Sérvia e República Tcheca decidem a Copa Davis neste final de semana. Djokovic e Stepanek abrem o confronto

Djokovic peqComeça nesta sexta-feira a grande final da Copa Davis 2013, que terá Sérvia de Novak Djkovic contra a República Tcheca de Tomas Berdych. O duelo será disputado no piso rápido da Arena Belgrado, na Sérvia.

Os donos da casa buscam o segundo título da competição, depois do triunfo em 2010 sobre a França, mas terão que jogar com dois desfalques importantes, já que Viktor Troicki cumpre suspensão por doping e Janko Tipsarevic não se recuperou de uma lesão. Com isso, Dusan Lajovic, nº 117 da ATP, foi convocado para jogar as partidas de simples. Porém, ele parece que não vai sentir a pressão de entrar em quadra neste importante duelo.

“Eu diria que é muito emocionante. Estou me sentindo assim desde que ouvi a notícia. Espero que esta energia positiva me faça jogar o meu melhor tênis na sexta-feira”, disse o tenista de 23 anos, que fez apenas um jogo em Copa Davis, no ano passado, no confronto contra a Suécia, quando venceu Filip Prpic. Ele vai enfrentar Tomas Berdych nesta sexta.

Os tchecos, por sua vez, são os atuais campeões. No ano passado, foram campeões jogando a final em casa, contra a Espanha sem Rafael Nadal. Dessa forma, eles buscam o terceiro título da competição entre países, já que venceram também em 1980.

Além de Berdych, Radek Stepanek será o outro jogador de simples, mostrando que o time está indo com seus principais jogadores para esse confronto fora de casa. Ele vai abrir o confronto contra Djokovic nesta sexta.

“Não há nada mais difícil do que enfrentar Novak Djokovic na sua casa, com a torcida o empurrando. É um desafio, mas vou tentar jogar o meu melhor tênis”, disse o experiente tenista tcheco.

Confira os convocados dos dois países:
Sérvia:

Novak Djokovic – 2º do ranking
Dusan Lajovic – 117º do ranking
Ilija Bozoljac – 238º do ranking
Nenad Zimonjic – 14º do ranking de duplas
República Tcheca:

Tomas Berdych – 7º do ranking
Radek Stepanek – 44º do ranking
Lukas Rosol – 47º do ranking
Jan Hajek – 104º do ranking

Copa Davis: Bellucci e Rogerinho perdem novamente e Brasil disputará o Zonal Americano em 2014

Bellucci peqO Brasil foi derrotado pelos alemães nas duas partidas deste domingo e com isso está rebaixado na Copa Davis. Dessa forma, a equipe terá que disputar o Zonal Americano, em 2014.

Depois da vitória de Bruno Soares e Marcelo Melo, no sábado, Thomaz Bellucci precisava vencer para manter as esperanças de vitória no duelo. Philipp Kohlschreiber, nº 1 do time alemão, foi substituído por Daniel Brands. Mesmo assim, o brasileiro foi superado em sets diretos, com parciais de 6/4 6/2 e 6/3, decretando o triunfo alemão.

Em seguida, Rogerinho perdeu para Florian Mayer por duplo 6/4, e a Alemanha marcou 4×1, garantindo sua vaga na elite do tênis mundial em 2014.

Foto: Divulgação/CBT

Copa Davis: Melo e Soares ganham o primeiro ponto do Brasil no duelo contra os alemães

Melo e Soares peqBruno Soares e Marcelo Melo foram os responsáveis pelo primeiro ponto do Brasil no duelo contra Alemanha, na repescagem do Grupo Mundial da Copa Davis.

Neste sábado, eles venceram  Daniel Brands e Martin Emmrich por três sets a zero, com parciais de 6/3 6/4 e 6/4.

Dessa forma, os alemães estão liderando o confronto por 2×1 e só precisam de mais um ponto para confirmar a vitória. Para evitar isso, Thomaz Bellucci entra em quadra neste domingo para enfrentar Philipp Kohlschreiber. Em seguida, Rogerinho joga contra Florian Mayer.

