Aos 13 anos, Duda Gomes se torna a campeã mais jovem do Roland Garros Junior Series; Léo Storck leva o título masculino

Um dia para ficar marcado na recente carreira da paranaense Eduarda Gomes. Com apenas 13 anos, ela se tornou a tenista mais jovem da história do torneio — que está em sua quinta edição — a conquistar o título do Roland-Garros Junior Series by Renault. Na final feminina, neste domingo (19), Duda venceu a catarinense Maria Eduarda Carbone, de 15 anos, por 7/6(5) 6/3 e, além do troféu, garantiu convite para disputar o torneio juvenil de Roland-Garros, em Paris. No masculino, o título ficou com o mato-grossense Leonardo Storck, que na decisão surpreendeu o colombiano Juan Miguel Bolivar, de virada, por 2/6 6/2 6/4, e também irá a Paris.

Duda Gomes (Marcello Zambrana/FFT)

Na decisão, diante de um público que lotou a quadra central da Sociedade Harmonia de Tênis, Duda mostrou maturidade e consistência. Após sair atrás por 4/1 no primeiro set, reagiu a tempo de levar a parcial para o tie-break e, na sequência, foi superior para fechar a partida em sets diretos.

Convidada da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), a jovem destacou a confiança ao longo da campanha. “Eu sabia que era a mais nova, mas também sabia que tinha potencial para ganhar de todas as meninas”, afirmou.

Nas raquetes usadas na final, uma mensagem escrita pelo pai, e também treinador, reforçava a motivação: “Eu posso todas as coisas”. “Às vezes eu nem consigo ler, mas lembro que está escrito”, completou.

Feliz com a oportunidade de disputar pela primeira vez a chave juvenil de Roland-Garros, Duda já projeta a experiência em Paris. “Estou muito emocionada e feliz com tudo o que aconteceu essa semana aqui em São Paulo. Agora é esperar a hora de ir para Paris”, disse, destacando ainda a vontade de acompanhar de perto a rotina dos profissionais, especialmente seu ídolo Carlos Alcaraz.

Leo Storck (Marcello Zambrana/FFT)

Logo depois, na final masculina, Storck admitiu ter sentido o nervosismo no primeiro set, mas destacou a força mental para reagir. “Estou muito feliz com essa conquista, que mostra o quanto estou forte mentalmente. Senti um pouco o nervosismo no primeiro set, mas no segundo entrei mais solto e consegui mudar minha atitude. A torcida foi incrível, me ajudou muito nessa vitória. Foi uma semana muito especial, venho seguindo minhas rotinas e mantendo o foco. Hoje a recompensa veio e agora vou para Paris”, disse o tenista de 17 anos.

Exibição e homenagem marcam a programação

A programação na quadra central começou com uma partida-exibição com os embaixadores do Roland-Garros Junior Series by Renault, reunindo tenistas, ex-tenistas e personalidades. A equipe de Juan Martin del Potro contou com Pietra Rivoli, Joana Cortez e Ronald (filho de Ronaldo Nazário), enquanto o time de Gabriela Sabatini — vencedor do confronto — teve Dadá Vieira, Vitor Kley e MC Davi.

Ainda no Harmonia, o Memorial do Tênis Brasileiro (MTB) oficializou o primeiro nome de seu Hall da Fama: Alcides Procopio, pioneiro do esporte no país. A cerimônia contou com a presença da diretoria do MTB, do presidente da Federação Paulista de Tênis e de Aymeric Labaste, diretor do torneio e de Desenvolvimento Internacional de Roland-Garros.

Procopio foi o primeiro campeão brasileiro adulto, o primeiro brasileiro a vencer jogos em Wimbledon e a conquistar um título internacional, além de ser um dos fundadores da Confederação Brasileira de Tênis. Visionário, criou o Banana Bowl, inspirado no Orange Bowl, torneio que se consolidou como uma das principais competições juvenis do mundo e revelou grandes nomes do tênis.

Também presidiu a Federação Paulista de Tênis por 19 anos e teve papel importante na Copa Davis, deixando um legado duradouro para o desenvolvimento do esporte no Brasil.

Resultados finais:

Eduarda Gomes (BRA) d. Maria Eduarda Carbone (BRA) – 7/6(5) 6/3

Leonardo Storck (BRA) d. Juan Miguel Bolivar (COL) – 2/6 6/2 6/4

João é superado por Shelton em Munique e segue para o Masters 1000 de Madri

João Fonseca foi eliminado nas quartas de final do ATP 500 de Munique, na Alemanha, torneio que é disputado no saibro.

