Alcaraz conquista o US Open e se torna o número 1 do mundo mais jovem de todos os tempos

US Open 2022

Carlos Alcaraz, de uma vez por todas, escreve seu nome nas linhas dos grandes do tênis, com mais um capítulo concluído. Dessa vez, em Nova York, nos Estados Unidos, com o título do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada.

Neste domingo, ele entrou em quadra como favorito diante do jovem norueguês Casper Ruud, que também buscar seu primeiro título de Slam.

E é bom dizer que o espanhol teve muito trabalho para pisar no Arthur Ashe Stadium na final. Sofreu muito ao longo de duas semanas, com jogos duros e match-point salvo, mas chegou. E chegou muito bem.

Depois de começar muito bem a partida, ratificando o favoritismo, mas depois viu o adversário reagir e crescer. Em seguida, mostrou o motivo ser ser atualmente o melhor jogador de tênis do mundo. Sim, tá no ranking. E não é um número 1 qualquer. É o n´úmero 1 do mundo mais jovem de todos os os tempos, aos 19 anos anos de idade.

E Alcaraz comemorou. Comemorou muito. Sobraram motivos pra isso. A vitória por 3×1, com parciais de 6/4 2/6 7/6(1) e 6/3, serviu pra comemorar seu sonho de garoto. Ao mesmo tempo, campeão de Grand Slam e chegada ao topo do ranking. Há alguns poucos meses, ele estava levantando seu primeiro troféu no circuito, no Rio Open. Passou muito rápido. E é só o começo.

Ruud também tem o que comemorar. Além do vice-campeonato em Nova York, o norueguês também chega ao seu melhor ranking, ocupando a 2ª colocação.

Foto: Cynthia Lum

Jade Lanai conquista título inédito de simples e duplas do US Open Junior de Tênis em Cadeira de Rodas

Dia histórico para o tênis brasileiro! A brasiliense Jade Lanai conquistou o título inédito de simples e duplas do US Open Junior de Tênis em Cadeira de Rodas, categoria que foi disputada pela primeira vez no Grand Slam norte-americano.

Na decisão de simples, a jovem de 17 anos venceu a japonesa Yuma Takamuro, por 7/5 2/6 7/6(10-5). Nas duplas, a brasileira e a norte-americana Maylee Phelps derrotaram a britânica Ruby Bishop e a norte-americana Lily Lautenschlauger, por duplo 6/0.

“É a primeira vez na história do tênis brasileiro que um atleta do Tênis em Cadeira de Rodas conquista um título de Grand Slam, ainda mais em simples e duplas. É muito importante para o desenvolvimento do TCR brasileiro, que vem se tornando uma potência mundial. A Jade é uma atleta de alto quilate, que com apenas 17 anos já tem um bom ranking profissional e é uma das grandes promessas para as Paralimpíadas de Paris”, afirmou Jesus Tajra, vice-presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT).

“Estamos muito felizes e não podemos deixar de agradecer aos nossos patrocinadores, em especial ao BRB, que sempre esteve presente. A Jade viajou para Nova York com o apoio irrestrito da CBT e do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), que está junto conosco nessa parceria em ajudar o TCR”, completou Tajra.

De Nova York, a atleta seguirá para Pereira, na Colômbia, onde se juntará ao Time Brasil BRB para a disputa do torneio internacional Open Fundacion Ganbare.

Foto: Divulgação/US Open

Swiatek vence Jabeur em sets diretos e conquista o título do US Open

Mais uma vez, Iga Swiatek mostrou o motivo de ser a melhor tenista do circuito feminono, há muito tempo, conquistando o título do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York.

Neste sábado, a número 1 do mundo trinfou sobre a tunisiana Ons Jabeur, em sets diretos, com parciais de 6/2 e 7/6(5), conquistando seu segundo título de Grand Slam da temporada e da carreira, depois de vencer em Roland Garros.

No primeiro set, a polonesa não deu muitas chances e fechou com certa facilidade, dominando desde o começo da partida.

Porém, na segunda parcial, a tunisiana Jabeur, que buscava seu primeiro título de Grand Slam, até começou atrás, mas foi buscar o empate e salvou match-point antes de conseguir levar para o tiebreak.

Porém, no momento decisivo, ela falhou muito, inclusive depois de ter vantagem de 5/4 e dois saques. Swiatek aproveitou e, em mais um erro não forçado da adversária, comemorou o título.

Vale destacar que a bela campanha de Jabeur fará com que ela ganhe posições no ranking, saiu do atual 5º lugar e reassumindo a vice-liderança, logo depois de Swiatek, que segue com cada vez mais tranquilidade no topo do ranking.

“Estou tentando fazer mais e mais. Espero poder inspirar mais (crianças). Esse é o objetivo. Esse é apenas o começo de muitas coisas.” disse Jabeur.

Foto do banner: Simon Bruty/USTA

Foto do texto: Cynthia Lum

Jabeur busca seu 1º título de Slam neste sábado, na final do US Open contra a Swiatek

O sábado vai marcar a grande final feminina do US Open, com Iga Swiatek e Ons Jabeur lutando pelo título do quarto e último Grand Slam da temporada, em Nova York.

