João Fonseca conquista o título do Challenger de Phoenix e entra no top-60 do ranking

João Fonseca é o campeão do Challenger de Phoenix, nos Estados Unidos, torneio que é disputado no piso duro.

Neste domingo, o brasileiro confirmou a grande conquista ao bater o cazaque Alexander Bublik, em sets diretos e dois tiebreaks, com parciais de 7/6(5) e 7/6(0), o que foi o seu terceiro título na temporada, depois das conquistas do Challenger de Canberra e do ATP 250 de Buenos Aires.

Com isso, ele apareceu nesta segunda-feira como o número 60 do mundo, seu melhor ranking até o momento na carreira.

“Um jogo difícil, com um jogador muito habilidoso, que tava sacando muito bem, fazendo bem as transições. Eu sabia que isso ia acontecer, mas não com tanta frequência. Perdi muitas oportunidades no primeiro set, duas vezes sacando pra fechar, mas acontece. Segui firme no jogo, no tiebreak, fechei por um ponto. Foi importante.” disse João.

“No segundo set fui lutando pra quebrar, focando também no meu saque. Tive algumas oportunidades e não consegui. Fui remoendo, mas ao mesmo tempo fui forte pro tiebreak. Fui muito sólido desde o começo e consegui fazer um tiebreak sensacional. Feliz com a mentalidade que tive hoje, meu terceiro título de Challenger. Seguir pra mais. Agora é partir pra Miami e vamos com tudo!” finalizou.

No Masters 1000 de Miami, ele terá pela frente o jovem americano Learn Tien. Os dois já se enfrentaram no juvenil e, no circuito profissional, jogaram duas vezes no Next Gen ATP Finals do ano passado, com duas vitórias do brasileiro.

Foto: Mary Grace Grabill

Diana Gabanyi

João se impõe sobre Nishikori e garante vaga na final em Phoenix contra o cazaque Bublik

João Fonseca está na grande final do Challenger de Phoenix, nos Estados Unidos, torneio que é disputado no piso duro.

Neste sábado, o brasileiro garantiu a sua vaga com uma vitória muito sólida sobre o experiente japonês Kei Nishikori, ex-número 4 do mundo, vencendo por duplo 6/3.

“Jogo difícil hoje, com um ídolo do esporte. E fui muito bem, fechando os buracos e as portas. Fui muito bem com o saque e primeira bola, devolução e primeira bola, não deixando ele ser tão agressivo como gosta de jogar. Comandei o jogo. Feliz pela forma que encarei.” disse o brasileiro, que acrescentou o que espera da decisão contra o cazaque Alexander Bublik.

“Falta um jogo, agora contra o Bublik, um jogador muito habilidoso, que se pode esperar qualquer coisa dele. Joga embaixo da perna, saque por baixo…é um jogo mentalmente difícil. Agora é preparar, descansar e ver a tática do jogo com a minha equipe. Falta um. Vamos!”

Os dois se enfrentam às 18h deste domingo, no horário de Brasília, em confronto que será inédito.

Foto: Arizona Tennis Classic

Fonseca vence Struff e joga nesta sexta-feira por vaga na semi do Challenger de Phoenix

João Fonseca conseguiu a segunda vitória e está nas quartas de final do Challenger de Phoenix, nos Estados Unidos, torneio que é disputado no piso duro.

Na madrugada de quinta para sexta-feira, ele precisou de três sets pra passar pelo experiente alemão Jan-Lennard Struff, vencendo com parciais de 6/1 4/6 e 6/3.

“Jogo duro hoje. Estava muito frio, em condições difíceis, não consegui me aquecer em quadra, já que esteva chovendo. Foi difícil no começo do jogo, apesar de ter vencido o primeiro set fácil e depois ele foi entrando jogo, acabou jogando melhor e eu fui perdendo um pouco o ritmo.” disse o brasileiro, que completou:

“Logo no começo do 3º set foi importante ter feito a quebra, mantido uma postura boa. Então, esse foi o lado bom de hoje. Manter a postura e me manter firme. Muito feliz por ter passado para as quartas de final. Agora é montar minha estratégia com a minha equipe e ir com tudo pra amanhã.”

