Thiago Monteiro e Laura Pigossi estreiam na madrugada de segunda-feira, no horário de Brasília, no Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.
O brasileiro terá pela frente o francês Constant Lestienne, número 65 do ranking da ATP. Os dois já se enfrentaram uma vez, no saibro do Challenger de Heilbronn, em 2019, quando Monteiro venceu em sets diretos.
Essa será a 5ª participação do brasileiro na chave principal do Australian Open e sua melhor campanha até o momento foi chegar segunda rodada, em 2021.
Quem também joga no 1º dia do Australian Open é Laura Pigossi, que foi superada na última rodada do qualifying. Porém, com algumas desistências, ela garantiu um lugar na chave e enfrenta a norte-americana Caty McNally, número 95 do ranking da WTA, em confronto que será inédito.
O espanhol Rafael Nadal terá uma grande missão a partir da madrugada desta segunda-feira, no horário de Brasília: começar a defender o título do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.
E sua estreia, que será na Rod Laver Arena, promete não ser nada fácil, diante do jovem e promissor britanico Jack Draper, número 40 do mundo. Será o primeiro jogo entre eles.
Outros bons jogos também fazem parte da programação do primeiro dia do torneio, como a estreia do italiano Jannik Sinner diante do britanico Kyle Edmund, na John Cain Arena, mesmo local do confronto canadense entre Felix Auger-Aliassime e Vasek Pospisil.
Vice-campeão do ano passado, o russo Dannil Medvedev também joga na principal quadra do torneio, enfrentando o norte-americano Marcos Giron, enquanto o grego Stefanos Ttsitsipas terá pela frente o frances Quentin Halys.
Luisa Stefani, número 47 do mundo, conquistou, nesta sexta-feira (13), o título do WTA 500 de Adelaide, na Austrália, com premiação de US$ 780 mil. Luisa e a norte-americana Taylor Towsend, 24ª colocada no ranking mundial, superaram a dupla formada pela cazaque Elena Rybakina e a russa Anastasia Pavlyuchenkova por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 7/6 (7-3). Este foi o primeiro torneio regular no ano para Luisa, após defender o Brasil na United Cup e vencer seus dois jogos de duplas mistas.
Luisa comemora a sexta conquista na carreira, a primeira de WTA 500. Agora, soma dois títulos de WTA 1000, em Guadalajara (México), no ano passado (com a australiana Storm Sanders), e em Montreal (Canadá), em 2021 (com a canadense Gabriela Dabrowski), além de outros três WTA 250 em Chennai, na Índia, com Dabrowski, em 2022, Lexington, nos EUA, em 2020, e Tashkent, no Uzbequistão, em 2019, ambos com a americana Hayley Carter.
“Muito feliz de começar o ano com o título. Primeira vez jogando com a Taylor, foi uma semana muito boa tanto dentro quanto fora na quadra. Já cheguei em Melbourne para continuar os preparativos do Australian Open com a McNally. Muito bom iniciar com jogos assim e confiante em busca de uma boa campanha”, disse a atleta, que é patrocinada pela Fila e Faros Invest, é embaixadora XP COB e conta com os apoios da Liga Tênis 10 e Bolsa Atleta.
A brasileira disputa o Australian Open ao lado da norte-americana Caty McNally, que foi a vice-campeã do US Open ano passado, jogando com Towsend. A chave ainda será divulgada no final de semana.
Desde que voltou da lesão no joelho em setembro, Luisa jogou sete torneios e venceu quatro. Além de Guadalajara e Chennai, ganhou ainda o WTA 125 de Montevidéu, no Uruguai, com a carioca Ingrid Martins. Pela campanha, ela subirá no ranking desta segunda-feira (16) cerca de 13 posições e deve aparecer como a 34ª do mundo.
Thiago Monteiro garantiu vaga na chave principal do ATP 250 de Auckland,
disputado no piso duro, na Nova Zelândia.
Na noite deste domingo, o brasileiro confirmou a vitória de virada sobre o
neozelandês Ajeet Rai, com parciais de 6/7(5) 6/3 e 6/4.
“Foram dois jogos bem duros, em condições complicadas causadas pela chuva.