Favorita, a polonesa não teve vida fácil ao longo da campanha, saindo daquele cenário de domínio com o qual o circuito esteve habituado em boa parte da temporada.

Na semifinal, precisou lutar muito e virar a partida diante da bielorrussa Aryna Sabalenka, que elevou seu nível ao longo das duas semanas do torneio, repetindo a semifinal do ano passado e até de forma surpreendente.

Swiatek foi buscar soluções e, como uma legítima número 1 do mundo, encontrou. Agora, ela vai em busca do seu segundo título de Grand Slam no ano, depois do triunfo em Roland Garros.

Título esse que Jabeur busca pela primeira vez na carreira, chegando a bater na trave em Wimbledon, quando ficou com o vice-campeonato.

Até garantir a vaga na final, a tunisiana cedeu apenas um set ao longo das duas semanas e, na semi, passou pela francesa Caroline Garcia.

Será o quinto jogo entre as duas ao longo da carreira e o segundo nesta temporada. No primeiro, na final do WTA 1000 de Roma, a polonesa ficou com a vitória.

Foto: Jimmie48/WTA

Sabalenka vence Pliskova e vai à semi do US Open pelo 2º ano seguido

A bielorrussa Aryna Sabalenka está na semifinal do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, ela conquistou sua vaga ao bater a tcheca Karolina Pliskova, em sets diretos.

Depois de muita tranquilidade na primeira parcial, Sabalenka precisou lutar na segunda, que só foi resolvida no tiebreak. No fim, vitória por 6/1 e 7/6(4).

Com o resultado, ela já garante a repetição da campanha do ano passado em Nova York, quando parou justamente na semifinal, sendo superada pela canadense Leylah Fernandez.

Foto: Darren Carroll/USTA

Bruno Soares: “Realizei muito mais do que sonhei.”

Bruno Soares anunciou a sua aposentadoria. Aos 40 anos, o mineiro seis vezes campeão de Grand Slam decidiu encerrar a sua vitoriosa carreira após a disputa do US Open, o torneio onde mais conquistou títulos.

“Essa ideia de aposentadoria começou a ficar cada vez mais clara recentemente. Foi mais ou menos em março deste ano que tomei a decisão de me aposentar nesta temporada. Não quis fazer planos, decidir um último torneio ou algo grande. Aí, quando chegou perto do US Open, eu resolvi que me aposentaria caso não fizesse um grande resultado”, disse Bruno sobre quando tomou a decisão.

Foi em Nova Iorque que o tenista conquistou quatro de seus seis Grand Slams: dois nas duplas masculinas (2016 e 2020) e dois nas duplas mistas (2012 e 2014). “O US Open é um lugar muito especial para mim. É o meu torneio favorito: tive os meus melhores resultados, é a cidade que eu mais amo no mundo, com uma energia incrível, muito brasileiro torcendo e a minha família toda estava presente. Achei que tinha tudo a ver encerrar por aqui. Por mais que fosse surpresa para a grande maioria, dentro de mim eu já sabia que seria o meu último torneio. Fico muito feliz que a minha última raquetada foi no US Open”, continuou, explicando a escolha de torneio.

Bruno ainda não sabe quais serão os seus próximos passos: “Não tenho um plano concreto no momento, mas vou seguir com a MadFish. É uma empresa que comecei em 2015 e que está crescendo bastante. A Fly está nela, com muitos projetos de tênis, e também outros negócios. Quero dar sequência nisso aí, mas também quero tomar o meu tempo. Quero sentar, ir com calma e refletir os meus próximos passos. O importante é não ter pressa”, falou.

Em sua carreira, Bruno foi campeão em 35 torneios e vice-campeão em outros 34. Com o melhor ranking de número 2 do mundo, os destaques ficam por conta dos três Grand Slams nas duplas masculinas – Australian Open (2016) e US Open (2016 e 2020) – e outros três nas duplas mistas – Australian Open (2016) e US Open (2012 e 2014) -, além de quatro Masters 1000 e duas vezes o título de melhor dupla da temporada (2016 e 2020). Bruno também representou o Brasil pela Copa Davis em 20 oportunidades, além de ter disputado os Jogos Olímpicos nas edições de Londres, em 2012, e Rio de Janeiro, em 2016.

“Realizei muito mais do que sonhei. O meu sonho de garoto era disputar um Grand Slam e, quem sabe, fazer uma coisa ou outra por aí. Fiz muito mais do que sonhei nos meus sonhos mais extremos, sou muito privilegiado. É muito fácil falar que os Grand Slams que vencei foram as minhas maiores conquistas, mas acho que a maior mesmo foi ter caído mil vezes e levantado mil vezes. Nunca ter desistido. Abaixei a cabeça em algumas vezes, mas não desisti em nenhum momento. Por causa disso, fui capaz de jogar até os 40 anos e de ter conquistado tudo o que conquistei. Tive vários momentos especiais na minha carreira, mas especial mesmo foi toda a jornada”, refletiu.

