Soares e Melo avançam e estão na segunda rodada de Roland Garros

A quarta-feira foi de vitória para Bruno Soares e Mate Pavic em Roland Garros. Os cabeças de chave 7 estrearam com vitória após superarem a dupla formada pelo neozelandês Marcus Daniell e o austríaco Philipp Oswald por 6/2  6/3.

“Foi uma estreia muito boa, muito feliz. Em condições que a gente nunca viu em Roland Garros: setembro, frio, à noite e com luz artificial. Jogamos muito bem, conseguimos deixar o resultado confortável. Seguimos surfando nessa onda de energia e de confiança que a gente vem trazendo desde o US Open”, disse Soares, contente por continuar o bom momento de Nova York, onde conquistaram o título do Grand Slam norte-americano.

Na próxima rodada, Bruno e Pavic enfrentarão o argentino Andres Molteni e o monegasco Hugo Nys. “Vai ser pedreira, Nys e Molteni jogam muito bem no saibro. Nós assistimos a primeira rodada deles, que venceram Gille/Vliegen, uma dupla sempre perigosa. Agora, nós temos mais um dia para nos preparar e ir com tudo na sexta-feira”, finalizou o mineiro, enfatizando a qualidade dos adversários.

Bruno está disputando a sua 13ª edição de Roland Garros e vai em busca de um título inédito na sua carreira. Em Paris, o brasileiro conta com duas semifinais nas duplas masculinas como seus melhores resultados no torneio, em 2008 (com Dusan Vemic) e 2013 (Alexander Peya). Nas duplas mistas, outras duas semifinais, com a última acontecendo na temporada passada.

Marcelo Melo e Lukasz Kubot confirmaram o favoritismo e, não dando chances aos adversários, os cabeças de chave número 4 derrotaram os franceses Arthur Cazaux e Harold Mayot para avançar no Grand Slam, em Paris, na França. Melo e Kubot venceram por 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 6/2, em 1h20min. E já voltam à quadra pela segunda rodada, nesta quinta-feira (1º), por volta das 14h (horário de Brasília), diante dos norte-americanos Nicholas Monroe e Tommy Paul, valendo vaga nas oitavas de final.

Uma estreia especial, na quadra central, a Philippe-Chatrier, em que Melo tem na memória a conquista do título de Roland Garros em 2015, ao lado do croata Ivan Dodig, seu primeiro Grand Slam. Depois, com Kubot, em 2017, comemorou seu segundo Grand Slam, vencendo o torneio de Wimbledon, em Londres, na Inglaterra.

“Eu fiquei muito feliz de poder ter jogado a primeira rodada na quadra central. Tenho belas recordações de lá, quando fui campeão com o Ivan. Então realmente foi muito especial estrear na Philippe-Chatrier. Normalmente jogamos a final lá. Estrear o torneio jogando muito bem, na quadra central, foi muito legal, muito prazeroso”, explicou Marcelo.

Marcelo Demoliner e o holandês Matwe Middelkoop foram superados pelo inglês Daniel Evans e o polonês Hubert Hurkacz, com parciais de 7/6(2) 3/6 e 7/5.

 

Soares, Melo e Demoliner estreiam nesta 4ª feira em Roland Garros

Bruno Soares e Mate Pavic seguem vencendo e estão nas 4as em Roma

Após uma pausa para recarregar as energias e bons treinos na capital francesa, Bruno Soares e o seu parceiro, o croata Mate Pavic, estão prontos para a estreia em Roland Garros. Nesta quarta-feira, os cabeças de chave 7 enfrentarão a dupla formada pelo experiente austríaco Philipp Oswald e o neozelandês Marcus Daniell.

“Cheguei aqui em Paris na última quinta-feira, deu para descansar bem e treinar bastante. Estreamos amanhã e, desta vez, num Roland Garros diferente. Mais frio, com chuva e condições bem pesadas. Elas não favorecem um jogo mais agressivo, que é o jeito que gostamos de jogar, mas estamos preparados. Outra coisa diferente é que a nossa partida será à noite, que é algo que também não acontecia em Roland Garros. É tudo novo para a gente, mas estamos treinando muito bem, super firmes”, disse Bruno, destacando as diferenças do Grand Slam francês nesta edição, que está sendo disputada durante o outono europeu e após uma série de renovações na estrutura.

