Alcaraz chega ao Brasil, visita o Cristo e quer o título do Rio Open 2022

Uma das principais atrações do Rio Open apresentado pela Claro, o espanhol Carlos Alcaraz, afirmou nesta sexta-feira que está pronto para disputar o maior torneio da América do Sul que acontece de 12 a 20 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro. Alcaraz, 29o. colocado no ranking mundial, visitou o Cristo Redentor pela primeira vez e disse querer o título da competição. O qualifying do Rio Open começa neste sábado, a partir das 16h, e a chave principal tem início na 2a. feira.

“Em cada torneio que vou, penso que posso ganhar. Cada torneio que vou, eu quero ganhar obviamente. Se conseguir manter um alto nível, com confiança, creio que posso chegar a final, mas é uma partida de cada vez,” disse Alcaraz, em encontro com a imprensa no Jockey e em sua segunda participação no torneio. Foi aqui, em 2020, que ele disputou o seu primeiro ATP 500 e chegou às oitavas.  “Eu adorei jogar aqui em 2020. Adorei o ambiente, o clube, a torcida, o clima, gosto de jogar nessas condições. É um torneio especial, quero sentir as mesmas sensações que tive em 2020 e espero jogar cada vez melhor.  Desde a primeira vez que vim, cresci muito, tanto como jogador quanto como pessoa. Hoje já estou mais consolidado no circuito, já me conhecem. O Rio Open é um torneio com jogadores fortíssimos, mas confio no meu jogo, confio no nível que estou jogando, e espero fazer um bom torneio”

Sobre a visita ao Cristo Redentor, Alcaraz disse que foi espetacular. “Foi espetacular, foi uma experiência inesquecível. Quando vim aqui em 2020, não consegui visitar nada. E dessa vez pude visitar o Cristo. Foi incrível, ver o Rio de Janeiro, toda a vista que temos lá do Cristo.”

Alcaraz terá como principais adversários o italiano Matteo Berrettini, o norueguês Casper Ruud, o argentino Diego Schwartzman, o também espanhol Pablo Carreño Busta, o campeão de 2020, Cristian Garin, entre outros grandes nomes do circuito mundial.

JUNCHENG SHANG – Seguindo a tradição de convidar nomes da nova geração do tênis profissional através do programa de apoio a Jovens Tenistas da IMG, o Rio Open convidou para a chave principal, para substituir Juan Martin del Potro, o chinês Juncheng Shang. Nos últimos anos, o eventou convidou o próprio Alcaraz, Casper Ruud e até mesmo Felix Auger Aliassime.

Apesar da pouca idade, Juncheng Shang já vem impressionando o mundo do tênis. O chinês de 17 anos foi número 1 do mundo do ranking da ITF em 2021 e ocupou a posição por quase um ano. Durante a última temporada, Shang conquistou o maior título de sua carreira justamente no Brasil, quando disputou o Banana Bowl. Lá, o atual número 2 do ranking juvenil superou nomes como o atual líder do ranking, o norte-americano Bruno Kuzuhara, e o sueco Leo Borg. O tenista também foi finalista no US Open juvenil da última temporada.

De família de atletas de alto rendimento, Juncheng é filho de um jogador de futebol que já representou a seleção chinesa e de uma campeã mundial de tênis de mesa. Jerry, como também é conhecido, levou três títulos dos cinco torneios do nível M15 logo em seu primeiro ano disputando alguns torneios profissionais. O Rio Open será a primeira chave principal em ATP da carreira do promissor tenista.

SORTEIO DA CHAVE – O Sorteio da Chave Principal do Rio Open 2022 acontece neste sábado, 16h30. No sorteio, que terá a presença do tenista número um do Brasil, Thiago Monteiro, do Diretor do Torneio Luiz Carvalho e de Oficiais da ATP, serão definidos os confrontos do maior torneio da América do Sul.

