Retrospectiva 2022: Roger Federer se aposenta e Bia Haddad continua em grande fase

Continuando a retrospectiva do tênis em 2022, vamos ao que aconteceu de mais destaque no segundo semestre:

Agosto


O segundo semestre do tênis teve sua atenção voltada para o US Open, como quase sempre acontece. E, desta vez, não foi diferente, mas agosto começou com Masters 1000 de WTA 100 que movimentaram o circuito, inclusive com resultados surpreendentes.


Começando pelo Masters 1000 de Montreal, no Canadá, que teve o título do espanhol Pablo Carreno Busta, em final diante do polonês Hubert Hurkacz.
Entre as mulheres, Bia Haddad seguiu se destacando e fez uma bela campanha no WTA 1000 de Toronto, chegando à grande final e disputando de igual para igual contra Simona Halep, que acabou levando a melhor no 3º set.

WTA/Jimmie48


Depois, no mesmo mês de agosto, mais uma surpresa entre os homens, com o título do croata Borna Coric no Masters 1000 de Cincinnati, vencendo o grego Stefanos Tsitsipas na decisão.


Entre as mulheres, a francesa Caroline Garcia fez uma bela campanha até chegar ao título, batendo a experiente Petra Kvitova.


Setembro


Se fevereiro foi o início da ascensão de Carlos Alcaraz, com o título do Rio Open, o mês de setembro reservou mais um feito, com a conquista do título do US Open, depois de uma grande campanha e uma excelente final contra o norueguês Casper Ruud.


Com o triunfo, aos 19 anos, Alcaraz se tornou o número 1 do mundo mais jovem da História.

Cynthia Lum


Já entre as mulheres, nada de surpresa. Mais uma conquista de Iga Swiatek, que se afirmava cada vez mais como número 1 e distante das outras jogadoras do circuito.


Pra fechar o mês, outra grande despedida na temporada. Roger Federer encerrou sua brilhante carreira na Laver Cup. Um gênio do tênis, um dos maiores de todos os tempos, de todos os esportes.


James Hill/The New York Times


Outubro


Esse mês foi um pouco mais parado no circuito, com torneios menores, mas mesmo assim foi suficiente pra polonesa Iga Swiatek levantar mais um troféu. Dessa vez, no WTA de San Diego, nos Estados Unidos.


Novembro


Chegando ao último mês da temporada, uma surpresa em Paris, com o título do talentoso Holger Rune no Masters 1000 disputado na cidade francesa, vencendo Novak Djokovic na final.


Nos torneios que reúnem os melhores da temporada, a francesa Caroline Garcia levou a melhor entre as mulheres, batendo Aryna Sabalenka na decisão, enquanto o sérvio Djokovic levou a melhor entre os homens, levantando o troféu ao vencer Casper Ruud na grande final.

Retrospectiva 2022: Primeiro semestre do tênis teve ascensão de Alcaraz, domínio de Swiatek e destaque para Bia Haddad

Janeiro

O ano de 2022 do tênis começou um pouco tumultuado, pra dizer o mínimo, e o grande destaque, como sempre, foi o Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado em Melbourne.

Desta vez, porém, a atenção não ficou concentrada apenas nas quadras, mas também fora delas, com a ausência de Novak Djokovic, que foi impedido de participar pela lei australiana.

Depois de muita confusão e incerteza, o sérvio teve seu visto negado pela imigração ao se recusar a tomara a vacina contra a Covid-19 e, depois de alguns dias, teve sua deportação decretada, ficando de fora de um torneio tão importante, que acabou sendo conquistado por Rafael Nadal no masculino, em grande final diante de Daniil Medvedev, e Asheligh Barty no feminino.

Aliás, em plena forma e como número 1 do mundo, a australiana fez um torneio impecável e conquistou o título sem perder um único set. Porém, essa não foi a surpresa. Aos 28 anos, Barty decidiu se aposentar logo após o torneio, em casa, perto da sua família e amigos. E nem era a última grande aposentadoria do circuito na temporada.

