Fognini vira sobre chileno Jarry e conquista o título do Brasil Open. Argentinos vencem nas duplas

Em sua 18ª edição, o Brasil Open teve seu primeiro campeão italiano. Fabio Fognini derrotou o chileno Nicolas Jarry, por 1/6, 6/1 e 6/4 neste domingo, no Ginásio do Ibirapuera. Fognini dedicou o título a Davide Astori, jogador de futebol Fiorentina encontrado morto na manhã de domingo.

Fognini ganhou 250 pontos no ranking da ATP, subindo para a 19ª colocação, e embolsou US$ 92.805 de premiação (cerca de R$ 302 mil). Este foi o sexto troféu da carreira do jogador de 30 anos, sendo todos no saibro. Jarry subiu para 61º com os 150 pontos que recebeu e foi o primeiro chileno em uma decisão de simples na ATP desde Fernando Gonzalez em 2009.

Jarry começou de forma arrasadora a partida, vencendo o primeiro set em 22 minutos. Porém, o chileno começou a cometer erros não-forçados e Fognini aproveitou para devolver o placar. O terceiro set foi bastante disputado, mas Jarry pareceu ter sentido o desgaste físico de sua quinta partida de três sets na semana.

“No primeiro set, ele (Jarry) me atropelou em velocidade, em winners, em saque. O segredo foi continuar lutando”, afirmou Fognini. “Acho que ele começou muito bem, pegando muito forte, com as bolas novas. Ele não tinha nada a perder. Esperei um pouco para o saque dele cair, que é o seu ponto forte. Depois disso, comecei a tomar um pouco a iniciativa. Na hora que ele quebrou no terceiro set, também foi mérito dele. Não pude fazer nada. Fez dois, três winners em um game, mas segui acreditando”, acrescentou o campeão.

Fognini havia ficado com o vice-campeonato em nove de suas 14 finais anteriores no circuito. “Perdi muito mais finais do que ganhei. Então tenho que curtir, porque faz parte do esporte. Estou no top 20 e o objetivo é continuar trabalhando. Mas estou me sentindo bem na quadra, estou feliz, lutando, tentando”, comemorou.

A vitória de Fognini é uma nota positiva em um dia triste para a Itália, com a morte do capitão da Fiorentina, o zagueiro Davide Astori. “Espero ter causado um sorriso em um dia de tanta tristeza para o esporte italiano. Obviamente, dedico a vitória a ele e a sua família. Ele um cara que eu não conhecia pessoalmente, mas os amigos jogadores que eu conheço sempre falaram que ele era uma pessoa muito alegre”, afirmou o italiano.

O experiente italiano também elogiou Jarry, que mostrou um excelente nível em São Paulo.  “É um jogador muito jovem, que certamente terá muitas outras oportunidades de jogar partidas como esta. É muito difícil jogar contra alguém tão alto e que saca assim. Acredito que a tática dele era essa, jogar dentro da quadra e terminar os pontos rapidamente. Coisas que me prejudicam um pouco”, analisou o cabeça de chave 2.

Grande revelação da temporada sul-americana, Jarry quer manter o embalo na sequência do ano. “Sempre trabalho para alcançar cada vez mais alto, ser a melhor versão de mim mesmo. Agora estou conquistando os frutos. Espero seguir subindo. Acho que posso dar mais, muito mais. Cometi alguns erros durante o torneio, mas é seguir em frente, tentar minimizar isso e tentar ganhar meu primeiro ATP”, disse o jogador de 22 anos.

 

Argentinos Delbonis e González ficam com o título de duplas

O título de duplas do Brasil Open ficou com a América do Sul, representada pelos argentinos Federico Delbonis e Maximo Gonzalez. Eles derrotaram os cabeças de chave 4 Wesley Koolhof, da Holanda, e Artem Sitak, da Nova Zelândia, por 6/4 e 6/2. Ambos recebem 250 pontos no ranking da ATP e dividem a premiação de US$ 27.980.

