Guga brilha no saibro francês e conquista Roland Garros pela primeira vez

Encontrei, fazendo uma busca no meu arquivo, o release que escrevi após a vitória do Guga em Roland Garros, naquele  08 de junho de 1997.

Da sala de imprensa escrevi o texto e distribuí por fax para todo o Brasil.

Da mesma sala de imprensa escrevo este texto hoje, 08 de junho de 2017.

Foi curioso ouvir o Guga repetir algumas das coisas que escrevi 20 anos atrás, ainda hoje. Durante coletiva na “sale de presse” de Roland Garros, Guga lembrou que nao estava pensando que era uma final de Grand Slam na época e o que isso significava.

Guy Forget, ex-jogador e hoje Diretor do Torneio de Roland Garros, comentou que se lembra do Guga brincando na sala de jogos dos juvenis, na quadra Suzanne Lenglen, um dia antes da final e não acreditava no que estava vendo. Pensou que não ia ser bom, mas foi e deu certo. O que Forget mais lembrou foi do brilho nos olhos do Guga que existiam em 1997 e existem até hoje.

Gustavo Kuerten brilhou na quadra central do templo sagrado do saibro, Roland Garros, e conquistou, hoje (domingo – 8/6/97), seu primeiro título de Grand Slam, ao arrasar o espanhol Sergi Bruguera, por 3 sets a 0, parciais de 6/3 6/4 6/2. Com a vitória Guga passa a ser o primeiro brasileiro a ganhar um torneio do Grand Slam e se colocará entre os vinte melhores jogadores do mundo, podendo ocupar até o 15o lugar na ATP.

O brasileiro esteve perfeito na partida de hoje (8/6/97). Jogou o seu melhor tênis. Fez apenas quatro aces, mas a porcentagem de pontos ganhos com o primeiro saque foi de 82%, enquanto que a do espanhol foi de 58%. O ponto mais bonito do jogo aconteceu no segundo game, do segundo set. Os dois trocaram várias bolas, de fundo e de rede e de todos os ângulos da quadra. Guga venceu o rally, digno de uma final de um torneio tão importante como este e comemorou como se tivesse vencido um set. Na terceira série, o torcedor do Avaí, quebrou o serviço do catalão no 6o. game e aí não permitiu mais a reação do adversário. “Só senti mesmo que poderia vencer no 5×2. Até então não estava acreditando que ganharia Roland Garros”, contou Guga, que fez a sua melhor partida do torneio, hoje. “Entrei em quadra muito confiante e acreditando em mim. Realmente joguei muito bem e todos as jogadas que tentei, deram certo” Nervosismo e apreensão por jogar a final de um Grand Slam não estiveram presentes na mente do tenista número um do Brasil, hoje. “Eu estava jogando partida por partida e fazendo o meu melhor a cada jogo. Nunca pensei, uau é a final de Roland Garros e tenho que vencer. Joguei como se fosse um treino, muito relaxado e curtindo bastante”, explicou.

Para ganhar o torneio de saibro mais importante do mundo Guga teve que vencer os últimos três campeões do torneio: Thomas Muster – 95 -, Yevgeny Kafelnikov – 96 -, Sergi Bruguera – 93, 94-. “Antes de sair do Brasil sabia que para vencer algumas rodadas aqui teria que me superar e acho que consegui fazer isso. Com certeza é o dia mais feliz da minha vida”, comemorou.

Guga recebeu o troféu das mãos de duas lendas do tênis mundial, que triunfaram em Roland Garros: Bjon Borg e Guillermo Villas. Antes de subir ao pódio para recer o pesado troféu, Guga limpou os pés e se curvou diante de Bjorg, seis vezes campeão deste torneio. “Foi uma grande emoção para mim receber o troféu destes ídolos do tênis. Eles são muito melhores do que eu, fizeram coisas incríveis para o tênis e tenho muito respeito por eles. São coisas novas para mim, essas de encontrar pessoas famosas e gostei muito.”

Ontem, o catarinense recebeu mais de trezentos fax de congratulações e incentivo, do Brasil inteiro, dentre eles, um de Pelé. No estádio de Roland Garros os torcedores brasileiros cantaram e tocaram um samba e por alguns minutos Guga participou da festinha. “É muito legal ver isso acontecendo com o tênis também. Normalmente a festa é para o futebol, mas tenho certeza de que hoje foi diferente e muitas pessoas no Brasil pararam para ver o meu jogo. Fico muito feliz”, agradeceu Guga.