Foto: Jimmie48/WTA


Outro ponto de destaque do Australian Open foi a bela campanha de Bia Haddad na chave de duplas, ao lado de Anna Danilina, ficando com o vice-campeonato.

Divulgação

Fevereiro


Em fevereiro, a grande atração do tênis nacional ficou para o já tradicional Rio Open, que voltou a ser disputado nas quadras de saibro do Jockey Club Brasileiro, depois de não ter sua edição em 2021.

Sendo assim, em mais um line-up de muita qualidade, o título ficou com o espanhol Carlos Alcaraz, que naquele momento conquistava seu primeiro título de ATP da carreira (logo um 500!), iniciando sua ascensão meteórica no circuito.

Foto: FotoJump


Março


O mês de março voltou a ter os tradicionais Masters 1000 norte-americanos, em Indian Wells e Miami. No primeiro, Nadal mostrou estar em ótima forma e foi dominante até a final, quando sentiu uma lesão. Somado a isso, viu um talentoso Taylor Fritz se consolidar com um dos grandes do circuito e conquistar o título em casa.

Foto: BNP Paribas Open


Em Miami, Alcaraz elevou seu nível mais uma vez e, depois da conquista no Rio de Janeiro, triunfou ao bater o norueguês Casper Ruud na decisão.

Já no feminino, Iga Swiatek assumia a condição de dona do topo após a aposentadoria de Barty. Nos dois torneios, ela praticamente não deu chances e ficou com o título. Em Miami, fez isso sem perder uma única parcial.


Abril


O mês de abril marca o início da temporada de saibro europeia e, mais uma vez, Rafael Nadal mostrou toda sua força e o motivo de ser considerado o melhor da História sobre a terra batida.

Porém, nos Masters 1000 que antecedem Roland Garros, ele não foi bem e dois nomes se destacaram no mês, conquistando um título cada um: Stefanos Tsitsipas, em Monte Carlo; Carlos Alcaraz, em Madri;


No feminino, destaque para a tunisiana Ons Jabeur, que aproveitou muito bem a ausência de Iga Swiatek pra ficar com o título do WTA 1000 de Madri.

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Maio


Chegou, então, o mês de Roland Garros. Depois de muita “brincadeira” pela Europa, chegou a hora da verdade. E neste momento, mais uma vez, Nadal mostrou o motivo de ser Nadal. Quase um adjetivo.


E não foi fácil, é verdade. Precisou de cinco sets contra o talentoso Felix Auger-Aliassime nas oitavas. Bateu Djokovic em quatro parciais nas quartas, mas foi dominante na final ao vencer o norueguês Ruud. Pela 14ª vez na carreira, o espanhol levantou o troféu em Paris.

Julien Crusnier/FFT


Swiatek continuou em grande forma e voltou ao circuito pra vencer Roma e Roland Garros. Na França, perdeu apenas um set e mostrou mais uma vez o motivo de ser uma das tenistas mais dominantes dos últimos tempos.


Junho/Julho


O meio do ano é justamente o período em que a grama floresce no circuito, com destaque para Wimbledon, disputado justamente entre o final de junho e o início de julho.


E se não teve Roger Federer, quem aproveitou foi Novak Djokovic. Se bem que Nadal foi muito bem até a semifinal, quando não entrou em quadra para enfrentar Nick Kyrgios. O sérvio, então, bateu o australiano de virada na final e conquistou o título.

Dessa vez, Swiatek mostrou que a grama não é seu forte e foi superada na terceira rodada pela experiente francesa Alize Cornet, em uma das maiores surpresas da temporada. Quem ficou com o título em Londres foi a cazaque Elena Rybakina, que superou Jabeur na final.

Essa também foi uma época de grande destaque de Bia Haddad, agora nas chaves de simples, na grama. Cenário muito inesperado.


Em ótima forma, a brasileira enfileirou dois títulos seguidos de WTA, em Nottingham e Birmigham, além da semifinal em Eastbourne, passando a ser uma jogadora mais do que respeitada no circuito.