Nesta sexta-feira, o brasileiro foi superado pelo norte-americano Ben Shelton, número 6 do mundo, com parciais de 6/3 3/6 e 6/3.

“Foi uma boa semana. Eu venho jogando um bom nível de tênis, mas hoje as condições estavam mais rápidas com o calor e eu demorei um pouco para me adaptar. Depois fui mais pra frente, conseguir fazer ele jogar mais pontos. Como ele tem um estilo de jogo específico, é um cara difícil de enfrentar.” disse o brasileiro, que enfrentou Shelton pela primeira vez na carreira.

“Foi um jogo duro, mas eu poderia ter jogador melhor, principalmente nos meus games de saque. Venho fazendo boas partidas contra esses caras, mas quero estar ainda mais forte. É continuar evoluindo, repetir, treinar e melhorar.” completou.

Agora, João segue para o Masters 1000 de Madri, também disputado no saibro. No ano passado, ele chegou à segunda rodada do torneio espanhol, vencendo o francês Alexandre Muller e sendo superado pelo norte-americano Tommy Paul.

Foto: Felix Diemer for BMW

Sabalenka é bicampeã do Miami Open

Aryna Sabalenka é bicampeã do Miami Open. A bielorussa mais brasileira de todos os tempos, venceu o Masters 1000 da Flórida conquistando o “Sunshine Double,” depois de ter sido campeã há 2 semanas em Indian Wells. Ela venceu, na final do Hard Rock Stadium, a tenista da casa, a americana Coco Gauff, por 6/2 4/6 6/3. A final foi eletrizante e reuniu 16.830 fãs de tênis.

Foi a primeira vez que uma jogadora venceu o torneio em anos consecutivos desde Ash Barty (2019 e 2021; não houve edição em 2020 devido a pandemia).

Ainda mais relevante, Sabalenka tornou-se a quinta mulher a conquistar Indian Wells e Miami na mesma temporada — o chamado Sunshine Double — juntando-se a um grupo seleto com Steffi Graf (1994 e 1996), Kim Clijsters (2005), Victoria Azarenka (2016) e Iga Swiatek (2022).

Sabalenka é bicampeã do Miami Open (Miami Open)

“Isso significa muito”, afirmou Sabalenka. “Meu objetivo sempre foi colocar meu nome na história — e eu consegui. Parece até irreal. Não sei exatamente como alcancei isso, mas estou extremamente orgulhosa e muito feliz com este troféu.”

Mesmo diante de uma torcida majoritariamente pró-Gauff, Sabalenka manteve a compostura — ainda que tenha reagido a um torcedor mais exaltado. Ao longo do torneio, ela também recebeu apoio do público, impulsionado pelo título do ano anterior, por sua residência em Miami e pela conexão com fãs brasileiros.

“A mentalidade é simples: entrar na final acreditando que não há como perder”, disse Sabalenka, de 27 anos, que soma impressionantes 23 vitórias e apenas uma derrota na temporada, tendo perdido apenas dois sets — um deles justamente para Gauff na final. Ao todo, já são 24 títulos na carreira, sendo 21 em quadras duras.

“Procuro manter essa postura forte, lutar por cada ponto, não deixar nada me afetar. Ficar focada o tempo todo, encontrar soluções quando necessário. Lembrar constantemente da minha força e de que sou capaz. Isso tem funcionado muito bem.”

Sabalenka é apenas a quarta jogadora desde 2000 a alcançar finais nos quatro primeiros torneios da temporada (feito anteriormente por Martina Hingis, Serena Williams e Victoria Azarenka), todos em quadras duras. Ela venceu três deles — incluindo Brisbane e agora o Sunshine Double.

Diferente do ano passado, Sabalenka conquistou o campeonato com a torcida do cachorrinho Ash na arquibancada e agora também como noiva do brasileiro Georgios Frangulis.

O torneio, patrocinado pelo Itaú, um banco brasileiro, e com a presença dos milhares de fãs do país que moram na Flórida, deram ainda mais uma sensação de se sentir em casa para a bielorussa.