Fotos: Fotojump

Beatriz Haddad Maia define calendário e se prepara para nova gira no circuito

De volta ao Brasil após o vice-campeonato na chave de duplas femininas do Australian Open ao lado de Anna Danilina, Beatriz Haddad Maia recebeu a imprensa no fim de tarde desta quinta-feira, em São Paulo, no JFL Living VO699. Lá, a brasileira mostrou fez um balanço da campanha no Grand Slam, mostrou o trofeu histórico para o Brasil, posou para fotos e falou sobre os seus próximos passos e objetivos.

“Saímos da final e eu fui direto para o aeroporto. Fiz dois voos muito longos, mas eu estava num momento tão feliz que foi até legal passar 15 horas no avião. (risos) Cheguei aqui no Brasil e jantei com a minha família, para comemorar. Descansei dois dias, já voltei a treinar, mas terça já viajo para outra competição. Não dá pra parar muito o corpo. O mais interessante na volta foi ver o alcance que a final teve por aqui. De lá, tão longe, na nossa rotina, não dava para perceber. Mas pra mim, o importante, é que o tênis tenha cada vez mais alcance, mas eu por mim, por dentro continuo a mesma”, disse a tenista, que está treinando esses dias em Barueri, na Rede Tênis Brasil e se tornou apenas a 3a. brasileira a alcançar a final de um Grand Slam, ao lado de Maria Esther Bueno e Claudia Monteiro.

Desde o seu retorno ao circuito em setembro de 2020, com ranking zerado, Bia foi disputando torneios menores e subindo no ranking. A brasileira foi campeã em nove torneios entre os níveis W15, W25 e W60, e voltou a disputar uma chave principal de Grand Slam neste ano, na Austrália, após quase três anos.

“O maior aprendizado que sempre levo comigo é resiliência. Seguir em frente, valorizar cada momento difícil, cada detalhe. Um treino, uma fisioterapia, um exercício que parece que não está fazendo diferença… Cada coisinha que você vai se entregando ao máximo, dando o seu 100%, vai te dando confiança para você estar sempre preparada. Passei por cima de muitas dificuldades, sempre tive essa força interna e meu nível de tênis sempre esteve muito alto, então sabia que era questão de ser paciente e resiliente”, disse Bia.

Com o tênis feminino em alta, especialmente após a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio conquistada por Luisa Stefani e Laura Pigossi, a paulistana disse estar honrada em poder continuar deixando o tênis feminino brasileiro em evidência.

“É muito especial poder divulgar o tênis feminino. Sempre tento ser o mais sincera possível e falar de tudo que passo por aí. Quando a gente está no topo, sempre tem muita gente, muitos amigos, todo mundo aparece, sabe? Mas quando estamos em momentos difíceis, de muitas derrotas, aparecem críticas e tudo mais. Então estar num momento como esse, podendo representar as mulheres, me mostra que estou no caminho certo, que sou muito profissional e que tenho esse privilégio de fazer o que amo”, continuou, entre uma foto e outra, no evento organizado pela Joma.

CALENDÁRIO – Na terça-feira, Bia partirá para os Emirados Árabes, onde disputará o WTA 500 de Dubai. Depois, a brasileira tem no calendário o WTA 1000 de Doha, o WTA 250 de Monterrey, os WTA 1000 de Indian Wells e Miami e o WTA 250 de Bogotá. Já nas duplas, Bia voltará a se reunir com Danilina em Doha, Indian Wells e Miami.

“Nós vamos vendo o nosso calendário, a prioridade ainda é simples, mas vamos jogar pelo menos uns 15 torneios até o fim do ano. O meu objetivo principal neste ano é estar saudável. Quanto estou saudável, posso fazer as coisas muito bem. De ranking, o meu objetivo é entrar no top 50 de simples e o Finals nem era uma possibilidade, mas vamos ver o que acontece”, finalizou Bia, focada na temporada.

