Especial 20 anos do tri: Guga vence Ferrero e está na final de Roland Garros

Release enviado após a sexta partida do Guga na campanha do tricampeonato em Roland Garros, no dia 07 de junho de 2001.

Gustavo “Guga” Kuerten está na final do torneio de Roland Garros. Nesta sexta-feira em Paris, com uma atuação perfeita do começo ao fim, Guga não deu chances ao espanhol Juan Carlos Ferrero, 4o. colocado no ranking mundial, e venceu, sem perder um set, por 6/4 6/4 6/3, em 2h10min de um show de tênis na quadra Philippe Chatrier. No domingo, a partir das 09h15min (Brasília), ele luta pelo tricampeonato com o espanhol Alex Corretja.

Melhor jogador de saibro da temporada, Guga, como ele mesmo afirmou, “jogou perto da perfeição” seguindo um plano de jogo e estando forte mentalmente em todos os momentos da partida, inclusive naqueles em que a situação não lhe era tão favorável. Logo no primeiro game o brasileiro teve três break points contra e conseguiu reverter a situação. No 3/3, teve seu serviço quebrado, mas não deixou Ferrero tomar a dianteira no jogo, devolvendo a quebra em seguida, quebrando novamente o serviço do “Mosquito,” no 5/4 e fechando a série com um winner de esquerda cruzada.

No segundo set, Guga abriu 2/0, mas perdeu o seu saque no game seguinte. O jogo seguiu igual até o 5/4, quando novamente o brasileiro quebrou o saque de Ferrero, com uma esquerda do adversário na rede e fez 2 sets a 0. No terceiro set, mantendo o mesmo ritmo forte do início do jogo, Guga continuou sem dar chances ao espanhol, mesmo quando este tinha algum break point a favor. Guga se superava e, com jogadas fantásticas, não deixava o espanhol respirar por muitos segundos e no 4/3 a quebra apareceu, deixando o brasileiro tranquilo para sacar para vitória no game seguinte. No segundo match point, com uma bola para fora de Ferrero, Guga pulou, ergueu os braços para cima e comemorou a sua terceira passagem a uma final de Roland Garros, tendo sido campeão em 1997 e 2000.

“Joguei perto da perfeição, me movimentando bem e com as minhas táticas de jogo bem claras, do início ao fim da partida,” disse Guga. “Eu sabia que não podia deixá-lo controlar o jogo e nem mesmo respirar muito. Tentei surpreendê-lo com jogadas fundas e usando a experiência que adquiri nos últimos dois anos e de já ter sido campeão aqui duas vezes. Estava super à vontade na quadra e quando estou sentindo bem a bola na raquete e jogando o meu melhor tênis é difícil alguém ganhar de mim.”

De tão bem que Guga vem jogando ele foi comparado a Picasso pelo russo Yevgeny Kafelnikov, há três dias, e o número um do mundo contou que tentou acreditar no russo. “Eu tentei acreditar nas palavras dele, de que eu sou um Picasso na quadra. Agora quem sabe possa pegar alguma coisa do Van Gogh e tentar desenhar o meu jogo ainda melhor, porque eu não poderia querer jogar mais do que eu joguei hoje. Foi um dia muito feliz para mim e um prêmio pelo que eu passei aqui essa semana, nos jogos e nos treinos. Foram horas na quadra tentando dar um passo adiante e foi na parte mental, com a minha cabeça positiva que eu me superei,” comemorou Guga, sem esquecer do jogo contra o norte-americano Michael Russell, nas oitavas-de-final, em que salvou um match point. “O Guga que está hoje em quadra é um Guga diferente do que o de antes do match point contra o Russell. Como eu já disse, me tiraram do torneio e me colocaram de volta e agora não tenho mais nada a perder. Fui um abençoado naquele dia.”

E é assim, tranquilo e curtindo cada momento, que Guga pretende disputar a sua terceira final em Paris e a quinta da temporada, tendo conquistado três títulos, em Buenos Aires, Acapulco e Monte Carlo. “Nem nos meus sonhos mais mirabolantes eu poderia imaginar que eu estaria disputando a minha terceira final em Roland Garros. Vou entrar em quadra me sentindo um cara de muita sorte e disposto a lutar por todos os pontos.”

Nas duas outras finais que jogou em Roland Garros, Guga venceu, respectivamente, o espanhol Sergi Bruguera e o sueco Magnus Norman.

A partida final, será a 29a. em Roland Garros, sendo que destas 29 ele está invicto a 13. “Roland Garros para mim é um lugar muito especial. Toda vez que venho para cá, até mesmo para treinar, sinto uma coisa a mais, uma energia especial.”

Neste sábado, Guga (Banco do Brasil/ Diadora/ Head/ Globo.com/ Motorola) deve manter a mesma rotina com o técnico Larri Passos. Acordar por volta das 11h, fazer trabalho físico e, no final da tarde, uma hora de treinos na quadra. A esses treinos, Larri credita a passagem de Guga à final. “Foi a vitória do trabalho. Ontem à noite eu assisti uma reportagem sobre o Maurice Green e ele respondeu uma pergunta sobre qual era o segredo do sucesso dele e a resposta foi o trabalho que eu faço com o meu técnico. Eu e o Guga trabalhamos duro nesses últimos dias e eu mostrei o ombro pra ele no final do jogo, porque treinei forte com ele na quadra, fiz muita força e deu certo.”

