Isner vira contra Del Potro e enfrenta Rafael Nadal na final de Cincinnati

Isner peqSerá realizada neste domingo a grande final do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, que é disputado em piso duro.

Neste sábado, na primeira semifinal, o argentino Juan Martin Del Potro teve uma grande chance para garantir sua vaga. Sacou para o jogo no segundo set, teve match-point, mas acabou levando a virada do norte-americano John Isner, que venceu com parciais de 6/7(5) 7/6(11) e 6/3.

Seu adversário foi definido na partida entre Rafael Nadal e o tcheco Tomas Berdych, que fizeram dois sets equilibrados, mas o espanhol foi mais consistente e venceu com parciais de 7/6 e 7/6(4). Ele vai buscar o segundo título consecutivo de Masters 1000, já que foi campeão em Montreal, na semana passada.

Os dois já se enfrentaram três vezes e Nadal venceu todas. O espanhol vai em busca do 26º título de Masters 1000 da carreira, enquanto o norte-americano busca o seu primeiro, depois do vice-campeonato em Indian Wells, no ano passado.

Nadal vira contra Federer e enfrenta Berdych na semi de Cincinnati. Del Potro encara Isner

Nadal - Cincinnati 2 peqNo 31º confronto entre eles, Rafael Nadal e Roger Federer protagonizaram mais uma grande partida nesta sexta-feira, em uma das quartas de final do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, que é disputado em piso duro.

O suíço começou melhor e conseguiu levar o primeiro set por 7/5, mas o espanhol se manteve firme para buscar a virada com parciais de 6/4 e 6/3, confirmando a 21ª vitória sobre o seu adversário desta sexta.

Na semifinal, Nadal terá como adversário o tcheco Tomas Berdych, que conseguiu grande vitória sobre o britânico Andy Murray, com parciais de 6/3 e 6/4.

Na maior surpresa do dia, o norte-americano John Isner lutou bastante para conseguir um triunfo em três sets contra o nº 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic. No fim, vitória de Isner por 7/6(5) 3/6 7/5.

Na semi, o tenista da casa encara o argentino Juan Martin Del Potro, que também precisou de três sets para superar o russo Dimitry Tursunov, anotando 6/4 3/6 e 6/1.

Os finalistas serão conhecidos neste sábado.

Foto: Ian A. C. Johnson

Para Nadal a vida continua, e para Wimbledon também

Acabo de receber as chaves atualizadas de Wimbledon e é realmente estranho não ver o nome de Rafael Nadal na segunda rodada. Mas, apesar de ter sido a primeira derrota do espanhol na primeira rodada de um Grand Slam, em toda a carreira, a eliminação não foi tão chocante quanto no ano passado. E como ele mesmo disse, a vida continua e para Wimbledon também. Nadal derrota Wimbledon

O Grand Slam britânico começou nesta segunda com as vitórias de Roger Federer, Andy Murray, Maria Sharapova, Ana Ivanovic, Jo-Wiflried Tsonga, Petra Kvitova, Marin Cilic, Victoria Azarenka, Lleyton Hewitt e muitos outros.

Nesta terça ainda estreiam Novak Djokovic, Serena Williams, Laura Robson, Tomas Berdych, Juan Martin del Potro e outros inúmeros tenistas.

O torneio de Wimbledon claro, perde um de seus grandes campeões, mas talvez por já ter sido eliminado no ano passado, na segunda rodada, desta vez a derrota precoce não chocou tanto. Nadal mesmo avisou que não jogaria o torneio de Halle, mas que sabia do risco que corria ao não competir previamente na grama. Ele procurou dar o crédito ao belga Steve Darcis que o derrotou por 7/6 7/6 6/4. Não quis falar do joelho, apesar de ter se movimentado mal no terceiro set. E no final afirmou, “não é uma tragédia.”

Para ele não é mesmo. Até Wimbledon havia jogado nove torneios, ido à final de todos e vencido sete, incluindo Roland Garros. Há duas semanas estava comemorando o oitavo título em Paris. Ele tentou se adaptar à grama nas condições que podia. Nos outros anos, no dia seguinte após a vitória na França estava num trem indo para Londres jogar o torneio de Queen’s ou num avião para Halle. Hoje suas condições físicas não permitem mais que ele faça isso e está tudo bem.  Um ano atrás ele deixava o All England Club com dores no joelho, sem saber exatamente que lesão tinha e como curaria. Ficou sete meses fora das quadras. Agora sabe que não é tão grave e disse que voltará bem mais cedo do que no ano passado. “Não vai demorar tanto, com certeza.”

