Memórias do bicampeonato: Guga passa por amigo Lapentti pra ir às quartas de Roland Garros

O confronto que decidira a vaga nas quartas-de-final, que Guga havia atingido também no ano passado, seria entre dois grandes amigos.

Guga e o equatoriano Nicolas Lapentti se conhecem desde os tempos de juvenil e, juntos, foram campeões de Roland Garros de duplas júnior em 94. No circuito profissional, andam juntos, são parceiros de duplas e já haviam se enfrentado várias vezes, com mais vitórias de Guga.

Como o catarinense já havia dito, uma partida com um amigo sempre é diferente, e quem esteve na quadra central de Roland Garros pôde notar isso. Mas Guga foi mais forte psicologicamente, não se atrapalhou com o fato de estar encarando Lapentti e venceu por 6/4 6/3 7/6(4).

Estava novamente nas quartas-de-final de um torneio do Grand Slam. “A nossa amizade mexeu um pouco com o jogo, mas acho que levei vantagem porque cheguei com mais confiança, o que acabou determinando o resultado do jogo.” explicou Guga.

 

Memória: Em 2000, Guga perdeu seu 1º set na campanha do bicampeonato em Roland Garros, mas venceu Chang pra ir às 8ªs de final

GUGA SUPERA CHANG E ESTÁ NAS OITAVAS-DE-FINAL EM ROLAND GARROS

Próximo adversário é Nicolas Lapentti

Gustavo “Guga” Kuerten está nas oitavas-de-final de Roland Garros. O brasileiro garantiu a vaga, nesta sexta-feira, ao superar o norte-americano Michael Chang, por 3 sets a 1, parciais de 6/3 6/7 (9) 6/1 6/4, em 2h59min de um verdadeiro espetáculo de tênis, na quadra central de Roland Garros. Na próxima rodada, no domingo, o adversário de Guga será o equatoriano Nicolas Lapentti.

O brasileiro, quinto cabeça-de-chave da competição, começou bem na partida, a primeira que jogou na quadra central reformada e recém-inauguarada, neste ano. Saiu logo quebrando o saque de Chang, campeão em Paris em 89 e no 5/3 quebrou o serviço do norte-americano novamente, com uma passada brilhante de direita. No segundo set, no entanto foi a vez de Chang quebrar o saque de Guga no primeiro game. No 2×3 Guga devolveu a quebra, mas perdeu seu serviço no 4×4. Chang sacou para o set em seguida, mas Guga conseguiu quebrá-lo e a decisão acabou indo para o tie-break. O espetáculo de dois campeões de Roland Garros continuava. Chang e Guga correram para todos os lados da quadra e mesmo tendo três set points, o norte-americano levou a melhor e empatou o jogo, com uma esquerda para fora de Guga.

Na terceira série, Guga voltou a dominar a partida. Quebrou o serviço de Chang no primeiro, terceiro e no sétimo game, fechando o set com uma curtinha de Chang que ficou na rede. No que veio a ser o último set, Guga quebrou o serviço do adversário no 2×1 e sacou para o jogo no 5×3, mas não conseguiu fechar. Em seguida, não desperdiçou mais chances e no terceiro match point selou a passagem às oitavas-de-final de Roland Garros, pela terceira vez na sua carreira, – foi campeão em 97 e quadrifinalista no ano passado – com uma esquerda de Chang que saiu fora, com a corda de sua raquete quebrada, que tantas vezes trocara durante a partida. “Um pouco de sorte sempre ajuda,” comentou Guga, na entrevista coletiva, quando perguntado sobre o último ponto.

Durante a partida, Guga marcou 18 aces, quatro duplas-faltas, teve 55% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 83% dos pontos com o primeiro saque, teve 68% de aproveitamento na rede, fez 58 erros não forçados e deu 66 winners.

“Foi um jogo duro e nós dois lutamos muito o tempo todo. Foi um grande teste para mim. Tive chance de dominar a partida e quem sabe de ter vencido em três sets. Mas, desperdicei algumas oportunidades no segundo set, saí um pouco da minha tática e tive que ser forte. Mas, voltei muito bem no terceiro e no quarto set. Acho que ganhei dele técnica e fisicamente e saí da quadra bem mais inteiro do que ele. Foi importante jogar uma partida longa, em quatro sets. Cada ponto demorava e o cara estava muito motivado. Foi um jogo que poderia ter sido uma semifinal ou final do torneio, envolveu muita luta, garra e nervosismo. Terminei a partida muito feliz,” disse Guga.

