Murray equilibra, cria chances de vencer, mas sofre virada de Tsitsipas em NY. Djokovic e Zverev estreiam na 3ª feira

Andy Murray foi além do que se esperava, mesmo parada na primeira rodada do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, o britânico mostrou forças inimagináveis e um velho conhecido talento pra não apenas equilibrar, mas criar chances de vencer o grego Stefanos Tsitsipas na estreia do torneio.

Depois de um belo primeiro set, o britânico teve chances pra abrir 2×0. Não conseguiu, mas mesmo assim abriu 2×1 e só então viu o adversário reagir pra virar a partida (mesmo com todas as reclamações do ex-número 1 do mundo em relação à postura do grego)..

Nesta terça-feira, Alexander Zverev fará sua estreia no torneio abrindo a programação do Arthur Ashe Stadium, em partida contra o norte-americano Sam Querrey.

No mesmo local, Novak Djokovic abre a rodada noturna contra o jovem dinamarquês Holger Rune.

Vale destacar também o confronto entre o canadense Denis Shapovalov e o argentino Federico Delbonis, no Louis Armstrong, mesma quadra da partida entre o norte-americano Taylor Fritz e o australiano Alex De Minaur.

Foto: Garrett Ellwood/USTA

Murray enfrenta Tsitsipas nesta 2ª feira, em sua estreia no US Open. Medvedev também entra em quadra

E começa nesta segunda-feira o US Open, quarto, último e muito esperado Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Logo no segundo jogo do Arthur Ashe Stadium, principal quadra do complexo, um jogo com muita coisa envolvida. Por mais que não exista muita previsão de equilíbrio e muito menos de vitória, é sempre incrível ter a chance de assistir Andy Murray em quadra, principalmente em um Slam.

Seu adversário será um doa principais favoritos da chave, o grego Stefanos Tsitsipas, mas nada que possa impedir algumas horas do ex-número 1 do mundo esbanjando seu talento, como costuma fazer.

Outro grande favorito que estreia nesta segunda é Daniil Medvedev, que terá pela frente o experiante Richard Gasquet, fechando a rodada noturna do Arthur Ashe.

O russo Andrey Rublev tem o favoritismo diante do croata Ivo Karlovic, assim como Casper Rudd, que faz outro confronto de juventude x experiência com Jo-Wilfried Tsonga. Bem parecido com a partida do canadense Felix Auger-Aliassime contra o russo Evgeny Donskoy.

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Foto: Andrew Ong/USTA

Muruguza, Sabalenka e Gauff jogam no 1º dia do US Open. Stephens e Keys reeditam final de 2017

Começa nesta segunda-feira chave principal do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Logo no jogo de abertura do Arthur Ashe Stadium, principal quadra do complexo, um confronto entre duas tenistas da casa e reeditando uma final. Sloane Stephens, campeã do torneio em 2017, terá pela frente Madison Keys, que foi a vice campeã naquele ano.

Na rodada noturna será a vez da japonesa Naomi Osaka, bicampeã do torneio, fazer sua estreia contra a tcheca Marie Bouzkova.

Vale destacar também a partida entre a espanhola Garbine Muguruza, cabeça de chave nº 9, e a croata Donna Vekic, assim como a jovem Coco Gauff entrando em quadra diante da polonesa Magda Linette. Seguda favorita da chave, a bielorrussa Aryna Sabalenka também joga no primeiro dia, enfrentando a sérvia Nina Stojanovic. Essas três partidas no Louis Armstrong.

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Foto: Pete Staples/USTA

Thiago Monteiro vence outra e avança em Winston Salem

Thiago Monteiro (BRA)

Thiago Monteiro conquistou mais uma vitória na chave principal do ATP 250 de Winston-Salem, nos Estados Unidos. O cearense derrotou o norte-americano Eduardo Nava na noite de terça-feira, por 7/5 6/1.

O brasileiro estava programado para enfrentar David Goffin, o número 30 do mundo, mas viu seu adversário original desistir do torneio por lesão. Nava, então, entrou na chave como lucky loser para enfrentar o cearense em um confronto inédito.

“Foi um jogo complicado, já que mudou de última hora. Entrei um pouco mais tenso, mas fui me soltando aos poucos. Ele jogou bem no início do jogo também, mas consegui subir o nível e ser mais consistente depois que levei o primeiro set”, disse o tenista número 1 do Brasil.

