Come On, Hewitt! De mais odiado a mais admirado, ele avança no US Open

Ver Lleyton Hewitt avançar às oitavas-de-final do US Open é como rebobinar um filme e voltar mais de uma década no tempo. E não estamos falando de vê-lo em um torneio exibição. Hewitt está nas 8as do US Open, ao lado de Federer, Nadal, Murray e Djokovic entre outros. Os “Come Ons,”continuam os mesmos, mas a pessoa Hewitt é outra. De tenista mais odiado do circuito é hoje um dos mais admirados.

HEWITT US OPEN

Quinze anos depois de ganhar o primeiro ATP – Adelaide –, 12 anos depois de vencer o US Open e 11 depois de erguer o trofeu de Wimbledon e alcançar o primeiro posto no ranking mundial, Hewitt ainda lota quadras, consegue derrotar grandes jogadores e em partidas de cinco sets e depois de cinco cirurgias em quatro anos, declara seu amor pelo jogo.

“É um esporte maravilhoso. Nós temos um dos melhores trabalhos do mundo. Eu amo jogar, adoro cada minuto. Não preciso de ninguém me motivando para ir para a sala de ginástica ou treinar,” disse ele, depois da coletiva de imprensa neste domingo. “E também, quando a gente se aposenta é muito cedo, é por muito tempo, então tenho que aproveitar.”

Esse Hewitt mais relaxado, um pouco mais aberto, menos sisudo é bem diferente daquele Hewitt “aussie teen,” que irritava adversários com os “Come Ons,” e mal falava com os outros jogadores. Viajava acompanhado dos pais e parecia viver numa bolha.

Conversei com alguns jornalistas australianos hoje e todos disseram: “Ainda bem que eles praticamente não viajam mais. Só vão aos torneios australianos. Não tem mais a influência que tinham antigamente.”

Antigamente, Hewitt parecia viver numa bolha. Logo depois de Marcelo Rios ter aparecido na capa da Sports  Illustrated, em 1998, como “ O Homem Mais Odiado do Tênis,” surgiu Hewitt e ele seguia para o mesmo caminho.

Ouvi vários jogadores dizerem que se Hewitt desaparecesse, não sentiriam falta dele.

Mas, o tempo passou, Hewitt chegou ao auge e caiu. Foi superado pelo jogo mais rápido e agressivo de Federer, Nadal, Djokovic & Cia. Foi superado pelo corpo frágil depois de muitos jogos e dois anos praticamente dominando o circuito, entre 2001 e 2003.

Sofreu cinco cirurgias e chegou a pensar que nunca mais voltaria a jogar.

Casou, logo depois de terminar um noivado com Kim Clijsters, com a atriz Bec Hewitt e teve três filhos.

Deixou a Octagon, empresa que o agenciava para cuidar dos próprios negócios.

Já não viaja mais com um full time coach. Tony Roche é o seu técnico oficial, mas a outra lenda do esporte australiano não pega aviões para fora da Austrália.

Aqui está sendo ajudado pelo ex-tenista Peter Luczak.

Há 10 dias participou da festa dos números um do mundo em Nova York. Sentou ao lado de Guga, Ferrero, Roddick, Kafelnikov. Todos já aposentados.

Chegou a ouvir de cinco médicos diferentes que não voltaria a competir com a lesão que tinha no pé. Mas, assim como faz quando está em quadra foi à luta e seguiu em busca de mais doutores, até encontrar um que acreditasse no sucesso de outra cirurgia. “Nenhum outro atleta se recuperou de uma cirurgia dessas,” contou o jogador na coletiva hoje.  “Logo que eu voltei a jogar, depois da operação, tive dúvidas. Demorei para voltar a jogar sem dor. Mas hoje estou me sentindo ótimo.”

A luta de Hewitt para superar os momentos difíceis e as cirurgias e o amor pelo esporte, além da coragem de ter que enfrentar jogadores de ranking bem mais baixo, de entrar nos Grand Slams sem ser cabeça-de-chave, de jogar em quadras menores enquanto os tops de atualmente dominam, ganhou admiração e respeito de todos.

