E a corrida voltou a ser corrida e Paris a ser um Super Masters 1000

Logo que a Corrida dos Campeões foi lançada, no ano 2000, através de uma parceria que terminaria rapidamente com a ISL, a ATP quase a tornou mais importante do que o ranking. Por acaso, o Guga foi o primeiro vencedor da Corrida dos Campeões naquele ano 2000 e nós nos acostumamos a divulgar a corrida semanalmente e acompanhar a mesma. Era uma Corrida. Havia até trofeu para ela.

Gasquet ATP FINALSMas, logo a estratégia de marketing mudou e a ATP parou de dar importância à Corrida. Mas, ela sempre esteve lá. Afinal, precisam de um método para determinar os 8 classificados para o ATP World Tour Finals.

O que aconteceu nos últimos anos também foi que a Corrida, com o domínio total de Federer, ou Nadal, ou Djokovic, perdeu um pouco a graça.

Além disso, um deles acabava garantindo o posto de número um do mundo antes das últimas semanas do ano e nada mais importava.

O Masters 1000 de Paris, que nas últimas temporadas andou sofrendo com a mudança de calendário, inserção de Masters 1000 asiático, ou até mesmo com o ATP Finals disputado na Ásia, voltou a ser relevante neste 2013.

Se no ano passado a final foi entre Jerzy Janowicz e David Ferrer, Nadal não jogou, assim como Federer e Murray e Djokovic foram eliminados na primeira rodada, desta vez o diretor do torneio Guy Forget, só tem a comemorar.

Federer atp finals

Os oito classificados para o ATP Finals, em Londres, na semana que vem, jogarão as quartas-de-final em Bercy nesta sexta.

A situação do Masters 1000 francês estava tão complicada – nos anos anteriores sempre um dos tops deixou de participar – que o tradicional torneio fez pressão para mudar o calendário e exigiu a semana de intervalo entre o campeonato e o ATP Finals de volta.

cas_1179 nadal paris

A corrida que já não era interessante, voltou a ganhar destaque especialmente pela classificação no último minuto de Roger Federer. Sem falar que ao chegar em Paris, três das oito vagas ainda estavam em aberto e só foram completamente definidas agora: Nadal, Djokovic, Ferrer, Del Potro, Berdych, Federer, Gasquet e Wawrinka (Murray está lesionado) estarão em Londres na semana que vem e também em ação amanhã no Palais Omnisport de Paris Bercy.

Ainda está em jogo a definição do número um do mundo de 2013. Nadal ou Djokovic? A corrida ainda não terminou.

Esperamos um ATP Finals bem diferente do WTA Championships em Istambul, em que Serena Williams dominou a temporada, assegurou o número um bem antes de desembarcar na Turquia e só perdeu alguns games por lá por causa do cansaço.

Adoramos ver Federer, ou Nadal, ou Djokovic ganhando tudo. Mas, um pouco de emoção e principalmente competição,  é o que todo fã quer.

Diana Gabanyi

O tênis dos tempos da realeza ainda existe hoje em dia

Há um mês tive o prazer de receber em São Paulo e no Rio, um dos mais ávidos fãs e praticantes de Real Tennis do mundo e também autor do livro  “The First Beautiful Game.” Roman Krznaric veio ao Brasil não para falar de tênis, mas para uma série de eventos da The School of Life, da qual é um dos fundadores. Com os dias de convivência, Roman foi me dando  “aulas” de Real Tennis e resolvi fazer uma pesquisa que acabou virando uma matéria que está nesta edição 124 da Tennis View e que reproduzo aqui.

Real Tennis UK

O tênis dos tempos da realeza ainda existe hoje em dia

São apenas 45 quadras no mundo inteiro, mas elas ainda existem. Da mesma maneira que os Reis jogavam tênis séculos atrás, ainda é possível jogar hoje em dia o que é conhecido por “Real Tennis.”

O Reino Unido, terra do Rei mais famoso a jogar tênis, Henrique VIII, é a nação com mais quadras no mundo. São 25. As outras 20 estão espalhadas na França, Austrália e Estados Unidos.

