Barty conhece adversária de estreia no Australian Open. Sabalenka e Raducanu buscam 1ª vitória no ano e Osaka encara colombiana

A chave feminina de simples do Australian Open foi sorteada e algumas das principais favoritas conheceram as primeiras adversárias depois da definição do qualifying do primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Isso inclui a número 1 do mundo e tenista da casa Ashleigh Barty, que vai enfrentar a ucraniana Lesia Tsurenka, que precisou das três vitórias do quali. As duas já se enfrentaram três vezes na carreira, com duas vitórias de Barty, incluindo o triunfo na primeira rodada do Australian Open de 2020.

A bielorrussa Aryna Sabalenka não vem em boa fase e perdeu os dois jogos que fez até o momento na temporada, mas vai tentar repetir na estréia a vitória que teve no único encontro até o momento com a australiana Storm Sanders.

Terceira favorita da chave, a espanhola Garbine Muguruza terá pela frente a francesa Clara Burel, em confronto inédito, enquanto a tcheca Barbora Krejcikova, cabeça 4 e que está na final do WTA de Sydney desta semana, enfrenta a experiente alemã Andrea Petkovic.

Vale destacar também o retorno da japonesa Naomi Osaka aos grandes torneios. Depois do US Open do ano passado, ela jogou em Melbourne neste ano, venceu três jogos e não jogou a semifinal. A ex-º 1 do mundo estreia em Melbourne contra a colombiana Maria Camila Osorio Serrano.

Interessante também vai ser acompanhar a estreia da britânica Emma Raducanu, que venceu o US Open do ano passado, mas desde então não consegue grandes resultados. A atual nº 18 do mundo, que vem de uma derrota por 6/0 e 6/1 diante da cazaque Elena Rybakina, joga contra a norte-americana Sloane Stephens.

Foto: Jimmie48/WTA

Com Danilina, Bia Haddad supera favoritas japonesas e chega à final de duplas em Sydney. Brasileira conhece adversária de estreia no Australian Open

Beatriz Haddad Maia conseguiu um ótimo resultado e está na final de duplas do WTA de Sydney, na Austrália, torneio disputado no piso duro e que serve como preparação para o Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada.

Na madrugada desta sexta-feira, no horário de Brasília, a brasileira e a cazaque Ana Danilina superaram as japonesas Shuko Ayoama e Ena Shibahara, cabeças de chave nº 2, com parciais de 6/4 6/7(2) e 10/6.

Na decisão, elas terão pela frente a parceria formada pela alemã Vivian Heisen e a húngara Panna Udvardy.

Com o resultado em Sydney, a brasileira vai subindo muito no ranking de duplas da WTA. Atual nº 482, ela vai subindo mais de 250 postos, ficando perto do top-200.

Bia Haddad conheceu também sua primeira adversária no Australian Open, depois da definição do qualifying. Será a norte-americana Katie Volynets, nº 178 do mundo. As duas já se enfrentaram uma vez, na última rodada do qquali de Wimbledon, do ano passado, quando Volynets venceu em sets diretos.

Foto: Ollie Oz Photo

Thiago Monteiro é superado nas 4as em Adelaide e encara Paire na estreia do Australian Open

Thiago Monteiro se despediu do ATP 250 de Adelaide. Disputando as quartas de final do torneio, o brasileiro foi superado pelo francês Corentin Moutet, o 115º do ranking, por duplo 6/4 em 1h44 de partida.

“Foi um jogo bem diferente. O Moutet mexeu com o meu jogo e admito que fiquei um pouco decepcionado por não ter conseguido fazer muito no saque dele. Não é um saque tão potente, mas tem muito efeito e sobe bastante. Acabei não conseguindo criar muitas oportunidades como eu fiz nos outros jogos. Ele é um cara que joga muito bem e se mexe bastante em todas as áreas da quadra, então acho que eu deveria ter devolvido melhor”, analisou o tenista número 1 do Brasil.