Não houve jogador que não parabenizasse o australiano. Todos falaram dele em suas coletivas de imprensa.

E ao longo dos anos, como poucos números um ainda permanecem no circuito, além de Federer, Djokovic e Nadal, Hewitt também foi se aproximando destes jogadores mais tops. Chegou a fazer, por exemplo, um treino de 4 horas com Federer aqui em New York e treinou muito com Murray em Londres, na temporada de grama.

Enfrenta na próxima rodada um tenista praticamente da mesma geração, Mikhail Youzhny, que ganhou de outro veterano, Tommy Haas. “Nós dois temos um amor pelo jogo enorme.”

E é esse amor pelo esporte que ele demonstra hoje em dia quando dá um “Come On,”na quadra, um “Come On”diferente de quando ele vencia anos atrás. É um “Come On” de alegria e êxtase.

Diana Gabanyi

Acessórios com design também estão ditando moda no tênis – o que eu encontrei na Masons Tennis NY

Tourna grips com design, bolinhas, beijinhos e caveiras; anti-vibrador com cristais Swarovski; bolsas de couro estilo raqueteira com animal print e vestidos chiquérrimos para você jogar tênis, no fim de semana, no country club. Tudo isso existe e está à venda no coração de Manhattan, na Masons Tennis.

IMG_2867Design-GripsA pequena loja é única em Nova York e toda vez que eu venho aqui encontro algo diferente. Hoje fui lá comprar um grip desses de bolinhas, lindo e dei de cara com Maria Esther Bueno. A lendária tenista brasileira estava dando autógrafos na loja.

Gabanyi, Esther Bueno e Mason

Perguntei para ela se havia algum vestido que se comparava aos seus feitos por Ten Tinling, 50 anos atrás, época em que ganhava Grand Slams – faz 50 anos que ela venceu o US Open – e ela disse que nenhum. Mas, bem que Maria Esther passeou pela loja para ver o que havia de diferente. (O vestido chiquérrimo vem de Londres, da Monreall e custa U$ 300 – sim, para jogar tênis)

Olhou a linha completa de crianças – tem mesmo de tudo para os mirins, meninos e meninas -, a linha do US Open, com as jaquetas de Federer e Nadal brilhantes vendidas a U$ 500, as raquetes Wilson, marca com a qual ela joga e a memorabilia. Objetos assinados por lendas do esporte como ela.

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Maria Esther teve atenção especial do fundador da loja, Mark Mason, que também atende todos os clientes com atenção. “Procuramos ter aqui a linha completa das principais marcas e coisas de tênis que você não encontra em nenhum outro lugar,”explicou ele.

Durante o US Open, a loja contrata até duas pessoas que falam português para atender o público brasileiro. “Somos uma loja do US Open fora de Flushing Meadows,” disse o fundador que vende as camisetas, toalhas, bonés e os uniformes das estrelas na loja que é decorada com uma foto enorme de Rafael Nadal e a sua raquete Babolat, a que mais vende.

MonrealLondon_LOOKBOOK_digital_stockistIMG_2877  monreall dress

Antes de ir embora ainda perguntei para Maria Esther se ela, a quatro vezes campeã de simples do US Open, achava que Serena ganharia o torneio novamente.  “Não sei. Cada hora alguém tem algum problema. Não dá para prever.” Tem razão.

Diana Gabanyi

 

Você não precisa de ticket para o Arthur Ashe Stadium para aproveitar o US Open

Tem coisa mais complicada do que escolher que tipo de ingresso comprar para um Grand Slam, especialmente se você nunca esteve em algum deles? Ground pass? Arthur Ashe? Day session ou night session? Louis Armstrong? Que dia? Nestes primeiros dias de US Open, um Ground Pass é valiosíssimo. US Open tickets

O Ground Pass, custa U$ 66 nos primeiros dias, te dá direito a entrar em todas as quadras, menos na central.