Soares e Pavic, já classificados para o ATP Finals, torneio que reúne as oito melhores duplas da temporada em Londres, conquistaram há poucas semanas o US Open. “A expectativa é super positiva. A chave é manter a energia boa e trazer a confiança do US Open para cá”, finalizou o mineiro, focado no bom momento do time.

Em Roland Garros, Soares conta com duas semifinais nas duplas masculinas como seus melhores resultados no torneio, em 2008 (com Dusan Vemic) e 2013 (Alexander Peya). Nas duplas mistas, outras duas semifinais, com a última acontecendo na temporada passada.

Cabeças de chave número 4, Marcelo Melo e Lukasz Kubot – pelo quarto ano jogando juntos no Grand Slam em Paris – estreiam diante da dupla francesa Arthur Cazaux e Harold Mayot (wild card), em jogo por volta das 14h (horário de Brasília). Será a 14ª participação de ambos no torneio, que disputam desde 2007. Marcelo tem uma lembrança especial, a conquista de seu primeiro título de Grand Slam, em 2015. Em 2019, Melo e Kubot chegaram até as oitavas de final.

“Um Roland Garros com condições bem diferentes, dias de muito frio, vento, chuva, em um ano também muito diferente por causa da pandemia. Vamos, passo a passo, buscar bons resultados, neste torneio de boas memórias”, afirma Marcelo, que tem o patrocínio de Centauro, BMG e Itambé, com apoio da Volvo, Orfeu Cafés Especiais, Head, Voss, Foxton, Asics, Bolsa Atleta e Confederação Brasileira de Tênis.

Em Paris, Melo conquistou o seu primeiro título de Grand Slam ao lado do croata Ivan Dodig: derrotaram na final os irmãos Bryan, Bob e Mike, então parceria número 1 do mundo. Depois, com Kubot, em 2017, comemorou seu segundo Grand Slam, vencendo o torneio de Wimbledon, em Londres, na Inglaterra.

Quem também joga nesta quarta-feira é Marcelo Demoliner, ao lado do holandês Matwe Middelkoop. Os dois enfrentam o britânicos Daniel Evans e o polonês Hubert Hurkacz.

 

Thiago Monteiro vence na estreia em Roland Garros

Thiago Monteiro estreou em Roland Garros com uma boa vitória. Consistente, o brasileiro derrubou o georgiano Nikoloz Basilashvili, cabeça de chave 31 da competição por 3 sets a 0, parciais de 7/5 6/4 6/2, para avançar à segunda rodada do Grand Slam francês.
“Foi uma estreia muito boa, sem dúvidas. Estou muito feliz pela consistência apresentada e por ter conseguido jogar com autoridade. O Basilashvili é um cara bastante agressivo, não é fácil enfrentá-lo. Você precisa estar no jogo a todo momento. Consegui dominar, impor um jogo agressivo, sacar bem e me manter competitivo o tempo inteiro”, disse o tenista número um do Brasil, contente com a solidez.

Disputando a sua décima chave principal de Grand Slam, sendo três em Roland Garros, esta foi a terceira vitória de Monteiro nos maiores palcos do tênis. Além da vitória contra Basilashvili, o cearense também avançou em Roland Garros e Wimbledon, ambos em 2017, parando na segunda rodada. Ao todo, o tenista número um do Brasil  já participou de 18 edições de Grand Slam. “Estou muito feliz de voltar a vencer num Grand Slam. Eu sentia que estava treinando em alto nível, mas nos jogos os resultados acabavam escapando por uma pequena inconsistência. Hoje, consegui colocar os treinos em prática e joguei muito sólido”, comemorou.

Na segunda rodada, Thiago enfrentará o norte-americano Marcos Giron, o número 96 do mundo, que venceu o francês Quentin Halys em uma batalha de mais de quatro horas. “Amanhã é treinar e fazer os ajustes necessários para ir com tudo e avançar mais uma rodada”, finalizou o brasileiro.

Atual 84º do ranking, Monteiro continua a sua boa sequência no saibro. O cearense vem de vice-campeonato no challenger de Forli, na Itália, onde fez a sua preparação para Roland Garros e venceu seis jogos.

Diana Gabanyi
Foto = Divulgação JOMA

Nadal, Thiem e Khachanov passam pela estreia em RG. Medvedev e Auger-Aliassime são eliminados

A terça-feira foi movimentada na chave masculina de Roland Garros, disputado no saibro de Paris, na França, em uma edição bem modificada, não apenas em virtude da Codid-19, mas também da presença de um teto retrátil na quadra Philippe Chartrier.