Na próxima rodada, no domingo, em horário ainda indefinido, Guga enfrentará um de seus melhores amigos no circuito, o equatoriano Nicolas Lapentti, 11º colocado no ranking mundial e 15º na Corrida dos Campeões.

Guga e Lapentti, que além de amigos são parceiros de duplas, tendo conquistado o título juvenil de Roland Garros em 94 e também o troféu do ATP Tour de Adelaide, no ano passado, já se enfrentaram oficialmente cinco vezes, com Guga vencendo três delas, inclusive a última no Masters de Hannover, no ano passado, em quadra de carpete coberta, por 6/1 6/2. “Vai ser um confronto diferente e tem tudo para ser uma partida muito disputada,” comentou o brasileiro.

Até agora, Guga, quinto colocado no ranking mundial e segundo na Corrida dos Campeões já garantiu 150 pontos no mundial e outros 30 na Corrida. Se passar por Lapentti ficará com 250 e 50, respectivamente.

Memória: Guga vencia Charpentier em sets diretos e se preparava para enfrentar Chang na 3ª rodada de Roland Garros

GUGA VENCE CHARPENTIER E JÁ ESTÁ NA TERCEIRA RODADA EM ROLAND GARROS

Brasileiro fala da nova geração do tênis e da rivalidade com Magnus Norman

Gustavo “Guga” Kuerten já está na terceira rodada do torneio de Roland Garros. Nesta quarta-feira ele derrotou o argentino Marcelo Charpentier, por 3 sets a 0, parciais de 7/6 (5) 6/2 6/2, em 1h58min de disputa e na sexta-feira, enfrentará o norte-americano Michael Chang, por uma vaga nas oitavas-de-final.

Na quadra 2 do complexo, completamente lotada de fãs brasileiros e franceses, Guga precisou de um tie-break para vencer a primeira série. Nenhum dos jogadores perdeu o seu serviço até o 5/5, quando Charpentier, 230º colocado no ranking mundial, quebrou o saque de Guga. No game seguinte, Guga devolveu a quebra e a decisão foi para o tie-break, em que Guga venceu por 7/5. Na segunda série, Guga conseguiu quebrar o saque de Charpentier no 1×1, repetiu a quebra no 3×1 e só precisou manter o seu serviço para fechar o segundo set em 6/2. Ainda mais solto e confiante no terceiro set, com lindas jogadas, lobbies e subidas à rede, Guga quebrou o saque do argentino no primeiro game, depois no terceiro e abriu 4/0. No 4×1 Charpentier quebrou o saque de Guga, mas o brasileiro logo devolveu a quebra e no game seguinte, no primeiro match point, selou a terceira vitória sobre Charpentier, em cinco confrontos, e a passagem à terceira rodada do torneio de saibro mais importante do mundo.

“O primeiro set poderia ter sido de qualquer um de nós. Na verdade eu perdi algumas oportunidades no começo e quem sabe o primeiro teria sido igual aos outros dois. Mas, o importante é que eu estava tranquilo, sabia que ia começar a jogar bem e que o cara estava perto do limite dele. Depois do primeiro set passei a jogar bem melhor. Fiquei mais relaxado, encontrei meu ritmo, passei a gastar menos energia e a usar a força dele também. O jogo não começou muito da maneira que eu gostaria, mas terminou como eu queria,” analisou Guga.

Durante o jogo Guga marcou 10 aces, fez apenas uma dupla-falta, teve 52% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 81% dos pontos com o primeiro saque, deu 32 winners, fez 49 erros não forçados e teve 76% de aproveitamento na rede.