Com 700 pontos já garantidos no ranking mundial e outros 140 na Corrida dos Campeões, Guga pode ficar com 1000 e 200, respectivamente, se passar pelo espanhol Alex Corretja, 13o. colocado no ranking mundial e 32o. na Corrida. Os dois já se enfrentaram seis vezes, todas elas no saibro, com quatro vitórias para Guga, incluindo a última, nas quartas-de-final do Masters Series de Roma.

Guga x Corretja – 4 / 2
Copa Davis 1998 – Porto Alegre / saibro Corretja d. Guga 6/3 7/5 4/6 6/4
Masters Series Hamburgo 1998 / saibro Corretja d. Guga 4/6 7/6 6/4
Copa Davis 1999 – Lérida / saibro Guga d. Corretja 6/3 6/4 7/5
Masters Series Roma 1999 / saibro – Guga d. Corretja 6/4 6/2
Masters Series Roma 2000 / saibro – Guga d. Corretja 6/4 6/2
Masters Series Roma 2001 / saibro – Guga d. Corretja 6/2 6/3

ESTATÍSTICAS GUGA
>Aces – 10
>Duplas-faltas – 2
>Aproveitamento do primeiro serivço – 62%
>Pontos vencidos com o primeiro serviço – 66%
>Erros Não Forçados – 53
>Winners de Direita – 20
>Winners de Esquerda – 7
>Passadas – 3
>Pontos Vencidos Na Rede – 20
>Aproveitamento na Rede – 80%
>Curtinhas Vencedoras – 3
>Pontos Vencidos – 112

Especial 20 anos do tri: Guga vence Kafelnivov e está na semifinal de Roland Garros

Release enviado após a quinta partida do Guga na campanha do tricampeonato em Roland Garros, no dia 05 de junho de 2001.

Gustavo “Guga” Kuerten está na semifinal do torneio de Roland Garros, um dos eventos mais importantes do circuito mundial. Nesta terça-feira, com uma atuação impecável, ele derrotou o russo Yevgeny Kafelnikov, por 3 sets a 1, parciais de 6/1 3/6 7/6 (3) 6/4, em 2h32min de jogo e decide, na sexta-feira, pela terceira vez na carreira, uma vaga na final do torneio. O adversário é o espanhol Juan Carlos Ferrero.

Depois de ter ganhado uma nova vida no torneio, ao salvar um match point na partida de oitavas-de-final contra Michael Russell, Guga entrou solto na quadra Philippe Chatrier e com o objetivo de surpreender Kafelnikov, campeão de Roland Garros em 1996. E foram necessários apenas 18 minutos para Guga mostrar isso ao russo, 7o. colocado no ranking mundial. Nesse tempo, Guga fechou o 1º set, com duas quebras de serviço no 2/1 e no 4/1 e só perdendo três pontos no seu saque no set inteiro.

No 2ºset, foi a vez de Kafelnikov tomar conta da partida e ele e Guga começaram a protagonizar um belíssimo espetáculo de tênis em Roland Garros. No 1/2 ele conseguiu uma quebra de saque e manteve o seu serviço para fechar o set em 6/3, com um ace. No 3º set, o russo chegou a estar bem perto de sacar para a série, quando no 4/4, Guga sacava com 0/40. Guga se salvou desses três break points e de outros dois no mesmo game e conseguiu levar a decisão para o tie-break, em que entrou concentrado, jogando ponto por ponto e venceu por 7/3.

No 4º set, Guga saiu na frente e abriu 3/0 com duas quebras de serviço do adversário. Mas, Kafelnikov não quis se entregar e ainda conseguiu quebrar o saque de Guga mais uma vez, no 3/0. Mas foi só o que Guga deixou o russo fazer, além dos aplausos que recebeu do próprio adversário, ao dar uma passada de esquerda paralela espetacular. No 4/3 salvou dois break points para sacar para a vitória no 5/4 e celebrar a passagem à semifinal com uma bola de Kafelnikov que ficou na rede.

“Quando a minha primeira bola entrou em jogo eu já estava sentindo-a bem melhor na minha raquete, do que no jogo contra o Russell. Eu sabia que tinha que começar bem no jogo, até para surpreendê-lo um pouco e mostrar que eu estava sólido. Ele esperava que eu jogasse mais cruzado e eu estava indo mais para a parelala e arrisacando mais do que o normal. No Masters, em Lisboa, joguei assim com ele e deu certo,” contou Guga, muito feliz por estar, pela terceira vez, na semifinal de um Grand Slam e especialmente em Roland Garros, seu torneio favorito.

“Tenho agora que desfrutar um pouco disso. Passei por uma maratona antes desses jogos e não é todo dia que você está na semifinal de um Grand Slam. Tive as melhores sensações da minha vida no tênis nesta quadra central de Roland Garros e vou lutar muito para estar pela terceira vez na final,” comemorou o número um do mundo, que em nove confrontos venceu Kafelnikov seis vezes, incluindo a vitória desta terça-feira e outras duas nas quartas-de-final deste mesmo torneio, nos anos em que foi campeão, 1997 e 2000.

