrow he will have to rest and he will be ready, sure, after tomorrow, no?  He’s the best performance on physical, no?

Ferrer Roland Garros 2013

Q.  What is the best clay match you played against Rafa recently?

DAVID FERRER:  This year it was in Rome, sure.

Q.  Can you explain?

DAVID FERRER:  Well, this year it was in Rome because I did a very good game.  I played very aggressive all the match, and finally I lost with him because he was better.

Q.  How difficult is it to play a local player?  Did you have to do something special to try and block the fact that most of the spectators were going to be against you?

DAVID FERRER:  No, is not difficult to play with a local player.  You know, we play a lot of times of our career.  It’s difficult to beat Rafael, but, you know, not because he’s Spanish player.  It’s because he’s a very good player.  Nothing else.It’s going to be my first final in a Grand Slam.  I am sure I am going to be a little bit nervous, but I will try to move a lot and to play very good.  I hope to play a good game.

Q.  I think it was five years ago and you were set to play Rafael in Rome.  The press conference beforehand you said, We Spanish players, we find it very difficult to even think we can beat Rafael on clay.

DAVID FERRER:  Uh‑huh.

Q.  He’s so much better than everyone else.

DAVID FERRER:  Yeah.

Q.  Do you still think that?

DAVID FERRER:  Yeah, of course it’s difficult to beat him.  He’s the best in clay court.

Q.  (Off microphone.)

DAVID FERRER:  I don’t know.  Djokovic, I think he won to him in Monte‑Carlo, but he’s the No. 1 of the world.  Of course Rafael and me improve our game, but of course Rafael is the favorite for to win Roland Garros.

Q.  Even though you probably will have some nerves going into this first Grand Slam final, do you think you can go in with the mentality of nothing to lose?  I mean, you know you’ve lost to Rafa so many times.  He’s the big favorite.  So do you think that will allow you to maybe play a little bit freer?

DAVID FERRER:  Well, I know he’s the favorite, but I am going to be focused every point.  I will try to do my best. But I am not thinking about Rafael, he’s better than me or not.  I will try to fight a lot and to play very good match, no?  After that, you know, in the match gonna depend on a lot of things, no?

Q.  This is the opportunity of your life, isn’t it?

DAVID FERRER:  The opportunity of my life is to make it to the final.  I have already reached a final in the past, but there is still a lot for me to do.  Defeating Rafa is very difficult on any surface; it’s even worse on clay.  But once again, I’m going to try to play a beautiful match.  I don’t want to think of whether it’s the occasion, the opportunity of my life, if it’s a dream. If you start thinking like that, it’s not very positive.

Q.  You said you expected a very difficult semifinal with a Davis Cup type of atmosphere.  This was not the case.  It was much easier, wasn’t it?

DAVID FERRER:  Well, yes, you know, I had a good start in the match.  The crowd was pretty balanced then.  Of course, I mean, they supported Jo‑Wilfried, but I thought they would support him even more. But there were very fair play.

Q.  Was it easy?

DAVID FERRER:  The match wasn’t easy, but, you know, when there were difficult moments, the crowd was not a problem.  I managed to cope with the pressure.

Q.  How are you going to prepare for the final?  Are you going to change your routine?  That’s my first question.  And my second question is:  You already won a Masters 1000.  Are you going to do anything different?

DAVID FERRER:  No, I’m going to do just as usual.  I will stay with my family.  I’ll practice.  As for your second question, each match is different.  I managed to win my first final in Masters 1000, but this upcoming match is going to be a bit more complicated.

Q.  Congratulations.  You made it.  You reached a final.  Can you tell us what you’re feeling at the moment?

DAVID FERRER:  Well, I’m happy.  I’m very happy  I can’t relax really because there is still the final that I need to play.  It’s a very important match and I want to do well.  I want to play a great match at the standards of a final of a Grand Slam. So I don’t want to celebrate right now saying, Okay, I made it to the final.  No, I want to be well‑prepared and I want to get to the final with a lot of dynamism and I’m really willing to win.

Q.  Do you remember your other matches against Rafael?

DAVID FERRER:  Well, it doesn’t matter, does it?  I won once when we were kids.  I won to him on clay.  Then I also won on faster surfaces, but each match is different, anyway.  So I need to focus on the now and I need to make the most of all my shots.

