Escolha do material do piso é fundamental para a qualidade de um jogo de tênis

Sem dúvida, o piso de uma quadra é fundamental para a qualidade de um jogo de tênis, seja o saibro, a grama ou o piso sintético.

Muitas vezes, é elemento de contestação de jogadores, que reclamam do aparecimento de dificuldades encontradas como quadra escorregadia ou nivelamento inadequado do saibro. Por isso, é fundamental que os produtos escolhidos para as quadras, de torneios ou de treino, sejam da maior qualidade.

Nesse sentido, a Pó Piacentini vem trabalhando com excelência para fornecer o melhor pó de telha para quadras de saibro, com técnica e muito profissionalismo, um pó cerâmico especial e ideal para a cobertura de quadras de tênis, legítimo, feito com matéria prima das melhores cerâmicas, o que garante durabilidade do produto aplicado, moído em curva granulométrica e ideal para tênis.

Com estoques sempre regulares, além do pó cerâmico, a Pó Piacentini fornece também saibro peneirado e ensacado, rede, faixa central, mosquetão, limpa linhas, raspador, escovão, linhas demarcatórias e pregos galvanizados.

Por isso, a empresa já forneceu para os maiores torneios do Brasil e da América do Sul, como o Rio Open, o Brasil Open e os jogos Pan Americanos de 2007, no Rio de Janeiro.

(Quadra central do Rio Open 2016, com o Pó Piacentini)

Além disso, tem logística de distribuição nacional, com transportadoras regionais a Pó Piacentini viabiliza a entrega na medida certa para clubes, academias e condomínios, garantindo assim a cobertura das quadras de tênis de saibro em todo Brasil.

Quer conferir? Clique aqui!

Federer é nove vezes campeão em Halle

Depois de ver Rafael Nadal conquistar o 10o. título em Roland Garros, Barcelona e Monte Carlo nos últimos meses, Roger Federer também adicionou mais um trofeu a um dos torneios que mais sucesso tem, o de Halle.

Neste domingo ele conquistou o ATP alemão pela NONA vez ao derrotar o jovem local Alexander Zverev, por 6/1 6/3 em apenas 53 minutos de jogo.

Apenas Federer e Nadal venceram um torneio mais do que oito vezes.

Foi o quarto título de Federer na temporada, que ganhou o Australian Open, Miami e Indian Wells, antes de Halle. “Estou muito feliz e quero aproveitar essa vitória. Não sei se vou ter uma nova chance de vencer este torneio,” disse Federer. “Foi importante ter começado jogando bem para ficar cada vez mais solto.”

O suíço admite que ficou um pouco abalado com a derrota na estreia, na semana passada, no torneio de Stuttgart para Tommy Haas. “Fiquei com dúvidas. Foi a primeira vez que perdi na estreia de um torneio na grama em 15 anos.  Estou feliz de ter reagido rápido e estar com confiança no meu jogo na grama.”

 

 

 

Bruno e Murray também vencem 2o trofeu seguido e são campeões em Queen’s

Bruno Soare se Jamie Murray conquistaram neste domingo o segundo título seguido na grama, o do prestigioso torneio de Queen’s, em Londres, tendo que terminar a partida de semifinal e jogar a decisão na sequência, no mesmo dia. No fim, venceram os franceses Julien Benneteau e Edouard Roger Vasselin por 6/2 6/3 para erguerem o 3o. trofeu da temporada e o 26o. da carreira de Bruno Soares.

Para chegar à decisão, Bruno e Murray precisaram terminar a partida de semifinal, interrompida no sábado por chuva. Entraram em quadra quando o placar marcava 1/6 5/3 40-40 contra Marcin Matkowski e Marin Cilic, que havia acabado de perder a final de simples para Feliciano Lopez (venceram por 1/6 6/3 10-8). “Foi um dia bem estranho. Tivemos que esperar muito para jogar, na sequência de uma partida muito tensa e depois entramos em quadra naquele ponto importante, para jogar o super tie-break em seguida. Nós quatro estávamos em uma situação estranha, mas conseguimos levar e na final jogamos muito bem. Ajudou o fato de já estarmos na quadra central, de já termos jogado 20 minutos e entramos super sólidos no jogo. Foi muito bom,” disse Bruno, feliz com a preparação para Wimbledon.