Foto: Divulgação

Felipe Meligeni recebe o último convite para a chave principal do Rio Open 2022

O Rio Open confirmou nesta quinta-feira o terceiro e último convite para a chave principal de simples do maior torneio de tênis da América do Sul, que acontece de 12 a 20 de fevereiro no Jockey Clube Brasileiro, para Felipe Meligeni. Ele se junta a Thiago Monteiro e a Juan Martin del Potro como os convidados da edição 2022.

Atual 229º em simples e 85º nas duplas, o campineiro de 23 anos é uma das atuais promessas do tênis brasileiro. Vindo de um 2021 positivo, com final no challenger de Santiago e título nas duplas no ATP 250 de Córdoba, Felipe está contente com a oportunidade de jogar o Rio Open pela segunda vez na carreira. Em 2020, na estreia, perdeu um jogo disputadíssimo para Dominic Thiem.

“Só tenho a agradecer pela oportunidade. Fico muito feliz por estarem reconhecendo o trabalho que venho fazendo, com todo o esforço e treino do dia a dia. Foi uma notícia muito boa e agora é tentar aproveitar esse tempo da melhor maneira para chegar o mais preparado possível. Jogar no Brasil, em casa e com a torcida que só o Rio Open tem é uma experiência única, então vou tentar tirar o maior proveito possível desse convite”, disse Meligeni.

“O Felipe é merecedor desse convite pelo que ele fez no circuito pós pandemia. Em 2020 ele fez um otimo jogo contra o Thiem no Rio e desde então vem subindo de nível, conquistando boas vitórias no circuito, representando o Brasil na Copa Davis e se consolidando cada vez mais no circuito. Torço para que ele consiga um bom resultado no Rio Open para seguir o caminho dele rumo ao Top 100,” disse Luiz Carvalho, diretor do Rio Open.

Outro convidado já confirmado é o cearense Thiago Monteiro. O tenista número 1 do Brasil e atual 92º do ranking está garantido no Rio Open, disputando a sua sétima edição do torneio. Thiago vem de quartas de final em Adelaide e de um 2021 positivo, tendo conquistado o challenger de Braga, disputado os quatro Grand Slams do ano e também representado o Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Um dos nomes mais marcantes do torneio, Thiago fez história no Rio Open ao derrotar o francês Jo-Wilfried Tsonga, número 9 na época, na sua estreia em chave principal de torneios ATP.

O já confirmado Juan Martin Del Potro também foi um dos recipientes, sendo contemplado com o convite pela IMG. O argentino, que foi campeão do US Open em 2009 e número 3 do mundo, é um dos tenistas mais pedidos pelo público brasileiro. A Torre de Tandil disputou apenas dois torneios do circuito da ATP em solo brasileiro: em 2006, na Costa do Sauípe, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, quando superou Nadal e Djokovic no caminho para conquistar a medalha de prata. Fora do circuito desde 2019 anos faz agora a tão esperada volta às quadras.

A chave principal de simples do Rio Open também contará também com os top 10 Matteo Berrettini, o número 6 do ranking, e Casper Ruud, o atual 8º. Os campeões passados Diego Schwartzman, Cristian Garin e Pablo Cuevas, a jovem promessa Carlos Alcaraz, os irreverentes Benoit Paire e Fabio Fognini, e o medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio Pablo Carreno Busta são alguns dos nomes que completam o grandioso line-up do Rio Open 2022.

INGRESSOS – Os ingressos para a oitava edição do Rio Open apresentado pela Claro podem ser adquiridos no site www.eventim.com.br/rioopen. O maior torneio de tênis da América do Sul e único da ATP no Brasil acontece de 12 a 20 de fevereiro de 2022, no Jockey Club Brasileiro, sendo dia 12 o qualifying com entrada gratuita. No dia 14 tem início a chave principal, com a Grande Final acontecendo no dia 20 de fevereiro.

Foto: Divulgação/Fotojump

Rogerio Dutra Silva e Flavio Saretta serão homenageados no Rio Open 2022

O Rio Open apresentado pela Claro, que será disputado entre os dias 12 e 20 de fevereiro no Jockey Club Brasileiro, receberá na sua oitava edição inúmeras personalidades do esporte nacional e mundial. Assim como nas edições anteriores, quando foram homenageados grandes nomes do esporte, neste ano outros dois nomes importantes da nossa história serão celebrados: Flávio Saretta e Rogério Dutra Silva, o Rogerinho, que disputará o último torneio da sua carreira no Rio.