Stephen Pond/Getty Images/LTA

Rio Open confirma Cameron Norrie, 14o. da ATP, para a edição de 2023

O Rio Open confirmou mais um nome no line-up estrelado da edição de 2023. O britânico Cameron Norrie, número 14 do mundo, se juntará a Carlos Alcaraz, Lorenzo Musetti, Dominic Thiem e Diego Schwartzman entre os já confirmados na nona edição do ATP 500 carioca.

Dono de quatro títulos do nível ATP, Norrie teve um 2022 marcado pela conquista dos troféus de Delray Beach e Lyon, uma semifinal em Wimbledon e a entrada no top 10 pela primeira vez em sua carreira. O britânico retorna ao Rio Open pela segunda vez, já tendo disputado a edição de 2019.

O torneio também confirmou a desistência de Casper Ruud da nona edição do Rio Open. O norueguês não disputará a gira sul-americana por uma mudança no seu planejamento de 2023. “Uma pena essa mudança de calendário de última hora do Ruud. Assinamos com ele antes de Roland Garros e desde então ele teve uma sequência de torneios bastante intensa o que fez ele mudar de ideia em relação a gira da América do Sul. Desejamos a ele muita sorte em 2023 e que ele possa jogar futuras edições do Rio Open”disse Luiz Carvalho, o Diretor do Torneio.

O Rio Open entrará em sua nona edição e continua aproximando os fãs do melhor do tênis mundial. Fazendo parte do calendário da ATP desde 2014, o torneio carioca tem Rafael Nadal, David Ferrer, Pablo Cuevas, Dominic Thiem, Diego Schwartzman, Laslo Djere, Cristian Garin e Carlos Alcaraz no seu grande hall de campeões. Além disso, nomes como Fabio Fognini, Felix Auger-Aliassime, Casper Ruud, Kei Nishikori, Marin Cilic, Jo-Wilfried Tsonga, John Isner, Gael Monfils, Marcelo Melo, Bruno Soares, Thiago Monteiro, Thomaz Bellucci, Marcelo Demoliner, André Sá, Rogério Dutra Silva, entre outros, também competiram no Rio Open, com o torneio trazendo destaques brasileiros e internacionais do circuito para os fanáticos por tênis do país.

Além destes nomes, outros dois brasileiros já estão garantidos na competição. Mateus Alves, vencedor da Maria Esther Bueno Cup, ganhou um convite para a chave principal do ATP 500 e Eduardo Ribeiro, vice, ganhou o convite para o qualifying.

O Rio Open é uma promoção da IMM com realização do Instituto Carioca de Tênis.

Foto: Ryan Pierse/Getty Images

Thiago Monteiro está pronto para iniciar a temporada 2023

Thiago Monteiro está pronto para embarcar para a Austrália e começar a temporada 2023. O tenista, que iniciará a sua nova temporada na United Cup, competição que reúne tenistas dos circuitos da ATP e da WTA no formato de países, finalizou a sua preparação na Argentina e embarca já nesta sexta-feira, direto de Buenos Aires, para o começo de mais um ano.

“Foi uma pré-temporada muito positiva, no qual foquei na aprimoração da parte física. Estou me sentindo muito confiante para 2023. Fiz ótimos treinos aqui na Argentina com ótimos tenistas do circuito, como o Schwartzman, o Coria, o Cerundolo… Foram vários treinos de qualidade com a minha equipe também”, destacou Thiago, contente com preparação feita.

“Saio dessa pré-temporada muito motivado e também feliz por fazer parte da equipe brasileira na United Cup. Já sei que enfrentarei o Berrettini e o Ruud logo no início, que são dois caras do top 10. Vou começar o ano com jogos de altíssimo nível e já visando uma excelente temporada, em busca de alcançar os meus objetivos”, finalizou.