Seu adversário nesta sexta-feira, valendo vaga na semifinal, será o francês Hugo Gaston, atual número 93 do mundo, em confronto que será inédito.

Foto: Arizona Tennis Classic

Fonseca joga nesta 5ª feira por vaga nas quartas do Challenger de Phoenix

Depois da boa vitória na estreia, João Fonseca joga na noite desta quinta-feira pelas oitavas de final do Challenger de Phoenix, nos Estados Unidos, torneio que é disputado no piso duro.

O adversário do brasileiro será o experiente alemão Jan-Lennard Struff, atual número 46 do mundo e ex 21º do ranking da ATP.

Esse será o primeiro confronto entre eles. Por enquanto, Fonseca vai ganhando três posições no ranking da ATP, indo ao 77º lugar.

Foto: Tennis Australia

Fonseca passa pela estreia do Masters 1000 de Indian Wells. Wild enfrenta Tsitsipas nesta 6ª feira

João Fonseca estreou com vitória no Masters 1000 de Indian Wells, nos Estados Unidos, torneio que é disputado no piso duro.

Nesta quinta-feira, o brasileiro teve trabalho diante do britânico Jacob Fearnley, além de enfrentar um forte vento durante a partida.

Depois de começar bem a partida, vencendo o primeiro set, viu o adversário elevar o nível, se adaptar bem às condições e até liderar o 3º set com quebra de saque de vantagem. Porém, João foi buscar uma ótima virada na parcial pra vencer por 6/2 1/6 e 6/3.

Agora, na segunda rodada, o brasileiro terá pela frente outro britânico, mas provavelmente mais difícil, já que enfrenta Jack Draper, cabeça de chave número 13 do torneio.

Quem joga a segunda rodada nesta sexta-feira é Thiao Wild, que passou pelo francês Alexandre Muller na estreia. O brasileiro terá pela frente o grego Stefanos Tsitsipas, por volta das 19h30min, no horário de Brasília.

Os dois já se enfrentaram uma vez, no ATP da Antuérpia do ano passado, com vitória do grego em três sets.

Foto: Peter Staples

João Lucas Reis, Wilson Leite e Boscardin furam o quali do Challenger de Cordoba

Três brasileiros passaram pelo quali e garantiram vaga na chave principal do Challenger de Cordoba, na Argentina, que é disputado no saibro.

Pedro Boscardin garantiu sua vaga ao bater o suíço Kilian Feldbausch, em três sets, com parciais de 6/4 3/6 e 6/4.

Quem também garantiu sua vaga foi João Lucas Reis, que vencia o argentino Alex Barrena por 6/1 e 1/0, quando o adversário abandonou a partida.

Wilson Leite também saiu com a vitória na rodada final ao superar o Luciano Emanuel Ambrogi por duplo 6/3.

Foto: Divulgação/Fotojump

Sebastian Baez faz história e se torna o primeiro bicampeão de simples do Rio Open

O argentino Sebastian Baez marcou seu nome na história do Rio Open, apresentado pela Claro, ao se tornar neste domingo o primeiro tenista a conquistar o maior torneio da América do Sul duas vezes na chave de simples, superando na decisão o francês Alexandre Muller na Quadra Guga Kuerten lotada.

Cabeça de chave número 5 do ATP 500 carioca, Baez teve atuação impecável na final contra Muller e garantiu pelo segundo ano seguido o troféu desenvolvido por Antonio Bernardo ao fechar o jogo por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/3, em 1h26.

O tenista de 24 anos chegou ao sexto título da carreira. Além dos dois troféus do Rio Open, os maiores da carreira, Baez também conquistou os ATPs de Cordoba, Kitzbuhel e Winston-Salem em 2023, além de Santiago em 2024.

Após a vitória sobre Muller, Baez pediu aplausos para seu técnico Sebastian Gutierrez, o Guti, que prometeu tatuar o Cristo antes do bicampeonato. Ainda na quadra, ele declarou seu amor ao Rio de Janeiro.

Na entrevista coletiva, o tenista revelou que tinha dúvidas sobre jogar no Rio de Janeiro devido ao momento que vinha passando de resultados abaixo do esperado. O treinador foi quem o convenceu e o ajudou a tomar a decisão que culminou no segundo título de ATP 500 da carreira.