Flavio Saretta foi um dos melhores tenistas da história do país. Nascido na cidade de Americana, interior do estado de São Paulo, Saretta já mostrava seu talento na carreira juvenil, quando alcançou o 12º posto do ranking mundial.

Em 2003, teve o melhor ano da carreira. Em Roland Garros, derrotou o russo Yevgeny Kafelnikov, ex-número 1 do ranking, e atingiu as oitavas de final do Grand Slam francês, sendo superado pelo multicampeão americano Andre Agassi.

Em Wimbledon, mais uma boa campanha e mais uma vitória surpreendente. Saretta derrotou o sueco Thomas Johansson, campeão do Australian Open no ano anterior e então 11 do mundo, com 12-10 no 5º set, e parou na terceira rodada do torneio londrino. Com as campanhas, atingiu a 44ª posição, melhor ranking que teve na carreira.

Em 2004, conquistou seu único título de ATP, no torneio de Umag, na chave de duplas ao lado do argentino Jose Acacuso. Em 2007, Saretta obteve uma de suas principais conquistas: a medalha de ouro do Pan do Rio de Janeiro, seu último título na carreira. Aos 28 anos, ao sofrer novamente com lesões, em especial uma fratura por estresse no cotovelo direito, Flávio Saretta se aposentou oficialmente das quadras.

DESPEDIDA DE ROGÉRIO DUTRA SILVA – Outro homenageado do Rio Open será Rogério Dutra Silva. Aos 37 anos, Rogerinho, como é conhecido carinhosamente, escolheu o Rio Open 2022 para fazer a despedida de sua carreira profissional. O paulista recebeu um convite na chave de duplas ao lado do gaúcho Orlando Luz e será homenageado após a sua última partida. A parceria mistura a experiência de Rogerinho, que chega ao final da carreira, com a juventude de Orlandinho, um dos tenistas da nova geração brasileira.

Com uma carreira marcada por muita garra e superação, Rogerinho se tornou profissional em 2003 mas só conseguiu quebrar a barreira do top 100 nove anos depois, em 2012. Neste ano, alcançou as quartas de final do ATP de Kitzbuehel e figurou na 95ª posição do ranking. Ainda nessa temporada, ganhou seu primeiro jogo de Grand Slam, ao derrotar o russo Gabashvili, no US Open, e foi superado na rodada seguinte por Novak Djokovic.

Em 2015, iniciou a temporada na 533 posição, após uma sequência de lesões. Mas, em 2016, Rogerinho se recuperou surpreendentemente e teve mais uma grande temporada. Conquistou um título de Challenger, foi vice em outros quatro challengers, voltou a vencer partidas de ATP e novamente figurou entre os 100 melhores do mundo. Além disso, se classificou para a disputa das Olimpíadas do Rio de Janeiro e foi à segunda rodada.

Mais recentemente viveu uma das semanas mais emocionantes da carreira ao ser vice-campeão do Rio Open nas duplas, em 2019, ao lado de Thomaz Bellucci.

“É um momento muito especial. É até difícil de falar. É um ciclo que vai se encerrando e vai se encerrar da melhor maneira possível, no maior e melhor torneio do Brasil, com a melhor organização, perto dos familiares e dos amigos. É muito bacana”, afirmou Rogerinho.

“Gostaria de agradecer a organização do Rio Open, principalmente ao Lui Carvalho (Diretor do Rio Open) e ao Ricardo Acioly, (Diretor de Relações do Rio Open), por esse reconhecimento, e fazer essa celebração todos juntos, desse meu ciclo que se encerra”, finalizou o tenista.

