Teliana estreia com vitória em Saint Gaudens

A tenista brasileira Teliana Pereira estreou com vitória no ITF de Saint Gaudens, na França, com premiação de U$ 60 mil. Ela venceu a norte-americana Sachia Vickery,135a na WTA, por 3/6 7/5 7/5 e agora enfrenta a a espanhola Silvia Soler Espinosa (149a), por uma vaga nas 4as de final da competição.

Teliana estreia com vitória em Saint Gaudens

Para entrar na chave principal do ITF francês no saibro, Teliana precisou passar pelo qualifying, vencedo dois jogos disputados e hoje marcou a sua 3a. vitória seguida.

“É sempre bom vencer jogos duros. Não estou começando muito bem os jogos, mas estou encontrando uma maneira de vencer e isso é muito importante,” disse Teliana, atualmente na 252a. posição na WTA.

Laura Pigossi é vice-campeã do Circuit Feminino Future de Tênis em SP

A russa Irina Khromacheva mostrou toda sua qualidade de número 89 do ranking mundial e conquistou com autoridade a segunda etapa do Circuito Feminino Future de Tênis, ao derrotar neste domingo a paulista Laura Pigossi, mais de 300 posições atrás na lista internacional, com as parciais de 6/2 e 6/1.
Laura Pigossi é vice-campeã em SP
Este foi o 10º título de Khromacheva em torneios de nível challenger e o segundo conquistado no Brasil. Há quase seis anos, em Ribeirão Preto, ela também ganhou uma etapa do Circuito que era então sua primeira conquista internacional. “Tive alguma dificuldade com o saque devido à posição do sol. Sabia que teria de ser consistente, porque ela nunca desiste dos pontos. A chave foi manter o foco o tempo todo”, avaliou a campeã.
O público superlotou o estádio principal do clube Paulistano e incentivou Pigossi, prata da casa, o tempo inteiro, mas a força e a regularidade da cabeça 1 foram preponderantes em quase toda a partida. A brasileira procurou ser agressiva no começo de partida, atacando até mesmo o segundo saque da adversária canhota, mas faltou precisão em alguns momentos. A partir da primeira quebra de saque, Khromacheva ficou confiante e aí passou a ter o domínio da partida.
“Queria demais esse título, que seria meu primeiro de nível challenger, mas ela foi superior”, lamentou Pigossi, de 22 anos. “O importante é que tive uma semana incrível, em que pude constatar que meu tênis e meu físico estão em evolução”. Laura retorna para Barcelona, onde passou a morar desde setembro. Em abril, disputará o WTA de Bogotá.
Antes da final, os organizadores do Circuito Feminino homenagearam Marília Silberberg, um dos grandes nomes do Paulistano e do tênis paulista, falecida em janeiro de 2000. Os filhos Fabio e Adriana receberam uma placa.
O Circuito Feminino terá mais duas etapas, ambas da categoria future, marcadas para a Sociedade Hípica de Campinas, a partir do dia 24 de março, e para o Clube de Campo Santa Rita, em São José dos Campos, com início dia 31.

 

Por doping, Sharapova é punida e terá que ficar dois anos fora do circuito

Sharapova - dopingA ITF, Federação Internacional de Tênis, anunciou, nesta quarta-feira, a punição de Maria Sharapova, flagrada em exame antidoping realizado em janeiro deste ano por uso de Meldonium.

A russa terá que ficar dois anos longe do circuito profissional, punição que começou a contar no dia 26 de janeiro, durante a disputa do Australian Open.

Além disso, os resultados e pontos obtidos desde então não serão considerados, inclusive as quartas de final que conseguiu no primeiro Slam da temporada, e a premiação terá que ser devolvida.

Sharapova já emitiu um comunicado após a decisão e afirmou que irá recorrer junto à Corte Arbitral do Esporte, buscando a possibilidade de ter a pena reduzida, como aconteceu com outros atletas.

Estudo realizado pelo Daquiprafora aponta que ser top 50 juvenil não é garantia de sucesso como profissional

DaquipraforaCom o objetivo de identificar padrões de resultados obtidos por tenistas que chegaram a um nível muito alto no juvenil, considerando o top 50 do ranking da Federação Internacional de Tênis, o Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, pesquisou e analisou resultados de tenistas nessa faixa de ranking nos anos 2008, 2009 e 2010 e o seu desmepenho como profissional, supondo-se que o tempo de 4 a 7 anos seria razoável para um bom ex-juvenil se firmar no top 200 profissional, ou no top 100 de duplas (faixas de ranking que começam a dar retorno do investimento na carreira).

Com o próprio site da ITF como fonte, é possível chegar a alguns resultados interessantes, como os listados nos pontos abaixo:

– Dos 132 jogadores do estudo (18 jogadores se repetiram nos rankings), 26 deles já acharam seu espaço no top 200 de simples ou top 100 de duplas.