Nadal vai para casa descansar, recuperar o joelho ainda mais e se preparar para a temporada de quadras rápidas nos Estados Unidos.Darcis Wimbledon

E em Wimbledon o campeonato continuará. Sem um dos Big Four, mas com a mesma vibração com a Grã Bretanha toda torcendo para Andy Murray, ou com o público vibrando com a incrível vitória de Hewitt sobre Stanislas Wawrinka, com Roger Federer, o rei da grama e seu tênis clássico, com Novak Djokovic tentando vencer o segundo Grand Slam do ano e muitas outras histórias, vitórias e derrotas que surgirão nas próximas duas semanas. Quanto ao belga Darcis, de 29 anos e 135o. colocado no ranking mundial, ele aproveitou uma tarde de inspiração suprema e um Nadal sem estar 100%, seja física, mental ou tenisticamente. O que será dele no torneio de Wimbledon, ninguém pode prever. Pode ser até que ele seja eliminado na próxima rodada, depois de toda a adrenalina que é vencer uma partida dessas, ou continue inspirado e inspirando.

Quanto mais o torneio for se afunilando, mais as coisas vão complicando para os menos experientes. As chances de vencer um tenista top nas primeiras rodadas, quando ainda não estão tão à vontade no torneio, tão empolgados quanto o adversário do outro lado da rede, são sempre maiores.  Vencer um top confiante e a poucas rodadas de ver o trofeu na sua prateleira é bem diferente.

Mas, como escrevi ontem me referindo às previsões feitas antes do torneio começar e a todo o falatório pré-Grand Slam, tudo isso fica para trás quando o jogo começa. E foi o que aconteceu hoje. Tanto se falou da chave difícil de Federer, Murray e Nadal e agora todas as teorias já fazem parte do passado e Nadal já está a caminho de casa.

Diana Gabanyi

Fotos: Cynthia Lum

Wimbledon: Nadal perde na estreia e Federer vence facilmente. Djokovic joga na terça

Logo no primeiro dia de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, aconteceu uma grande zebra. Uma das maiores dos últimos anos.

Nesta segunda-feira, Rafael Nadal, campeão das edições de 2008 e 2010, foi eliminado na estreia, perdendo para o belga Steve Darcis, com parciais de 7/6(4) 7/6(8) e 6/4. Essa foi a primeira vez na carreira que o espanhol perdeu na primeira rodada de um dos quatro maiores torneios da temporada.

Roger Federer, por sua vez, heptacampeão da competição, venceu com facilidade, batendo o romeno Victor Hanescu por três sets a zero, com parciais de 6/3 6/2 e 6/0.

Outro favorito que estreou com tranquilidade foi o britânico Andy Murray, que venceu o alemão Benjamin Becker por 6/4 6/3 e 6/2.

Jo-Wilfried Tsonga também confirmou o favoritismo e passou pelo belga David Goffin, com parciais de 7/6(4) 6/4 e 6/3, enquanto o croata Marin Cilic, décimo favorito da chave, marcou 6/3 6/4 e 6/4 sobre o cipriota Marcos Baghdatis.

Djokovic estreia na terça

A terça-feira será o dia da estreia do sérvio Novak Djokovic, nº 1 do mundo e campeão de 2011. Ele terá pela frente o alemão Florian Mayer.

Também na terça, o espanhol David Ferrer, quarto favorito da chave, entra em quadra para encarar o argentino Martin Alund.

Destaque também para a estreia do tcheco Tomas Berdych, cabeça 7, que enfrenta o eslovaco Martin Klizan. O argentino Juan Martin Del Potro, oitavo favorito, encara o espanhol Albert Ramos.

Para conferir todos os resultados desta segunda, clique aqui.

Para conferir a programação completa desta terça, clique aqui.

Fotos: Cynthia Lum

Com o início de Wimbledon, tudo será diferente

Amanhã tudo será diferente. As conquistas das últimas duas semanas nos ATPs e WTAs da grama, a preparação, as controversas entrevistas e as previsões todas ficam para trás. Quando o primeiro saque for dado no All England Lawn Tennis & Crocquet Club, para a disputa da edição 2013 torneio de Wimbledon, tudo isso parecerá história. All England Lawn Tennis Crocquet Club

A sensação de chegar a uma cidade bucólica do interior, ao desembarcar na estação de Southfields do metrô, também será outra. A visão é só de cabeças a sua frente, até os portões do AELTC serem avistados.

E com os portões abertos e os jogos em andamento, tudo o que aconteceu nas últimas semanas fará parte do passado. Até mesmo o tão comemorado primeiro título de Nicolas Mahut, campeão em s’Hertogebonsch, no sábado, aos 31 anos de idade, já será história. O perdedor mais conhecido da história – foi derrotado por John Isner no jogo de 11h05min em Wimbledon – já estreia nesta segunda em Wimbledon, contra Jan Hajek.

Nadal Wimbledn  Rafael Nadal que gostaria de ter jogado um torneio antes de Wimbledon e falou muito do calendário, já estará em quadra diante de Steve Darcis.Federer Wimbledon

Roger Federer, o atual campeão, sete vezes vencedor na “Catedral do Tênis,”e que passou um tempão na entrevista coletiva de domingo falando dos 10 anos do primeiro título em Londres, de Rafael Nadal, do piso mais lento hoje do que anos atrás, estará completamente focado no Grand Slam e no seu adversário, Victor Hanescu. Até o título que ele ganhou em Halle, há uma semana, já parece distante.

