Monteiro supera Bellucci e busca nesta sexta-feira uma vaga na semi do Rio Open

Monteiro 4 peqNo primeiro duelo entre brasileiros na chave principal do Rio Open apresentado pela Claro, Thiago Monteiro levou a melhor sobre Thomaz Bellucci, nesta quinta-feira, pelas oitavas de final, em jogo que invadiu a madrugada no Jockey Club. Com o público na quadra Guga Kuerten se dividindo na torcida, o cearense de 22 anos fez 2 sets a 1, com parciais de 7/6 (8), 3/6 e 6/3, alcançando seu melhor resultado em um torneio ATP 500.

O número 2 do país volta à quadra nesta sexta-feira, com boas chances de colocar um brasileiro pela primeira vez na semifinal do maior torneio de tênis da América do Sul. O adversário é o jovem norueguês Casper Ruud, de 18 anos, que recebeu convite da organização, no quarto jogo da quadra central, com rodada começando às 15h. Os últimos ingressos estão à venda no site www.tudus.com.br e na bilheteria do Jockey Club, na entrada do complexo.

Ruud alcançou as quartas com a vitória sobre o espanhol Roberto Carballes Baena, que veio do qualifying, por 6/7 (4), 6/4 e 7/6 (3), numa batalha de quase três horas.

A partida entre Monteiro e Bellucci foi a primeira entre os dois no circuito. Eles se conhecem há quase dez anos, e fizeram a pré-temporada juntos. Embora Bellucci vinha de uma boa estreia – vitória sobre o japonês Kei Nishikori, número 5 do mundo -, Monteiro mostrou que o Rio Open lhe traz boas vibrações. No ano passado, venceu o francês Jo-Wilfried Tsonga, então 9º colocado do ranking, na estreia, e ficou conhecido do público. Atualmente, 85º do mundo, Monteiro chegou a ultrapassar Bellucci por uma semana, no início do mês, como número 1 do Brasil, e pode assumir a posição novamente se vencer nesta sexta.

“Infelizmente tivemos de jogar cedo no torneio, mas estou feliz com a vitória. Tracei um plano de jogo e conseguir colocar em prática, me mantendo tranquilo mesmo nos momentos em que ele foi melhor”, disse Monteiro. Já Bellucci lamentou a derrota. “Não me senti fisicamente bem na partida. No segundo set já estava me sentindo mal, e no terceiro set ‘morri'”.

Monteiro começou a partida melhor, quebrando o saque de Bellucci e abrindo 3 a 0. O jogador de Tietê devolveu a quebra e a partida chegou no tie-break. Bellucci teve chance de fechar sacando no 6 a 4, e no 8 a 7, mas foi Monteiro que fechou, com um ace e uma bola na linha, fazendo 10/8.

No segundo set, a partida seguiu equilibrada até Bellucci, atual 76º do ranking mundial e que já figurou na 21ª posição, quebrar o saque de Monteiro no 5 a 3, para fechar na sequência. O cearense, que alcançou as quartas de final do ATP 250 de Buenos Aires na semana passada, não se abalou e começou o set decisivo melhor. Quebrou o serviço de Bellucci, abrindo 3 a 0, e se manteve na frente até fechar por 6/3.

Será a primeira vez que Monteiro enfrentará Ruud, atual 208º do mundo. O norueguês, ex-número 1 do mundo juvenil, conquistou um torneio challenger e dois futures no ano passado e subiu 900 posições no ranking. Nesta temporada, disputou seu primeiro Grand Slam, vencendo um jogo do qualifying do Australian Open. “Acompanhei o final da partida dele, que foi antes da minha. Ele está tendo uma ótima semana, joga sem pressão, tem um estilo agressivo. Então espero me recuperar bem porque vai ser uma partida difícil”, avaliou Monteiro.