“Foi a preparação perfeita para Wimbledon,” comentou o mineiro, que conquistou o título em Stuttgart na semana passada e neste domingo venceu o seu segundo trofeu em Queen’s (foi campeão em 2014, com Alexander Peya). “Estou muito feliz, mas agora temos que focar para o Grand Slam. Estamos muito animados com o que vem pela frente. Foram duas semanas perfeitas para o tênis brasileiro. Eu e o Marcelo já provamos que jogamos muito bem na grama. Nós dois estamos com expectativa muito boa e quem sabe o Brasil pode sair com um título de lá,” continuou Soares, referindo-se aos dois títulos que Marcelo Melo conquistou nestas duas semanas também, ao lado de Lukasz Kubot.

O torneio de Wimbledon começa no dia 03 de julho.

 

Bruno e Murray em 2017

Campeões em Acapulco (ATP 500)

Campeões em Stuttgart (ATP 250)

Campeões em Queen’s (ATP 500)

Quadrifinalistas em Roland Garros

Vice-campeões em Sidney (ATP 250)

Bellucci e João Zwetsch encerram parceria depois de 2 anos e meio

Após dois anos e meio, João Zwetsch não é mais o técnico de Thomaz Bellucci. O tenista número 1 do Brasil e o capitão da Copa Davis decidiram juntos encerrar a parceria devido à problemas logísticos.

Bellucci chegou nesta quinta-feira, em Eastbourne, onde disputa o ATP local, e depois segue para Wimbledon. “O fato de eu morar em São Paulo e o João no Rio pesou bastante nessa minha decisão. Devido à essa logística, não estávamos conseguindo dar nosso 100%. Vou aproveitar para viajar um tempo sozinho”, declarou Bellucci.

“Vai ser uma experiência nova para mim. Tenho certeza que no início vou sentir falta do João e do seu jeito zen e brincalhão… Levo comigo a admiração, o respeito profissional e amizade construída ao longo desses anos. Agora, em caminhos distintos, desejo ao João todo o sucesso do mundo. A parceria profissional se encerra, mas a amizade e o carinho por ele e sua família continua”, acrescentou o tenista.

Zwetsch concordou com Bellucci: “Nossos compromissos pessoais, ele em São Paulo e o meu aqui no Rio, com o projeto da Tennis Route, estavam dificultando bastante uma rotina mais consistente de trabalho que é fundamental para os objetivos que ele tem e resolvemos seguir nossos caminhos separadamente daqui em diante.”

A parceria entre os dois rendeu bons resultados ao tenista. Com o treinador, Bellucci alcançou seu melhor ranking da carreira (21o. em 2010), além de ter conquistado três dos seus quatro títulos de ATP – Gstaad (2009), Santiago (2010) e Genebra (2015) – e os vice-campeonatos no Brasil Open (2009), Quito (2016) e Houston (2017).

“Foram anos de convivência com o João. Já havíamos trabalhado juntos de 2008 a 2010 e agora desde 2015. Só tenho agradecer a ele pela parceria, dedicação e por tudo o que aprendi e conquistamos juntos em todos esses anos”, disse Bellucci.

“Gostaria de agradecer ao Thomaz por mais uma vez ter confiado e acreditado em mim e no meu trabalho. Foram dois anos e meio de muita parceria, respeito e amizade que ficam para sempre. Mais um título de ATP em Genebra e quase um outro esse ano em Houston. Desejo a ele toda sorte do mundo e estarei sempre na torcida”, afirmou Zwetsch.

Bruno e Murray são campeões em Stuttgart. Brasileiro conquistou 25o. título da carreira.

Bruno Soares e Jamie Murray conquistaram neste domingo o título do ATP de Stuttgart. Eles derrotaram a dupla de Olivier Marach (AUT) e Mate Pavic (CRO), de virada, por 6/7(4) 7/5 10-/5, no primeiro torneio da temporada de grama. O trofeu foi o 2o. do ano para Murray/Soares e o 25o. da carreira para o brasileiro.