Murray WimbledonAndy Murray falou, como quase que diariamente, da pressão de vencer Wimbledon e de como tudo mudou depois do ouro olímpico no ano passado. Mas, o que importa estará do outro lado da rede da quadra central, Benjamin Becker.

Novak Djokovic expressou seus sentimentos em relação à derrota na semifinal de Roland Garros para Rafael Nadal. Disse que assistiu o ponto em que toca a rede na noite depois da derrota e que precisou de uns dias para descansar o corpo e a mente da pressão que tinha se colocado para vencer o Grand Slam francês. O sérvio falou da chave (Federer, Murray e Nadal estão na chave de baixo), teoricamente mais fácil para ele. No entanto, até todos eles chegarem às quartas-de-final, há quatro jogos para vencer antes e o primeiro desafio de Novak é contra Florian Mayer.Djokovic Uniqlo

E como todos disseram repetidas vezes, it is what it is. É o que é. O sorteio da chave foi bom? Nadal deveria ter tido outra classificação? O tie-break no 5º set deve acabar? Daria para ter jogado um outro torneio antes? Enfim, nada disso importa. O que vale é a bola em jogo.

Depois das controvérsias causadas por Ernest Gulbis, em Roland Garros, falando de quão “chatos”os jogadores tops se tornaram, sem falar o que pensam, imitando o estilo de Roger Federer, de ser agradável com todos, Serena Williams e Maria Sharapova viraram atração principal também fora das quadras na Inglaterra, desde a publicação da entrevista da americana à Rolling Stones.

Como ela mesmo explicou na entrevista da campeã, neste domingo, em Wimbledon, não tomou os cuidados necessários ao passar um dia com um repórter, em casa, nas quadras de treino e no salão de beleza. Não se esquivou do que disse sobre a vítima de um estupro e do que teria falado supostamente sobre Sharapova (uma jogadora do top 5 que só diz: eu esto feliz em todas as entrevistas, porque está apaixonado por alguém com black heart e que nunca será convidada para as festas cools). Reiterou o que já estava claro na reportagem da Rolling Stones, que ambas as declarações não tinham vindo de uma pergunta. E sim de uma conversa telefônica que o repórter ouviu e de um comentário num salão de beleza.

Como de costume, não falou sobre a sua vida pessoal.

Jornalistas tentaram de algumas maneiras perguntar sobre o treinador Patrick Mouratoglou, o namorado de Serena a qual Sharapova se referiu na entrevista de sábado. “maybe she should talk about her relationship and her boyfriend that was married and is getting a divorce and has kids.
Ainda agora escrevendo essas linhas me choco com os comentário de Maria.  Há muitas coisas no mundo do tênis e acho que em todo lugar, que todo mundo sabe, mas ninguém comenta e Sharapova foi lá e disse.

No entanto, amanhã, a adversária de Maria do outro lado rede será a francesa Kristina Mladenovic, enquanto Serena espera mais um dia para estrear contra Mandy Minella.Sharapova Wimbledon

Victoria Azarenka, no meio disso tudo, ficou praticamente esquecida. Sua entrevista teve apenas cinco perguntas e ninguém nem se quer perguntou a opinião dela sobre a participação de Red Foo no pré-quali do US Open.

Mas, também, o que isso importa? Nada. O que vale é o primeiro saque que será dado amanhã e quem, daqui a duas semanas, sairá com o trofeu de campeão e de campeã. Aí sim, todas essas histórias, controvérsias e falações, parecerão que nem aconteceram.

 

PS – para quem se interessar coloco trechos da entrevista da Serena aqui

Q.  Yesterday Maria Sharapova made some pointed comments about your personal life, particularly regarding the divorce of your boyfriend.  I wonder how you felt about her bringing it up and whether you want to say anything in response?

SERENA WILLIAMS:  I definitely was told of the comments.  I definitely like to keep my personal life personal.  I think it would be inappropriate for me to comment on it. But, yeah, I’ve always, in the past ‑ you guys have known ‑ I’ve kept my personal and professional life very private.  I’m going to continue to do that.

 Q.  Has it been tough dealing with the fall‑out of that particular interview in the last week leading up to such a big tournament?

SERENA WILLIAMS:  Uhm, it definitely hasn’t been easy.  And I feel like I really wanted to say, I apologize for everything that was said in that article.  I feel like, you know, you say things without having all the information.  It’s really important before you make certain comments to have a full list, have all the information, all the facts.  I reached out to the family immediately once the article came out, and I had a really productive, sincere conversation with the mother and the daughter.  We came to a wonderful understanding, and we’re constantly in contact.

Q.  What was your reasoning behind doing such a big interview coming up to Wimbledon?  Do you regret after all this fall‑out doing that interview?