“De qualquer forma, foi uma semana muito boa para ganhar mais ritmo e confiança. Foi uma semana positiva, que me faz somar pontos e jogos extras para ir com tudo no Australian Open. Vou ter uma primeira rodada complicada lá, já que vou enfrentar o Benoit Paire. Ele é um jogador bem imprevisível e também inconsistente mentalmente, então tenho que estar 100% focado para aproveitar as minhas oportunidades, fazer ele perder um pouco a concentração, impor o meu ritmo de jogo e ser agressivo”, finalizou Thiago, já de olho no Australian Open.

O primeiro Grand Slam do ano sorteou a chave nesta última madrugada, colocando Monteiro e Paire como adversários na estreia. Os tenistas já se enfrentaram em duas ocasiões no circuito, ambas vencidas pelo francês.

Vale lembrar que depois o brasileiro tem uma importante gira sul-americana pela frente, incluindo o Rio Open, ATP 500 disputado no saibro, no Rio de Janeiro, maior torneio de tênis da América do Sul.

Foto: Mark Brake/Getty Imagens

Wild e Pigossi são superados no quali do Australian Open. Carol estreia na noite de 2ª feira e Felipe Meligeni joga na madrugada

Dois brasileiros entraram em quadra no primeiro dia do qualifiyng do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

A primeira a jogar foi Laura Pigossi, que não teve muitas chances diante da sérvia Nina Stojanovic, sendo superada em sets diretos, com parciais de 6/1 e 6/2.

Já na madrugada de segunda-feira, no horário de Bra´sília, Thiago Wild enfrentou uma dura partida contra o italiano Thomas Fabbiano, mas sentiu dores e abandonou a partida quando perdia por 6/7(7) 7/5 e 3/1.

Na noite desta segunda, por volta das 20h, Carol Meligeni entra em quadra para fazer sua estreia no quali diante da húngara Dalma Galfi.

Já na madrugada de terça-feira, também no horário de Brasília, Felipe Meligeni joga diante do argentino Juan Pablo Ficovich.

Pigossi estreia na noite deste domingo no quali do Australian Open. Carol Meligeni conhece adversária

Começa na noite deste domingo, no horário de Brasília, o qualifying do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

O Brasil tem duas representantes na chave feminina e a primeira a entrar em quadra será Laura Pigossi, atual nº 191 do mundo, que enfrentará a sérvia Nina Stojanovic, nº 116 do ranking da WTA. As duas já se enfrentaram uma vez, no saibro do WTA de Rabat, em 2017, quando a europeia venceu de virada.

A outra brasileira na chave, Carol Meligeni, só vai estrear no segundo dia de jogos e sua primeira adversária será a húngara Dalma Galfi, que ocupa atualmente o 124º posto do ranking.

As duas também se enfrentam uma vez, em 2017, na primeira rodada do ITF de Santa Margherita, na Itália, quando Galfi triunfou em duas parciais.

Foto: Luiz Candido/Luz Press

Bruno Soares entra na reta final dos preparativos para a temporada 2022

Bruno Soares está nos momentos finais da sua preparação para a gira australiana. Em Belo Horizonte, o mineiro irá partir para a Austrália na primeira semana de janeiro, onde dará o pontapé inicial na temporada de 2022.

“Estou me sentindo super bem, muito empolgado e com a energia recarregada para a nova temporada. Descansei bastante e preparei o corpo para mais um ano, que era a minha maior preocupação depois de um 2021 com algumas lesões”, disse Bruno, que conquistou os ATPs 250 de Melbourne e São Petersburgo na última temporada, além de ter sido finalista no US Open e semifinalista no Australian Open.

“Viajo no dia 3 ou 4 de janeiro e já encontrarei o Jamie no ATP 250 de Sydney, antes de irmos para o Australian Open, e depois voltarei para o Brasil para disputar o Rio Open. Começo mais essa temporada com os objetivos bem claros: foco total nos torneios grandes e classificar pro Finals”, finalizou o atual número 16 do mundo.