Durante a entrevista coletiva, tão relaxado e tranquilo quanto tem estado na quadra, Guga aproveitou para falar sobre a rivalidade que está surgindo entre ele e o sueco Magnus Norman. “Nós dois estamos jogando muito bem, motivados e com excelente condição física. Nos últimos meses jogamos várias vezes e tomara que surja uma rivalidade como a do Agassi e do Sampras entre nós. Acho que eu, ele, o Lapentti, o Moya, o Rios estamos aí para dominar o tênis nos próximos anos. Se não fizermos a final nesse ano, acredito que vamos nos encontrar em muitas outras finais daqui pra frente. Mas, ainda estamos longe de ser como o Sampras e o Agassi. Eles têm uma história no tênis e já fizeram muita coisa. Seria muito para mim, nem dá para comparar, mas tomara que um dia eu chegue lá.”Mas, antes de pensar numa possível com Norman, o líder da Corrida dos Campeões, Guga terá que passar, na próxima rodada, pelo norte-americano Michael Chang. Campeão em Roland Garros em 1989, aos 17 anos, ele chegou a ser o número dois do mundo em 96. Atualmente ele ocupa a 33ª posição no ranking mundial e a 43ª na Corrida dos Campeões. Guga e Chang já se enfrentaram três vezes, todas em quadras rápida e Chang lidera por 2×1 nos confrontos diretos, ganhando o último confronto, em 98, na semifinal do ATP Tour de Memphis, por 7/6 7/6.

Até agora, por estar na terceira rodada de Roland Garros, Guga (Banco do Brasil/ Diadora/ Head/ Pepsi/ Head) já garantiu 75 pontos no ranking mundial, em que é o 5º colocado e outros 15 na Corrida dos Campeões, em que ocupa a vice-liderança. Se passar por Chang ficará com 150 e 30, respectivamente.

Memória: Há 20 anos, Guga vencia com tranquilidade na estreia da campanha do bicampeonato em Roland Garros

BRASILEIRO DERROTOU SUECO POR 3 SETS A 0

Gustavo “Guga” Kuerten arrasou na sua estréia em Roland Garros, nesta segunda-feira. Em apenas 1h13min de jogo, na quadra Suzanne Lenglen, ele derrotou o sueco Andreas Vinciguerra, por 3 sets a 0, parciais de 6/0 6/0 6/3 e enfrentará, na próxima rodada, na quarta-feira, o argentino Marcelo Charpentier.

Confiante e praticamente sem cometer erros, Guga chegou a fazer 15 games a zero no sueco, 53º colocado no ranking mundial e 40º na Corrida dos Campeões considerado uma das novas revelações do circuito. O sueco só foi conseguir fazer um game em Guga, quando o placar marcava 6/0 6/0 3/0. Vinciguerra manteve o seu serviço, mas em seguida foi quebrado por Guga, que fez 5/1 e sacou para o jogo. Mas, não conseguiu fechar e Vinciguerra fez mais dois games. No 5/3, na primeira oportunidade que teve, Guga não titubeou e confirmou a sua grande fase.

“Foi um dia perfeito para mim, uma estréia que não esperava. É difícil você jogar a primeira partida de um torneio e apresentar o seu melhor tênis. Vou aproveitar, porque daqui pra frente só deve vir pedreira,” disse Guga, que fez dois aces, uma dupla-falta, teve 54% de aproveitamento do primeiro serviço, 65% dos pontos vencidos com o primeiro saque, cometeu 25 erros não-forçados e marcou 21 winners. No total, Guga venceu 90 pontos no jogo e ganhou seis games de zero, em que o sueco não marcou um ponto.

“Comecei muito forte e já entrei no mesmo ritmo que venho jogando nos últimos torneios. Ele ficou um pouco frustrado e não encontrou a maneira de vencer os pontos. Eu estava muito relaxado, por ter saído na frente. Não fiz muitos erros, estava sólido e colocando pressão no cara o tempo todo,” contou Guga.

Por ter vencido Vinciguerra, a quem enfrentou pela primeira vez na carreira, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Pepsi/Rider) marcou 35 pontos no ranking mundial, em que é o quinto colocado e outros sete na Corrida dos Campeões, em que ocupa o segundo posto.

Na próxima rodada, na quarta-feira, Guga enfrentará o argentino Marcelo Charpentier, que veio do qualifying, ocupa a 230ª posição no ranking mundial e não está listado na Corrida dos Campeões, e hoje derrotou o marroquino Karim Alami, por 3 sets a 2.

Guga e Charpentier se enfrentaram quatro vezes, no início da carreira do brasileiro na ATP. Eles estão empatados em dois nos confrontos diretos e a última vez que jogaram, no ATP Tour de Bolonha, em 97, Guga venceu. “Estou mais preocupado comigo e não com o adversário. Estou confiante e acho que posso passar desta rodada,” disse Guga, que aproveitou para comentar a sua boa fase, mais madura. “Estou muito mais focado, tranquilo e confiante. Às vezes, em um jogo, perco a tranquilidade, mas o foco e a concentração estão me ajudando a ganhar partidas. Estou mais forte mentalmente.”