Diana Gabanyi

Sabalenka vira sobre Rybakina e conquista o título em Indian Wells

Em um reencontro depois da final do Australian Open, Aryna Sabalenka e Elena Rybakina se encontraram em uma mais uma decisão, no WTA 1000 de Indian Wells, nos Estados Unidos, torneio disputado no piso duro.

O jogo foi muito equilibrado e a cazaque começou melhor, mas a bielorrussa reagiu a virou a partida, chegando a salvar match-point na vitória por 3/6 6/3 e 7/6(6).

“Obrigado a Deus por esse título. Que semana! Adotei um cachorrinho, fiquei noiva e conquistei o título. Vou me lembrar pra sempre” disse Sabalenka, que é a atual número 1 do mundo no ranking da WTA.

Esse foi o 10º título de Sabalenka em um torneio deste porte, sendo o 1º em Indian Wells.

Agora, as duas seguem para a disputa do WTA 1000 de Miami, também nos Estados Unidos e também no piso duro.

Foto: BNP Paribas Open

João Fonseca vence MGM Slam

João Fonseca conquistou neste domingo, nos EUA, o MGM Slam, em Las Vegas, que distribuiu U$ 1 milhão.

João Fonseca vence MGM Slam (Chris Unger/Getty Images)

Para chegar ao título ele teve que vencer, em tie-breaks de 10, Gael Monfils, Alexander Bublik e depois o gigante de 2,11m Reilly Opelka na final por 10-6, 7-10 e 10-5.

Foi a primeira vez que o brasileiro jogou esse tipo de exibição e, aos 19 anos, era o mais novo dos tenistas no evento que contou também com Fritz, Paul, Kyrgios e Casper Ruud.

O brasileiro, que na semana passada ainda estava jogando no saibro e conquistando o título de duplas do Rio Open, seguiu ontem mesmo para a Califórnia para a disputa do primeiro Masters 1000 da temporada, o de Indian Wells.

João Fonseca e Marcelo Melo vencem jogo emocionante são campeões de duplas do Rio Open

Pelo terceiro ano consecutivo, o Rio Open apresentado pela Claro teve o título das duplas conquistado por tenistas brasileiros no Jockey Club Brasileiro, com o primeiro ATP vencido em casa na carreira de João Fonseca e o segundo consecutivo de Marcelo Melo, tenista que mais vezes chegou à final do maior torneio de tênis da América do Sul. Os campeões receberam o troféu das mãos do ex-número 1 do mundo Andre Agassi.

O carioca João Fonseca fatura o primeiro título de duplas da carreira e o terceiro no geral. Ele já havia vencido em simples os torneios ATP 500 da Basileia e ATP 250 de Buenos Aires, e mantém o aproveitamento de 100% em finais, tendo vencido as três disputadas.

Marcelo Melo repetiu o feito do ano passado, quando foi campeão ao lado de Rafael Matos, e chega ao título de número 41 na carreira. Ele dedicou a conquista ao pai Paulo Ernane, que morreu no ano passado, um dia depois do título do mineiro em solo carioca.

“Eu vou dedicar esse título ao meu pai, que no ano passado infelizmente veio a falecer um dia depois do meu título aqui. Então, pai, esse título é seu. Não tirando minha mãe que está aqui, o título também é seu”, disse emocionado.

Antes da premiação, o ex-número 1 do mundo deu todos os méritos da conquista a Fonseca e chamou a atenção para a frieza do parceiro nos dois pontos finais que decidiram o título.

“Esse cara aqui é especial, é muito especial! Muita gente pega no pé dele, é injustiça. Esse cara é brincadeira, vocês podem ver o que ele fez agora, mérito total dele, hoje eu só acompanhei. Durante todo o torneio, outros jogos também. 8/8 no super e o cara me dá winner, depois da um ace, mostra o tanto que a mentalidade dele é de campeão. Vitória dele!”, disse Melo.

Fonseca também se emocionou durante a cerimônia de premiação e dedicou o título ao fisioterapeuta Egídio, que perdeu a mãe há poucos dias. O carioca também mostrou confiança de que também ganhará o título de simples no torneio com o qual tem uma longa relação.

“Queria agradecer à Marcia e ao Lui, que desde 2023 me deram a oportunidade de jogar aqui um torneio muito especial para mim, que eu tenho uma história muito legal. Ainda vou ganhar esse torneio de simples, eu acredito, mas enquanto isso a gente ganhou a dupla e está ótimo”, disse Fonseca.