A comemoração do título acontece hoje (domingo – 8/6/97) à noite, com a família e os amigos, num hotel de Paris.

Amanhã à tarde Guga e o técnico Larri Passos embaracam para Bologna, na Itália, onde o tenista disputa o ATP Tour local, no saibro. Na estréia, na terça-feira, ele enfrentará o argentino Marcelo Charpentier.

A foto eu mesma tirei!

Diana Gabanyi

Cristo Redentor será iluminado em homenagem aos 20 anos do 1º Roland Garros do Guga

Há 20 anos Gustavo Kuerten surpreendia o mundo ao vencer o tenista espanhol Sergi Bruguera na quadra central de Roland Garros, em Paris. Para comemorar essa data histórica, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, em parceria com a Federação Francesa de Tênis (FFT) homenageiam Guga com uma iniciativa inédita: Amanhã (08/06), o Cristo Redentor será iluminado nas cores azul e amarelo, em referência ao uniforme emblemático utilizado por Guga durante a campanha no Grand Slam francês, em 1997.

A partir das 20h30m, o Cristo Redentor, monumento tombado como Patrimônio Histórico e Artístico do Brasil, será iluminado nos tons da camiseta utilizada por Guga. Uma honraria para lembrar a façanha do tenista brasileiro que aos vinte anos se transformou em campeão de um dos principais torneios do mundo.

Guga deve acompanhar a homenagem a distância, já que está em Paris, onde no próximo domingo (11/06) participa de uma solenidade organizada pelo Hall da Fama Internacional do Tênis para também celebrar o aniversário de 20 anos do primeiro título em Roland Garros, minutos antes da final masculina que definirá o novo campeão do Aberto da França.

Ação: Guga será homenageado com iluminação especial no Cristo Redentor (azul e amarelo)

Data: AMANHÃ – 08/06 (dia exato do aniversário de 20 anos do primeiro título em Roland Garros)

Horário:  A partir das 20h30m (horário de Brasília)

Iniciativa: Arquidiocese do Rio de Janeiro em parceria com a Federação Francesa de Tênis (FFT)

Wawrinka e Murray repetem semi em Roland Garros

Roland Garros verá na sexta-feira a mesma semifinal de 2017, entre dois campeões de Grand Slam e um campeão em Paris. Stan Wawrinka e Andy Murray se enfrentarão por uma vaga na final do Grand Slam do saibro.

Wawrinka e Murray repetem semi em Roland Garros

Diferente do ano passado, no entanto, Stan Wawrinka chega a este estágio sem perder set algum na competição e com ultra confiança. Foi campeão em Genebra, antes de Roland Garros começar. Murray, por outro lado, estava no melhor ano da sua carreira e agora chegou em Paris quase sem vencer jogos no saibro e foi encontrando confiança ao longo do torneio.

Para avançar à semi, Wawrinka venceu Marin Cilic por 6/3 6/3 6/1 e Murray ganhou de Kei Nishikori, de virada, por 2/6 6/1 7/6(0) 6/1.

Para a semifinal, Wawrinka espera um resultado diferente do ano passado contra o hoje número um do mundo.” O Murray jogou melhor do que eu. Foi difícil encontrar uma solução. Ele estava com dificuldades nas últimas semanas, mas ele é um campeão em quado um cara como ele está na semi, é perigoso. Eu estou jogando bem. Desde Genebra, estou confiante e espero vencer.”

O vencedor de Wawrinka/Murray enfrentará o ganhador de Nada/Thiem na final em Roland Garros.

Diana Gabanyi, de Paris

Foto de Cynthia Lum

Thiem surpreende Djokovic e desafia Nadal na semi em Roland Garros

“Terei o maior desafio de todos em Roland Garros,” disse Dominic Thiem, após eliminar o atual campeão do torneio, o sérvio Novak Djokovic, por 7/6(1) 6/3 6/0 e avançar à semifinal da competição, em que terá que enfrentar o nove vezes campeão em Paris, Rafael Nadal, na sexta-feira.