A quadra principal só tem 5 jogos por dia e como as maiores estrelas entram em ação no Arthur Ashe, nas primeiras rodadas costumam ser contra jogadores mais fracos e consequentemente os jogos não são dos mais interessantes. Vale por ver um número um do mundo, um campeão de Grand Slam em ação e entrar na maior quadra de tênis do mundo.

Estes tenistas tops, como Federer, Nadal, Serena, Murray, Djokovic, entre outros, treinam normalmente nas quadras P1 a P5, todas em que os fãs podem ficar olhando!

Ou seja, não é necessário ter um ingresso para o Arthur Ashe Stadium, para vê-los. Se tivesse que escolher entre o ground pass e a quadra central, nestes primeiros dias de Grand Slam, iria só de Ground Pass.

Dá par aver 50 jogos em Flushing Meadows e em quadras menores, com melhor atmosfera ainda do que na gigante Arthur Ashe.

Hoje resolvi dar uma de turista e até à noite, só entrar no Arthur Ashe para ir na sala de imprensa ou na sala dos jogadores.

Bryans

E olha o que eu consegui assistir – pelo menos por alguns minutos.

Evans ganhar do Tomic e os ingleses vibrarem com a vitória da surpresa britânica sobre o bad boy australiano.

Deu para ver também que ainda falta um caminho a ser percorrido por Eugenie Bouchard para ela começar a desafiar as grandes jogadores, depois da derrota para Kerber.

Quase não cheguei a tempo de ver Ana Ivanovic arrasar Dulgheru na quadra 2. Peguei uns games do jogo da Lisicki, a vice-campeã de Wimbledon, que ganhou da argentina Ormaechea.

Vi também uns games do Gasquet ganhando do Stephane Robert e da ex-campeã do US Open, Svetlana Kuznetsova, vencendo Shuai Peng.

Around the Grounds

Acompanhei o 3º set do jogo em que Jack Sock, um desses novos garotos americanos, garantindo vaga na 3ª rodada, ao derrotar Maximo Gonzalez.

Ah, vi uns 3 games da campeã de Wimbledon de 3 anos atrás, Petra Kvitova, que ganhou da Jovanovski.

Dei também uma olhadinha no jogo dos Bryans – vitória e na Kirilenko ganhando da Larcher de Brito, a portuguesa que derrotou Sharapova em Wimbledon.

Antes de começar a escrever este post, ainda dei uma passadinha na Louis Armstrong, pra ver uns games da campeã do Australian Open, Victoria Azarenka, contra a canandense Wozniak.

Vou voltar na mesma quadra, mais tarde, para ver Isner contra Monfils.

Quando a noite cair, vou subir as escadas rolantes e entrar no Arthur Ashe. O jogo do Rogerinho, o Dutra Silva, contra Nadal é a atração noturna. O do Roger, Federer, contra o espanhol, só nas quartas-de-final.

PS – e mesmo para a final, se você não tiver um ingresso para entrar no Arthur Ashe, vale o passeio até Flushing Meadows. Os ground passes serão vendidos a U$ 25, haverá telões pelo complexo todo e muito entretenimento, desde as 12h.

Diana Gabanyi

Quer encontrar um jogador de tênis em NY? Vá para a Lexington Avenue

Se você um dia quiser vir ao US Open, ou já está em New York e quer viver de perto o ambiente do Grand Slam, mesmo fora de Flushing Meadows, encontrar com um tenista no meio da rua, ou num café, circule na Lexington Avenue, entre as ruas 42 e 50 e trombará com um jogador na certa.Ny hotels

A região de Midtown Manhattan é onde ficam os hotéis oficiais dos jogadores, jornalistas, juízes, da USTA e de muitos fabricantes de material esportivo.

Lexington Avenue NYÉ de Midtown que saem os ônibus para o Corona Park. Todos usam este meio de transporte para ir e vir. Até mesmo jogadores que já foram eliminados e não tem mais direito a pedir um carro exclusivo, ou tenistas que não conseguiram marcar o carro, ou já pararam de jogar. Ontem mesmo Juan Carlos Ferrero estava no ônibus. Guga pegava o transporte várias vezes, especialmente para voltar do US Open, quando a fila do carro era longa.