“A sensação é muito boa. Muito feliz, orgulhoso também de como foi a semana, como eu me saí também no jogo de hoje, sempre jogar uma final é muito lindo, mas às vezes é diferente, então estou muito feliz”, disse Baez.

“Eu não estava seguro de vir aqui ao Rio pela forma como vinham os resultados e por como eu vinha me sentindo. Joguei com Thiago Wild (em Buenos Aires) na quarta-feira e no dia seguinte tinha que decidir o que faríamos. Guti me disse ‘tem que colocar no peito, bancar a decisão e seguir buscando. Tem que encarar a situação com valentia e trabalho’. Essa foi a decisão que tomamos e acho que foi uma decisão muito boa como sempre de Guti”, completou.

Em quadra, antes da premiação, técnico ressaltou o espírito de luta do primeiro bicampeão do Rio Open, além de reafirmar o compromisso de tatuar o Cristo devido ao título do pupilo.

“Seba é gigante! Ele não é tão alto, mas a capacidade de luta e o nível de jogador que tem são impressionantes e hoje se pôde ver. Estou muito feliz por ele. Prometi que se chegasse na semi, eu iria tatuar, agora a tatuagem vai ser um pouco maior”, disse Guti.

Baez recebeu o troféu de campeão das mãos de um ídolo do tênis argentino e referência mundial do esporte, o ex-número 3 do mundo Juan Martin Del Potro.

“Foi obviamente especial, mais do que nada, pela relação que tem o Juan Martin com Guti, que obviamente recai um pouco em mim também por poder dividir os treinamentos, os momentos e as conversas. Sem dúvida alguma foi um momento especial e fechar a semana desta maneira é uma boa foto para marcar”, afirmou o campeão.

Vice-campeão no Rio Open depois de vitórias expressivas sobre João Fonseca e Francisco Cerundolo, antes de passar por Francisco Comesaña na semifinal, Alexandre Muller deixa o maior torneio da América do Sul com o melhor ranking da carreira, entrando pela primeira vez no top 50.

Depois de ser superado na final, ele ressaltou o nível de tênis jogado por Baez e lamentou não ter conseguido jogar melhor fisicamente, embora tenha dado o melhor em quadra na partida contra o argentino.

“Foi uma grande semana, mas hoje não foi o suficiente para vencer Sebastian. Ele estava jogando muito bem, com alta intensidade, fisicamente eu não estava o meu melhor. Eu dei o melhor de mim hoje e parabenizo ele. Fiz o meu melhor, mas não foi o suficiente”, disse Muller.

“Ele estava superior a mim fisicamente, foi difícil para mim, tive uma batalha ontem contra o Comesaña. Hoje eu tive um pouco de dificuldade, tentei ser agressivo, mas toda hora ele jogava muito fundo e defendia muito bem, foi duro para mim tentar movimentá-lo, acho que ele jogou muito bem hoje”, completou.

Cerimônia de encerramento teve revelação brasileira do tênis feminino

Antes da partida entre Baez e Muller, a Quadra Guga Kuerten recebeu a cerimônia oficial de encerramento do maior torneio da América do Sul, que teve a presença da atriz e cantora Julia Mestre na execução do Hino Nacional. Além dela, a jovem revelação do tênis feminino brasileiro Victoria Barros foi a responsável pelo sorteio da moeda para a decisão do saque inicial.

Foto: Divulgação/Fotojump

Baez tenta o bicampeonato contra Muller na final de simples do Rio Open neste domingo

O argentino Sebastian Baez disputa pelo segundo ano seguido o título do Rio Open, apresentado pela Claro, neste domingo, às 17h30, diante do francês Alexandre Muller, que tenta seu levantar seu primeiro troféu de ATP 500 no saibro do Jockey Club Brasileiro, na Quadra Guga Kuerten.

Vencedor em 2024, Baez tem a possibilidade de ser o primeiro bicampeão de simples da história do maior torneio da América do Sul e repete os feitos de Diego Schwartzman e Carlos Alcaraz, que foram os únicos campeões a chegarem a uma final, mas tenta um final diferente deles, que foram derrotados.

