Beatriz Haddad Maia encerra gira na Europa e disputa WTA de Guadalajara

Beatriz Haddad Maia encerrou a sua participação no WTA 500 de Ostrava, na República Tcheca. Nas duplas, Bia e sua parceira, a cazaque Anna Danilina, foram superadas por Rosolska/Routliffe na manhã deste sábado, se despedindo na semifinal do torneio e encerrando uma gira na Europa e na Ásia.

“Tem sido um ano muito especial, com conquistas e muitos aprendizados. Fui crescendo, me fortalecendo, superando metas, traçando novas, superando-as novamente a ponto de avistar até mesmo uma possível briga pelo Finals e, consequente, um lugar no top 10. Porém, por mais que tenha me empenhado muito nos processos diários, não fui capaz de seguir competindo no nível que gostaria e precisaria nessas últimas semanas”, disse a tenista.

Programada para seguir para o WTA 500 de San Diego, nos Estados Unidos, Bia optou por não disputar o torneio, se poupando para o seu último desafio da temporada, o WTA 1000 de Guadalajara. O torneio mexicano terá início no dia 17 de outubro. “Pularei o torneio de San Diego e terminarei o ano jogando em Guadalajara. Em caso de convocação para a Billie Jean King Cup, quero também estar presente e bem preparada para ajudar a equipe”, finalizou Bia, focada no fim de temporada.

Foto: ETA 2022/ Karl Toomsoo

Pucinelli é destaque desta 5ª feira e enfrenta italiano por vaga nas quartas do Challenger de Campinas

A programação desta quinta-feira reunirá três brasileiros em quadra na luta pelas quartas de final do Campeonato Internacional de Tênis. O local Matheus Pucinelli será o encarregado de abrir a rodada noturna contra o algoz de Felipe Meligeni em partida que promete levantar a torcida na Sociedade Hípica de Campinas. O torneio conta com patrocínio do Santander Brasil e distribui US$ 53,1 mil em prêmios, além de reservar 80 pontos ao campeão.

Número 3 do Brasil na atualidade, Matheus Pucinelli aproveitou muito bem o apoio da torcida campineira na estreia e quer repetir a dose em confronto inédito diante do italiano Luciano Darderi, 187ª do ranking. O próprio tenista de 21 anos admitiu ter acompanhado o duelo do rival com Felipe Meligeni e já tem traçada a sua estratégia para seguir vivo na luta pelo título. Em 11 edições, o país só levantou a taça em 2013.

“Já o conheço desde os tempos de juvenil, ele é um ano mais novo, pega forte na bola, é bem intenso e sólido. Acaba de tirar um cabeça de chave que jogava em casa. Mas me sinto muito bem preparado para fazer uma ótima partida. Espero usar a energia da torcida mais uma vez e seguir firme em um torneio que é muito especial”, avaliou o atual 193º do ranking da ATP.  

A partida de Pucinelli x Darderi começa a partir das 18h (horário de Brasília) na quadra João Lima, abrindo a rodada noturna desta quinta. Mais cedo, o carioca Wilson Leite, que entrou na chave como lucky-loser, desafiará o peruano Juan Pablo Varillas, cabeça de chave 2 e campeão em Campinas há três anos.

Na sequência, o gaúcho Eduardo Ribeiro, convidado da organização, tenta seguir a boa forma na Hípica diante do argentino Facundo Bagnis, terceiro favorito ao título. Aliás, o hermano de 32 anos vem de ótimas campanhas no saibro campineiro, com o vice em 2013 e as semifinais obtidas duas temporadas depois. O confronto é inédito pelo circuito profissional.

Foto: João Pires/Fotojump

Z´´e Pereira fura o qualli do Challenger de Campinas. Programação de 3ª feira tem 16 jogos

A chuva atrapalhou bastante a rodada desta segunda-feira no Campeonato Internacional de Tênis. Sem trégua, o mau tempo na Sociedade Hípica de Campinas não permitiu o encerramento de nenhum dos quatro jogos programados para o primeiro dia da chave de simples. Felizmente, o qualifying foi encerrado no início da tarde e permitiu o complemento do quadro. O evento é patrocinado pelo Santander Brasil e distribui US$ 53,1 mil em prêmios.