A equipe brasileira precisa da vitória de ambos para garantir um lugar no Grupo Mundial em 2014.

Foto: Marcelo Ruschel/PoaPress

Copa Davis: Rogerinho e Bellucci perdem e Brasil começa em desvantagem duelo contra a Alemanha

Davis 2 peqO time brasileiro não começou bem na sua tentativa de permanecer no Grupo Mundial da Copa Davis e saiu com desvantagem de 2×0 diante dos alemães, depois do primeiro dia de jogos.

Na primeira partida do dia, Rogério Dutra Silva, o Rogerinho, foi superado em sets diretos por Philipp Kohlschreiber, com parciais de 6/3 7/5 e 6/4.

Em seguida, foi a vez de Thomaz Bellucci entrar em quadra e acabar derrotado por Florian Mayer por 6/4 6/1 e 6/2.

Neste sábado será a vez das duplas. O Brasil possui uma grande esperança de conquistar a vitória com a parceria formada por Marcelo Melo e Bruno Soares, que vem do vice-campeonato do US Open. Seus adversários serão Daniel Brands e Martin Emmrich.

Em fevereiro, no confronto contra os Estados Unidos, fora de casa, Melo e Soares conseguiram grande triunfo contra os irmãos Bob e Mike Bryan.

Finalistas da Davis serão conhecidos neste final de semana: Sérvia x Canadá e República Tcheca x Argentina

Davis - trofeu peqSerão definidos neste final de semana os finalistas desta edição da Copa Davis, com os duelos Sérvia x Canadá e República Tcheca x Argentina.

Sérvia x Canadá – Belgrade Arena, Belgrado, Sérvia (saibro)

Histórico dos confrontos: Primeiro duelo entre os países

Mais uma vez, Novak Djokovic, nº 1 do mundo, é o destaque do time sérvio, que vai em busca do bicampeonato da competição, depois de ficar com o título em 2010. Janko Tipsarevic, Ilija Bolzojac e Nenad Zimonjic completam a equipe.

No lado canadense, que faz a sua melhor campanha da sua história, o principal nome é Milos Raonic, nº 11 da ATP. O experiente duplista Daniel Nestor, Frank Dancevic e Vasek Pospisil são os outros integrantes do time.

República Tcheca x Argentina – O2 Arena, Prague, Czech Republic – piso duro indoor

Histórico dos confrontos: 4×1 República Tcheca

A República Tcheca é a atual campeã da competição, superando a Espanha sem Rafael Nadal, em casa, na final do ano passado.

O país está em busca do tricampeonato, pois além de 2012, os tchecos também foram campeões em 1980. Thomas Berdych é o principal nome da equipe, que ainda conta com o experiente Radek Stepanek, Lukas Rosol, e a revelação Jiri Vesely, que vem se destacando em muitos torneios Challengers ao longo da temporada.

A Argentina, por sua vez, busca um título inédito e para isso vai tentar chegar à final sem eu principal nome no circuito, Juan Martin Del Potro.

Juan Monaco, Carlos Berlocq, Horacio Zeballos e Leonardo Mayer são os jogadores que terão a difícil missão de bater a República Tcheca fora de casa.

Foto do banner: Susan Mullaner

Nesta sexta, Brasil inicia disputa contra a Alemanha pela permanência no Grupo Mundial da Copa Davis

Equipe peqDepois de voltar a disputar o Grupo Mundial da Copa Davis neste ano, o Brasil perdeu na primeira rodada para os Estados Unidos, em fevereiro, e a partir desta sexta-feira joga a repescagem para evitar uma nova disputa do Zonal Americano, no próximo ano. O duelo será difícil, contra a Alemanha, fora de casa, em uma quadra rápida coberta.

