Argentino Guido Pella conquista primeiro título da carreira no Brasil Open 2019

O argentino Guido Pella é o campeão da 19ª edição do Torneio Aberto do Brasil – ATP 250 – Brasil Open 2019, conquistando o primeiro título de sua carreira. O tenista de 28 anos superou na decisão o chileno Christian Garin com parciais de 7/5 e 6/3 neste domingo (3), no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

O título dá a Pella US$ 94.830 de premiação e 250 pontos no ranking da ATP, que levarão o argentino à 34ª colocação da lista da ATP. Já Garin levou US$ 51.280 e 150 pontos após sua primeira decisão.

Pella enfim levantou seu primeiro troféu de ATP na quinta decisão que disputou. Ele é o terceiro argentino a vencer o Brasil Open em simples. Os anteriores foram Guillermo Cañas em 2007 e Federico Delbonis em 2014. Já Garin perdeu a chance de ser o primeiro chileno a vencer um ATP desde Fernando González, há 10 anos, em Viña del Mar.

“Depois da final que perdi em Córdoba, pensei que nunca mais teria a chance de ganhar. Estava muito mal, porque achava que aquela final era minha. Logo no início ele teve 0-40, mas depois disso fiquei tranquilo e acho que hoje fui superior o jogo inteiro, não me apressei. Estava um pouco nervoso, eu aproveitei isso e por sorte consegui quebras em momentos importantes”, afirmou Pella.

A primeira quebra de saque da partida veio no nono game do primeiro saque, quando Pella acertou uma bola vencedora de devolução no segundo saque de Garin. O chileno devolveu a quebra logo em seguida, mas Pella venceu os dois games seguintes para fechar a parcial. No segundo set, o argentino abriu 2/0 e quebrou novamente no último game do jogo para garantir a vitória.

Após o match-point, Pella ajoelhou no saibro e deu um abraço em seu técnico, Jose Acasuso. “Sentia que a minha carreira estava totalmente estancada. Tinha feito quatro finais, agora era a quinta e eu sentia que precisava de um título. Dei um abraço nele, porque acabou o fantasma, saiu uma mochila das minhas costas. Cumpri o que queria que era ganhar um título, além de ganhar a Copa Davis”, comentou o campeão.

Já Garin tentou ver o lado positivo de sua campanha. “Claro que dói muito perder uma final, mas tenho que aceitar. Tive chances no 5/5 do primeiro set e poderia ter sido mais agressivo nessa hora, mas são coisas para aprender”, afirmou o chileno.

Foto: Marcello Zambrana/DGW Comunicação

Garin e Pella disputam primeiro título da carreira no Brasil Open 2019

O Torneio Aberto do Brasil – ATP 250 – Brasil Open 2019 será o primeiro título da carreira do argentino Guido Pella ou do chileno Christian Garin. Os tenistas sul-americanos duelam pelo troféu do torneio neste domingo, às 14h30, após vencerem as semifinais deste sábado, no Ginásio do Ibirapuera.

Pella, de 28 anos, interrompeu a invencibilidade do sérvio Laslo Djere no Brasil. O argentino derrotou o campeão do ATP 500 do Rio em dois tiebreaks, 7/6(10) e 7/6(1). “Ele (Djere) é um adversário duro. Tive que estar concentrado, porque ele está jogando o melhor tênis de sua carreira, mas consegui resistir”, comentou.

Após um primeiro set sem quebras, Pella teve a vantagem no segundo, mas foi quebrado ao sacar para o jogo. No entanto, o argentino dominou o tiebreak para se garantir em sua quinta final da carreira. “É uma situação do jogo. Sacar para o jogo é um momento de nervos, sabia que isso poderia acontecer, mas por sorte pude administrar”, analisou o número 48 do mundo.

Pella já disputou quatro finais de ATP e perdeu todas. “Não veio a vitória outras vezes, mas venho fazendo uma gira muito boa, um grande ano. Ganhei muitos pontos, venci jogos duríssimos. Se eu ganhar, ótimo, mas se não der, seguirei lutando porque acontecerá em algum momento. Espero que seja amanhã”, concluiu.