Das quatro partidas da chave principal, somente duas tiveram início. Na quadra João Lima, o paulista Daniel Dutra da Silva enfrentava o espanhol Pol Martin Tiffon. O brasileiro de 34 anos havia acabado de perder o 1º set por 7/5 quando a partida foi paralisada pela chuva. Na quadra 3, o indiano Sumit Nagal vencia o argentino Facundo Mena por 6/3 e 1/1 quando o duelo acabou interrompido.

As demais partidas programadas para o dia –  o confronto entre Thiago Wild e Eduardo Ribeiro e a estreia de Felipe Meligeni Alves – foram canceladas pela organização e incluídas na rodada desta terça-feira (04). Pela rodada final do qualifying, o Brasil garantiu seu sétimo representante na chave.

Com bela atuação, o alagoano José Pereira derrotou com autoridade o suíço Remy Bertola por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/1, em 1h23. Será a quinta vez que o atual 408º do ranking da ATP disputará a chave principal em Campinas.

“Hoje consegui elevar meu nível, me senti muito mais adaptado em quadra. Não havia mais aquele nervosismo da estreia. Joguei muito bem hoje, bem solto, e sinto que posso incomodar qualquer um na chave. Sinto que posso ir longe, como acontece aqui”, vibrou Pereira, quadrifinalista em 2017 após sair exatamente do quali. Após o sorteio, o brasileiro de 31 anos vai encarar o qualifier argentino Gonzalo Villanueva pela primeira rodada.

Nos demais jogos, Orlando Luz, Nicolas Zanellato e Wilson Leite acabaram derrotados em sets diretos, mas o carioca aproveitou uma das desistências e entrou como lucky-loser, fazendo o Brasil alcançar a marca de oito representantes na chave. Leite fará sua estreia pelo quadro principal diante do campineiro Matheus Bueres. Por sua vez, Matheus Pucinelli terá pela frente o qualifier espanhol Daniel Rincón.

A rodada desta terça-feira do ATP Challenger de Campinas promete ser agitada com 16 partidas na programação. Os jogos começam a partir das 10h (horário de Brasília) e a entrada é gratuita ao público na Hípica.

Confira os resultados desta segunda no ATP Challenger de Campinas:

Rodada final – Qualifying

José Pereira (BRA) d. Remy Bertola (SUI), 6/4 e 6/1
Gonzalo Villanueva (ARG) d. Wilson Leite (BRA), 6/3 e 6/4
Juan Pablo Paz (ARG) d. Jakub Paul (SUI), 6/3 e 6/4
Jan Choinski (GBR) d. Nicolas Zanellato (BRA), 6/4 e 6/3
Facundo Juarez (ARG) d. Orlando Luz (BRA), 7/5 e 6/4
Daniel Rincon (ESP) d. Carlos Sanchez Jover (ESP, 6/4, 4/6 e 6/1

Foto: João Pires/Fotojump

Rafael Matos e Hernandez Vega são campeões no ATP de Sofia

O brasileiro Rafael Matos e o parceiro espanhol David Hernandez Vega derrotaram a dupla dos alemães Fabian Fallert e Oscar Otte por 3/6 7/5 10/8 e conquistaram o título do ATP de Sofia, na Bulgária. Esta é sua primeira conquista ATP no piso duro e sexta na carreira.

Brasileiro é campeão de duplas em ATP búlgaro
Hernandez Vega e o brasileiro Matos campeões em Sofia (divulgação)

Ele soma o quinto troféu somente nesta temporada, onde venceu no piso de saibro com Felipe Meligeni em Santiago, no Chile, e quatro com Vega, em Marrakech, no Marrocos, Bastad, na Suécia, e na grama de Mallorca, na Espanha. Ainda foi finalista no saibro de Munique, na Alemanha.