Baez vence duelo argentino para repetir final no Rio Open

Baez atingiu neste sábado a sua nona vitória consecutiva no torneio, considerando as campanhas de 2024 e 2025, ao vencer neste sábado o também argentino Camilo Ugo Carabelli por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/1 e 6/1.

Ele disputará sua nona final da carreira no circuito ATP, em busca do sétimo título. Além do Rio Open de 2024, ele tem os troféus de Estoril em 2022, Winston-Salem, Kitzbuhel e Córdoba em 2023, e ainda de Santiago em 2024.

“Feliz e orgulhoso por todo o trabalho e mais do que nada pela semana que vem sendo, não apenas essa, a verdade é que eu estou me sentindo em evolução. Eu vinha de um final de ano bastante complicado e poder retomar a confiança, e aqui em um lugar tão especial, a verdade é que é algo muito lindo, que estou desfrutando muito”, disse Baez

O argentino lembra que tem resultados muito bons no Brasil e ressalta o sentimento de jogar em casa no país e, em especial, no Rio de Janeiro, onde vem não apenas para jogar o ATP 500, mas também para treinar muitas vezes.

“O Brasil é especial para mim, sempre tive bons resultados aqui em Futures, Challengers e em ATP também. Me sinto muito confortável. Além de ter vindo para torneios, também vim treinar aqui, então é um lugar onde me sinto muito confortável. As pessoas também, mesmo não sendo brasileiro, me fazem me sentir muito bem também, é uma sensação muito boa a hora de sair da quadra central que me encanta como é a quadra, o estádio, tudo, e me traz sempre boas lembranças”, diz o argentino.

Francês evita final argentina e busca segundo ATP da carreira

Do outro lado da quadra estará um francês que se especializou em vencer partidas contra argentinos. Em jogos do circuito profissional em todos os níveis, Alexandre Muller venceu 15 e perdeu apenas uma contra tenistas da Argentina. Uma das vitórias foi na noite deste sábado, contra Francisco Comesaña, com parciais de 7/5, 6/7(3) e 6/3.

Após o jogo, Muller brincou com o retrospecto favorável diante de argentinos e citou uma possível vingança pela derrota da seleção francesa para a Argentina na final da última Copa do Mundo de futebol, no Qatar, em 2022.

“Não sei. Eu fiquei triste com a final da Copa do Mundo, então precisei mudar algo por todo o povo francês que ficou triste depois da final”, disse o francês, vestido com um boné do Flamengo que ganhou de uma criança no Jockey Club Brasileiro.

Muller tenta o segundo título da carreira e conquistou o primeiro na temporada atual, em Hong Kong. Ele já vai atingir o melhor ranking da carreira com a campanha no Rio Open e vem confiante por vitórias expressivas na última temporada contra adversários como Andrey Rublev, Arthur Fils e Felix Auger-Aliassime.

“Vai ser diferente porque é o primeiro ATP 500, os dois antes eram ATP 250, então estou muito feliz com a semana que estou tendo aqui no Rio e ansioso para a final amanhã. Contra Baez será um jogo bem físico, que vou ter que ter muita confiança. Vai ser um jogo complicado e quero tentar aproveitar essa chance da melhor maneira para terminar bem a semana”, disse Muller.

“Para mim é uma semana incrível no Rio, o torneio é fantástico. Todo mundo foi super legal comigo, eu gostei do Rio”, completou o francês que lamentou pelo torneio após ter vencido João Fonseca na primeira rodada.

PROGRAMAÇÃO DE DOMINGO

Quadra Guga Kuerten – a partir das 17:30
Final – Alexandre Muller (FRA) vs [5] Sebastian Baez (ARG)

Foto: Divulgação/Fotojump

Marcelo Melo e Rafael Matos conquistam o título de duplas do Rio Open

O Rio Open, apresentado pela Claro, tem pelo segundo ano seguido o título de duplas conquistado por brasileiros, mas desta vez de forma especial, com uma parceria formada apenas por tenistas do país, com Marcelo Melo e Rafael Matos, os dois melhores duplistas do país na atualidade.