RESULTADOS QUINTA-FEIRA:
Thiago Monteiro (BRA) 2 x 1 Thomaz Bellucci (BRA) – 7/6 (8), 3/6 e 6/3
Alexandr Dolgopolov (UCR) 2 x 1 Horacio Zeballos (ARG) – 7/6 (4), 4/6 e 6/4
Pablo Carreno Busta (ESP) 2 x 1 Victor Estrella Burgos (DOM) – 6/2, 4/6 e 6/2
Casper Ruud (NOR) 2 x 1 Robert Carballes Baena (ESP) – 6/7 (4), 6/4 e 7/6 (3)
Bruno Soares (BRA)/Jamie Murray (GBR) 2 x 1 Andres Molteni (ARG)/Diego Schwartzman (ARG) – 6/3, 5/7 e 11/9
Juan Sebastian Cabal (COL)/Robert Farah (COL) 2 x 0 Nicholas Monroe (EUA)/Artem Sitak (NZL) – 6/2 e 6/2
Julio Peralta (CHI) x Horacio Zeballos (ARG) 2 x 0 Marcelo Melo (BRA)/Lukasz Kubot (POL) – 6/4 e 6/4
Pablo Carreno Busta (ESP)/Pablo Cuevas 2 x 0 Facundo Bagnis (ARG) x Gastão Elias (POR) – 6/4 e 7/5

ORDER OF PLAY – FRIDAY, FEBRUARY 24, 2017
QUADRA GUGA KUERTEN start 3:00 pm
[5] A. Ramos-Vinolas (ESP) vs [Q] N. Kicker (ARG)

Not Before 4:00 pm
D. Schwartzman (ARG) vs [2] D. Thiem (AUT)
[4] P. Carreno Busta (ESP) vs A. Dolgopolov (UKR)
T. Monteiro (BRA) vs [WC] C. Ruud (NOR)
QUADRA 1 start 5:00 pm
[4] J. Cabal (COL) / R. Farah (COL) vs J. Peralta (CHI) / H. Zeballos (ARG
[1] J. Murray (GBR) / B. Soares (BRA) vs [3] P. Carreno Busta (ESP) / P. Cuevas (URU

Soares e Murray batem argentinos e estão na semi do Rio Open. Melo e Kubot perdem

Soares e Murray 4 peqBruno Soares e Jamie Murray estão na semifinal da chave de duplas do Rio Open, ATP 500 disputado no saibro do Jockey Club Brasileiro, na capital carioca.

Na noite desta quinta-feira, com a quadra 1 praticamente lotada, o mineiro e o britânico começaram atrás dos argentinos Andres Molteni e Diego Schwartzman, mas contaram com o apoio da torcida. Chegaram a vencer o primeiro set, perderam o segundo, mas conseguir se impor no match tiebreak e triunfaram com parciais de 6/3 e 5/7 e 10/8.

Na semifinal, Bruno e Jamie terão pela frente o uruguaio Pablo Cuevas e o espanhol Pablo Carreno Busta.

Pouco depois, Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot também entraram em quadra buscando vaga na semi, mas foram superados pelo argentino Horacio Zeballos e o chileno Julio Peralta por duplo 6/4.

 

Acioly destaca sucesso do Rio Open, mas afirma que tênis brasileiro poderia estar em melhor momento

Acioly peqRicardo Acioly, diretor de relações do Rio Open, é um dos principais responsáveis pelo sucesso do maior torneio de tênis da América do Sul, disputado no saibro do Jockey Club Brasileiro, na capital carioca.

Nesta quinta-feira, ele falou um pouco sobre suas impressões da quarta edição do torneio, ressaltando que os principais objetivos da organização, no que se refere ao atendimento ao público, estão sendo muito satisfatórios:

“Eu acho que o evento melhora a cada dia, a cada ano se supera e nosso objetivo é que a experiência da pessoa que assiste fique mais rica, mais envolvente. Nosso papel na organização e promoção do evento é que a cada ano a pessoa fale: “legal! Isso está mais bem feito”. O objetivo não é só o torneio de tênis e acho que no curto prazo a gente deu outras coisas que agregam e que fazem com as pessoas queiram estar aqui. O Rio Open passou a ser um evento da cidade, onde as pessoas querem viver um bom tênis, mas circulam, tem entretenimento, com banda, comida legal, pode conviver com outras pessoas e o tênis é a ferramenta que a gente usa pra isso.”