“Muito feliz com essa conquista, nossa primeira na quadra rápida, coberta ainda. Não é onde nos sentimos mais confortáveis jogando, mas valoriza por essa dificuldade a mais e saímos bem felizes. Era a superfície que faltava, felizes por vencermos em todos os pisos”, comemorou Matos que detalhou sobre o jogo final: “Jogo decidido muito no detalhe, tivemos situações de bastante aperto no 5/5 do segundo set o David sacou em 30/40 e ganhamos um ponto super longo, estivemos 8 a 6 abaixo no super tie-break e jogamos bem nos últimos quatro pontos”.

O próximo compromisso é já a partir de terça-feira em Tóquio, no Japão, torneio ATP 500 com premiação de US$ 1,9 milhão. Ele e Vega enfrentam a dupla do sérvio Miomir Kecmanovic e o mexicano Hans Verdugo.

Thiago Monteiro é campeão do Challenger de Genova

Thiago Monteiro é o campeão do challenger de Genova. Neste domingo, o brasileiro fez jornada dupla após ter o seu jogo adiado pelas chuvas e venceu na semifinal e final para conquistar o seu oitavo título de challenger da carreira.

Na semifinal, Thiago venceu o búlgaro Adrian Andreev, 309º do ranking, em 6/2 6/4 e 1h27 de duração. Já na final, foi a vez de superar o italiano Andrea Pellegrino, 164º do mundo, em 6/1 7/6(2) e 1h47 de jogo, para conquistar o título no torneio italiano.

“Foi uma semana bem importante, muito feliz de ganhar aqui. Sinto que fui melhorando a cada jogo. Foi complicado no início, por conta da adaptação na troca de pisos. Eu não estava tão consistente, mas fui melhorando e acho que joguei o meu melhor tênis da semana na final. Me dá muita confiança para o restante da temporada”, disse Monteiro.

Este é o oitavo e maior título no nível challenger da carreira de Monteiro, igualando a conquista em Salzburg, também neste ano, sendo ambos Challenger 125. Além de Genoa e Salzburg, Thiago também foi campeão em Braga (2021), Braunschweig (2019), Lima (2019), Punta del Este (2019 e 2020) e Aix en Provence (2016).

Thiago viaja amanhã para Israel, onde disputará o ATP 250 de Tel-Aviv. Na estreia, o cearense enfrentará o espanhol Pablo Andújar.

“Esse resultado também muda um pouco a questão do meu calendário. Devo continuar disputando os ATPs na Europa e vou tentar somar o máximo de pontos para finalizar o ano com o meu melhor ranking. Amanhã já vou pra Tel-Aviv e só devo estrear na quarta-feira, então terei um tempo para me adaptar, me recuperar e seguir confiante e com muita energia”, finalizou.

Foto: Divulgação

Federer, a despedida

O dia da despedida chegou.


Parecia em um certo momento algo natural, afinal o maestro Roger Federer não jogava há 14 meses, tentando se recuperar de mais uma cirurgia no joelho.

Mas, quanto mais o jogo de duplas com Rafael Nadal, contra Jack Sock e Frances Tiafoe foi avançando, mais lembranças de Federer comecei a ter.
Primeiro vieram as lembranças do início da carreira, quando convivi um pouco com ele no circuito.

A primeira vez que ouvi falar de Roger Federer. Ele havia vencido o juvenil de Wimbledon. Era 1998 e ganhara um wild card para disputar o ATP de Gstaad, onde eu estava com o Guga. Vi o campeão juvenil de Wimbledon lá, dando entrevista e sendo cotado para se tornar número um do mundo, apesar de ainda temperamental e muito jovem. As cenas dele na sala de imprensa no meio dos Alpes Suíços é muito fresca, como se fosse ontem.
Dali em diante começamos a vê-lo pelo tour. Lembro especialmente de Hamburgo 2002. Guga e Federer se enfrentaram nas quartas de final, com vitória do suíço. Na minha memória, além da infinidade de slices daquele jogo, Federer e seu time sempre rindo na sala dos jogadores – na época o ténico era o Peter Lundgren – e jogando cartas o dia todo.