Este foi o primeiro troféu de Delbonis nas duplas e o quarto de Gonzalez. Os compatriotas começaram a campanha tirando os cabeças de chave 2 Hans Podlipnik-Castillo e Andrei Vasilevski, depois “aposentaram” o mineiro André Sá, que jogou com Thomaz Bellucci, e, na semifinal, superaram Rogério Dutra Silva e o tcheco Roman Jebavy.

O único argentino que havia vencido nas duplas no Brasil Open anteriormente havia sido Horacio Zeballos, em 2016, com o chileno Julio Peralta. “Fomos sólidos o tempo inteiro. Estou feliz e muito agradecido por esta cidade”, comentou Delbonis. “É difícil para ele, porque um dia ele jogou até tarde simples. Eu estou aqui só para isso e tenho sorte de poder ajudá-lo com isso”, complementou Gonzalez.
Resultados finais do Brasil Open 2018

Final – Simples
[2] Fabio Fognini (ITA) d Nicolas Jarry (CHI), 1/6 6/1 6/4


Final – Duplas
Federico Delbonis (ARG) / Maximo Gonzalez (ARG) d [4] Wesley Koolhof (NED) / Artem Sitak (NZL), 6/4 6/2

Foto: Gaspar Nóbrega/DGW Comunicação

Rogerinho luta muito, mas perde para Zeballos nas 4as de final do Brasil Open

O paulista Rogério Dutra Silva parou nas quartas de final do Brasil Open, diante do argentino Horacio Zeballos, por 6/7(3), 6/2 e 6/4, nesta sexta-feira, no Ginásio do Ibirapuera. O uruguaio Pablo Cuevas e o italiano Fabio Fognini se enfrentam para as semifinais, que acontecem a partir das 12h30 do sábado. Zeballos encara o chileno Nicolas Jarry.

Após vencer o cabeça de chave 4 Gael Monfils na segunda rodada, Zeballos manteve o embalo e lidou bem com a pressão da torcida a favor de Rogerinho. O argentino está em sua primeira semifinal desde Barcelona, no último ano.

“Foi uma batalha muito linda e as pessoas curtiram bastante. Infelizmente, não viram um brasileiro chegar às semifinais, mas acho que devem ficar satisfeitos, porque Rogério deixou tudo na quadra e é preciso valorizar isso”, comentou Zeballos.

O argentino garante que não se incomodou com a calorosa torcida brasileira. “Vim muitas vezes para o Brasil e sei como são. Sei que um dia vou sentir falta. O ambiente estava ótimo, independente de alguém gritar algo mais forte. Foi como um campo de futebol. Disse para eles gritarem mais. Tem que curtir isso. É para favorecer o jogador do país e não para te prejudicar”, explicou.

Já Rogerinho sai contente por ter igualado a melhor campanha em ATP de sua carreira. “Foi uma semana incrível. Infelizmente, não saí com a vitória hoje. Lutei até onde deu. Ele mudou a tática do jogo, começou a ficar mais agressivo e sacou muito bem. Cortou o ritmo da partida”, disse o paulista, que depois ainda retornou à quadra central para jogar a semifinal duplas com o tcheco Roman Jebavy, perdendo para  argentinos Federico Delbonis e Maximo Gonzalez 7/5 3/6 e 10/7.

Foto: Gaspar Nóbregaa/DGW Comunicação

Clezar bate Monteiro em São Paulo e conquista sua 1ª vitória em ATP. Bellucci perde jogo equilibrado

O gaúcho Guilherme Clezar conquistou sua primeira vitória em nível ATP nesta terça-feira no Brasil Open, no Ginásio do Ibirapuera. O tenista de 25 anos derrotou o cearense Thiago Monteiro por 6/3, 1/6 e 7/5 e enfrentará o cabeça de chave 1 Albert Ramos Viñolas, da Espanha, na próxima rodada.

Esta foi a 13ª partida de ATP de Clezar, treinado por Larri Passos. “Estou muito contente de vencer meu primeiro jogo de ATP. O Brasil Open sempre foi especial para mim. Foi o primeiro ATP que eu joguei e, coincidentemente, o primeiro em que venci uma partida. Vai ser complicado dormir hoje”, disse o gaúcho.