INGRESSOS – Os ingressos para a oitava edição do Rio Open apresentado pela Claro podem ser adquiridos no site www.eventim.com.br/rioopen. O maior torneio de tênis da América do Sul e único da ATP no Brasil acontece de 12 a 20 de fevereiro de 2022, no Jockey Club Brasileiro, sendo dia 12 o qualifying com entrada gratuita. No dia 14 tem início a chave principal, com a Grande Final acontecendo no dia 20 de fevereiro.

PROTOCOLOS – Para garantir a segurança e o bem-estar de todos, o Rio Open está seguindo os protocolos sanitários exigidos pelas autoridades competentes. Por isso, será obrigatória a APRESENTAÇÃO DO COMPROVANTE DO ESQUEMA VACINAL COMPLETO para acesso ao RIO OPEN.
A quantidade de doses comprovadas necessárias varia de acordo com a faixa etária. Confira: coronavirus.rio/comprovacao/vacina

Foto: Divulgação/Fotojump

Nadal consegue virada incrível sobre Medvedev e conquista seu 21º título de Grand Slam

Rafael Nadal fez o que poucos esperavam. Essa frase pode ser dita sobre vários momentos da carreira do espanhol, mas neste domingo ganhou um novo capítulo no Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Na grande final diante do então favorito Daniil Medvedev, Nadal viu seu adversário dominar o começo do jogo. Depois, teve chance de reagir e chegou a sacar pra fechar o 2º set, mas o russo foi melhor nos momentos decisivos e abriu vantagem.

Depois disso, poucas pessoas, provavelmente bem poucas acreditavam que o jogo poderia ter algum encaminhamento que não fosse o segundo título de Grand Slam de Medvedev.

Nadal parecia exausto. Parecia. Ponto a ponto, foi buscar. Saiu de situações complicadas no terceiro set. Salvou break points e jogou bem nos momentos decisivos. Levou a parcial e viu Medvedev oscilar fisicamente, tecnicamente e mentalmente.

Como de costume nos momentos em que encontra dificuldade, reclamou. Da torcida, do juiz, de tudo. Dali em diante, não foi mais o mesmo jogador dos dois primeiros sets.

O espanhol parecia jogar com toda sua experiência. Abriu vantagem no 4º set e economizou energia nos games de devolução. Levou pro 5º. E aí, mais uma vez, foi dominante. No 5º games, conseguiu a quebra decisiva e foi rumo ao título. Ou melhor, ao 21º título de Grand Slam da carreira. No final ainda viu o russo devolver a quebra de saque no 5/4, mas foi buscar mais uma quebra pra fechar em seguida. Em mais de cinco horas de jogo, anotou 2/6 6/7(5) 6/4 6/4 e 7/5.

Melbourne era o único local com “apenas” um título de Grand Slam do espanhol. Não é mais. Nadal, Federer e Djokovic estavam empatados em títulos de Grand Slam. Não estão mais.

Depois das lesões de 2021, da Covid 19, de tudo, Rafael Nadal fez, mais uma vez, o que poucos esperavam. Rafael Nadal é o campeão do Australian Open 2022.

Foto: Twitter Australian Open

Beatriz Haddad Maia e Danilina são vice-campeãs do Australian Open

Beatriz Haddad Maia e Anna Danilina são as vice-campeãs do Australian Open 2022. Disputando a chave de duplas femininas, Bia e Danilina deram trabalho para as líderes do ranking, mas foram superadas por Barbora Krejcikova e Katerina Siniakova por 6/7(3) 6/4 6/4 e 2h42 de partida. O resultado marcou Bia como a terceira brasileira a disputar uma final de Grand Slam em toda história e a primeira desde 1982.

“Hoje foi um jogo muito duro. As meninas são muito boas, mas acho que fiz um primeiro set impecável. Estava realmente bem em quadra e, por muitos momentos, me senti a melhor. E aí depois baixei meu nível. Parei de me mexer na rede e tudo mais. E quando você está jogando contra as melhores do mundo, você tem que apresentar o seu melhor tênis, e não se encolher. Estar numa quadra grande e contra as melhores do mundo é o momento de chamar o jogo, e hoje eu não senti que fiz isso. Mas mesmo assim eu lutei”, disse a brasileira.