“Não posso deixar de agradecer ao Egidio (fisioterapeuta) que perdeu a mãe anteontem, agradecer a ele pelo profissionalismo e tenha certeza que a sua mãe está descansando”, completou muito emocionado o jovem tenista carioca.

Adversário derrotado pelos brasileiros na final, o holandês Robin Haase se rendeu a João Fonseca nos elogios ao jogo do carioca e também agradeceu pela presença do público para a final de duplas.

“Antes do tie-break, eu achava que a gente precisava da devolução do Andre Agassi. Depois, eu pensei talvez nós precisássemos da devolução do Fonseca. Se você seguir assim, com certeza vai vencer em simples também”, disse Haase.

“Estou no circuito por 20 anos e eu sempre sonhei em jogar com um público deste no meu país, então muito obrigado”, concluiu.

Fonseca festeja semana especial e Melo ressalta patamar do título no Rio Open

Campeões de duplas do Rio Open, João Fonseca e Marcelo Melo destacaram em entrevista coletiva o significado do título vencido em casa, na Quadra Central Guga Kuerten, e a influência que o resultado pode ter na sequência da temporada.

“Com certeza traz mais confiança. Eu não vou dizer que tira a pressão, a pressão vai vir momentaneamente quando entrar na quadra e tem que saber lidar com ela. Mas eu diria que me traz mais convicção, mais confiança. Com certeza é uma semana especial para mim, que eu vou levar pra minha vida como aprendizado, por ter sido tão especial”, disse Fonseca.

Campeão de Roland Garros em 2015 e Wimbledon em 2017, além de nove títulos de Masters 1000, Marcelo Melo apontou o segundo título conquistado no maior torneio de tênis da América do Sul entre os mais especiais da carreira.

“Eu acho que se tornou mais especial por estar jogando com o João, no momento que ele vem, na casa dele, é uma energia diferente, então esse título realmente pra mim é muito importante”, disse Melo.

“Para validar mais para mim mesmo o nível que eu ainda posso jogar, das coisas que eu venho investindo, para continuar no caminho ainda, que eu acho que ainda posso prosperar, mas eu coloco esse título,  vou botar esse título logo atrás dos meus Grand Slam”, completou.

Fonseca destacou o aprendizado que teve com na semana com a experiência do parceiro nas duplas, enquanto Melo também ressaltou a qualidade mostrada pelo carioca nas situações em que foi preciso lidar com pressão.

“Sensacional compartilhar a quadra com ele. A gente tem uma relação fora quadra que é muito especial, a gente consegue, apesar de uma grande diferença de idade, a gente tem raciocínios parecidos e as conversas são super maduras e sempre legais, beneficiam os dois, então eu acho que eu aprendi bastante nessa dupla, a mentalidade que ele tem de enfrentar os momentos difíceis”, disse Fonseca.

“Ele tem 19 anos, e o que jogou hoje e jogou durante o torneio, do 8 a 8, jogando em casa, queira ou não queira, simples ou dupla, você tem que ter um algo diferenciado para fazer o que ele fez hoje. O Melo estava lá também, mas realmente quem foi decisivo hoje foi o João e eu acho que ele merece ser decisivo igual foi hoje, em uma quadra lotada, em casa. Eu sei que para ele é importante, para mim é extremamente importante também”, completou Melo.

Foto: Fotojump

Andre Agassi se encanta pelo Rio Open e faz elogios a João Fonseca na volta ao Brasil

Um dos maiores tenista da história, o ex-número 1 do mundo Andre Agassi chegou nesta sexta-feira ao Rio Open apresentado pela Claro, no qual será o responsável pela entrega do troféu ao campeão da 12ª edição do maior torneio da América do Sul, no Jockey Club Brasileiro, e falou sobre suas primeiras impressões, das lembranças do Brasil e do fenômeno carioca João Fonseca.

Logo que chegou ao Rio Open, o dono de oito títulos de Grand Slam se encontrou com os brasileiros João Fonseca e Marcelo Melo. Agassi esteve com o jovem carioca recentemente na Laver Cup e teceu elogios a ele.

“É ótimo estar de volta e ter uma desculpa para voltar ao Brasil. São muitas lembranças aqui. Eu só tive uma breve chance de caminhar pelo clube, que parece extraordinariamente bonito, tanto do ponto de vista das instalações, quanto da paisagem. É muito intimista”, afirmou.

