Ainda com dores, Djokovic enfrenta Dimitrov buscando vaga nas oitavas do Australian Open. Murray volta e encara Bautista-Agut

Continua nesta sexta-feira os jogos que definirão os confrontos das oitavas de final do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Abrindo a rodada noturna da Rod Laver Arena, a grande expectativa é para a condição física de Novak Djokovic, que vem sentindo uma lesão há alguns dias. Mesmo assim, ele tem o favoritismo diante do búlgaro Grigor Dimitrov.

No mesmo local, um pouco mais cedo, o destaque é para o tenista da casa Alex De Minaur, que joga contra o surpreendente francês Benjamin Bonzi, enquanto o russo Andrey Rublev, cabeça de chave número 5, é outro grande favorito contra o britânico Daniel Evans, em partida que será disputada na Margaret Court Arena.

Em confronto entre jovens muito talentosos, o dinamarquês Holger Rune, que está se destacando cada vez mais no circuito, enfrenta o francês Ugo Humbert na John Cain Arena.

Porém, por mais que não seja disputado na principal quadra do complexo, o jogo que chama mais atenção no dia é mesmo o de Andy Murray, que em de uma vitória histórica diante de Thanasi Kokkinais.

O britânico, que ficou em quadra até às 4h da manhã de ontem em Melbourne, encara o espanhol Roberto Bautista-Agut, no penúltimo jogo da programação da Margaret Court.

Foto: Twitter/Australian Open

Korda surpreende e vence Medvedev em sets diretos. Sinner vira sobre Fucsovics e Tsitsipas confirma o favoritismo em Melbourne

O 5º dia de jogos jogo do Australian Open começou até com alguns sustos, mas nenhuma grande surpresa na chave masculina do primeiro Grand Slam da temporada. Porém, isso não durou o dia inteiro.

No começo da programação, o resultado mais inesperado, apesar de não ter sido uma grande zebra, foi a eliminação do britânico Cameron Norrie pelo tcheco Jiri Lehecka, em jogo de cinco sets. Norrie, que em breve vai jogar o Rio Open, era o cabeça de chave número 11 do torneio.

O italiano Jannik Sinner se surpreendeu quando viu o húngaro Marton Fucsovics abrir dosi sets de vantagem, mas teve forças e paciência pra buscar a virada, inclusive fechando a partida com um pneu no 5º set.

Agora, seu adversário será Stefanos Tsitsipas, em bom jogo valendo uma aga nas quartas de final. O grego até teve algum trabalho, mas conseguiu superar o holandês Tallon Griekspoor em sets diretos.

O canadense Felix Auger-Aliassime chegou a ceder um set diante do argentino Francisco Cerundolo, mas conseguiu confirmar o favoritismo com uma vitória em quatro sets.

Enquanto isso, o norte-americano Mackenzie McDonald não conseguiu manter o embalo depois de bater Rafael Nadal e foi superado pelo japonês Yoshihito Nishioka, que anotou 3×0, placar mais tranqüilo que o esperado, apesar do tiebreak no primeiro set.

Em jogo de cinco sets, o polonês Hurbert Hurkacz levou a melhor sobre o canadense Denis Shapovalov, enquanto o russo Karen Khachanov venceu o norte-americano Frances Tiafoe por 3×1.

Foi no último jogo do dia que a maior surpresa aconteceu. O norte-americano Sebastian Korda começou muito bem, abrindo 4/1 diante de Daniil Medvedev, mas viu o russo ter grande reação e levar para o tiebreak. Korda segurou e abriu vantagem.

Depois, continuou jogando um grande tênis, paciente e agressivo e só deu chance já no final do 3º set, quando viu Medvedev sair novamente de quebra abaixo para levar ao tiebreak. Mesmo assim, Korda confirmou o grande triunfo e a vaga garantida nas oitavas de final.

Foto: Twitter/Australian Open

Em dia de surpresas, Ruud, Fritz e Zverev são eliminados na 2ª rodada do Australian Open

O 4º dia de jogos do Australian Open contou com algumas surpresas na chave masculina do primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro, em Melbourne.