A principal surpresa do dia, que nem foi tanta assim, pelo histórico, foi a eliminação do russo Daniil Medvedev, cabeça de chave nº 4, que perdeu para o húngaro Marton Fucsovics por 3×1, sendo a sua 4ª eliminação em primeira rodada de Roland Garros nos últimos 4 anos.

Outra surpresa foi a vitória de Yoshihito Nishioka sobre o Felix Auger-Aliassime, principalmente pela forma que foi, por 3×0.

Dominic Thiem e Karen Khachanov não tiveram problemas e superaram em sets diretos Marin Cilic e Kamil Majchrzak, respectivamente, assim como Rafael Nadal, favorito ao título, que bateu o bielorrusso Egor Gerasimov.

A terça-feira vai marcar a estreia de Novak Djokovic, que tem todo o favoritismo diante do sueco Mikael Ymer. Também é o dia da estreia de Thiago Monteiro, que joga contra o georgiano Nikoloz Basilashvilli.

Stefanos Tsitsipas também é favorito diante do bom espanhol Jaume Munar, enquanto o italiano Matteo Berrettini enfrenta o canadense Vasek Pospsil

 

 

Thiago Monteiro estreia nesta terça-feira em Roland Garros

Thiago Monteiro estreia em Roland Garros nesta terça-feira. Disputando o último Grand Slam da atípica temporada de 2020, o tenista número um do Brasil e 84o. na ATP, enfrentará o georgiano Nikoloz Basilashvili, cabeça de chave 31 do torneio, em um confronto inédito

“É uma estreia dura, mas, da forma que venho jogando, acredito que posso passar pelo Basilashvili. Ele é um cara muito perigoso, extremamente agressivo e com golpes muito fortes, mas que não está num bom momento, então é aproveitar essa fase dele. Ainda mais com a sequência de jogos que fiz na Itália, a chave é usar a confiança para iniciar bem no jogo”, disse Monteiro, enfatizando a boa campanha no challenger de Forli, na Itália, onde venceu seis jogos e foi vice-campeão no último sábado. “Mas Grand Slam é Grand Slam. São cinco sets, jogo longo e todo mundo quer ganhar. O mais importante é estar competitivo, bem mentalmente e acreditar que a vitória é possível”, continuou.

Thiago está em Paris desde sábado e vem trabalhando para se adaptar às condições diferentes do Grand Slam francês, disputado no outono europeu neste ano. “Cheguei aqui em Paris no sábado mesmo e consegui treinar bem. As condições até que estão boas, o piso está pesado, lento. O único problema é que está chovendo todos os dias, mas é se adaptar e usar as coisas positivas ao meu favor”, finalizou o brasileiro, confiante no seu bom momento.

Esta será a terceira vez que Thiago Monteiro disputará a chave principal de Roland Garros. Em 2017, o cearense caiu na segunda rodada para o francês Gael Monfils, 16 do mundo na época. Já no ano passado, Monteiro passou o quali e foi superado pelo sérvio Dusan Lajovic na primeira rodada. Ao todo, será a quinta participação de Thiago no torneio parisiense, contando com duas disputas no qualifying.

Nadal, Thiem e Serena estreiam nesta 2a. Feira em Roland Garros

A rodada desta segunda-feira de Roland Garros está de gala. A quadra Philippe-Chatrier, com seu novo teto retrátil, mais útil do que o imaginado neste Grand Slam de outono frio e chuvoso parisiense, começará o dia com Petra Kvitova e Oceane Dodin, seguida de Dominic Thiem e Marin Cilic, depois tem Serena Williams e Kirstie Ahn e para terminar, o rei de Roland Garros, Rafael Nadal contra Egor Gerasimov.

Nas outras quadras, teremos as estreias de Gael Monfils contra Alexander Bublik, Danil Medvedev diante de Marton Fucsovics, Fabio Fognini x Mikhail Kukushkin e Felix Auger Aliassime enfrentando Yoshihito Nishioka, entre os principais destaques.

Entre as mulheres, além da Serena, destaque para Garbine Muguruza e Tamara Zidansek, Elina Svitolina contra Vera Gracheva e Angelique Kerber diante de Kaja Juvan.