De volta ao país onde conquistou o primeiro título ATP de sua carreira, o torneio de Itaparica em 1987, Agassi também falou sobre o desenvolvimento do tênis do período em que jogava para os dias atuais, a relação com o Brasil, os fãs sul-americanos e opinou sobre uma possível mudança de piso nos torneios da América do Sul.

“Eu tenho um lugar especial no meu coração por estar aqui por muitas razões. De todos os fãs de esportes e tênis aqui na América do Sul, e eu gosto de ver a equidade sendo compartilhada. Acho que a mudança de superfície poderia ter impacto nas decisões de alguns jogadores de virem para cá, porque esta é uma transição muito difícil para ir daqui direto para as quadras duras americanas, isso afeta os jogadores”, explicou.

João Fonseca também foi assunto para Agassi, que se encontrou com ele logo na chegada ao Jockey Club Brasileiro e ressaltou sua admiração pelo jovem talento brasileiro.

“Eu encontrei João rapidamente nas quadras de treino, passei uma semana com ele na Laver Cup e foi muito bom vê-lo novamente. Ele é obviamente uma sensação e tanto, mas também um ser humano ainda melhor, muito além da sua idade, mentalmente, emocionalmente, muito consciente do seu ambiente, dos processos. Eu sempre gosto de ver alguém que eu respeito tanto dentro e fora da quadra”, completou.

Agassi também comentou a alta expectativa em torno de Fonseca pela forma como o brasileiro conseguiu tão cedo se colocar no circuito e mostrar um alto nível de tênis, e as reações que acontecem em alguns momentos em que as coisas não saem como o esperado.

“As pessoas acham que ele deveria ganhar todas as partidas. É um grande elogio. Eu também o encorajaria a não viver de acordo com as expectativas de outras pessoas, não é sua responsabilidade. Ele sempre buscando melhorar é sua responsabilidade. Espero que ele tenha conforto nessa separação das expectativas de outras pessoas versus o que ele escolhe fazer e se concentrar por si mesmo”, disse o ex-número 1 do mundo.

“Ele tem o luxo de ser jovem, mas ele tem o fardo de ter tanta expectativa. E eu o conheço bem o suficiente para entender suas sensibilidades. Ele está emocionalmente além de sua idade, é muito inteligente intelectualmente e emocionalmente estável”, completou.

Foto: Fotojump

João Fonseca e Marcelo Melo eliminam cabeças de chave e vão às semifinais de duplas no Rio Open. Guto Miguel e Heide eliminam favoritos

O Rio Open apresentado pela Claro teve nesta quarta-feira a classificação dos brasileiros João Fonseca e Marcelo Melo para as semifinais da chave de duplas, com uma grande vitória diante dos cabeças de chave 2 do torneio, os argentinos Maximo Gonzalez e Andrés Molteni, campeões do maior torneio de tênis da América do Sul em 2023.

Fonseca e Melo foram os primeiros garantidos nas semifinais após a vitória por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/0, em 1h09.

Os brasileiros não cederam nenhuma chance de quebra em todo o jogo, conseguiram uma quebra decisiva no final do primeiro set e foram dominantes na segunda parcial.

“Foi um belíssimo jogo. Depois de uma primeira rodada muito boa, conseguimos fazer umas quartas de final melhor ainda. Espero que  até o final da semana e a gente consiga ir atrás desse caneco”, disse Fonseca.

Em busca do segundo título consecutivo do torneio, desta vez ao lado do fenômeno carioca Fonseca, Marcelo Melo se garantiu nas semifinais do Rio Open pela sexta vez e agora vai em busca da quarta final.

Ex-número 1 do mundo, dono de 40 títulos e um total de 78 finais disputadas na carreira, Marcelo Melo chegou à vitória de número 666 ao vencer ao lado de Fonseca nesta quarta-feira.

“Tênis é a nossa profissão, mas eu acho que a gente tem que se divertir dentro de quadra. Todo mundo me pergunta ‘você vai parar quando?’. Enquanto eu estiver me divertindo, jogando no alto nível, eu vou continuar. Eu acho que a gente está fazendo isso bem”, disse Melo.

Guto vence pela primeira vez nas duplas do Rio Open com Heide

Possíveis adversários de Fonseca e Melo nas semifinais são os também brasileiros Luis ‘Guto’ Miguel e Gustavo Heide, que entraram como lucky loser nas duplas e venceram nesta quarta-feira uma das duplas favoritas na estreia, o americano Evan King e o australiano John Peers.