Mais uma vez, Thomaz Bellucci, Rogério Dutra Silva, o Rogerinho, Bruno Soares e Marcelo Melo, liderados pelo capitão João Zwetsch, serão os representantes do país, repetindo a formação do time que venceu a Rússia em São José do Rio Preto, no ano passado, garantindo a participação brasileira no Grupo Mundial deste ano, fato que não acontecia desde 2003, quando Gustavo Kuerten ainda fazia parte da equipe que foi derrotada pela Suécia, fora de casa.

Desde então, o Brasil não manteve os bons resultados e ainda passou por um boicote organizado pelos jogadores que chegou a levar o país para a terceira divisão. Depois disso, foram seis chances de voltar à elite, algumas com o favoritismo, que não foi concretizado. Vamos relembrar:

2006 – Suécia, no saibro de Belo Horizonte (1×3)

Equipe – Flavio Saretta, Ricardo Mello, André Sá e Gustavo Kuerten – Capitão: Fernando Meligeni

– Com Guga somente nas duplas e Soderling, que venceu os dois jogos de simples por 3/0, em ascensão, apenas Saretta deu o primeiro ponto para o Brasil

2007 – Áustria, no carpete de Innsbruck (1×4)

Equipe – Ricardo Mello, André Sá, Gustavo Kuerten e Thomaz Bellucci – Capitão: Francisco Costa

– Bellucci, Mello e Guga/Sá perderam as três primeiras partidas por 3/0. Foi a estreia de Bellucci na competição, com derrota para Jurgen Melzer por triplo 6/4

2008 – Croácia, na quadra rápida de Zadar (1×4)

Equipe Thomaz Bellucci, Thiago Alves, Marcelo Melo e André Sá – Capitão: Francisco Costa

– Após derrotas de Bellucci e Alves por 3/0, Melo e Sá deram o único ponto para a equipe no sábado, com 3/1 sobre Ivo Karlovic/Lovro Zovko

2009 – Equador, no saibro de Porto Alegre (2×3)

Equipe – Marcos Daniel, Thomaz Bellucci, Marcelo Melo e André Sá – Capitão: Francisco Costa

Daniel marcou o primeiro ponto contra Giovanni Lapentti e, a partir daí, Nicolas Lapentti tornou-se o nome do confronto. Aos 34 anos, o ex-top 10 derrotou Bellucci por 3/0, Melo/Sá ao lado do irmão e Daniel, no domingo, por 3/2, após o gaúcho abrir 2 sets a 0

2010 – Índia, na quadra rápida de Chenai (2×3)

Equipe – Thomaz Bellucci, Ricardo Mello, Marcelo Melo e Bruno Soares – Capitão: João Zwetsch

Bellucci e Mello precisaram de cinco sets contra Rohan Bopanna (então 479 do mundo) e Somdev Devvarman (113), respectivamente, para dar vantagem de 2/0 no primeiro dia. Uma derrota nas duplas, o abandono de Bellucci contra Devvarman após um set e meio e a inesperada queda de Mello por 3/0 contra Bopanna completaram a virada dos indianos.

2011 – Rússia, na quadra rápida indoor (2×3)

Equipe: Thomaz Bellucci, Ricardo Mello, Bruno Soares e Marcelo Melo – Capitão: João Zwetsch

O primeiro dia de disputas terminou empatado, com Mello  perdendo de Youzhny e Bellucci ganhando de Andreev. Melo e Soares deram o segundo ponto para o Brasil, nas duplas, ganhando de Tursunov e Kunitsyn. Bellucci acabou perdendo o ponto da vitória no quinto set, por 14/12, para Youzhny e depois Mello, no jogo decisivo, foi superado por Tursunov.

Nesta sexta, o Rogerinho vai abrir o confronto contra  Philipp Kohlschreiber. Em seguida, Thomaz Bellucci enfrenta Florian Mayer.