Após a United Cup, Thiago disputará o ATP 250 de Auckland e finalizará a gira no Australian Open antes de voltar para a América do Sul e disputar os torneios de saibro, com destaque para o Rio Open.

Foto: Mark Brake/Getty Images

Bia embarca para a Austrália nesta 5a

Nesta terça-feira, a tenista Beatriz Haddad Maia marcou presença no Centro de Treinamento do Rede Tênis Brasil , em São Paulo, para bater uma bolinha e conversar com as crianças do Projeto de Massificação Maria Esther Bueno, antes de embarcar para a Austrália.

Bia no Projeto de Massificação Maria Esther Bueno (Fotojump)


“Momentos como este, em que posso estar com as crianças, mostram o melhor lado do ser humano. É o que a gente leva: as experiências, o conhecimento… Isso, para mim, é muito especial. Poder viver momentos assim é positivo e com certeza levarei essa sensação gostosa para a Austrália”, disse Bia.

A brasileira embarcará nesta quinta-feira para a Austrália. Bia liderará o país na United Cup, competição mista em que o Brasil fará parte e que começará no dia 29 de dezembro. Na segunda semana de janeiro, a tenista disputará o WTA 500 de Adelaide e na sequência o Australian Open.

Bia com as crianças do Rede Tênis Brasil (Fotojump)



Ainda no encontro no Centro Esportivo Mané Garrincha, a 15ª melhor tenista do mundo definiu as suas grandes metas para a próxima temporada.  “A minha expectativa para 2023 é, primeiramente, ficar saudável, e o meu maior objetivo é entrar no top 10. Também gostaria de performar melhor nos Masters 1000 e também nos Grand Slams. São os torneios em que as jogadoras de alto nível estão sempre disputando e, com exceções de Toronto, eu não consegui ter os resultados que gostaria neste ano. Então estou trabalhando duro e me sinto preparada para alcançar tudo isso em 2023”, finalizou Bia.

Rio Open confirma Musetti, Thiem e Schwartzman para 2023

Musetti jogará o Rio Open pela 1a vez – foto Alexander Scheuber/Getty Images

O Rio Open confirmou nesta quinta-feira mais três estrelas do tênis para 2023. Lorenzo Musetti, Dominic Thiem e Diego Schwartzman estão garantidos na nona edição do ATP 500 brasileiro, juntando-se a Carlos Alcaraz e Casper Ruud no line-up. O torneio acontecerá entre os dias 18 a 26 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro.

Novidade no Rio Open, Lorenzo Musetti disputará um torneio no Brasil pela primeira vez. Atual número 23 do mundo, o jovem de 20 anos vem chamando a atenção no circuito como parte do NextGen, já tendo conquistado os títulos do ATP 500 de Hamburgo e o ATP 250 de Napoli.


“Estou muito animado para jogar no Rio pela primeira vez. Já ouvi tantas coisas boas sobre a cidade, o torneio e especialmente a torcida,” disse Musetti.

Campeão do US Open 2020, Dominic Thiem é um dos principais nomes do circuito dos últimos anos. O austríaco de 29 anos faz parte do hall da fama do Rio Open, tendo sido campeão em 2017, e, ao todo, possui 17 títulos em sua carreira. Esta será a sexta edição do Rio Open que o ex-número 3 participará.

“Não é segredo nenhum que eu adoro jogar no Rio. A gira sul-americana de saibro tem sido fundamental na minha carreira em muitos modos. Sempre me senti muito bem recebido e em casa nas quadras do Jockey Club e estou muito ansioso para voltar para o Rio Open em 2023”, disse o austríaco.

Também confirmado, Diego Schwartzman vai em busca de seu segundo título no ATP 500 carioca. Campeão de 2018, vice deste ano e vindo disputar o seu oitavo  Rio Open, o argentino, 25o. na ATP é dono de 4 títulos de ATP e ex-número 8 do mundo.