Já Garin terá sua primeira chance de levantar um troféu de ATP aos 22 anos. O chileno superou o norueguês Casper Ruud por duplo 6/4. “Eu me senti muito cômodo em quadra. Estava um pouco mais cansado, mas também tinha muita confiança. Casper é um grande jogador, vinha com muito ritmo”, afirmou o 92º do ranking, que subirá aos menos 20 colocações na próxima semana.

O último título de ATP do Chile em simples foi do já aposentado Fernando Gonzalez em Viña del Mar, em 2009. “Não caiu a ficha que estou na final. Trabalhei muito duro por muito tempo para chegar a este resultado. Mas agora quero mais. Quero jogar bem amanhã. Sei que se jogar bem, tenho uma boa chance”, disse Garin.

Porém, assim como Pella, Garin estará satisfeito com seu desempenho independentemente do resultado da final. “Estou buscando isso há muito tempo, mas agora que cheguei aqui não quero ficar me pressionando. Tenho 22 anos. Vou buscar o título na final, claro, mas se não acontecer ficarei contente com a campanha”, acrescentou.

Nas duplas, a parceria dos argentinos Federico Delbonis e Maximo Gonzalez venceu pelo segundo ano consecutivo o título de duplas do Brasil Open. Eles derrotaram os britânicos Luke Bambridge e Jonny O’Mara por 6/4 e 6/3 neste sábado. Este foi o terceiro título de Gonzalez em 2019.

“Estou muito feliz pela gira que tive. Poder jogar outra vez com um amigo como ele (Delbonis) é algo que se transmite na quadra. Podemos conversar as coisas sem pressão”, comentou Gonzalez.

Já Delbonis venceu seu terceiro troféu em Sâo Paulo. Ele também foi campeão de simples em 2014, além do título de duplas do ano passado. “A química é sempre boa e isso ajuda muito o nosso jogo. Quando tenho confiança no parceiro, jogo mais relaxado. Estou feliz por mais uma vitória e por seguir invicto como dupla aqui em São Paulo”, disse o canhoto.

Foto: Marcello Zambrana/DGW Comunicação

Djere repete vitória contra Auger-Aliassime e chega à semi do Brasil Open

O sérvio Laslo Djere e o canadense Felix Auger-Aliassime se enfrentaram nesta sexta-feira (1)  no Torneio Aberto do Brasil – ATP 250 – Brasil Open 2019 cinco dias após duelarem pelo título no Rio de Janeiro. Assim como no saibro carioca, Djere levou a melhor e triunfou com parciais de 6/2, 3/6 e 6/3, encerrando a campanha do tenista de 18 anos.

As semifinais começam às 12h30 com o confronto entre o norueguês Casper Ruud e o chileno Christian Garin. Não antes de 14h30, Djere encara o argentino Guido Pella. Os ingressos estão à venda pelo site www.ingressorapido.com.br/event/12279-1/d/53968, e os jogos têm transmissão ao vivo em Fox Sports e Bandsports.

“Assim como no Rio, foi difícil. Lá os nervos estavam muito presentes. Aqui, como foi nas quartas de final, nós queríamos ganhar muito, mas estávamos mais relaxados”, comentou Djere. “Tentei esperar o momento que ele errasse primeiros saques para tentar boas devoluções. Meu saque foi melhor que ontem, a percentagem do primeiro serviço foi bem alta.”

O sérvio reconheceu o desgaste de tantas partidas seguidas em duas semanas. “Sinto dores aqui e ali no braço, mas vamos trabalhar nisso para eu me recuperar”, afirmou.

Pella passou com facilidade pelo compatriota Marco Trungelliti, por 6/0 e 6/3. “Ele é canhoto e tem essa vantagem no saque. Mas tenho um bom retrospecto contra canhotos. Nós nos enfrentamos duas vezes e sei como jogar contra ele”, previu Djere. “Ele estará menos cansado que eu, mas estou confiante. Ele tem vantagens e eu também”, completou.

Djere e Pella já se enfrentaram duas vezes em Challengers, com uma vitória para cada. “Esta é a primeira vez que vou enfrentá-lo em seu melhor ranking e jogando o melhor tênis de sua carreira”, analisou o argentino.