Matos conquistou o maior torneio de América do Sul pelo segundo ano consecutivo, enquanto Melo enfim chegou ao primeiro título no Rio depois de duas vezes chegando à final, mas sem a taça. Desta vez, aos 41 anos, o ex-número 1 do mundo levantou o troféu no Jockey Club Brasileiro e se emocionou muito após a partida contra os espanhóis Pedro Martinez e Jaume Munar por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 7/5, em 1h37.

“Faz mais ou menos 18 anos que eu jogo duplas. Eu fui número 1 do mundo, ganhei Roland Garros, Wimbledon, mas igual isso aqui não tem jeito. A gente escuta muita coisa, espero que não pareça, mas eu tenho 41, é um título que todo mundo ao meu redor sabia o quanto eu queria ganhar. Fui muito esperto de ter escolhido o Rafa para mostrar o caminho das pedras”, disse Melo.

“Realmente muito especial pra mim, eu tive inúmeras conquistas, mas era um título que eu realmente gostaria de vencer, o Rio Open. Todo ano a gente vem aqui e tenta programar para que aconteça. Eu sempre acreditei que seria possível, era minha terceira final já, estava passando da hora de conquistar o título que para mim é com certeza um dos mais importantes”, completou.

A conquista na Cidade Maravilhosa depois de uma final em Buenos Aires coloca a dupla brasileira como a sexta melhor da temporada na corrida para o ATP Finals, que reúne as oito melhores parcerias no fim do ano em Turim, na Itália.

Marcelo Melo se torna o maior campeão de duplas em atividade

O troféu do ATP 500 carioca foi o 39º da carreira de Marcelo Melo em 77 finais disputadas. Com o título, ele se igualou ao croata Mate Pavic como o maior campeão de duplas em atividade na ATP. O tenista não pretende parar por aí, ressalta que pretende seguir jogando e com planos para chegar nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.

“Falaram que eu deveria ter parado, só quem me conhece o tanto que eu invisto e me dedico ao tênis. Agradeço meus amigos que vieram de Belo Horizonte, todo mundo merece, o Daniel meu treinador, o Chris, que é meu preparador físico e permite que eu tenha condições de jogar, a gente merece muito isso. Meu obrigado especial mesmo é pro Rafa por ter acreditado em mim independente de tudo que eu fiz, da minha idade”, disse Melo.

“Quem mais me incentiva a chegar em Los Angeles é o Rafa. Vou continuar ainda, nem penso em parar por agora, se der vou ficar muito feliz, vai ser minha quinta Olimpíada”, completou.

Rafael Matos entra no hall dos maiores campeões do Rio Open

Matos é o primeiro tenista que consegue defender o título nas duplas do Rio Open. Em 2024, ele venceu ao lado do colombiano Nicolas Barrientos. Com a conquista ao lado de Marcelo Melo, o brasileiro se iguala aos colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, além do argentino Maximo Gonzalez entre os maiores campeões da história do torneio.

“Foi ainda mais especial esse ano. O Marcelo é um cara inspirador dentro e fora da quadra, ter essa dupla 100% brasileira representando o país no Rio Open, maior torneio que a gente tem, é difícil de explicar o sentimento. Muito feliz de ter conquistado o título do lado dele aqui no Rio. Difícil colocar em palavras, mas é um sentimento muito forte, a quadra estava incrível hoje, lotada, o pessoal ficou até tarde para apoiar, uma energia incrível”, disse Matos.

O agora bicampeão também analisou o jogo do título e o momento difícil que foi o erro de Marcelo no voleio quando a dupla tinha o match point, e como eles conseguiram ficar firmes na partida.

“Depois daquele voleio a gente teve que colocar a cabeça no lugar, estava 5 a 5 e o jogo continua. A gente fez muito bem isso, foi bem importante ter mantido a cabeça fria depois de uma oportunidade daquela e deu certo no fim”, concluiu.

João Fonseca é pé quente na torcida pelos brasileiros na final

Depois de acompanhar a semifinal de duplas na sexta-feira, na Quadra 1, o fenômeno carioca João Fonseca mais uma vez foi à Quadra Guga Kuerten para apoiar Marcelo Melo e Rafael Matos na decisão contra os espanhóis Pedro Martínez e Jaume Munar.