Capitães de Copa Davis, técnicos, agentes, preparadores físicos, todos também usam o ônibus com jornalistas, pessoal de staff e todo mundo que possa imaginar que esteja de alguma maneira trabalhando ou seja convidado do US Open.

US Open Bus

O ônibus sai de 3 lugares de Manhattan. Da frente do Hotel Grand Hyatt, o hotel oficial da USTA – juízes, staff, jogadores juvenis e imprensa costumam se hospedar lá, que fica na 42ª com a Lexington; o outro ônibus sai da frente do Hotel Intercontinental, na 48ª com a Lexington.  O Intercontinental é um dos hotéis onde ficam jogadores e está quase ao lado do Waldorf Astoria, o hotel oficial da ATP e do outro lado da rua fica o W, outro hotel bastante popular entre os jogadores e onde está localizado o bar Whisky Blue.  É comum encontrar jogadores e gente do tênis no bar do W à noite, tomando um drink.   Lexington shopping

Entre estes hotéis fica ainda o Roger Smith. Mais antigo e menos luxuoso que os outros, mas com quartos enormes, foi o hotel escolhido durante muitos anos pelo Guga para se hospedar em Manhattan e tem um bar temático de tênis durante o Grand Slam americano.  Entre o Roger Smith e o Intercontinental fica um café, meio lanchonete com mercado, o Longwood, onde muitos tenistas costumam tomar café da manhã ou comprar um lanchinho quando voltam do US Open.

A região da Lexington Avenue ficou tão popular que a Prince resolveu fazer uma pop up store na esquina com a 47.  Até a lojinha que vende bebidas alcóolicas fez uma vitrine com Grey Goose, com tema de tênis.

IMG_2898Liquor Store NYSão nestes quarteirões que os jogadores também recebem o material para jogar o US Open: roupas e raquetes. adidas, Head, Prince, Wilson, entre outras, todas tem seus escritórios temporários em quartos destes hotéis. É comum encontrar tenistas andando com malas, caixas de roupa e muitas raquetes na mão.

A terceira parada do ônibus fica em frente ao Hotel Parker Meridien, o hotel oficial da WTA, algumas ruas mais para cima, na 56ª bem perto da 5ª Avenida.

São 14 quarteirões para andar por Manhattan e encontrar um tenista pela frente!

Diana Gabanyi

Grande Rogerinho “Espero que o pessoal tire de cabeça que só jogo no saibro”

Rogerinho foi grande hoje no US Open. O “Little Roger,” marcou mais uma vitória para ficar na história da carreira, vencendo o canadense Vasek Pospisil, salvando sete match points, por 4-6 3-6 7-6(9) 6-2 7-6(10). De presente, vai enfrantar Nadal na próxima rodada e o objetivo principal é “desfrutar”do momento.

us open new york

Quem desfrutou da vitória do Rogerinho fui eu. Finalmente consegui assistir um

Quem desfrutou da vitória do Rogerinho fui eu. Finalmente consegui assistir um jogo neste US Open, ou melhor meio jogo. Quase não acreditei quando cheguei na quadra 14 e não havia um lugar para sentar e praticamente tive que ficar nas pontas dos pés para conseguir assistir o jogo.  (A partida começou ontem, mas foi interrompida pela chuva – Rogerinho perdia por 2 sets a 0 quando iniciou uma reação no terceiro set, com o canadense com um break acima. Venceu o 3º no tie-break por 11/9 e ganhava de 4/0 no quarto set, com Pospisil sentindo cãibras no corpo inteiro.  Mais um game e o canadense provavelmente teria desistido. Mas, veio a chuva e o jogo foi interrompido para continuar hoje.)