Além disso, Acioly também garantiu que os jogadores e técnicos estão muito satisfeitos com o torneio, inclusive com o novo horário de jogos, a partir das 16:30hs, evitando o calor mais forte:

“Do lado dos jogadores e dos técnicos, só tenho escutado coisas boas, cada dia melhorando. Ter um horário com jogos mais tarde é melhor, não só pra quem tá jogando, mas pra quem tá assistindo também. Se você tá jogando e tem gente na arquibancada, é gostoso. Por isso, por volta das 18hs as quadras já estão ficando cheias e os caras tão curtindo jogar, isso que é legal.”

Outro assunto do qual Acioly não fugiu de opinar foi sobre momento econômico do tênis brasileiro e do esporte em geral, com um valor menor de investimentos, afirmando que os Jogos Olímpicos tem muito a ver com o que está acontecendo:

“Acho que todo mundo tá sentindo, todos os esportes estão sentindo. Acho que depois da Olimpíada, a gente tá vendo o que realmente tá acontecendo com o esporte, o que tá ficando pro esporte. Todas as Federações estão reajustando seus contratos, algumas não tem contrato de patrocínio…enfim, todo mundo tendo que viver uma realidade diferente do que foi nos últimos 8, 10 anos, quando você tinha uma injeção muito forte, motivado pela Olimpíada, que catalisou tudo isso. Eu já esperava isso. É normal isso acontecer. No caso do tênis, a gente tá vivendo o processo que a gente plantou. Não é uma coisa de 1 ano, de 6 meses que tá fazendo a diferença.” afirmou o ex-capitão brasileiro na Copa Davis, que ainda falou sobre a relação entre investimento e qualidade dos jogadores brasileiros:

“Eu acho que o nível de jogador que a gente tem, tá de acordo com o nível de estrutura que a gente tem, com o nível de investimento que a gente tem e com o nível de organização que a gente tem também. Eu tenho certeza que poderia ser melhor. Eu acho que algumas iniciativas de crescimento do tênis não estão muito claras. O tênis de base, por exemplo, ele não tem um projeto específico de desenvolvimento. Não é um crítica, mas é uma realidade. Hoje em dia, existem poucos circuitos infanto-juvenil pra se jogar. Anos atrás, tínhamos mais, mas a gente tá vendo que agora temos basicamente um circuito, que é limitado, obviamente, e tem menos crianças jogando. Então, acho que nesse sentido, alguma coisa tem que ser feita.

Dessa forma, Acioly destaca que é necessário uma atenção maior para o tênis de base, principalmente para as crianças:

“Na parte de iniciação esportiva, dos pequenininhos, tá sendo feito por iniciativas individuais, privadas, por projetos, não é um plano equacionado no crescimento geral, com uma liderança. Acho que a Confederação tá fazendo um papel legal nos últimos anos, fez coisas legais, mas ainda deixa a desejar em uma liderança mais clara do que ela vê para o tênis brasileiro.”

Por fim, Pardal, como é conhecido no circuito, falou sobre o que espera do final do Rio Open e sobre a expectativa para um possível título de brasileiro:

“Esse ano eu já tinha pensado: “Poxa, esse é um ano de brasileiro na final”. Acho que o Thiem é o cara a ser batido, mas o Bellucci jogou bem.  Quem vencer entre ele e o Monteiro (nesse momento é lembrado que o vencedor desse jogo enfrenta Casper Ruud ou Roberto Carballes Baena nas quartas)…é uma grande chance. E cada vez mais a quadra vai estar cheia, torcida…aproveitando o carnaval, quem sabe a gente faz a festa e sambe aqui no domingo (risos)” concluiu.

Favoritos Soares e Murray vencem na estreia do Rio Open e jogam nesta 5ª feira

Soares e Murray 3 peqDepois da vitória de Marcelo Melo e seu parceiro polonês Lukasz Kubot, na rodada da tarde, foi a vez de Bruno Soares e o britânico Jamie Murray estrearem com resultado positivo no Rio Open. Os campeões de dois Grand Slams em 2016 e dupla número 1 da temporada derrotaram o brasileiro Marcelo Demoliner e o neozelandês Marcus Daniell por 6/4 e 6/2. Os cabeças de chave nº 1 voltam à quadra 1 nesta quinta-feira, no segundo jogo da rodada que começa às 16h30, para enfrentar a parceria formada pelos argentinos Andres Molteni e Diego Schwartzman.

