Sinner bate Djokovic e fica com o título do Masters 1000 de Shangai

Jannik Sinner segue em ótima fase, apesar das questões extra quadra e mostrou isso mais uma vez neste domingo, ao conquistar o título do Masters 1000 de Shangai, na China, torneio que é disputado no piso duro.

Na final contra Novak Djokovic, o sérvio deu trabalho, principalmente no primeiro set, mas o italiano se impôs pra vencer em sets diretos, com parciais de 7/6(4) e 6/3, garantindo seu sétimo título na temporada.

Com a conquista, Sinner segue cada vez mais líder do ranking e abrindo distância para o segundo colocado, que é o espanhol Carlos Alcaraz.

Djokovic segue como 4º colocado do ranking, logo depois do alemão Alexander Zverev e antes do russo Daniil Medvedev, que fecha o top-5.

Além de Shangai, Sinner também foi campeão do Australian Open, em Roterdã, Miami, Roland Garros, Halle, Cincinnatti e US Open ao longo do ano.

Foto: Rolex Shangai Masters/Frey

Era abril de 2002, estava em Palma de Mallorca acompanhando o Guga na disputa do ATP 500.
Chegamos cedo, alguns dias antes do torneio começar. Alguém da organização sugeriu que ele treinasse com um juvenil espanhol com muito potencial. Era Rafael Nadal.
Foi a primeira vez que o vi e nunca vou esquecer da quadra, lá no fundo do torneio, da expressão dele leve e concentrada ao mesmo tempo e do que ele viria a se tornar depois.

Nadal e Roland Garros agora se confundem. (Cynthia Lum)

Acompanhei muito de perto a chegada dele ao circuito profissional. O Guga ainda jogava e Nadal chegava, com tudo.
Eu estava em Roland Garros no primeiro que ele venceu – e em muitos outros – estava em Miami quando enfrentou e derrotou Federer pela primeira vez.
Quantas capas da Tennis View fizemos de Nadal, de Federer e Nadal e até nos questionamos se não era exagero todo Roland Garros fazer capa do Nadal… Não era, queria ainda ter a revista impressa e ficar publicando capas com o Nadal.
Adjetivos não faltam para definir o maior guerreiro da história do esporte, o atleta com uma das maiores forças mentais que já vi, de perto e de longe. Um jogo nunca estava perdido para ele.

Nadal e Ferrer no Rio

Nas 3 vezes que ele jogou o Rio Open também tive a oportunidade de estar perto dele na quadra, fora dela, vendo erguer o primeiro trofeu da história do nosso ATP 500 e em situações com patrocinadores, fãs, imprensa e muito mais.
Para mim, além da força mental o que vai ficar do 14 vezes campeão de Roland Garros é a gentileza e a simplicidade.
Não sou próxima de Nadal, apenas o vi e trabalhei em alguns eventos que ele participou. Era mais amiga do PR dele, o Benito Perez Barbadillo, mas cada vez que Nadal me via, podia estar no meio de muita gente, mas parava para cumprimentar.

Nadal e a força mental (Cynthia Lum)

Talvez pelo fato de ter nascido em uma família muito próxima e em uma ilha, jamais tirou os pés do chão ao mesmo tempo que nunca deixou de sonhar muito longe e acreditar.
Rafa, você fará falta nas quadras e não só no esporte, mas como exemplo para um mundo cada vez mais complicado.

Obrigada.

Diana Gabanyi

Laura Pigossi é campeã em SP

Laura Pigossi encerrou neste domingo uma semana perfeita em São Paulo, levantando o troféu do Engie Open, torneio ITFW 75 realizado no Paineiras do Morumbi. A número dois do Brasil, e possivelmente 127ª da WTA na lista a ser divulgada nesta segunda-feira, 07 de outubro, venceu a italiana Beatrice Ricci de virada, com parciais de 6/7 (3) 6/3 6/3.

Pigossi é campeã em SP

A partida mostrou toda a maturidade e determinação de Pigossi. Mesmo após perder o tiebreak do primeiro set por 7/3, ela manteve-se firme no jogo. No segundo set, após uma sequência de quebras, conseguiu uma virada ao vencer quatro games consecutivos, fechando em 6/3. O terceiro set foi igualmente disputado, mas Laura, mostrando superioridade nas devoluções e no saque, abriu 5/3. No último game, com o apoio da torcida, selou a vitória com mais um 6/3, conquistando assim o segundo maior título de sua carreira – o maior sendo o WTA 125 de Buenos Aires, em 2023.