“Me sinto muito bem defendendo as cores do meu país e por isso me doarei 110% para conseguir a vitória”, afirma Rogerinho, que tem quatro partidas de Copa Davis na carreira e nunca foi derrotado na competição, tendo jogado confrontos com Uruguai e Rússia. “Espero que continue assim. Na última vez eu tinha jogado em casa, agora é fora de casa, mas espero manter esse recorde. Quem sabe?”, completou.

Sendo assim, o Brasil vai em busca da permanência no Grupo Mundial, procurando repetir o que aconteceu ininterruptamente entre 1997 e 2003, quando o Brasil ocupou um lugar na elite do tênis mundial.

 

Brasil embarca para jogar a Copa Davis na Alemanha

Bellucci e Zwetsch peqO Brasil embarcou na noite deste sábado com destino a Neu-Ulm, na Alemanha, para disputar o Playoff do Grupo Mundial da Copa Davis diante da equipe alemã, entre os dias 13 e 15 de setembro na quadra rápida da Ratiopharm Arena.

A equipe brasileira embarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos com os jogadores Marcelo Melo, Rogério Dutra Silva e Thomaz Bellucci, além da comissão técnica formada pelo capitão João Zwetsch, o auxiliar técnico Daniel Melo, o preparador físico Eduardo Faria, o fisioterapeura Paulo Roberto Santos e o médico Gilbert Bang.

Bruno Soares, que neste domingo disputa a final de duplas o US Open a partir das 13h30 (de Brasília), ao lado de Alexander Peya, embarca para a Alemanha na segunda-feira, enquanto os jogadores reservas Guilherme Clezar e Marcelo Demoliner já estão na Europa e se integram à equipe na Alemanha.

A Alemanha contará com os tenistas Philipp Kohlschreiber (25º do mundo em simples), Florian Mayer (47º em simples), Daniel Brands (51º em simples) e Martin Emmrich (35º em duplas), além do capitão Carsten Arriens, que como tenista profissional obteve seu primeiro título no Brasil, no Guarujá, em 1992.

Em um grande momento dos duplistas brasileiros, com Bruno Soares em 4º no ranking ATP e Marcelo Melo em 14º (deverá subir ao menos duas posições na segunda-feira), os jogadores de simples são Thomaz Bellucci (atual 118º) e Rogério Dutra Silva (134º). Mesmo reconhecendo o favoritismo dos alemães, o Brasil embarcou confiante em disputar um grande confronto e com chances de se manter no Grupo Mundial.

“A expectativa é de muita dificuldade, é um confronto em que o Brasil vai lutar muito para permanecer no Grupo Mundial. Está muito forte e presente em todos a ambição e a vontade de permanecer no Grupo Mundial. Sabemos que a Alemanha é uma equipe muito consistente, tem dois jogadores de simples muito consistentes em resultados, estão aí ano a ano no top 50 e em alguns momentos entram no top 30 e top 20”, afirma João Zwetsch.

“É um confronto muito complicado para nós, devemos ter uma quadra rápida, um jogo que não favoreça muito a característica dos nossos jogadores, que é sempre gostar de um pouquinho mais de tempo para jogar. Nos preparamos bem, o pessoal já está essa semana treinando, visualizando já os jogos, algumas coisas específicas, chegando lá vamos reforçar todas essas situações de treinamento e acho que a expectativa é de um confronto em que a nossa vontade, o nosso empenho e a nossa luta, a nossa garra vai ter que fazer diferença mais uma vez”, completa o capitão.

De volta à equipe da Copa Davis depois de ter participado pela última vez no confronto com a Rússia em São José do Rio Preto, no ano passado, Rogério Dutra Silva voltou dos Estados Unidos satisfeito com a campanha no US Open, onde furou o qualifying e venceu em uma longa partida o top 40 canadense Vasek Pospisil. O Grand Slam foi o primeiro torneio do paulista depois de ter ficado afastado das quadras para tratar uma lesão.

