Bia Haddad fica com o vice de duplas em Roland Garros pela segunda vez

Pelo segundo ano consecutivo, Beatriz Haddad Maia, nº 33 do ranking juvenil e 405 da WTA, ficou com o vice-campeonato da chave juvenil de duplas de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada.

Na grande final, disputada neste neste sábado, ela e a equatoriana Domenica Gonzalez foram superadas pela italiana Alice Matteucci e a sérvia Nina Stojanovic, cabeças de chave nº 8, com parciais de 7/5 e 6/2.

– Foi uma pena. Dei o meu melhor, mas o tênis é assim. O mais importante foi ter alcançado os objetivos que tracei com meu técnico (Larri Passos) de fazer o maior número de partidas em cada torneio aqui na Europa. Completei mais uma semana inteira com jogos e estou muito feliz com a minha evolução- explicou Bia, que seguirá com Larri Passos para a Suíça, onde disputará a competição em Lenzerheide, de U$25 mil, a partir do dia 17.

No final do mês, ela disputa a chave juvenil de Wimbledon, que será seu último torneio na categoria. Depois, ela vai se dedicar exclusivamente aos torneios profissionais.

Foto: Diana Gabanyi

 

Serena Williams conquista Roland Garros pela segunda vez na carreira

A norte-americana Serena Williams, nº 1 do mundo, confirmou sua condição de principal cabeça de chave e venceu a russa Maria Sharapova em sets diretos, com um duplo 6/4, tornando-se campeão de Roland Garros pela segunda vez na carreira, 11 anos depois de ficar com o título do Grand Slam francês, vencendo sua irmã Venus na final.

Com a conquista, Serena chegou à sua 14ª vitória sobre a rival deste sábado em 16 partida disputadas, e leva pra casa o seu 16º título de Grand Slam.

No fim da partida, Serena fez questão de agradecer ao público francês:

“Depois de 11 anos, é incrível estar aqui. Adoro o público, adoro Paris e vou voltar no ano que vem. Esse era o único Grand Slam que eu só tinha um título. Agora eu tenho vários em todos os torneios grandes, em simples e duplas e estou muito feliz com isso.”, disse a norte-americana.

Ela agora vai ficar com uma vantagem ainda maior na liderança do ranking, já que ela foi eliminada na estreia no ano passado, enquanto a russa, que defendia o título, vai aparecer em 3º na lista da WTA na próxima atualização, sendo ultrapassada pela bielorrussa Victoria Azarenka.

Foto: Cynthia Lum

Com Ferrer, Roland Garros volta a ter final espanhola

Desde o início Era Nadal não houve mais final espanhola em Roland Garros

Lembro como se fosse ontem de quando vi dois espanhóis na final de Roland Garros. Era 1995 e Sergi Bruguera derrotava Alberto Berasategui para conquistar o bicampeonato em Paris. Neste domingo, a capital francesa recebe uma outra decisão espanhola entre o heptacampeão Rafael Nadal e David Ferrer, que joga a sua primeira final de Grand Slam.David Ferrer Roland Garros

Dominantes no saibro, presentes em diversas finais de Roland Garros, nenhum outro espanhol depois que Nadal venceu o seu primeiro Tropheé des Mousquetaires, voltou a jogar uma final em Paris.

De 1993, ano do primeiro triunfo de Bruguera, 10 espanhóis jogaram a final de Roland Garros. Bruguera foi campeão em 93 e 94 e vice em 97, perdendo a final para Guga.

Moyá e Corretja decidiram o título de 98, com Moyá recebendo o Trofeu das mãos de Pelé.

Três anos depois, Corretja voltava à final em Roland Garros, mas perderia para Guga.

A decisão de 2002 foi entre dois espanhóis novamente, com Albert Costa ganhando de Juan Carlos Ferrero, que viria a ser campeão em 2003.

Dali em diante, a Espanha se resumiu a Nadal.

Gaudio ganhou em 2004, com vitória sobre o compatriota argentino Guillermo Coria.