SERENA WILLIAMS:  The interview was done a long, long, long time ago.  I want to say in February.  I think everyone definitely has different regrets in different forms. For me, I take full responsibility.  Like I said, I definitely wanted to apologize to the family.  They’ve been through so much.  In talking to them and learning the whole story, you just learn how strong the young girl is, how strong she’s been able to make me through this process, which I think is incredible. I really take pride.  I’m glad that I’ve got a chance to get to know the family.

Serena Wimbledon

Q.  You said that the comments about the Steubenville matter were not exactly what you wanted out there.  Can you describe your thoughts about what was out there in the column about Sharapova, or at least was inferred about Sharapova?

SERENA WILLIAMS:  Well, when the article came out I immediately reached out.  One of the first things I did was reach out to the family.  Not only that, I made it a point to reach out to Maria, as well, because she was inadvertently brought into the situation by assumptions made by the reporter.  I personally talked to Maria at the player party, incidentally.  I said, Look, I want to personally apologize to you if you are offended by being brought into my situation.  I want to take this moment to just pour myself, be open, say I’m very sorry for this whole situation.

Q.  What are your thoughts about what’s taken place since, given that apology you made?

SERENA WILLIAMS:  I don’t really have thoughts.  I think it’s important what I’ve learned this week, mostly that it’s so important to know all the facts before you make a comment or before you make an assumption. That’s something I’m still learning.  I’m still every day learning and experiencing and trying to grow.  I feel like, until you know the facts, that’s all you can do.

Q.  What did you make of the Rolling Stone article on the whole?  There’s a whole lot in there.  When you’re reading it, what did you think about it?

SERENA WILLIAMS:  I thought that the article was interesting, for lack of a better word.  I think we all may know deep, you know.  But it was what it was. I think, you know, I’ve been spoiled dealing with professionalism here in the tennis world.  I’m used to dealing with professional reporters.  I have people come to my home.  I have great conversations. I’m used to dealing with these people not writing or commenting on a private conversation that I may have or kind of listening in or eavesdropping and then reporting on it.  You guys have completely spoiled me. With that being said, I’ve been in the business for a little over 200 years, so I should definitely, definitely know better (laughter).  I should know better to always have my guard up. Fortunately, as you’ve seen throughout the years, I’ve completely let my guard down with you all.  I definitely want to continue to do that because I really, you know, appreciate you reporters.  I just want to keep that going.

Q.  You’ve always had strong opinions and you’ve always stood behind what you said.  Why did you feel like you had to apologize to Maria?

SERENA WILLIAMS:  Well, I feel like Maria, unfortunately, was inadvertently brought into a situation she should have never been brought into?

Q.  By you or by the reporter?

SERENA WILLIAMS:  Well, I just feel like she was brought into the situation, inadvertently, a situation she never should have been brought into.  For me always, I definitely stand up, but I’m the first person to apologize.  I’m the first person to reach out to individuals and people if I feel that something may have hurt them or something may have been misconstrued. So, yeah.

Q.  So when you read the interview, did you say, Oh, no, I can’t believe I said that about the top five player?

SERENA WILLIAMS:  Oh, about the top five player?

Q.  Yeah.

SERENA WILLIAMS:  I feel like what happened, if you read the interview, I was involved in a private conversation that he even wrote in the article that he said he was listening to.  I take full blame and responsibility for that because I’ve been in the business for years and years and I should always in a way have my guard up.   It was also, I think, personally a little inappropriate to comment or report.  I’ve never had that problem with anyone in this room, to report on a private conversation.

Q.  Will you look forward to a rematch of the French Open final here with a little more interest?

SERENA WILLIAMS:  Absolutely.  I think Maria and I have great matches.  I think it’s great for women’s tennis when we play each other.  The same when Venus and I play each other, or me and Victoria.  When we’re in the final, it’s a really, really good matchup.  I think we both have so much intensity on the court, and we just really love the game.

Q.  Did you tell her it wasn’t you or did you just say, I’m sorry I said this about you?

SERENA WILLIAMS:  What I told her was ‑‑ I never told her it wasn’t me, quite frankly, no.

Q.  On the same note, did she accept that apology or walk away?

SERENA WILLIAMS:  Well, we always have great conversations, so I believe that she definitely did accept it.

Q.  In view of that, are you disturbed by her reaction to your obviously genuine apology, that she came in here and said what she said about matters that you would like to keep private and personal?

SERENA WILLIAMS:  You know, I’m not really gonna comment on that, whether I’m disturbed or not.  I know she also said that I should definitely focus on the tennis here, and I feel like that is another thing I can definitely take her advice on. Maybe I wasn’t focused enough in the past on tennis.  I’m definitely going to try to focus on that for the next two weeks.

Q.  What does your coach mean to you personally and professionally?

SERENA WILLIAMS:  Well, Patrick, he means a lot to me.  I was just talking to him randomly a couple days ago, and I said, Wow, in a year we’ve won three Grand Slams, two gold medals, a Championships.  And he said, You’ve won 77‑3.  I said, Really?  He’s like, That’s pretty good.  I said, No, it could be better.  I appreciate that we can definitely continue to motivate each other.  With that being said, when I’m at home, I always work with my father.  My father still is completely 100% involved in my tennis.  I do a lot of things with him, as well.