Bia e Danilina conquistaram o título no WTA 500 de Sydney antes de ir para a Austrália. Ao todo, a paulistana é dona três títulos nas duplas, também tendo sido campeã em duas oportunidades no WTA 250 de Bogotá. Somando nove vitórias e apenas uma derrota em três semanas de torneios, Bia revelou que o aprendizado vai ser essencial para a continuação da temporada.

 “Muito feliz mesmo com o que a gente fez nessas três semanas. Pessoalmente, foi uma conquista e um aprendizado muito grande. Pude enfrentar eu mesma, me senti pressionada na maioria dos jogos e isso me fez sacar e devolver em muitos momentos de pressão. Aprendi que não criar expectativa é algo muito importante também. Eu e a Anna vivemos cada momento, cada game e cada ponto. Tenho certeza que foi uma entrega muito grande dos dois lados.”

Após passar por muitos contratempos na carreira, a brasileira está contente com os frutos que vem recolhendo, mas já mirando por mais. “Foi muito duro para mim. Voltei de quatro cirurgias, depois voltei de um ano e três meses parada pelo doping, e aí quando voltei descobri um tumor no dedo após ganhar quatro torneios. Depois passei cinco meses direto fora de casa lutando. Um ano atrás eu estava jogando qualifying de 25 mil na África do Sul e hoje eu estive na Rod Laver jogando contra as número 1 do mundo. Por isso dediquei o título ao meu treinador Rafael Paciaoroni que esteve comigo em todos esses momentos. Nível de tênis eu sei que tenho e apresentei ele nessas semanas, mas tenho que melhorar muita coisa durante este ano”, finalizou a paulistana, lembrando o caminho e a evolução apresentada no último ano.Beatriz Haddad Maia deve voltar para São Paulo e definir o seu calendário das próximas semanas. A brasileira pretende continuará focada na simples em que é a atual 83 do ranking e quando houver oportunidade tentará jogar duplas com Danilina.

Foto: Divulgação

Barty confirma o favoritismo, conquista o Australian Open e comemora seu 3º título de Grand Slam

A australiana Ashleigh Barty, enfim, conseguiu seu aguardado título de Grand Slam em casa. Na manhã desse sábado, no horário de Brasília, a australiana ratificou sua condição de número 1 do mundo e se tornou campeã do Australian Open.

Depois de um primeiro set dominante, impondo seu estilo de jogo e sem dar chances para Danielle Collins, Barty viu a norte-americana crescer na partida na segunda parcial, abrindo 3/0 e depois 5/1.

Collins sacou duas vezes pra fechar a partida, mas viu a número 1 do mundo elevar seu nível. Nem chegou a ter set point. Barty manteve a friez e foi buscando ponto a ponto. Ainda saiu de um 15/30 antes de levar pro tiebreak. Aí, mais uma vez, foi precisa. Sacou bem, devolveu bem, manteve a regularidade e confirmou o favoritismo. Vitória por 6/2 7/6(2) e terceiro título de Grand Slam assegurado, depois das conquistas de Roland Garros, em 2019, e Wimbledon, no ano passado.

“É incrível poder ter essa experiência e essa oportunidade em três pisos diferentes e ser realmente consistente em todos os aspectos. Esse foi um dos maiores desafios que o Jim (Joyce, seu primeiro técnico) estabeleceu pra mim quando eu era jovem. Ser uma jogadora completa e ser realmente consistente em todas as superfícies. Ser capaz de jogar em todos os pisos.” disse Barty, justamente sobre o fato de já ter vencido três Grand Slams diferentes.

Collins fez sua primeira final de um dos quatro maiores torneios da temporada e, de quebra, vai chegar ao seu melhor ranking da carreira. Atual número 30, ela vai subir 20 posições e estrear no top 10 do ranking da WTA, fechando a lista das 10 melhores do mundo.