Thiem surpreende Djokovic e encara Nadal na semi de Roland Garros

“É por isso que é incrivelmente difícil vencer um Grand Slam. Eu ganhei do Novak agora, pela primeira vez e agora tenho que enfrentar o Nadal,” continuou o austríaco, que foi semifinalista em Paris também no ano passado.

Campeão do Rio Open no início do ano, onde deu início a uma bem sucedida campanha no saibro, sendo vice em Barcelona, Madri e semifinalista em Roma, tem o melhor recorde de vitórias e derrotas da temporada (34-12), atrás apenas de Nadal (41-6).

Thiem terá a chance agora de tentar repetir o feito do compatriota Thomas Muster, campeão em Roland Garros em 1995.

No entanto, terá pela frente o Rei do Saibro, o maior campeão da história de um Grand Slam e que vem fazendo uma das melhores campanhas da sua carreira no saibro francês.

Poucos games perdeu e avançou à semi sem ter que fazer muito esforço. Ganhou do também espanhol Pablo Carreno Busta por 6/2 2/0 desistência (lesão abdominal).

“Não importa se joguei muito, se joguei pouco. O que importa é que estou na semifinal e o Thiem é um jogador dificílimo. Nos enfrentamos três vezes. Ganhei em Barcelona e Madri e perdi em Roma. Não tem segredo. Tenho que jogar bem para ter uma chance de estar na final. Eu não quero perder, então se não jogar bem, estarei fora do torneio,” antecipou o espanhol.

Novak Djokovic, que poderia fazer a semifinal dos sonhos do torneio, contra Nadal, não procurou desculpas para a derrota diante de Thiem, nem pareceu abatido. Afirmou que ainda ama o tênis, que está num processo e sabe em que ponto está e de onde é capaz. A parceria com Agassi será retomada em Wimbledon.

A outra semifinal será entre Murray e Wawrinka.

Diana Gabanyi, de Paris

Foto de Cynthia Lum

 

Bruno Soares e Jamie Murray avançam às quartas-de-final de Roland Garros

O brasileiro Bruno Soares e o britânico Jamie Murray estão nas quartas-de-final do torneio de Roland Garros, o segundo Grand Slam da temporada. Neste domingo em Paris, eles derrotaram o uruguaio Pablo Cuevas e o indiano Rohan Bopanna por 7/6(5) 6/2 e enfrentam agora o mexicano Santiago Gonzalez e o norte-americano Donald Young, em busca de uma vaga na semifinal do Grand Slam francês.

“Eu sabia que ia ser pedreira. Essa é uma dupla que joga super bem no saibro. O jogo começou muito tenso, muito parelho, mas acabou que todo mundo conseguiu segurar o saque e até lá foi muito disputado. Vencemos o 1o. e o tie-break mandou no jogo. Depois começamos o segundo set muito firmes e matamos a partida quee era bem perigosa em 2 sets, ” disse Bruno.

Apesar de já estar nas quartas-de-final, em uma chave em que praticamente todos os favoritos já foram eliminados, Bruno não canta vitória e não quer pensar lá na frente. “O Gonzalez e o Young estão jogando super bem. Pegaram uma chave bem complicada e mataram os cabeças de entrada. O Young já vem jogando bem dupla há um tempo. Temos que nos preparar para o jogo e entrar focados. Temos que pensar jogo a jogo no presente e não pensar lá na frente para não se complicar,” antecipou o brasileiro.

Bruno e Murray voltam a jogar nesta 2a. no último jogo da rodada na quadra 1.

Diana Gabnayi

Murray, Wawrinka e Verdasco avançam em Roland Garros

Para quem começou o torneio com mais dúvidas – pelo menos da imprensa e dos fãs – do que certezas, Andy Murray passou por um duríssimo teste neste sábado em Roland Garros. Ganhou de Jan Martin del Potro por 7/6(8) 7/5 6/0 para avançar às oitavas-de-final do Grand Slam francês.

“O segundo e o terceiro sets foram alguns dos melhores que eu joguei na temporada de saibro toda” vibrou o número um do mundo. “Foi uma vitória importante para mim em um grande jogo. Enfrentá-lo tão cedo em um Grand Slam não é fácil, por outro lado já me deixa ainda mais concentrado desde o início.”