A Era Nadal começou em 2005 e dali em diante só deu ele em Paris. Almagro, Robredo, Moyá e Ferrer pararam nas quartas-de-final e no ano passado, Ferrer chegou até a semi.

O mesmo Ferrer decidirá o título com Nadal, na primeira final de Grand Slam que disputa.

Se aos olhos dos fãs o número 2 espanhol parece um jogador sem muita graça, no circuito é elogiadíssimo por seu jogo de pernas e devolução. O tio e técnico de Rafael, Toni Nadal, chegou a afirmar em entrevista para a imprensa francesa que Ferrer se movimenta inclusive melhor do que Djokovic. “Ele não precisa mais provar que não é um jogador de 2º nível. Os resultados mostram. Já fez semifinal de Grand Slam, ganhou Master 1000..” Palavras do tio Toni.

Talvez seja difícil entender Ferrer porque ele também não é dos mais emotivos em quadra e fala pouco fora dela. Prefere viver sem grandes extravagâncias, longe dos flashes e do glamour que a vida de tenista top te propicia.

“Eu sei que vocês querem que eu fale de drama, de algo a mais, mas não tenho o que dizer,”  foi o comentário dele em um encontro com alguns jornalistas que participei antes do jogo com Tsonga, no Village de Roland Garros. Os “periodistas”espanhóis tentaram extrair informações de Ferrer de todos os jeitos, mas não conseguiram. E eles já sabem que ele é assim, um lutador em quadra, fiel – está há anos com o mesmo técnico – Javier Piles – e os mesmos patrocinadores, mas um homem de poucas palavras.

Rafael Nadal Roland Garros

O que ele e todo o público espera é que a final não seja de poucos games. Todos já consideraram a vitória de Nadal sobre Djokovic, por  64 36 61 67 97, uma decisão antecipada.

Ferrer não precisou fazer a metade do esforço do compatriota para chegar à final. Ganhou de Tsonga por 61 76 62 e mais parecendo o Nadal de outros anos, vai à final sem ter perdido nenhum set.

A entrevista pós jogo de Ferrer deixa claro que ele não quer fazer papel de coadjuvante na Terra de Nadal.

Confira alguns trechos.

 

Q.  Congratulations.  Can you give us an idea as to how excited you are to be in the final finally?

DAVID FERRER:  I’m very, very happy, sure, no?  This tournament is very special for me and to be the first final of Grand Slam in Roland Garros is amazing, no?

Now I want to enjoy this moment, to rest tomorrow, and to try my best in the final.

Q.  It’s come in your 42nd major.  Did you ever believe that you would get to this point?  Did you worry that you wouldn’t make a Grand Slam final?

DAVID FERRER:  Well, it’s a dream for me to be a final of a Grand Slam, and Roland Garros is more important for me.  Now, of course, the final I will fight.  I will try to do of me, and I don’t know.  I will play against Rafael, and it’s very important for us because, you know, we are Spanish players and this is very important for the country, also.

Q.  Rafa’s only lost one match here, so is it hard not to think he’s maybe a little bit unbeatable here?  And do you think you can be the guy to make the second beating of Rafa here?

DAVID FERRER:  Well, is very difficult to beat Rafael in all the surfaces, but in clay court is more difficult. I think I need to play my best tennis for to beat him.  I need to play very aggressive all the match, and to do my best tennis.

Q.  How do you feel from the body, like the physical condition?  You were much faster than Rafa today.  Do you think that could play a role in the final?

DAVID FERRER:  Well, is important for me to be ready to play the final with good conditions. But I think Rafael, he’s going to recovery, sure.  He’s already play four hours and a half, and tomorrow he will have to rest and he will be ready, sure, after tomorrow, no?  He’s the best performance on physical, no?

Ferrer Roland Garros 2013

Q.  What is the best clay match you played against Rafa recently?

DAVID FERRER:  This year it was in Rome, sure.

Q.  Can you explain?

DAVID FERRER:  Well, this year it was in Rome because I did a very good game.  I played very aggressive all the match, and finally I lost with him because he was better.

Q.  How difficult is it to play a local player?  Did you have to do something special to try and block the fact that most of the spectators were going to be against you?