Com o título, Laura Pigossi somou 75 pontos no ranking e embolsou US$9.142, avançando em sua meta de retornar ao top 100. Após a vitória, Laura lembrou de um torneio juvenil que venceu aos 12 anos no Paineiras e aproveitou para deixar uma mensagem de inspiração.
“Dedico este título a cada um de vocês (torcida), que me ajudaram muito durante esta semana. Quero dizer algo muito importante: há 18 anos ganhei um torneio aqui, e hoje, depois de uma medalha olímpica e dois títulos Pan-Americanos, estou novamente levantando um troféu. Nunca desistam dos seus sonhos. Se vocês se dedicarem de corpo e alma, tenho certeza de que, seja no tênis ou fora dele, vocês podem alcançar o que quiserem. Nenhum sonho é grande demais.”

Este é o 11º título de simples de Laura, que, ao receber o troféu, destacou mais uma vez a importância de competir em casa. Ela se transforma quando joga no Brasil e com o apoio da torcida.
“Eu amo jogar aqui e pelo Brasil, porque jogo por algo maior, não só por mim. Hoje senti muito o cansaço, mas com a torcida me apoiando, sabia que conseguiria me superar. Consegui administrar bem e vencer o torneio”, finalizou Laura.

Nesta semana, Laura Pigossi retorna a Barcelona, onde reside, para disputar dois torneios na Espanha, antes de voltar à América do Sul para os últimos eventos da temporada. Um deles será na Argentina, onde defende o título, além da Billie Jean King Cup, em São Paulo.

Bia é campeã em Seul

Beatriz Haddad Maia começou a temporada asiática com tudo. Na manhã deste domingo, a tenista foi campeã do WTA 500 de Seul, na Coreia do Sul, e conquistou o seu quarto título de WTA na carreira ao superar a russa Daria Kasatkina de virada, com parciais de 1/6 6/4 6/1 e 1h50 de jogo.

Bia campeã na Coreia (Korea Open)

“Estou muito feliz com o meu trabalho nesta semana. Passei por situações e adversidades diferentes e consegui conduzir muito bem. Hoje eu não entrei como gostaria, estava errando bastante, mas busquei ficar calma e tinha a estratégia muito clara. A Kasatkina é uma jogadora muito competitiva, ela é muito constante durante todo o ano e eu sabia que seria um jogo duro, nós já tivemos outros encontros. O importante hoje foi ficar no presente, jogar ponto a ponto e saber que, no tênis, as coisas nem sempre começam do jeito que a gente quer. Tem que ter calma, o jogo é longo, e foi isso o que aconteceu hoje”, disse Bia.

Este é o quarto título de Bia no circuito da WTA, tendo sido campeã nos WTA 250 de Nottingham e Birmingham em 2022 e também no WTA Elite Trophy em 2023. A conquista em Seul garante mais posições no ranking da brasileira, que passará a ser a 12ª do mundo na próxima atualização.

Bia com o trofeu de campeã (Korea Open)

“Muito feliz com meu trabalho e do meu time, terminei jogando um tênis excelente. Me sinto motivada e cada vez mais forte, fazendo coisas boas e trabalhando bem. Trabalhei muito duro com o meu time o ano inteiro e agora estamos começando a colher os frutos. Não controlamos o tempo das coisas, é importante confiar muito no processo”, seguiu a tenista.

O próximo destino de Bia será a China, onde disputará os WTA 1000 de Pequim e Wuhan em sequência. “Me sinto pronta para coisas maiores e para o meu próximo objetivo”, finalizou.

Sinner vence Fritz em sets diretos, fica com o título do US Open e conquista seu 2º Slam

Assim como aconteceu na final da chave feminina, Jannik Sinner confirmou o favoritismo e ficou com o título da chave masculina do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Neste domingo, ele venceu o norte-americano Taylor Fritz, em sets diretos, com parciais de 6/3 6/4 e 7/5, conquistando seu segundo título de Grand Slam, repetindo o feito do Australian Open deste ano.