Já Auger-Aliassime ficou decepcionado com o nível que apresentou na partida. “Fiz muitas coisas mal, não tive ritmo algum no primeiro set, fui quebrado quando tinha 40-15. Tentei me recuperar no segundo set e lutar, acho que consegui. Mas no meio do terceiro meu saque me deixou na mão. Foi bem frustrante porque não joguei o que poderia”, disse o tenista de 18 anos.

“Mentalmente eu estava muito frustrado e nervoso por ter jogado tantas partidas. É algo para eu trabalhar”, acrescentou Auger-Aliassime. No entanto, o canadense ressaltou que viveu dias inesquecíveis no Brasil. “Foi uma boa experiência. Não esperava ir tão longe”, comentou. “Às vezes eu pensava que não conseguiria vencer de novo, mas achava recursos em mim mesmo. Foi uma experiência de muito aprendizado, descobrindo que sempre tenho algo a mais para dar.”

Na outra semifinal, Ruud e Garin duelam por uma inédita vaga em final de ATP. Ruud não deu chances ao boliviano Hugo Dellien nesta sexta-feira, vencendo o jogo por duplo 6/1. Já Garin precisou virar contra o argentino Leonardo Mayer, com parciais de 4/6, 6/4 e 6/4.

“Tudo deu certo hoje, foi meu dia. Ele (Dellien) é um ótimo jogador e tive que jogar incrivelmente. Não esperava esse placar. Foquei em cada ponto e as coisas deram certo pra mim. Ele talvez foi muito defensivo e cometeu alguns erro”, afirmou Ruud, de 20 anos.

Ruud e Garin jamais se enfrentaram no circuito, mas são amigos próximos. “Amanhã seremos adversários, mas treinamos juntos algumas vezes. Acho que nós dois vamos encarar isso como uma boa oportunidade de fazer uma final”, previu o norueguês. “Somos dois jovens lutando por uma final inédita, então vai ser um jogo aberto.”

Já Garin comemorou o bom resultado diante de Mayer. “Foi um jogo muito disputado. No primeiro set eu tive chance, mas não aproveitei. Depois no 5/4 ele sacou muito bem. É claramente um jogador que saca muito bem e é agressivo, mas felizmente fiquei concentrado em todos os games e foi isso que me deu a vitória”, disse o chileno.

Esta é a primeira semifinal da carreira de Garin, de 22 anos. “Vou de jogo a jogo. Agora vamos analisar o jogo e ver as coisas que posso melhorar. Neste momento, estou feliz de ter chegado e espero seguir subindo meu nível”, completou.

Foto: Marcello Zambrana/DGW Comunicação

Bellucci e Rogerinho vencem a 2ª de virada e estão na semi de duplas do Brasil Open

Depois da bela campanha no Rio Open, Thomaz Bellucci e Rogério Dutra Silva engrenaram mais uma boa campanha em um torneio brasileiro, agora no Brasil Open, em São Paulo.

Os brasileiros viraram mais uma partida, assim como na estreia, e superaram a parceria formada pelo salvadorenho Marcelo Arevalo  e o norte-americano James Cerretani, com parciais de 4/6 6/4 e 10/6.

Agora, por vaga na grande final, eles terão pela frente os britânicos Luke Bambridge e Johnny O’Mara, que venceram os belgas Sander Gille e Joran Vliegen por duplo 6/4.

Foto: Marcello Zambrana/DGW Comunicação

Sakamoto fura o quali e Delbonis estreia nesta 2ª feira no Brasil Open, em busca do bicampeonato

Nesta segunda-feira, o argentino Federico Delbonis inicia a busca pelo bicampeonato do Torneio Aberto do Brasil – ATP 250 – Brasil Open 2019, realizado no Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães – Ginásio do Ibirapuera. Os jogos têm transmissão ao vivo dos canais BandSports e Fox Sports. Os ingressos estão à venda a partir de R$ 25 (R$ 12,50 meia-entrada) no site www.ingressorapido.com.br/event/12279/d/53971e também na bilheteria. 

Campeão da competição em 2014, Delbonis estreia contra o italiano Lorenzo Sonego, no último jogo da quadra central, marcado para não antes das 19h30. O duelo será transmitido pelo Fox Sports. Os dois se enfrentaram apenas uma vez, em Genova, na Itália, em 2018, e Sonego levou a melhor. 