A australiana Ashleigh Barty, enfim, conseguiu seu aguardado título de Grand Slam em casa. Na manhã desse sábado, no horário de Brasília, a australiana ratificou sua condição de número 1 do mundo e se tornou campeã do Australian Open.

Depois de um primeiro set dominante, impondo seu estilo de jogo e sem dar chances para Danielle Collins, Barty viu a norte-americana crescer na partida na segunda parcial, abrindo 3/0 e depois 5/1.

Collins sacou duas vezes pra fechar a partida, mas viu a número 1 do mundo elevar seu nível. Nem chegou a ter set point. Barty manteve a friez e foi buscando ponto a ponto. Ainda saiu de um 15/30 antes de levar pro tiebreak. Aí, mais uma vez, foi precisa. Sacou bem, devolveu bem, manteve a regularidade e confirmou o favoritismo. Vitória por 6/2 7/6(2) e terceiro título de Grand Slam assegurado, depois das conquistas de Roland Garros, em 2019, e Wimbledon, no ano passado.

“É incrível poder ter essa experiência e essa oportunidade em três pisos diferentes e ser realmente consistente em todos os aspectos. Esse foi um dos maiores desafios que o Jim (Joyce, seu primeiro técnico) estabeleceu pra mim quando eu era jovem. Ser uma jogadora completa e ser realmente consistente em todas as superfícies. Ser capaz de jogar em todos os pisos.” Disse Barty, justamente sobre o fato de já ter vencido três Grand Slams diferentes.”

Collins fez sua primeira final de um dos quatro maiores torneios da temporada e, de quebra, vai chegar ao seu melhor ranking da carreira. Atual número 30, ela vai subir 20 posições e estrear no top 10 do ranking da WTA, fechando a lista das 10 melhores do mundo.

Foto: Jimmie48/WTA

Depois de grande atuação contra Swiatek, Collins enfrenta favorita Barty em busca de 1º título de Grand Slam

Está marcada para este sábado a grande final feminina do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

A tenista da casa Ashleigh Barty chega à decisão com o status de favorita não apenas por ser a principal cabeça de chave do torneio, mas por tudo que vem jogando, em um nível altíssimo, se impondo em todas as partidas e sem perder um único set até o momento durante sua campanha.

Na semi, mais uma atuação de gala diante da agressiva norte-americana Madison Keys, com vitória por 6/1 e 6/3, com a adversária reconhecendo que esse é o melhor nível que viu Barty jogar.

Do outro lado, a surpreendente Danielle Collins. Se não era uma das favoritas quando a chave foi divulgada, sua vaga na final foi desenhada jogo a jogo, com ela ganhando cada partida, apesar da necessidade de duas viradas.

Na semifinal, elevou o nível e provavelmente teve sua melhor atuação, com muita agressividade e uma vitória com autoridade sobre a polonesa Iga Swiatek por 6/4 e 6/1.

Barty e Collins já se enfrentaram quatro vezes no circuito e a australiana tem vantagem, venceu três desses confrontos. Porém, a norte-americana venceu o jogo mais recente entre elas, no WTA de Adelaide, no ano passado.

Enquanto Collins vai em busca do seu primeiro título de Grand Slam, Barty tenta se consolidar cada vez mais com uma das grandes da História. Seria seu primeiro título no primeiro Slam do ano, mas o terceiro da carreira, acumulando com os triunfos em Roland Garros (2019) e Wimbledon (2021).

A grande final está marcada para este sábado, por volta das 05h30min, no horário de Brasília.

Foto: Twitter WTA_Insider

Beatriz Haddad Maia faz história e está na final de duplas do Australian Open

A grande campanha de Beatriz Haddad Maia e Anna Danilina no Australian Open ganhou um novo capítulo. Disputando a chave de duplas feminina, a brasileira e a cazaque superaram as japonesas Shuko Aoyama e Ena Shibahara, cabeças de chave 2 do torneio, em 6/4 5/7 6/4 para se garantirem na grande final do Grand Slam.