Bruno foi três vezes semifinalista do Rio Open, no ano passado jogando ao lado de Marcelo. Neste ano, trouxe Murray, o irmão mais velho de Andy Murray, atual número 1 de simples. Eles começaram a jogar juntos no ano passado e conquistaram o Australian Open e o US Open -, feitos que os levaram ao topo do ranking.
“Foi uma estreia boa, um dos melhores jogos que fiz aqui no Rio Open. Se continuarmos assim, temos boas chances de buscar o título”, disse Bruno.

Bem ambientado ao clima do Brasil, Murray agradeceu o apoio do público. “Está sendo divertido jogar aqui, recebo apoio todos os dias do público brasileiro. Não costuma ser assim nos outros torneios, então está sendo bem legal”, disse o britânico.

Molteni e Schwartzman garantiram o direito de enfrentar Bruno e Murray com a vitória sobre o brasileiro André Sá e o espanhol Tommy Robredo por 6/4 e 6/3. Em outro jogo, o argentino Facundo Bagnis e o português Gastão Elias venceram o italiano Paolo Lorenzi e o português João Sousa por 2/6, 7/6 (8) e 10/5.

Thiem confirma favoritismo e avança às quartas de final do Rio Open

Thiem 3 peqO austríaco Dominic Thiem, atual número 8 do ranking mundial, confirmou a condição de favorito e venceu o sérvio Dusan Lajovic, nesta quarta-feira, por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 7/5, para avançar às quartas de final do Rio Open apresentado pela Claro. O próximo adversário do semifinalista de Roland Garros 2016 será o argentino Diego Schwartzman, que passou pelo compatriota Federico Delbonis por 6/4 e 7/6 (1). Os últimos ingressos para o maior torneio de tênis da América do Sul estão à venda no site www.tudus.com.br e na bilheteria do Jockey Club, na entrada do complexo.

Uma das novas estrelas do circuito, o jovem de 23 anos, além da semifinal do Grand Slam francês, conquistou quatro títulos no ano passado, chegando a sete no total. Ele vai ter um dia de descanso antes da partida contra Schwartzman. “Acho que fiz uma boa partida contra um adversário difícil. Agora é aproveitar que não jogo nesta quinta para descansar e me preparar bem”, disse o austríaco.

Em outra partida desta quarta, o italiano Fabio Fognini foi eliminado pelo espanhol Albert Ramos Vinolas por 6/2 e 6/3. O adversário de Vinolas, nas quartas de final, será o argentino Nicolas Kicker, que veio do qualifying e nesta quarta venceu o belga Arthur De Greef por um duplo 6/3.

Vice-campeão na edição 2015, Fognini não teve chances contra o canhoto Vinolas, semifinalista do ATP 250 de Quito, há duas semanas. O espanhol, atual 25º do mundo, alcançou as quartas de final de Roland Garros 2016, vencendo no caminho o canadense Milos Raonic, atual número 4 do mundo.

Rio Open terá aguardado Bellucci x Monteiro na noite desta 5ª feira

Monteiro e Bellucci peqAs oitavas de final do Rio Open serão finalizadas nesta quinta-feira, com o jogo mais esperado, entre brasileiros, fechando a programação do dia.

A quadra central será aberta pelo confronto entre o argentino Horacio Zeballos e o ucraniano Alexandr Dolgopolov. Na sequência, o jovem Casper Ruud, que venceu Rogerinho na estreia, encara o qualifier espanhol Roberto Carballes Baena.

No encerramento da rodada noturna, a esperada partida entre Thomaz Bellucci e Thiago Monteiro, que se enfrentam pela primeira vez.

A outra partida de simples do dia será entre o espanhol Pablo Carreno Busta e o lucky-loser dominicano Victor Estrella.

Para conferir a programação completa, clique aqui.

Guga reafirma sonho de Masters 1000 no Brasil e acredita em futuro top-10 brasileiro

Guga peqAssim como fez nas três edições anteriores, Gustavo Kuerten prestigiou, nesta quarta-feira, o Rio Open, ATP 500 disputado no Jockey Club Brasileiro e maior torneio de tênis da América do Sul.