“O Albert Ramos é um jogador que está top 20, é um cara bem consistente, mas que também deixa jogar. Vou tentar fazer o meu jogo”, comentou Clezar sobre o jogo contra o principal favorito ao troféu.

Já o paulista Thomaz Bellucci parou na primeira rodada de simples em uma partida decidida nos detalhes diante do argentino Horacio Zeballos, com parciais de 7/6(2), 3/6 e 6/3. O número 69 do mundo encara na segunda rodada o francês Gael Monfils, repetindo o duelo da primeira rodada do Rio de Janeiro. Zeballos teve match-point contra o ex-top 10, mas perdeu a partida.

“Será como jogar contra um tenista local, porque ele (Monfils) é muito querido em todos os lugares. Mas tudo bem, porque ele é um showman. Vai ser um jogo muito bonito”, disse Zeballos, que alcançou as quartas de final do Brasil Open em 2014.

Já Bellucci lamentou as chances perdidas na parcial decisiva, especialmente os três break-points não convertidos em 3/3: “Faltou jogar melhor nos momentos cruciais do jogo. No final do primeiro set, ele jogou bem melhor no tiebreak. Fiquei meio tenso para ganhar o set. Acho que no terceiro foi igual. Eu me coloquei na posição de quebrar o saque dele, sacar para fazer 5/3, e não consegui. Nestes momentos, ele foi melhor que eu”.

Cabeça de chave 6, o argentino Guido Pella virou o jogo contra o francês Corentin Moutet, por 4/6, 6/1 e 6/2. O número 57 do mundo terá pela frente o chileno Nicolas Jarry em busca de uma vaga nas quartas de final. Os dois jogos anteriores entre os sul-americanos foram vencidos por Jarry.

Já o paulista Thomaz Bellucci parou na primeira rodada de simples em uma partida decidida nos detalhes diante do argentino Horacio Zeballos, com parciais de 7/6(2), 3/6 e 6/3. O número 69 do mundo encara na segunda rodada o francês Gael Monfils, repetindo o duelo da primeira rodada do Rio de Janeiro. Zeballos teve match-point contra o ex-top 10, mas perdeu a partida.

“Será como jogar contra um tenista local, porque ele (Monfils) é muito querido em todos os lugares. Mas tudo bem, porque ele é um showman. Vai ser um jogo muito bonito”, disse Zeballos, que alcançou as quartas de final do Brasil Open em 2014.

Já Bellucci lamentou as chances perdidas na parcial decisiva, especialmente os três break-points não convertidos em 3/3: “Faltou jogar melhor nos momentos cruciais do jogo. No final do primeiro set, ele jogou bem melhor no tiebreak. Fiquei meio tenso para ganhar o set. Acho que no terceiro foi igual. Eu me coloquei na posição de quebrar o saque dele, sacar para fazer 5/3, e não consegui. Nestes momentos, ele foi melhor que eu”.

Foto: Ricardo Moreira/DGW Comunicação

 

Chave do Brasil Open é sorteada e brasileiros conhecem adversários de estreia

O sorteio da chave principal foi realizado na tarde deste sábado e definiu os jogos da primeira rodada com os tenistas brasileiros tendo favoritos pelo caminho Brasil Open, disputado no saibro, no ginásio do Ibirapuera. Os jogos da chave principal acontecem a partir de segunda-feira, às 12h30.

Rogerio Dutra Silva, que participou da cerimônia de sorteio da chave, terá como seu primeiro adversário o americano Tennys Sandgren, cabeça de chave 7, que estreia no Brasil Open. O duelo é inédito no circuito e o brasileiro joga em busca da primeira vitória na temporada.

“É um jogo duro, ele fez quartas de final na Austrália, um jogo bom no Rio, é um tenista que está acostumado já a jogar indoor, que é um jogo um pouco mais rápido. Mas eu venho me sentindo bem, jogando um nível de tênis legal, um nível bacana e estão faltando as vitórias para ter um pouquinho mais de confiança e quem sabe ele não me dá essa confiança”, afirmou Rogerinho.