Diana Gabanyi

Foto: Cynthia Lum

Roland Garros: Nadal vence duelo histórico contra Djokovic e decide o título contra Ferrer no domingo

Histórico! Não há outra definição para a vitória de Rafael Nadal sobre Novak Djokovic, na primeira semifinal de Roland Garros, disputada nesta sexta-feira.

O nº 1 do mundo e o heptacampeão da competição duelaram intensamente por mais de quatro horas e no fim, mais uma vitória do espanhol, que vai em busca do seu oitavo título.

Nadal conseguiu a vitória com parciais de 6/4 3/6 6/1 6/7(3) e 9/7. Djokovic, que buscava seu primeiro título no Grad Slam francês, mostrou sua decepção ao fim da partida, mas reconheceu os méritos de Nadal:

“Ainda está muito recente. Foi um jogo inacreditável, mas tudo que eu sinto agora é decepção. Parabenizo meu adversário, pois ele mostrou coragem nos momentos certos. Por isso ele é um campeão e por isso ganha em Roland Garros há tantos anos”, afimou o sérvio.

Nadal, por sua vez, fez questão de enaltecer seu desempenho na partida:

“Estou muito feliz com a maneira como joguei, especialmente como lutei no 5º set, depois de perder chances no 4º. Isso é o mais difícil e eu fiz”, afirmou.

Logo depois, David Ferrer venceu o francês Jo-Wilfried Tsonga e garantiu a final espanhola em Roland Garros.

Ferrer venceu por três sets a zero, com parciais de 6/1 7/6(3) 6/2 e chegou à primeira final de Grand Slam da sua carreira.

Os dois já se enfrentaram 23 vezes e Nadal tem ampla vantagem, com 19 vitórias. No ano passado, eles se encontraram na semi de Roland Garros, com vitória tranquila do heptacampeão.

Essa será a quarta final entre espanhóis em um Grand Slam. Todas aconteceram em Roland Garros.

Nadal, por sua vez, busca mais um recorde neste domingo: se tornar o primeiro jogador da história a vencer oito vezes o mesmo Grand Slam.

Foto: Diana Gabanyi

 

Roland Garros: Nadal passa por Wawrinka e encontra Djokovic na semi

Os últimos semifinalistas da chave masculina de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, foram conhecidos nesta quarta-feira, depois da realização dos últimos dois jogos das quartas de final.

O espanhol Rafael Nadal, heptacampeão do torneio, não teve trabalho com o suíço Stanislas Wawrinka e venceu em três sets, com parciais de 6/2 6/3 e 6/1.

Na semifinal, que será disputada na sexta-feira, ele vai enfrentar o sérvio Novak Djokovic, que também precisou de apenas três sets para superar o alemão Tommy Haas, com parciais de 6/3 7/6(5) 7/5.

Em Roland Garros, os dois já se enfrentaram 3 vezes: 2006, 2007 e na final do ano passado. Nadal ficou com a vitória nas três oportunidades.

A outra semifinal será entre o francês Jo-Wilfried Tsonga, que superou Roger Federer na terça, e o espanhol David Ferrer, que também na terça venceu o compatriota Tommy Robredo e agora busca a primeira final de Grand Slam da sua carreira.

Foto: Cynthia Lum

Roland Garros: Tsonga vence Federer e Ferrer passa por Robredo. Nadal e Djokovic jogam na quarta

A primeira semifinal da chave masculina de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, foi decidida nesta terça-feira, com a realização dos primeiros jogos das quartas de final.

No confronto mais esperado do dia, o francês Jo-Wilfried Tsonga, esperança da torcida local no torneio, fez uma grande partida, não deu chances ao suíço Roger Federer e conseguiu uma grande vitória por três sets a zero, com parciais de 7/5 6/3 e 6/3.

Essa já é a melhor campanha do francês no Grand Slam parisiense. No ano passado, ele parou nas quartas de final.

No outro jogo do dia, o espanhol David Ferrer atropelou o compatriota Tommy Robredo, cedendo apenas 4 games e fechando a partida com parciais de 6/2 6/1 e 6/1. Ele será o adversário do francês na semifinal.

A outra semifinal será definida nesta quarta.