DAVID FERRER:  No, is not difficult to play with a local player.  You know, we play a lot of times of our career.  It’s difficult to beat Rafael, but, you know, not because he’s Spanish player.  It’s because he’s a very good player.  Nothing else.It’s going to be my first final in a Grand Slam.  I am sure I am going to be a little bit nervous, but I will try to move a lot and to play very good.  I hope to play a good game.

Q.  I think it was five years ago and you were set to play Rafael in Rome.  The press conference beforehand you said, We Spanish players, we find it very difficult to even think we can beat Rafael on clay.

DAVID FERRER:  Uh‑huh.

Q.  He’s so much better than everyone else.

DAVID FERRER:  Yeah.

Q.  Do you still think that?

DAVID FERRER:  Yeah, of course it’s difficult to beat him.  He’s the best in clay court.

Q.  (Off microphone.)

DAVID FERRER:  I don’t know.  Djokovic, I think he won to him in Monte‑Carlo, but he’s the No. 1 of the world.  Of course Rafael and me improve our game, but of course Rafael is the favorite for to win Roland Garros.

Q.  Even though you probably will have some nerves going into this first Grand Slam final, do you think you can go in with the mentality of nothing to lose?  I mean, you know you’ve lost to Rafa so many times.  He’s the big favorite.  So do you think that will allow you to maybe play a little bit freer?

DAVID FERRER:  Well, I know he’s the favorite, but I am going to be focused every point.  I will try to do my best. But I am not thinking about Rafael, he’s better than me or not.  I will try to fight a lot and to play very good match, no?  After that, you know, in the match gonna depend on a lot of things, no?

Q.  This is the opportunity of your life, isn’t it?

DAVID FERRER:  The opportunity of my life is to make it to the final.  I have already reached a final in the past, but there is still a lot for me to do.  Defeating Rafa is very difficult on any surface; it’s even worse on clay.  But once again, I’m going to try to play a beautiful match.  I don’t want to think of whether it’s the occasion, the opportunity of my life, if it’s a dream. If you start thinking like that, it’s not very positive.

Q.  You said you expected a very difficult semifinal with a Davis Cup type of atmosphere.  This was not the case.  It was much easier, wasn’t it?

DAVID FERRER:  Well, yes, you know, I had a good start in the match.  The crowd was pretty balanced then.  Of course, I mean, they supported Jo‑Wilfried, but I thought they would support him even more. But there were very fair play.

Q.  Was it easy?

DAVID FERRER:  The match wasn’t easy, but, you know, when there were difficult moments, the crowd was not a problem.  I managed to cope with the pressure.

Q.  How are you going to prepare for the final?  Are you going to change your routine?  That’s my first question.  And my second question is:  You already won a Masters 1000.  Are you going to do anything different?

DAVID FERRER:  No, I’m going to do just as usual.  I will stay with my family.  I’ll practice.  As for your second question, each match is different.  I managed to win my first final in Masters 1000, but this upcoming match is going to be a bit more complicated.

Q.  Congratulations.  You made it.  You reached a final.  Can you tell us what you’re feeling at the moment?

DAVID FERRER:  Well, I’m happy.  I’m very happy  I can’t relax really because there is still the final that I need to play.  It’s a very important match and I want to do well.  I want to play a great match at the standards of a final of a Grand Slam. So I don’t want to celebrate right now saying, Okay, I made it to the final.  No, I want to be well‑prepared and I want to get to the final with a lot of dynamism and I’m really willing to win.

Q.  Do you remember your other matches against Rafael?

DAVID FERRER:  Well, it doesn’t matter, does it?  I won once when we were kids.  I won to him on clay.  Then I also won on faster surfaces, but each match is different, anyway.  So I need to focus on the now and I need to make the most of all my shots.

Diana Gabanyi

Foto: Cynthia Lum

Bia Haddad chega à final de duplas em Roland Garros pelo segundo ano consecutivo

Pelo segundo ano consecutivo, Beatriz Haddad Maia está na final da chave juvenil de duplas em Roland Garros.