“Já estão dizendo que o Kafelnikov é o meu amuleto e tomara que seja mesmo, mas não é isso que vai me fazer ganhar o torneio. Os jogos contra o Kafelnikov são sempre como jogos de xadrez, em que um ponto pode mudar tudo e você tem que estar focado, no jogo o tempo todo. Agora me vejo com boas chances de ganhar outra vez, mas vou ter que estar muito forte mentalmente”, concluiu Guga, que foi chamado por Kafelnikov de um Picasso das quadras, pelas mágicas que faz com sua esquerda. “Ele falou isso porque nunca me viu desenhando. Talvez eu possa fazer mágica na quadra, mas quando pego o papel sou como um jogador do qualifying.”

O técnico Larri Passos, que está com Guga há 11 anos, se emocionou tanto quanto o seu pupilo ao vê-lo alcançar a semifinal de Roland Garros pela terceira vez e, com lágrimas nos olhos, disse que uma das principais coisas que Guga continua fazendo é o trabalho duro. “Hoje, antes do jogo nós aquecemos por 45 minutos e isso é fundamental. O Guga é número um do mundo e continua dando duro. Ele jogou um 1ºset incrível contra o Kafelnikov e o principal nos próximos dois dias vai ser trabalhar duro e fazer a recuperação física também.” O técnico também aproveitou para explicar que não tem falado muito com a imprensa porque “aprendi com os chineses, que os sábios não falam e eu porque não sou sábio e tenho que aprender a cada dia, me calo.”

Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Globo.com/Motorola) ficará agora dois dias sem jogar antes da semifinal com Juan Carlos Ferrero (4o. colocado no ranking mundial e 2o. na Corrida dos Campeões), um rival que enfrentou duas vezes. Uma, na semifinal do ano passado, em que venceu em cinco sets e a outra, na final do Masters Series de Roma, há três semanas, em que perdeu em cinco sets.

“O Ferrero é o cara que mais me impressionou nesta temporada e com certeza vai ser um jogo muito duro,” antecipou Guga, que já garantiu 450 pontos no ranking mundial e outros 90 na Corrida dos Campeões. Se avançar à decisão, fica com 700 e 140, respectivamente.

Especial 20 anos do tri: Guga supera Alami e garante vaga nas oitavas de Roland Garros

Release enviado após a terceira partida do Guga na campanha do tricampeonato em Roland Garros, no dia 01 de junho de 2001.

Gustavo “Guga” Kuerten venceu uma verdadeira batalha em Roland Garros, nesta sexta-feira. Em uma partida emocionante, com duração de 3h11min, ele superou o marroquino Karim Alami, por 3 sets a 1, parciais de 6/3 6/7 (3) 7/6 (5) 6/2 e enfrenta, no domingo, Michael Russel, dos Estados Unidos.

Quando Guga entrou na quadra Suzanne Lenglen já passavam das 17h em Paris e, desde o início do jogo, com as arquibancadas praticamente lotadas a atmosfera era de uma grande partida. Guga começou bem o jogo, quebrando o saque de Alami no segundo game. No seguinte, perdeu o seu, mas fez outra quebra no 3/2 e no 5/3 sacou para o set, fechando a série com um ace.

No segundo set, fazendo um dos melhores jogos de sua carreira e chegando em todas as bolas que pareciam ser winners de Guga, Alami conseguiu igualar a partida. Sem quebras de serviço dos dois lados, a decisão do segundo set foi para o tie-break, que acabou vencido pelo marroquino.

Na terceira série, Guga e Alami perderam os seus serviços nos cinco primeiros games, deixando o marroquino, com seguidos momentos de inspiração, em vantagem na partida. Mas, depois de salvar três set point no 4/5, Guga devolveu a quebra, levou o set para o tie-break e, no segundo set point que teve, com uma bola para fora de Alami fez 2 sets a 1.

À frente no placar, Guga entrou firme no quarto set e já saiu quebrando o saque de Alami no primeiro game. O brasileiro, impondo o seu jogo, abriu 3/1 e no 4/2 conseguiu outra quebra de saque a seu favor, ficando com 5/2. Empolgado e no clima do jogo, Guga enriqueceu o espetáculo da quadra Suzanne Lenglen, ao fazer a ola também, duas vezes, antes de sacar para a vitória. Em um ponto muito disputado, em que a bola da Alami não passou da rede, o número um do mundo ergueu os braços e comemorou a vitória da garra e a sua 10a. consecutiva em Roland Garros.

“Ganhei esse jogo na luta e na garra. Comecei o primeiro set muito bem, mas no segundo ele conseguiu me tirar do meu plano de jogo e eu só consegui voltar ao meu melhor tênis depois que eu ganhei o tie-break,” disse Guga, que está com um recorde de 3 vitórias e 13 derrotas em tie-breaks nesta temporada. A última vez que ele havia vencido um tie-break foi na Copa Davis, no jogo contra Patrick Rafter.

“Acho até que foi no tie-break do terceiro set que eu consegui virar o jogo mesmo. Já no 4/5 quando eu salvei o set point, fiquei vivo no set e entrei no tie-break com a atitude certa, super concentrado e jogando da maneira correta. Não entrei derrotado, fui pensando ponto-a-ponto e isso foi muito importante. Na hora que eu mais precisei, voltei a ganhar um tie-break e isso ajuda muito. Cresce a minha confiança, a atitude e você sente um negócio a mais no seu chip, você sente que está pronto para outro. Da mesma maneira que eu venci inúmeros jogos seguidos no saibro, eu também vinha perdendo inúmeros tie-breaks e não é fácil sair de uma situação como essa,” explicou o número um do mundo, na entrevista coletiva após o seu jogo.