Depois veio o confronto em Indian Wells, em 2003, com vitória contundente do Guga e o que todo mundo sempre lembra, o jogo em Roland Garros 2004. Federer já era favoritíssimo. Guga tentava se recuperar da lesão no quadril. Mirka era presença constante. Guga não deu chances.
Dali pra frente a carreira do Guga não foi mais a mesma e nem a de Federer. Acumulou 20 Grand Slams, 310 semanas como número um do mundo e transcendeu o esporte.


Ele amou o tênis como nenhum outro jogador, talvez como Nadal. Aproveitou cada momento no tour. Soube dosar as viagens para que fossem prazeirosas, levou a família com ele para todos os lugares, tratou pessoas como pessoas, olhou nos olhos, estendeu a mão, sorriu, deu autógrafos, tirou incontáveis fotos, sem nunca reclamar. Deu entrevistas honestas, em inglês, francês e alemão. Durante 17 anos fez parte do conselho dos jogadores. Transformou rivais em amigos, ou ao menos bons colegas. Fez o mundo todo chorar, até o seu grande rival Nadal.


Não haverá outro como Federer. Mas aqui não sinto tristeza. Sinto alegria de poder ter visto de muito perto e depois mais de longe tudo o que ele conquistou e fez para o nosso esporte. Um privilégio ter assistido Federer por mais de 20 anos.

Diana Gabanyi

Fotos de Ben Solomon

Luisa Stefani retorna ao Brasil após gira na Ásia

A paulistana Luisa Stefani foi superada, na quarta-feira (21), na primeira rodada do WTA 500 de Tóquio, no Japão, evento sobre o piso rápido com premiação de US$ 757 mil. Luisa e a japonesa Ena Shibahara, 12ª do mundo, perderam para as cabeças de chave 2, a canadense Gabriela Dabrowski e a mexicana Giulia Olmos por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/1. Foi a primeira vez que elas jogaram juntas e o segundo torneio de Luisa no retorno após um ano parada. A tenista voltou nesta quinta-feira (22) ao Brasil, onde decide os próximos passos do restante da temporada.

“Uma pena o jogo, mas foram os primeiros torneios no retorno, tem muita coisa positiva para levar. Perder é ruim, mas ao mesmo tempo sair andando da partida, sendo aplaudida por uma torcida muito educada, pelos japoneses, em uma das minhas quadras favoritas do mundo, é uma emoção. E relembrar a conquista da medalha nos Jogos Olímpicos. Sem falar em jogar junto com a Ena, que é uma ótima tenista. Dá para se perdoar um pouco mais, em perder para um time que é muito bom, que vem tendo um ano sensacional, principalmente nesse retorno. São jogos assim que me farão melhorar, competir nesse nível. Muito feliz de voltar para Tóquio e agora é retornar para o Brasil para recarregar um pouco”, disse Luisa, que tem os patrocínios da Fila, Faros Private XP e XP Investimentos e conta com os apoios da Liga Tênis 10 e Bolsa Atleta.

“Mais uma vez o corpo segurou a onda, estou bem fisicamente, isso é o mais importante dessas duas semanas e muita coisa para refletir e levar para frente nas próximas semanas e meses”, completou a atleta, que no primeiro torneio da gira foi campeã no WTA 250 de Chennai, na Índia, atuando ao lado de Dabrowski.

Foto: WTA de Tóquio/Divulgação

No seu retorno ao circuito, Luisa Stefani vai à final do WTA 250 de Chennai, na Índia

A paulistana Luisa Stefani se classificou, neste sábado (17), para a decisão do WTA 250 de Chennai, na Índia, evento sobre o piso rápido com premiação de US$ 251 mil. Luisa e a canadense Gabriela Dabrowski, 11ª do mundo, superaram a tailandesa Peangtarn Plipuech e a japonesa Moyuka Uchijima por 2 sets a 0, com um duplo 6/3. Luisa e Gabi buscam o troféu neste domingo (18) contra a parceria da russa Anna Blinkova e da georgiana Natela Dzalamidze.