Nesta sexta-feira, ela e a equatoriana Domenica Gonzalez enfrentaram dificuldades e precisaram lutar muito, mas superaram a italiana Alice Matteucci e a sérvia Nina Stojanovic, cabeças de chave nº 8, com parciais de 7/5 6/7(6) e 10/7.

Na grande final, que será disputada neste sábado, elas enfrentam as tchecas Barbora Krejcikova e Katerina Siniakova, cabeças de chave nº 2, que passaram pela croata Ana Konjuh e a canadense Carol Zhao.

No ano passado, atuando ao lado da paraguaia Montserrat González, Bia Haddad ficou com o vice-campeonato do torneio.

Foto: Diana Gabanyi

Roland Garros: Nadal vence duelo histórico contra Djokovic e decide o título contra Ferrer no domingo

Histórico! Não há outra definição para a vitória de Rafael Nadal sobre Novak Djokovic, na primeira semifinal de Roland Garros, disputada nesta sexta-feira.

O nº 1 do mundo e o heptacampeão da competição duelaram intensamente por mais de quatro horas e no fim, mais uma vitória do espanhol, que vai em busca do seu oitavo título.

Nadal conseguiu a vitória com parciais de 6/4 3/6 6/1 6/7(3) e 9/7. Djokovic, que buscava seu primeiro título no Grad Slam francês, mostrou sua decepção ao fim da partida, mas reconheceu os méritos de Nadal:

“Ainda está muito recente. Foi um jogo inacreditável, mas tudo que eu sinto agora é decepção. Parabenizo meu adversário, pois ele mostrou coragem nos momentos certos. Por isso ele é um campeão e por isso ganha em Roland Garros há tantos anos”, afimou o sérvio.

Nadal, por sua vez, fez questão de enaltecer seu desempenho na partida:

“Estou muito feliz com a maneira como joguei, especialmente como lutei no 5º set, depois de perder chances no 4º. Isso é o mais difícil e eu fiz”, afirmou.

Logo depois, David Ferrer venceu o francês Jo-Wilfried Tsonga e garantiu a final espanhola em Roland Garros.

Ferrer venceu por três sets a zero, com parciais de 6/1 7/6(3) 6/2 e chegou à primeira final de Grand Slam da sua carreira.

Os dois já se enfrentaram 23 vezes e Nadal tem ampla vantagem, com 19 vitórias. No ano passado, eles se encontraram na semi de Roland Garros, com vitória tranquila do heptacampeão.

Essa será a quarta final entre espanhóis em um Grand Slam. Todas aconteceram em Roland Garros.

Nadal, por sua vez, busca mais um recorde neste domingo: se tornar o primeiro jogador da história a vencer oito vezes o mesmo Grand Slam.

Foto: Diana Gabanyi

 

Soares e Peya perdem para os irmãos Bryan e param na semi de Roland Garros

Acabou nesta sexta-feira a ótima participação de Bruno Soares na chave de duplas de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada.

Ele e o austríaco Alexander Peya enfrentaram os fortes irmãos Bob e Mike Bryan, dupla nº 1 do mundo, e acabaram perdendo em sets diretos, com parciais de 6/1 e 6/4, sendo eliminados na semifinal.

Na grande final, Bob e Mike Bryan enfrentarão os franceses Michael Llodra e Nicolas Mahut, que passaram pelo uruguaio Pablo Cuevas e o argentino Horacio Zeballos.

Com a campanha, Bruno igualou seu melhor resultado no Grand Slam francês. Em 2008, ele também parou na semifinal, quando jogou ao lado do sérvio Dusan Vemic.

Além disso, na próxima atualização do ranking de duplas, o mineiro vai chegar ao seu melhor posto da carreira, com um lugar entre os 10 primeiros.

Foto: Diana Gabanyi

 

Roland Garros: Sharapova e Serena decidem o título no sábado

As duas primeiras colocadas do ranking da WTA decidirão o título de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, disputado no saibro de Paris.

Quem garantiu a primeira vaga nesta quinta-feira foi a russa Maria Sharapova, atual campeã, que começou muito bem sua partida contra a bielorrussa Victoria Azarenka, vencendo o primeiro set por 6/1.