“Foi um jogão aqui. O jogo foi duríssimo, em condições não tão fáceis, com uma grama muito rápida e todo mundo sacando bem, com uma partida de poucas oportunidades e decidida no detalhe. Foi muito importante ter saído bem, muito firme no super tie-break,  e sacar bem para fechar o jogo,” analisou o brasileiro, impressionado com a marca de 25 títulos na carreira.

“Nunca imaginei que fosse chegar a esses números de 25 títulos e 48 finais. Agora que já cheguei nos 25, vamos rumo aos 50.”

No início do ano, no saibro, Bruno e Murray foram campeões do ATP de Acapulco.

O próximo torneio que a dupla do brasileiro e do britânico disputa é o ATP 500 de Queen’s, que começa amanhã em Londres. Os adversários da estreia são Gilles Muller e Sam Querrey.

Diana Gabanyi

Guga recebe anel do Hall of Fame e é homenageado em Roland Garros

Gustavo Kuerten foi mais uma vez homenageado em Roland Garros. Neste domingo, dia histórico para o tênis, Guga recebeu o anel do Hall of Fame, das mãos do Presidente da entidade, Stan Smith e ao lado de outras lendas do esporte: Ion Tiriac, Manolo Santana, Nicola Pietrangeli, Kim Clijsters, Todd Martin, Guillermo Vilas, entre outros.

Além de receber o Anel do Hall of Fame, a Federação Francesa de Tênis e o Hall preparam um vídeo emocionante, com os melhores momentos da carreira de Guga, não só em Paris, mas como no circuito mundial.

Após o vídeo, mais uma surpresa em plena quadra Philippe Chatrier. Os boleiros entraram em quadra e fizeram um coração com 24 bolas, como parte da campanha para Paris2024. Guga cumprimentou cada um dos boleiros, entrou no coração e ainda fez o símbolo da campanha francesa.

“Cada vez que eu venho aqui é muito especial. É um sentimento indescritível. Sou muito agradecido por tudo o que vocês fizeram e ainda fazem. Para sempre, Roland Garros será especial no meu coração,” disse o brasileiro.

Para completar a cerimônia que antecedeu o início da final histórica entre Rafa Nadal e Stan Wawrinka, Guga ainda contou com a presença dos filhos Maria Augusta e Luis Felipe em quadra para marcar os 20 anos da primeira conquista em Paris.

Diana Gabanyi

Fotos de Cynthia Lum

Ostapenko conquista Roland Garros, aos 20 anos de idade

Dizem que a história se repete, sempre. E hoje, 20 anos depois ela se repetiu – na chave feminina de Roland Garros.

Jelena Ostapenko, 20 anos, sem nunca ter conquistado um título de WTA, sem ser cabeça-de-chave em Paris (é a 47a do ranking), e nascida no mesmo dia que Gustavo Kuerten venceu o seu primeiro Roland Garros (08 de junho de 1997), sem nunca ter vencido um título na ATP e sem estar entre os cabeças (era o 66o.), venceu Roland Garros 2017.

Ostapenko derrotou na final a favorita e número três do mundo, Simona Halep, por 2 sets a 1, de virada, por 4/6 6/4 6/3 em 1h59min na quadra Philippe Chatrier. E como mais uma coincidência dos fatos, se tornou a tenista mais jovem a vencer em Roland Garros, desde que Iva Majoli conquistou o torneio, aos 19 anos e 300 dias, também em 1997.

Halep, vice-campeã 3 anos atrás quando perdeu para Maria Sharapova, chegou a liderar o jogo por 6/4 3/0 e com break point para fazer 4/0. Foi aí que o jogo começou a mudar. Ostapenko conseguiu impor a sua agressividade e foi minando o jogo da romena.

As duas com a mesma roupa Adidas Roland Garros, mas com estilos de jogo completamente diferente. Ostapenko tirou o ritmo de Halep e a torcida dividida – no começo mais para o lado da romena, passou a vibrar com a jovem letã que parece não ter medo de nada.

E assim foi até o match point.

“Ela foi melhor do que eu. Tenho que aceitar. Não me deu ritmo nenhum e eu tinha que correr atrás de todas as bolas. Ela é o tipo de jogadora que sai batendo e mesmo que erre algumas bolas, quando pega confiança, não erra mais,” lamentou uma abatida Halep. “Vou precisar de um tempo. Essa derrota dói mais, porque três anos atrás eu não sabia o que estava acontecendo, era tudo novo.”