Começando pelo número 3 do mundo e cabeça de chave número 2, Casper Rudd, que enfrentou o talentoso e agressivo norte-americano Jenson Brooksby, que levou a melhor em jogo decidido em quatro sets, com parciais de 6/3 7/5 6/7(4) e 6/2, garantindo sua vaga na terceira rodada.

Quem também não confirmou o favoritismo foi o norte-americano Taylor Fritz, oitavo favorito da chave, que perdeu um grande jogo contra o tenista da casa Alexei Popyrin, que precisou de cinco sets pra confirmar sua vitória e se emocionar muito em seguida.

Outro favorito, mas que está longe da sua melhor forma física e técnica é Alexander Zverev, que já havia passado sufoco na estreia. Agora, não resistiu ao lucky-loser norte-americano Michal Mmoh, que venceu por 3×1.

E ainda teve o espanhol Pablo Carreno Busta, que abriu dois sets de vantagem e depois levou a virada do francês Benjamin Bonzi.

Já na noite de Melbourne, manhã no horário de Brasília, Novak Djokovic confirmou seu favoritismo e sua vaga na terceira rodada ao bater o francês Enzo Couacaud, que chegou a tirar um set do sérvio.

Foto: Twitter/Australian Open

Bia estreia no Australian Open com melhor ranking da carreira

Beatriz Haddad Maia está nos momentos finais de sua preparação para a estreia no Australian Open. Disputando o primeiro Grand Slam do ano, a brasileira é a atual 14a colocada no ranking mundial, a sua melhor posição na classificação da WTA, é cabeça de chave 14 da competição e enfrentará a espanhola Nuria Parrizas Diaz, número 77 do mundo, na madrugada desta terça-feira.

Bia estreia com melhor ranking da carreira – Fotojump



“É sempre muito especial estar em um Grand Slam, mas conduzo todas as semanas do meu ano com o mesma entrega e profissionalismo. Darei o meu melhor”, disse Bia, que disputa a sua quarta chave principal no Grand Slam australiano.

“Tenho objetivos claros para 2023. Fiz uma pré-temporada dura, me entreguei, plantei coisas boas… agora preciso ser corajosa nas horas importantes para executar o que treinei. Tenho treinado muito bem aqui na Australia, fiz bons jogos, mas quero ir além”, finalizou.

Bia também disputará a chave de duplas feminina. A brasileira e a sua parceira, a chinesa Shuai Zhang, são as cabeças de chave 7 e pegam Leylah Fernandez e Bethanie Mattek-Sands na estreia.

Monteiro e Pigossi estreiam na madrugada de 2ª feira em Melbourne

Thiago Monteiro e Laura Pigossi estreiam na madrugada de segunda-feira, no horário de Brasília, no Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

O brasileiro terá pela frente o francês Constant Lestienne, número 65 do ranking da ATP. Os dois já se enfrentaram uma vez, no saibro do Challenger de Heilbronn, em 2019, quando Monteiro venceu em sets diretos.

Essa será a 5ª participação do brasileiro na chave principal do Australian Open e sua melhor campanha até o momento foi chegar segunda rodada, em 2021.

Quem também joga no 1º dia do Australian Open é Laura Pigossi, que foi superada na última rodada do qualifying. Porém, com algumas desistências, ela garantiu um lugar na chave e enfrenta a norte-americana Caty McNally, número 95 do ranking da WTA, em confronto que será inédito.

Foto: Luiz Candido/CBT

Australian Open começa com Nadal em quadra, em busca da defesa do título. Medvedev e Tsitsipas também jogam

O espanhol Rafael Nadal terá uma grande missão a partir da madrugada desta segunda-feira, no horário de Brasília: começar a defender o título do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

E sua estreia, que será na Rod Laver Arena, promete não ser nada fácil, diante do jovem e promissor britanico Jack Draper, número 40 do mundo. Será o primeiro jogo entre eles.

Outros bons jogos também fazem parte da programação do primeiro dia do torneio, como a estreia do italiano Jannik Sinner diante do britanico Kyle Edmund, na John Cain Arena, mesmo local do confronto canadense entre Felix Auger-Aliassime e Vasek Pospisil.