De certa forma, foi positivo conquistar essas duas vitórias, pegar um pouco mais
de ritmo que é sempre bom. Feliz por ter passado esse quali e somar jogos antes
do principal objetivo que é o Australian Open.”
Agora, na primeira rodada da chave principal, já na noite desta
segunda-feira, no horário de Brasília, Monteiro joga contra o tcheco Jiri Lehecka,
número 78 do mundo.
Os dois já se enfrentaram uma vez no circuito, no saibro do ATP 250 de Kitzbuhel, no ano passado, em partida que acabou com a vitória do jogador europeu.
Bia Haddad estreia na noite deste domingo, no horário de Brasília, no WTA 500 de Adelaide 2, torneio que é disputado no piso duro, na Austrália, e que serve de preparação para o Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada.
Na primeira, a brasileira, atual número 15 do mundo, terá pela frente a experiente e conhecida romena Sorana Cirstea, atual número 45 do ranking da WTA.
As duas já se enfrentaram três vezes ao longo da carreira, todas com vitória da jogadora europeia. Porém, o confronto mais recente foi em 2016, quando a brasileira não estava nem perto da ascensão técnica e de ranking que teve na temporada passada.
Bia também está na chave de duplas do torneio australiano e sua parceira será a chinesa Shuai Zhang. Ainda sem data definida, elas farão a estreia diante da dupla formada pela brasileira Luisa Stefani e a norte-americana Taylor Townsend.
Começa na noite deste domingo, no horário de Brasília, o qualifying do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.
E o Brasil terá quatro representantes, sendo dois na chave masculina e duas na feminina.
No primeiro dia, dois tenistas nacionais entram em quadra. Por volta das 20h, Laura Pigossi, que é a cabeça de chave número 14, terá pela frente a belga Magali Kempen. Será o primeiro jogo entre elas.
Um pouco mais tarde, por volta das 23h, Felipe Meligeni enfrenta o austríaco Sebastian Ofner, número 193 do mundo, em confronto que será inédito.
Os outros dois brasileiros, Carolina Meligeni e Matheus Pucinelli, entram em quadra no segundo dia do quali.
A temporada 2023 começou com vitória, na retomada da parceria do mineiro Marcelo Melo e do norte-americano Mackenzie McDonald. Na madrugada desta terça-feira (3), na estreia no ATP 250 de Adelaide, na Austrália, Melo e McDonald jogaram apenas um set para avançar para as oitavas de final do torneio. Depois de um ótimo início de partida, vencendo por 6/3, em 28 minutos, a dupla viu os adversários australianos Thanasi Kokkinakis e Jordan Thompson desistirem, quando Kokkinakis sentiu o joelho.
Em busca da vaga nas quartas de final, Melo e McDonald terão um difícil jogo pela frente. Eles enfrentarão os cabeças de chave número 1 em Adelaide, o holandês Wesley Koolhof e o britânico Neal Skupski – bye na primeira rodada -, em data a ser definida.
“Começamos vencendo aqui, não da maneira ideal, mas foi bom por termos jogado um excelente primeiro set. O Thanasi acabou se retirando, porque sentiu o joelho. Então, estamos felizes com a vitória, por ter jogado muito bem. Foi ótimo. Espero continuar nessa mesma onda, nessa mesma vibe, na próxima rodada. Será um confronto muito duro, diante dos cabeças 1, que jogam há muito tempo juntos. Se jogarmos do jeito que a gente vem jogando, temos boas chances”, explicou Marcelo.
Já no WTA 250 de Auckland, na Nova Zelândia, a brasileira Ingrid Gamarra Martins entra em quadra na madrugada desta quarta-feira, no horário de Brasília, para buscar uma vaga na semifinal.
A brasileira e a norte-americana Ingrid Neel terão pela frente a parceria formada pela taiwanesa Latisha Chan e chilena Alexa Guarachi.
Na primeira rodada, Ingrid e sua parceira passaram por Sophie Chang e Angela Kulikov, com parciais de 6/3 4/6 e 10/6.
Depois de ser superada pela Itália na primeira rodada, a equipe brasileira começou bem o confronto diante da Noruega pela United Cup, competição entre países disputada na Austrália, abrindo a temporada 2023.