“Vai ser uma partida muito difícil. Já jogamos uma vez, é um jovem que vem crescendo. Estou me sentindo bem, joguei bem na semana anterior, estou descansado e preparado para amanhã”, analisou Delbonis. 

“Minha expectativa é ir de partida a partida, não gosto de olhar toda a chave, gosto de focar na próxima partida, que é amanhã. Quero fazer meu melhor”, concluiu o argentino.

O chileno Christian Garin abre a programação da quadra central, às 12h30. O sul-americano enfrenta o português Pedro Sousa, contra quem venceu todas as quatro partidas disputadas.

“Vou entrar com muita vontade, estou jogando bem. Estou me acostumando bem com as condições, tive três dias de bons treinamentos. Pedro é um jogador de bom nível, agressivo e gosta das condições daqui, mas já me sinto bem para começar amanhã”, disse Garin.

Foto: Marcello Zambrana/DGW Comunicação

Quali do Brasil Open começa neste sábado, com três brasileiros em ação

O Torneio Aberto do Brasil – ATP 250 – Brasil Open 2019 tem início neste sábado, com a disputa do qualifying no Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães – Ginásio do Ibirapuera. Três brasileiros estão na disputa para se juntar a Thiago Monteiro e Thiago Wild na chave principal do mais tradicional torneio ATP do Brasil.

Semifinalista em 2015, João Souza, o Feijão, enfrenta o italiano Alessandro Giannessi, na segunda partida da Quadra Central, logo após o duelo entre o experiente argentino Carlos Berlocq e o italiano Gian Marco Moroni.

O mineiro João Menezes joga a primeira rodada do quali contra o jovem espanhol Pedro Martínez em sua primeira disputa de qualifying em torneios ATP.

Pedro Sakamoto, que chegou à rodada final do quali em 2018, encara neste sábado o italiano Matteo Donati, a partir das 11h, na Quadra 1.

O quali tem ainda os argentinos Facundo Bagnis, Federico Coria e Facundo Arguello, além do belga Kimmer Coppejans e o experiente espanhol Daniel Gimeno-Traver.

Quali do Brasil Open terá Cuevas, Monteiro e Rogerinho

A ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) divulgou nesta terça-feira a lista dos tenistas que disputam o qualifying em busca de vaga na chave principal do Torneio Aberto do Brasil – ATP 250 – Brasil Open 2019. Entre os principais nomes da lista estão o tricampeão uruguaio Pablo Cuevas, os brasileiros Thiago Monteiro e Rogério Dutra Silva, além de quatro argentinos, como o experiente Carlos Berlocq.

O Brasil Open terá o qualifying disputado nos dias 23 e 24 de fevereiro, com entrada gratuita, no Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães – Ginásio do Ibirapuera.

A chave principal, que tem nomes como o argentino Federico Delbonis, o português João Sousa, o tunisiano Malek Jaziri, o espanhol Jaume Munar e o brasileiro Thiago Wild, acontece entre 25 de fevereiro e 3 de março, com ingressos à venda a partir de R$ 25 (R$ 12,50 meia-entrada) pelo site http://www.ingressorapido.com.br/event/12279/d/53971.

Além dos nomes já conhecidos do público, o quali terá como novidade a participação do jovem espanhol Pedro Martinez, o boliviano Hugo Dellien, além da presença do belga Kimmer Coppejans, destaque da Copa Davis no último fim de semana em Uberlândia.

Jovem mineiro joga o quali pela primeira vez 

O mineiro João Menezes, de 22 anos, recebeu o primeiro wild card (convite) para disputar o qualifying do Brasil Open, onde fará a sua estreia em torneios ATP.

De volta de Barcelona, na Espanha, onde treinou durante dois anos no time do espanhol Galo Blanco, Menezes é uma das apostas do Itamirim Clube de Campo, onde treina com Patrício Arnold e Luiz Peniza. Vice-campeão juvenil de duplas no US Open 2014, ele ocupa atualmente o número 391 do ranking mundial e integrou o time brasileiro da Copa Davis como reserva no último fim de semana.

“Acabar o ano entre os 200 é a minha principal meta e não poderia estar mais feliz com essa confirmação para jogar o quali do Brasil Open. Vai ser o meu primeiro torneio de nível ATP, então é muito especial, vou fazer o máximo para retribuir o convite dentro de quadra”, afirma o tenista natural de Uberaba.