Veja a programação completa neste link
https://www.rolandgarros.com/en-us/order-of-play?date=2020-09-28

Você pode acompanhar tudo sobre Roland Garros ao vivo no BandSports, Sportv e no aplicativo do torneio que tem todas as quadras ao vivo e custa R$ 29,99.

Diana Gabanyi

Foto FFT

Murray e Wawrinka são o destaque do 1o. dia de Roland Garros

Começa neste domingo o último Grand Slam desta temporada e não é o US Open, é Roland Garros.
Um Roland Garros diferente, disputado no outono parisiense, com temperaturas bem mais amenas, para não dizer geladas, praticamente sem público (serão permitidos até 750 espectadores por dia) e no meio da pandemia do COVID em alta na França novamente.

Se por um lado é estranho, por outro é a maneira que foi encontrada para que o esporte voltasse a acontecer. Jogadores que fazem apenas o trajeto hotel – Roland Garros – hotel, alternando com dias de treino no anexo de Jean Bouin – sem desfrutar da beleza da cidade luz e com um certo temor de ser diagnosticado com essa misteriosa doença.

Com prós e contras avaliados, o fato é que o Grand Slam do saibro começa neste domingo e terá como principal destaque o duelo entre dois campeões de Slam, o escocês Andy Murray e o suíço Stan Wawrinka, no último jogo da rodada da Philippe Chatrier.

A quadra central, agora com teto retrátil, será oficialmente aberta com o primeiro jogo do campeonato Janik Sinner e David Goffin. Depois, seguem Simona Halep e Sara Sorribes Tormo e antes do duelo entre Murray e Wawrinka, jogam Caroline Garcia e Annet Kontaveit.

Normalmente com uma disputa mais tímida no domingo inicial, Roland Garros fez uma programação cheia, talvez para deixar mais espalhados a quantidade de jogadores em Porte DÁuteil, nos primeiros dias do evento.

Também jogam em destaque neste domingo Azarenka x Kovinic; Gauff x Konta; V.Williams x Schmiedlova; Zverev x Novak; Schwartzman x Kecmanovic; e Nishikori x Evans.

A primeira rodada será disputada também na 2a. e na 3a. feira.

Diana Gabanyi

Foto: Divulgação FFT

 

ATP divulga calendário de retorno do circuito a partir de agosto, incluindo o US Open e Roland Garros

A ATP, em colaboração com a WTA, ITF, USTA e FFT, emitiu um calendário provisório revisado que estabelece um caminho para a retomada do Circuito pela primeira vez desde a suspensão do tênis profissional em março devido ao Covid-19.

O novo visual do calendário ATP pretende retomar na sexta-feira, 14 de agosto com o Citi Open, o evento ATP 500 em Washington, seguido pelo Western & Southern Open, o Masters 1000 de Cincinnati, a ser realizado em Flushing Meadows, antes do US Open (31 de agosto a 13 de setembro).

Depois de Nova York, os Masters 1000 de Madri e Roma, respectivamente, ocorrerão em setembro, à frente de Roland-Garros em Paris (27 de setembro a 11 de outubro), que também contará com um sorteio de qualificação para a semana anterior.

O calendário está sujeito a alterações e serão realizadas avaliações contínuas relacionadas à saúde e segurança, políticas internacionais de viagens e aprovação governamental de eventos esportivos. Todos os eventos serão realizados sob diretrizes estritas relacionadas à saúde e segurança, distanciamento social, redução ou ausência de fãs no local. A ATP continua a explorar todas as opções para eventos adicionais do ATP 500 e 250 a serem adicionados à programação, se as circunstâncias permitirem.

Espera-se em meados de julho uma nova atualização do cronograma pretendido para além da Roland-Garros, incluindo um possível giro na Ásia antes do giro indoor europeu, que culmina com o ATP Finals, em Londres.

“Nosso objetivo foi reprogramar o maior número possível de torneios e salvar o máximo de temporada possível”, disse Andrea Gaudenzi, presidente da ATP. “Foi um esforço verdadeiramente colaborativo e esperamos adicionar mais eventos ao calendário à medida que a situação evoluir. Gostaria de reconhecer os esforços de nossos torneios para operar durante esses tempos difíceis, bem como de nossos jogadores que estarão competindo sob diferentes condições. A todo momento, garantir que a retomada do circuito ocorra em um ambiente seguro será fundamental. ”

O ATP Challenger Tour também será retomado a partir da semana de 17 de agosto, em paralelo com o ITF World Tennis Tour.