“Venho feliz, tive um resultado bom no US Open, foi importante ter jogado bem na quadra dura. Será um confronto difícil, fora de casa é mais difícil ainda. A equipe deles também, que os jogadores também jogaram bem ali no US Open, mas acho que a gente tem uma equipe forte e pode surpreender dentro da casa deles. Conheço todos (os jogadores da equipe alemã), acompanhei eles jogando lá, venho os estudando também”, afirma Rogerinho.

Thomaz Bellucci espera poder voltar a jogar um grande confronto na Copa Davis fora de casa e reforça que o Brasil tem chances de obter a vitória mesmo em condições desfavoráveis.

“É um confronto difícil de novo, eles novamente são favoritos por jogarem em casa, têm jogadores em melhor ranking, então temos de jogar bem soltos, tranquilos e sabendo que a responsabilidade de ganhar é deles, logicamente sabendo que a gente vai ter chances também, não é um bicho de sete cabeças. Como foi nos Estados Unidos, que a gente teve a nossa chance. A Copa Davis é uma competição sempre diferente, é especial para mim”, afirma Bellucci, que já enfrentou e venceu partidas com Kohlschreiber, Mayer e Brands.

“Com o Kohlschreiber eu já joguei várias vezes, com os outros dois também. São jogadores muito perigosos em uma quadra assim, o Kohlschreiber é um cara muito experiente, está jogando muito bem. Vai ser um confronto complicado, mas não dá para escolher adversário, playoff é sempre muito duro. A gente tem uma dupla muito forte, é o nosso ponto mais forte hoje, mas na simples também temos chances. Não se pode descartar de a gente ir lá e surpreender fora de casa”, completa Thomaz Bellucci.

Com pouco tempo para conseguir descansar após a semifinal do US Open, Marcelo Melo também embarcou confiante e mostra confiança nos jogadores de simples, que podem encarar e vencer os alemães para garantir a vitória brasileira.

“A gente vai tendo eles como favoritos, jogam em casa e têm uma equipe forte, mas o Thomaz, mesmo não estando em uma fase de bons resultados, joga muito bem. Acho que temos plenas chances de passar pela Alemanha, não vejo um confronto tão duro quanto era com os Estados Unidos por terem a dupla número 1 do mundo e dois jogadores de simples em melhor ranking. Precisamos acreditar que podemos vencer, aproveitar as oportunidades e pontos possíveis. O Rogerinho também vem jogando bem, pode surpreender e ganhar. Temos que ir confiantes que podemos ganhar esse confronto para o Brasil”, afirma Marcelo Melo.

Direto de Nova York, onde joga neste domingo a final do US Open, Bruno Soares também reconheceu a dificuldade de enfrentar os alemães fora de casa, mas lembrou que nos últimos anos o Brasil conseguiu fazer grandes confrontos mesmo sem ser favorito e promete o máximo de empenho da equipe.

“Eles jogam em casa e, com certeza, são favoritos. Mas a gente vem mostrando o grande trabalho que estamos fazendo na Copa Davis, a nossa evolução como equipe. A gente sempre entra lá e luta até o fim. É isso o que vamos fazer mais uma vez, vender isso bastante caro para eles e vamos em busca da vitória. Apesar de eles serem favoritos, a gente sabe que Copa Davis é uma competição extremamente diferente, que envolve muito mais coisas, então é chegar lá e fazer o nosso trabalho. Teremos uma semana para nos preparar e ir com tudo para cima deles”, finalizou Bruno.

Foto: Marcelo Ruschel/PoaPress

Bellucci afirma que Copa Davis pode o ajudar a dar a volta por cima

Bellucci - Davis peqPela 13ª vez, o paulista Thomaz Bellucci irá integrar a equipe brasileira da Copa Davis. Seu nome foi confirmado pelo capitão João Zwetsch, na última segunda-feira, para o confronto contra a Alemanha, de 13 a 15 de setembro, em Neu Ulm, válido pelo playoff do Grupo Mundial da Copa Davis.