Estreante na chave principal de um torneio ATP, o jovem Thiago Wild terá logo na estreia a experiência do argentino Carlos Berlocq como oponente para tentar surpreender.

“É um cara que eu cresci vendo jogar, eu lembro que com 12 anos vim aqui, estava com o Paulo fisioterapeuta e comentei: ‘esses caras jogam muito tênis, como eu faço para jogar assim?’. Cinco ou seis anos depois eu estou aqui jogando e para mim é aproveitar a oportunidade de jogar a primeira chave de ATP, entrar e fazer o meu melhor”, disse o paranaense.

Em sua 11ª participação na chave principal do Brasil Open, o brasileiro Thomaz Bellucci estreia contra o argentino Horacio Zeballos, com quem jogou apenas uma partida e venceu no ATP de Quito em 2015. O vencedor do duelo será o primeiro adversário do francês Gael Monfils, cabeça de chave 4, na segunda rodada.

Thiago Monteiro é o único brasileiro que ainda não conhece seu adversário, já que enfrentará um tenista vindo do qualifying. Caso consiga vencer a estreia, ele terá pela frente o cabeça de chave 1 do torneio, o espanhol Albert Ramos-Viñolas.

Outros dois favoritos do torneio, o italiano Fabio Fognini aguarda o vencedor entre dois qualifiers na segunda rodada da chave principal, enquanto o uruguaio Pablo Cuevas espera o vencedor entre o italiano Marco Cechinato e um qualifier.
Sá e Bellucci conhecem adversários de estreia nas duplas

Em seu último torneio da carreira, o mineiro André Sá joga ao lado de Thomaz Bellucci nas duplas e enfrentará na estreia a parceria formada pelo monegasco Romain Arneodo e o croata Antonio Sancic.

Sá defende o título conquistado no ano passado ao lado de Rogerinho, que está do outro lado da chave ao lado do tcheco Roman Jebavy para enfrentar na estreia o italiano Marco Cecchinato e o espanhol Albert Ramos-Viñolas.

Os franceses Gael Monfils e Dorian Descloix encaram na estreia os espanhóis Roberto Carballes Baena e Guillermo Garcia-Lopez, enquanto os principais favoritos Pablo Cuevas e Horacio Zeballos terão como adversários o peruano Sergio Galdos e o argentino Guido Pella.

Bellucci recebe o 2º convite para o Brasil Open

Após contemplar o primeiro wild card (convite) para o juvenil paranaense Thiago Wild, a organização do Brasil Open 2018 anunciou nesta terça-feira o segundo convite da chave principal para o paulista Thomaz Bellucci.

A 18a. edição do Brasil Open será realizado de 26 de fevereiro a 4 de março, no Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista. Os ingressos promocionais estão à venda pelo site www.ticketsforfun.com.br.

Vice-campeão do torneio em 2009, ainda na Costa do Sauípe (BA), Bellucci disputa pela 11a. vez e busca seu quinto título de simples em torneios ATP. Campeão de Gstaad (2009 e 2012), Santiago (2010) e Genebra (2015), ele volta ao Ginásio do Ibirapuera, onde chegou a duas semifinais do torneio mais tradicional do país (2012 e 2014).

“Fico muito feliz com o convite. O Brasil Open é um torneio muito especial para mim, agradeço aos organizadores. Vou aproveitar essa oportunidade e dar o meu melhor dentro de quadra pra conseguir um grande resultado”, afirmou Bellucci, que está jogando esta semana o ATP de Buenos Aires. Depois de furar o qualifying, o terceiro melhor tenista do Brasil estreou com vitória na chave e se classificou para as oitavas de final.

Com os convites de Wild e Bellucci, o Brasil Open 2018 conta agora com três brasileiros na chave principal, já que Rogério Dutra Silva havia entrado direto. Completam os destaques desta edição o showman francês Gael Monfils, o uruguaio Pablo Cuevas (tricampeão do torneio), o espanhol Albert Ramos-Vinolas (atual vice-campeão) e o italiano Fabio Fognini.

