Depois de furar o qualifying, Thiago Wild estreia na madrugada desta quinta-feira, horário de Brasília, no Masters 1000 de Indian Wells, primeiro Masters 1000 da temporada, disputado no piso duro.
Na última rodada do quali, o brasileiro superou o britânico Liam Broady, em sets diretos, com um duplo 6/1, garantindo seu lugar na chave principal.
Agora, na primeira rodada, Wild terá pela frente o norte-americano J. J. Wolf, número 94 do mundo, em confronto que será inédito.
Vale destacar que o tenista da casa jogou três partidas até o momento na temporada, perdendo todas.
Foram definidos, neste domingo (3), os campeões da Brasil Juniors Cup. O sul-coreano Hoyoung Roh garantiu o troféu masculino ao vencer o francês Nathan Trouvé, por 3/6 6/4 6/3, enquanto a japonesa Mayu Crossley bateu a espanhola Neus Torner por 2/6 6/4 6/3. As partidas aconteceram nas quadras da Associação Leopoldina Juvenil, em Porto Alegre (RS).
Mayu Crossley (Luiz Candido)
Abrindo as decisões, o asiático começou em ritmo mais baixo que Trouvé e viu o adversário logo abrir vantagem. Só que o Roh foi se encontrando em quadra e a cada ponto conseguiu levar o jogo para o terceiro set. No set decisivo, o coreano não sentiu tanto o desgaste e buscou o título com uma virada em 3/6 6/4 6/3.
Após o jogo, o campeão falou da alegria de poder levantar o troféu. “Estive aqui no ano passado e não tive um bom resultado. Perdi para o João Fonseca na primeira rodada. Mas este ano a atmosfera estava ótima, com bom público, além de uma ótima organização”, disse o atleta de 17 anos, que ocupa a 29a colocação do ranking juvenil da ITF.
Entre as meninas, Crossley teve um roteiro parecido com o do jogo anterior. A japonesa viu a espanhola abrir vantagem sem dificuldades no primeiro set. Só que, assim como na semifinal, Mayu conseguiu se recuperar e garantiu a segunda virada do dia, por 2/6 6/4 6/3.
Com o troféu na mão, Mayu desabafou sobre as dificuldades que teve durante o jogo. “Eu não estava me sentindo 100% e não pude jogar o meu melhor. Apesar disso, fico feliz pela forma como lutei em quadra e principalmente com o troféu”, comentou.
Crossley ainda destacou seu desempenho jogando no Brasil. No ano passado, a tenista foi campeã do Banana Bowl, que começa nesta segunda-feira (4). “Eu amo o Brasil. Fui muito bem em 2023 quando cheguei nas semis da BJC e fui campeã do Banana Bowl. Definitivamente esse lugar me traz sorte”, destacou a atleta, que segue para Blumenau, onde acontece a próxima edição do torneio.
Hoyoung Roh conquista também o título de duplas
No sábado (2) antes das decisões, foram disputadas as finais de duplas e Hoyoung Roh também levantou o troféu. Ao lado do turco Atakan Karahan, os atletas venceram o russo Timofei Derepasko e o alemão Justin Engel, por 6/3 4/6 11-9.
Já entre as meninas, o título ficou com a norueguesa Emily Sartz-Lunde e a norte-americana Kaitlyn Rolls. Na final, as atletas bateram a belga Jeline Vandromme e a israelense Mika Buchnik, por duplo 6/2.
Começou um dos mais tradicionais e importantes torneios juvenis do mundo! O 54º Banana Bowl teve início, neste sábado (2), com a disputa do qualifying da categoria 18 anos, nas quadras do Tabajara Tênis Clube, em Blumenau (SC).
Na estreia do torneio classificatório, 19 brasileiros venceram seus jogos e se garantiram nas finais masculina e feminina. Neste domingo (3), a partir das 9h30, acontecem as finais, que completarão as chaves principais dos dois naipes com oito vagas cada.