Na próxima rodada, Thiago enfrentará o norte-americano Frances Tiafoe, o 51º do ranking da ATP. Esta será a primeira vez que os tenistas se enfrentarão no circuito. “Jogo duríssimo. Ele está jogando em casa e também joga bem nessas condições. Mas me sinto confiante e preparado, então tenho que botar tudo isso em prática e aproveitar as minhas chances para sair com a vitória”, finalizou.

Luisa Stefani e Dabrowski vencem dupla campeã olímpica e decidem o título no WTA 1000 de Cincinnati

A paulistana Luisa Stefani, que foi confirmada como a primeira brasileira no top 20 da história, com o 19º posto, após alguns dias de atraso pela WTA, segue arrasando ao lado da parceira canadense Gabriela Dabrowski. A dupla derrotou as cabeças de chave 2, as tchecas Katerina Siniakova e Barbora Krejcikova, nesta sexta-feira (20), por 2 sets a 1, parciais de 7/5, 3/6 e 10-7, e garantiu vaga na final do WTA 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos. Krejcikova e Siniakova foram campeãs olímpicas em Tóquio e venceram o torneio de Roland Garros deste ano, sendo a melhor dupla da temporada. A decisão do título está marcada para este sábado (21), por volta das 20h30 (horário de Brasília), na quadra central, diante da australiana Samantha Stosur e da chinesa Shuai Zhang, com transmissão ao vivo da ESPN.

Luisa e Gabriela disputam o terceiro torneio juntas desde que se uniram após os Jogos Olímpicos, onde a brasileira foi bronze com Laura Pigossi. E nos três alcançaram a final, sendo vice-campeãs no WTA 500 de San Jose, nos EUA, e campeãs no WTA 1000 de Montreal, no Canadá, esta a maior conquista da carreira de Stefani.

“Um grande jogo, difícil, as meninas jogam super bem. Não dão nada de graça, precisamos fazer por merecer o tempo todo. Dei uma brecha no meu saque no segundo set, elas levantaram bastante o nível e venceram a parcial. Então, é bem delicado o jogo, não podemos baixar a guarda. E fomos muito bem no match tie-break, sendo agressivas mesmo abaixo, principalmente no final. Muito feliz com a vitória, com a maneira como lidamos. Vamos buscar esse título”, analisou Luisa.

Pela campanha, a paulistana está subindo para o 17º posto no ranking e, caso conquiste o troféu na noite deste sábado, entrará no top 15 e, também, já será a 8ª melhor parceria do ano ao lado de Dabrowski. Agora são 12 vitórias nos últimos 13 jogos, sendo nove delas consecutivas. Em 2021, Luisa soma sua quinta final. Ela foi vice-campeã em Abu Bhabi, nos Emirados Árabes, e em Adelaide, na Austrália, estes dois com a americana Hayley Carter. E busca a quarta conquista da carreira, a segunda seguida.

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Luisa Stefani conquista em Montreal o seu maior título da carreira, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski

A paulistana Luisa Stefani, número 22 do mundo, segue fazendo história no tênis feminino. Após a inédita conquista de uma medalha olímpica em Tóquio, com o bronze, a brasileira venceu, neste domingo (15), seu maior título na carreira ao vencer o WTA 1000 de Montreal, no Canadá, torneio da série que só perde em importância para os quatro Grand Slams. Luisa e a canadense Gabriela Dabrowski, 15ª do mundo, conseguiram a revanche contra a eslovena Andreja Klepac e a croata Darija Jurak por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 6/4, após uma hora de duração, na quadra central.

Esta torna-se a terceira conquista de Luisa em dez finais. Ela tinha duas conquistas ambas com a americana Hayley Carter em torneios WTA 250 em Tashkent, no Uzbequistão, em 2019 e Lexington, nos EUA, em agosto de 2020.

Pelo troféu, Luisa vai subir três posições no ranking indo ao 19º lugar sendo a primeira brasileira a entrar no top 20 desde que a tabela da WTA foi criada em 1975. “Muito feliz com meu primeiro título de WTA 1000! Depois de quatro finais que escaparam essa conquista é muito especial, momento lindo que estou vivendo .É uma semana e um momento muito especial para o tênis brasileiro, principalmente para nosso tênis feminino. Estou muito feliz com tudo isso, toda a visibilidade que tivemos essa semana, as transmissões dos jogos, queria agradecer muito, é muito importante para nossas meninas continuarem assistindo. Muito honrada de fazer parte de tudo isso”, vibrou a tenista.