Q.  How are you a different person because of that alliance, would you say?

SERENA WILLIAMS:  Uhm, I would say that I am definitely more, if possible, an intense person.  But I think the intensity being all towards the game, like all towards when I play, all towards hitting the ball. So I think I take more pride into every stroke, into every tournament that I play, into every match that I play, and I think that’s one big change that has happened in my career.

Q.  You’re on one of the greatest runs in history.  It’s like no other player can touch you right now.  Do you feel like, between Sloane Stephens’ comments earlier and Maria’s comments, that they’re trying to attack you mentally because they can’t touch you on the court?

SERENA WILLIAMS:  That can be one way to look at it.  I don’t think about that, however.  I just think about ‑‑ when I’m on the court I just play my match.  I do the best that I can.  If I happen to lose, then, you know, I go home and I try to work harder.   I see a lot of people on this tour that does the same thing.  When they lose, they go and work harder and they improve.  That’s what sport is all about and that’s what I try to do, as well.

Q.  All these stories about you and Maria, do you think they create problems or they’re not so important?  Or do you think they’re important just for the media?  And the reactions of the people who normally don’t care about tennis, do you think that helps or is bad for the tennis?  Doesn’t make any change?

SERENA WILLIAMS:  I don’t know.  I feel like it definitely brings attention to tennis; however, I’ve always been a tennis player.  I have a fashion business.  Yeah, I do other things.  There’s one thing I’m really good at, and that’s hitting the ball over a net in a box.  I’m excellent on that.  And that’s what I’m going to continue to do while I can.

Q.  You mentioned your 77‑3 record since you started with Patrick.  How much of the credit do you think he deserves for that?

SERENA WILLIAMS:  He deserves a lot of credit.  We work together as a team.  It’s not just him.  My dad was onboard for some of those wins.  Sasha, Esther, they’re onboard for every single one of those wins.  My mom is, as well. So it’s a team effort.  You see the tennis player.  You see me sitting here talking to you all.  Really it should be me, my dad, my mom, Patrick.  Jill is looking at me, so it should be Jill. You never really realize the complete effort that goes into making one champion. I feel really, really fortunate to have not only Patrick, who I think does a great job with coaching me, but as well as the team.

Diana Gabanyi

Fotos de Cynthia Lum

Wimbledon: Federer começa defesa do título nesta segunda. Murray e Nadal em ação

Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada e disputado na grama, começa nesta segunda-feira, já com grandes nomes do tênis em ação.

Roger Federer, que já venceu a competição sete vezes e neste ano entra como cabeça de chave nº 3, começa a defesa do seu título contra o romeno Victor Hanescu.

Grande esperança da torcida local, o britânico Andy Murray é o segundo cabeça de chave e estreia nesta segunda contra o alemão Benjamin Becker.

Rafael Nadal, campeão das edições de 2008 e 2010, enfrenta o belga Steve Darcis, enquanto o francês Jo-Wilfried Tsonga, cabeça 6, joga contra o belga David Goffin, também da Bélgica.

Destaque também para a partida entre o australiano Lleyton Hewitt, campeão em 2002, contra o suíço Stanislas Wawrinka, cabeça 11.

Para conferir a programação completa desta segunda, clique aqui.

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Foto do banner: Cynthia Lum

Foto do texto: Billie Weiss/AELTC

Wimbledon: Djokovic estreia contra alemão. Federer enfrenta Hanescu

Nesta sexta-feira, foi sorteada a chave masculina de Wimbledon, terceiro Grand Slam da temporada, que é disputado na grama.

Nº 1 do mundo e campeão da edição de 2011, o sérvio Novak Djokovic faz sua primeira partida na competição contra o alemão Florian Mayer, nº 33 do ranking da ATP.

Vice-campeão no ano passado, o britânico Andy Murray será o cabeça de chave nº 2 e seu adversário na estreia é o alemão Benjamin Becker.

Com sete títulos do torneio e terceiro favorito da chave, Roger Federer enfrenta na estreia o romeno Victor Hanescu, enquanto o espanhol David Ferrer, cabeça 4, joga contra o argentino Martin Alund.

Rafael Nadal será o cabeça 5 e terá como adversário na estreia o belga Steve Darcis.

Semifinalista do torneio nas duas últimas edições, o francês Jo-Wilfried Tsonga será o cabeça 6 e enfrenta na estreia o belga David Goffin, enquanto o tcheco Tomas Berdych, cabeça 7, joga contra o eslovaco Martin Klizan.

O Juan Martin Del Potro é o oitavo favorito da chave e sua primeira partida será contra o espanhol Albert Ramos.

Para conferir a chave completa, clique aqui.

Fotos: Cynthia Lum

Existe palavra para descrever o feito de Rafael Nadal em Roland Garros?