Escolha do material do piso é fundamental para a qualidade de um jogo de tênis

Sem dúvida, o piso de uma quadra é fundamental para a qualidade de um jogo de tênis, seja o saibro, a grama ou o piso sintético.

Muitas vezes, é elemento de contestação de jogadores, que reclamam do aparecimento de dificuldades encontradas como quadra escorregadia ou nivelamento inadequado do saibro. Por isso, é fundamental que os produtos escolhidos para as quadras, de torneios ou de treino, sejam da maior qualidade.

Nesse sentido, a Pó Piacentini vem trabalhando com excelência para fornecer o melhor pó de telha para quadras de saibro, com técnica e muito profissionalismo, um pó cerâmico especial e ideal para a cobertura de quadras de tênis, legítimo, feito com matéria prima das melhores cerâmicas, o que garante durabilidade do produto aplicado, moído em curva granulométrica e ideal para tênis.

Com estoques sempre regulares, além do pó cerâmico, a Pó Piacentini fornece também saibro peneirado e ensacado, rede, faixa central, mosquetão, limpa linhas, raspador, escovão, linhas demarcatórias e pregos galvanizados.

Por isso, a empresa já forneceu para os maiores torneios do Brasil e da América do Sul, como o Rio Open, o Brasil Open e os jogos Pan Americanos de 2007, no Rio de Janeiro.

(Quadra central do Rio Open 2016, com o Pó Piacentini)

Além disso, tem logística de distribuição nacional, com transportadoras regionais a Pó Piacentini viabiliza a entrega na medida certa para clubes, academias e condomínios, garantindo assim a cobertura das quadras de tênis de saibro em todo Brasil.

Quer conferir? Clique aqui!

Sá e Rogerinho batem Demoliner/Daniell e ficam com o título de duplas do Brasil Open

Campeões Brasil Open peqApós seis anos, o Torneio Aberto do Brasil – ATP 250 – Brasil Open 2017 voltou a ter uma dupla 100% brasileira campeã. O mineiro André Sá e o paulista Rogério Dutra Silva derrotaram o gaúcho Marcelo Demoliner e o neozelandês Marcus Daniell com parciais de 7/6(5), 5/7 e 10-7 neste domingo, no Esporte Clube Pinheiros.

Enquanto Sá venceu o 11º título da carreira e segundo no Brasil Open, Rogerinho levantou um troféu de ATP pela primeira vez. Os dois dividem uma premiação de US$ 24.680. O mineiro de 39 anos e o paulista de 33 jogaram juntos pela primeira vez nesta semana em São Paulo. Sá já havia levantado o troféu do torneio em 2008, ao lado do conterrâneo Marcelo Melo.

“A gente nunca tinha jogado juntos antes, mas vi ele jogando em Chennai e Melbourne, falei com o técnico dele que ele estava jogando bem, que queria convidá-lo para jogar. Felizmente, a gente se sentiu bem, com energia boa desde o começo. Combinando jogadas que deram certo, estratégias diferentes em cada jogo, confortáveis um com o outro para jogar da maneira correta”, comentou Sá.

Os 250 pontos do título levarão Sá de volta ao top 50 de duplas. Demoliner e Daniell também somaram 150 pontos importantes na corrida para disputar o ATP Finals, torneio que reúne as oito melhores duplas do ano. O gaúcho e o neozelandês já estão no top 20 do ranking da temporada. “Eles (Demoliner e Daniell) jogam um estilo muito complicado, variam muito o saque, a velocidade, quando cruzam as jogadas. É sempre algo diferente, não te dão ritmo. Obviamente estão jogando bem, perdi para eles em Auckland com o Leander (Paes). Estão muito bem entrosados”, analisou o mineiro.

“Além da tática, que encaixou bacana, esse lado na hora de chamar a torcida foi essencial nos pontos importantes, quando não estava dando tão certo. Isso nos deu muita confiança”, disse Rogerinho, surpreso por levar seu primeiro troféu de ATP nas duplas. “Não esperava. A sensação é muito boa de ganhar em casa, ainda mais em São Paulo, em um torneio tão tradicional como este”, comemorou. “Jogar ao lado do André, que é uma lenda do tênis, não por idade (risos), mas pelo que fez e ainda faz pelo tênis, me dando toques é algo que vai me ajudar muito daqui para frente em simples. Toda essa semana foi muito bacana como profissional e como pessoa também”.