Cerimônia de encerramento e final de simples acontecem neste domingo

Neste domingo acontece a final de simples do Rio Open, com o francês Alexandre Muller enfrentando o argentino Sebastian Baez, atual campeão do torneio ATP 500 carioca, a partir das 17h. Antes da partida, haverá a cerimônia oficial de encerramento do maior torneio da América do Sul.

A promessa do tênis brasileiro Victoria Barros, de 15 anos, entrará na Quadra Guga Kuerten com o troféu do campeão e a artista Julia Mestre vai cantar o hino nacional brasileiro. Antes da cerimônia, às 16h45, o artista Rodrigo Sha fará um show também no estádio do Rio Open.

Foto: Divulgação/Fotojump

Zverev supera tie-breaks e vai às quartas do Rio Open; Monteiro perde batalha

Alexander Zverev se garantiu nas quartas de final do Rio Open, apresentado pela Claro, em uma jornada cheia de jogos equilibrados e uma série de tie-breaks na Quadra Guga Kuerten. Ao todo, foram sete sets decididos apenas no game de desempate e mais de nove horas de tênis apenas considerando a quadra principal do saibro carioca.

Já o brasileiro Thiago Monteiro se despediu do maior torneio da América do Sul ao perder de virada uma batalha para o taiwanês Chun-Hsin Tseng, que pela primeira vez atinge as quartas de final de um ATP 500.

Zverev supera dois tie-breaks para se garantir nas quartas

Zverev venceu mais um jogo equilibrado na noite desta quarta-feira, diante do cazaque Alexander Shevchenko, por 2 sets a 0, com parciais de 7/6(1) e 7/6(6).

Assim como na primeira rodada, o número 2 do mundo começou o jogo quebrando o saque do adversário, mas não conseguiu manter a vantagem e fez dois sets parelhos, vencendo ambos apenas no tie-break, depois de 2h28 de jogo. Ele destacou que ficou satisfeito por ver evolução em relação à semana anterior e a busca pelo ritmo jogando no saibro.

“Você olha minha história nas quadras de saibro, eu sempre começo a jogar bem depois de duas, três ou quatro semanas. Eu nunca joguei bem logo nas primeiras duas semanas no saibro. Então estou feliz com o meu nível. Feliz com o nível de hoje, em Buenos Aires eu não estava jogando bem e estou me sentindo melhor. Sinto que estou encontrando meu nível cada vez mais”, disse o alemão.

Nas quartas de final, Zverev vai enfrentar o argentino Francisco Comesaña, que eliminou o chileno Nicolas Jarry, cabeça de chave número 6, no primeiro jogo com três tie-breaks da história da chave de simples do Rio Open, com parciais de 7/6(4), 6/7(1) e 7/6(6), em 3h21.

“Ele é jovem, está vindo bem, crescendo e jogando um bom tênis. Eu vi o jogo dele hoje e achei que o nível dele foi muito alto. Estou esperando ansiosamente para enfrentá-lo pela primeira vez”, completou.

Monteiro perde nos detalhes e Tseng avança para encarar Baez

No último jogo da noite de quinta-feira, Thiago Monteiro venceu o primeiro set e chegou a estar a dois pontos da vitória diante de Chun-Hsin Tseng, mas o taiwanês se manteve no jogo e conseguiu seguir no torneio ao derrotar o tenista brasileiro com parciais de 6/7(4), 6/3 e 7/6(4), em 3h20.

Monteiro falou após o jogo sobre a perda do jogo nos detalhes e reconheceu a atuação melhor de Tseng para sair vencedor na Quadra Guga Kuerten.

“Jogo muito duro, longo também, eu já esperava um jogo duro, ele vem em uma fase muito boa, é um jogador rápido também. Eu não joguei meu melhor tênis, não conseguia gerar muita potência com as bolas. No final do terceiro set eu tive chances para fechar no 6/5, não consegui, ele aproveitou bem, foi completamente mérito dele”, analisou o brasileiro.