PROGRAMAÇÃO DO TORNEIO

O calendário revisado inclui o Generali Open, um evento ATP 250 em Kitzbühel, que coincide com a segunda semana do US Open. Os 10 melhores jogadores de simples não serão elegíveis para competir em Kitzbühel, a menos que tenham jogado e já tenha perdido no Aberto dos EUA.

Memórias do bicampeonato: Guga bate Norman e conquista o seu 2º título em Roland Garros

GUGA É CAMPEÃO EM ROLAND GARROS

Brasileiro conquista o bicampeonato em Paris e a liderança da Corrida dos Campeões

Com um tênis espetacular, digno de melhor jogador da temporada, Gustavo “Guga” Kuerten entrou mais uma vez para a história do tênis mundial, neste Domingo, ao conquistar pela segunda vez o campeonato de Roland Garros. Para garantir a vitória, Guga teve que salvar 11 match points, diante do sueco Magnus Norman e ao fim de 3h44min pôde erguer o troféu, tendo superado Norman, por 3 sets a 1, parciais de 6/2 6/3 2/6 7/6 (6).

Campeão do torneio em 97, Guga entrou na quadra central do complexo, solto e arrasador. Saiu quebrando o primeiro serviço do sueco, que antes de perder a partida ocupava a liderança da Corrida dos Campeões, e repetiu a quebra no 2×0, chegando a fazer 4×0 em Norman. No 5/2 sacou para o primeiro set e com uma curtinha de direita fechou o primeiro set. Na Segunda série, Guga repetiu a quebra no primeiro game e novamente no quarto, abrindo 5/1. No 5/2 o sueco quebrou o serviço de Guga, mas ele devolveu em seguida, fazendo 6/3 e ficando com dois sets a zero. Na terceira série, foi Norman quem quebrou os serviços de Guga, no 2×2 e no 4×2, fechando o set em 6/2, com um ace.

O quarto set foi uma verdadeira luta. Norman saiu quebrando o serviço de Guga. No game seguinte foi Guga quem quebrou o saque do sueco. No 2×2 outra quebra a favor de Guga. No 3×4, Guga devolveu e no 5/4, no saque de Norman começou o primeiro de uma série de 11 match points que levariam Guga ao topo novamente. Neste game foram três match points, que Norman salvou com bolas na linha, especialmente a primeira, em que Guga já comemorava a vitória. Mas, Guga manteve-se focado e voltou a Ter quatro match points no 6/5, no saque de Norman. Sem conseguir fechar a partida, a decisão foi para o tie-break.

O primeiro match point de Guga no tie-break veio no 6/3. Norman, no entanto não se entregou e foi só no 7/6, que Guga finalmente conseguiu selar a Segunda vitória em Roland Garros, com uma bola de Norman que ficou fora.

Emocionado, logo após erguer os braços em ar de consagração, Guga foi logo abraçar o técnico Larri Passos, que o acompanha há 10 anos e sempre acreditou que seu pupilo estaria entre os melhores do mundo e também ao amigo, Antônio Carlos de Almeida Braga.

Em seguida, recebeu o troféu das mãos de Boris Becker, e no discurso agradeceu ao técnico, ao irmão Rafael, a avó Olga Schlosser, que chegou ontem a Paris, a Braga, aos amigos, o público e também mandou um beijo à mãe Alice e ao irmão mais novo, Guilherme, que assistiram à vitória pela televisão, em Florianópolis.

“Aqui estou de novo. Feliz por este momento. Eu estava muito nervoso no final do jogo. Foi aqui que eu apareci pela primeira vez, para ganhar o meu primeiro torneio em 97. Foi aqui que meus sonhos começaram a se tornar realidade. Não achei que pudesse voltar aqui e vencer,” disse Guga com o microfone na mão. “Também gostaria de parabenizar o Norman. Nós dois merecíamos estar aqui hoje.”

Após o discurso, Guga posou para fotos com o troféu, acenou para todos os lados da quadra, especialmente para o box onde estavam os amigos e familiares, estourou garrafa de champagne e saiu da quadra ovacionado pela torcida, que tanto o apoiou desde que começou a vencer os grandes jogos em 97.

Outro que estava emociona era o técnico Larri Passos, que conseguiu fazer de Guga o bicampeão de Roland Garros. “Ele estava forte física, psicológica e taticamente. Estava muito bem orientado,” afirmou.