Confira os resultados deste sábado (2):
Bruno Loch VARELLA (BRA) d. [6] Enzo MORETTI (BRA) – 6/2 6/1
Joao PIMENTA (BRA) [7] d. José Antonio PEREIRA PINTO (BRA) – 6/4 6/1
Lucas Henrique NAKASATO (BRA) d. [8] Eduardo DE BENEDICTIS ANDRETA (BRA) – 7/6 6/2
Juan Pedro ETCHECOIN (BRA) [11] d. MAX KIRMAYR (BRA) – 6/0 6/1
Gabriel MEIRELES FREITAS GODOY (BRA) d. Mateus Accioly JERUSA ACCIOLY (BRA) – 6/0 6/0
Bernardo VIALLE (BRA) [15] d. Antonio CORREIA (BRA) – 6/2 6/4
Nicholas CARNEIRO (BRA) [12] d. Eric Von MARTON MARTINS (BRA) – 6/1 6/2
Bruno Vieira Alves MALACARNE (BRA) [4] d. Leonardo ALLAGE (BRA) – 7/5 7/5
Juan Ignacio GALLEGO (ARG) [5] d. Matheus KORMANN CONINK (BRA) – 4/6 6/1 11-9
Joao Vitor TOFFOLI (BRA) [9] d. Eduardo LIMA (BRA) – 6/3 6/4
Mateus NAPOLI DA SILVEIRA (BRA) [10] d. Tiago FERREIRA ISER (BRA) – 6/1 6/4
Eduardo VALENTIN (BRA) [1] d. Andreas GRASEL (BRA) – 6/0 6/1
Luiz Felipe SILVA (BRA) [2] d. Frederico MORAES (BRA) – 6/2 6/2
Laura Pigossi, número 123 do mundo, atleta da AD In Academy, em Barcelona, na Espanha, conquistou, neste sábado, o título do torneio W50 de Pretória, na África do Sul, evento com premiação de US$ 40 mil, jogado no piso duro.
Laura derrotou a belga Hanne Vandewinkel, cabeça de chave 8, por 2 sets a 1 com parciais de 6/2 4/6 7/5 após pouco mais de duas horas: “Foi um jogo duro, a menina jogou super bem. Estou feliz que consegui jogar bem nos momentos importantes, consegui aguentar. Final nunca é fácil, ganhar um torneio, entra um pouco de dúvida. Soube lidar bem com essa situação. Estou feliz por minha atitude e garra”, disse a atleta patrocinada pela ASICS, ENGIE e pelo Banco BRB. Com o resultado ela subirá oito posições e será a 115ª do mundo na WTA na segunda-feira. Ela embarca esta noite para Indian Wells, na Califórnia, onde tenta disputar o qualificatório do WTA 1000. Ela está a uma desistência da vaga no quali que já começa na segunda-feira.
A 10ª edição do Rio Open apresentado pela Claro foi histórica tanto dentro quanto fora de quadra. Com ingressos esgotados desde o ano passado, o torneio, que reuniu grandes nomes do tênis mundial no Jockey Club Brasileiro, bateu recorde de público com 65 mil pessoas ao longo dos nove dias, e movimentou mais de R$ 160 milhões na economia no Estado do Rio, entre turismo e geração de empregos, com mais de 5 mil vagas diretas e indiretas.
Pela primeira vez um tenista brasileiro foi campeão do torneio, com a conquista de Rafael Matos nas duplas ao lado do colombiano Nicolas Barrientos. Já na final de simples, dois tenistas de um mesmo país decidiram o título. O argentino Sebastian Baez venceu o compatriota Mariano Navone e recebeu o troféu do torneio das mãos de Gustavo Kuerten e David Ferrer. Além disso, cinco brasileiros disputaram a chave principal (com três tenistas do país alcançando as quartas de final – João Fonseca, Thiago Monteiro e Thiago Wild) e, pela primeira vez, o evento promoveu um torneio de tênis em cadeira de rodas, o Wheelchair Tennis Elite – apresentado por ALLOS.
Baez Campeão (Fotojump)
Entre os brasileiros, João Fonseca roubou a cena durante o Rio Open e teve uma semana dos sonhos. O tenista de 17 anos atraiu todos os holofotes ao conquistar suas duas primeiras vitórias da carreira na ATP, e tornar-se o mais jovem brasileiro nas quartas de final de um torneio do circuito desde Gustavo Kuerten no ATP de Umag, em 1996. Além disso, o carioca entrou para o hall dos mais jovens do tênis mundial a atingir essa etapa desde os anos 2000, ingressando em uma lista que tem Rafael Nadal, Alexander Zverev, Karen Khachanov e Kei Nishikori. Outro dado histórico para o ATP 500, foi Felipe Meligeni, o primeiro tenista do Brasil a passar pelo qualifying.