– Dos 132 jogadores, 32 deles optaram pelo caminho do tênis universitário e receberam generosas bolsas de estudos.

– Dos 132 jogadores do estudo, 15 nem foram para a faculdade nos EUA e nem seguiram tentando jogar profissional.

– Dos 132 jogadores, 59 deles continuam tentando espaço no top 200 (sendo que 22 deles não arrumaram espaço no top 500 ainda, 4 a 7 anos após terminar o juvenil).

Ver tabela abaixo:

Tabela Daquiprafora

Conclusões:

1 – Se chegar ao top 50 juvenil já é difícil, chegar ao top 200 profissional é muito mais.

2 – Quem chega ao top 50 ITF está jogando um nível altíssimo de tênis e ainda assim apenas 20% deles conseguiu chegar a um nível profissional que traga pelo menos algum retorno.

3 – Para jogar torneios, um jogador profissional vai precisar dispor de pelo menos R$ 150.000 por ano até chegar a um nível no qual as contas conseguem se equilibrar.

4 – Se um tenista passa 5-6 anos jogando sem conseguir obter retorno financeiro, estamos falando de cifras entre R$ 750.000 e quase um milhão de reais (isso corresponde a um apartamento de luxo em grandes cidades brasileiras). Quase metade dos tenistas do estudo continua gastando esse dinheiro anualmente sem obter retorno.

5 – Se os top 50 ITF (novamente, um nível altíssimo) têm toda essa dificuldade com o tênis profissional, pode-se imaginar que quem não conseguiu chegar a um nível top 50 ITF tenha mais dificuldade e precise de mais tempo (e mais dinheiro) até cavar seu espaço no profissional.

6 – Dentre os 24% que escolheram o tênis universitário, vários deles já estão de volta ao circuito e em situação melhor ou igual do que muitos que optaram por seguirem jogando futures (e gastaram muito menos durante o tempo na faculdade).

Abaixo alguns nomes de tenistas que estavam no estudo e optaram por faculdades nos EUA:

– Roberto Quiroz (Equador) está atualmente no último ano da University of Southern California e está em 520º do mundo, tem 23 anos. Era o 7º do mundo ITF em 2010.

– Mitchel Frank (Estados Unidos) está atualmente no último ano da University of Virginia, tem 22 anos e está em 580º do mundo. Era o 6º do mundo ITF em 2009.

– Tennys Sandgreen (Estados Unidos) foi para a University of Tennessee e se formou, tem 24 anos e está atualmente em 350º do mundo. Era o 24º do mundo ITF em 2009.

– Nicholaas Scholtz (África do Sul) se formou pela University of Mississippi e está atualmente em 445º do mundo, está com 24 anos. Era o 41º do mundo ITF em 2009.

– Marcelo Arevalo (El Salvador) estudou na Tulsa University por 3 anos. Voltou para o circuito e é atualmente o 305º do mundo. Tem 24 anos. Era o 12º do mundo ITF em 2008.

– Chase Buchanan (Estados Unidos) se formou na Ohio State University, voltou para o circuito e é atualmente o 195º do mundo, tem 24 anos. Era o 14º do mundo ITF em 2008.

– Henrique Cunha (Brasil) se formou na Duke University, tem 25 anos, voltou para o circuito e está em 255º do mundo, tem 25 anos. Era o 16º do mundo ITF em 2008.

– Bradley Klahn (Estados Unidos) se formou na Stanford University, voltou para o circuito e é atualmente o 241º do mundo (já foi 65), tem 25 anos. Era o 18º do mundo ITF em 2008.

– Jarmere Jenkins (Estados Unidos) se formou pela University of Virginia, voltou para o circuito e atualmente é o 205º do mundo, tem 25 anos. Era o 24º do mundo ITF em 2008.

– Blaz Rola (Eslováquia) estudou na Ohio State University por 3 anos, voltou para o circuito e agora é 95º do mundo, tem 25 anos. Era o 38º do mundo ITF em 2008.

– Jose Hernandez (República Dominicana) jogou 3 anos pela University of North Carolina, voltou para o circuito e está em 190º do mundo, tem 25 anos. Era o 44º do mundo ITF em 2008.

Serena e Djokovic são escolhidos como melhores da temporada pela ITF

Serena - campeã - Roma peqA ITF anunciou que Serena Williams e Novak Djokovic foram os melhores jogadores da temporada 2014. Foi a quinta vez que a norte-americana recebeu o reconhecimento, enquanto o sérvio ficou com a honraria pela quarta vez na carreira.

Nas duplas, os irmãos Bob e Mike Bryan foram considerados os melhores pela 11ª vez, enquanto as italianas Sara Errani e Roberta Vinci foram escolhidas entre as mulheres.

Serena, que ganhou seu 18º título de Grand Slam na carreira quando ficou com o troféu do US Open, manteve a liderança do ranking ao longo de toda temporada e foi a jogadora mais velha a ser nomeada como a melhor do ano pela ITF.