Na primeira partida do dia, o espanhol Rafael Nadal, heptacampeão do torneio, enfrenta o suíço Stanislas Wawrinka. Logo depois, o sérvio Novak Djokovic, nº 1 do mundo, tem pela frente o alemão Tommy Haas.

Djokovic, “pela honra da primeira treinadora”

Roland Garros é o único torneio que falta para Novak Djokovic completar o Grand Slam e se até dois dias atrás esse era o principal motivo para ele lutar pelo Trophee des Mousquetaires, hoje ele declarou abertamente que  “pela honra de Jelena Gencic, preciso ir até o fim.”

Com o cancelamento da entrevista coletiva pós-vitória sobre o Dimitrov, dois dias atrás, quando soube da morte de Jelena Gencic, a treinadora que o descobriu nas montanhas de Kapaonik e ënsinou tudo que ele sabe,”a sala estava lotada hoje.

Com um colete fashion vermelho, grosso, meio brilhante, de nylon (procurei a foto, mas não encontrei – não podemos fotografar na sala de imprensa), nem reparei que ele já estava sentado quando entrei na Sale de Interview.

A primeira pergunta foi sobre o jogo e as condições difíceis, com o vento. Mas, em seguida, o assunto mudou para o da treinadora sérvia. De coração aberto, Djokovic falou da importância de Jelena para a sua formação, do caráter, do amor dela ao tênis e como muitas vezes nos esquecemos como esses treinadores, professores de crianças, são fundamentais para o desenvolvimento do esporte.

Ele falou muito mais do que eu esperava sobre um assunto tão delicado. Só em um momento, quando um jornalista do USA Today insistiu para ele contar como foi o último encontro com Jelena, em detalhes, ele pediu para não falar mais no assunto.

Abaixo os trechos da entrevista em que ele fala dela e principalmente o que menciona que agora é questão de honra vencer.

É justo dizer que as últimas 24 horas foram difíceis?

Djokovic: “Sim. Não está fácil, mas é a vida. A vida te dá coisas, tira pessoas próximas de você e Jelena foi a minha primeira técnica, era a minha segunda mãe. A gente sempre foi muito próximo, a vida toda. Ela me ensinou muitas coisas que são parte de mim, parte do meu caráter e eu tenho as melhores lembranças dela.

Isso vai ficar comigo para sempre. Espero que possa continuar onde ela parou, com o legado. Ela deixou tanto conhecimento para mim e para as pessoas que eram próximas dela.

Sinto a responsabilidade de continuar a fazer algo no futuro, porque ela trabalhou com crianças de 5, 6 anos até os 12, 13 anos. Ela dedicou a vida dela ao tênis. Nunca se casou. Nunca teve filhos. O tênis era tudo que ela tinha na vida.

Ela tinha 77 anos e antes de morrer 2 dias atrás, na semana passada, ela estava dando aulas. Ela não estava preocupada com a natureza da doença. Ela teve câncer de mama. Sobreviveu a isso. Ela é uma das pessoas mais incríveis que eu conheci.

Você acha que a sua equipe fez o certo em te contar apenas depois do jogo?

Sim, mas mesmo assim foi um choque.

Tive a sorte de encontrar a Jelena 5 anos atrás. Ela parecia muito calma. Falava devagar. Você concorda? Ela não era uma típica sérvia?

Nós somos muito emotivos, mas também temos um lado calmo.

Ela sabia exatamente o que tinha que faze rem quadra. E também na vida particular.  Ela nunca mostrava as fraquezas. Acho que é algo que todo mundo próximo dela aprendeu. Porque mesmo com lesões – ela jogava handball, tênis, dava treinos, e nunca mostrava quando estava lesionada ou triste. Ela sempre estava tentando ser positiva e sorrindo. Transcendia isso para todo mundo.

Ela também era uma mulher muito inteligente. Ela não treinava com todo mundo. Ela sabia reconhecer o potencial dos jogadores de tênis. Por isso ela é a melhor técnica para aquela geração jovem que eu já encontrei na vida.

As pessoas subestimam a importância do início, da infância dos jogadores de tênis, aquela idade entre 05 e 14 anos. É nessa idade que você desenvolve todas as suas habilidades e é importante ter alguém com conhecimento. Ela era ótima.

Faz um tempinho você dividiu conosco memórias do seu falecido avô. Qual é a sua melhor lembrança dela?