LÍDER DE ACES– Nas estatísticas divulgadas pela ATP, nesta segunda-feira, Guga permaneceu na primeira posição no ranking de aces, somando 321 em 33 partidas. Com os dois aces de hoje, tem agora 323 em 35 jogos no ano. Guga também está bem classificado nas estatísticas de pontos vencidos com o primeiro serviço. Ele está em quinto, com 78%. No ranking de games de saque vencidos, Guga aparece em 7o, com aproveitamento de 84%.

Nas listagem de vitórias e derrotas da temporada, Guga é o 3º atrás somente de Magnus Norman e Lleyton Hewiit, com 27 (agora 28) vitórias e 10 derrotas. Neste ranking no saibro, Guga é o segundo, depois de Mariano Puerta, tendo vencido 21 (agora 22) jogos e perdido seis.

Ash Barty é a nova número um do mundo

O tênis tem uma nova número um do mundo, a australiana Ashleigh Barty.

Desde que o ranking mundial da WTA foi computadorizado pela primeira vez, em 1975, Barty é a 27a tenista a chegar a este posto, a segunda australiana depois de Evonne Goolagong, em 1976, uma tenista de origens aborígene como ela.
De Chris Evert a Barty passaram os maiores nomes do esporte. As lendas Navratilova, Graf, Seles, Austin, Hingis, Henin, Capriati, a ainda em atividade Serena Williams, a irmã Venus e muitas outras que passaram pelo topo, permaneceram muitas semanas, mas que o público médio do tênis não deve se lembrar.
Ana Ivanovic, Dinara Safina, Karolina Pliskova, Angelique Kerber, Simona Halep, Victoria Azarenka, Garbine Muguruza – todos nomes que fizeram história no nosso esporte, mas não se tornaram uma força do mesmo.
Tiveram seus momentos de glória, mas não pararam o mundo, não viraram o assunto da mesa de bar.
Osaka, que estava no posto até ser destronada por Barty, de 21 anos, pode vir a ter aquele impacto que tocam gerações, que influenciam de fato vidas.

A belga Kim Clijsters, número um há mais de 15 anos, por seu sorriso, simpatia e humildade, além dos títulos de Grand Slam, talvez lembre o jeito de ser de Barty.
Barty, recém campeã de Roland Garros, é um raro caso de coragem no esporte, não coragem de subir para rede e matar o ponto, mas coragem de fazer valer o que sente.

Campeã juvenil de Wimbledon em 2011, não aguentou a rotina do circuito. Nascida em um país de extrema tradição no tênis, sua vitória em Londres a colocaram como a nova número 1 (e não é que acertaram) e logo a levaram para treinar no centro da Tennis Australia, em Melbourne, longe da sua família e amigos em Ipswich.
Apesar do sucesso nas duplas –  foi vice de Grand Slams com Casey Dellacqua, hoje já aposentada – Barty não estava aguentando tanto tempo longe da sua base, das suas origens.
Largou o tênis em 2014, por tempo indeterminado. Se dedicou ao cricket e teve sucesso em equipes.
Mas, depois de dois anos sentiu que estava madura e pronta para retornar ao circuito.

Foi em meados de 2016 em Eastbourne, que ela voltou a competir, sem ranking, mas ao lado do técnico Craig Tyzzer, que ela não deixa de mencionar em momento algum.
Celebrou a equipe ao vencer Roland Garros há duas semanas e neste domingo, ao vencer o WTA de Birmingham, na grama, feito que a levará ao topo do ranking mundial nesta segunda-feira, fez o mesmo. “Estou muito orgulhosa de todo o trabalho que eu e o meu time fizemos. É uma honra chegar a número um do mundo, um lugar ocupado por tantas lendas do nosso esporte.”
Humilde, sorridente, sincera e com um jogo capaz de triunfar no saibro parisiense e na grama inglesa, essa é a nova número um do mundo, que esperamos deixe a sua marca no esporte.