“Estou muito honrada com essa nomeação. Este foi um ano de desafios e triunfos, ao ganhar outro Grand Slam e mantendo o posto de nº 1 até o fim do ano. Estou muito orgulhosa e grata por ter o apoio da comunidade de tênis em todos os sentidos. Estou ansiosa para 2015”, afirmou a norte-americana.

Djokovic, por sua vez, garantiu em Wimbledon o sétimo título de Slam da sua carreira e se tornou um dos quatro homens premiados quatro vezes pela ITF, juntando-se a Ivan Lendl, Pete Sampras e Roger Federer.

Entre os juvenis, o prêmio ficou com  Catherine “CiCi” Bellis, dos Estados Unidos, e Andrey Rublev, da Rússia, enquanto os japoneses Yui Kamiji e Shingo Kunieda foram escolhidos os melhores cadeirantes.

Técnica da ITF, Roberta Burzagli acredita que brasileiros devem interagir com tênis europeu cada vez mais cedo

Roberta - Itaú peqRoberta Burzagli é uma técnica respeitada no Brasil e no exterior, integrando há dez anos o quadro da ITF (Federação Internacional de Tênis) em um programa que reúne e treina atletas de países subdesenvolvidos no tênis por alguns períodos durante o ano, visando, além da melhoria do jogo, um contato maior com as maiores potências do esporte no mundo.

Neste final de semana, ela está disputando a etapa carioca do Itaú Masters Tour, no Clube dos Caiçaras, na Lagoa, e falou um pouco sobre a sua atividade, além do lugar atual dos juvenis brasileiros no cenário mundial.

Neste ano, por nove semanas entre Roland Garros e Wimbledon, Luisa Stefani foi a brasileira presente no grupo, sendo a semifinal de duplas em Roland Garros o seu melhor resultado, elogiado por Roberta:

“Foi um bom resultado. Ela joga muito bem e é uma menina que tem muito potencial, muito esforçada, talentosa…eu acredito muito nela. Quando ela ficar mais madura, vai jogar muito bem.”

Porém, a realidade brasileira e sul-americana, segundo Roberta, não é a mais positiva quando comparada às principais potências:

“Em geral, o tênis jogado na América do Sul é muito antigo. Principalmente no feminino, pois as europeias jogam muito mais em cima da linha, batendo muito mais reto, pegando a bola dentro da quadra, de cima pra baixo. Isso também acontece um pouco no masculino. Esse tipo de jogo faz você roubar tempo do adversário, pois pega a bola antes. É um tênis mais agressivo que o sul-americano, que ainda joga aquele tênis mais no fundo da quadra, pegando a bola mais embaixo e dando mais tempo para o adversário se posicionar na quadra”

Sendo assim, uma solução apresentada por Roberta é exatamente essa integração maior com os países que apresentam melhores desempenho, especialmente na Europa:

“Por isso acho muito importante que o tenista brasileiro vá o mais cedo possível para a Europa, assim como os técnicos, para que eles vejam como o tênis é jogado lá, que é o berço e de onde vem os melhores jogadores. Implantar uma nova metodologia no Brasil é difícil, pois isso representaria uma mudança na forma de jogo e dificilmente isso seria bem aceito até mesmo pela grande quantidade de erros no início que poderia acontecer. Infelizmente, estamos alguns passos atrás.”

Agora, a expectativa é pelas semanas que a equipe vai passar nos Estados Unidos. Luisa Stefani, mais uma vez, estará presente:

“A gente faz um trabalho muito mais tático nestas semanas. Trabalho técnico é mais a movimentação de pernas. O objetivo da ITF é dar chance ao atletas talentosos para ter esse contato e evolução do jogo. Muitas vezes, a questão não é financeira, mas sim de manter essa equipe junta, criando uma competitividade e elevando o nível de jogo, que é muito alto na Eropa. A nº 1 juvenil do mundo no ano passado, a (Belinda) Bencic, suíça, já é 62 do mundo na WTA esse ano. Uma chave de Grand Slam juvenil feminino é muito forte, com pelo menos um terço da chave entre as 200 melhores da WTA”

Mas tudo isso, segundo Roberta, deve ser feito com calma. Ela afirma que  jogar juvenil é muito importante para o desenvolvimento do jovem como jogador:

“Acho muito importante que os jogadores joguem juvenil para não queimar etapas e que tenham a pressão de ganhar os jogos para trabalhar ainda mais o aspecto psicológico”

Finalizando, Roberta reforça a importância de ter esse contato com o tênis europeu comparando até mesmo algumas competições profissionais e juvenis:

“Algumas meninas vencem um torneio de US$ de 10 mil aqui na América do Sul e acham que está tudo bem. Não é verdade. Muitas competições juvenis na Europa são muito mais fortes”, afirmou.

Foto: João Pires