A nº 3 do mundo se recuperou, anotou 6/2 no segundo e levou a decisão para o terceiro. A russa ainda perdeu algumas chances antes de fechar por 6/4 e confirmar sua passagem para a final, em busca do bicampeonato.

Na segunda partida do dia, a norte-americana Serena Williams simplesmente atropelou a italiana Sara Errani, com direito a pneu no primeiro set. A líder do ranking cedeu apenas 1 game e fechou a partida com parciais de 6/0 e 6/1.

Serena também busca o segundo título da competição. O primeiro foi conquistado em 2002.

As duas já sem enfrentaram 15 vezes, com ampla vantagem para a norte-americana, que venceu 13.

O último triunfo da russa sobre a adversária deste sábado foi em 2004, no WTA Championships. Desde então, 12 vitórias seguidas de Serena.

No saibro, 2 vitória da norte-americana em dois jogos, sendo que a última partida neste piso foi nas quartas do Premier de Madrid, no ano passado.

Foto: Cynthia Lum

Os trofeus de Roland Garros também tem história e grife

Os trofeus que começam a ser entregues nesta quinta-feira em Roland Garros também tem história. Expostos no museu de Roland Garros, eles foram criados pelo famoso joalheiro Mellerio, que neste ano completa 400 anos.

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Quem pediu para Mellerio desenhar o trofeu de Roland Garros foi o ex-Presidente da Federação Francesa de Tênis, Philippe Chatrier, o mesmo que dá o nome à quadra central do complexo.

Todos os trofeus são feitos de prata, com uma base de mármore e tem os nomes dos campeões gravados nele.

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O primeiro trofeu a ser criado foi a Coupe Suzanne Lenglen, em 1989, baseado no trofeu que a dama do tênis francês recebeu, na época, da cidade de Nice e está exposto no “Museé du Sport”.

Depois veio a Coupe des Mousquetaires, o trofeu masculino e que pesa 14kg. Sabia que era pesado, mas não imaginava que fosse tanto.

O trofeu de duplas masculino, O Jacques Brugnon, tem as alças maiores, para se diferenciar dos outros e também é pesadinho -10kg. Foi criado em 1989.

O de duplas feminina, Simonne Mathieu Cup, tem um formato completamente diferente e foi criado em 1990. É mais arredondado e  menor em altura e as alças terminam com um formato de cisne. Criação de 1990. Peso 6.5kg.

O último a ser desenhado foi a Marcel Bernard Cup, o trofeu de duplas mistas, também em 1990. Tem formato oval e alças pequeninas. Peso 5.4kg.

Os campeões só pegam no trofeu para tirar fotos no dia final e no dia seguinte, para fazer a famosa foto cartão postal de Paris. O trofeu fica guardado em Roland Garros e é levado por um segurança, em um carro separado, para o local da foto.

O que os campeões levam para casa é apenas uma réplica. O livro de Roland Garros diz que o tamanho é a metade do original, mas já vi bem de perto três destes trofeus. Não medi, mas pareciam bem menores do que apenas a metade.

Diana Gabanyi

Nesta sexta, Bia Haddad disputa a semi de duplas em Roland Garros. Matos e Zormann perdem

Beatriz Haddad Maia disputa nesta sexta-feira a semifinal feminina de duplas na chave juvenil de Roland Garros, na busca de sua segunda final consecutiva no Grand Slam francês.

Elas enfrentam a dupla formada pela italiana Alice Matteucci e a sérvia Nina Stojanovic, cabeça de chave nº 8

No ano passado, atuando ao lado da paraguaia Montserrat González, Bia Haddad ficou com o vice-campeonato do torneio.

Nesta quinta-feira, Rafael Matos e Marcelo Zormann perderam nas quartas de final para os franceses Benjamin Bozi e Quentin Halys, com um duplo 6/3

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Foto: Diana Gabanyi

 

Soares “estou jogando o meu melhor tênis e ainda posso evoluir mais”

A ocasião merece. Pela segunda vez na carreira Bruno Soares está na semifinal de duplas de Roland Garros. Nesta quarta, com o austríaco Alexander Peya, derrotou os poloneses Fyrstenberg e Matkowski por 1/6 6/4 3/1 desistência e joga na quinta para ir à sua segunda final de Grand Slam (foi campeão de duplas mistas no US Open).