Wheelchair by Allos (Fotojump)
Fora das quadras, o maior torneio da América do Sul também deu um show e contou com diversas atrações, reunindo grandes marcas nos mais de 10 mil m² do Boulevard Leblon. Destaque para a gastronomia, com quiosques de restaurantes renomados, como o Babbo Osteria, Absurda, Seu Vidal, Liga Tijucana e Oakberry Açaí, sempre concorridos pelo público. Loja oficial do evento, a La Boutique também teve recorde de vendas e produtos esgotados, como bonés, ímãs, toalha de praia e camiseta infantil.
Rio Open Green (Fotojump)
“A
décima edição entrou para a história e consolidou definitivamente o Rio
Open com um grande evento do Brasil. O público que compareceu ao
complexo do Jockey pôde experimentar grandes emoções. Tivemos o primeiro
título de um brasileiro nas duplas, o talento de João Fonseca e
promovemos pela primeira vez o torneio Wheelchair, com grandes jogadores
de tênis em cadeiras de rodas. Fora das quadras proporcionamos lazer de
qualidade, com gastronomia diversa e de alto padrão, ativações das
marcas, um belíssimo espetáculo de drones que iluminou o céu do Rio de
Janeiro. Tudo isso com cuidado e zelo pelas pessoas que nos prestigiam.
Pela primeira vez, colocamos em prática um projeto de acessibilidade em
todo o complexo. Foi uma edição inesquecível, marcada por momentos
emocionantes. Agora entramos em um novo ciclo de Rio Open, com
expectativa altíssima”, disse Marcia Casz, diretora do Rio Open.
A
praça Rio Open mais uma vez foi um grande point, com vista para o
Cristo Redentor, cerveja gelada do Bar Black Princess e os drinques
especiais do quiosque da Grey Goose, além do telão gigante para não
deixar passar nenhuma jogada. E os fãs do esporte também puderam
acompanhar as partidas espetaculares de casa, com as mais de 53 horas de
transmissão ao vivo para mais de 140 países, além da incrível cobertura
dos quase 280 jornalistas que levaram a competição para o mundo.
Lui
Carvalho, diretor do Rio Open, ressaltou a importância desses aspectos e
expressou sua satisfação com os resultados alcançados. “Histórica. Se
eu pudesse resumir em uma palavra a edição de 10 anos do Rio Open seria
essa. Do jeito que imaginávamos, quebrando recordes. É muito
gratificante ver que o mundo finalmente entendeu que a energia vinda das
arquibancadas do Rio Open não se iguala a nenhum outro lugar do mundo.
Os jogadores gostam e se sentem confortáveis em fazer parte de um
torneio tão especial quanto esse”, comentou Lui.
O
Rio Open também fez uso do poder do esporte para promover iniciativas
sociais. Crianças e jovens dos projetos parceiros da competição, além do
NERO – Núcleo Esportivo Rio Open, participaram do torneio Winners,
voltado exclusivamente para os integrantes destas instituições. Além
disso, eles ganharam ingressos para partidas do evento, e alguns deles
ainda fizeram parte da equipe de boleiros e foram sparrings dos atletas
profissionais.
Para completar, jovens que participaram de outras edições receberam cursos
de capacitação de encordoamento, árbitros, treinadores e outras
atividades ligadas ao esporte, e tiveram a oportunidade de trabalhar
como estagiários e até coordenadores em áreas do evento.
Outro
ponto alto da programação do Rio Open foi a realização do inédito
torneio de tênis em cadeira de rodas, o Wheelchair Tennis Elite –
apresentado por ALLOS. O Jockey Club Brasileiro recebeu pela primeira
vez quatro atletas da elite mundial da modalidade, que deram um show em
quadra.
