Bia arrasa na estreia em Roland Garros

Beatriz Haddad Maia estreou com uma grande vitória em Roland Garros. A brasileira, cabeça de chave 14 do torneio, superou a alemã Tatjana Maria, número 67 do mundo, em 6/0 6/1 e 1h04 de duração.

“Estou feliz com a minha estreia. Primeiro por ser primeira rodada, já que em qualquer torneio é sempre difícil estrear. A Maria é uma jogadora muito experiente, que já ganhou de grandes jogadores, e também está tendo bons resultados nos últimos 12 meses, então estou contente com essa estreia firme”, disse a tenista.

Bia venceu por 60 61 (foto de Aliny Calejon)

Na próxima rodada, Bia enfrentará a russa Diana Shnaider, a 108ª do ranking. “Eu busco lidar com a segunda rodada como qualquer outra. Na partida de hoje eu estava nervosa também, então esse frio na barriga significa que valorizamos e gostamos com o que trabalhamos. Se ela está numa segunda rodada de Grand Slam, ela é uma grande jogadora também. Então vou tentar fazer o meu melhor na mesma forma”, continuou.

A brasileira também comentou do carinho da torcida presente na partida. “Mesmo estando longe de casa, sinto essa energia e essa vibração. É muito especial escutar as pessoas gritando o meu nome. É um privilégio, fico muito contente. É muito bacana receber essa energia e me motiva bastante para seguir firme, principalmente nos momentos duros”, finalizou.

Thiago Monteiro tem novo adversário para a estreia em Paris

Thiago Monteiro está nos momentos finais de sua preparação para a estreia em Roland Garros. Atual número 98 do mundo, o brasileiro viu uma troca de adversário na sua estreia após a desistência do francês Benjamin Bonzi, e agora terá pela frente o alemão Yannick Hanfmann, lucky loser do torneio e 65ª do ranking.

Thiago Monteiro enfrenta alemão em Paris (Fotojump)



“Acho que a única diferença é mais na questão da torcida, já que o adversário não terá tanta torcida como o francês com quem eu jogaria. Vi alguns jogos hoje e os tenistas franceses receberam muito apoio da torcida. Mas é um jogo bem duro, o Hanfmann vem em uma grande fase. Joguei contra ele algumas semanas atrás e foi um jogo bem longo e definido nos detalhes. A preparação para o jogo é parecida, já que ele joga num estilo bem similar ao do Bonzi”, analisou o brasileiro.

“Me sinto bem preparado, confiante e estou treinando bem. São nesses torneios que todos buscam superar seus limites e jogar no melhor nível possível, então preciso aproveitar da melhor forma essas boas sensações. Conquistar a vitória e avançar nesses torneios maiores é o principal objetivo”, finalizou.

Esta será a quinta participação na chave principal de Thiago Monteiro em Roland Garros. A melhor campanha do cearense no Grand Slam francês foi em 2020, quando chegou na terceira rodada.

Roland Garros reverencia o último “Rei” francês: Noah

Yannick Noah está sendo celebrado em Roland Garros como merece. ´Último campeão francês a vencer em Paris, há 40 anos, Yannick Noah segue como uma das figuras mais populares da França.

Ao derrotar Mats Wilander na final de 1983 e celebrar a vitória nos braços do pai, na quadra central lotada, Noah fez uma nação inteira praticamente entrar em transe. Já fazia 37 anos que nenhum francês vencia o “seu” Grand Slam.

Yannick Noah – Loic Wacziak / FFT

Descoberto em Yaounde, por Arthur Ashe, Noah se mudou ainda adolescente para a França, para treinar com a Federação Francesa e cresceu nas quadras de Roland Garros. Filho de pais com mistura racial, ele trouxe muito mais do que apenas um ganhador de Grand Slam para a França. A sua vitória representou muito mais do que um título.

Irreverente, pura emoção na quadra, Noah levou tudo isso para outros palcos. Se tornou um cantor e músico de sucesso e por algumas vezes, e não faz tanto tempo assim, foi eleito a maior personalidade da França.

Mats Wilander, Mansour Bahrami, Yannick Noah – Loic Wacziak / FFT

Mas, ao entrar na Philippe Chatrier, neste sábado, em um “Kid’s Day” que ganhou o seu nome e para tocar diante de quase 20 mil pessoas, falou: “Depois do nascimento dos meus filhos, o dia que ganhei Roland Garros é o dia mais especial da minha vida. Quanto mais velho a gente vai ficando, mais emotivo vamos nos tornando.”

Diana Gabanyi


Thiago Wild se junta a Monteiro e Bia na chave de Roland Garros

O Brasil terá três tenistas na chave principal de simples de Roland Garros. Além de Thiago Monteiro e Beatriz Haddad Maia, já garantidos no Grand Slam francês, Thiago Wild conquistou a sua vaga ao passar pelo disputado qualifying.