Aos 39 anos, Bruno tem 35 títulos no circuito da ATP, incluindo as conquistas no Australian Open (2016) e no US Open (2016 e 2020). O brasileiro já atingiu o posto de número 2 do mundo e também tem de três títulos de Grand Slam nas duplas mistas: dois no US Open (2012 e 2014) e um no Australian Open (2016).

Beatriz Haddad Maia já está a caminho da Austrália, pronta para iniciar a temporada 2022

Beatriz Haddad Maia está a caminho da Austrália. Pronta para iniciar a nova temporada, a brasileira embarcou nesta segunda-feira para a gira australiana do calendário, com foco no Australian Open, o primeiro Grand Slam do ano.

“Tive três semanas intensas de treinos em São Paulo e terei mais uma na Austrália, antes de começar a competir nos torneios. Feliz de começar o ano em três torneios fortes, no WTA 250 de Melbourne, o qualifying do WTA 500 de Sydney e o Australian Open. A continuação do calendário a gente vai ver de lá, mas por enquanto são esses torneios”, definiu a número 83 do mundo, que já está garantida na chave principal do Australian Open.

“A minha expectativa para o Australian Open é estar saudável e conseguir jogar comigo mesma, e não focando fora ou do outro lado da quadra. Acho que, cada vez mais, eu e minha equipe estamos entendendo que é Bia contra Bia, não Bia contra as outras meninas. A partir disso é eu escolher as jogadas, ter as coisas claras, ter um alto nível de concentração e executar o nível de tênis, que está alto e que venho trabalhando muito”, finalizou a tenista.  

No fim da temporada de 2021, Bia definiu como metas para 2022 continuar com o corpo saudável e disputar mais torneios de alto nível. O primeiro torneio de Bia, o WTA 250 de Melbourne, tem início no dia 4 de janeiro.

Thiago Monteiro inicia temporada no ATP de Melbourne

Thiago Monteiro já está de olho na temporada de 2022. O tenista número 1 do Brasil está treinando com a sua equipe em Buenos Aires, na Argentina, antes de embarcar para a gira do Australian Open. De olho no calendário, o cearense está focado e quer somar mais pontos na próxima temporada.

“Vou jogar em Melbourne já na primeira semana do ano. No momento estou dois fora da lista do ATP 250, mas acho que entro na chave principal. Na segunda semana, provavelmente disputarei o quali no ATP 250 de Sydney e logo após irei para o Australian Open. Também me inscrevi nas duplas no Grand Slam, com o espanhol David Vega Hernandez, mas estamos na lista de alternates no momento”, definiu Thiago para o início do seu ano na Austrália.

“Depois da Austrália, já voltarei para a América do Sul para disputar toda a gira do saibro, começando pelo ATP 250 de Córdoba, na Argentina. Como preparação para todo esse início de ano, estou treinando aqui em Buenos Aires com Coria, Delbonis, Baez, Francisco Cerundolo… vários argentinos. Está sendo muito bom”, continuou o 89º do ranking, contente a preparação que está sendo feita.

Após um bom começo de ano em 2021, Thiago teve um meio de ano conturbado por lesões e também pelo coronavírus. No fim da temporada, o brasileiro conseguiu acumular vitórias, sendo campeão do challenger de Braga e vice em Buenos Aires e Campinas.

“O meu principal objetivo em 2022 é me consolidar. Quero fazer bons resultados, quero somar pontos, fazer um bom início de ano e tentar manter o alto nível. Principalmente após a gira sul americana, que é quando não tenho pontos para defender na temporada”, finalizou o tenista, definindo as suas metas da nova temporada

O brasileiro embarca na 2a. feira para a Austrália, no vôo fretado pela Federação Australiana (Tennis Australia), que sai de Santiago.

Djokovic não dá chances, vence Medvedev em 3 sets e conquista seu 9º título do Australian Open

Novak Djokovic é campeão do Australian Open! Desde 2008, essa é a 9ª vez que essa frase pode ser escrita. Incrível a marca do nº 1 do mundo no primeiro Grand Slam da tremporada.