“Embora não esteja num bom momento no circuito, agradeço ao João (Zwetsch) pela confiança. A Copa Davis poderá me ajudar a dar a volta por cima”, afirmou Bellucci.

Para o tenista número 1 do Brasil, a Copa Davis poderá lhe trazer uma motivação extra. “É uma semana totalmente diferente do circuito. Acho que o convívio com os demais tenistas brasileiros, os treinos em equipe, todo mundo focado num mesmo objetivo, tudo isso mexe muito com a gente durante esta semana. Acho que poderá fazer a diferença, gerar uma energia positiva antes de voltar para o circuito.”

“Todos sabem que a Alemanha é favorita. Vão jogar em casa, na quadra rápida… Mas em Copa Davis tudo é possível. Tenho certeza que eu, o Rogerinho (Rogério Dutra Silva), o Marcelo (Melo) e o Bruno (Soares) vamos fazer o nosso melhor dentro de quadra”, finalizou.

Foto: Marcelo Ruschel/PoaPress

Brasil define equipe para enfrentar a Alemanha na Copa Davis

Rogerinho peqO Brasil joga entre os dias 13 e 15 de setembro o Playoff do Grupo Mundial da Copa Davis contra a Alemanha na Ratiopharm Arena, em Neu Ulm, na Alemanha, e o capitão João Zwetsch definiu nesta segunda-feira os convocados para o confronto com Thomaz Bellucci e Rogério Dutra Silva em simples, Bruno Soares e Marcelo Melo nas duplas.

Zwetsch manteve a base que jogou os últimos confrontos da Copa Davis e trouxe de volta Rogério Dutra Silva, que atuou pela última vez diante da Rússia, no Playoff disputado no ano passado em São José do Rio Preto, além de ter feito parte da delegação na preparação contra os Estados Unidos.

“Apesar de ser em quadra rápida, o Rogerinho vem se adaptando melhor a esse tipo de quadra, vem tendo alguns bons resultados como teve no ano passado no US Open e neste ano novamente fez uma boa campanha lá. É um jogador com perfil muito adequado para a Copa Davis, é guerreiro e  lutador”, explica João Zwetsch.

“Desta vez temos uma situação diferente, são adversários diferentes, que deixam jogar, não são como Querrey e Isner, que vão dar aces o jogo inteiro. O Rogerinho vai ter espaço muito legal para jogar como gosta. Minha questão era ver como estava em função da recuperação da lesão, mas ele já está recuperado, competindo muito bem no US Open agora e vamos com ele”, completa o capitão brasileiro.

Em um grande momento na temporada, os mineiros Bruno Soares e Marcelo Melo mais uma vez formam a dupla brasileira na Copa Davis. Os tenistas, que estão disputando a segunda semana do US Open, formam uma base do time brasileiro junto a Thomaz Bellucci.

“A espinha da equipe são os três. Marcelo e Bruno estão em um ano incrível, jogando cada vez melhor, com resultados mais expressivos. O Thomaz está tentando uma recuperação da volta da lesão. Eles são os três que formam a base da equipe e o segundo de simples é que a gente está variando dependendo da situação do confronto”, afirma João Zwetsch.

Embora não esteja em seu melhor momento, Bellucci tem conseguido atuar em seu melhor nível nos últimos confrontos da Copa Davis e o capitão João Zwetsch quer dar todo o apoio para que o tenista número 1 do país volte a jogar o seu melhor tênis ao lado do time brasileiro.

“O Thomaz é aquele tipo de situação que a qualquer momento pode acumular duas ou três vitórias seguidas, para jogar o tênis dele com mais tranquilidade e segurança, é o que está precisando. Tomara que seja agora na Copa Davis que ele encontre esse momento”, afirma o capitão.

“É sempre um convívio legal, com todo mundo engajado no mesmo objetivo, tem ingredientes a mais que podem motivar o Thomaz. A equipe inteira vai dar um grande apoio a ele, conversei com ele no US Open, ele está chateado pela falta de um resultado expressivo, mas sabe que a qualquer momento vai vir e está trabalhando muito duro, sabendo que o tênis dele é de top 50 e ele vai voltar com certeza”, afirma João Zwetsch.