“Para o Rio Open é um privilégio poder contar com outro nome da nova geração de tenistas como o Musetti e é sempre especial poder contar com a presenca de dois dos melhores jogadores de saibro. O Thiem chega em um momento diferente da carreira sendo a primeira participacao dele no Rio desde o titulo do US Open de 2020. O Schwartzman teve mais uma temporada consistente e segue firme no Top 25 e o Musetti vai aos poucos se relevando com uma das novas sensações da ATP,” disse Luiz Carvalho, Diretor do Rio Open.

O Rio Open entrará em sua nona edição e continua aproximando os fãs do melhor do tênis mundial. Fazendo parte do calendário da ATP desde 2014, o torneio carioca tem Rafael Nadal, David Ferrer, Pablo Cuevas, Dominic Thiem, Diego Schwartzman, Laslo Djere, Cristian Garin e Carlos Alcaraz no seu grande hall de campeões. Além disso, nomes como Fabio Fognini, Felix Auger-Aliassime, Casper Ruud, Kei Nishikori, Marin Cilic, Jo-Wilfried Tsonga, John Isner, Gael Monfils, Marcelo Melo, Bruno Soares, Thiago Monteiro, Thomaz Bellucci, Marcelo Demoliner, André Sá, Rogério Dutra Silva, entre outros, também competiram no Rio Open, com o torneio trazendo destaques brasileiros e internacionais do circuito para os fanáticos por tênis do país.

Além destes nomes, outros dois brasileiros já estão garantidos na competição. Mateus Alves, vencedor da Maria Esther Bueno Cup, ganhou um convite para a chave principal do ATP 500 e Eduardo Ribeiro, vice, ganhou o convite para o qualifying.

Mateus Alves é campeão da Maria Esther Bueno CUP e garante primeiro Wild Card para chave principal do Rio Open 2023

Sob um típico sol carioca, chegou ao fim neste domingo, 11 de dezembro, a 3ª edição da Maria Esther Bueno Cup, competição que reuniu oito dos melhores tenistas da nova geração brasileira (até 24 anos). E quem levou a melhor no tradicional Rio de Janeiro Country Club foi Mateus Alves, que superou Eduardo Ribeiro por 2 sets a 1 (6/7, 6/4, 10/5) na grande decisão, conquistou o título e ganhou a valiosa vaga para a chave principal do Rio Open 2023. Com 21 anos, Mateus Alves já havia participado duas vezes do Qualifying do Rio Open e uma outra da chave de duplas principal, mas o triunfo na Maria Esther Bueno Cup certamente é algo único em sua trajetória como tenista:

“É bem provável que seja o momento mais feliz na minha carreira. Esta vitória na Maria Esther Bueno Cup veio em um momento espetacular, pois estou há 5 ou 6 meses me recuperando de uma lesão. Acredito que o fator decisivo para minha vitória aqui foi o mental. Esta foi uma semana desafiadora onde sofri com dores, com o calor, com a pressão de jogar um torneio tão especial, mas acho que lidei muito bem. Estava disposto a deixar tudo dentro de quadra e foi isso que aconteceu” contou o tenista natural de São José do Rio Preto, para concluir com suas expectativas para o Rio Open 2023: “É um torneio muito duro, de nível bem alto. Até lá, espero trabalhar o melhor possível junto com minha equipe, para conseguir tirar o meu máximo, assim como fiz nesta semana”. 

Embora visivelmente triste logo após a derrota na final, Eduardo Ribeiro termina a Maria Esther Bueno Cup com motivos de sobra para celebrar, pois o vice-campeonato significa uma vaga para o qualifying do Rio Open 2023. Na verdade, esta vaga consolida a ótima temporada vivida por Eduardo Ribeiro, que, aos 24 anos, venceu três torneios profissionais da ITF em 2022, resultados que o fizeram subir mais de 500 posições no ranking da ATP até o momento, saindo da posição 964 para 436: “Fico triste porque acho que cheguei muito perto do título, mas eu seria hipócrita se falasse que não foi um bom ano, pois foi disparado o melhor ano de minha carreira, com uma evolução gigantesca. No início de 2022 eu jamais imaginava que estaria jogando a Maria Esther Bueno Cup, quem dirá estar com uma vaga garantida para o qualifying do Rio Open. Comecei 2022 com a meta de estar entre os 500 do ranking, mas no meu íntimo não acreditava que poderia estar ali. Em 2023 acho que dá para sonhar mais”.