Rogerinho é o primeiro brasileiro campeão de duplas do Brasil Open que não é das Minas Gerais. André Sá (2008 e 2017), Marcelo Melo (2008 e 2011), Bruno Soares (2011, 2012 e 2013) e Daniel Melo (2001) já figuravam na galeria de vencedores. “Sempre que tiver uma brecha no calendário, se for uma semana interessante no calendário para jogar, ele (Rogerinho) vai ser o primeiro da lista”, completou Sá, sobre a possibilidade de reeditar a parceria com o paulista no futuro.

Sá e Rogerinho enfrentam Demoliner e Daniell na final de duplas do Brasil Open

Sá e Rogerinho peqA final de duplas do Torneio Aberto do Brasil – ATP 250 – Brasil Open 2017 terá a participação de três jogadores brasileiros. Marcelo Demoliner e o neozelandês Marcus Daniell enfrentam André Sá e Rogério Dutra Silva às 14h deste domingo, no Esporte Clube Pinheiros. A decisão de simples, entre o uruguaio Pablo Cuevas e o espanhol Albert Ramos-Viñolas, começa não antes das 16h.

O gaúcho Demoliner tentará vencer o primeiro título de ATP da carreira. O tenista de 28 anos e Daniell garantiram a vaga na decisão com vitória sobre os argentinos Guillermo Duran e Facundo Bagnis por 6/3 e 7/6(6). Esta será a terceira final de Demoliner, segunda ao lado de Daniell.

“Não caiu a ficha ainda, mas o orgulho é muito grande de estar podendo representar meu país em um dos maiores torneios do Brasil. É um privilégio poder jogar com esta torcida a favor”, afirmou Demoliner, que treina na Academia Tennis Route, no Rio de Janeiro, além de trabalhar com o técnico especialista em duplas David Summel, da África do Sul.

Daniell, que já tem três títulos no currículo, destacou o entrosamento também fora da quadra com Demoliner. “Nós somos pessoas muito parecidas, gostamos de fazer as mesmas coisas, sempre fomos bons amigos desde que nos conhecemos. É bem legal poder jogar com um amigo, a química em quadra é ótima, e você pode ver. Acho que o público enxerga que gostamos de jogar juntos e responde a isso”, disse o neozelandês. “Marcelo é uma estrela aqui. A atmosfera amanhã vai ser incrível”, acrescentou.

Já o mineiro André Sá disputará a 29ª final no circuito, em busca do 11º troféu, segundo no Brasil Open. O anterior foi em 2008, ao lado do conterrâneo Marcelo Melo. O tenista de 39 anos e Rogerinho eliminaram na semifinal os italianos campeões de Slam Fabio Fognini e Simone Bolelli, por 6/3 e 6/2. “Temos dois torneios por ano no Brasil, então é muito especial. Ainda mais depois de 16 anos que jogo aqui”, afirmou Sá.

Único entre os finalistas que não é especialista em duplas, Rogerinho jogará sua segunda final no domingo. “Não imaginava que minha primeira final aqui seria na dupla, mas é o que buscamos no começo da semana. Viajamos tanto e a família está aqui com a gente. Eu joguei torneio de 10 anos neste clube. É muito especial”, celebrou o paulista.

“Para mim, é uma honra jogar com o André. É um cara que é ídolo de todo mundo. Escrevo nos meus posts que ele é lenda, porque é mesmo. Jogou bem simples, joga bem duplas, tem uma longevidade. Conhece todos os caminhos e aprendo muito com ele”, elogiou.

O público que chegar às 13h no Esporte Clube Pinheiros terá a chance de ver dois dos maiores jogadores de nossa história em ação: Fernando Meligeni e Flávio Saretta farão uma exibição na Quadra Central antes das finais.