Confira abaixo a lista completa do qualifying:

  1. Pablo Cuevas (URU) – 92º
  2. Thiago Monteiro (BRA) – 108º
  3. Hugo Dellien (BOL) – 116º
  4. Marco Trungelliti (ARG) – 117º
  5. Carlos Berlocq (ARG) – 135º
  6. Rogerio Dutra Silva (BRA) – 139º
  7. Facundo Bagnis (ARG) – 149º
  8. Pedro Martinez (ESP) – 159º
  9. Alessandro Giannessi (ITA) – 168º
  10. Andrej Martin (SVK) – 181º
  11. Daniel Gimeno-Traver (ESP) – 188º
  12. Facundo Arguello (ARG) – 191º
  13. Kimmer Coppejans (BEL) – 194º
  14. Matteo Donati (ITA) – 211º

WC – João Menezes (BRA) – 391º

WC – a definir

Alternates

  1. João Domingues (POR) – 215º
  2. Marcelo Arevalo (ESA) – 220º
  3. Thomaz Bellucci (BRA) – 221º
  4. Federico Gaio (ITA) – 224º
  5. Daniel Elahi Galan (COL) – 227º
  6. Gian Marco Moroni (ITA) – 228º
  7. Kevin Krawietz (GER) – 231º
  8. Thai-Son Kwiatkowski (USA) – 269º
  9. Federico Coria (ARG) – 288º
  10. Carlos Taberner (ESP) – 291º

Fognini vira sobre chileno Jarry e conquista o título do Brasil Open. Argentinos vencem nas duplas

Em sua 18ª edição, o Brasil Open teve seu primeiro campeão italiano. Fabio Fognini derrotou o chileno Nicolas Jarry, por 1/6, 6/1 e 6/4 neste domingo, no Ginásio do Ibirapuera. Fognini dedicou o título a Davide Astori, jogador de futebol Fiorentina encontrado morto na manhã de domingo.

Fognini ganhou 250 pontos no ranking da ATP, subindo para a 19ª colocação, e embolsou US$ 92.805 de premiação (cerca de R$ 302 mil). Este foi o sexto troféu da carreira do jogador de 30 anos, sendo todos no saibro. Jarry subiu para 61º com os 150 pontos que recebeu e foi o primeiro chileno em uma decisão de simples na ATP desde Fernando Gonzalez em 2009.

Jarry começou de forma arrasadora a partida, vencendo o primeiro set em 22 minutos. Porém, o chileno começou a cometer erros não-forçados e Fognini aproveitou para devolver o placar. O terceiro set foi bastante disputado, mas Jarry pareceu ter sentido o desgaste físico de sua quinta partida de três sets na semana.

“No primeiro set, ele (Jarry) me atropelou em velocidade, em winners, em saque. O segredo foi continuar lutando”, afirmou Fognini. “Acho que ele começou muito bem, pegando muito forte, com as bolas novas. Ele não tinha nada a perder. Esperei um pouco para o saque dele cair, que é o seu ponto forte. Depois disso, comecei a tomar um pouco a iniciativa. Na hora que ele quebrou no terceiro set, também foi mérito dele. Não pude fazer nada. Fez dois, três winners em um game, mas segui acreditando”, acrescentou o campeão.

Fognini havia ficado com o vice-campeonato em nove de suas 14 finais anteriores no circuito. “Perdi muito mais finais do que ganhei. Então tenho que curtir, porque faz parte do esporte. Estou no top 20 e o objetivo é continuar trabalhando. Mas estou me sentindo bem na quadra, estou feliz, lutando, tentando”, comemorou.

A vitória de Fognini é uma nota positiva em um dia triste para a Itália, com a morte do capitão da Fiorentina, o zagueiro Davide Astori. “Espero ter causado um sorriso em um dia de tanta tristeza para o esporte italiano. Obviamente, dedico a vitória a ele e a sua família. Ele um cara que eu não conhecia pessoalmente, mas os amigos jogadores que eu conheço sempre falaram que ele era uma pessoa muito alegre”, afirmou o italiano.