Durante a partida final, Guga marcou nove aces, três duplas-faltas, teve 49% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 73% dos pontos com o primeiro saque, cometeu 69 erros não forçados, fez 17 winners de direita, 10 de esquerda, deu 8 passadas, fez 3 curtinhas e teve 58% de aproveitamento na rede.

“No primeiro ano que eu ganhei aqui, as coisas aconteceram, eu apareci e foi uma surpresa para todo mundo. Muita gente ficou na dúvida se eu iria chegar lá mesmo. Eu nunca duvidei, mas hoje, a vitória veio selar o fato de eu estar entre os melhores do mundo. Veio tudo no momento certo. Estou confiante e sei que posso jogar de igual para igual com todos os jogadores,” disse Guga.

Campeão em Roland Garros, Guga assumirá na Segunda-feira a liderança da Corrida dos Campeões, o ranking que conta os resultados da temporada, com 505 pontos. No ranking mundial, chamado de Entry System, Guga marcou 1000 pontos e deve melhorar a sua atual posição de número cinco.

“Estou feliz de estar em número um na corrida, mas para mim o que vale mesmo é o entry system. No começo do ano as pessoas comentavam que eu estava fora dos 100 e que nem era o número um do Brasil e eu sempre defendi o outro ranking. Esse ranking da corrida não avalia a carreira do jogador e sim reflete o atual momento. Provei, com os meus últimos resultados, que sou o cara que estou jogando melhor no momento.”

Para comemorar o bicampeonato, feito apenas conseguido por Jan Kodes, Ivan Lendl, Guillermo Vilas, Jim Courier, Mats Wilander e Sergi Bruguera, na Era Aberta, Guga sairia para jantar com os familiares e amigos mais íntimos. “Quero curtir esse momento com o meu técnico, meu irmão e os amigos. Quero fazer as coisas que gosto e ficar tranquilo,” comentou Guga, aproveitando para agradecer a compreensão e paciência da imprensa que o acompanhou desde a chegada em Paris até o ponto final da vitória sobre Norman, respeitando os momentos de tranquilidade do atleta. “Eu precisava do tempo para descansar e me concentrar. Foi um lado muito importante para mim e vocês me ajudaram muito desta maneira.”

Na segunda-feira, Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/ Pepsi/Rider/Globo.com) posará para fotos às 14h no Trocadero e à noite deverá regressar ao Brasil.

Memórias do bicampeonato: Guga vira sobre Kafelnikov, vence em 5 sets e vai à semifinal de Roland Garros

GUGA VENCE PARTIDA EMOCIONANTE E ESTÁ NA SEMIFINAL EM ROLAND GARROS

Gustavo “Guga” Kuerten venceu uma verdadeira batalha nesta terça-feira em Roland Garros e está na semifinal do torneio de saibro mais importante do mundo. Ele derrotou, em três horas de disputa, o russo Yevgeny Kafelnikov, quarto colocado no ranking mundial e quarto na Corrida dos Campeões, por 3 sets a 2, parciais de 6/3 3/6 4/6 6/4 6/2 e agora, na sexta-feira, enfrentará o espanhol Juan Carlos Ferrero.

Sem perder uma partida desde 14 de junho (11 jogos), Guga entrou na quadra central de Roland Garros, para enfrentar o mesmo Kafelnikov que derrotara nas quartas-de-final de 97, quando foi campeão, cheio de confiança. No primeiro set, dominou o jogo. Quebrou o saque de Kafelnikov no 1×1, mas perdeu o seu em seguida. Depois, quebrou o serviço do russo no 3×3 e repetiu a quebra no 5×3, fechando o primeiro set com uma bola para fora de Kafelnikov. No segundo, tudo indicava que Guga venceria tranquilamente. Logo no segundo game teve break point a seu favor, mas não converteu. No 3×2, outros dois break points a seu favor, mas Kafelnikov reverteu a situação. Se salvou e no game seguinte foi Guga quem perdeu o serviço, assim como no 3×5, e uma esquerda na rede do brasileiro empatou o jogo em um set.

Na terceira série, Kafelnikov tomou conta da situação. Guga tentava de tudo, mas o russo ganhava os pontos com bolas na linha, subidas à rede e jogadas incríveis. No 4×5, conseguiu quebrar o serviço de Guga e fechou o set.