O
título individual do Wheelchair Tennis Elite – apresentado por ALLOS
foi conquistado pelo britânico Alfie Hewett, dono de mais de 100 títulos
na carreira, sendo 27 em Grand Slams. Hewett também foi o campeão do
torneio de duplas, ao lado do compatriota Gordon Reid, detentor de um
currículo recheado de troféus internacionais. Também disputaram o
torneio o japonês Shingo Kunieda, considerado uma lenda da modalidade,
com mais de 50 taças em Grand Slams, e o brasileiro Daniel Rodrigues,
ex-número 11 do ranking mundial de tênis em cadeira de rodas e cinco
vezes medalhista em Jogos Parapan-Americanos.
No
pilar ambiental, o Rio Open Green concentrou todas as iniciativas que
têm objetivo de minimizar o impacto ambiental gerado pelo torneio. Desde
2020, em parceria com a ENGIE, líder em energia renovável no Brasil,
passou a ser um evento carbono neutro.
Pelo
terceiro ano consecutivo, o Rio Open irá neutralizar também as emissões
de CO2 derivadas do deslocamento do público. A neutralização da pegada
climática do evento foi reconhecida pela ONU pela contribuição
voluntária e responsável com as metas globais de descarbonização da
economia.
Confira alguns números e curiosidades do Rio Open 2024:
– Quadras de saibro: 08
– Capacidade da quadra central: 6.200
– Capacidade da quadra 1: 1.000
– Capacidade da quadra 2: 256
– Capacidade da quadra 5: 108
– Empregos gerados: Mais de 5.000 empregos diretos e indiretos
– Projetos sociais: 04
– Tamanho Leblon Boulevard: mais de 10.000m²
Atletas: 73 (incluindo simples, duplas e qualifying);
Países:
19 (incluindo simples, duplas e qualifying) – Brasil (13), Argentina
(15), Espanha (7), França (6), Áustria (4), Chile (4), Grã-Bretanha (4),
Itália (4), Alemanha (3), Colômbia (2), Sérvia (2), Estados Unidos (2),
Bolívia (1), Holanda (1), Peru (1), Portugal (1), Romênia (1), Suíça
(1) e Eslováquia (1)
Partidas disputadas: 61 contando o Qualifying (43 simples e 18 duplas)
Tempo de tênis: 103 horas e 3 minutos
– Premiação: U$ 2.271,715
Atletas cadeirantes: 4
Países: 3 – Brasil (1), Grã-Bretanha (2) e Japão (1)*
* único do Japão é cadeirante (Shingo Kunieda)
Jogos de cadeirantes: 4 (3 simples e 1 duplas)
–
Membros da ATP: 66 (Referee: 01, Supervisores: 02, Players Manager: 1,
Juízes de linha: 46, Juízes de cadeira: 7, Chefe de Juízes: 01,
Assistente de Chefe de Juízes: 01)
Corpo médico e fisioterápico: 7
– Jornalistas credenciados: 280
– Imprensa (vídeo, foto, atendimento, site, arte e texto): 27
– Países alcançados com a transmissão: Mais de 140
– Horas de transmissão: mais de 53 horas no SporTV 3 com as partidas da Quadra Central.
– Boleiros: 70, sendo 60 boleiros oriundos dos projetos sociais apoiados pelo Rio Open, 10 convidados e 03 coordenadores.
– Toneladas de pó de saibro: 14
– Tratadores de quadra: 23 + 1 coordenador
– Assistentes de quadra: 6 + 1 coordenador
– Bolas: 5.400
– Raquetes encordoadas: 512 – totalizando 6.096 metros de corda
O Miami Open, o Masters 1000 mais próximo do Brasil e o mais latino de todos, especialmente depois que o Itaú se tornou o patrocinador principal, anunciou nesta quinta-feira os primeiros convites para a chave principal.
(foto Raducanu Getty Images)
MIAMI GARDENS, FLORIDA – MARCH 22: Emma Raducanu of Great Britain celebrates winning the second set against Bianca Andreescu of Canada in their first round match during the Miami Open at Hard Rock Stadium on March 22, 2023 in Miami Gardens, Florida. (Photo by Clive Brunskill/Getty Images)
Venus Williams, Caroline Wozniacki, Emma Raducanu, todas campeãs de Grand Slam e o japonês Kei Nishikori, que já foi vice do US Open e vem tentando retornar ao circuito profissional depois de meses lesionado, foram os primeiros contemplados para competir no Hard Rock Stadium
Os outros convites para as chaves de simples, duplas e do qualifying serão anunciados em breve.