O tricampeão de Roland Garros aproveitou pra conversar com os jornalistas e falou sobre diversos assuntos, sem esconder a vontade que ainda sente de jogar quando comparece ao Rio Open:

“A vontade de jogar é proporcional à paixão que eu tenho pelo tênis e é complicado, pois minha condição física ainda não me permite entrar em quadra. De certa forma, é bom que simboliza que tudo que eu fiz foi concreto. E hoje seria impraticável, meu físico não permite, mas eu gosto de estar por perto, fazer parte como puder e sempre ficar por perto ajudando.”  afirmou.

Guga falou também da situação inusitada de ter um confronto entre brasileiros nas oitavas de final de um grande torneio como esse, principalmente pelo fato de Thomaz Bellucci e Thiago Monteiro terem jogado juntos na chave de duplas (perderam para os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah pouco depois da entrevista).

“É algo que acontece, você estar dentro de quadra junto, em um jogo de duplas e logo em seguida eles se enfrentam. É bom porque teremos um brasileiro nas quartas de final, e é legal pro público, que pode se programar já e esperar por um brasileiro indo longe.”

Diferentemente do que muitos pensam, Guga não se surpreendeu com a vitória de Bellucci sobre o japonês Kei Nishikori, na estreia, ratificando que acreditava no potencial do brasileiro, principalmente pelas circunstâncias:

“Não foi surpresa o Bellucci vencer, ele é um grande jogador, ainda mais aqui no Brasil. Ele incomoda qualquer outro adversário, tem o potencial de vencer sim e ontem foi um dia iluminado. Mesmo perdendo o saque no segundo set, ele conseguiu se manter dentro da partida. E vejo agora um espelhamento. O Thiago entrou com a expectativa lá em cima pelo que fez ano passado e teve que virar a partida. Acredito que amanhã o Thiago entre mais solto e o Bellucci assuma mais o favoritismo. De qualquer forma, será interessante e servirá de teste para ambos e teremos um tenista nas quartas de final.” disse Guga.

Outro assunto recorrente nas entrevistas de Guga é uma possível mudança de local do Rio Open, que passaria do Jockey para o Centro Olímpico de Tênis e, consequentemente, do saibro para o piso duro. O ex-nº 1 do mundo também opinou sobre isso:

“Esse torneio ainda se comporta melhor aqui. Seria impossível pensar em Centro Olímpico neste momento, pela insegurança e incerteza do que vai acontecer por lá. Um torneio desses é muito grande, depende de uma série de decisões, gera uma conta grande pra pagar, precisa de uma certeza e convicção de que as coisas funcionariam. Então o Centro Olímpico demandaria uma segurança maior para ser pleiteado. Esse torneio sendo feito da forma como está esse ano, mantendo essa experiência fenomenal para todos. Um dia acho que podemos sim ir para o Centro Olímpico e até ser um primeiro passo para virar um Masters 1000, é um sonho legal de cultivar, mas precisaremos de tempo para amadurecer e o Centro Olímpico precisa ser praticável.”

Quando foi indagado sobre a possibilidade de virar treinador, repetindo experiências de ex-jogadores como Boris Becker, por exemplo, que teve sucesso na parceria com Novak Djokovic, Guga rechaçou e ainda brincou com Fernando Meligeni:

“É óbvio que o Fino ia falar essa besteirada (risos). Eu nunca pensei em ser treinador. Eu costumo brincar que hoje sou treinador de dois em casa, dividindo com a minha esposa, as avós e é muito complicado. E pegar um tenista hoje está muito fora dos meus planos e o que eu almejo como contribuição pro tênis é inverso à esse caminho e eu não me vejo pegando a estrada, pois é cair de cabeça de novo no circuito. Sinto que existe muita experiência pra compartilhar, mas a gente opta por empenho na Escolinha Guga pra trabalhar a base, fizemos um projeto com o Thiago Monteiro com 13 anos e hoje ele tá ai, com sucesso no profissional, mas é tudo de uma forma caseira, compatível com a nossa realidade, o dinheiro encolheu muito, tá todo mundo muito desesperado. Tem que ter muito esforço por parte do cara, mesmo os europeus batalham muito e aqui ainda temos essa ideia de que como a estrutura não é a ideal, temos que dar tudo. Então fica uma disparidade muito grande, portanto nosso objetivo é formar novos jogadores e treinadores, por isso meus desafios ficam mais direcionados a essa esfera brasileira.”