O quarto set estava praticamente nas mãos de Kafelnikov. Guga teve seu serviço quebrado no 2×3 e o russo chegou a fazer 2×4 e tinha 40×15 no seu saque para ficar com 2×5. Mas, Guga conseguiu quebrá-lo e empatar a partida em 4. No game seguinte, quebrou o serviço de Kafelnikov e conseguiu levar a partida para o quinto set.

Logo no começo da série decisiva, no 1×1, Guga quebrou o serviço do russo, mas perdeu o seu em seguida. Sem entregar os pontos, voltou a quebrar o serviço de Kafelnikov e daí por diante, não perdeu mais o seu e só dominou o jogo. No 4×2 ainda conseguiu outra quebra e no 5×2 sacou para a vitória, fechando o jogo no terceiro match point, com uma bola para fora de Kafelnikov.

Durante o jogo Guga marcou 14 aces, fez 3 duplas-faltas, teve 49% de aproveitamento do primeiro serviço, venceu 73% dos pontos com o primeiro saque, cometeu 56 erros não forçados, deu 9 winners de direita, 9 de esquerda, 8 passadas, 7 curtinhas certeiras, teve 63% de aproveitamento na rede e ganhou 8 games de zero.

“Ainda não consegui entender o que aconteceu e como as coisas mudaram tanto depois do 4×2 no quarto set. Naquela hora não tinha um plano de jogo, nada estava funcionando. Ele estava pronto para ganhar. Alguém me ajudou a vencer. Estava 4×2 para ele no quarto set e 15 minudos depois o jogo ficou 4×2 para mim,” disse Guga, em entrevista coletiva após a partida, completamente lotada por jornalistas de todo o mundo.

Guga também contou que no meio do jogo começou a pensar muito na partida do ano passado, em que foi eliminado nas quartas-de-final e no jogo contra Kafelnikov em 97 e que isso o atrapalhou um pouco. “Foi duro para mim. No ano passado perdi nas quartas-de-final em três Grand Slams e comecei a pensar nisso na quadra. Perdi a concentração. É difícil escapar disso. Era o mesmo cara de 97 e o mesmo jogo. Não dá pra ficar pensando nisso no meio da partida, mas aconteceu. Acho que no próximo jogo vou estar mais relaxado. Sei que já poderia estar no Brasil amanhã então tudo o que vier é lucro. Ganhei um presente e vou aproveitar. Não é sempre que se está na semifinal de um Grand Slam. Agora não tenho mais nada a perder.”

Na entrevista coletiva o brasileiro aproveitou para fazer uma comparação da partida desta terça com a de 97. “São dois jogos completamente diferentes. Naquele ano entrei sem nada a perder e joguei melhor do que ele. Hoje comecei bem, mas tive que sair do sufoco. O jogo estava muito pra ele só que ele não soube definir. Já eu aproveitei a única chance que tive e agora a diferença é que vou estar na semifinal na sexta-feira e com chances de ganhar o título.”

SEMIFINAL – Esta é a segunda vez que Guga alcança a semifinal de um Grand Slam, tendo sido campeão em Roland Garros em 97. Na temporada esta será a sexta semifinal do brasileiro, que foi campeão em Hamburgo e Santiago, vice em Roma e Miami e semifinalista em Bogotá. No total, Guga está com um recorde de 32 vitórias e 10 derrotas na temporada 2000. No saibro, são 26 vitórias e seis derrotas.

“Estou tendo o melhor ano da minha carreira. Espero continuar assim,” comentou Guga, que enfrentará uma das mais novas revelações do circuito mundial, pela vaga na final.

Juan Carlos Ferrero começou a aparecer no circuito no ano passado, quando foi campeão do ATP Tour de Mallorca. Nesta temporada já foi finalista dos ATP Tours de Dubai e Barcelona e agora ocupa a 16ª posição no ranking mundial e a 11ª na Corrida dos Campeões.

“Vou encarar esse jogo como uma coisa que poderia não estar acontecendo. Vou entrar solto em quadra, dando tudo de mim. Vai ser um jogo bem diferente de hoje,” antecipou Guga, que nunca enfrentou Ferrero.

Até agora Guga (Banco do Brasil/Diadora/Head/Pepsi/Rider) já garantiu 450 pontos no ranking mundial, em que é o quinto colocado e outros 90 na Corrida dos Campeões, em que é o segundo. Se avançar à final, passará a ter 700 e 140, no total.