Para Ostapenko, que três anos atrás ainda estava começando no circuito e cinco anos atrás ainda viajava com a equipe junior da ITF, comandada pela técnica brasileira Roberta Burzagli, ainda não deu tempo de perceber o que ela acabou de fazer. Conquistar um Grand Slam aos 20 anos de idade.

Como a história se repete mesmo, a primeira vez que a tenista veio a Roland Garros, com a técnica Bruzagli em 2012, não conseguiu entrar na chave juvenil. Como Guga, em sua primeira vinda ao torneio, conseguiu alguns ingressos para ficar assistindo os jogos, lembra a treinadora brasileira e se encantou com Roland Garros. “Desde cedo, desde que ela era juvenil já tinha essa mentalidade de campeã e pegava a bola na subida, batendo de swing volley sempre. É o estilo de jogo dela e assim ganhou Roland Garros,” analisou.

Ostapenko, que mencionou o Guga ainda na quadra Philippe Chatrier, falou que sabe das semelhanças e que talvez o brasileiro “seja o seu número da sorte.”

Jovem, sorridente, treinada pela mãe e pela espanhola Anabel Medina Garrigues, com quem começou a trabalhar há um mês, no torneio de Stuttgart, com o mesmo empresário desde os 13 anos de idade, o italiano Ugo Colombini, Ostapenko trilha um novo caminho no circuito mundial. Não sabe o que esperar na volta a Letônia. Acredita que ainda vai conseguir sair na rua, sem ser notada – o jogo foi transmitido em Praça Pública no país – e ainda faz tudo de maneira rápida, como se fosse uma maquininha, como quando está em quadra, inclusive ao responder perguntas da imprensa internacional, curiosa com a nova estrela do tour.

Pela conquista do título, Ostapenko ganhou 2,1 milhão de Euros. Halep, que jogava também pelo posto de número um do mundo, além do primeiro título de Grand Slam, ficou com 1,06 milhão.

Se ela acha que não, com certeza a vida dela mudará.

Diana Gabanyi, de Paris

Foto de Cynthia Lum

Nadal vai enfrentar Wawrinka pelo 10o. título e mais história em Roland Garros

O domingo em Paris promete ser um daqueles dias inesquecíveis. Um daqueles dias que talvez você lembre para o resto da sua vida. Pode ser o dia que Rafael Nadal conquiste o 10o. título de Roland Garros. Sim, o 10o. O adversário será o perigoso suíço Stan Wawrinka, campeão em Paris há dois anos.

Nadal chega à decisão com um frescor, motivação e confiança dos seus melhores anos. Perdeu apenas 29 games em seis jogos disputados para garantir a vaga na final. Teve alguns games difíceis contra o austríaco Dominic Thiem, mas não cedeu nada, não deu chance alguma para o número 7 do mundo. Venceu por 6/3 6/4 6/0.

“Estou muito feliz de estar mais uma vez na final do meu torneio favorito. Nove ou 10 é só 10% a mais. Dez é um número bonito, mas pra falar a verdade nove é o meu número favorito. O que mais me deixa mais orgulhoso na carreira é o ano 2013. Tive muitos problemas no meu joelho e acabei vencendo aqui e no US Open,” disse o sempre humilde Nadal. “Não sou o melhor para falar disso.”

Assim como Roger Federer passou seis meses fora do circuito, Rafael Nadal também ficou longe dos torneios por quase três meses. Mas, o espanhol não ficou curtindo férias em Mallorca. Trabalhou o físico, se fortaleceu, melhorou os golpes e é um diferente jogador dos dois últimos anos. Tem confiança no seu físico e chega com toda a tranquilidade nas bolas para dar um golpe matador.

No entanto, por mais favorito que Nadal seja em Paris – um jogador que já venceu um torneio nove vezes, será eternamente favorito – Wawrinka será um adversário perigoso.

“Mais do que o físico hoje, o que este jogo deu para o Stan foi confiança. Ele está na final, então é o jogador mais perigoso que tem no torneio,” disse Rafa.