Bruno foi tenista profissional por 22 anos e não deixou de agradecer as pessoas que passaram por sua vida. “A coisa mais importante que o tênis me deu foram as pessoas que conheci ao longo desta jornada. Resultados, títulos… isso vai e vem. Mas as pessoas, amizades, alegrias e dores ficam pra sempre. Foi isso que o tênis me deu. Agradeço todo mundo que esteve ao meu lado, e sei que foram muitas. Seria impossível conquistas tudo o que conquistei sem vocês”, finalizou.

ENCONTRO COM A IMPRENSA – Bruno já está de volta ao Brasil e sairá de férias por alguns dias. Nas próximas semanas agendaremos um encontro com a imprensa.

Foto do texto: Fotojump

Foto da Home: Manuela Davies/USTA

Kvitova salva match-points, vira sobre Muguruza e enfrenta Pegula nas oitavas do US Open

A tcheca Petra Kvitova precisou salvar match-points, mas garantiu sua vaga nas oitavas de final do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York.

Neste sábado, Kvitova passou pela espanhol Garbine Muguruza, em uma partida muito equilibrada, que acabou com vitória da ex-número 2 do mundo com parciais de 5/7 6/3 e 7/6(12/10).

Muguruza, além de sacar pro jogo, teve dois match-points no final do 3º set. A tcheca se sustentou e ainda desperdiçou três chances de fechar a partida antes de concluir sua suada vitória.

Nas oitavas de final, ela terá pela frente a tenista local Jessica Pegula, que também precisou de três sets pra bater a chinesa Yue Yuan, com parciais de 6/2 6/7(6) e 6/0.

Kvitova e Pegula já se enfrentaram duas vezes no circuito, com duas vitórias da tcheca. A primeira, na terceira rodada do US Open de 2020 e a segunda a semifinal do WTA de Doha, no ano passado.

Foto: Manuela Davies/USTA

Alcaraz bate Brooksby, chega às oitavas de final e segue sem perder set no US Open. Rublev vence Shapovalov

Carlos Alcaraz está nas oitavas de final do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York.

Neste sábado, o espanhol conquistou sua vaga ao vencer com autoridade o tenista da casa Jenson Brooksby, com um triplo 6/3, e dessa forma segue sem perder um único set no torneio norte-americano.

Seu adversário por uma vaga nas quartas de final será o vencedor do confronto entre o croata Marin Cilic e o britânico Daniel Evans.

Vale destacar que o espanhol pode sair de Nova York como número 1 do mundo e pra isso precisa conquistar o título, o que seria o seu primeiro de um dos quatro maiores torneios da temporada.

Quem também garantiu sua vaga nas oitavas de final foi o russo Andrey Rublev, que precisou de cinco sets pra superar o canadense Denis Shapovalov, triunfando com 10/7 no super tiebreak do set decisivo.

Foto: Darren Carroll/USTA

Demoliner e português João Sousa estão nas oitavas de final do US Open

Marcelo Demoliner segue representando o Brasil na chave de duplas do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York.

Neste sábado, o brasileiro e o português João Sousa conseguiram uma ótima vitória sobre a parceria espanhola formada por Feliciano Lopez e Jaume Munar, em sets diretos, com parciais de 6/3 e 6/4.

Com isso, eles se classificaram para as oitavas de final do torneio norte-americano e agora enfrentarão os italianos Lorenzo Sonego e Andrea Vavassori.

Foto: Twitter/Marcelo Demoliner

Bruno Soares e Marcelo Melo são superados na segunda rodada do US Open

Bruno Soares e Jamie Murray se despediram do US Open. O mineiro e o britânico foram superados pelo monegasco Hugo Nys e o polonês Jan Zielinski em 7/6(2) 7/6(6) e 1h43 de duração, dando adeus na segunda rodada do último Grand Slam do ano.

“Hoje a mágica de Nova Iorque não deu, batemos na trave. Foi um jogo duríssimo, dois tie-breaks… Os caras jogaram muito bem e sacaram muito bem, principalmente. A gente também, mas escapou. Eles jogaram melhor nos pontos importantes, pra ser sincero. Também tiveram um pouco de sorte, mas faz parte. Tem jogos que escapam no detalhe, acontece”, disse o mineiro.

Bruno foi campeão do US Open em quatro oportunidades, sendo duas nas duplas masculinas (2016 com Jamie Murray e 2020 com Mate Pavic) e duas nas duplas mistas (2012 com Ekaterina Makarova e 2014 com Sania Mirza). O mineiro também foi finalista nas duplas masculinas em outras duas oportunidades.

Vale destacar também que a melhor campanha dos dois na temporada até o momento segue sendo no saibro do Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul, quando ficaram com o vice-campeonato.

Após um tie-break muito disputado no segundo set, o mineiro Marcelo Melo e o sul-africano Raven Klaasen pararam na segunda rodada do US Open, o último Grand Slam do ano, que está sendo disputado em Nova York (EUA). Nesta sexta-feira (2), o britânico Lloyd Glasspool e o finlandês Harri Heliovaara – cabeças de chave número 11- marcaram 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 7/6 (8-6), em 1h25min, para seguir no torneio.

Foto: Mike Stobe / Getty Images