“O Alami é um cara difícil de jogar e estava fazendo a partida da vida dele. Ele é um cara que erra uma bola fácil e depois dá uma bola milagrosa. De certa maneira, foi um grande teste para mim e foi um jogo mais parecido com o que eu vou ter que encarar daqui pra frente e já deu para ver que se precisar, estou bem de físico.”

O técnico de Guga, Larri Passos, que vibrou a cada ponto com seu pupilo, também comemorou muito a quarta passagem de Guga às oitavas-de-final de Roland Garros. “Estou duplamente feliz com o Guga de hoje. Primeiro, porque o Guga mostrou que está bem de físico e segundo porque ganhou um tie-break.”

Bicampeão do torneio, tendo vencido em 1997 e 2000, e quadrifinalista em 1999, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Globo.com/Motorola) já garantiu 150 pontos no ranking mundial e 30 na Corrida dos Campeões. Se passar por Michael Russel (122o. colocado no ranking mundial e 136o. na Corrida dos Campeões), um jogador que veio do qualifying e a quem nunca enfrentou, ficará com 250 e 50, respectivamente.

Há 20 anos, Guga vencia Coria no início da campanha rumo ao tri de Roland Garros

Release enviado após a primeira partida do Guga na campanha do tricampeonato em Roland Garros, no dia 29 de maio de 2001.


GUGA ESTRÉIA BEM EM ROLAND GARROS

Gustavo “Guga” Kuerten fez uma estréia perfeita, nesta segunda-feira, no torneio de Roland Garros. Na quadra central onde duas vezes ergueu a taça de campeão em Paris, Guga derrotou o argentino Guillermo Coria, por 3 sets a 0, parciais de 6/1 7/5 6/4, em 1h46min de disputa. O próximo adversário do brasileiro é o também argentino, Agustin Calleri. Eles se enfrentam na quarta-feira.

Tenista número um do mundo e cabeça-de-chave um em Roland Garros, Guga fez o que quis em quadra diante de Coria e mostrou que todo o trabalho feito com o técnico Larri Passos, nos últimos dias, surtiu resultado.

Atual campeão do torneio, Guga abriu a partida com um ace e logo no segundo game quebrou o serviço de Coria. No quarto game, outra quebra a favor de Guga, que abriu cinco a zero no set, quase deixando os espectadores da quadra central vendo um triplo 6/0, já que na partida anterior, Jelena Dokic havia vencido Adriana Gersi por 6/0 6/0. Mas, depois de perder cinco games seguidos, Coria confirmou o seu serviço e Guga fechou a série em 6/1, com uma direita bem próxima à linha.

No segundo set, jogando mais solto ainda e se impondo diante de Coria, Guga conseguiu a quebra no 3/3 e sacou para o set no 5/4. No entanto, foi quebrado, mas sem permitir muita reação do campeão juvenil de Roland Garros. No game seguinte devolveu a quebra e sacou para o set no 6/5, fazendo 2/0, com outro winner de direita.

Na terceira série, dando sequência aos bons games de serviço e às profundas devoluções, Guga quebrou o serviço do argentino no 3/3 e no 5/4 sacou para o jogo e comemorou, com uma bola na rede de Coria, a sua 20a. vitória em Roland Garros, em 23 jogos que disputou. Foi também a oitava vitória consecutiva de Guga no torneio, já que foi campeão no ano passado, vencendo sete jogos.

Quem também comemorou bastante a primeira vitória do ano 2001 na quadra parisiense foi o técnico Larri Passos. “Fiquei muito satisfeito com o que o Guga apresentou em quadra, especialmente na parte tática. Ele fez tudo que a gente treinou,” disse Larri, apenas lamentando o fato de o seu pupilo ter jogado com Coria, logo na primeira rodada. “É uma pena mesmo. Eu até não aplaudi muito o Guga durante o jogo em respeito ao Coria, que é um cara que eu conheço já há um tempo e considero muito. Mas, ele vai ter muitos anos para disputar esse torneio.”

Pouco mais de uma hora depois da vitória, Guga, com a felicidade estampada no rosto, disse, na entrevista coletiva, que fez uma estréia perfeita. “Joguei consistente do primeiro ao último ponto e comandei a partida o jogo todo. Já na minha primeira partida encontrei a maneira de jogar aqui e agora não preciso mais buscar confiança nos outros jogos. Eu sabia que tinha que jogar forte do começo ao fim e hoje fiz tudo o que eu havia planejado. Joguei super bem, especialmente com o meu saque.”

Durante o jogo, Guga perdeu o seu serviço apenas uma vez e em todos os outros games não deixou o adversário fazer mais do que dois pontos no seu saque. No total, ele fez 14 aces, uma dupla-falta, teve 58% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 81% dos pontos com o primeiro saque, fez nove winners de direita, 10 de esquerda, teve 75% de aproveitamento na rede e cometeu 36 erros não forçados.