O fascínio pelo jogo que originou o que hoje é o nosso esporte, o tênis, é tanto, que há até uma Associação dos Tenistas Profissionais de Real Tennis, ranking e ligas, com 5.000 jogadores inscritos.Real-tennis-rackets-balls

Assim como a quadra que conhecemos hoje, a quadra do Real Tennis é dividida por uma rede, mas é mais estreita dos lados. As quadras são cobertas e com paredes bem próximas. A raquete é de madeira, tem a cabeça bem menor e um pouco curvada e as bolas são costuradas à mão e pingam bem menos do que as bolas do nosso tênis. A pontuação é a mesma – 15, 30, 40 e as regras tem muitas semelhanças.

O jogador não pode devolver um saque antes da bola pingar; não pode tocar na rede enquanto a bola estiver em jogo; não pode bater na bola duas vezes; não pode errar o saque duas vezes seguidas, entre outras semelhanças.

Uma diferença interessante é que o saque é sempre feito do mesmo lado da quadra. Os jogadores tem que trocar de lado para sacar e quando a bola pinga duas vezes na quadra, você ainda tem a chance de entrar numa disputa e vencer o ponto.

Era esse esporte que o Rei Henrique VIII gostava de jogar e ganhar. Diz a lenda que o melhor era mesmo não deixar o Rei perder. A punição poderia ser severa. Real tennis court

A quadra em que Henrique VIII hoje, em Hampton Court, data de 1530 e ainda está disponível para jogo.

É uma das raras remanscentes.

Nos anos 1970 as quadras de Real Tennis começaram a desaparecer e deram lugar a garagens, sinagogas, hospitais, hotéis, laboratórios, galerias de arte, enfim, se perderam pela Europa.

No Brasil não há quadras de Real Tennis. Mas, em uma viagem ao exterior, é uma experiência digna dos tempos da realeza. Os clubes mais conhecidos a terem quadras de Real Tennis são o Queen’s Club, em Londres e o New York Racquet and Tennis Club.

Diana Gabanyi

Blake e Roddick jogarão circuito de Courier, com Sampras e Agassi

Jim Courier mudou o formato do seu circuito de torneios seniors e parece que deu certo nos Estados Unidos. Disputado agora em 12 cidades, de costa a costa do país, além de já contar com Agassi, Sampras, o próprio Courier, Lendl, Wilander, Martin, Chang, McEnroe, Connors, Philippossis, o Power Shares Series confirmou a participação inédita dos recém-aposentados James Blake e Andy Roddick, para 2014.

Andy Roddick

A disputa começa no dia 05 de fevereiro e vai até o dia 21 de março. É apenas um noite de jogos em cada cidade, que recebe 4 tenistas. São 3 jogos no total, de um  set. São disputadas duas semifinais e os vencedores decidem o campeão.

Cinco meses antes do evento as datas e locais de jogos, grandes arenas dos EUA, estão definidos, bem como onde cada jogador competirá.

Desta maneira, Courier que havia começado com a empresa, em parceria com Jon Venison, a InsideOut, fazendo um circuito praticamente concorrente ao ATP Champions Tour, com algumas diferenças, é claro, encontrou um jeito diferente de atrair público, patrocinadores e os jogadores tops para competirem pelos Estados Unidos.

Diana Gabanyi

Foto: Cynthia Lum

E Portugal comemora o seu 1º campeão de ATP

E Portugal enfim tem um campeão de ATP. Foi das raquetadas de João Sousa que saiu o primeiro título português da história, neste domingo, em Kuala Lumpur.Joao Sousa ATP

Portugal, aquele país que a gente achava que não chegaria lá, que tinha sempre aqueles tenistas jogando uns Challengers por aqui, outro ali, agora tem campeão de ATP.

Lembro, há um ano, durante a Peugeot Tennis Cup, no Rio, quando vi um monte de portugueses andando juntos e jogando os Challengers por aqui. Pedro Sousa, João Sousa, Frederico Gil, Gastão Elias.. As mulheres, nos últimos meses também começaram a jogar bem.  Michelle Larcher de Britto e Maria João Koehler estão quase entre as 100.

O país vive o melhor momento da história do esporte. Não, eles não vão sediar uma Olimpíada daqui a quatro anos, não tem, de perto, os investimentos que temos no Brasil, mas parecem ter encontrado uma estrutura, um jeito que está dando certo de trabalhar.