Foram muitos, muitos grandes momentos. De uma certa forma a experiência de ter perdido o meu avô no ano passado me ajudou um pouco, a ficar forte desta vez. Eu demorei para me recuperar. Esse ano, de novo, uma pessoa muito próxima, outro choque para mim. Mas estou lidando melhor, tentando me concentrar nas melhores lembranças dela e no tempo que passamos juntos.

É o melhor que você pode fazer quando alguém próximo falece, porque o espírito deles sempre vai estar com você, está na sua mente.

Eu sei que o espírito dela estará sempre comigo na quadra de tênis, porque era o que ela amava, o lugar favorito dela no mundo e vou me assegurar de que o legado dela continue.

Continuando no assunto, você tira forças disso? Como? Serve de inspiração?

Agora me sinto ainda mais responsável para ir até o fim neste torneio. Quero fazer isso pore la, porque ela era uma pessoa muito especial na minha vida. Lembro a última conversa que tivemos, há duas semanas, sobre Roland Garros. Ela falava o que pensava e me disse: “Você tem que se concentrar, focar a sua atenção neste torneio. Você precisa vencer esse torneio.”Ela estava me motivando ainda mais. Então, agora, pela honra dela, preciso ir até o fim. Mas, sabe, não depende só de mim. Tem tantos jogadores bons ainda no torneio. Me dá uma força interna ainda maior, para ir além.

Outros jogadores não teriam falado sobre isso na sala de imprensa. Outros jogadores não mostram emoção em quadra. Você faz os dois. Como isso te ajuda na carreira?

Bem, tem coisas que você mantém privadas e coisas que divide com todos. Sempre tentei estar com o coração aberto e me expressar de maneira honesta e verdadeira, como sempre fiz.Foi assim que aprendi, com meus pais, minha família e com a Jelena. Isso é quem eu sou.

Você pode esclarecer quando a encontrou pela última vez, a última vez que viu ela?

Antes do torneio de Dubai, 2 meses atrás.

Onde você a encontrou? Você a visitou em casa? Foi uma visita social?

Sim.

Você poderia falar sobre isso?

Não gostaria de falar sobre isso, se você não se incomoda. Acho que já falei o suficiente.

Você acha que isso contribui para o que você pode vir a conquistar?

Bem, a morte de um próximo, de uma pessoa especial na sua vida não é algo que eu estava desejando. Mas como eu disse, é a vida e você tem que seguir adiante.

Acredito que seja o destino, que as coisas acontecem por uma razão.

Diana Gabanyi

Foto: Cynthia Lum

Roland Garros: Wawrinka vence Gasquet. Nadal e Djokovic passam. Quartas começam na terça

Estão definidas as quartas de final da chave masculina de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.

Nesta segunda-feira, o sérvio Novak Djokovic precisou virar contra o alemão Philipp Kohlschreiber e fechou a partida em quatro sets, com parciais de 4/6 6/3 6/4 6/4.

O adversário do nº 1 do mundo nas quartas será o alemão Tommy Haas, que atropelou o russo Mikhail Youzhny, vencendo a partida em sets diretos, com parciais de 6/1 6/1 e 6/3.

Outra partida das quartas será entre o espanhol Rafael Nadal, aniversariante desta segunda (completou 27 anos), que bateu o japonês Kei Nishikori por 6/4 6/1 e 6/3, e o suíço Stanislas Wawrinka, que venceu o grande jogo do dia, depois de lutar por 5 sets contra Richard Gasquet e a torcida francesa, conquistando a vitória com parciais de 6/7(5) 4/6 6/4 7/5 e 8/6.

Quartas começam nesta terça

Os dois primeiros jogos das quartas de final serão disputados nesta terça-feira.

O jogo mais esperado do dia será entre o suíço Roger Federer e o francês Jo-Wilfried Tsonga, que segue como única esperança da torcida da casa no torneio.

O outro jogo do dia será entre os espanhóis David Ferrer e Tommy Robredo.

Ferrer busca igualar a campanha do ano passado, quando parou apenas na semifinal, seu melhor resultado no Grand Slam francês, enquanto Robredo busca manter a sequência de grandes vitórias, já que nos últimos três jogos saiu de uma desvantagem de dois sets para virar a partida.

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Foto: Cynthia Lum