O jogador carioca divulgou comunicado nesta quinta-feira, confirmando que não irá para o tênis universitário.
Leia abaixo.
“Para os fãs e amantes de tênis do mundo todo,
Gostaria de anunciar que renunciei a minha ida ao tênis universitário para me tornar tenista profissional.
Foi
uma decisão muito difícil que minha família e eu precisamos tomar,
especialmente por eu ter sonhado em viver a vida universitária em
Charlottesville, jogando o esporte que amo com um time e um técnico
incrível. Porém, nos últimos meses, sinto que o tênis profissional me
escolheu de uma maneira em que eu simplesmente não poderia dizer “não”.
Gostaria
de agradecer à University of Virginia e todas as pessoas envolvidas
neste processo. Em nenhum momento me senti pressionado a escolher o
tênis universitário. Todos vocês me deram o tempo que eu precisava, e eu
realmente não poderia ser mais grato à UVA e ao Coach Andres Pedroso
por isso. Sempre seguirei e torcerei por vocês, Cavaliers.
Mesmo
não indo à universidade, acredito fortemente que é um caminho
extremamente valioso e viável para os jovens tenistas que têm a ambição
de se tornarem profissionais no futuro.
Por fim, gostaria de agradecer a todos pelo imenso apoio que venho recebendo.”
Segundo
melhor brasileiro do ranking mundial, medalhista no Pan-Americano e de
olho em uma vaga em Paris-24, o tenista Thiago Monteiro faz um ‘ace
histórico’ e amplia ainda mais a sua atuação no esporte. Focado em
sustentabilidade e na paixão pelo Tênis, o cearense se torna o novo
sócio da startup Semexe (www.semexe.com/), marketplace especializado em
esportes com forte atuação nos pilares ESG. O atleta auxiliará a
condução das estratégias dos fãs das raquetes e será embaixador da marca
ao redor do mundo.
“Estou
muito animado para fazer parte do time Semexe. É um projeto de economia
circular que faz muito sentido para os dias de hoje e eu vou poder
participar não apenas como atleta, mas também como investidor, esperando
trazer cada vez mais pessoas para o esporte”, afirma Thiago Monteiro.
Em
ascensão, Thiago levou o Brasil ao pódio nos Jogos Pan-Americanos de
2023, possui oito títulos no Challengers e vislumbra uma vaga aos Jogos
de Paris-24. Agora, o tenista se junta a Henrique Avancini, maior
ciclista da história do Brasil, além de nomes do universo das startups,
como Guilherme Bonifácio (cofundador do iFood), Rodrigo Borges
(cofundador do Buscapé), Bernardo Fonseca (CEO do XTerra Brazil), Carlos
Galvão (CEO do Ironman Brasil) e Mario Roma (fundador da Brasil Ride),
que compõem o perfil societário da empresa.
Fundada
em 2019 por Gabriel Novais (ex-diretor de Esportes da Red Bull) e
Rafael Papa (ex-diretor no Mercado Livre), a Semexe nasceu com o
propósito sustentável de comercializar produtos esportivos seminovos aos
consumidores por meio de tecnologias e processos exclusivos (curadoria,
atendimento feito por experts do esporte, facilidade de pagamento,
sistemas de segurança desde a análise do produto até o pós-compra),
garantindo o consumo inteligente e a economia circular. Atualmente, a
startup possui mais de 3.4 milhões de visitantes, obtiveram mais de R$65 milhões em faturamento e atuam nas verticais de Ciclismo, Aventura e outros esportes outdoor.
“Sempre
sonhamos em trabalhar com essa modalidade. Muitos clientes, que já
usavam nossa plataforma para bike ou aventura, eram também fãs de
esportes com raquete e passavam pelo mesmo problema: a experiência para
comprar e vender usados era complicadíssima nas plataformas genéricas.
Além disso, é um esporte em que o principal equipamento, a raquete, tem
um ticket alto e dura muito tempo”, afirma Artur Fernandes, sócio e
diretor executivo do Marketplace. “Com a chegada do Thiago, os tenistas
vão encontrar uma plataforma de compra e venda de artigos de tênis,
squash e beach tênis seminovos de qualidade, com uma experiência feita
por tenistas para tenistas”, completa.