Hoje li sobre o “Emotionary,” um dicionário de emoções que tenta colocar em palavras sensações que não conseguimos descrever. Fiquei pensando que palavra descreveria a conquista dos oito títulos de Roland Garros de Rafael Nadal. Ao derrotar David Ferrer por 6/3 6/2 6/3 ele entrou para a história novamente como o único tenista a vencer o mesmo Grand Slam oito vezes.

Nadal French Open 2013

Seria “Dreamedible” – sonho incrível? Procurei no dicionário algumas palavras e me deparei com Incredulation, com a explicação de empolgação com a surpresa de algo que você duvidava, ou não achava que fosse conseguir, saia muito bem. Essa palavra poderia se adaptar mais ao técnico e tio de Rafael, Toni Nadal. Antes mesmo dos pontos finais ele já estava de pé nas tribunas dos “jouers”em Roland Garros.

Nadal, em vez do “excitement”em excesso, ou dos pulos que costumam dar as irmãs Williams e Jo-Wilfried Tsonga, se emocionou. Lágrimas quase correram dos olhos dele quando o hino espanhol tocou e ele segurava, ou melhor, abraçava o “Trophee des Mousquetaires.”

A emoção vem, principalmente, pelas dificuldades que acometeram a carreira dele há quase um ano. Depois do sétimo título em Roland Garros, Nadal foi jogar em Halle. Perdeu nas quartas-de-final para Philip Kohlschreiber e partiu em direção a Wimbledon. Mesmo com dores no joelho não quis desistir do Grand Slam britânico. Mas, foi eliminado na segunda rodada por Lukas Rosol.

Quem imaginaria que daquele final de julho, Nadal só voltaria a jogar em fevereiro deste ano?

Ele passou quase oito meses fora das quadras. Tantas dúvidas passaram pela cabeça dele e do seu staff que Toni Nadal interrompeu uma entrevista em Roland Garros, na sexta-feira, de tanto que chorava de emoção.

Nadal Roland Garros 2013

Mesmo a retomada das competições não foram fáceis. Nadal resolveu jogar os torneios da América Latina, no saibro, contra jogadores desconhecidos para ele e estruturas de evento bem menores às que ele está acostumado. Sofreu nos dois primeiros eventos, em Viña del Mar e em São Paulo. Mas, mesmo assim, foi vice no Chile e campeão no Brasil. Foi para Acapulco já jogando melhor e ganhou do mesmo David Ferrer na final.

Pensou em não jogar em Indian Wells, mas se sentia bem e foi para a quadra rápida californiana. Muitos achavam que ele não teria o mesmo resultado que nos torneios de saibro. Se enganaram. Ele foi campeão.

Sabiamente descansou por algumas semanas e foi jogar em Monte Carlo, o seu primeiro grande torneio no saibro. Perdeu a final para Novak Djokovic e de lá em diante não perdeu mais. Ergueu trofeus em Barcelona, Madri, Roma e neste domingo em Roland Garros.

Foram quatro títulos seguidos e em Roland Garros são 8 “Trophee des Mousquetaires” em 9 participações. Apenas uma derrota – para Robin Soderling em 2009.  São 59 vitórias, uma a mais do que Roger Federer e Guillermo Vilas.

Que palavra usar para descrever este fenômeno? Quando ganhou três Roland Garros achávamos que era algo incrível. Olhávamos para os recordes de Borg e achávamos que ninguém alcançaria tal patamar, 6 títulos em Paris. Mas Borg já ficou para trás. A terra de Roland Garros é dele, 100% dele, 8 vezes dele, de Rafael Nadal.

Entre os campeões de Grand Slam, Nadal também só vai aumentando a sua coleção. Quando Sampras ultrapassou o recorde de Roy Emerson (12) e chegou à marca de 14 títulos de Grand Slam, também pensávamos que ninguém alcançaria este número. Roger Federer já está no trofeu número 17 e Nadal agora tem 12.

Alguém duvida que ele possa chegar lá?

Diana Gabanyi

Foto Nadal vibrando: Cynthia Lum

Nadal vence Ferrer e conquista Roland Garros pela oitava vez na carreira

Oito! Esse é o número de títulos do espanhol Rafael Nadal no saibro de Roland Garros.

Neste domingo, ele escreveu mais capítulo da sua história no Grand Slam parisiense, com a vitória sobre o compatriota David Ferrer, com parciais de 6/3 6/2 e 6/3

Na quarta final de Grand Slam entre espanhóis da história, Ferrer teve poucas oportunidades na partida. Nadal por sua vez, chegou a números incríveis.

Ele é o recordista de títulos em um mesmo Grand Slam e agora possui um retrospecto de  59 vitórias e apenas 1 derrota em Roland Garros.

No fim, Nadal fez questão de agradecer ao seu treinador e equipe, ressaltando a importância deles na recuperação da sua lesão no joelho, além de mostrar a satisfação com sua história no torneio:

“Ganhar oito vezes aqui é muito. Eu nunca pensei nisso, mas vou vou continuar treinando com a mesma paixão e intensidade para levar o meu tênis ao nível mais alto que for possível”, afirmou.