Confira a programação de domingo (05/03):

Quadra Central

13h – Exibição: Fernando Meligeni vs Flavio Saretta
14h – Final de duplas
Rogerio Dutra Silva (BRA)/André Sá (BRA) vs Marcus Daniell (NZL)/Marcelo Demoliner (BRA)
Não antes das 16h – Final de simples
[3] Pablo Cuevas (URU) vs [2] Albert Ramos-Viñolas (ESP)

Demoliner e Daniell vencem e encaram italianos na semi do Brasil Open

Demoliner e Daniell peqDepois de André Sá e Rogerinho, Marcelo Demoliner é mais um brasileiro com vaga garantida na semifinal da chave de duplas do Brasil Open, disputado no saibro, em São Paulo.

Nesta sexta-feira, o brasileiro e o neozelandês Marcus Daniell garantiram a vaga da parceria ao vencerem o peruano Sergio Galdos e o chileno Hans Podlipnik-Castillo, em sets diretos, com parciais de 6/2 e 6/3.

Neste sábado, eles terão pela frente os argentinos Facundo Bagnis e Guillermo Duran, enquanto Sá e Rogerinho enfrentam os italianos Fabio Fognini e Simone Bolelli.

Feijão perde para espanhol Carreno Busta nas oitavas do Brasil Open

Feijão 2 peqOs principais favoritos ao título do Torneio Aberto do Brasil – ATP 250 – Brasil Open 2017 seguem firmes na competição e estão garantidos nas quartas de final. Cabeça de chave 1, o espanhol Pablo Carreño Busta estreou com vitória sobre o paulista João “Feijão” Souza por 6/4 e 6/2 nesta quinta-feira, no Esporte Clube Pinheiros.

Carreño Busta, atualmente no melhor ranking da carreira, 23º, tentará atingir a terceira semifinal consecutiva no circuito e vem de final no Rio de Janeiro. “Jogar contra o João aqui em São Paulo sempre é complicado. As pessoas torcem muito e, somando isso à altitude, que faz o saque dele andar muito, é complicado. Mas estou jogando bem, com muita confiança. Talvez tenha desconcentrado um pouco entre o 5/2 e 5/4 no primeiro set, mas no geral fiz um bom jogo”, afirmou o espanhol de 25 anos.

Feijão também destacou a boa forma de Carreño Busta após o jogo: “Minhas bolas saíram um pouquinho e ele está confiante, vem de final, fez cinco jogos semana passada, melhor ranking da carreira. É aquele jogo que nem tem muito o que falar, é dar parabéns e todos os méritos para ele. Não errou nada, sacou super bem, me deu poucos pontos de graça. O cara não é 23 do mundo à toa”.

Carreño Busta joga não antes das 18h30 de sexta-feira contra o italiano Fabio Fognini, que superou o compatriota Alessandro Giannessi em dois tiebreaks, 7/6(1) e 7/6(3). “Aqui a bola anda muito. É difícil quebrar o saque do adversário. Tive uma chance no primeiro set, saquei em 5/4, mas não confirmei. Estou lutando com o que tenho. Não estou em minha forma perfeita, mas dei um passinho a mais”, comentou o jogador de 29 anos, que venceu pela primeira vez duas seguidas no ano. “O Brasil me dá sorte”, brincou.

Campeão das duas últimas edições do Brasil Open, o uruguaio Pablo Cuevas teve uma estreia tranquila diante do argentino Facundo Bagnis, duplo 6/2. “Eu me senti bem na quadra, devolvi bem. Aqui o saque vem muito rápido e quebrar o adversário quatro vezes é bastante. Fiquei contente com isso”, avaliou o 33º do ranking. Cuevas encara nas quartas de final, por volta das 20h de sexta-feira, o vencedor do confronto entre o argentino Diego Schwartzman e o austríaco Gerald Melzer.

A rodada de sexta-feira também terá outros dois jogos valendo vagas nas semifinais: o argentino Federico Delbonis duela com o português João Sousa às 12h30 e, a seguir, o espanhol Albert Ramos-Viñolas busca a vitória contra o argentino Guido Pella.