Thiago Wild jogará a chave de Roland Garros pela 1a vez (Foto CBT)

Nesta sexta-feira ele derrotou o alemão Dominik Koepfer, atual 102 do mundo, por duplo 6/1, para disputar a chave principal em Paris, pela primeira vez na carreira.

O outro Thiago, Monteiro estreará contra o francês Benjamin Bonzi e Bia jogará contra a alemã Tatijana Maria. Wild ainda aguarda o adversário de estreia.

Felipe Meligeni e Laura Pigossi, que chegaram à última fase da classificação em Paris, perderam no 3o. set.

Nadal confirma o favoritismo contra Ruud e conquista seu 14º título de Roland Garros

Rafael Nadal. É cada vez mais difícil não ser repetitivo quando se fala dos feitos do espanhol. Na verdade, parece que apenas números são atualizados. Um atrás do outro. Desde 2005.

Neste domingo, não foi diferente. Pela 14ª vez, a manchete dos jornais esportivos ou pelo menos daqueles especializados em tênis vai ser com Nadal levantando o troféu de Roland Garros. No total, são 22 títulos dos quatro maiores torneios da temporada.

E a partida deste domingo foi do jeito que muita gente pensava: Sem muita emoção. Nadal venceu por 3×0, de forma implacável. 6/3 6/3 e 6/0. No único momento de maior ânimo no jogo, o norueguês chegou a abrir 3/1 no segundo set. E foi só. Dali em diante, não venceu mais nada. Nem mesmo um único game. Foram incríveis 11 games seguidos rumo ao título.

E é mais incrível pensar que do outro lado da rede não tinha qualquer um. Por mais que estivesse na sua primeira final de Grand Slam, Ruud é um top-10, embalado por duas ótimas semanas. E mesmo assim, praticamente não teve chance.

Porém, engana-se quem pensa que foi fácil a trajetória do campeão. Venceu 4 top-10 durante a campanha, incluindo um longo 5º set diante do canadense Felix Auger-Aliassime nas oitavas e a incrível partida contra Novak Djokovic nas oitavas. Na semifinal, o acaso da lesão de Alexander Zverev. A final foi menos dura, é verdade.

A expectativa em quadra passou, mas aumentou no pós-jogo, para a expectativa da sua entrevista coletiva. Com tantas lesões e dores, havia a dúvida se anunciaria a aposentadoria. Não o fez. Depois de muitos agradecimentos, usou o microfone pra fazer aquilo que foi toda a sua carreira: “Não sei o que vai acontecer no futuro, mas vou continuar lutanto.”

E que bom que teremos mais de Nadal. Quem sabe por quanto tempo? Quem sabe, mais uma vez no Brasil? Mais uma vez no Rio Open? Não custa torcer. Afinal, se tratando de Rafael Nadal, não é prudente duvidar de nada.

Diana Gabanyi

Dominante, Swiatek supera Gauff, vence a 35ª seguida e conquista o bi de Roland Garros

Iga Swiatek é, definitivamente, o grande nome do tênis feminino. E confirmou isso, mais uma vez, neste sábado, ao conquistar o título de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

E mais uma vez, como vem fazendo nos últimos tempos, fez isso de forma dominante, com uma vitória em sets diretos sobre a jovem norte-americana Coco Gauff, com parciais de 6/1 e 6/3.

E quando se diz dominante, com Swiatek, é dominante mesmo. Gauff nem jogou mal, mas pouco conseguiu fazer. No máximo, abriu o segundo set quebrando o saque da adversária e abrindo 2/0 em seguida, mas viu a número 1 do mundo reagir na sequência e vencer 5 games seguidos antes de fechar o set.

Esse é o segundo título de Swiatek em Roland Garros, repetindo o feito de 2020, se consolidando como uma número 1 dominante no circuito:

“Honestamente, eu nunca esperaria por isso, mas desta vez sinto que trabalhei duro, fiz de tudo para chegar aqui. Apesar de ter sido muito difícil, a pressão era grande…” disse Swiatek.

A número 1 do mundo também fez questão de ressaltar o quanto se sente bem jogando em Paris:

“Realmente, tenho motivação extra toda vez que venho aqui, então eu adoro estar de volta.”

E no final ela não deixou de lembrar da situação na Ucrânia, que vive um momento delicado após há invasão das tropas russas, há mais de 100 dias, resultado em centenas de mortos e feridos:

“Quero, no final, dizer algo à Ucrânia: Mantenha-se forte, pois o mundo está lá.” Concluiu a polonesa que, com a vitória deste sábado, acumula 35 vitórias seguidas no circuito, incluindo 5 outros títulos além de Roland Garros, como os WTA 1000 de Indian Wells, Miami e Roma.