João Sousa, 24 anos, pode ser um caso isolado. Mas, não importa. Colocou, como disse o grande promotor do tênis português, o país no topo do Everest.

Imagina o que é sediar um ATP Finals – o que Guga ganhou em 2001 -, ter um ATP há muitos, muitos anos – o Portugal Open – transmitir torneios mundo afora, dar espaço para o esporte na mídia – e nunca ver um português triunfar?

Para mim, a grande virada de João Sousa, que treina em Barcelona desde o início da adolescência, veio no US Open, em que ganhou de Grigor Dimitrov em cinco sets na primeira rodada e depois de Jarkko Nieminen, també em cinco sets, na segunda. E em seguida lá estava ele diante de Novak Djokovic, no Arthur Ashe Stadium.  Sousa fez apenas quatro games diante do número um do mundo. Mas, não importa. Ele havia alcançado a terceira rodada de um Grand Slam, com a sensação de pertencer ao circuito e isso só faz aumentar a confiança.

Hoje é o 51º colocado no ranking mundial. Os Challengers que ele tanto disputou e bem misturou com ATPs e qualifyings, vão ficar para trás.

Mas, este dia histórico em Portugal jamais será esquecido.

Amigo jornalista de longa data, Hugo Ribeiro, comentou ontem de quantos anos esperou para ver um português campeão. Há quantos anos cobrindo o esporte para esperar por este momento. “Quantos anos desejei e esperei por este dia. Nem há palavras para a importância do que o João Sousa fez hoje. Olha que até o nosso Presidente da República, em dia de eleições para as prefeituras, se referiu ao ao João. Não foi o mesmo de quando o Guga ganhou Roland Garros, mas poderá ter um efeito muito grande na evolução do ténis português.”

Diria que é aquele momento da inveja boa. Parabéns aos amigos portugueses. E pelo menos temos alguém falando português no grande circuito e vencendo.

Diana Gabanyi

IMX traz Rafael Nadal para o Rio Open

TENNIS: JUN 24 WimbledonA IMX, que trará em Fevereiro do ano que vem o Rio Open, confirmou o tenista espanhol Rafael Nadal, atual campeão de Roland Garros e do US Open e número um da Corrida dos Campeões de 2013, para jogar o maior torneio de tênis da América do Sul. O Rio Open contará com disputas simultâneas de um ATP World Tour 500 e de um WTA International, entre os dias 15 e 23 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro. Esta será a primeira vez que o Brasil sediará um torneio da série ATP World Tour 500, com apenas 11 disputas ao redor do mundo.

“Estou com muita vontade de jogar pela primeira vez no Rio de Janeiro. Já escutei muita coisa legal da cidade e agora finalmente vou ter a oportunidade de estar lá”, antecipou o espanhol. “Sempre que jogo mundo afora recebo um enorme carinho dos brasileiros.”

Maior campeão de Roland Garros da história, com oito títulos no Grand Slam francês e único jogador a ter vencido o mesmo evento por oito vezes, Nadal tem também outros cinco títulos de Grand Slam, incluindo Wimbledon, Australian Open e o US Open, em que conquistou o bicampeonato neste mês de setembro. Ao vencer este mesmo US Open, em 2010, ele se tornou apenas um de sete jogadores a completar o Grand Slam, o que significa ter vencido todos os torneios da categoria. Além dos troféus no Grand Slam (13), em que está em 3º lugar, na lista dos mais vitoriosos da história, Nadal tem também a incrível marca de 26 títulos de torneios Masters 1000, incluindo o Grand Slam do saibro (vencer os Masters 1000 de Madri, Roma e Monte Carlo).

Número um do mundo durante dois anos seguidos consecutivas, Nadal vem fazendo até agora uma das temporadas mais vitoriosas da carreira, em que já venceu 10 títulos, entre eles 2 Grand Slams, em Paris e Nova Iorque. Além disso ele venceu dois ATPs World Tour 500 (Acapulco e Barcelona) além  dos Masters 1000 de Indian Wells, Madri, Roma, Cincinnati e o do Canadá e do ATP 250 do Brasil. Com estes resultados, Nadal está em primeiro lugar no ranking do ATP World Tour Finals, em Londres e ainda apresenta um recorde de 61 vitórias e apenas 3 derrotas em 2013.