Ela detalhou o que encaixou com a nova parceira em que jogam apenas o terceiro torneio juntas e o segundo na temporada. “Estou muito feliz dentro e fora da quadra. Aproveitando bastante essa nova parceria com a Gabi. Nosso estilo de jogo se encaixa super bem. Semana passada (em San Jose), ter feito final e disputando quatro jogos, foi muito útil para começarmos a aprender como precisávamos trabalhar e como deveríamos jogar para ter sucesso. E fizemos isso essa semana, trabalhamos no entrosamento e como devemos jogar, não importa o torneio e as adversárias. Nossos estilos se completam bem, temos boa variação de golpes e precisamos usar essa arma para facilitar nosso jogo. Quando conseguimos sacar e devolver bem, dificultamos muito a vida das adversárias. O foco é seguir melhorando, sermos agressivas e indo jogo a jogo, além de aproveitar a energia dessas últimas semanas”, completou Luisa, que disputa apenas o terceiro torneio com Dabrowski e em todos alcançou a final, um deles em 2020 em Ostrava, na República Tcheca, e o outro na semana passada no WTA 500 de San Jose, na Califórnia. 

Luisa e Gabriela seguem na noite deste domingo para Cincinnati, nos Estados Unidos, onde disputam mais um WTA 1000 que começa na segunda-feira (16) e é o último preparatório para o US Open, a partir do dia 30.

Foto do texto: Pascal Ratthé / Tennis Canada

Orlandinho vence boliviano, chega à sua primeira final de Challenger e garante melhor ranking da carreira

Aos 23 anos, Orlando Luz, o Orlandinho, consegue um importante resultado na carreira e fará em San Marino a sua primeira final de Challenger.

Neste sábado, o brasileiro não entrou em quadra como favorito, mas depois de sair com quebra de desvantagen no primeiro set, não deu chances ao boliviano Hugo Dellien, vencendo em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/2.

Na decisão deste domingo, ele terá pela frente a jovem promessa dinamarquesa Holger Rune, de 18 anos e nº 191 do mundo, em confronto que será inédito.

Com o resultado, Orlandinho já vai avançando quase 40 posições no ranking da ATP, chegando perto do top-270, o que já é sua melhor marca, que até o momento foi o número 292 do ranking.

Foto: Facebook Internazionali di Tennis San Marino Open

Luisa Stefani é vice-campeã no WTA de San Jose, na Califórnia

A paulistana Luisa Stefani, 23ª do mundo, que vem da histórica medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, ao lado de Laura Pigossi, foi vice-campeã, na noite deste domingo (8), no torneio WTA 500 de San Jose, na Califórnia (EUA). O evento, sobre piso duro, tem premiação de US$ 565 mil. Luisa e a nova parceira, a canadense Gabriela Dabrowski, 14ª do mundo e ex-número 1 da WTA, caíram diante da dupla cabeça de chave dois formada pela eslovena Andreja Klepa, 29ª do mundo, e a croata Darija Jurak, 19ª, por 2 sets a 0 com parciais de 6/1 7/5.

“Pena hoje. Decepcionada com essa final para ser honesta, com o jogo em si. Segundo set joguei muito bem, melhoramos bastante, mas não deu para concretizar nosso plano de jogo. Elas foram mais inteligentes taticamente, bem disciplinadas do começo ao fim e faltou um pouco isso para gente”, lamentou Luísa.

“No geral foi uma ótima semana, passamos por quatro jogos com alguns desafios, altos e baixos, jogamos bem em várias partes dos jogos. A lição da semana é que podemos melhorar. Gosto muito do potencial da nossa parceria. Foi um bom começo, o mais importante é que vamos poder trabalhar para melhorar e fazer mais ajustes com um pouco mais de tempo. Cheguei em cima da hora aqui, vinda de Tóquio, e estou me sentindo super bem em quadra, saudável, o que é importante. Agora é uma questão de trabalhar juntas, descobrir nossa comunicação, o jeito de jogar para termos sucesso nos próximos torneios da gira. Vou pegar um voo para Montreal, uma logística nada fácil, e seguir no embalo para buscar um bom resultado lá”, completou.

Luisa embarca para Montreal no começo da tarde desta segunda-feira, quando completa 24 anos, e chega na madrugada de terça-feira. Em terras canadenses, elas estreiam contra a dupla da tcheca Renata Voracova e da alemã Julia Wachaczyk, ainda sem data confirmada. Será o segundo evento na América do Norte da paulistana e da canadense, que depois jogam o WTA 1000 de Cincinnati, nos EUA, a partir de 16 de agosto, e o US Open, em Nova York, a partir do dia 30. A dupla já havia atuado junta uma vez, ao chegar à decisão no WTA 500 de Ostrava, na República Tcheca, no final do ano passado.