O Brasil contará também com dois tenistas reservas em sua equipe, os gaúchos Guilherme Clezar e Marcelo Demoliner, além da comissão técnica formada pelo auxiliar técnico Daniel Melo, o preparador físico Eduardo Faria, o fisioterapeuta Paulo Roberto Santos e o médico Gilbert Bang.

A equipe brasileira embarca na noite do dia 7 de setembro, sábado, com destino a Munique, seguindo para Neu Ulm, na Alemanha.

Foto: Diana Gabanyi

O assunto da Davis é sério. Capitães se reúnem em Roland Garros para mudar formato

A previsão do tempo avisou desde a semana passada que essa quinta-feira seria chuvosa. Mas, o dia amanheceu seco, apesar de escuro e até que me animei. Fui cedo para Roland Garros, consegui ver um André Sá impressionante jogando ao lado de Feliciano Lopez, até que ela realmente apareceu. A chuva veio grossa e gelada. Parou todos os jogos. Momento certo para tentar entender um pouco melhor a história da mudança na Copa Davis.

Depois que Feliciano Lopez perdeu o saque quando servia para a vitória ao lado de Sá, contra Collin Fleming e Jonathan Marray (o jogo parou em 76 54 – saque dos ingleses agora), atravessei a multidão de guarda-chuvas que se abriam e me espremi no meio das pessoas para conseguir voltar para a sala de imprensa e começar a pesquisar a história da Davis.

Rafter Davis Cup

Eu havia visto o Patrick Rafter ontem em Roland Garros, mas achava que ele estava aqui para acompanhar os jogadores da Austrália, como fazem a maioria dos capitães da Copa Davis. Ele até está aqui por causa da Copa Davis, mas por outras razões.

Um dos maiores jogadores do tênis australiano, representando o país na Davis, Rafter, hoje capitão, veio se reunir com outros capitães com nomes tão importantes quanto o seu na história do esporte, Jim Courier e Alex Corretja, para  tentar mudar o formato da competição, como o The Times publicou.

A ideia é que a Davis seja disputada a cada dois anos e durante uma semana, em apenas um local. Atualmente a disputa acontece em 4 rodadas, em três dias cada, tomando 4 semanas do calendário de quem vai à final.

O pedido dos capitães reflete também o desejo dos principais tenistas que não colocam mais a competição como prioridade no calendário. Nadal joga ocasionalmente, Federer já anunciou que não competirá, Murray também pouco compete pelo Reino Unido. Djokovic, com uma nação carente de ídolos como ele, é o que mais joga pela Taça.

Com o lançamento da International Premier Tennis League, outro assunto de destaque na sala de imprensa e dos jogadores, o calendário ganha mais concorrência e a Davis vai perdendo prioridade. A liga da Ásia idealizada pelo campeão de duplas Mahesh Bhuphati, fundador da GloboSport e influente no mercado asiático, qdistribuirá, no fim de 2014, milhões em prêmios e já tem a participação confirmada de Murray, Djokovic, Serena, Azarenka, Sampras, Agassi, entre outros. A Liga será baseada na Indian Premier League de Cricket e no sucesso do World Team Tennis, de Billie Jean King.

O zum zum zum nos bastidores de Roland Garros está forte e desta vez parece que a coisa é séria mesmo em relação a Davis. Já houve uma reunião alguns anos atrás sobre o mesmo assunto e a ITF esperou o assunto ser esquecido. Não foi e agora voltou mais forte.

Procurei o capitão brasileiro da Copa Davis por aqui, João Zwetsch, mas não encontrei. O Brasil jogou o Grupo Mundial, no início do ano, contra os Estados Unidos e enfrenta a Alemanha, em setembro, para permanecer entre as 16 melhores nações do tênis.