Na primeira partida do primeiro dia de jogos, Bia Haddad impôs sua condição de muito favorita diante da norueguesa Malene Helgo, com parciais de 6/4 e 6/2.
Depois, Felipe Meligeni garantiu a vantagem do Brasil ao bater Viktor Durasovic, também em sets diretos, com um duplo 6/3.
No segundo dia do confronto, Thiago Monteiro abre o confronto em jogo duro diante de Casper Ruud. Depois, Laura Pigossi terá pela frente a experiente Ulrikke Eikeri, que venceu os dois confrontos anteriores antre elas até o momento.
Continuando a retrospectiva do tênis em 2022, vamos ao que aconteceu de mais destaque no segundo semestre:
Agosto
O segundo semestre do tênis teve sua atenção voltada para o US Open, como quase sempre acontece. E, desta vez, não foi diferente, mas agosto começou com Masters 1000 de WTA 100 que movimentaram o circuito, inclusive com resultados surpreendentes.
Começando pelo Masters 1000 de Montreal, no Canadá, que teve o título do espanhol Pablo Carreno Busta, em final diante do polonês Hubert Hurkacz. Entre as mulheres, Bia Haddad seguiu se destacando e fez uma bela campanha no WTA 1000 de Toronto, chegando à grande final e disputando de igual para igual contra Simona Halep, que acabou levando a melhor no 3º set.
WTA/Jimmie48
Depois, no mesmo mês de agosto, mais uma surpresa entre os homens, com o título do croata Borna Coric no Masters 1000 de Cincinnati, vencendo o grego Stefanos Tsitsipas na decisão.
Entre as mulheres, a francesa Caroline Garcia fez uma bela campanha até chegar ao título, batendo a experiente Petra Kvitova.
Setembro
Se fevereiro foi o início da ascensão de Carlos Alcaraz, com o título do Rio Open, o mês de setembro reservou mais um feito, com a conquista do título do US Open, depois de uma grande campanha e uma excelente final contra o norueguês Casper Ruud.
Com o triunfo, aos 19 anos, Alcaraz se tornou o número 1 do mundo mais jovem da História.
Cynthia Lum
Já entre as mulheres, nada de surpresa. Mais uma conquista de Iga Swiatek, que se afirmava cada vez mais como número 1 e distante das outras jogadoras do circuito.
Pra fechar o mês, outra grande despedida na temporada. Roger Federer encerrou sua brilhante carreira na Laver Cup. Um gênio do tênis, um dos maiores de todos os tempos, de todos os esportes.
James Hill/The New York Times
Outubro
Esse mês foi um pouco mais parado no circuito, com torneios menores, mas mesmo assim foi suficiente pra polonesa Iga Swiatek levantar mais um troféu. Dessa vez, no WTA de San Diego, nos Estados Unidos.
Novembro
Chegando ao último mês da temporada, uma surpresa em Paris, com o título do talentoso Holger Rune no Masters 1000 disputado na cidade francesa, vencendo Novak Djokovic na final.
Nos torneios que reúnem os melhores da temporada, a francesa Caroline Garcia levou a melhor entre as mulheres, batendo Aryna Sabalenka na decisão, enquanto o sérvio Djokovic levou a melhor entre os homens, levantando o troféu ao vencer Casper Ruud na grande final.
O ano de 2022 do tênis começou um pouco tumultuado, pra dizer o mínimo, e o grande destaque, como sempre, foi o Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado em Melbourne.
Desta vez, porém, a atenção não ficou concentrada apenas nas quadras, mas também fora delas, com a ausência de Novak Djokovic, que foi impedido de participar pela lei australiana.
Depois de muita confusão e incerteza, o sérvio teve seu visto negado pela imigração ao se recusar a tomara a vacina contra a Covid-19 e, depois de alguns dias, teve sua deportação decretada, ficando de fora de um torneio tão importante, que acabou sendo conquistado por Rafael Nadal no masculino, em grande final diante de Daniil Medvedev, e Asheligh Barty no feminino.
Aliás, em plena forma e como número 1 do mundo, a australiana fez um torneio impecável e conquistou o título sem perder um único set. Porém, essa não foi a surpresa. Aos 28 anos, Barty decidiu se aposentar logo após o torneio, em casa, perto da sua família e amigos. E nem era a última grande aposentadoria do circuito na temporada.