Tseng, que veio do Qualifying, será o adversário do atual campeão Sebastian Baez nas quartas de final. O argentino segue na briga pelo inédito bicampeonato depois de vencer o compatriota compatriota Mariano Navone na reedição da final do ano passado, em mais um jogo definido apenas no terceiro set, com parciais de 6/4, 1/6 e 6/3.

Cássio Motta é homenageado pelo Rio Open na Quadra Guga Kuerten

Cássio Motta foi homenageado pelo Rio Open antes do último jogo desta quarta-feira na Quadra Guga Kuerten, pelos feitos de sua carreira e o legado para o tênis brasileiro.

Participaram da homenagem, em vídeo, seu ex-técnico Paulo Cleto, Carlos Kirmayr, com quem foi top 10 como parceiro de duplas, além de Luiz Mattar e Jaime Oncins, companheiros de Copa Davis, e Cláudia Monteiro, com quem foi vice de duplas mistas de Roland Garros em 1982.

Ele recebeu uma placa de homenagem das mãos de Ricardo Acioly, o Pardal, diretor de Relações do Rio Open.

“Agradeço ao Rio Open, estou impressionado com o tamanho do evento. Eu só tenho a agradecer ao tênis que me trouxe onde eu estou, eu sou uma pessoa melhor dentro e fora da quadra graças a todas as experiências que eu tive na minha vida. É um prazer estar aqui, obrigado a todos, aos meus amigos e parceiros que falaram, meus amigos dentro e fora da quadra”, disse Motta.

Resultados – Oitavas de final de simples

Francisco Comesana (ARG) v. [6] Nicolas Jarry (CHI) – 7/6(4) 6/7(1) 7/6(6)
[1] Alexander Zverev (GER) v. Alexander Shevchenko (KAZ) – 7/6(1) 7/6(6)
[Q] Chun-Hsin Tseng (TPE) v. [WC] Thiago Monteiro (BRA) – 6/7(4) 6/3 7/6(4)
[5] Sebastian Baez (ARG) v. Mariano Navone (ARG) – 6/4 1/6 6/3

Duplas – Primeira rodada

Rafael Matos (BRA)/Marcelo Melo (BRA) v. [4] Austin Krajicek (USA)/Rajeev Ram (USA) – 5/7 7/6(5) 10-4
Pedro Martinez (ESP)/Jaume Munar (ESP) v. Roberto Carballes Baena (ESP)/Alexandre Muller (FRA) – 6/3 6/4

Duplas – Quartas de final

[1] Maximo Gonzalez (ARG)/Andres Molteni (ARG) d [WC] Marcelo Demoliner (BRA)/Fernando Romboli (BRA) – 7/5 7/6(0)
Luciano Darderi (ITA)/Mariano Navone (ARG) d [WC] Orlando Luz (BRA)/Felipe Meligeni Alves (BRA) – 3/6 7/5 10-6


PROGRAMAÇÃO DE QUINTA-FEIRA – 20 de fevereiro

Quadra Guga Kuerten – a partir de 16:30
Jaume Munar (ESP) vs [LL] Jaime Faria (POR)

Não antes de 19:00
[4] Francisco Cerundolo (ARG) vs Luciano Darderi (ITA)
Alexandre Muller (FRA) vs [8] Tomas Martin Etcheverry (ARG)


Quadra 1 – a partir de 17:00
[LL] Camilo Ugo Carabelli (ARG) vs Damir Dzumhur (BIH)

Não antes de 18:30
[Q] Francisco Cabral (POR) / Jean-Julien Rojer (NED) vs Rafael Matos (BRA) / Marcelo Melo (BRA)

A seguir
após descanso – [3] Sadio Doumbia (FRA) / Fabien Reboul (FRA) vs Pedro Martinez (ESP) / Jaume Munar (ESP)


Quadra 2 – a partir de 16:30

Wheelchair Tennis Elite Singles – [3] Dani Caverzaschi (ESP) vs [1] Martin De La Puente (ESP)

A seguir
Wheelchair Tennis Elite Singles – [4] Daniel Rodrigues (BRA) vs [2] Gustavo Fernandez (ARG)

Foto: Divulgação/Fotojump