Luisa joga seu primeiro torneio após um ano parada por conta da lesão no joelho, tendo realizado uma cirurgia no ligamento cruzado anterior. A última partida desde então havia sido na semifinal do US Open, ao lado de Gabi, quando viveu o drama de se machucar e deixar a quadra de cadeira de rodas.

A brasileira alcança sua quinta decisão jogando com Dabrowski. As duas foram campeãs no ano passado em Montreal, no Canadá, e vices em San Jose e Cincinnati, nos Estados Unidos. Além disso fizeram uma final em Ostrava, na República Tcheca, no fim de 2020. Apenas no US Open, quando se machucou, não estiveram em uma decisão.

Luisa jogará sua 12ª final na carreira. Ela soma três títulos: venceu também em Lexington, nos EUA, em 2020, e Taskhenk, no Uzbequistão, ambos com a americana Hayley Carter.

“Jogo foi bom, começamos um pouco devagar, mas recuperamos rápido, pegamos momento bom e fechamos firme. Quadra central é diferente, bola quicava mais, estávamos nos adaptando à quadra. Foi um ótimo jogo, é continuar trabalhando nas coisas que precisamos fazer. O principal é que o joelho está bem, estou bem fisicamente, sem dores”, disse Luisa, que tem os patrocínios da Fila, Faros Private XP e XP Investimentos e conta com os apoios da Liga Tênis 10 e Bolsa Atleta.

“Vim sem expectativa de resultado, com a cabeça e perspectiva de saber como ia me sentir fisicamente e emocionalmente. Estou muito feliz de como tenho me sentido a semana inteira e continuo com essa mesma mentalidade. O mais importante é levar um dia de cada vez e ver como o corpo vai respondendo, espero continuar melhorando de nível, de ritmo e também estando saudável que é o mais importante”, completou.

Depois de Chennai, Luisa seguirá para Tóquio, no Japão, onde disputará, a partir desta segunda-feira (19), o torneio WTA 500 de Tóquio, ao lado da japonesa Ena Shibahara.

Foto: WTA / Divulgação

Federer anuncia aposentadoria

Um dia chegaria. Poderia estar perto ou um pouco mais longe. O fim chega para todos, mas quando a notícia chega sempre traz um primeiro momento de choque, melancolia e de repente aparecem as boas lembranças.

Federer com um de seus trofeus de Wimbledon – foto Cynthia Lum

Lembro da primeira vez que ouvi falar de Roger Federer. Havia vencido o juvenil de Wimbledon. Era 1998 e ganhara um wild card para disputar o ATP de Gstaad, onde eu estava com o Guga. Vi o campeão juvenil de Wimbledon lá, dando entrevista e sendo cotado para se tornar número um do mundo, apesar de ainda temperamental e muito jovem.

Ao longo dos 24 anos de carreira vi de perto muitas das suas conquistas e embates. Seja no tour com o Guga ou com a Tennis View. Houve uma época em que eram tantos os trofeus que nos questionamos quantas capas os leitores aguentariam ver com o Federer. Hoje penso que deveríamos ter feito ainda mais.

Muito mais do que as conquistas, seus 20 Grand Slams e 310 semanas como número um do mundo, Federer transcendeu o esporte.

Veja aqui a carta de despedida que ele deixou, já preparando o público para o seu adeus oficial na Laver Cup, de 23 a 25 de setembro em Londres.

Federer com um de seus trofeus do US Open – Cynthia Lum

“De todos os presentes que o tênis me deu ao longo dos anos, o maior, sem dúvida, foram as pessoas que conheci ao longo do caminho: meus amigos, meus competidores e principalmente os fãs que dão vida ao esporte . Hoje, quero compartilhar algumas novidades com todos vocês.