Enquanto isso, Ferrer, finalista de um Grand Slam pela primeira vez, disse que pretende continuar fazendo campanhas como essa:

“Fiz a minha 1ª final de Grand Slam e espero que não seja a última”, disse após a partida.

Foto: Cynthia Lum

 

Com Ferrer, Roland Garros volta a ter final espanhola

Desde o início Era Nadal não houve mais final espanhola em Roland Garros

Lembro como se fosse ontem de quando vi dois espanhóis na final de Roland Garros. Era 1995 e Sergi Bruguera derrotava Alberto Berasategui para conquistar o bicampeonato em Paris. Neste domingo, a capital francesa recebe uma outra decisão espanhola entre o heptacampeão Rafael Nadal e David Ferrer, que joga a sua primeira final de Grand Slam.David Ferrer Roland Garros

Dominantes no saibro, presentes em diversas finais de Roland Garros, nenhum outro espanhol depois que Nadal venceu o seu primeiro Tropheé des Mousquetaires, voltou a jogar uma final em Paris.

De 1993, ano do primeiro triunfo de Bruguera, 10 espanhóis jogaram a final de Roland Garros. Bruguera foi campeão em 93 e 94 e vice em 97, perdendo a final para Guga.

Moyá e Corretja decidiram o título de 98, com Moyá recebendo o Trofeu das mãos de Pelé.

Três anos depois, Corretja voltava à final em Roland Garros, mas perderia para Guga.

A decisão de 2002 foi entre dois espanhóis novamente, com Albert Costa ganhando de Juan Carlos Ferrero, que viria a ser campeão em 2003.

Dali em diante, a Espanha se resumiu a Nadal.

Gaudio ganhou em 2004, com vitória sobre o compatriota argentino Guillermo Coria.

A Era Nadal começou em 2005 e dali em diante só deu ele em Paris. Almagro, Robredo, Moyá e Ferrer pararam nas quartas-de-final e no ano passado, Ferrer chegou até a semi.

O mesmo Ferrer decidirá o título com Nadal, na primeira final de Grand Slam que disputa.

Se aos olhos dos fãs o número 2 espanhol parece um jogador sem muita graça, no circuito é elogiadíssimo por seu jogo de pernas e devolução. O tio e técnico de Rafael, Toni Nadal, chegou a afirmar em entrevista para a imprensa francesa que Ferrer se movimenta inclusive melhor do que Djokovic. “Ele não precisa mais provar que não é um jogador de 2º nível. Os resultados mostram. Já fez semifinal de Grand Slam, ganhou Master 1000..” Palavras do tio Toni.

Talvez seja difícil entender Ferrer porque ele também não é dos mais emotivos em quadra e fala pouco fora dela. Prefere viver sem grandes extravagâncias, longe dos flashes e do glamour que a vida de tenista top te propicia.

“Eu sei que vocês querem que eu fale de drama, de algo a mais, mas não tenho o que dizer,”  foi o comentário dele em um encontro com alguns jornalistas que participei antes do jogo com Tsonga, no Village de Roland Garros. Os “periodistas”espanhóis tentaram extrair informações de Ferrer de todos os jeitos, mas não conseguiram. E eles já sabem que ele é assim, um lutador em quadra, fiel – está há anos com o mesmo técnico – Javier Piles – e os mesmos patrocinadores, mas um homem de poucas palavras.

Rafael Nadal Roland Garros

O que ele e todo o público espera é que a final não seja de poucos games. Todos já consideraram a vitória de Nadal sobre Djokovic, por  64 36 61 67 97, uma decisão antecipada.

Ferrer não precisou fazer a metade do esforço do compatriota para chegar à final. Ganhou de Tsonga por 61 76 62 e mais parecendo o Nadal de outros anos, vai à final sem ter perdido nenhum set.

A entrevista pós jogo de Ferrer deixa claro que ele não quer fazer papel de coadjuvante na Terra de Nadal.

Confira alguns trechos.

 

Q.  Congratulations.  Can you give us an idea as to how excited you are to be in the final finally?

DAVID FERRER:  I’m very, very happy, sure, no?  This tournament is very special for me and to be the first final of Grand Slam in Roland Garros is amazing, no?

Now I want to enjoy this moment, to rest tomorrow, and to try my best in the final.

Q.  It’s come in your 42nd major.  Did you ever believe that you would get to this point?  Did you worry that you wouldn’t make a Grand Slam final?

DAVID FERRER:  Well, it’s a dream for me to be a final of a Grand Slam, and Roland Garros is more important for me.  Now, of course, the final I will fight.  I will try to do of me, and I don’t know.  I will play against Rafael, and it’s very important for us because, you know, we are Spanish players and this is very important for the country, also.