A final desse domingo prometia. Prometia muito. Ficou na promessa. O russo Daniil Medvdev fez resistência praticamente apenas no 1º set, quando chegou a devolver uma vantagem inicial do sérvio de 3/0. Porém, no final, Djokovic elevou o nível e fechou por 7/5.

Depois, o russo não entrou mais em quadra. Começou a reclamar, gesticular e pouco jogou. Djokovic, que nada tinha a ver com isso, manteve a consistência e foi aproveitando as oportunidades para fechar as parciais seguintes por 6/2 e 6/2.

“Gostaria de agradecer a esta quadra, gostaria de agradecer a Rod Laver Arena, amo você a cada ano mais e mais – o caso de amor continua” disse Djokovic, depois da partida.

Depois, ao elogiar seu adversário da final, disse que Medvedev é um dos jogadores mais difíceis que já enfrentou, fazendo uma projeção para o futuro da carreira do russo:

“É uma questão de tempo para você ganhar um Grand Slam, isso é certo…se você não se importar em esperar mais alguns anos” afirmou o nº 1 do mundo, em tom de brincadeira.

Agora, além do 9º título do Australian Open, o que já é uma marca absurda, Djokovic acumula 18 títulos de Grand Slam na carreira, ficando mais perto dos recordistas Roger Federer e Rafael Nadal, com 20 títulos cada um.

Já o russo Medvedev vai ter que aguardar uma nova oportunidade de conquistar o seu 1º, pois esta foi seu segundo vice em Slam, sendo o primeiro no US Open de 2019, quando perdeu para Nadal em uma final bem mais equilibrada.

 

Osaka confirma o favoritismo, vence Brady e conquista em Melbourne o seu 4º título de Grand Slam

Neste sábado, Naomi Osaka confirmou o seu favoritismo na grande final e conquistou o título do Australian Open, primeiro Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Melbourne.

Na decisão, ela se impôs diante da norte-americana Jennifer Brady e venceu com certa tranqüilidade, com parciais de 6/4 e 6/3, comemorando o triunfo para abrir muito bem sua temporada. Depois de um primeiro set equilibrado, com quebra de saque pros dois lados, Osaka conseguiu a quebra definitiva no 10º game, encerrando a parcial.

O segundo set foi bem mais tranqüilo, com a ex-nº 1 do mundo abrindo vantagem de 4/0 e só administrando pra fechar o jogo.

“Eu não joguei meu último Grand Slam com os fãs (se referindo ao US Open, disputado sem público), então ter essa energia significa muito” disse a campeã.

A norte-americana Brady reconheceu a importância da adversária, não apenas em quadra, mas por tudo que representa:

“Gostaria de parabenizar Naomi por mais um título do Grand Slam. Ela é uma inspiração para todos nós e o que ela está fazendo pelo jogo é incrível para divulgar o esporte, e espero que as meninas em casa estejam assistindo e sejam inspiradas pelo que ela está fazendo.”

Entretanto, engana-se quem pensa que a relativa tranqüilidade da final foi marcante em toda campanha da japonesa. Ao longo da trajetória, ela não teve vida fácil, a começar pela estréia, diante da russa Anastasia Pavlyuchenkova.

Ainda teve que passar pela francesa Caroline Garcia e, nas oitavas, o grande jogo contra a espanhola Garbine Muguruza, que chegou a liderar e ficar muito perto da vitória.

Na semi, o grande confronto contra Serena Williams, no qual começou bem nervosa e depois deslanchou pra também vencer em sets diretos.

Agora, Osaka já marcando cada vez mais seu lugar na História. O título em Melbourne já é seu 4º de Grand Slam, pois além de outro Australian Open, ela já acumula dois US Open.

Aos 23 anos, a japonesa surge como uma das maiores marcas do tênis mundial. Não apenas em quadra, em todo contexto. Com um tênis moderno, agressivo e com posicionamento em questões sociais, Osaka vai começando a pintar uma imagem além da tenista. Essa, por sinal, já é uma imagem muito bem construída e uma das mais vitoriosas do tênis recente.