Com o sol queimando, bem diferente do vento e da temperatura mais amena que fazia ontem, o público sentava e levantava das arquibancadas de metal e alternava entre aplausos e gritos para Rogerinho – os brasileiros continuam comparecendo em peso ao US Open – e gritos e de Go Vasek.

Rogerinho e Pospisil alternavam boas jogadas, algumas incríveis do brasileiros, com erros fáceis, provavelmente devido ao desgaste mental de uma partida com duração de dois dias e que esteve perto do fim na segunda-feira, antes de ser interrompida, para os dois tenistas.

Mas, Rogerinho foi um pouco mais forte mentalmente. Aguentou até o fim. Ficou lá, no jogo, concentrado, tentando a vitória até o último momento. Viu o canadense, 40º do ranking mundial e semifinalista do Masters 1000 canadense, ter mais cinco match points – teve dois ontem – e não se entregar. O resultado foi a vitória, uma ovação em quadra, o público de pé para o brasileiro lutador de 29 anos que veio do qualifying. E pelo terceiro ano seguido a passagem à terceira rodada do US Open.

Pouco depois da partida encontrei o Rogerinho no “Media Center”e batemos um bom papo sobre o jogo, a quadra rápida e o Nadal!

O jogo 

O jogo mexeu muito com o mental. Foi um jogo totalmente atípico. Tinha salvado 2 match points no 3º set. No 4º ele sentiu o físico. A hora que ele ia desistir do jogo começou a chover, mas o cara lá de cima sabe o que faz. Fui dormir tranquilo. Venho trabalhando duro e se fosse para ganhar – salvei mais cinco match points depois – e passar para 2ª rodada e enfrentar o Nadal ia acontecer. Acordei hoje disposto a trabalhar de novo e fui gratificado com a vitória.”

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O ambiente na quadra 14

“ Acho muito legal isso. Grand Slam é outra energia. Tinha muito brasileiro me dando força, até uma galera querendo ser técnica e gritando: faz isso, faz aquilo e foi muito bacana. Peguei essa energia. Eu gosto muito disso, gosto dessa gritaria, que nem Copa Davis.  É uma energia muito boa. Sou um cara que jogo bem com isso. Estou muito feliz.”

Melhor Grand Slam da carreira US Open e não Roland Garros

“Espero que o pessoal tire um pouco isso da cabeça que o Rogerio Dutra Silva só joga no saibro. Já ganhei torneio na quadra dura, é o 3º ano na segunda rodada do US Open. Espero que o pessoal lembre um pouco que eu mudei um pouco o meu estilo de jogar e hoje estou conseguindo jogar em alguns tipos de piso diferente. Venho trabalhando para isso. O pessoal vem me ajudando – ele está aqui com João Zwetsch e Paulo Santos – com isso também, na parte física e mental, para poder jogar em todos os tipo de quadra.”

Nadal

“O principal vai ser o foco, respeitando ele desde o começo, desde agora na verdade, mas tentanto fazer o meu melhor, tentando ficar focado. Não tenho nem o que falar. O cara já ganhou não sei quantos Grand Slams.Estou animado, feliz. A responsabilidade de vitória é dele. Vou tentar fazer o meu melhor.”

Sorte ou azar?

“Acho que vai coroar a minha carreira. Jogar contra esses caras, vai ficar marcado. Vou tentar desfrutar de enfrentar o Nadal desde agora até depois do jogo.”

Diana Gabanyi

 

 

US Open – Let’s Play

Ainda nem cheguei em NY e me sinto correndo contra o tempo. Desde segunda-feira as maiores estrelas do esporte estão nos mais diversos eventos, acompanhando o ritmo incansável da cidade. O Arthur Ashe Kid’s Day, neste sábado, marca a última grande brincadeira, antes do campeonato começar pra valer. Let’s play. serena taste of tennis

O maior burburinho da semana ficou com Maria Sharapova. Além de sempre causar alvoroço por onde passa, Maria resolveu tentar mudar o sobrenome para Sugarpova, o nome da sua linha de balinhas, durante as duas semanas do US Open. A tentativa deu errado, pois ela teria que ficar com o sobrenome por mais tempo e mudar muitos documentos e a russa, depois de todo o buzz, desistiu de jogar o Grand Slam americano, com dores agudas no ombro.Sharapova Sugarpova