Foto: Cédric Lecocq/FFT

Kasatkina bate compatriota e será desafio de Swiatek em uma das semis de Roland Garros. Gauff x Trevisan na outra semi

Estão definidas as semifinais da chave feminina de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

A primeira semi foi definida na terça-feira. Primeiro, com a vitória da italiana Martina Trevisan sobre a canadense Leylah Fernandez, por 2×1. É a primeira semifinal de Grand Slam da italiana de 28 anos, que chegou a se afastar do tênis por um tempo, depois de problemas de saúde do e dela mesmo.

Agora, ela comemora uam excelente fase, que além das cinco vitórias em Paris conta também com mais cinco do torneio anterior, que acabou com o título do WTA de Rabat, no Marrocos.

Sua adversária nesta quinta-feira será a jovem e já experiente norte-americana Coco Gauff, que passou pela compatriota Sloane Stephens por 2×0.

Depois de chegar às quartas de final de Roland Garros em 2019, ela repete um ótimo desempenho no saibro da capital francesa e agora com uma possibilidade de fazer sua primeira final de um dos quatro torneios mais importantes da temporada.

Pra isso, Gauff vai ter que vencer a italiana pela primeira vez, apesar do histórico curto entre elas. Se enfrentaram apenas uma vez, exatamente em Roland Garros, na edição de 2020, quando Trevisan venceu de virada.

A outra semifinal foi definida nesta quarta-feira, começando com a russa Daria Kasatkina, que obteve uma boa vitória diante da compatriota Veronika Kudermetova, com parciais de 6/4 e 7/6(5).

Pela primeira vez na carreira, a russa chega à semifinal de um Grand Slam, depois de parar nas quartas de final tanto de Roland Garros quanto de Wimbledon, ambos em 2018.

Sua adversária será a número 1 do mundo, a polonesa Iga Swiatek, que mais uma vez impôs seu grande nível de tênis para bater a norte-americana Jessica Pegula em sets diretos, com parciais de 6/3 e 6/2.

Swiatek, que vem de uma incrível sequência de 33 vitórias seguidas, segue em busca do bicampeonato de Roland Garros, depois de conquistar o título em 2020.

Swiatek e Kasatkina já se enfrentaram quatro vezes no circuito e a polonesa venceu três dessas partidas, todas nesta temporada, cedendo no máximo 5 games por jogo.

Foto: Cédric Lecocq/FFT

Nadal supera Djokovic e enfrenta Zverev na semifinal de Roland Garros

Em uma jornada incrível e até certo ponto surpreendente, foi definida a primeira semifinal masculina de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.

Na primeira partida do dia, o espanhol Carlos Alcaraz era favorito diante do alemão Alexander Zverev, mas viu seu adversário jogar em um nível muito acima e abrir logo 2×0.

O espanhol foi buscar e levou ao 4º set, viu Zverev sacar pro jogo, mas devolveu a quebra de saque. Levou ao tiebreak e aí o número 3 do mundo não perdeu a chance. Venceu a parcial e o jogo por 2×1, garantindo sua vaga na semifinal.

A grande expectativa, estava pro jogo da noite parisiense. E Novak Djokovic e Rafael Nadal fizeram jus à expectativa, em uma grande partida que deixou todo mundo sem saber quem levaria até o final, com altos e baixos de ambos.

O espanhol começou melhor. Largou na frente e até de forma surpreendente levou o 1º set por 6/2. Depois, manteve o ritmo, abriu vantagem no 2º, mas viu o número 1 do mundo reagir e empatar a partida.

Depois, Nadal mostrou mais uma vez o motivo de ter vencido 13 vezes no saibro de Paris. Elevou seu nível, errou menos e foi preciso nos momentos importantes. Chegou a ver o sérvio esboçar uma reação e ter set point na quarta parcial, mas fechou a porta e, no tiebreak, confirmou o triunfo por 3×1.

Nadal e Zverev farão uma das semifinais, com o espanhol levando a melhor no confronto direto, já que venceu seis dos nove jogos anteriores entre eles.

A outra semifinal será definida depois da duas partidas de quartas de final desta quarta-feira, começando com o confronto entre o russo Andrey Rublev e o croata Marin Cilic, que vem de vitória sobre outro russo e favorito, Daniil Medvedev.

Na outra partida do dia, o surpreendente dinamarquês Holger Rune encara outro jovem bem talentoso, que é o norueguês Casper Ruud, mais experiente e já ocupando um lugar no top-10.