Mesmo assim, apesar da vitória contudente diante de Del Potro, Murray não se enxerga lá na frente no torneio. “Eu vim sem muitas expectativas para cá, querendo ganhar uma ou duas rodadas e ir me sentindo melhor a cada dia. Felizmente é o que vem acontecendo. Mas eu sei da onde eu vim e preciso respeitar isso, treinar e me concentrar.”

O adversário de Murray na próxima rodada sairá do confronto entre John Isner e o Kharen Kachanov. O russo vencia o 1o. set por 7/6 quando o jogo foi interrompido pela chuva.

Campeão de Roland Garros há dois anos, o suíço Stan Wawrinka venceu uma importante partida para avançar às 8as em Paris. Ele derrotou o italiano Fabio Fognini por 7/6 6/0 6/2. Fognini chegou a sacar duas vezes para o primeiro set, mas Wawrinka foi mais forte e agora espera o ganhador do jogo entre Richard Gasquet e Gael Monfils, que também foi interrompido pela chuva no 1o. set.

“No primeiro set o Fognini estava ditando os pontos e stava mais agressivo, mas eu comecei a jogar melhor a cada game, lutei e depois passei a jogar super agressivamente,” analisou o suíça.

Em outros jogos da rodada, Fernando Verdasco não deu chances ao uruguaio Pablo Cuevas, que vinha de uma excelente temporada de saibro. Verdasco ganhou por 6/2 6/1 6/3 e agora espera o ganhador do jogo entre Chung e Nishikori, igualmente interrompido pela chuva.

Apenas uma partida da parte de cima da chave está definida. Kevin Anderson e Marin Cilic. O sul-africano venceu uma maratona de 5 sets diante do britânico Kyle Edmund, por 6/7 7/6 5/7 6/1 6/4. Já Marin Cilic, não teve muito trabalho para eliminar Feliciano Lopez por 6/1 6/3 6/3.

Diana Gabanyi

Especial Guga97 – Derrotando o Kafelnikov e eu embarcando

Guga já havia vencido um campeão de Grand Slam, Thomas Muster, na 3a. rodada. Vencera o Medeved, em 2 dias de jogo, na véspera. Entrava em quadra para enfrentar o russo Yevgeny Kafelnikov, então campeão de Roland Garros e número três do mundo.

Àquela altura, tudo podia acontecer. E aconteceu. Guga venceu um jogo de sets, virando a partida que estava 2 sets a 1 para o russo. Do 4a. set em diante, Kafelnikov ficou desnorteado.

O russo que era a grande estela da Diadora e usava uma roupa praticamente similar, da mesma linha do Guga – aliás o Guga era mais um na lista de patrocinados da marca italiana a vestir aquela roupa listrada azul e amarela – saiu de quadra de cabeça baixa e assim seria nos outros 2 títulos do brasileiro em Paris.

Vitória sobre o Kafelnikov. Guga na semifinal e eu embarcando para Paris.

Desde a vitória sobre Thomas Muster, a situação já estava difícil de gerir à distância. Sem what’s app, internet nos primórdios da revolução, o único modo de falar com o Guga e o Larri era o telefone do Hotel Mont Blanc.

Logo após o jogo com o Kafelnikov o Larri me ligou e embarquei para Paris na mesma noite. Hoje, 20 anos atrás.
Curiosamente volto a Paris, a Roland Garros, neste exato dia. Escrevo esse texto da sala de imprensa, onde tantas horas já passei.

A primeira coisa que fiz ao chegar aqui 20 anos atrás foi sentar em uma sala de imprensa e contar para os jornalistas estrangeiros quem era o Guga, o que era Florianópolis, quem era o Jacaré. Assim começava também a minha história com Roland Garros. É a 18a. vez que venho ao torneio e a mesa, apesar de não ser mais a número 1, ainda é minha, assim como o lugar reservado na quadra Philippe Chatrier.

Merci Roland Garros.

Diana Gabanyi

Especial Guga97 – Na era do Fax

Difícil de imaginar neste mundo completamente digital que 20 anos atrás a nossa comunicação era feita por fax, por telefonemas de telefone fixo – ninguém viajava com celular e uma ligação internacional era caríssima.