O experiente italiano também elogiou Jarry, que mostrou um excelente nível em São Paulo.  “É um jogador muito jovem, que certamente terá muitas outras oportunidades de jogar partidas como esta. É muito difícil jogar contra alguém tão alto e que saca assim. Acredito que a tática dele era essa, jogar dentro da quadra e terminar os pontos rapidamente. Coisas que me prejudicam um pouco”, analisou o cabeça de chave 2.

Grande revelação da temporada sul-americana, Jarry quer manter o embalo na sequência do ano. “Sempre trabalho para alcançar cada vez mais alto, ser a melhor versão de mim mesmo. Agora estou conquistando os frutos. Espero seguir subindo. Acho que posso dar mais, muito mais. Cometi alguns erros durante o torneio, mas é seguir em frente, tentar minimizar isso e tentar ganhar meu primeiro ATP”, disse o jogador de 22 anos.

 

Argentinos Delbonis e González ficam com o título de duplas

O título de duplas do Brasil Open ficou com a América do Sul, representada pelos argentinos Federico Delbonis e Maximo Gonzalez. Eles derrotaram os cabeças de chave 4 Wesley Koolhof, da Holanda, e Artem Sitak, da Nova Zelândia, por 6/4 e 6/2. Ambos recebem 250 pontos no ranking da ATP e dividem a premiação de US$ 27.980.

Este foi o primeiro troféu de Delbonis nas duplas e o quarto de Gonzalez. Os compatriotas começaram a campanha tirando os cabeças de chave 2 Hans Podlipnik-Castillo e Andrei Vasilevski, depois “aposentaram” o mineiro André Sá, que jogou com Thomaz Bellucci, e, na semifinal, superaram Rogério Dutra Silva e o tcheco Roman Jebavy.

O único argentino que havia vencido nas duplas no Brasil Open anteriormente havia sido Horacio Zeballos, em 2016, com o chileno Julio Peralta. “Fomos sólidos o tempo inteiro. Estou feliz e muito agradecido por esta cidade”, comentou Delbonis. “É difícil para ele, porque um dia ele jogou até tarde simples. Eu estou aqui só para isso e tenho sorte de poder ajudá-lo com isso”, complementou Gonzalez.
Resultados finais do Brasil Open 2018

Final – Simples
[2] Fabio Fognini (ITA) d Nicolas Jarry (CHI), 1/6 6/1 6/4


Final – Duplas
Federico Delbonis (ARG) / Maximo Gonzalez (ARG) d [4] Wesley Koolhof (NED) / Artem Sitak (NZL), 6/4 6/2

Foto: Gaspar Nóbrega/DGW Comunicação

Rogerinho luta muito, mas perde para Zeballos nas 4as de final do Brasil Open

O paulista Rogério Dutra Silva parou nas quartas de final do Brasil Open, diante do argentino Horacio Zeballos, por 6/7(3), 6/2 e 6/4, nesta sexta-feira, no Ginásio do Ibirapuera. O uruguaio Pablo Cuevas e o italiano Fabio Fognini se enfrentam para as semifinais, que acontecem a partir das 12h30 do sábado. Zeballos encara o chileno Nicolas Jarry.

Após vencer o cabeça de chave 4 Gael Monfils na segunda rodada, Zeballos manteve o embalo e lidou bem com a pressão da torcida a favor de Rogerinho. O argentino está em sua primeira semifinal desde Barcelona, no último ano.

“Foi uma batalha muito linda e as pessoas curtiram bastante. Infelizmente, não viram um brasileiro chegar às semifinais, mas acho que devem ficar satisfeitos, porque Rogério deixou tudo na quadra e é preciso valorizar isso”, comentou Zeballos.

O argentino garante que não se incomodou com a calorosa torcida brasileira. “Vim muitas vezes para o Brasil e sei como são. Sei que um dia vou sentir falta. O ambiente estava ótimo, independente de alguém gritar algo mais forte. Foi como um campo de futebol. Disse para eles gritarem mais. Tem que curtir isso. É para favorecer o jogador do país e não para te prejudicar”, explicou.