“Eu me saí muito bem, eu acho.” disse o campeão depois da partida. “Esse título significa muito, pois o último período da minha carreira realmente não foi fácil. Adoro tênis, pratico muito para esses momentos. Entendi, principalmente neste torneio, o quão importante é a parte mental neste esporte. Estou muito feliz, muito orgulhoso de compartilhar esse momento com a minha equipe.”

Com a conquista, Sinner se consolida cada vez mais como número 1 do ranking, deixando o alemão Alexander Zverev na segunda posição, que é sua melhor colocação na carreira. Carlos Alcaraz, Novak Djokovic e Daniil Mevdedev completam o top-5.

Já o norte-americano Fritz, que fez sua primeira final de Grand Slam, sobe 5 posições no ranking e vai aparecer na próxima atualização como número 7 da ATP.

No feminino, Aryna Sabalenka conquistou no sábado o seu primeiro título do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

A bielorrussa teve um jogo muito duro e enfrentou também a torcida da casa contra a local Jessica Pegula, que equilibrou os sets, mas não conseguiu evitar o título de Sabalenka, que venceu por duplo 7/5.

“Se você tivesse me dito no início do ano que eu estaria na final do Aberto dos EUA, eu teria rido muito.” Disse a campeã.

“Estou sem palavras agora. Estou muito orgulhosa de mim mesmo. Não costumo dizer isso, mas estou muito orgulhosa.”

Depois do título nos Estados Unidos, Sabalenka, que comemorou seu 3º título de Grand Slam, segue na 2ª colocação do ranking da WTA, enquanto Pegula, que fez sua primeira final de Grand Slam, sobe 3 posições, indo ao 3º lugar, repetindo a sua melhor marca na carreira.

Foto: Simon Bruty/USTA

Diana Gabanyi

Sabalenka supera norte-americana Pegula e conquista seu 1º título do US Open

Aryna Sabalenka conquistou neste sábado o seu primeiro título do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

A bielorrussa teve um jogo muito duro e enfrentou também a torcida da casa contra a local Jessica Pegula, que equilibrou os sets, mas não conseguiu evitar o título de Sabalenka, que venceu por duplo 7/5.

“Se você tivesse me dito no início do ano que eu estaria na final do Aberto dos EUA, eu teria rido muito.” Disse a campeã.

“Estou sem palavras agora. Estou muito orgulhosa de mim mesmo. Não costumo dizer isso, mas estou muito orgulhosa.”

Depois do título nos Estados Unidos, Sabalenka, que comemorou seu 3º título de Grand Slam, segue na 2ª colocação do ranking da WTA, enquanto Pegula, que fez sua primeira final de Grand Slam, sobe 3 posições, indo ao 3º lugar, repetindo a sua melhor marca na carreira.

Foto: Jimmie48/WTA

Bia Haddad vence Wozniacki e está nas quartas de final do US Open

Bia Haddad conseguiu mais uma grande vitória e está nas quartas de final do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, a brasileira garantiu sua vaga ao bater a dinamarquesa Caroline Wozniacki, ex-número 1 do mundo, com parciais de 6/2 3/6 e 6/3.

“A Wozniacki é uma lutadora, eu respeito muito a carreira dela. Lembro quando comecei no profissional e ela já estava no topo, então não é fácil enfrentar uma tenista como ela, que eu admiro tanto.” disse Bia depois da partida.

A adversária da brasileira por um lugar na semifinal será a tcheca Karolina Muchova, número 52 do mundo atualmente. As duas já se enfrentaram três vezes no circuito, com três vitórias da jogadora europeia, sendo o confronto mais recente no WTA de Cincinnati, do ano passado.

“A próxima partida, contra a Muchova, vai ser uma verdadeira batalha. A última vez que nós nos enfrentamos foi uma partida incrível. Estou me sentindo cada vez mais forte, melhorando a cada partida, e vou tentar curtir o momento o máximo possível.” completou Bia.