Foto: Julien Crosnier/FFT

Bia Haddad e Bruno Soares são superados nas quartas de duplas mistas em Roland Garros. Matos e Vega Hernandez perdem também nas 4ªs

Beatriz Haddad Maia e Bruno Soares se despediram de Roland Garros. Disputando a chave de duplas mistas, os brasileiros foram superados nas quartas de final pelo alemão Kevin Krawietz e a norte-americana Nicole Melichar-Martinez em dois sets a um, com parciais de 6/4, 6/7 e 12-10.

“Foi cruel, mas especial. Tem muito jogo que é decidido nesse detalhe final e você fica chateado de chegar tão perto, mas acho que hoje foi além disso. A gente dominou o jogo inteiro, literalmente desde o primeiro game. Além disso, a quadra estava um show, com a torcida fazendo muito barulho. Parecia que estávamos em casa. Isso é muito especial. Pra mim, em estágio final de carreira, e a Bia, que está recomeçando a jornada dela, é muito bacana. São momentos como esse que me fizeram jogar até os 40 anos de idade”, disse Bruno Soares.

“Desde o começo, quando a gente tomou a decisão de jogar juntos, eu me sentido muito a vontade. Acho que do primeiro jogo até hoje eu evoluí, melhorei o voleio, consegui combinar jogadas com o Bruno e fomos entrosando jogo a jogo. Todo jogo é pedreira aqui, não tem como. Todo mundo nas mistas tem ranking bom, muita experiência, muitos campeões de Grand Slam… Pra mim é um privilégio estar compartilhando tudo isso com o Bruno”, completou Bia.

A brasileira, que no ano passado não conseguiu nem jogar o qualifying de Roland Garros, analisou a campanha em Paris. “Eu realmente tenho muita gratidão pela forma como encarei as coisas, desde o recomeço. Tudo isso é muito resultado da minha resiliência. Eu sou bastante disciplinada, sou profissional. Vir aqui e não jogar dói muito. Eu sei que em todos os meus retornos, sempre fortaleci muito a minha cabeça. Fico muito feliz de poder voltar a Roland Garros. Tanto na dupla, quanto na simples, nos segundos jogos, confesso que não consegui jogar bem e não me senti competitiva como nas outras semana, mas tentei aproveitar o máximo na dupla mista. A minha energia mudou e ter o Bruno ao meu lado me motivou muito. Infelizmente saímos com a derrota hoje, mas só tenho gratidão por tudo o que estou vivendo.”

Agora, os brasileiros seguirão para a temporada de grama. Bruno Soares retornará brevemente para o Brasil para descansar e depois disputará o ATP 500 de Queen’s, o ATP 250 de Eastbourne e Wimbledon, enquanto Bia jogará os WTA 250 de Nottingham e Birmingham, o WTA 500 de Eastbourne e Wimbledon. A dupla volta a jogar junto no próximo Grand Slam, Wimbledon.

Na chave de duplas masculina, chegou ao fim da boa campanha de Rafael Matos ao lado do espanhol David Vega Hernandez.

Nesta segunda-feira, os dois perderam para a parceria formada por Marcelo Arevalo e Jean-Julien Rojer, com parciais de 7/6(6) e 6/3.

O resultado em Paris leva o brasileiro, que vice boa fase no circuito, ao seu melhor ranking, avançando cerca de 10 posições e ficando muito perto do top-40.

Foto: Clemente Mahoudeau/FFT

Matos e Vega vencem mais uma e lutam nesta 2ª feira por vaga na semifinal de Roland Garros. Soares e Bia Haddad avançam nas mistas

O Brasil tem um representante nas quartas de final da chave de duplas de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris, na França.

Neste domingo, a parceria formada pelo brasileiro Rafael Matos e o espanhol David Vega conseguiu maia uma dura e importante vitória diante dos belgas Sander Gille e Joran Vliegen, com parciais de 6/4 3/6 e 7/6(10/6).

E a partida valendo vaga na semifinal será já nesta segunda-feira. Matos e Veja farão o terceiro jogo da quadra 14, por volta das 9h, no horário de Brasília, enfrentando a dupla formada por Marcelo Arevalo e Jean-Julien Rojer.

A campanha em Paris vai garantindo ao brasileiro uma bela subida no ranking de duplas da ATP. Atual 52º do mundo, ele vai ganhando aproximadamente 10 posições e ficando muito perto do top-40.

Quem também venceu neste domingo, a chave de duplas mistas, foi a parceria 100% nacional formada por Bruno Soares e Bia Haddad.

Os dois passaram pelo croata Ivan Dodig e a indiana Sania Mirza, com parciais de 6/4 e 6/3, garantindo vaga nas quartas de final.

E o próximo compromisso da dupla será nesta segunda, bem cedinho, no primeiro jogo da quadra 14, por volta das 6h de Brasília. Bruno e Bia enfrentarão a norte-americana Nicole Melichar e o alemão Kevin Krawietz.

Foto: Cedric Lecocq/FFT