Os brasileiros aplicaram um 6/0 no primeiro set e depois levaram a melhor em uma segunda parcial muito equilibrada, salvando três set points antes de fechar o jogo com 6/0 e 7/6(8), em 1h25.

Guto falou na coletiva que teve dificuldade para dormir depois da derrota na primeira rodada de simples, mas conseguiu um bom entrosamento com Heide para vencer nas duplas.

“Ontem eu não consegui dormir direito, eu dormir era 4h da manhã de tanto que eu estava pensando no jogo ainda, mas no jogo de dupla hoje eu acho que a gente entrou bem ligado, bem ativado e com um plano de jogo muito certo, o Gustavo estava com uma energia muito muito boa hoje, me puxando nos momentos em que eu estava para baixo. Muito contente com a vitória e vamos com tudo para a próxima”, disse Guto.

“A gente fez um plano de jogo, mas o ‘pneu’ não tava muito no plano. Mas a gente jogou super bem hoje, está muito entrosado. É engraçado, é a primeira vez que a gente está jogando junto. Muito feliz com o resultado, agora seguir junto das próximas rodadas”, completou Heide.

Foto: Fotojump

João Fonseca faz grande jogo e vence duelo brasileiro com Thiago Monteiro no Rio Open. Berrettini também supera estreia

O fenômeno carioca João Fonseca estreou em grande forma na chave de simples do Rio Open apresentado pela Claro e se garantiu nas oitavas de final depois da primeira vitória na temporada no duelo brasileiro com Thiago Monteiro na abertura da Sessão Noite desta terça-feira, na Quadra Guga Kuerten, no Jockey Club Brasileiro.

Com um retrospecto de duas vitórias em jogos contra brasileiros, nos duelos com Thomaz Bellucci em 2017 e Felipe Meligeni Alves em 2024, Monteiro não conseguiu derrubar o favoritismo de Fonseca, cabeça de chave número 3 do maior torneio de tênis da América do Sul.

Depois de um primeiro set muito equilibrado, sem nenhuma chance de quebra para nenhum dos dois tenistas, Fonseca elevou o nível no tie-break, dominou os pontos e não perdeu a dianteira na segunda parcial, quando conseguiu a quebra logo no segundo game, fechando com 7/6(1) e 6/1, em 1h34.

“Uma vitória difícil, um jogo muito difícil, com um começo muito tenso para os dois lados, os dois conseguindo fazer bons games de saque e não deixando oportunidades para o outro, ele foi me deixando sem entrada no saque dele, eu fui fazendo o meu e fui ficando”, analisou Fonseca.

“Acho que no tie-break eu consegui elevar o nível, consegui fazer meu jogo confiante, agressivo e hoje eu consegui entrar em quadra com uma mentalidade muito boa, com uma confiança boa. Acho que a torcida me ajudou muito no suporte, um jogo muito mental, então feliz de ter de ter enfrentado ele super bem”, completou.

Thiago Monteiro destacou o nível de jogo apresentado por Fonseca, o potencial que ele tem para evoluir e destacou que agora fica na torcida pelo tenista carioca no Rio Open.

“É um jogador que tem muita bola, muita potência, tem todos os fundamentos que são em altíssimo nível e ainda pode desenvolver muito mais”, disse Monteiro.

“Eu sabia que ele estaria mais tenso, também. Foi a primeira vitória dele na temporada, jogando em casa, sei que não é fácil. Sem dúvidas agora a minha torcida fica totalmente para ele, eu já torcia para ele antes, infelizmente tive que jogar com ele hoje”, completou.

Fonseca volta à Quadra Central Guga Kuerten nesta quarta-feira, a partir das 16h30, mas desta vez nas duplas. Ao lado do ex-número 1 do mundo Marcelo Melo, ele enfrenta os argentinos Maximo Gonzalez e Andres Molteni, cabeças de chave 2, pelas quartas de final.

Na volta ao Rio Open apresentado pela Claro após quatro anos da participação anterior, o italiano Matteo Berrettini manteve sua boa sequência em primeiras rodadas no saibro e venceu a 15ª de 16 estreias na superfície ao passar pelo chileno Tomas Barrios Vera.