Todas as números um do mundo (desde 1975)

ATUAL – ASHLEIGH BARTY

STEFFI GRAF
377*
 1987
MARTINA NAVRATILOVA
332
 1978
SERENA WILLIAMS
319
 2002
CHRIS EVERT
260
1975
MARTINA HINGIS
209
1997
MONICA SELES
178
 1991
JUSTINE HENIN
117
 2003
LINDSAY DAVENPORT
98
1998
CAROLINE WOZNIACKI
71
2010
SIMONA HALEP
64
2017
VICTORIA AZARENKA
51
2012
AMELIE MAURESMO
39
2004
ANGELIQUE KERBER
34
2016
DINARA SAFINA
26
2009
MARIA SHARAPOVA
21
2005
TRACY AUSTIN
21
1980
KIM CLIJSTERS
20
 2003
NAOMI OSAKA 20 2019
JELENA JANKOVIC
18
2008
JENNIFER CAPRIATI
17
2001
ANA IVANOVIC
12
2008
ARANTXA SANCHEZ VICARIO
12
1995
VENUS WILLIAMS
11
2002
KAROLINA PLISKOVA
8
2017
GARBINE MUGURUZA
4
2017
EVONNE GOOLAGONG
2
1976

 

Diana Gabanyi

Foto saibro – Cynthia Lum

Foto grama – Jordam Mansfield/Getty Images

Nadal mantém seu domínio em Paris, vence Thiem e conquista Roland Garros pela 12ª vez

Na grande final de Roland Garros, deu o quase óbvio, mais uma vez: Rafael Nadal é dodecampeão em Paris, recorde absoluto e domínio espantoso.

Neste domingo, o espanhol fez um começo de jogo até equilibrado, chegou a ter quebra de desvantagem no 1º set, mas virou e conseguiu fechar por 6/3.

Depois, viu o austríaco conseguir uma quebra de saque decisiva no 2º set pra fechar em 7/5 e empatar a partida. Daí em diante, só deu Nadal.

O 3º set durou apenas 30 minutos e o set final, menos de uma hora. No fim, vitória com parciais de 6/3 5/7 6/1 e 6/1. Mais uma campanha absurda, com apenas um set perdido e 12º título em 12 finais no saibro de Paris.

Já Thiem segue em busca do seu primeiro título em um dos quatro maiores torneios da temporada, depois de ficar com o seu segundo vice, repetindo o resultado de Roland Garros do ano passado, quando também perdeu para Nadal, mas em três sets.

Neste ano, Nadal começou sua campanha vencendo Yannick Hanfmann, passando na sequência por Yannick Maden e por David Goffin, quando perdeu um set. Nas oitavas, bateu Juan Ignacio Londero, Kei Nishikori nas quartas e Roger Federer na semifinal, antes da decisão diante do austríaco.

Catorze anos atrás vimos Nadal vencer o primeiro Roland Garros, derrotando Mariano Puerta na decisão, que depois viria a ser pego no doping. Hoje ninguém nem sabe por onde anda Mariano Puerta. Em outras finais, Nadal derrotou Robin Soderling, por acaso um raro tenista a vencê-lo em Paris (2009) nas oitavas de final no ano anterior, ganhou do Wawrinka, do Djokovic e muitas vezes de Roger Federer. Dá pra imaginar quantas vezes Federer teria vencido em Paris se não fosse por Nadal?

Mas, hoje o dia é de Rafael Nadal. O tenista que mais vezes chegou em um torneio como franco favorito e conseguiu suportar a pressão de ser Nadal e se superar. Continua o mesmo Rafael da ilha de Mallorca que vi a primeira vez em Paris, em 2004, de muletas, se recuperando de uma primeira lesão na carreira que o impediria de disputar o torneio pela primeira vez.

Diana Gabanyi e Filipe Lima Alves

Todas as finais de Nadal em Roland Garros:

2019 – Rafael Nadal d. Dominic Thiem

2018 – Rafael Nadal d. Dominic Thiem

2017 – Rafael Nadal d. Stan Wawrinka

2014 – Rafael Nadal d. Novak Djokovic

2013 – Rafael Nadal d. David Ferrer

2012 – Rafael Nadal d. Novak Djokovic

2011 – Rafael Nadal d. Roger Federer

2010 – Rafael Nadal d. Robin Soderling

2008 – Rafael Nadal d. Roger Federer

2007 – Rafael Nadal d. Roger Federer

2006 – Rafael Nadal d. Roger Federer

2005 – Rafael Nadal d. Mariano Puerta.