“Para mim é sempre muito especial toda vez que eu faço uma partida aqui. Eu sinto uma vibração legal e às vezes tento até fazer de mais, mas já aprendi a lidar com isso, com toda essa expectativa e hoje em dia, quando entro na quadra consigo encontrar o meu caminho normalmente,” disse o catarinense, que na próxima rodada enfrentará um companheiro dos tempos de juvenil.

Agustin Calleri, 74o. colocado no ranking mundial e 88o. na Corrida dos Campeões, teve um dos melhores momentos da sua carreira no ano passado, em Roland Garros, quando passou o qualifying e alcançou a terceira rodada. Motivado com a campanha obteve bons resultados até o final da temporada, terminando o ano na 62a. posição.

Ele e Guga se enfrentaram apenas uma vez, no ATP Tour de Santiago, no ano 2000, nas quartas-de-final e Guga ganhou por 6/4 6/1.

“Tem muito argentino jogando bem e vou ter que encarar essa próxima partida como a de hoje contra o Coria, como se fosse outra final,” finalizou Guga.

Por ter vencido a primeira rodada, Guga marcou 7 pontos na Corrida dos Campeões, em que é o terceiro colocado e outros 35 no ranking mundial. Se passar por Calleri, fica com 15 e 75, respectivamente.

Há 20 anos, Guga chegava ao topo do ranking com o título da Masters Cup, em Lisboa

Brasileiro é o primeiro vencedor da Corrida dos Campeões

Guga acabou com a hegemonia dos norte-americanos, que desde 92, terminavam o ano como número um do mundo

Gustavo “Guga” Kuerten entrou para história mais uma vez, neste domingo, ao conquistar a Copa do Mundo de Tênis, a Masters Cup, em Lisboa, derrotando o norte-americano Andre Agassi, por 3 sets a 0, parciais de 6/4 6/4 6/4, em 2h06min de jogo. Com a vitória, Guga tornou-se o primeiro brasileiro a terminar o ano como número um do mundo, e além disso é agora o primeiro jogador da história e vencer a Corrida dos Campeões.

Tranquilo, como acordou neste domingo, Guga entrou na quadra central do Pavilhão Atlântico, sem parecer que o jogo valia o título de campeão do mundo e de número um também. Logo no primeiro game quebrou o saque de Andre Agassi, ex-número um do mundo, campeão do Grand Slam e campeão deste torneio em 1990. A vantagem foi suficiente para Guga fechar o primeiro set em 6/4, lutando muito a cada game e salvando break points inúmeras vezes, com aces e jogadas fantásticas. Na segunda série, Guga manteve a mesma calma, vibrando com seus familiares e com a torcida luso-brasileira, que lotava as arquibancadas do Pavilhão. A quebra desta vez veio no quinto game e com um ace, no 5/4 Guga fez 2 sets a 0.

No terceiro e que veio a ser o set decisivo, Guga quase perdeu seu serviço no segundo game, mas conseguiu outra vez se sair de uma situação difícil e no quinto game veio a quebra, que deixaria Guga com vantagem somente precisando controlar os nervos para vencer a partida. Na hora de sacar para o campeonato, Guga não titubeou e com uma bola fora de Agassi comemorou o seu primeiro título em quadra rápida coberta, o seu primeiro título de Campeão do Mundo e a chegada ao topo do ranking.

“Nem posso acreditar no que está acontecendo,” dizia Guga, logo após a vitória. “Se me dissessem, quando o torneio começou e depois ainda de passar aquele aperto no início, que para ser campeão eu teria que vencer o Kafelnikov, o Sampras e o Agassi, em três dias seguidos, não acreditaria. Mas fui indo aos pouquinhos, ganhando jogo por jogo, crescendo na confiança e hoje entrei com tudo na quadra,” contou Guga. “Estou realmente muito feliz. Fechei o meu ano com chave de ouro e terminei, este domingo, uma semana de sonhos.”

O técnico de Guga, Larri Passos, muito emocionado, contou que minutos antes do jogo começar, decidiu com Guga, ir para o ataque. “Optamos por ir para o ataque. Foi uma estratégia de risco, mas que felizmente deu certo. Estou muito contente e emocionado. O Guga realmente mereceu esta vitória, porque ele trabalhou muito para chegar onde chegou. Além disso, tirei um peso das minhas costas, porque fui muito cobrado no início. Agora posso desfrutar e aprendi a aproveitar os bons momentos.”

Logo depois de deixar a quadra, ovacionado pela torcida, em que agradeceu a todos os fãs, familiares, técnico e dedicou o título à mãe Alice Kuerten, Guga se dirigiu ao vestiário, que em Lisboa é pessoal de cada jogador e foi recebido, por amigos mais próximos e familiares, com champagne, caipirinha e um bolo com formato de número 1. “É estranho, realmente não acreditava que poderia ser número um. Talvez isso tenha sido bom, porque não me pressionei e quando entrei em quadra, estava muito tranquilo, como se fosse um jogo estadual. Foi um ano de muito sucesso para mim, para a ATP, com todo mundo querendo ganhar e depois de vencer o Kafelnikov, o Sampras e o Agassi, acho que realmente mereci ganhar este título. Mas, também, se tivesse perdido e o Safin ficado com o número um, não teria me importado, sei que estaria em boas mãos. O Safin foi a grande estrela desta Corrida e “brigamos” até o último momento para isso acontecer.

É muito grande para mim, é uma sensação indescritível.”