Como muitos de vocês sabem, os últimos três anos me apresentaram desafios na forma de lesões e cirurgias. Trabalhei duro para voltar à plena forma competitiva. Mas também conheço as capacidades e os limites do meu corpo, e sua mensagem para mim ultimamente tem sido clara. Eu tenho 41 anos. Joguei mais de 1500 partidas em 24 anos. O tênis me tratou com mais generosidade do que eu jamais teria sonhado, e agora devo reconhecer quando é hora de encerrar minha carreira competitiva.

A Laver Cup na próxima semana em Londres será meu último evento ATP. Vou jogar mais tênis no futuro, é claro, mas não em Grand Slams ou no circuito. Esta é uma decisão agridoce, porque sentirei falta de tudo que a turnê me deu. Mas, ao mesmo tempo, há muito o que comemorar. Eu me considero uma das pessoas mais afortunadas da Terra. Deram-me um talento especial para jogar tênis, e fiz isso em um nível que nunca imaginei, por muito mais tempo do que jamais imaginei ser possível.

Federer, capa da edição 55 da Tennis View – foto de Cynthia Lum

Gostaria de agradecer especialmente à minha incrível esposa Mirka, que viveu cada minuto comigo. Ela me aqueceu antes das finais, assistiu a inúmeras partidas mesmo com mais de 8 meses de gravidez e aguentou meu lado pateta na estrada com meu time por mais de 20 anos. Também quero agradecer aos meus quatro filhos maravilhosos por me apoiarem, sempre ansiosos para explorar novos lugares e criar memórias maravilhosas ao longo do caminho. Ver minha família torcendo por mim das arquibancadas é um sentimento que vou guardar para sempre.

Também gostaria de agradecer e reconhecer meus queridos pais e minha querida irmã, sem os quais nada seria possível. Um grande obrigado a todos os meus ex-treinadores que sempre me guiaram na direção certa… vocês foram maravilhosos! E à Swiss Tennis, que acreditou em mim quando jovem e me deu um começo ideal.

Eu realmente quero agradecer e reconhecer minha equipe incrível, Ivan, Dani, Roland e, particularmente, Seve e Pierre, que me deram os melhores conselhos e sempre estiveram lá para mim. Também Tony, por gerenciar criativamente meus negócios por mais de 17 anos. Vocês são todos incríveis e eu amei cada minuto com vocês.

Quero agradecer aos meus leais patrocinadores, que são realmente como parceiros para mim; e as equipes e torneios que trabalham duro no ATP Tour, que sempre nos receberam com gentileza e hospitalidade

Também gostaria de agradecer aos meus competidores em quadra. Tive a sorte de jogar tantas partidas épicas que jamais esquecerei. Lutamos de forma justa, com paixão e intensidade, e sempre fiz o meu melhor para respeitar a história do jogo. Sinto-me extremamente agradecido, nos esforçamos e juntos levamos o tênis a novos níveis.

Acima de tudo, devo oferecer um agradecimento especial aos meus fãs inacreditáveis. Você nunca saberá quanta força e crença você me deu. A sensação inspiradora de entrar em estádios e arenas cheios tem sido uma das grandes emoções da minha vida. Sem você esses sucessos teriam parecido solitários, em vez de cheios de alegria e energia.

Os últimos 24 anos no circuito foram uma aventura incrível. Embora às vezes pareça que passou em 24 horas, também foi tão profundo e mágico que parece que já vivi uma vida inteira. Eu tive a imensa sorte de tocar na sua frente em mais de 40 países diferentes. Eu ri e chorei, senti alegria e dor e, acima de tudo, me senti incrivelmente viva. Através de minhas viagens, conheci muitas pessoas maravilhosas que permanecerão amigas por toda a vida, que sempre tiraram um tempo de suas agendas lotadas para me assistir jogar e torcer por mim ao redor do mundo. Obrigada.

Quando meu amor pelo tênis começou, eu era um pegador de bola na minha cidade natal, Basileia. Eu costumava observar os jogadores com uma sensação de admiração. Eles eram como gigantes para mim e comecei a sonhar. Meus sonhos me levaram a trabalhar mais e comecei a acreditar em mim mesmo. Algum sucesso me trouxe confiança e eu estava a caminho da jornada mais incrível que me levou até hoje.