Foto: Jimmie48/WTA
Outro ponto de destaque do Australian Open foi a bela campanha de Bia Haddad na chave de duplas, ao lado de Anna Danilina, ficando com o vice-campeonato.
Divulgação
Fevereiro
Em fevereiro, a grande atração do tênis nacional ficou para o já tradicional Rio Open, que voltou a ser disputado nas quadras de saibro do Jockey Club Brasileiro, depois de não ter sua edição em 2021.
Sendo assim, em mais um line-up de muita qualidade, o título ficou com o espanhol Carlos Alcaraz, que naquele momento conquistava seu primeiro título de ATP da carreira (logo um 500!), iniciando sua ascensão meteórica no circuito.
Foto: FotoJump
Março
O mês de março voltou a ter os tradicionais Masters 1000 norte-americanos, em Indian Wells e Miami. No primeiro, Nadal mostrou estar em ótima forma e foi dominante até a final, quando sentiu uma lesão. Somado a isso, viu um talentoso Taylor Fritz se consolidar com um dos grandes do circuito e conquistar o título em casa.
Foto: BNP Paribas Open
Em Miami, Alcaraz elevou seu nível mais uma vez e, depois da conquista no Rio de Janeiro, triunfou ao bater o norueguês Casper Ruud na decisão.
Já no feminino, Iga Swiatek assumia a condição de dona do topo após a aposentadoria de Barty. Nos dois torneios, ela praticamente não deu chances e ficou com o título. Em Miami, fez isso sem perder uma única parcial.
Abril
O mês de abril marca o início da temporada de saibro europeia e, mais uma vez, Rafael Nadal mostrou toda sua força e o motivo de ser considerado o melhor da História sobre a terra batida.
Porém, nos Masters 1000 que antecedem Roland Garros, ele não foi bem e dois nomes se destacaram no mês, conquistando um título cada um: Stefanos Tsitsipas, em Monte Carlo; Carlos Alcaraz, em Madri;
No feminino, destaque para a tunisiana Ons Jabeur, que aproveitou muito bem a ausência de Iga Swiatek pra ficar com o título do WTA 1000 de Madri.
Twitter
Maio
Chegou, então, o mês de Roland Garros. Depois de muita “brincadeira” pela Europa, chegou a hora da verdade. E neste momento, mais uma vez, Nadal mostrou o motivo de ser Nadal. Quase um adjetivo.
E não foi fácil, é verdade. Precisou de cinco sets contra o talentoso Felix Auger-Aliassime nas oitavas. Bateu Djokovic em quatro parciais nas quartas, mas foi dominante na final ao vencer o norueguês Ruud. Pela 14ª vez na carreira, o espanhol levantou o troféu em Paris.
Julien Crusnier/FFT
Swiatek continuou em grande forma e voltou ao circuito pra vencer Roma e Roland Garros. Na França, perdeu apenas um set e mostrou mais uma vez o motivo de ser uma das tenistas mais dominantes dos últimos tempos.
Junho/Julho
O meio do ano é justamente o período em que a grama floresce no circuito, com destaque para Wimbledon, disputado justamente entre o final de junho e o início de julho.
E se não teve Roger Federer, quem aproveitou foi Novak Djokovic. Se bem que Nadal foi muito bem até a semifinal, quando não entrou em quadra para enfrentar Nick Kyrgios. O sérvio, então, bateu o australiano de virada na final e conquistou o título.
Dessa vez, Swiatek mostrou que a grama não é seu forte e foi superada na terceira rodada pela experiente francesa Alize Cornet, em uma das maiores surpresas da temporada. Quem ficou com o título em Londres foi a cazaque Elena Rybakina, que superou Jabeur na final.
Essa também foi uma época de grande destaque de Bia Haddad, agora nas chaves de simples, na grama. Cenário muito inesperado.
Em ótima forma, a brasileira enfileirou dois títulos seguidos de WTA, em Nottingham e Birmigham, além da semifinal em Eastbourne, passando a ser uma jogadora mais do que respeitada no circuito.