Antes
da disputa do Rio Open, em que Thiago Monteiro fez uma grande campanha,
ele apoiou o desenvolvimento da seção do site, que engloba Tênis,
Squash e Beach Tennis.
Vencer o Rio Open uma vez não é fácil, duas é ainda mais difícil. Neste domingo, o argentino Sebastian Baez se tornou o décimo campeão diferente em dez edições do torneio, o segundo de seu país, igualando o feito de Diego Schwartzman em 2018. O ATP 500 carioca é a maior conquista da carreira do tenista que tem ligação com o Rio por dividir o técnico Sebastian Gutierrez com o brasileiro Thiago Wild.
Na primeira final entre dois tenistas do mesmo país, Sebastian Baez derrotou o também argentino Mariano Navone, a grande surpresa do torneio, por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/1. Depois de quatro títulos ATP nos torneios de Estoril, em 2022, Córdoba, Kitzbuhel e Winston-Salem, em 2023, Baez enfim conseguiu seu maior troféu, o do Rio Open.
“Esse torneio eu sempre gostei muito de participar, um evento que eu via pela TV com muita admiração, me alegra muito”, disse Baez na quadra, antes de falar algumas palavras em português. “Quero dizer: muito obrigado, galera! Eu amo o Brasil!”.
Depois de começar o torneio no qualifying e terminar com o troféu de vice-campeão, Mariano Navone disse que ganhou muitas finais durante sua passagem pelo Rio Open.
“Não vou embora triste porque dei tudo que podia em quadra. Neste torneio ganhei muitas finais, ganhei a final de passar ao top 100, ganhei a final de ganhar meu primeiro jogo de ATP, ganhei a de passar para as quartas, ganhar as quartas, vencer um top 25, foram muitas vitórias pessoais, foi um lindo torneio”, disse o vice-campeão.
GUGA ENTREGA TROFÉU E RESUME O RIO OPEN: ‘É O NOSSO GRAND SLAM!’
Gustavo Kuerten compareceu à quadra que leva o seu nome para prestigiar a final da histórica 10ª edição do Rio Open e participou da cerimônia de premiação ao lado de David Ferrer, entregando o troféu de campeão ao argentino Sebastian Baez. Ao Sportv, Guga destacou a importância do Rio Open e de tudo o que aconteceu nesta semana para o tênis brasileiro.
“É um ano especial, agora celebrando com esse título de duplas, mas também três brasileiros nas quartas, o Joãozinho (Fonseca) vindo para essa surpresa, essa emoção, um jovem brasileiro com potencial enorme”, disse Guga.
“O Rio Open é o nosso Grand Slam, tem que cuidar com carinho e retribuir da melhor maneira possível. O torneio faz esse papel, Thiago Monteiro se consolidou aqui, Wild também embalou aqui até ganhar o torneio em Santiago. É como se fosse o nosso Grand Slam, é a semana mais preciosa. Se fosse escolher um torneio para jogar, adoro Roland Garros, mas eu escolheria aqui”, concluiu.
DIRETORES FAZEM BALANÇO DO 10º RIO OPEN: ‘HISTÓRICO!’
A 10ª edição do Rio Open foi resumida como histórica por diferentes aspectos no balanço feito em entrevista coletiva de Lui Carvalho, diretor do torneio, e Thomaz Costa, vice-diretor, que destacaram os diferenciais do evento no Jockey Club Brasileiro, como a energia do público presente no ATP 500 carioca, os recordes do torneio em termos de organização, além dos resultados obtidos pelos brasileiros.
“O balanço é muito positivo, é uma edição histórica, 10 anos de Rio Open, do jeito que a gente imaginava, quebrando recordes. Com certeza a gente vai ter recorde de público no final da semana, foi recorde de público no qualifying. Pela primeira vez um brasileiro passou o qualifying, isso é bastante gratificante porque a gente vem falando há bastante tempo sobre a nova geração”, analisou Lui.
“O mundo viu que a energia que a gente tem aqui no Rio Open de público não se iguala em nenhum outro lugar do mundo. Obviamente tem quadras maiores, mas a energia realmente que os jogadores sentiram e começaram a falar sobre é bem especial. Estamos felizes de chegar à décima edição com esse rótulo de que é um lugar especial para jogar”, declarou Lui.