Com menos impacto, mas não com menos fervor, Andy Murray e Novak Djokovic apresentaram as respectivas coleções US Open da adidas e Uniqlo, nas megastores de Manhattan. Milos Raonic, patrocinado pela New Balance, aproveitou para lançar a linha NB Tennis em NY e Venus Williams exibiu as roupas floridas da Eleven que jogará em Flushing Meadows.

  1005387_10151790453650971_1263176102_nUNIQLO NY DJOKOVICO tradicional Taste of Tennis reuniu Serena, Azarenka, Radwanska, James Blake, entre outros, no W da Lexington Avenue, na noite de quinta-feira.

Antes, no início da semana, Roger Federer brindou os 270 anos da Moet & Chandon em uma festa de gala em NY.Roger-Federer MOET CHANDON

Até acender as luzes do Empire State Building com as cores da WTA, Billie Jean King e Azarenka fizeram. O trofeu inclusive passou por lá algumas semanas atrás e foi fotografado com NY ao fundo.

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Serena e Murray fizeram o sorteio das chaves ontem também e depois foram jogar com crianças afetadas pelo furacão Sandy.

Billie Jean lançou hoje um selo homenageando Althea Gibson.

À noite tem a festa de gala da ATP comemorando os 40 anos da insitutuição do ranking e homenageando todos os tenistas número um do mundo. Guga estará lá.

Domingo tem coquetel da WTA com direito a exibição do filme “Guerra dos Sexos.”

E amanhã, para quem gosta de brincar de tênis, tem o maior kid’s day do mundo, oArthur Ashe Kid’s Day, com ingressos esgotados, no Billie Jean King Tennis Center, local onde é disputado o US Open.

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Os tenistas tops estarão lá na gigante quadra central para entreter a garotada; as quadras serão transformadas em playground, shows de teenagers que os americanos adoram e para completar a presença da First Lady, Michelle Obama.

Ah e para completar, algumas horas antes do US Open começar, na noite de domingo, Marion Bartoli ainda convidou os jornalistas para um bate-papo no Sofitel de Manhattan.

Acho que está na hora do US Open começar. Let’s Play.

Diana Gabanyi

Menu dos jogadores do US Open terá alimentos sem glúten

O US Open parece mesmo estar querendo acabar de vez com a “crise no relacionamento”com os jogadores quando mudou oficialmente a final masculina para segunda-feira. Depois de anunciarem aumento de prize money e a construção da cobertura no Arthur Ashe Stadium e de outros dois estádios, o evento também está inovando na culinária.  Criou a inédita Balance Kitchen e servirá também comida sem glúten para os atletas.

Adotada primeiro por Novak Djokovic e seguida por Andy Murray, Tommy Haas e uma série de outros atletas, a dieta faz tanto sucesso que Djokovic até já lançou livro (Serve to Win) sobre os benefícios destes alimentos.

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Conhecido antigamente por ser um dos Grand Slams e até mesmo eventos com pior qualidade de alimentação para os atletas, com comida baseada no life style americano, com Hamburguers, Pizzas e Pasta, o US Open introduziu há alguns anos a culinária japonesa até mesmo para os jogadores e agora chamou alguns dos mais conhecidos chefs de Nova York para cuidar da “cuisine” do evento.

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A empresa de catering responsável pelo US Open é a Levy Restaurants e eles atenderão os 700 mil fãs, jogadores, pessoal de staff e imprensa que passarão pelos portões de Flushing Meadows desta terça-feira quando começa o qualifying até a final, no dia 08 de setembro.

Os conhecidos restaurantes do complexo, o Mojito Bar, Heineken House, Oyster Bar, Village Market, entre outros e a praça de alimentação tiveram seus cardápios reformulados e modernizados.

