A quinta-feira em Roland Garros já começou com uma grande
surpresa na chave masculina do segundo Grand Slam da temporada, disputado no
saibro de Paris.
O número 1 do mundo Jannik Sinner, grande favorito ao título
do torneio, especialmente com a ausência de Carlos Alcaraz, vencia com tranquilidade
o argentino Juan Manuel Cerundodo, com dois sets de vantagem e liderando a terceira
parcial por 5×1.
Porém, o italiano começou a sentir problemas físicas,
provavelmente devido ao calor na capital francesa. Com isso, o argentino
aproveitou e foi buscar a virada diante de um adversário que não parecia
recuperado mesmo após atendimento.
No fim, vitória de Cerundolo por 3/6 2/6 7/5 6/1 e 6/1, garantindo vaga na terceira rodada do torneio.
João Fonseca estreou com vitória em Roland Garros, segundo
Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.
Neste domingo, o brasileiro superou o jogador da casa, Luka
Pavlovic, que havia passado pelo qualifying, vencendo três partidas.
Depois de um começo oscilante, com o saque sendo quebrado
antes do francês, João chegou a salvar set point antes de vencer por 7/6(6) 6/4
e 6/2.
“No final das contas foi uma bela partida. Jogo difícil.
Acho que primeira rodada é sempre um pouco mais tensa. Pensa um pouco mais,
começa um pouco mais nervoso, mas eu fico feliz por ter começado bem mal meu
nível de tênis e terminado com um nível um pouco melhor, mais confiante. Não
estou feliz com meu nível no geral, mas sim com a forma que lutei e terminei a
partida.”
Na segunda rodada, Fonseca terá pela frente o croata Dino Prizmic, atual número 71 do mundo, em confronto que será inédito entre eles.
Neste domingo, vai começar a chave principal feminina de
Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.
No primeiro jogo do dia, a ucraniana Marta Kostyuk abre a programação da quadra Simonne-Mathieu enfrentando a russa Oksana Selekhmeteva. Kostyuk, atual número 15 do mundo, vem muito embalada pelo título do WTA 1000 de Madri.
Na quadra Philippe-Chatrier, a suíça Belinda Bencic, cabeça
de chave número 11, enfrenta a austríaca Sinja Kraus.
Bia Haddad também joga neste domingo, fazendo o segundo jogo da quadra 14 contra a britânica Francesa Jones. As duas já se enfrentaram duas vezes, ambas no saibro, com duas vitórias da brasileira.
Vai começar neste domingo a chave principal de Roland
Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.
Na chave masculina, alguns destaques já no primeiro dia,
como a partida entre Novak Djokovic o jovem local Giovanni Mpetshi Perricard,
fechando a programação do dia na quadra Philippe-Chatrier.
Na mesma quadra, um pouco mais cedo, Alexander Zverev tem o
favoritismo diante do local Benjamin Bonzi.
A Suzanne-Lenglen será o palco do jogo entre Karen Khachanov
e o francês Arthur Gea. Um pouco mais tarde, Taylor Fritz enfrenta o talentoso
compatriota Nishesh Basavareddy.
João Fonseca fecha a programação do primeiro dia na quadra Simonne-Mathieue deve ter que encarar a torcida francesa diante do qualifier da casa, Luka Pavlovic.
Bia Haddad já sabe quem será sua primeira adversária em
Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.
A brasileira, atual número 78 do mundo, mas que deve ficar
fora do top-100 na próxima atualização, terá pela frente a britânica Francesca
Jones, 105ª colocada da WTA.
As duas já se enfrentaram duas vezes ao longo da carreira,
ambas em 2021, no saibro, em duas finais de torneios ITF, com duas vitórias da
brasileira.
Bia tem como melhor resultado em Paris a semifinal em 2023, quando foi superada por Iga Swiatek. Em 2024 e 2025 ela parou na primeira rodada.
Depois do sorteio das chaves, João Fonseca ainda não sabe
quem enfrentará na estreia de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada,
disputado no saibro de Paris.
O brasileiro terá pela frente um adversário que sairá do
qualifying, com sua definição marcada para essa sexta-feira.
Essa será a segunda participação de Fonseca no torneio
francês e no ano passado ele venceu duas partidas antes de perder na terceira
rodada para o britânico Jack Draper.