Após comer o bolo, estourar champagne, abraçar os familiares, Guga passou horas na sala de entrevista, atendendo a imprensa do mundo todo, sempre sorridente e exibindo, com orgulho, os seus troféus de campeão do torneio e o de número um do mundo. “Sempre estive na frente, no jogo. Depois de conseguir o break, me soltei e fiquei super motivado. Todo mundo sabe que eu tive problemas físicos e que eu tinha que ganhar da maneira mais rápida possível. Minha cabeça estava funcionando perfeitamente hoje, tudo estava dando certo e eu fiz uma partida incrível. Acho que acordei hoje, realmente para fazer isso. Estou muito orgulhoso de mim mesmo e de ser brasileiro. Tenho certeza que fiz um domingo feliz para todos e para mim. É o dia mais feliz da minha vida,” disse Guga, na coletiva. O brasileiro continuou a entrevista, dizendo que admirava muito Pete Sampras e Andre Agassi, que eles realmente haviam dominado o tênis na última década e o jogador e que terminar o ano desta maneira é incrível, fantástico.

E o jogador, que no passado completou o Grand Slam, ao vencer Roland Garros e terminou 99 como número um do mundo, foi pessoalmente ao vestiário de Guga, cumprimentá-lo e felicitar o técnico Larri Passos, e a família do campeão. “Só queria dizer parabéns ao Guga, pelo excelente ano, pela conquista e nos vemos na Austrália,” despediu-se Agassi.

Guga (Banco do Brasi l/ Diadora/ Head/ Globo.com/ Motorola) agora entra de férias, volta a treinar dentro de duas ou três semanas e inicia a temporada 2001, no Australian Open. “Foi sem dúvida o melhor ano da minha vida. Quero agora comemorar muito com os meus amigos e a minha família. Foi muito importante ter os meus familiares comigo aqui, todos reunidos. Eles me deram muita força a semana toda.”

Foto: Marcelo Ruschel/Poa Press

Lacoste promove live em comemoração ao Dia dos Pais com Gustavo Kuerten

No próximo domingo dia 09 de Agosto o Dia dos Pais será comemorado em todo o Brasil. Pensando em uma forma de homenagear todos os pais pelo seu dia, a Lacoste convidou o Guga Kuerten para um bate papo emocionante neste sábado (8) às 15 horas, que será transmitido pelo instagram do tenista e também pelo instagram do jornalista esportivo e atual narrador e apresentador da ESPN Fernando Nardini.

Quem também estará participando desta conversa será Pedro Zannoni – atual CEO Latam da grife francesa, que além de pai é ex tenista profissional e amigo do Guga desde 1993 quando ambos participaram do torneio Sunshine Cup na Flórida. Na live eles irão tratar de assuntos como: momentos marcantes da carreira, a importância e as mudanças que a paternidade traz e a relevância do esporte para o desenvolvimento das crianças e jovens.

Por ser uma marca que se orgulha de fazer parte de tantas histórias entre pais e filhos há quase 90 anos, a Lacoste busca celebrar este dia especial homenageando todos os tipos de pais e os agradecendo pela importância e diferença que eles fazem nas diversas etapas da vida.

@Lacoste
#CROCOFATHER

SERVIÇO:
Live #Crocofathers by Lacoste
Data: 08 de Agosto
Horário: 15h00
Local: @Fernando Nardini e @Gustavokuerten

Memórias do bicampeonato: Guga luta por quase 4h, supera Ferrero e vai à final de Roland Garros

Gustavo “Guga” Kuerten superou outra longa batalha e está na final do torneio de saibro mais importante do mundo.

Nesta sexta-feira, na quadra central de Roland Garros ele derrotou o espanhol Juan Carlos Ferrero, por 3 sets a 2, parciais de 7/6 4/6 2/6 6/4 6/3, em 3h38min de muita luta.


“O Ferrero realmente surpreendeu pela maneira como jogou solto nesta semifinal. Mais uma vez superei e sobrevivi,” disse Guga, logo após deixar a quadra central do complexo.

Agora, no domingo, Guga, que marcou 17 aces e teve 50% de aproveitamento do primeiro serviço, enfrentará o sueco Magnus Norman, líder da Corrida dos Campeões, pelo bicampeonato em Paris e também pela liderança da Corrida, em que atualmente é o vice-líder.

Memórias do bicampeonato: Guga vira sobre Kafelnikov, vence em 5 sets e vai à semifinal de Roland Garros

GUGA VENCE PARTIDA EMOCIONANTE E ESTÁ NA SEMIFINAL EM ROLAND GARROS

Gustavo “Guga” Kuerten venceu uma verdadeira batalha nesta terça-feira em Roland Garros e está na semifinal do torneio de saibro mais importante do mundo. Ele derrotou, em três horas de disputa, o russo Yevgeny Kafelnikov, quarto colocado no ranking mundial e quarto na Corrida dos Campeões, por 3 sets a 2, parciais de 6/3 3/6 4/6 6/4 6/2 e agora, na sexta-feira, enfrentará o espanhol Juan Carlos Ferrero.