Foto: Andrew Ong/USTA

Zverev passa por argentino e enfrenta Nakashima nas oitavas do US Open, que começam neste domingo

O sábado foi dia de terceira rodada da chave masculina do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Favorito do dia, Alexander Zverev precisou de quatro vezes pra vencer de virada o argentino Tomas Etcheverry e agora terá pela frente o norte-americano Brandon Nakashima, que vem de virada sobre o italiano Lorenzo Musetti.

Depois de surpreender e vencer por 3×0 o espanhol Carlos Alcaraz, o holandês Botic Van De Zandschulp não manteve o ritmo e foi superado também por 3×0 pelo britânico Jack Draper.

O norte-americano Tommy Paul tinha o favoritismo, mas precisou de quatro sets pra passar pelo canadense Gabriel Diallo, assim como o australiano Alex De Minaur, que superou o britânico Daniel Evans.

As oitavas de final começam neste domingo, já com Zverev enfrentando Nakashima, com o alemão entrando em quadra em dias seguidos.

O russo Andrey Rublev enfrenta o búlgaro Grigor Dimitrov, enquanto Casper Ruud encara o local Taylor Fritz.

Pra fechar a programação, Frances Tiafoe, que vem de virada sobre o compatriota Ben Shelton, encara o embalado Alexey Popyrin, que bateu Novak Djokovic.

Foto: Mike Lawrence/USTA

Depois de virada na estreia e da vitória nas duplas, Bia enfrenta espanhola nesta 5ª feira no US Open

Bia Haddad estreou com vitória no US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York, nos Estados Unidos.

Nesta terça-feira, a brasileira saiu atrás, mas conseguiu uma ótima virada sobre a armênia Elina Avanesyan, com parciais de 4/6 6/0 e 6/2.

“Estou feliz com a estreia. Primeira rodada costuma ser um jogo mentalmente mais complicado, pois ninguém quer ir embora pra casa, ainda mais em um torneio como este. No mais, ela é uma jogadora perigosa; está fazendo um bom ano, com boas vitórias sobre jogadoras grandes. Me sinto cada vez mais forte e pronta para seguir no torneio.” disse a brasileira depois da vitória.

Nesta quinta-feira, por volta das 13h30min, Bia volta pra jogar a segunda rodada de simples diante da espanhol Sara Sorribes Tormo. As duas se conhecem muito bem e já se enfrentaram seis vezes ao longo da carreira, com quatro vitórias da brasileira, sendo a mais recente na United Cup deste ano.

Na chave de duplas, Bia estreou nesta quarta com vitória ao lado da alemã Laura Siegemund. As duas passaram pela francesa Varvara Gracheva e a georgiana Oksana Kalashnikova, com parciais de 6/3 e 6/2.

Foto: Brad Penner/USTA

Wild e Monteiro perdem na estreia do US Open e focam na chave de duplas

O brasileiro Thiago Wild foi derrotado na estreia da chave de simples do US Open na tarde de hoje pelo russo Andrey Rublev, por 3×0 parciais de 6/3, 7/6(3) 7/5.

 “O Rublev vem de ótimos resultados, foi vice-campeão do MAsters 1000 Montreal, ganhou do Jannik Sinner, está consolidado no top 100 e fez um ótimo jogo hoje. Meu saque não ajudou muito, não estava sacando tão bem hoje, mas no geral foi um bom jogo.” disse o brasileiro. 

Wild caiu em quadra no final do terceiro set e mal conseguiu terminar a partida.

“Eu torci o pé um pouco antes e comecei a pisar diferente, comecei a ficar mais tenso, preocupado nos momentos de correr  e isso foi se espalhando pelo corpo todo que ficou tenso também. Quando caí tive muitas câimbras nas pernas, mas não foi nada mais sério”.

 Wild ainda joga a chave de duplas ao lado de Pavel Kotov. A primeira rodada será contra Roberto Carballes Baena(ESP) e Federico Coria(ARG), ainda sem data definida.

Quem também foi superado na primeira rodada foi Thiago Monteiro, que foi superado pelo francês Ugo Humbert, que venceu com parciais de 6/3 6/4 e 6/4.

Monteiro também joga na chave de duplas, ao lado do argentino Mariano Navone. Os dois terão pela frente os franceses Adrian Mannarino e Arthur Rinderknech.

Foto: George Walker/Icon Sportswire