A Maria Esther Bueno Cup é uma promoção da IMM com realização do ICT. Criado em 2018 como homenagem a uma das maiores esportistas da história do Brasil, o torneio visa incentivar a nova geração do tênis nacional, oferecendo vagas na chave principal e no qualifying do Rio Open. Além dos finalistas, Mateus Alves e Eduardo Ribeiro, esta edição da Maria Esther Bueno Cup contou com a participação de João Lucas Reis, Pedro Boscardin, Thiago Wild, Gustavo Heide, João Fonseca e Gustavo Almeida: 

“Ao mesmo tempo em que se esforça para trazer ao Brasil os melhores tenistas do mundo, aqueles que ocupam o topo do ranking mundial, o Rio Open sempre busca abrir espaços para o crescimento da nova geração do tênis brasileiro. E os jogos emocionantes e de alto nível técnico que presenciamos nesta edição da Maria Esther Bueno Cup comprovam o quão acertada tem sido esta decisão de acreditar nos jovens tenistas brasileiros. Penso que em breve veremos alguns dos nomes que estiveram aqui no Rio de Janeiro Country Club se destacando no circuito mundial”, comentou Thomaz Costa, o diretor do torneio. 

 Nomeada em homenagem à maior tenista brasileira da história, campeã de 19 Grand Slams, a Maria Esther Bueno Cup é uma iniciativa do Rio Open para incentivar a nova geração do tênis nacional. O campeão da competição recebe um convite na chave principal do ATP 500 brasileiro, enquanto o vice-campeão se garante no qualifying. O Rio Open acontecerá entre os dias 18 e 26 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro e já tem o número 1 do mundo, Carlos Alcaraz, e o número 3, Casper Ruud, confirmados no line-up.

Veja, abaixo, os resultados completos da Maria Esther Bueno Cup 2022

Grupo Daniel Azulay

Rodada 1

Eduardo Ribeiro d. Thiago Wild 1/6 7/5 10/4

João Fonseca d. João Lucas Reis 6/3 3/6 15/13

Rodada 2

Eduardo Ribeiro d. João Lucas Reis 7/5 6/2

Thiago Wild d. João Fonseca 6/2 6/4

Rodada 3

João Lucas Reis d.Thiago Wild 6/4 1/6 10/4

João Fonseca d. Eduardo Ribeiro 7/5 3/6 11/9

Grupo Alex Haegler

Rodada 1

Gustavo Heide d. Mateus Alves 7/5 6/4

Pedro Boscardin d. Gustavo Almeida 6/4 6/4

Rodada 2

Gustavo Heide d. Gustavo Almeida 6/2 6/1

Mateus Alves d. Pedro Boscardin 6/4 6/1

Rodada 3

Mateus Alves d. Gustavo Almeida 6/1 6/0

Gustavo Heide d. Pedro Boscardin 6/4 6/4

Semifinal

Eduardo Ribeiro d. Gustavo Heide 6/1 40/15 ret.

Mateus Alves d. João Fonseca 2/6 7/6(7) 10/6

Final

Mateus Alves d. Eduardo Ribeiro 6/7(4) 6/4 10/5

 A Maria Esther Bueno Cup é uma promoção da IMM com realização do ICT.

Foto: Peter Wrede

Eduardo Ribeiro e Matheus Alves fazem final da Maria Esther Bueno Cup, no Rio

Chegar à final da Maria Esther Bueno Cup já é um sonho realizado para estes tenistas que tem no máximo 24 anos e estão no circuito buscando a chance de jogar torneios maiores. O campeão garante vaga na chave principal do ATP 500 e o vice, disputa o qualifying. Para brasileiros que enfrentam inúmeras dificuldades para disputar eventos maiores e pontuar no ranking, a oportunidade oferecida pela Maria Esther Bueno Cup é única.