Nestes tempos de comemoração dos 20 anos do primeiro título do Guga em Roland Garros, foram várias entrevistas que acabaram fazendo a gente refletir, lembrar momentos marcantes e pensar como era a vida naquela época.

Outro dia me perguntaram como eu acompanhava os resultados, já que não se transmitia Grand Slam como hoje em dia, desde a primeira rodada e um dia todo de jogos, de manhã até de noite, com direito a programa especial no fim da jornada, como o Ace BandSports ou o Pelas Quadras da ESPN.

E eu não soube responder. Depois fui perguntar em casa e para o Paulo Carvalho, empresário do Guga praticamente até o fim da carreira. E chegamos a conclusão que esperávamos o Larri ou o Guga ligar; ou entrar algum flash na televisão – das quartas-de-final pra frente todos os jogos foram transmitidos ao vivo. Lembro até do Chiquinho Leite Moreira me ligando empolgadíssimo de Paris para me contar as novidades.

Das quartas em diante eu já estava lá.

Mesmo assim, até chegar o contato com o Guga e o Larri era feito via telefone do Hotel Mont Blanc. Depois eu escrevia o release e distribuía por fax para as redações de jornais. Os jornalistas que queriam falar comigo, enquanto estava no Brasil, me ligavam. Depois que eu cheguei em Paris praticamente virei a telefonista do Hotel Mont Blanc, atendendo todos os telefonemas (99% era de gente atrás do Guga), ou falavam comigo em Roland Garros.

Era uma era diferente. Para dar alguma informação eu tinha que passar um fax ou atender o telefone. E eram  umas 200 ligações por dia, sem exageros. Só depois passamos a viajar com internet discada e a distribuir releases por email.

Nesta entrevista em vídeo para a Revista Veja dá para ter uma boa noção como 20 anos tecnologicamente falando fizeram uma revolução no método de se comunicar.

Diana Gabanyi

 

Especial Guga97 – A vitória sobre o Muster, quando tudo mudou

Aquele Roland Garros já era diferente. O Guga já estava na terceira rodada, o que era o seu melhor resultado em um Grand Slam. O adversário era difícil, o campeão de Roland Garros 1995, o homem de ferro do saibro, Thomas Muster.

O jogo foi uma montanha russa. O austríaco ganhou o primeiro set por 7/6, Guga o segundo por 6/1, venceu o 3o. por 6/3, aí perdeu o quarto por 6/3 e o Muster abriu 3/0 no 5o. set. Estava quase tudo perdido. Mas, algo maior estava por vir. Guga conseguiu virar o placar e vencer o set e o jogo por 6/4. (6/7 (3/7), 6/1, 6/3, 3/6 e 6/4)

Estava assistindo esses dias os melhores momentos da partida e confesso que não lembrava de muita coisa, apenas das cenas finais que nos acostumamos a ver nestas duas décadas. Mas que jogaço, cada ponto, cada certinha, que emoção.

Dali para frente nada mais foi igual.

A loucura começou – pelo menos para mim. Telefonemas, pedidos de informações, uma inquietação, o mundo do tênis no país em polvorosa.

E era apenas o começo. Foi talvez o primeiro dia dos 11 anos que se seguiram até o Guga se aposentar em que a minha vida de assessora nunca mais foi a mesma.

Diana Gabanyi

Especial #Guga97 – A Conquista em Curitiba

Vasculhando meus arquivos de 20 anos atrás, em casa e na minha HD externa, encontrei o texto que escrevi para a terceira edição da Tennis View, sobre a vitória do Guga no Challenger de Curitiba.

Sim, a Tennis View nasceu antes do Guga ganhar Roland Garros. Lançamos a Revista em fevereiro de 1997. Poucos meses depois ele ganharia o Grand Slam inédito para o Brasil.

No texto, que infelizmente só tenho em uma foto tirada dos meus álbuns da Revista – infelizmente, mas feliz de ainda tê-lo, dá para ver a importância que tinha a vitória de um torneio Challenger para o Guga, antes do que aconteceu em Paris.

A foto com o trofeu, que eu mesma tirei, também só encontrei na edição impressa da revista, mas vale a reprodução acima.

Diana Gabanyi