Para fazer de 2014 outra temporada brilhante no circuito, Nadal, o número dois do mundo, incluiu o Rio Open na sua programação, de olho também nos pontos de um ATP 500 e comemora a inclusão do novo mega evento no calendário mundial . “É muito importante para o tênisda América do Sul que enfim a gente tenha um ATP 500. É uma grande conquista para o Brasil.”

Medalhista de ouro nas Olimpíadas de Beijing, Nadal terá a companhia de um compatriota na disputa do Rio Open, David Ferrer. Com a confirmação dos dois jogadores, o evento já garante a presença de dois dos quatro tenistas mais bem colocados no ranking mundial. Ferrer, o quarto melhor jogador do mundo, é o atual vice-campeão de Roland Garros, derrotado justamente para Nadal.

“O Rafael Nadal é  um dos grandes da história do tênis. Sua participação no Rio Open é a confirmação de que este evento já nasce para se firmar como um dos mais importantes do calendário mundial e que a Cidade Maravilhosa exerce atração sobre os maiores astros do planeta, especialmente na rota da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Com a presença já confirmada de David Ferrer  teremos o campeão e o vice de Roland Garros competindo num torneio oficial do calendário da ATP, comentou Marcia Casz, vice-presidente de esportes da IMX.

A IMX conta com a experiência de mais de 50 anos da IMG Worldwide, empresa com a maior atuação na plataforma de tênis do mundo, que agencia nomes como, Djokovic, Sharapova,Venus Williams, Borg, McEnroe, entre outros. No portfolio de tênis da IMG também estão muitos dos maiores eventos de tênis do calendário: Sony Open (Miami), ATP World Tour 500 de Barcelona, ATP World Tour 500 de Tokyo, ATP 250 de Chennai e ATP Champions Tour.

A primeira edição do Rio Open acontece no Jockey Club Brasileiro com oito quadras de saibro, incluindo um estádio central com capacidade para aproximadamente 7mil pessoas. Além dos jogos, haverá uma área interativa com diversos atrativos para o público, com village, stands, lojas e uma Praça de Alimentação. A premiação será de cerca US$ 1,5 milhão. Os ingressos começarão a ser vendidos a partir de novembro.

Sobre Rafael Nadal

Data de nascimento: 03/06/1986

Local de nascimento: Mallorca, Espanha

Ranking Corrida para Londres 2013: 1º

Ranking atual: 2º

Melhor ranking: 1º (2008)

Títulos de simples: 60, em 83 finais disputadas

Principais (títulos):

Oito vezes campeão de Roland Garros – 2005, 2006, 2007, 2008, 2010, 2011, 2012, 2013

Duas vezes campeão de Wimbledon – 2008 e 2010

Duas vezes do US Open – 2010 e 2013

Campeão do Australian Open – 2009

Medalhista de ouro olímpico – Beijing

Campeão da Copa Davis

Tem 26 títulos de ATP World Tour Masters 1000

Campeão de 9 títulos nesta temporada: Roland Garros, Masters 1000 Cincinnati, Canadá, Roma, Madri, Indian Wells, ATP World Tour 500 de Barcelona e Acapulco e ATP 250 São Paulo.

SOBRE A IMX

Holding de negócios nos setores de esportes e entretenimento, IMX consolida liderança no mercado brasileiro em apenas um ano e meio deatuação, com portfólio que inclui algumas das principais marcas dos mercados de esportes e entretenimento mundial.

Criada no final de 2011, fruto de uma joint-venture entre os Grupos EBX e IMG Worldwide, a IMX é líder nos mercados de esportes e entretenimento no Brasil. A companhia possui em seu portfolio eventos como Rio Open (maior evento de tênis da América do Sul e o 1º ATP 500 do Brasil, que chega ao Rio em 2014), UFC e NBA. A IMX atua também na gestão de imagem e carreira de atletas como Thiago Silva, Neymar, Gabriel Medina, Robert Scheidt e Zico. Junto com Odebrecht e AEG faz parte do Consórcio Maracanã S.A., que administrará o Complexo do Maracanã por 35 anos. A IMX é sócia da Rock World S.A, detentora da marca Rock in Rio, e do Cirque du Soleil, numa parceria que permitirá à empresa explorar a marca e as vertentes de negócios do Cirque na América do Sul.