Um ponto interessante da sua chave é que, se vencer duas
partidas, ele poderá terá pela o sérvio Novak Djokovic, no que seria seu
primeiro confronto entre eles.
Neste ano, o torneio terá a ausência de Carlos Alcaraz, lesionado, aumentando mais o favoritismo do italiano Jannik Sinner.
Em uma final menos equilibrada do que o esperada, Jannik
Sinner conquistou o título do Masters 1000 de Madri, na Espanha, torneio que é
disputado no saibro.
Em menos de uma hora de duração, o italiano superou o alemão
Alexander Zverev em diretos, com parciais de 6/1 e 6/2, garantindo o 5º título
de Masters 1000 seguido, sendo o primeiro em Madri.
“Acho que há muito trabalho por trás disso”, disse Sinner, quando perguntado
sobre o significado de vencer cinco títulos consecutivos do Masters 1000.
“Muita dedicação e sacrifício diários. Obviamente, ver esses resultados
significa muito para mim. Em algum momento, os resultados vão cair, o que é
normal.” disse o número 1 do mundo.
“Estou muito feliz por ter continuado acreditando em mim mesmo. Estou presente
todos os dias, em cada sessão de treino, tentando fazer o trabalho certo com a
disciplina certa. Para isso, você precisa ter a equipe certa ao seu lado, e eu
tenho. Estou muito feliz comigo mesmo, mas também com a equipe, e isso
significa muito para todos nós.” Completou.
Com o resultado, Sinner completou 23 vitórias seguidas no circuito, acumulando nesta sequência os títulos dos Masters 1000 de Indian Wells e Miami, além de Madri. Sua derrota mais recente foi no ATP de Doha, em fevereiro, quando perdeu para o tcheco Jakub Mensik.
A ucraniana Marta Kostyuk conquistou neste sábado o maior
título da carreira até o momento ao se tornar campeã do WTA 1000 de Madri, na
Espanha, torneio que é disputado no saibro.
Kostyuk perdeu apenas um set durante a campanha e na decisão
anotou uma vitória por 6/3 e 7/5 sobre a jovem russa Mirra Andreeva.
“É inacreditável estar aqui agora”, disse Kostyuk
durante a cerimônia de entrega do troféu. “Levei muitos anos para chegar a
este ponto, e a palavra que me vem à mente agora é consistência. É estar
presente todos os dias, não importa o quão difícil seja, não importa o quanto
você ame ou odeie o que faz. E tenho feito isso muito bem no último ano.”
Com o título, ela vai ganhar posições no ranking da WTA e aparecer na 15ª colocação, que seria uma acima da sua melhor marca até o momento.
O Brasil conheceu nesta quinta-feira (23) seu próximo adversário nos Playoffs da Billie Jean King Cup. Em sorteio realizado pela Federação Internacional de Tênis (ITF), a equipe brasileira enfrentará o Canadá, em casa, nos dias 20 e 21 ou 21 e 22 de novembro, em local ainda a ser confirmado pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT).
Naná jogou pelo Brasil na última BJKC (CBT)
O último confronto entre Brasil e Canadá na Billie Jean King Cup aconteceu em 2013, em Medellín, na Colômbia, pelo Zonal Americano, com vitória canadense por 2 a 1.
O capitão Luiz Peniza destacou a importância do confronto e o fator casa na disputa por uma vaga na próxima fase da competição: “Após a classificação conquistada em Ibagué, na Colômbia, estávamos na expectativa para o sorteio que aconteceu hoje.
Confrontos de Playoffs de BJKC, independente do adversário, são sempre contra equipes de alto nível. Tínhamos o desejo de jogar no Brasil, onde podemos contar com a atmosfera da torcida que é sempre especial para o nosso time.”
O Brasil voltará a atuar diante de sua torcida após dois anos – a última vez foi na vitória por 3 a 2 sobre a Argentina, em São Paulo.
“Este confronto nos Playoffs tem um significado especial dentro do processo de reconstrução e fortalecimento da nossa equipe feminina. O sorteio nos trouxe uma boa oportunidade, e temos uma sequência importante pela frente, com a Copa Davis em setembro e a Billie Jean King Cup em novembro. Estamos confiantes de que o Brasil estará preparado para competir em alto nível, representando o país com seriedade e comprometimento”, destacou Alexandre Farias, presidente da CBT.