Para os jogadores a inovação vem com a Balance Kitchen que terá um espaço reservado especialmente para os  alimentos sem glúten e chefs, nutricionistas e preparadores físicos à disposição, no Player’s Lounge, o espaço reservado apenas aos tenistas.

Diana Gabanyi

Hamburgo tem um quê de Argentina

Dá para imaginar uma semifinal totalmente argentina em um Masters 1000? Difícil, mesmo nos dias em que ver (ARG) ao lado de três tops 10 era comum no ranking mundial. Mas aconteceu. Foi em Hamburgo, em 2003, quanto o hoje ATP 500 ainda era Masters 1000. A Argentina voltou a fazer história na cidade alemã, com a vitória do qualifier Federico Delbonis, diante de Roger Federer, avançando à decisão do torneio.

argentinos hamburgo

Não falam espanhol em Hamburgo, o clima não é ameno – faz frio, inclusive nesta época do ano, não servem dulce de leche na sala dos jogadores – além das salsichas, aspargo é comida típica da região, mas todos são muito, muito bem tratados. O torneio de Hamburgo é um daqueles que te fazem se sentir bem-vindos. A cidade é bonita, cheia de parques e o Alster Lake, onde Federer e Haas posaram para foto no início da competição, é uma das grandes atrações turísticas. Cachorros passeiam soltos pelos bosques – será que lembra Palermo?

Difícil encontrar explicação para o sucesso argentino no norte da Alemanha.

Antes de Calleri, Nalbandian, Coria e Gaudio alcançarem a semi em 2003; Zabaleta havia sido vice-campeão em 1999 e Vilas campeão em 1978 – confesso que não olhei chave por chave entre esses 21 anos.

Lembro perfeitamente como se fosse hoje daquele 2003. Só não me recordo a razão de eu ter ficado em Hamburgo depois do Guga ter perdido nas oitavas-de-final para o Wayne Ferreira. Se não me engano, Larri foi para Berlim; Guga foi surfar e eu acabei ficando por lá, par air direto para Paris. A temporada na Europa estava longa. Começamos cinco semanas antes em Monte Carlo. Acho que estava cansada de ficar pra lá e pra cá.

Lembro da expressão dos jornalistas alemães e estrangeiros na sala de imprensa, tendo que cobrir 4 argentinos na semifinal; lembro da ATP querendo fazer uma foto dos 4 tenistas a lá Beatles – afinal, os Beatles tocaram em Hamburgo; lembro da briga entre eles no vestiário, de Calleri chegando à final; da “celeste” hasteada no Estádio Rothennaum; de só ouvir espanhol na sala dos jogadores durante uns 3 dias; da efervescência que o tênis do país vizinho ao nosso passava.

Coria acabou levando o título e viria a alcançar a final novamente no ano seguinte, perdendo para Federer.Hamburgo tem um quê de Argentina

Passaram-se 8 anos até outro argentino chegar à decisão em Hamburgo. Foi no ano passado, com o torneio já na condição de ATP 500 (foi rebaixado em 2009 – sem tenistas tops alemães, o torneio perdeu força na terra de Becker e Stich).

Juan Mônaco foi campeão no ano passado e agora temos outro argentino na final, de uma maneira bem surreal, que me lembrou aquele 2003.

Federico Delbonis, 22 anos, 114º do ranking mundial, vindo do qualifying, derrotou Roger Federer por 7/6 7/6. Um tenista como muitos destes argentinos, que disputam torneios Challengers e ATPs, mas que ainda estão distantes da Era de Ouro que o país viveu no início dos anos 2000.

Pode ser que venha a ganhar em Hamburgo. A final é contra Fabio Fognini. Mas, daqui a muitos anos, quem sabe daqui a 10, como hoje lembramos dos quatro semifinalistas de 2003, o que teremos em mente do ATP de 2013 é que Federer, que resolveu disputar o campeonato de última hora e testar uma nova raquete, com cabeça maior, perdeu para um argentino qualifier na semifinal.

É, tem um quê de Argentina em Hamburgo.