Já Rogerinho sai contente por ter igualado a melhor campanha em ATP de sua carreira. “Foi uma semana incrível. Infelizmente, não saí com a vitória hoje. Lutei até onde deu. Ele mudou a tática do jogo, começou a ficar mais agressivo e sacou muito bem. Cortou o ritmo da partida”, disse o paulista, que depois ainda retornou à quadra central para jogar a semifinal duplas com o tcheco Roman Jebavy, perdendo para  argentinos Federico Delbonis e Maximo Gonzalez 7/5 3/6 e 10/7.

Foto: Gaspar Nóbregaa/DGW Comunicação

Clezar bate Monteiro em São Paulo e conquista sua 1ª vitória em ATP. Bellucci perde jogo equilibrado

O gaúcho Guilherme Clezar conquistou sua primeira vitória em nível ATP nesta terça-feira no Brasil Open, no Ginásio do Ibirapuera. O tenista de 25 anos derrotou o cearense Thiago Monteiro por 6/3, 1/6 e 7/5 e enfrentará o cabeça de chave 1 Albert Ramos Viñolas, da Espanha, na próxima rodada.

Esta foi a 13ª partida de ATP de Clezar, treinado por Larri Passos. “Estou muito contente de vencer meu primeiro jogo de ATP. O Brasil Open sempre foi especial para mim. Foi o primeiro ATP que eu joguei e, coincidentemente, o primeiro em que venci uma partida. Vai ser complicado dormir hoje”, disse o gaúcho.

“O Albert Ramos é um jogador que está top 20, é um cara bem consistente, mas que também deixa jogar. Vou tentar fazer o meu jogo”, comentou Clezar sobre o jogo contra o principal favorito ao troféu.

Já o paulista Thomaz Bellucci parou na primeira rodada de simples em uma partida decidida nos detalhes diante do argentino Horacio Zeballos, com parciais de 7/6(2), 3/6 e 6/3. O número 69 do mundo encara na segunda rodada o francês Gael Monfils, repetindo o duelo da primeira rodada do Rio de Janeiro. Zeballos teve match-point contra o ex-top 10, mas perdeu a partida.

“Será como jogar contra um tenista local, porque ele (Monfils) é muito querido em todos os lugares. Mas tudo bem, porque ele é um showman. Vai ser um jogo muito bonito”, disse Zeballos, que alcançou as quartas de final do Brasil Open em 2014.

Já Bellucci lamentou as chances perdidas na parcial decisiva, especialmente os três break-points não convertidos em 3/3: “Faltou jogar melhor nos momentos cruciais do jogo. No final do primeiro set, ele jogou bem melhor no tiebreak. Fiquei meio tenso para ganhar o set. Acho que no terceiro foi igual. Eu me coloquei na posição de quebrar o saque dele, sacar para fazer 5/3, e não consegui. Nestes momentos, ele foi melhor que eu”.

Cabeça de chave 6, o argentino Guido Pella virou o jogo contra o francês Corentin Moutet, por 4/6, 6/1 e 6/2. O número 57 do mundo terá pela frente o chileno Nicolas Jarry em busca de uma vaga nas quartas de final. Os dois jogos anteriores entre os sul-americanos foram vencidos por Jarry.

Já o paulista Thomaz Bellucci parou na primeira rodada de simples em uma partida decidida nos detalhes diante do argentino Horacio Zeballos, com parciais de 7/6(2), 3/6 e 6/3. O número 69 do mundo encara na segunda rodada o francês Gael Monfils, repetindo o duelo da primeira rodada do Rio de Janeiro. Zeballos teve match-point contra o ex-top 10, mas perdeu a partida.

“Será como jogar contra um tenista local, porque ele (Monfils) é muito querido em todos os lugares. Mas tudo bem, porque ele é um showman. Vai ser um jogo muito bonito”, disse Zeballos, que alcançou as quartas de final do Brasil Open em 2014.

Já Bellucci lamentou as chances perdidas na parcial decisiva, especialmente os três break-points não convertidos em 3/3: “Faltou jogar melhor nos momentos cruciais do jogo. No final do primeiro set, ele jogou bem melhor no tiebreak. Fiquei meio tenso para ganhar o set. Acho que no terceiro foi igual. Eu me coloquei na posição de quebrar o saque dele, sacar para fazer 5/3, e não consegui. Nestes momentos, ele foi melhor que eu”.

Foto: Ricardo Moreira/DGW Comunicação