Thiago Monteiro se prepara para gira dos EUA

Após a sua participação nos Jogos Olímpicos, Thiago Monteiro já está no Brasil se preparando para uma nova turnê pelo circuito. O cearense irá treinar no país por uma semana antes de partir para os Estados Unidos, onde dará a continuidade no seu calendário.

“Voltei do Japão na quarta-feira e, apesar de estar inscrito no ATP 500 de Washington, ia ficar muito em cima pra ir pra lá. Defini com a minha equipe que não iria e que usaria essa uma semana aqui no Brasil pra treinar bem. Depois vou pros Estados Unidos para disputar o qualifying do Masters 1000 de Cincinnati, o ATP 250 de Winston-Salem e o US Open. Em Cincinnati tem um histórico grande da lista rodar em cima da hora e talvez eu tenha chance de entrar direto”, disse o atual 95º do mundo.

De olho em somar pontos, Thiago também fará uma sequência de challengers na Europa. “Depois do US Open, eu vou pra Europa para jogar uns challengers grandes lá, de 125 mil e 100 mil, pra tentar dar uma retomada na quantidade de jogos e também no ranking. E aí, dependendo do resultado, vou resolver o restante do meu calendário”, finalizou o brasileiro, que realizou o sonho de participar nos Jogos Olímpicos pela primeira vez, em Tóquio. “Foi um sonho de criança realizado, estar no meio de tantos atletas de elite de variados esportes. Foi uma experiência incrível que me dá muito mais motivação para estar melhor no circuito e em Paris 2024.”

Thiago viajará para a turnê dos EUA com o técnico argentino Pablo Fuente e na Europa com o espanhol Ruben Ramirez Hidalgo.

De virada, Luisa Stefani e Laura Pigossi batem russas e conquistam o bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio

A paulistana Luisa Stefani, 23ª do mundo, e sua parceira Laura Pigossi, fizeram história neste sábado (31) ao conquistarem o bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, a primeira medalha olímpica do tênis brasileiro. As paulistanas derrotaram, no final da madrugada, a dupla russa formada por Elena Vesnina e Veronika Kudermetova, vice-campeãs de Wimbledon, por 4/6 6/4 11/9, após salvarem quatro match-points no match tie-break. As russas abriram 9 a 5 e as brasileiras reagiram, vencendo seis pontos consecutivos para brilhar no Ariake Stadium.

Luisa e Laura começaram com 4 a 1 abaixo, empataram em 4 a 4 e acabaram sendo quebradas no último game. Começaram o segundo set quebrando e abrindo 2 a 0. Sustentaram os serviços até fecharem por 6 a 4. No match tie-break as russas abriram 5 a 1, as brasileiras encostaram 5 a 7, mas viram as rivais abrirem quatro match-points. Todavia, a garra e vontade das brasileiras mudaram o cenário e a medalha veio com muita emoção ao fim da partida.

“Não caiu a ficha do quanto é importante para gente essa medalha, do quanto foi importante  a entrega na semana, a confiança que tínhamos em nós mesmas. Entramos aos 45 do segundo tempo na Olimpíada e só queríamos representar o Brasil da melhor maneira. Acreditem meninas, acreditem, sempre. Sonhem e trabalhem duro cada dia que vocês podem conquistar, esse é meu recado. Escutei uma frase e escrevi no meu caderno antes de vir pra cá. ‘Jogue pelo amor e não pelo resultado’. E foi assim, estamos muito felizes de trazer essa medalha para casa, para o tênis brasileiro. Muita emoção”, comemorou Luisa.

Durante a campanha, a dupla, que entrou de última hora na Olimpíada a uma semana antes do início do evento, derrubou duas das principais parcerias da competição. Logo na estreia superou as canadenses Gabriela Dabrowski e Sharon Fichman, sétimas cabeças de chave. Nas oitavas salvou quatro match-points contra a vice-campeã de simples de Wimbledon e a vice de Roland Garros de 2019, as tchecas Karolina Pliskova e Marketa Vondrousova. Nas quartas de final eliminou as norte-americanas, quartas favoritas,Bethanie Mattek e Jessica Pegula. Caíram na semifinal diante das suíças Belinda Bencic e Viktorija Golubic.

As brasileiras irão receber a medalha de bronze neste domingo (01) após a final de duplas feminina marcada para as 3 da madrugada (horário de Brasília). A melhor campanha anterior do Brasil em Olimpíada havia sido com Fernando Meligeni em 1996 nos Jogos de Atlanta, nos Estados Unidos, com o quarto lugar.

Foto do texto: Rafael Bello / COB

Foto do banner: Wander Roberto/COB