Q.  Rafa’s only lost one match here, so is it hard not to think he’s maybe a little bit unbeatable here?  And do you think you can be the guy to make the second beating of Rafa here?

DAVID FERRER:  Well, is very difficult to beat Rafael in all the surfaces, but in clay court is more difficult. I think I need to play my best tennis for to beat him.  I need to play very aggressive all the match, and to do my best tennis.

Q.  How do you feel from the body, like the physical condition?  You were much faster than Rafa today.  Do you think that could play a role in the final?

DAVID FERRER:  Well, is important for me to be ready to play the final with good conditions. But I think Rafael, he’s going to recovery, sure.  He’s already play four hours and a half, and tomorrow he will have to rest and he will be ready, sure, after tomorrow, no?  He’s the best performance on physical, no?

Ferrer Roland Garros 2013

Q.  What is the best clay match you played against Rafa recently?

DAVID FERRER:  This year it was in Rome, sure.

Q.  Can you explain?

DAVID FERRER:  Well, this year it was in Rome because I did a very good game.  I played very aggressive all the match, and finally I lost with him because he was better.

Q.  How difficult is it to play a local player?  Did you have to do something special to try and block the fact that most of the spectators were going to be against you?

DAVID FERRER:  No, is not difficult to play with a local player.  You know, we play a lot of times of our career.  It’s difficult to beat Rafael, but, you know, not because he’s Spanish player.  It’s because he’s a very good player.  Nothing else.It’s going to be my first final in a Grand Slam.  I am sure I am going to be a little bit nervous, but I will try to move a lot and to play very good.  I hope to play a good game.

Q.  I think it was five years ago and you were set to play Rafael in Rome.  The press conference beforehand you said, We Spanish players, we find it very difficult to even think we can beat Rafael on clay.

DAVID FERRER:  Uh‑huh.

Q.  He’s so much better than everyone else.

DAVID FERRER:  Yeah.

Q.  Do you still think that?

DAVID FERRER:  Yeah, of course it’s difficult to beat him.  He’s the best in clay court.

Q.  (Off microphone.)

DAVID FERRER:  I don’t know.  Djokovic, I think he won to him in Monte‑Carlo, but he’s the No. 1 of the world.  Of course Rafael and me improve our game, but of course Rafael is the favorite for to win Roland Garros.

Q.  Even though you probably will have some nerves going into this first Grand Slam final, do you think you can go in with the mentality of nothing to lose?  I mean, you know you’ve lost to Rafa so many times.  He’s the big favorite.  So do you think that will allow you to maybe play a little bit freer?

DAVID FERRER:  Well, I know he’s the favorite, but I am going to be focused every point.  I will try to do my best. But I am not thinking about Rafael, he’s better than me or not.  I will try to fight a lot and to play very good match, no?  After that, you know, in the match gonna depend on a lot of things, no?

Q.  This is the opportunity of your life, isn’t it?

DAVID FERRER:  The opportunity of my life is to make it to the final.  I have already reached a final in the past, but there is still a lot for me to do.  Defeating Rafa is very difficult on any surface; it’s even worse on clay.  But once again, I’m going to try to play a beautiful match.  I don’t want to think of whether it’s the occasion, the opportunity of my life, if it’s a dream. If you start thinking like that, it’s not very positive.

Q.  You said you expected a very difficult semifinal with a Davis Cup type of atmosphere.  This was not the case.  It was much easier, wasn’t it?

DAVID FERRER:  Well, yes, you know, I had a good start in the match.  The crowd was pretty balanced then.  Of course, I mean, they supported Jo‑Wilfried, but I thought they would support him even more. But there were very fair play.

Q.  Was it easy?

DAVID FERRER:  The match wasn’t easy, but, you know, when there were difficult moments, the crowd was not a problem.  I managed to cope with the pressure.

Q.  How are you going to prepare for the final?  Are you going to change your routine?  That’s my first question.  And my second question is:  You already won a Masters 1000.  Are you going to do anything different?

DAVID FERRER:  No, I’m going to do just as usual.  I will stay with my family.  I’ll practice.  As for your second question, each match is different.  I managed to win my first final in Masters 1000, but this upcoming match is going to be a bit more complicated.

Q.  Congratulations.  You made it.  You reached a final.  Can you tell us what you’re feeling at the moment?

DAVID FERRER:  Well, I’m happy.  I’m very happy  I can’t relax really because there is still the final that I need to play.  It’s a very important match and I want to do well.  I want to play a great match at the standards of a final of a Grand Slam. So I don’t want to celebrate right now saying, Okay, I made it to the final.  No, I want to be well‑prepared and I want to get to the final with a lot of dynamism and I’m really willing to win.

Q.  Do you remember your other matches against Rafael?

DAVID FERRER:  Well, it doesn’t matter, does it?  I won once when we were kids.  I won to him on clay.  Then I also won on faster surfaces, but each match is different, anyway.  So I need to focus on the now and I need to make the most of all my shots.

Diana Gabanyi

Foto: Cynthia Lum