Em mais uma edição de sucesso, o vice-diretor Thomaz Costa disse que a organização também está atenta para melhorar em todos os aspectos para as próximas edições.
“A gente tem sempre em mente que sempre dá para melhorar e busca melhorias em tudo, até o que está bom nós revemos o que dá para ficar ainda melhor. Temos um cuidado e um carinho com os detalhes que eu acho que é importante no final. A gente consegue entender que isso impacta a experiência de todos os que estão aqui”, concluiu.
CAMINHO DE SEBASTIAN BAEZ PARA O TÍTULO DE SIMPLES: Primeira rodada – Corentin Moutet (FRA) – 6/4 e 6/3 Segunda rodada – Facundo Diaz Acosta (ARG) – 7/6(1) e 6/3 Quartas de final – Thiago Monteiro (BRA) – 6/4, 1/6 e 6/2 Semifinal – Francisco Cerundolo (ARG) – 7/5 e 6/0 Final – Mariano Navone (ARG) – 6/2 e 6/1
A histórica 10ª edição do Rio Open terminou com uma conquista inédita para o tênis brasileiro, com o primeiro título de um tenista do país nas duplas após a vitória de Rafael Matos ao lado do colombiano Nicolas Barrientos em um dia também memorável para o argentino Sebastian Baez, que chegou ao maior título da carreira, o primeiro em um ATP 500, no Jockey Club Brasileiro.
Na abertura da programação neste domingo, Rafael Matos foi o quinto brasileiro a jogar a uma final nas duplas do Rio Open e teve êxito para levar o título com Barrientos na primeira partida da semana em que não precisou jogar três sets, vencendo os austríacos Alexander Erler e Lucas Miedler em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/3.
Matos encerra o jejum de títulos brasileiros no maior torneio da América do Sul depois das tentativas de quatro duplas com brasileiros. Marcelo Melo foi vice em 2014 ao lado do espanhol David Marrero, Thomaz Bellucci e Rogerio Dutra Silva perderam a final em 2019. Bruno Soares decidiu o título ao lado de Jamie Murray em 2022 e Marcelo Melo voltou a ser vice-campeão com o colombiano Juan Sebastian Cabal em 2023.
Durante a cerimônia de premiação, Matos citou a presença de Bruno Soares e lembrou que ele chegou perto do título, assim como Marcelo Melo, e de como os dois abriram portas para que outros tenistas pudessem seguir o caminho das duplas.
“É uma honra estar no meio desses caras, são gigantes do nosso esporte, do nosso país, abriram as portas onde ninguém havia trilhado esse caminho ainda, então tem eu e vários jovens vindo pelo caminho das duplas também. É muito especial, o Rio Open 10 anos, esse torneio merecia um brasileiro porque é incrível de verdade, toda a organização, toda essa atmosfera é demais”, disse Matos.
Na entrevista coletiva, ele se declarou ao maior torneio de tênis da América do Sul e disse que o Rio Open merecia um título brasileiro.
“É realmente muito especial, não poderia ter pedido esse primeiro título de ATP 500 em outro lugar, sendo o primeiro brasileiro a ganhar aqui. O Rio Open merecia isso, nas duplas já tinha batido na trave quatro vezes, merecia, é um torneio incrível, toda a torcida brasileira sempre apoiando muito, um torneio incrível para os brasileiros. Todo mundo vem fazendo um bom trabalho e subindo pouco a pouco foi bem merecido para o torneio e para o tênis brasileiro”.
Rafael Matos agora soma sete títulos no circuito, com Córdoba em 2021, Santiago, Marrakech, Mallorca, Bastad e Sofia em 2022, além do ATP 500 no Rio Open. Para o colombiano Nicolas Barrientos foi a primeira conquista de título na ATP.
“Estou muito feliz por essa semana, foi incrível toda a semana, todo mundo me apoiando, ao Rafa, claro, mas me sinto em casa aqui, obrigado a todo mundo, a verdade é que é uma atmosfera incrível”, disse Barrientos. “É a minha primeira vez no torneio, mas quero voltar todos os anos em que seguir jogando na minha carreira”, completou.