Das três finais de Grand Slam que disputou, Stanimal como é conhecido, ganhou as três: na Austrália, em Paris e em Nova York. O próprio suíço afirmou, depois de derrotar Andy Murray em uma batalha de 4h34min, por 6/7(8) 6/3 5/7 7/6(3) 6/1, que quando ele está forte mentalmente, tem confiança suficiente em si próprio e no trabalho que fez nos últimos anos, para ser capaz de vencer. E ele já provou isso.

“Não tem desafio mais difícil do que vencer o Nadal em Roland Garros. Eu quero curtir esse momento. Já passei por estágios diferentes nas finais de Grand Slam. Já tive muito relaxado – na primeira e depois muito estressado nas outras duas. Domingo é a final e mesmo que seja contra o Rafa, tudo pode acontecer. O que ele já fez aqui é excepcional e vencê-lo seria muito diferente,” analisou Wawrinka, que ainda se surpreende com o próprio sucesso nos Grand Slams. “

Diana Gabanyi

Fotos de Cynthia Lum

Antes da final, uma viagem fotográfica pelos 9 títulos de Nadal em Roland Garros

Vamos relembrar, em uma viagem fotográfica da Cynthia Lum, as nove conquistas de Rafael Nadal em Roland Garros e notar que nestes 9 anos de triunfo em Paris ele teve apenas 5 adversários diferentes nas finais: Federer, Djokovic, Ferrer, Soderling e Mariano Puerta e que nenhuma das decisões chegou a 5 sets.

 

 

 

2016 – Abandonou o torneio com lesão no punho na 3a. rodada

 

 

 

 

 

 

2015 – Perdeu para Novak Djokovic nas quartas-de-final 7/5 6/3 6/1

Rafael Nadal french open 2014 cynthia lum

2014 –
Rafael Nadal  d. Novak Djokovic 3/6 7/5 6/2 6/4

Rafael Nadal ROland Garros 2013

2013 – Rafael Nadal d. David Ferrer 6/3 6/2 6/3

Rafael Nadal Roland Garros 2012

2012 – Rafael Nadal d. Novak Djokovic 6/4 6/3 2/6 7/5

Rafael Nadal Roland Garros 2011 Cynthia Lum

2011 – Rafael Nadal d. Roger Federer 7/5 7/6 5/7 6/1

Rafael Nadal Roland Garros 2010 Cynthia Lum

2010 -Rafael Nadal d. Robin Soderling 6/4 6/2 6/4

Nadal Soderling Paris

2009 – Eliminado nas oitavas-de-final por Robin Soderling

Rafael Nadal Roland Garros 2008

2008 – Rafael Nadal d. Roger Federer 6/1 6/3 6/0

Rafael Nadal Roland Garros 2007

2007 – Rafael Nadal d. Roger Federer 6/3 4/6 6/3 6/4

Rafael Nadal Roland Garros 2006

2006 – Rafael Nadal d. Roger Federer 1/6 6/1 6/4 7/6

Nadal Roland Garros 2005

2005 – Rafael Nadal d. Mariano Puerta 6/7 6/3 6/1 7/5

Diana Gabanyi

Fotos de Cynthia Lum

Guga e Roland Garros – um caso de amor eterno

O caso é de amor mesmo. Entra ano e sai ano, e Guga continua sendo homenageado, lembrado, festejado em Roland Garros.
O dia 08 de junho marca os 20 anos da primeira conquista do brasileiro em Paris. As outras vieram no ano 2000 e 2001.
A cada ano a Federação Francesa de Tênis encontra um motivo para celebrar o brasileiro, o surfista do saibro que mudou para sempre o jeito de se jogar tênis no saibro e acima de tudo, de se conectar com o público.
Com cabelos encaracolados – desengonçados, andar leve, roupas coloridas, bandanas, uma serenidade fora do comum e um sorriso contagiante conquistou o público com sua simplicidade e garra natural.

Guga e Stan Smith, na coletiva de imprensa

A conexão estabelecida com o público o transformou em estrela na França. Até hoje tem patrocinadores franceses – Lacoste e Peugeot, vem frequentemente ao país e é celebrado até mais do que outros campeões com mais títulos do que ele.

Hoje em Paris não foi diferente.
Começou o dia com uma coletiva na sala de imprensa principal de Roland Garros. Que outro ex-campeão faz coletiva e encontra uma sala lotada às 11h, 4 horas antes dos jogos principais começarem?