Sem perder uma partida desde 14 de junho (11 jogos), Guga entrou na quadra central de Roland Garros, para enfrentar o mesmo Kafelnikov que derrotara nas quartas-de-final de 97, quando foi campeão, cheio de confiança. No primeiro set, dominou o jogo. Quebrou o saque de Kafelnikov no 1×1, mas perdeu o seu em seguida. Depois, quebrou o serviço do russo no 3×3 e repetiu a quebra no 5×3, fechando o primeiro set com uma bola para fora de Kafelnikov. No segundo, tudo indicava que Guga venceria tranquilamente. Logo no segundo game teve break point a seu favor, mas não converteu. No 3×2, outros dois break points a seu favor, mas Kafelnikov reverteu a situação. Se salvou e no game seguinte foi Guga quem perdeu o serviço, assim como no 3×5, e uma esquerda na rede do brasileiro empatou o jogo em um set.

Na terceira série, Kafelnikov tomou conta da situação. Guga tentava de tudo, mas o russo ganhava os pontos com bolas na linha, subidas à rede e jogadas incríveis. No 4×5, conseguiu quebrar o serviço de Guga e fechou o set.

O quarto set estava praticamente nas mãos de Kafelnikov. Guga teve seu serviço quebrado no 2×3 e o russo chegou a fazer 2×4 e tinha 40×15 no seu saque para ficar com 2×5. Mas, Guga conseguiu quebrá-lo e empatar a partida em 4. No game seguinte, quebrou o serviço de Kafelnikov e conseguiu levar a partida para o quinto set.

Logo no começo da série decisiva, no 1×1, Guga quebrou o serviço do russo, mas perdeu o seu em seguida. Sem entregar os pontos, voltou a quebrar o serviço de Kafelnikov e daí por diante, não perdeu mais o seu e só dominou o jogo. No 4×2 ainda conseguiu outra quebra e no 5×2 sacou para a vitória, fechando o jogo no terceiro match point, com uma bola para fora de Kafelnikov.

Durante o jogo Guga marcou 14 aces, fez 3 duplas-faltas, teve 49% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 73% dos pontos com o primeiro saque, cometeu 56 erros não forçados, deu 9 winners de direita, 9 de esquerda, 8 passadas, 7 curtinhas certeiras, teve 63% de aproveitamento na rede e ganhou 8 games de zero.

“Ainda não consegui entender o que aconteceu e como as coisas mudaram tanto depois do 4×2 no quarto set. Naquela hora não tinha um plano de jogo, nada estava funcionando. Ele estava pronto para ganhar. Alguém me ajudou a vencer. Estava 4×2 para ele no quarto set e 15 minudos depois o jogo ficou 4×2 para mim,” disse Guga, em entrevista coletiva após a partida, completamente lotada por jornalistas de todo o mundo.

Guga também contou que no meio do jogo começou a pensar muito na partida do ano passado, em que foi eliminado nas quartas-de-final e no jogo contra Kafelnikov em 97 e que isso o atrapalhou um pouco. “Foi duro para mim. No ano passado perdi nas quartas-de-final em três Grand Slams e comecei a pensar nisso na quadra. Perdi a concentração. É difícil escapar disso. Era o mesmo cara de 97 e o mesmo jogo. Não dá pra ficar pensando nisso no meio da partida, mas aconteceu. Acho que no próximo jogo vou estar mais relaxado. Sei que já poderia estar no Brasil amanhã então tudo o que vier é lucro. Ganhei um presente e vou aproveitar. Não é sempre que se está na semifinal de um Grand Slam. Agora não tenho mais nada a perder.”

Na entrevista coletiva o brasileiro aproveitou para fazer uma comparação da partida desta terça com a de 97. “São dois jogos completamente diferentes. Naquele ano entrei sem nada a perder e joguei melhor do que ele. Hoje comecei bem, mas tive que sair do sufoco. O jogo estava muito pra ele só que ele não soube definir. Já eu aproveitei a única chance que tive e agora a diferença é que vou estar na semifinal na sexta-feira e com chances de ganhar o título.”

SEMIFINAL – Esta é a segunda vez que Guga alcança a semifinal de um Grand Slam, tendo sido campeão em Roland Garros em 97. Na temporada esta será a sexta semifinal do brasileiro, que foi campeão em Hamburgo e Santiago, vice em Roma e Miami e semifinalista em Bogotá. No total, Guga está com um recorde de 32 vitórias e 10 derrotas na temporada 2000. No saibro, são 26 vitórias e seis derrotas.

“Estou tendo o melhor ano da minha carreira. Espero continuar assim,” comentou Guga, que enfrentará uma das mais novas revelações do circuito mundial, pela vaga na final.

Juan Carlos Ferrero começou a aparecer no circuito no ano passado, quando foi campeão do ATP Tour de Mallorca. Nesta temporada já foi finalista dos ATP Tours de Dubai e Barcelona e agora ocupa a 16ª posição no ranking mundial e a 11ª na Corrida dos Campeões.

“Vou encarar esse jogo como uma coisa que poderia não estar acontecendo. Vou entrar solto em quadra, dando tudo de mim. Vai ser um jogo bem diferente de hoje,” antecipou Guga, que nunca enfrentou Ferrero.

Até agora Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Pepsi/Rider) já garantiu 450 pontos no ranking mundial, em que é o quinto colocado e outros 90 na Corrida dos Campeões, em que é o segundo. Se avançar à final, passará a ter 700 e 140, no total.

Memórias do bicampeonato: Guga passa por amigo Lapentti pra ir às quartas de Roland Garros

O confronto que decidira a vaga nas quartas-de-final, que Guga havia atingido também no ano passado, seria entre dois grandes amigos.