Vice-campeão do ano passado, o russo Dannil Medvedev também joga na principal quadra do torneio, enfrentando o norte-americano Marcos Giron, enquanto o grego Stefanos Ttsitsipas terá pela frente o frances Quentin Halys.

Para conferir a programação completa, clique aqui

Foto: Peter Staples/ATP

Pigossi e Felipe Meligeni jogam no 1º dia do quali do Australian Open

Começa na noite deste domingo, no horário de Brasília, o qualifying do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

E o Brasil terá quatro representantes, sendo dois na chave masculina e duas na feminina.

No primeiro dia, dois tenistas nacionais entram em quadra. Por volta das 20h, Laura Pigossi, que é a cabeça de chave número 14, terá pela frente a belga Magali Kempen. Será o primeiro jogo entre elas.

Um pouco mais tarde, por volta das 23h, Felipe Meligeni enfrenta o austríaco Sebastian Ofner, número 193 do mundo, em confronto que será inédito.

Os outros dois brasileiros, Carolina Meligeni e Matheus Pucinelli, entram em quadra no segundo dia do quali.

Foto: Copa Colsanitas 2022

Nadal consegue virada incrível sobre Medvedev e conquista seu 21º título de Grand Slam

Rafael Nadal fez o que poucos esperavam. Essa frase pode ser dita sobre vários momentos da carreira do espanhol, mas neste domingo ganhou um novo capítulo no Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Na grande final diante do então favorito Daniil Medvedev, Nadal viu seu adversário dominar o começo do jogo. Depois, teve chance de reagir e chegou a sacar pra fechar o 2º set, mas o russo foi melhor nos momentos decisivos e abriu vantagem.

Depois disso, poucas pessoas, provavelmente bem poucas acreditavam que o jogo poderia ter algum encaminhamento que não fosse o segundo título de Grand Slam de Medvedev.

Nadal parecia exausto. Parecia. Ponto a ponto, foi buscar. Saiu de situações complicadas no terceiro set. Salvou break points e jogou bem nos momentos decisivos. Levou a parcial e viu Medvedev oscilar fisicamente, tecnicamente e mentalmente.

Como de costume nos momentos em que encontra dificuldade, reclamou. Da torcida, do juiz, de tudo. Dali em diante, não foi mais o mesmo jogador dos dois primeiros sets.

O espanhol parecia jogar com toda sua experiência. Abriu vantagem no 4º set e economizou energia nos games de devolução. Levou pro 5º. E aí, mais uma vez, foi dominante. No 5º games, conseguiu a quebra decisiva e foi rumo ao título. Ou melhor, ao 21º título de Grand Slam da carreira. No final ainda viu o russo devolver a quebra de saque no 5/4, mas foi buscar mais uma quebra pra fechar em seguida. Em mais de cinco horas de jogo, anotou 2/6 6/7(5) 6/4 6/4 e 7/5.

Melbourne era o único local com “apenas” um título de Grand Slam do espanhol. Não é mais. Nadal, Federer e Djokovic estavam empatados em títulos de Grand Slam. Não estão mais.

Depois das lesões de 2021, da Covid 19, de tudo, Rafael Nadal fez, mais uma vez, o que poucos esperavam. Rafael Nadal é o campeão do Australian Open 2022.

Foto: Twitter Australian Open

Beatriz Haddad Maia e Danilina são vice-campeãs do Australian Open

Beatriz Haddad Maia e Anna Danilina são as vice-campeãs do Australian Open 2022. Disputando a chave de duplas femininas, Bia e Danilina deram trabalho para as líderes do ranking, mas foram superadas por Barbora Krejcikova e Katerina Siniakova por 6/7(3) 6/4 6/4 e 2h42 de partida. O resultado marcou Bia como a terceira brasileira a disputar uma final de Grand Slam em toda história e a primeira desde 1982.