“O momento também coincide com uma renovação da equipe e com um trabalho consistente que vem sendo desenvolvido ao longo da temporada. A partir de junho, teremos um calendário forte no Brasil, com a realização de cerca de 17 a 19 torneios internacionais femininos, culminando com o ENGIE Open W75 logo após a BJKC. É uma estratégia para fortalecer a base, gerar oportunidades e aumentar a competitividade, projetando um futuro ainda mais promissor para o tênis brasileiro”, completou Farias.
Os Playoffs reúnem as sete nações promovidas a partir dos torneios do Grupo Regional I de 2026 e sete equipes que foram derrotadas nos Qualifiers de 2026, disputados em abril.
As seleções vencedoras dos Playoffs avançam para os Qualifiers de 2027, primeiro passo rumo à disputa do título mundial e do troféu da Billie Jean King Cup. Já as equipes derrotadas disputarão os torneios do Grupo Regional I em 2027.
Cada confronto será composto por duas partidas de simples no primeiro dia e, no segundo, uma partida de duplas seguida por dois jogos de simples invertidos. Todas as partidas serão disputadas em melhor de três sets com tie-break.
Os maiores nomes do esporte se reuniram na noite de terça-feira em Madri, onde os vencedores do Laureus World Sports Awards foram revelados em um espetacular evento de tapete vermelho, acompanhado por milhões de fãs ao redor do mundo.
Sabalenka (Laureus)
O tênis novamente foi destaque com Aryna Sabalenka e Carlos Alcaraz ganhando o prêmio de melhor atleta do ano feminino e masculino. João Fonseca concorreu na categoria breakthrough of the year, mas foi superado por Lando Norris.
Alcaraz (Laureus)
O Laureus World Sports Awards é considerado o maior espetáculo do esporte, e o tapete vermelho reuniu superestrelas do esporte e do entretenimento, que compartilharam imagens e vídeos com fãs nas redes sociais. Entre os convidados estavam indicados desta edição e membros da Laureus World Sports Academy, lendas que votam nos vencedores. Pela primeira vez na história, a cerimônia foi apresentada por dois atletas, ambos ex-vencedores: Novak Djokovic e Eileen Gu.
Além dos premiados principais, três homenagens especiais foram concedidas: Nadia Comăneci, 50 anos após a histórica nota 10 perfeita; Lamine Yamal, jovem estrela em ascensão; e Toni Kroos, após uma carreira marcada por conquistas pelo Real Madrid.
Madri se consolidou como a capital esportiva do mundo neste dia, que também marcou o início do Madrid Open de tênis e antecede o retorno da Fórmula 1 à cidade. Foi simbólico que um dos grandes vencedores da noite tenha sido um astro espanhol.
Carlos Alcaraz foi eleito o Atleta Masculino do Ano após uma temporada histórica. Ele recuperou o posto de número 1 do mundo ao fim de 2025, com títulos de Grand Slam em Roland Garros e no US Open, além de um vice-campeonato em Wimbledon. A final em Paris contra Jannik Sinner — também indicado — entra para a história como uma das maiores de todos os tempos. Alcaraz já havia vencido o prêmio de Revelação do Ano em 2023 e agora se junta a nomes como Federer, Nadal e Djokovic. Aos 22 anos, torna-se o mais jovem a conquistar esse prêmio.
O tênis também brilhou no feminino com Aryna Sabalenka, eleita Atleta do Ano após mais uma temporada de excelência. Ela manteve o topo do ranking durante todo o ano, defendeu seu título no US Open e foi finalista no Australian Open e em Roland Garros, onde encerrou a sequência de 26 vitórias de Iga Świątek. Também conquistou títulos WTA 1000 em Miami e Madri.
Sabalenka afirmou: “Vencer o Laureus de Atleta do Ano é muito especial. É até um pouco surreal ver meu nome ao lado de tantas lendas. Esse reconhecimento significa muito, porque vem de pessoas que entendem o que é necessário para chegar até aqui.
“Não se trata apenas das vitórias, mas de todo o processo — os momentos difíceis, a pressão, o trabalho diário. Olhar para vencedoras como Serena Williams, Lindsey Vonn e Simone Biles é inspirador. Se eu puder inspirar algumas pessoas da mesma forma, já terá valido tudo.”