Guga e o equatoriano Nicolas Lapentti se conhecem desde os tempos de juvenil e, juntos, foram campeões de Roland Garros de duplas júnior em 94. No circuito profissional, andam juntos, são parceiros de duplas e já haviam se enfrentado várias vezes, com mais vitórias de Guga.

Como o catarinense já havia dito, uma partida com um amigo sempre é diferente, e quem esteve na quadra central de Roland Garros pôde notar isso. Mas Guga foi mais forte psicologicamente, não se atrapalhou com o fato de estar encarando Lapentti e venceu por 6/4 6/3 7/6(4).

Estava novamente nas quartas-de-final de um torneio do Grand Slam. “A nossa amizade mexeu um pouco com o jogo, mas acho que levei vantagem porque cheguei com mais confiança, o que acabou determinando o resultado do jogo.” explicou Guga.

 

Memória: Em 2000, Guga perdeu seu 1º set na campanha do bicampeonato em Roland Garros, mas venceu Chang pra ir às 8ªs de final

GUGA SUPERA CHANG E ESTÁ NAS OITAVAS-DE-FINAL EM ROLAND GARROS

Próximo adversário é Nicolas Lapentti

Gustavo “Guga” Kuerten está nas oitavas-de-final de Roland Garros. O brasileiro garantiu a vaga, nesta sexta-feira, ao superar o norte-americano Michael Chang, por 3 sets a 1, parciais de 6/3 6/7 (9) 6/1 6/4, em 2h59min de um verdadeiro espetáculo de tênis, na quadra central de Roland Garros. Na próxima rodada, no domingo, o adversário de Guga será o equatoriano Nicolas Lapentti.

O brasileiro, quinto cabeça-de-chave da competição, começou bem na partida, a primeira que jogou na quadra central reformada e recém-inauguarada, neste ano. Saiu logo quebrando o saque de Chang, campeão em Paris em 89 e no 5/3 quebrou o serviço do norte-americano novamente, com uma passada brilhante de direita. No segundo set, no entanto foi a vez de Chang quebrar o saque de Guga no primeiro game. No 2×3 Guga devolveu a quebra, mas perdeu seu serviço no 4×4. Chang sacou para o set em seguida, mas Guga conseguiu quebrá-lo e a decisão acabou indo para o tie-break. O espetáculo de dois campeões de Roland Garros continuava. Chang e Guga correram para todos os lados da quadra e mesmo tendo três set points, o norte-americano levou a melhor e empatou o jogo, com uma esquerda para fora de Guga.

Na terceira série, Guga voltou a dominar a partida. Quebrou o serviço de Chang no primeiro, terceiro e no sétimo game, fechando o set com uma curtinha de Chang que ficou na rede. No que veio a ser o último set, Guga quebrou o serviço do adversário no 2×1 e sacou para o jogo no 5×3, mas não conseguiu fechar. Em seguida, não desperdiçou mais chances e no terceiro match point selou a passagem às oitavas-de-final de Roland Garros, pela terceira vez na sua carreira, – foi campeão em 97 e quadrifinalista no ano passado – com uma esquerda de Chang que saiu fora, com a corda de sua raquete quebrada, que tantas vezes trocara durante a partida. “Um pouco de sorte sempre ajuda,” comentou Guga, na entrevista coletiva, quando perguntado sobre o último ponto.

Durante a partida, Guga marcou 18 aces, quatro duplas-faltas, teve 55% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 83% dos pontos com o primeiro saque, teve 68% de aproveitamento na rede, fez 58 erros não forçados e deu 66 winners.

“Foi um jogo duro e nós dois lutamos muito o tempo todo. Foi um grande teste para mim. Tive chance de dominar a partida e quem sabe de ter vencido em três sets. Mas, desperdicei algumas oportunidades no segundo set, saí um pouco da minha tática e tive que ser forte. Mas, voltei muito bem no terceiro e no quarto set. Acho que ganhei dele técnica e fisicamente e saí da quadra bem mais inteiro do que ele. Foi importante jogar uma partida longa, em quatro sets. Cada ponto demorava e o cara estava muito motivado. Foi um jogo que poderia ter sido uma semifinal ou final do torneio, envolveu muita luta, garra e nervosismo. Terminei a partida muito feliz,” disse Guga.

Na próxima rodada, no domingo, em horário ainda indefinido, Guga enfrentará um de seus melhores amigos no circuito, o equatoriano Nicolas Lapentti, 11º colocado no ranking mundial e 15º na Corrida dos Campeões.

Guga e Lapentti, que além de amigos são parceiros de duplas, tendo conquistado o título juvenil de Roland Garros em 94 e também o troféu do ATP Tour de Adelaide, no ano passado, já se enfrentaram oficialmente cinco vezes, com Guga vencendo três delas, inclusive a última no Masters de Hannover, no ano passado, em quadra de carpete coberta, por 6/1 6/2. “Vai ser um confronto diferente e tem tudo para ser uma partida muito disputada,” comentou o brasileiro.

Até agora, Guga, quinto colocado no ranking mundial e segundo na Corrida dos Campeões já garantiu 150 pontos no mundial e outros 30 na Corrida. Se passar por Lapentti ficará com 250 e 50, respectivamente.