Ostapenko bate Svitolina e encara surpreendente Collins na semi em Miami. Azarenka enfrenta Stephens

Com surpresa, estão definidas as semifinais do WTA Premier de Miami, nos Estados Unidos, que é disputado no piso duro.

No primeiro jogo desta quarta-feira, a letã Jelena Ostapenko precisou lutar por dois tiebreaks pra superar a ucraniana Elina Svitolina, em sets diretos, com parciais de 7/6(3) e 7/6(5).

Depois, a jovem norte-americana Danielle Collins continuou sua ótima e surpreendente campanha ao vencer a experiente compatriota Venus Williams, cedendo apenas cinco games, com parciais de 6/2 e 6/3.

As duas vão se enfrentar no último jogo desta sexta-feira, em confronto que será inédito.

No outro jogo dia, disputando a segunda vaga na grande final, Victoria Azarenka parece ter um leve favoritismo diante da norte-americana Sloane Stephens, atual campeã do US Open.

Nos quatro confrontos anteriores entre elas, a bielorrussa, que vai voltar ao top 100 do ranking na próxima atualização, venceu três vezes.

Danielle Collins, surpresa do Miami Open, foi uma jogadora de sucesso no tênis universitário

Na noite desta segunda-feira, a norte-americana Danielle Collins entra em quadra pro jogo mais importante da sua carreira até o momento, encarando a experiente compatriota Venus Williams, em busca de uma vaga na semifinal do WTA Premier de Miami.

Ao longo da semana, a jovem de 24 anos surpreendeu jogadoras como Coco Vandeweghe e Monica Puig, colocando-se definitivamente como mais um talento do tênis norte-americano.

Por enquanto, ela vai subindo 27 postos do ranking da WTA, superando sua melhor marca, que é a atual 93ª posição, entrando no grupo das 70 melhores do mundo.

Porém, nem tudo é surpresa na carreira de Danielle, que fez uma carreira bem sólida e vitoriosa no circuito universitário norte-americano. Graduada em Estudos de Mídia, em 2016, pela Universidade da Virgínia – depois de começar seus estudos na Universidade da Flórida, mas não se adaptar aos treinadores – a natural de São Petersburgo, na Flórida, foi bicampeã do circuito universitário do país, sendo apenas a sétima mulher a conseguir tal feito.

Inclusive, o bicampeonato, em 2016, rendeu um convite para a chave principal do US Open, quando perdeu na primeira rodada para a russa Evgeniya Rodina.

A História de Danielle Collins é só mais um exemplo, entre tantos, dos benefícios que podem ser oriundos de um circuito cada vez mais concorrido e de alto nível, como é o universitário dos Estados Unidos.

A Tennis View, ao longo de todos os seus anos de existência, já mostrou exemplos práticos de brasileiros que foram para os Estados Unidos e não se arrependeram, além dos conhecidos casos de norte-americanos como John Isner, Bob Bryan e James Blake, que se tornaram ótimos profissionais depois desta experiência.

Quando Venus Williams, sua adversária desta quarta, venceu Wimbledon pela primeira vez, Danielle Collins tinha apenas 6 anos de idade, mas ela garante que não quer deixar nada atrapalhar a sua semana mais brilhante na carreira. Como ela mesmo disse após a vitória sobre Puig, nas oitavas: “Este é o meu momento”.