Fotos: Cynthia Lum

Thiem supera Djokovic em 5 sets e repete final de Roland Garros contra Nadal

Depois de Rafael Nadal, que havia garantido sua vaga na sexta, ao vencer Roger Federer, o sábado foi dia de Dominic Thiem garantir seu lugar na decisão de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

Com o jogo interrompido pela chuva na sexta, Thiem e Novak Djokovic entraram em quadra e completaram o jogo equilibrado que acabou com a vitória do austríaco em cinco sets, com parciais de 6/2 3/6 7/5 5/7 e 7/5.

Agora, Thiem e Nadal reeditam a decisão do ano passado, quando o espanhol levou a melhor em três sets, conquistando seu 11º título do torneio.

Os dois já se enfrentaram 12 vezes ao longo da carreira, com vantagem de 8×4 para o nº 2 do mundo. Porém, vale destacar que no confronto mais recente, há algumas semanas, no ATP de Barcelona, Thiem saiu com a vitória.

Barty se impõe, não dá chances para jovem Anisimova e conquista em Roland Garros seu 1º Slam da carreira

A australiana Ashleigh Barty é a mais nova campeã de Grand Slam, com a conquista de Roland Garros, no saibro de Paris, neste sábado.

Entrando em quadra como favorita, diante da jovem Amanda Anisimova, Barty fez valer sua maior experiência ao anotar uma bela vitória em dois sets, com parciais de 6/1 e 6/3.

“É inacreditável, estou um pouco sem palavras. É incrível, joguei a partida perfeita hoje e estou muito orgulhosa de mim e do meu time. Foram apenas duas semanas loucas ” disse a empolgada australiana, que não escondeu seu carinho ao abraçar a Coupe Suzanne-Lenglen.

“Obrigado à minha equipe por ficar comigo. Esta foi a jornada mais incrível para nós nos últimos três anos e sinto que este é apenas o começo para nós. Vamos comemorar hoje à noite! ” completou.

Com o resultado, ela vai dar um salto de 8 posições no ranking da WTA, indo do 8º ao 2º lugar, o que vai significar seu recorde na carreira.

Anisimova também vai subir muito e, pela primeira vez, vai chegar ao top-30, aparecendo na próxima semana no nº 26 do ranking, ou seja, 25 posições acima do atual.

Fotos: Cynthia Lum

 

 

Barty e Vondrousova decidem o título e Roland Garros terá campeã inédita de Slam

Será disputada neste sábado a grande final feminina de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.

Na manhã deste sábado, a jovem norte-americana Amanda Anisimova saiu na frente, mas viu a australiana Ashleigh Barty virar a partida e vencer por 6/7(4) 6/3 e 6/3, garantido sua vaga na final.

Pela primeira vez na decisão de um dos quatro maiores torneios da temporada, a melhor campanha de Barty em Paris havia sido uma segunda rodada, em 2013 e no ano passado.

Sua adversária na partida deste sábado será a jovem tcheca Marketa Vondrousova, também debutante em finais de Slam, que eliminou na semi a experiente britânica Johanna Konta, depois de dois sets equilibrados, que acabou com parciais de 7/5 e 7/6(2).

Aos 19 anos, também será a primeira final de Slam da atual nº 38 do mundo, que ainda não perdeu um único set ao longo do torneio.

Barty e Vondrousova já se enfrentaram duas vezes no circuito, com duas vitórias da australiana, sendo a primeira na grama de Birmingham, em 2017, e a segunda no WTA de Cincinnati, no ano passado.

 

Nadal volta a vencer Federer e garante vaga na sua 12ª final de Roland Garros

Depois de muito tempo, Roger Federer e Rafael Nadal se reencontraram no saibro de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.

Nesta sexta-feira, na semifinal do torneio, o espanhol levou a melhor sobre o seu maior rival, mantendo a escrita de nunca ter sido vencido pelo suíço em Paris.

Em um jogo muito sólido, só enfrentando maiores dificuldade no 2º set, quando viu Federer ter quebra de saque de vantagem, Nadal se impôs e venceu em sets diretos, com parciais de 6/3 6/4 e 6/2.

Agora, Nadal vai ter que aguardar para saber quem será seu adversário na grande final de domingo, a sua 12ª em Paris, já que Novak Djokovic e Dominic Thiem jogavam a outra semi quando a chuva interrompeu a partida.

O austríaco venceu o primeiro set por 6/2, o sérvio empatou com 6/3 e Thiem vencia a terceira parcial por 3/1 quando a chuva caiu.

Fotos: Cynthia Lum