E depois é levado para o Village, a área VIP de Roland Garros e é parado por Boris Becker, John McEnroe e Mats Wilander e homenageado dentro do “stand” da FFT.

Guga ganhou uma nova réplica da quadra com o desenho de um coração no vidro, ouviu um belo discurso de Guy Forget, recebeu os cumprimentos do Presidente da FFT atual, Bernard Giudiccelli e do antigo, Jean Gachassin, lembrou da sua equipe, da mãe que está com ele em Paris, do técnico Larri Passos e foi ainda agraciado com a presença do Braguinha (Antônio Carlos de Almeida Braga), com mobilidade bem limitada, que fez questão de passar por Roland Garros para cumprimentar o amigo.
Thomaz Koch também passou por lá para abraçar o compatriota.

Durante a tarde as aparições continuariam e no domingo, dia da final, antes da grande decisão masculina começar ele receberá o Anel do Hall of Fame, na Philippe Chatrier, acompanhado de outros grandes da história do esporte.

Veja abaixo alguns trechos da entrevista do brasileiro em Roland Garros, ao lado do também embaixador do Hall of Fame, Stan Smith:

As more the time goes away, after 20 years, I believe it’s a proper timing to analyze more deeply. You can see clear that is not one human being title or triumph. It’s many life involved. It’s a lot of efforts and
achievements that’s today I believe we celebrating the happening.

You know, it’s not only Guga that’s amazing guy. I’m sure it’s not coincidence that Diana is here. She was together with us and Larri and my mother that’s around here. What’s different now that I have two
sons? They can enjoy? I make sure they come over so they will be around today, too, for flavoring.
I believe what stick to us is the feelings, you know. The shots, they are there. We can see at the video. But the feelings, they remain with us forever

Actually, we come here to win one match, ’97.

One match was enough. I never had passed the second round in any Grand Slams. I had played three in all my life. So this was a kind of run you normally don’t see.
Still these days I can tell how it happens, just seeing the matches, analyze a little, but you cannot explain, you know, deeply.
But we were somehow prepared. We came here with a lot of desire on this way and very young. So we just, so funny. Was the happiest Roland Garros I played in my life. Also, because I didn’t know what all
this meaning.

’97, I start to discover new worlds or galaxy every single day.
Every match I face, from Bjorkman to Muster, then Medvedev, Kafelnikov, the semifinal against Dewulf, and finally getting Bruguera at the end, it’s like, Oh, man, this exists. I can be part of it.
Because as Brazilian, also sometimes for us it’s a different approach. Because tennis, now it’s more universal. But before it used to be more local successful, acquired by the United States or Europe,
Australia.
So for us as Brazilian, we dream of bigger ball. We have also believe we have success much more in soccer, but tennis was very hard to imagine.
And certainly getting here was trying also to prove myself that could happen to us. Nobody expects, even Larri that was the most optimist from all of us, expect us to go farther than the second week or fourth round, something like this, and it would be already celebrating time.
But at the same way, we were celebrating hard, very satisfied, but not accommodate every single round, which, why we don’t try a little bit more and see what happen?
Sometimes I told was perhaps my last chance. I didn’t have the truly, deeply belief that I was part of this great players. I just said — and even today, to listen, the players that we are there, the Hall of Fame,
that already received the ring, it’s very emotional to hear these words and to think like we are able to get to this select and privilege players to flavor this had happened.
So we, as it happened ’97, we came here to our playground to have fun, to discover
My grandmother arrive on the semifinal. She look around, she say,
Oh, it’s nice here. That’s how we dialogue with the French Open.
It’s the only chance I had, because if I knew a little bit deeper, it’s scary, as you know. First time I went to Court No. 1 and then Suzanne Lenglen and finally to the central court, it’s a world to try to control.
And the kids, 20-year-olds coming, you know, hair all around and the clothes. Now it’s better. Lacostehelped me a lot in this yellow and blue shirt, and this tennis player, Brazil, is no-sense story. But with a lot
of belief, I think this was the difference.
We really believe it was possible. That’s the only way
you are able to do it.

Diana Gabanyi

Foto de Cynthia Lum