Então, quero agradecer a todos do fundo do meu coração, a todos ao redor do mundo que ajudaram a tornar os sonhos de um jovem jogador suíço em realidade.

Finalmente, ao tênis: eu te amo e nunca te deixarei.

Texto – Diana Gabanyi


Venda de Ingressos para o Rio Open começa dia 21

A venda de ingressos para a 9ª edição do Rio Open, começa no dia 21 de setembro, com o tenista número um do mundo, Carlos Alcaraz e o número 2, Casper Ruud, confirmados na competição que acontece de 18 a 26 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro.

Alcaraz chegou ao topo do ranking mundial nesta 2ª feira, após conquistar o US Open, o seu primeiro Grand Slam. A temporada do espanhol, de 19 anos, começou a despontar em fevereiro, ao conquistar o Rio Open, seu primeiro troféu de ATP 500. Ele seguiu a temporada vencendo o Masters 1000 de Miami, o ATP 500 de Barcelona e depois o Masters 1000 de Madri. Esta será a terceira participação de Alcaraz no Rio Open. Em 2020, ainda com 16 anos, recebeu um convite e venceu o seu primeiro jogo em um ATP, em terras brasileiras.

Campeão do US Open 2022, Alcaraz está confirmado no Rio Open 2023 (Foto de Cynthia Lum)

Na final do US Open, derrotou justamente Casper Ruud. O norueguês, 23 anos, que esteve no Rio Open esse ano, mas não chegou a disputar competição lesionado, faz parte da história do torneio brasileiro. Foi em 2017, como convidado e ainda dando os primeiros passos no circuito profissional que ele alcançou a semifinal do evento. Ruud disputará o Rio Open pela 5ª vez na carreira.

‘’Sempre acreditamos no potencial do Alcaraz e do Ruud mas ficamos surpresos com a rapidez em ver eles disputando o titulo de um Grand Slam valendo topo do ranking da ATP. Desde a primeira edicao temos uma parceria com a IMG que premia com um wild card as futuras estrelas do tenis. Ficamos animados em colher os frutos dessa estratégia alguns anos depois”, comentou Luiz Carvalho, diretor do torneio.

Depois de ambos já terem garantido participação, chegou a vez do público confirmar presença no Rio Open 2023. Na quarta-feira, 21 de setembro, às 11h, terá início a venda de ingressos para o evento através do site www.eventim.com.br/rioopen. A 9a edição do Rio Open ocorrerá de 18 a 26 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro. Além de ingressos por sessão, serão disponibilizados os seguintes pacotes: Pacote Segunda/Terça (20/21), Pacote Quarta/Quinta (22/23) e Pacote Finals (24/25/26).

A programação para a chave principal do Rio Open 2023 contará com duas sessões diárias entre segunda-feira (20 de fevereiro) e quinta-feira (23): a Sessão 1 terá início às 16:30h e a Sessão Noite, às 19h. De sexta-feira (24) a domingo (26), o torneio terá sessão única. A sessão 1 será composta pelo primeiro jogo da Quadra Central e mais todos os jogos das quadras secundárias. Na sexta-feira, a rodada começa às 16h, no sábado, às 17h, e no domingo, a Grande Final está marcada para iniciar às 17:30h. Vale destacar que qualquer ingresso permite acesso ao complexo que será montado no Jockey Club Brasileiro, não importando a sessão.

Valores:

Tabela de Preços dos Ingressos para o Rio Open 2023

O pagamento dos ingressos para o Rio Open 2023 poderá ser realizado com cartões de crédito Visa, Mastercard, Amex, Elo e Diners com parcelamento em até 4 vezes sem juros. Não haverá cobrança de taxa de conveniência. Cada comprador poderá adquirir 4 ingressos por sessão por CPF. Clientes Claro e Santander terão descontos especiais na compra de pacotes. Veja, abaixo, a tabela completa de preços.

Diana Gabanyi