Soares e Peya - Roland Garros

Bati um bom papo com o Bruno depois da derrota dele nas quartas-de-final de duplas mistas. Ele e Lisa Raymond perderam para Marcelo Melo e Liezel Huber por 6/4 6/4, em meio a uma maratona de jogos.

Primeiro Bruno e Peya deram entrevista para a TV austríaca e depois sentei com ele na zona de entrevistas do Centre de Presse. Já falei com ele tantas vezes e o conheço desde os tempos de juvenil que pode ficar difícil mudar um pouco o disco. Mas o momento da carreira dele é especial e resolvi reproduzir a conversa aqui.

Como está sendo disputar tantas partidas em poucos dias?

“Está uma correria. Estou jogando todo dia. Por um lado é bom porque estamos ganhando e voltando para Roland Garros diariamente. Significa que estamos jogando bem.

Infelizmente a programação na primeira semana não foi bem feita. Acho que já falei bastante sobre isso. Eles não deram atenção para quem estava jogando mais do que um torneio e deu essa correria.”

Você está na semifinal de Roland Garros pela segunda vez na carreira. Com tantos jogos, dá para perceber que está a um jogo da final?

“ Vou sempre jogo a jogo, mas dá sim para ter a noção de que estamos na semi e estou muito feliz.”

Como você compara essa com a de 2008?

“Estou bem mais experiente, mais preparado e jogando um melhor tênis.”

Dá para dizer que você está no melhor momento da sua carreira?

“Tenho jogado muito bem nos últimos tempos. Venho numa crescente muito forte desde que comecei a jogar com o Alex e acho que ainda posso melhorar. Sou mais maduro hoje.”

Como é o seu treinamento? Você está aqui sozinho. Às vezes viaja com treinador, às vezes não.

“ Eu treino em Belo Horizonte com o Roberto Moraes. Ele esteve comigo em Indian Wells e Miami. Mas, acabo treinando por tabela com o técnico do Peya, o Scott Davidoff.

Para gente é muito bom. Eu prefiro assim do que cada um treinar com o seu técnico. É bom ter um cara para a dupla.

O Scotty é muito gente boa, sem falar que é treinador há muitos anos de tenistas de altíssimo nível (ele treina também Bhupathi e Bopanna).

Você disse que está na casa de uma família – amigos – aqui em Paris. Conseguiu passear um pouco?

“Como estamos na casa de família, nossa rotina é ir daqui para casa e da casa para cá. Não fiz e espero não fazer nada.”

O que aconteceu exatamente com os poloneses no seu jogo de hoje cedo?

“O Fyrstenberg machucou na terceira rodada. Ele distendeu u músculo nas costas, mas a gente não sabia.

Eles começaram jogando completamente diferente do que jogam. Mas, a gente se recuperou a tempo e depois do break no 4/4 sabíamos que era uma questão de tempo.”

Você vem jogando em quadras grandes aqui, como a 1, a 2. Qual você gosta mais? Tem alguma que não jogou ainda?

“Nunca joguei na central. Mas a quadra 2 é a minha favorita. Acho que é perfeita para a dupla.  Deve caber umas 1000 pessoas e sempre enche. O público fica bem pertinho e fica um caldeirão legal.”

Como foi jogar contra o Marcelo dois dias seguidos?

“É chato jogar contra o Marcelo. Não foi a primeira vez que aconteceu e vai acontecer de novo. Mas, pelo menos foi nas oitavas e nas quartas. Pior foi no ano passado, no US Open, que joguei contra o André  – Sá – na primeira  rodada.

Mas com o Marcelo a gente conversou antes do jogo, conversou depois. Ele vai enfrentar uma dupla que eu joguei no US Open. Fora da quadra prevalece a amizade e agora tem dois tenistas brasileiros na semifinal.”

Diana Gabanyi