 

IMG – A EXPERIÊNCIA POR TRÁS DO RIO OPEN

IMG administra um portfólio insuperável de eventos e tenistas profissionais. A empresa possui, administra ou representa alguns dos mais importantes torneios de tênis do mundo, entre eles estão o Australian Open, Wimbledon, Sony Ericsson Open, Open Banc Sabadell, em Barcelona e o Open da Malásia, em Kuala Lumpur.

Com início em 1978 pelo lendário treinador de tênis de Nick Bollettieri, o programa de Tênis da Academia IMG Bollettieri foi pioneira no conceito de ser uma “academia de treinamento de tênis” e estabeleceu o padrão para a indústria desde então. Alunos / formandos notáveis ​​incluem Andre Agassi, Jim Courier, Tommy Haas, Martina Hingis, Jelena Jankovic, Monica Seles, Maria Sharapova, Serena Williams e Venus Williams, Heather Watson, Vera Zvonereva, Ryan Harrison, e Kei Nishikori.

IMG representa os melhores jogadores e jogadoras de tênis no mundo de hoje: as principais estrelas da era moderna, como Novak Djokovic, Maria Sharapova e Venus Williams, as futuras estrelas de amanhã, como Kei Nishikori e Ryan Harrison, e as lendas do jogo, como John McEnroe, Bjorn Borg e Monica Seles.

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Copa Davis: Infelizmente, a realidade do Brasil é o Zonal Americano

Na Copa Davis a gente sempre sonha. Todo mundo diz que o ranking não vale nada quando você entra em quadra. Muitas vezes é isso mesmo, dependendo do confronto e do local. Mas, no caso de Brasil e de Alemanha, o favoritismo era dos alemães e o ranking fez diferença. Sem nenhum jogador entre os top 100, apesar dos tops duplistas, não ameaçamos a nação européia. Infelizmente, o Brasil sem ter um jogador de ponta, no momento, não pertence ao Grupo Mundial. Os números comprovam.

Bellucci Davis

Quinze, dos dezesseis países garantidos para disputar o único torneio entre nações do tênis tem tenistas entre os 100 mais bem classificados da ATP. Apenas o Cazaquistão não tem jogador entre os 100 primeiros.

A nossa vizinha Argentina, tem 7 jogadores entre os top 100.

A Austrália, uma vez dominante no tênis, não é mais a mesma, mas ainda assim tem 3 jogadores entre os top 100.Hewitt Davis Cup

Até a pequena nação belga tem 1 jogador entre os 100 primeiros da ATP.

O Canadá, semifinalista deste ano e que até poucos anos atrás, integrando sempre o Zonal Americano e repescagem, bema o estilo do Brasil, tem 2 jogadores entre os top 50!

A Holanda conta com 3 tops 100.

A atual campeã e finalista de 2013, a República Checa, conta com 4 tenistas entre os top 100.

A França, tantas vezes campeã, tem 14 jogadores no top 100.

A Alemanha que nos derrotou, soma 6 tenistas entre os 100 da ATP.

Raonic Davis CupDjokovic Davis

A Grã Bretanha só tem um, mas é o 3º colocado no ranking mundial.

O Japão, uma nação outrora esquecida entre as melhores do mundo, tem um top 15.

A Sérvia, novamente finalist da Copa Davis, tem 3 atletas entre os top 100.

A Suíça, tem 2 top 10.

Nadal Davis CupWawrinka Davis

Os Estados Unidos, apesar de não serem mais dominantes como já foram, ainda contam com 5 tenistas entre os top 100.

A Itália tem 4 jogadores entre os top 100.

E a Espanha, muitas vezes campeã, divide a lista com a França, com maior número de tenistas entre os top 100: 14.

Nós, o Brasil, vivemos um momento difícil. Não temos nenhum tenista entre os top 100 e apenas 4 entre os top 200.Rogerio Dutra Silva Davis Cup

Parabéns aos duplistas do nosso país. Mas, diferente da simples, com apenas uma boa dupla, não se ganha um confronto de Grupo Mundial.

O nosso lugar é mesmo no Zonal Americano.