“Hoje foi um jogo muito duro. As meninas são muito boas, mas acho que fiz um primeiro set impecável. Estava realmente bem em quadra e, por muitos momentos, me senti a melhor. E aí depois baixei meu nível. Parei de me mexer na rede e tudo mais. E quando você está jogando contra as melhores do mundo, você tem que apresentar o seu melhor tênis, e não se encolher. Estar numa quadra grande e contra as melhores do mundo é o momento de chamar o jogo, e hoje eu não senti que fiz isso. Mas mesmo assim eu lutei”, disse a brasileira.

Bia e Danilina conquistaram o título no WTA 500 de Sydney antes de ir para a Austrália. Ao todo, a paulistana é dona três títulos nas duplas, também tendo sido campeã em duas oportunidades no WTA 250 de Bogotá. Somando nove vitórias e apenas uma derrota em três semanas de torneios, Bia revelou que o aprendizado vai ser essencial para a continuação da temporada.

 “Muito feliz mesmo com o que a gente fez nessas três semanas. Pessoalmente, foi uma conquista e um aprendizado muito grande. Pude enfrentar eu mesma, me senti pressionada na maioria dos jogos e isso me fez sacar e devolver em muitos momentos de pressão. Aprendi que não criar expectativa é algo muito importante também. Eu e a Anna vivemos cada momento, cada game e cada ponto. Tenho certeza que foi uma entrega muito grande dos dois lados.”

Após passar por muitos contratempos na carreira, a brasileira está contente com os frutos que vem recolhendo, mas já mirando por mais. “Foi muito duro para mim. Voltei de quatro cirurgias, depois voltei de um ano e três meses parada pelo doping, e aí quando voltei descobri um tumor no dedo após ganhar quatro torneios. Depois passei cinco meses direto fora de casa lutando. Um ano atrás eu estava jogando qualifying de 25 mil na África do Sul e hoje eu estive na Rod Laver jogando contra as número 1 do mundo. Por isso dediquei o título ao meu treinador Rafael Paciaoroni que esteve comigo em todos esses momentos. Nível de tênis eu sei que tenho e apresentei ele nessas semanas, mas tenho que melhorar muita coisa durante este ano”, finalizou a paulistana, lembrando o caminho e a evolução apresentada no último ano.Beatriz Haddad Maia deve voltar para São Paulo e definir o seu calendário das próximas semanas. A brasileira pretende continuará focada na simples em que é a atual 83 do ranking e quando houver oportunidade tentará jogar duplas com Danilina.

Foto: Divulgação

Nadal e Medvedev decidem o título do Australian Open neste domingo

Depois da saída de Novak Djokovic da chave masculina do Australian Open, Daniil Medvedev acabou assumindo o status de principal favorito ao título do primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Favoritismo esse que foi confirmado com a campanha do russo ao longo dos jogos, inclusive com a vitória sobre o grego Stefanos Tsitsipas na semifinal, por 3×1, em partida tensa, com reclamações dos dois lados, especialmente pelas supostas instruções dadas ao grego durante a partida, o que é proibido pela regra.

Do outro lado da chave, alguns favoritos apareceram, como o alemão Alexander Zverev, mas foi Rafael Nadal que aproveitou melhor a chance e, jogo a jogo, foi construindo sua trajetória até chegar à mais uma final de Grand Slam, que pode ser histórico. Se vencer, conquistará seu 21º título de um dos quatro maiores torneios da temporada, o que significaria ficar isolado no número de conquistas de torneios deste nível, ultrapassando Roger Federer e o próprio Djokovic, que neste momento estão empatados com o espanhol, com 20.

Na semifinal, Nadal impôs sua estratégia sobre o italiano Matteo Berrettini, que teve dificuldade pra fugir do backhand, muito mais errático que sua direita. O espanhol abriu vantagem, viu o adversário ensaiar uma reação, mas fechou a porta e a vitória com 3×1.

A final, marcada para às 05h30min deste domingo, no horário de Brasília, terá Nadal e Medvedev buscando feitos. O espanhol, além do 21º Slam, quer o seu segundo em Melbourne, já que o Australian Open é o único Slam vencido “apenas” uma vez por ele. O russo, que venceu apenas um dos quatro confrontos anteriores entre eles, quer logo o seu segundo título deste nível, depois do US Open do ano passado.

Foto: Twitter Australian Open