 “A Maria Esther Bueno Cup foi criada com o objetivo de dar essa chance aos jovens jogadores brasileiros e tem cumprido essa missão. Para o Rio Open é muito bom ter essa garotada na chave e no quali por méritos próprios. Tentamos encurtar um caminho que sabemos, é longo e difícil”, falou o diretor do torneio, Thomaz Costa.

 A primeira semifinal não foi como o esperado. Gustavo Heide, que chegou entre os quatro finalistas invicto, sentiu uma lesão na lombar ainda no aquecimento e não conseguiu nem terminar a partida, desistindo quando perdia por 6/1 e 40/15, colocando Ribeiro na final. 

 Eduardo Ribeiro, 24 anos, com a desistência do adversário passou para a final.Ele, que teve a melhor temporada da carreira nesse ano, venceu três torneios, dois M15 e um M25, atualmente ocupa a 436a posição na ATP. Gaúcho, treina em Santa Catarina desde os 12 anos de idade. Já teve como técnico o ex-profissional Marcio Carlsson e hoje, treina na academia de Cascata(Marcelo Rabelo), ex-companheiro de Guga Kuerten e Carlsson nos tempos de juvenil.

 “Estou muito feliz. É a realização de um sonho. No início do ano eu jamais imaginava que estaria jogando a Maria Esther Bueno Cup e muito menos ganhando uma vaga em uma competição com a grandiosidade do Rio Open. Meu objetivo principal aqui era chegar à final, mas com certeza quero ser campeão. Agora tenho um bom tempo para descansar, recuperar, concentrar e ir com tudo para a final”.

 O tenista da casa, João Fonseca, de apenas 16 anos, mostrou que tem talento e garra de sobra. Encarou de frente Mateus Alves, 21 anos e 441o do mundo e fez rápido 6/2 no primeiro set. Mateus se recuperou no segundo e abriu 5/2, mas viu Fonseca igualar o placar e levar para o tie-break. Sob um forte calor, lutando ponto a ponto, o paulista fez 7/6(7). No match tie-break Alves foi melhor e garantiu a vaga na final com 10/6.

 “Hoje, mais do que tudo, foi muito mental, muito emocional. Foi uma batalha interna de muita força, ainda mais com a torcida toda contra e o forte calor. Por isso, acho que é uma recompensa mais do que merecida poder jogar o Rio Open em 2023. Espero estar na final com a mesma energia e garra de hoje, quando lutei do primeiro ao último ponto”.

 A final da Maria Esther Bueno Cup acontece neste domingo, às 12 horas, no Rio de Janeiro Country Club, com transmissão ao vivo pelo site www.rioopen.com. O Rio Open, será em fevereiro, de 18 a 26, no Jockey Clube Brasileiro. O campeão desta semana poderá enfrentar alguns dos melhores tenistas do planeta, como os já confirmados Carlos Alcaraz, líder do ranking e Casper Ruud, terceiro da ATP.

Foto: Peter Wrede

Chuva cancela rodada de abertura da Maria Esther Bueno Cup, no Rio

A chuva que caiu o dia inteiro no Rio de Janeiro cancelou a rodada de abertura da Maria Esther Bueno Cup, hoje no Rio de Janeiro Country Club. Os jogos foram remanejados para esta quarta-feira, no mesmo horário- 18 horas.

O torneio é um pré-qualifying para o ATP 500 Rio Open, que acontece em fevereiro na capital fluminense.

A MEB Cup reúne os principais jogadores brasileiros da nova geração- até 24 anos- e premia o campeão com um convite para a chave principal do maior torneio da América do Sul e um convite no qualifying para o vice-campeão.