Diana Gabanyi

 

Resistência, força mental, perseverança, inteligência, confiança, agressividade e paciência levaram Nadal ao 13º trofeu de Grand Slam em NY

Estou aqui há horas pensando em como descrever o que assistimos ontem, no Arthur Ashe Stadium, na final do US Open e a espetacular vitória de Rafael Nadal sobre Novak Djokovic por 6/2 6/3 6/4 6/1.

Penso em recital, mas quando falamos em algo que parece clássico, a imagem remete a Roger Federer e não ao bombardeio que assistimos ontem entre os números um e dois do mundo.

Nadal US Open champion

Resistência, força mental, perseverança, inteligência, confiança, agressividade e muita paciência nos meses em que esteve afastado do circuito. Desta maneira Nadal ganhou o seu 13º título de Grand Slam da carreira, o 2º US Open e mais incrível ainda, o 10º trofeu da temporada 2013.

Talvez se Nadal não tivesse ficado parado por quase 8 meses, com uma lesão no joelho, não estaria tão bem mental e fisicamente, neste momento da temporada, para seguir ganhando. Enquanto os outros jogadores começaram o ano na Austrália, o espanhol só entrou em quadra mais de um mês depois, em Viña del Mar.

E quantas dúvidas o público e a imprensa tiveram quando assistiram Nadal jogar no Chile e no Brasil?

Ouvi várias pessoas que conhecem o esporte dizerem que ele estava acabado. O humilde Nadal só pedia paciência e dizia saber que o começo seria duro e que o importante era ter saúde, que ele não havia desaprendido a jogar tênis.

Não desaprendeu mesmo. Só melhorou. Afirmou estar mais agressivo e ontem, um pouco mais emotivo. É normal.  Afinal, ganhar naquele gigantesco estádio, diante do número um do mundo, contra o rival que ele confessou que o leva ao limite e terminar a temporada de quadras rápidas, sem perder nenhum jogo, é para pouquíssimos, apenas para verdadeiros guerreiros, trabalhadores e campeões.

Diana Gabanyi

Serena, com 17 títulos de Grand Slam. A melhor de todos os tempos?

Ela não se rende. Ganhou o US Open pela 5ª vez, ergueu o 17º Grand Slam da carreira, mas ainda assim não se considera a melhor tenista de todos os tempos. Serena Williams continua dizendo que Steffi Graf, Martina Navratilova e Chris Evert foram melhores.

Serena diz isso baseada nos números. Graf venceu 22 torneios do Grand Slam; Evert e Navratilova, 18, apenas um a mais do que Serena, depois da americana derrotar Victoria Azarenka, nesta final do US Open, por 7/5 6/7 6/1.

TENNIS: SEP 08 US Open

Se olharmos os números de títulos conquistados pelas três veternas, Serena fica lá atrás. Navratilova ganhou 167, Evert, 154 e Graf, 107.  A atual número um do mundo tem só 55 títulos.

“Não posso me comparar a elas. Ainda não estou lá. Se falarmos em números, elas estão na frente,” reafirmou Serena, na coletiva de imprensa da campeã.

Eu sempre acho que contra fatos não há argumentos e Martina, Chris e Steffi ganham nos números. Mas, elas mesmas costumam dizer que Serena é a melhor e eu só posso dizer que a cinco vezes campeã do US Open é a melhor que vi jogar.

Queria escolher a minha favorita, Monica Seles, que entrou para o US Open Court of Champions, o Hall of Fame do US Open, neste domingo, mas a carreira dela foi interrompida e transformada quando foi esfaqueada no meio de um jogo, em Hamburgo e nunca saberemos até onde ela poderia ter chegado. Mas, nos últimos 15 anos, apenas uma tenista ganhou tantos trofeus quando Serena: Lindsay Davenport e ela não venceu, nem de perto os mesmos Grand Slams que Serena.

A própria Azarenka, que perdeu as finais deste e do ano passado, em New York, para Serena afirmou : “ acho incrível poder jogar contra esse tipo de jogadora que pode ser a melhor de todos os tempos.”

E para Serena, neste momento, não há limites “Estou animada com o que está por vir. Não me sinto tão bem assim há tempos”

E olha que ela está jogando há muito, muito tempo. Ganhou o primeiro destes 5 US Opens, quando tinha 17 anos. Hoje está com 31.