Em jogo que abriu a programação da Quadra Guga Kuerten nesta terça-feira, Berrettini levou 2h25 para superar Barrios Vera por 2 sets a 0, com parciais de 7/6(1) e 7/5.

“Eu sabia que não seria um jogo fácil. Ele fez dois jogos no Qualifying e eu não tenho muitos jogos nas pernas esterno, então estou muito feliz com a forma como eu lutei e acho que no fim do jogo eu também estava jogando melhor. Então tenho boas sensações para este torneio”, disse Berrettini.

Assim como na estreia, Berrettini terá pela frente novamente um lucky loser, desta vez o sérvio Dusan Lajovic, que é o tenista que mais vezes jogou a chave principal do Rio Open, presente em todas as edições do maior torneio de tênis da América do Sul.

O italiano chama a atenção para a dificuldade que é encarar um adversário nesta condição, em que ele já tem mais jogos disputados na mesma edição do torneio por vir do Qualifying.

“Eu acho que hoje em dia no circuito ATP todos os jogos são muito difíceis, não importa com quem você joga, se é Lucky loser ou qualifier, o ranking não importa muito. Nessas condições, a umidade, a bola não está indo, é muito difícil ganhar jogos e ganhar pontos”, disse Berrettini.

“Lajovic tem uma carreira incrível, uma grande experiência. Ele ganhou um jogo muito difícil na primeira rodada contra um jogador muito bom. Você não pode subestimar ninguém. Quando você vem de jogar alguns jogos, você conhece as condições e sabe o que tem que fazer. É por isso que os Lucky losers são sempre tão difíceis de enfrentar”, concluiu.

Foto: Fotojump

Rio Open terá super terça com duelo brasileiro entre João Fonseca e Thiago Monteiro, além dos jogos de Berrettini, Cerundolo e Baez

O Rio Open apresentado pela Claro terá uma super terça com o duelo brasileiro entre João Fonseca e Thiago Monteiro, a estreia de Guto Miguel, além de alguns dos principais favoritos ao título, como o italiano Matteo Berrettini e os argentinos Francisco Cerundolo, cabeça de chave 1, e Sebastian Baez, atual bicampeão.

A Sessão Noite será aberta pelo jogo entre o fenômeno João Fonseca e Thiago Monteiro, brasileiro com mais vitórias na história do maior torneio de tênis da América do Sul.

Fonseca projetou nesta segunda-feira o duelo depois de vencer a estreia nas duplas ao lado de Marcelo Melo e fez elogios ao adversário da primeira rodada.

“Acho que vai ser super legal, o Thiago é um grande amigo, já treinamos juntos várias vezes, compartilhamos o time na Copa Davis algumas vezes também. É um ótimo jogador, todos sabemos a história que ele tem, a humildade que ele tem, o carisma e que aqui no Rio Open ele joga um belíssimo tênis, gosta de jogar com a torcida”, disse Fonseca.

“Mas tenho vindo de uma de um bom momento, estou jogando um bom tênis, confiante e tem tudo para ser um bom jogo. Espero que seja um bom jogo e vamos com tudo?, completou.

Berrettini é quem abre a programação da Quadra Central Guga Kuerten a partir das 16h30. Em sua segunda vez disputando o maior torneio de tênis da América do Sul, ele enfrenta o chileno Tomas Barrios Vera.

Quem fecha a programação na principal quadra do Jockey Club Brasileiro é o novo prodígio do tênis brasileiro Luis Guto Miguel, que enfrenta o lituano Vilius Gaubas.

A Quadra 1 terá uma jornada argentina, com dois dos favoritos ao título em ação. Cabeça de chave 1, Francisco Cerundolo enfrenta Mariano Navone, vice-campeão de 2024, na segunda partida. O terceiro jogo terá o atual bicampeão Sebastian Baez encarando o português Jaime Faria que foi até as quartas de final em 2025. O jogo que abre a Quadra 1 é outro duelo de argentinos, com Tomas Etcheverry contra Francisco Comesaña, semifinalista no ano passado.

Cabeça de chave número 2 e vindo de um vice-campeonato em Buenos Aires, o italiano Luciano Darderi joga na Quadra 2 contra Juan Manuel Cerundolo. Logo em seguida, tem Brasil em quadra com Felipe Meligeni Alves e Marcelo Zormann contra o belga Sander Gille e o holandês Sem Verbeek.

Foto: Fotojump