Por Diana Gabanyi

Murray vira selo no Reino Unido novamente

Poucos esportistas e pouquíssimos tenistas, aliás, pouquíssimas pessoas, tem a honra de ver a sua imagem virar selo do Correio nacional do seu país. Andy Murray teve a honra em dobro.

Andy Murray Royal Mail

O “Royal Mail” divulgou hoje as imagens dos selos que comemoram a conquista do torneio de Wimbledon, praticamente um ano depois de terem estampado a imagem de Murray, medalhista de ouro olímpico, nos selos da Grã Bretanha.

“Os selos do Andy fazem parte de uma série especial que imprimimos para marcar momentos históricos do esporte britânico, incluindo os das medalhas de ouro olímpicas, England’s Ashes e as vitórias nas copas do mundo de rugby e futebol,”disse Andrew Hammon, Diretor do Royal Mail.

andy murray stamp

Os selos começarão a ser vendidos a partir de 08 de agosto em mais de 10.000 postos de correio no Reino Unido. São  4 selos diferentes. Dois com imagens dele com trofeu e dois com imagens dele em ação na final. Cada selo sera vendido a 1,28 libra esterlina (aproximadamente R$4,34).

Mas, quem quiser fazer uma pré-reserva, o link já está disponível www.royalmail.com/tennis

 

 

O campeão de Wimbledon Andy Murray e a conquista do Reino…. Unido

O que tinha tudo para ser o pior Wimbledon de todos os tempos, se tornou no melhor dos últimos 77 anos para a Grã Bretanha. Depois de esperar 7 décadas e 7 anos, eles finalmente comemoraram a vitória de um tenista do Reino Unido no All England Club, com Andy Murray aniquilando as forças de Novak Djokovic, vencendo por 6/4 7/6 6/4 e emocionando os súditos da Rainha Elizabeth.

Murray Wimbledon champion

Murray fez David Cameron vibrar, fez atores hollywoodianos como Bradley Cooper e Gerard Butler levantarem dos assentos a cada ponto que ele ganhava e chegava mais perto do título inédito, fez até Ivan Lendl sorrir. Mas, acima de tudo, refletindo todo o entusiasmo de uma nação, fez a quadra central do tradicionalíssimo All England Lawn Tennis & Crocquet Club mais parecer a quadra do US Open, de tanto barulho que havia, de empolgação.

Com direito a mensagem privada da Rainha, Murray, 26 anos, quem diria, se torna candidato a número um do mundo. Desde que contratou o super campeão Ivan Lendl como técnico e venceu o primeiro Grand Slam, no ano passado, no US Open, depois ter perdido cinco outras finais, o escocês de Dunblane, é um jogador diferente. Mais aberto com o público e mais forte mentalmente – crédito que ele dá a Lendl – Murray, quem diria, conquistou um Reinado neste domingo.

Murray DunblaneHoje é um daqueles dias que ao assistir a final de Wimbledon, e ver Murray chegar ao match point e erguer o trofeu de campão, você tem a sensação de ver a história sendo escrita na sua frente.

E de ter que dar explicações sobre como a quadra foi preparada para este Wimbledon 2013, de tantas desistências e escorregões dos tenistas nos primeiros dias, das ausências de Roger Federer, Rafael Nadal, John Isner, Jo-Wiflried Tsonga, Maria Sharapova, Serena Williams, Victoria Azarenka, entre muitos outros nomes, Wimbledon terminou esta edição do Grand Slam, com um britânico posando para a foto de campeão.

O Brasil também fez história neste 2013. Com Marcelo Melo e Bruno Soares, nas duplas e duplas mistas, o país ficou com o vice-campeonato do Grand Slam. Foram os primeiros nomes a alcançar a final no All England Club, depois de Maria Esther Bueno. Para quem começou o Grand Slam desacreditado, com apenas Rogério Dutra Silva na chave de simples, até que terminamos muito bem, com mérito total dos duplistas.

Diana Gabanyi

Fotos de Cynthia Lum