O papai, Richard Williams, fez as previsões certinhas quando disse que as filhas Venus e Serena iriam dominar o mundo do tênis. Tido como piadista, quando disso isso, quando elas começaram a aparecer no circuito – eu me lembro perfeitamente – ele agora desfruta do sucesso da filha que hoje igualou a marca de 17 trofeus de Grand Slam, com Roger Federer.

Diana Gabanyi

Fotos: Cynthia Lum

US Open – Brasil vive momento único nas duplas

Não vamos nos acostumar mal e achar que é normal. Vamos aproveitar este momento único na história do esporte brasileiro, com os tenistas de duplas disputando finais de Grand Slam, como faz o mineiro Bruno Soares, ao lado do austríaco Alexander Peya, no US Open, neste domingo, contra Leander Paes e Radek Stepanek.

bruno soares us open

O tênis brasileiro está vivendo um momento mágico nas duplas. É o segundo Grand Slam seguido que temos um tenista do Brasil na final. A 2ª melhor parceria do mundo tem um brasileiro – Bruno Soares – e a 10ª – Marcelo Melo – também. Temos 6 jogadores entre os top 100: Soares (4º), Melo (14º), Sá (68º), Demoliner (76º) e Souza (93º). E Melo ainda deve subir de posição quando os novos rankings forem divulgados na segunda à noite. Temos enormes chances de contar com dois brasileiros no ATP Finals, em Londres.

Bruno Soares, 31 anos, está vivendo essa fase de resultados espetaculares desde que conquistou o primeiro Grand Slam da carreira, há um ano, neste mesmo US Open, nas duplas mistas.

De lá para cá foram quatro títulos no fim de 2012 e mais cinco este ano, incluindo o primeiro trofeu de Masters 1000 (Canadá) e outras três finais. Esses bons resultados incluem ainda a semifinal de Roland Garros nas duplas e o vice-campeonato nas duplas mistas.

Sim, esta será a terceira final de Grand Slam de Bruno Soares e a primeira nas duplas. A segunda final seguida no US Open.

Marcelo Melo, que perdeu a semifinal em New York, com Ivan Dodig, para Bruno Soares, já disputou duas finais de Grand Slam. Foi vice-campeão de duplas mistas, em 2009, em Roland Garros e vice de Wimbledon, neste ano.

É tão difícil chegar à uma final de Grand Slam, que o Brasil demorou 08 anos, entre o título de Gustavo Kuerten em 2001, em Roland Garros e o vice de Melo, nas mistas, em 2009.

É tão raro vencer um Grand Slam, que até hoje, entre os brasileiros, apenas Maria Esther Bueno, Thomaz Koch, Guga e Soares ergueram o tão cobiçado trofeu.

Por isso, não vamos nos acostumar mal, achando que é normal assistir jogo de duplas na televisão e ver brasileiro na cerimônia de premiação. É raríssimo e eles devem ser festejados e reverenciados.

Nos acostumamos tão mal com Guga como número um do mundo e beijando o Tropheé des Mousquetaires, em Paris, que hoje parecemos apreciar – inclusive ele – muito mais o que ele fez, do que na época. Parecia normal, mas não é.

O que essa turma de duplistas está jogando de tênis é que é fora do normal.

Diana Gabanyi

US Open: Moet & Chandon ou Grey Goose?

Difícil escolher.

A Moet & Chandon, desde que anunciou Roger Federer como embaixador da marca, no ano passado, está cada vez mais presente no tênis. Pela primeira vez eles patrocinam o US Open e montaram dois bares abertos ao público. Um super glamuroso, na parte externa do Arthur Ashe Stadium e outro bem no meio do Corona Park.

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Cada taça de Moet & Chandon está sendo vendida a U$ 24. É aí que a vodka Grey Goose ganha. Vende seus drinks por U$ 14 e de presente o consumidor ainda leva um copo com o logo do US Open e o nome de todos os campeões da competição marcados no acrílico. A Grey Goose também patrocina o happy hour diário da imprensa, com estes mesmos drinks servidos a jornalistas e fotógrafos, no media restaurant.

Como outra opção de bebida alcóolica ainda há o Red Star Café, bar da Heineken e a Heineken House. A cerveja, com copo comemorativo do US Open, sai por U$ 9,50.

 

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Diana Gabanyi