PROGRAMAÇÃO quarta, 07/12/2022

18horas

Quadra Central

Thiago Wild x Eduardo Ribeiro

A seguir

João Lucas Reis x João Fonseca

Quadra 1

18horas

Gustavo Heide x Matheus Alves

A seguir

Pedro Boscardim x Gustavo Almeida

Foto: Peter Wrede

https://rioopen.com/aovivomebcup/

E o placar das partidas: https://rioopen.com/placarmebcup/

Nadal vence Ruud em exibição no Mineirinho, em Belo Horizonte, em dia que também teve a despedida de Bruno Soares

Uma noite de sábado mágica para os amantes do tênis em Belo Horizonte e do Brasil. Depois de cinco anos, Rafael Nadal, o maior campeão de Grand Slams da história, com 22 títulos, voltou ao país e produziu um dia histórico para cerca de 10 mil pessoas na reabertura do Ginásio do Mineirinho.

O espanhol , campeão do Australian Open e de Roland Garros deste ano, derrotou Casper Ruud, vice-campeão em Paris e no US Open, por 2 sets a 0 com parciais de 7/6 (7/4) 7/5 em jogo muito disputado. O norueguês começou com tudo, disposto a vencer Rafa pela primeira vez na carreira e consolidar a revanche da final do Aberto da França. Ele abriu 3 a 0, mas o natural de Manacor  entrou na partida e contou com o apoio da fanática torcida para empatar e vencer no tie-break. No segundo a quebra veio no 12º e último game com um smash para definir o duelo.

Ao término do encontro, Nadal recebeu uma homenagem em quadra do MundoTênis e da Fênix e comentou o quanto jogar no Brasil lhe traz sorte. Ele venceu seu segundo torneio na carreira na Costa do Sauípe (BA) em 2005, em São Paulo em 2013, o Rio Open em 2014 e ainda ganhou o Ouro Olímpico nas duplas no Rio de Janeiro em 2016.

“O Brasil é um país muito importante na minha vida esportiva. Meu segundo torneio profissional ganhei aqui, na Costa do Sauípe. Já joguei em São Paulo, no Rio e agora tive a oportunidade de jogar em Belo Horizonte. Foi uma noite muito especial aqui e espero poder voltar outras vezes”, disse Nadal.

A noite começou com a despedida de um dos maiores nomes do tênis nacional. Bruno Soares encerrou sua carreira, em sua casa, em outro duelo recheado de emoções.

O mineiro, três vezes campeão de Grand Slam e com 35 títulos na carreira, jogou ao lado de seu maior ídolo, Bob Bryan, e ainda finalizou a partida com o parceiro de longa data e amigo Marcelo Melo vencendo no tie-break por 7/6 (7/4) em jogo que contou também com o gaúcho Rafael Matos, atual número 1 do país e top 30 do mundo.

Ao término, Bruno acompanhou um vídeo na quadra, se emocionou no discurso junto com os demais atletas e destacou: “Foi um presente, para coroar minha carreira, jogar com um dos meus maiores ídolos, o Bob, e com o Marcelo onde começamos essa história aos 7 anos de idade. Queria  agradecer ao Luzio Ramos, ao MundoTênis. Sei o quanto é difícil organizar um evento como esse em pouco tempo. Está de parabéns. Extremamente feliz de participar disso aqui”, disse Bruno que comentou o legado que pretende deixar ao esporte: “Quero ser lembrado pela pessoa que fui e não pelos títulos que conquistei. Espero ter motivado muita gente a jogar tênis, garotada a treinar duro, acreditar nos seus sonhos. Espero poder ter dado um pouco de alegria com resultados, e títulos, e dar alegria a pessoas, esse é meu maior legado”.

Soares ainda destacou a importância das presenças de Nadal e Ruud: “É um marco para Belo Horizonte ter Nadal aqui, estádio lotado, é muito importante pois toda vez que temos um evento como esse fomenta o esporte, traz alegria para as pessoas se motivarem, terem vontade de treinar, de jogar ou conhecer o esporte, ou começar. “

Foto: Washington Alves/DGW