“Mais um jogo difícil. Não foi fácil sacar no 5/4 e perder match point, realmente senti a pressão, mas feliz que não me frustrei. Só olhei pra Anna e falei ‘Vamos pro próximo’. Muito feliz de ter tido uma segunda chance e é isso que eu quero levar pros meus próximos jogos. Um ano atrás eu estava passando um quali de 25 mil na África do Sul, salvando match point. Eu tinha muito claro onde eu estava, o que eu precisava fazer e onde eu queria chegar. Quando temos as coisas claras, elas acontecem cedo ou tarde. Não me surpreende o que está acontecendo, eu confio muito no meu tênis e acredito na minha equipe e na minha família, e isso é o suficiente para mim”, disse a brasileira.

O resultado marca Bia como a terceira brasileira a disputar uma final de Grand Slam em toda história, se juntando aos feitos de Maria Esther Bueno e Claudia Monteiro e ela pode se tornar a primeira campeã desde 1968, quando Maria Esther venceu o US Open nas duplas. Campeãs do WTA 500 de Sydney na semana anterior ao Australian Open, onde disputaram o seu primeiro torneio juntas, Bia e Danilina já acumulam nove vitórias consecutivas. Programada para jogar ao lado de Nadia Podoroska no Grand Slam, a brasileira precisou buscar outra parceira após a argentina sofrer uma lesão, não podendo disputar o início da temporada. Foi quando Bia  convidou Danilina para jogar Sydney e o Australian Open, resultando em vitoriosas campanhas.

“Depois que a Podoroska teve a lesão, procurei uma parceria que tivesse um ranking parecido com ela e que desse pra entrar na lista. A Anna estava jogando um ITF na Tunísia e ela topou na hora. Aí perguntei se ela não queria vir antes, pra jogarmos Sydney também, e nós fomos as últimas a entrar lá. Eu conheço ela desde o juvenil, até perdi pra ela na final da Copa Gerdau, e eu sei que a gente se completa muito em quadra”, finalizou a tenista.

Na final, Bia e Danilina enfrentarão as tchecas Barbora Krejcikova e Katerina Siniakova, as cabeças de chave 1 do torneio, na madrugada deste domingo.

Foto: Divulgação/Joma

Depois de virada nas 4ªs, Medvedev encara Tsitsipas por vaga na final do Australian Open. Nadal enfrenta Berrettini

Em um grande jogo, Daniil Medvedev conquistou a última vaga nas semifinais do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Na manhã desta quarta-feira, fechando a sessão noturna na Austrália, o número 2 do mundo começou atrás e teve muita dificuldade com o jogo de variação de Felix Auger-Aliassime, que sacou muito e balançou o russo no fundo de quadra.

Nos dois primeiros sets, a estratégia do canadense levou vantagem e ele venceu as duas parciais. Depois, Medvedev foi crescendo e aproveitando melhor as oportunidades, chegando a salvar um match-point no 4º set antes de confirmar a vitória com parciais de 6/7(4) 3/6 7/6(2) 7/5 e 6/4.

Seu adversário será o grego Stefanos Tsitsipas, que surpreendeu não pela vitória em si, mas pela forma que bateu o italiano Jannik Sinner, por 3×0, sem dar chances.

Medvedev e Tsitsipas, que se enfrentam por volta das 05:30 desta sexta-feira, já se encontraram oito vezes no circuito, com ampla vantagem do russo, que saiu vitorioso em seis oportunidades.

Antes disso, por volta da 00h30min de Brasília, será disputada a outra semifinal. Rafael Nadal, que vem de uma vitória espetacular sobre o canadense Denis Shapovalov, sofrendo muito fisicamente, vai ter um desafio pela frente, já que enfrenta o italiano Matteo Berrettini, que também precisou de cinco sets pra bater o francês Gael Monfils.

No único confronto entre os dois até o momento, Nadal levou a melhor, na semifinal do US Open de 2019.

Foto: Twitter/Australian Open