Guga também falou sobre a oportunidade de jovens que viajam ao exterior pra treinar, como Cauã Paulino, de apenas 12 anos, que faz parte de um dos projetos sociais apoiados pelo Rio Open e que ganhou a chance de passar uma semana treinando na IMG Academy, famosa academia de tênis de Nick Bollettieri, no segundo semestre:

“Eu vejo com dois efeitos. Para aquele garoto que vai pra lá e descobre que o tênis vai muito além do profissional, conhecer outras realidades. E outra é que todos que estão em torno querem aquela realidade. Todo mundo tá sendo contagiado pelo fato de alguém ir, quantos garotos viram isso e foram para quadra correndo pensando “ano que vem to lá no Rio Open”. Essa simbologia do esporte precisa ser mantida, incentivar sim essa criança, ter expoentes e que eles sirvam de exemplo para os que vêm em seguida. E o tênis colabora com isso, pois o meio é muito saudável, a criança vai nessa viagem e volta trazendo mais experiência para dividir aqui com toda essa galera. Mais cedo ou mais tarde vai vir um jogador brasileiro que vai ter sucesso, vai chegar ao top 10 e esses estímulos são cruciais para manter a nossa crença de que é possível.” concluiu.

João Zwetsch revela mudança de preparador físico e trabalho baseado em Yoga para elevar nível de Bellucci

João Zwetsch peqJoão Zwetsch é considerado por muitos o melhor treinador da carreira de Thomaz Bellucci. O próprio jogador já declarou que é com o técnico gaúcho que ele chega ao seu melhor nível de tênis. E foi a partir disso que o capitão brasileiro na Copa Davis conversou, nesta quarta-feira, com os jornalistas presentes ao Rio Open sobre o momento do seu pupilo, depois da grande vitória na estreia, sobre Kei Nishikori.

Inicialmente, ele falou sobre a situação inusitada de presenciar um confronto entre dois jogadores com os quais tem um grande contato, já que Thiago Monteiro, adversário de Bellucci nas oitavas de final, treina na Tennis Route, no Rio de Janeiro, coordenada por Zwetsch:

“Agora é cada um por si. Já falei com o Duda (Matos, técnico de Monteiro): fica de um lado, eu fico de outro e vamos que vamos (risos). Esse é um jogo em que novidades não existem. Os dois se conhecem muito bem, treinam há muito tempo juntos e tem tudo pra ser um grande jogo. O Thiago crescendo muito, com muita competitividade e o Bellucci com a vantagem da experiência nesses grandes jogos.” afirmou.

João também falou da vitória de Bellucci diante de Nishikori e o que espera do seu jogador daqui pra frente:

“Quando o Thomaz está em condições de jogar o seu melhor, ele pode ganhar de um Nishikori, como ganhou ontem, sem fazer uma grande partida. Até jogou outras partidas melhores que essa, mas jogou correto. Fez umas besteiras, que faz parte, sentiu um pouco a ansiedade, mas logo voltou, recuperou a superioridade e transformou isso em uma vitória. Essa é nossa busca, fazer com que ele tenha consistência. Uma vitória dessa sempre dá uma motivação maior e espero que esse ano sirva pra que ele crie um ambiente de consistência, que é o que a gente espere de um jogador com o potencial do Thomaz.”

O aspecto mental de Bellucci é questionado muitas vezes e o técnico – que ajuda seu comandado com trabalhos de respiração com base em Yoga – frisou que, antes de tudo, tudo depende muito mais do jogador em quadra:

“A gente cria as condições. Dentro da quadra, ele que tem que ter a percepção, a paciência, a serenidade, até certo ponto, pois a ansiedade, tensão, sempre estão presentes, não tem como evitar isso, mas não podemos deixar que isso se descontrole. E quando ele consegue fazer isso, o potencial dele começa vir à tona muito rapidamente.” disse o gaúcho.

A preparação física foi outro ponto trabalhado durante a pré-temporada e mudanças importantes foram feitas para elevar o nível apresentado por Bellucci:

“Mudamos até o preparador físico, agora estamos trabalhando com o Alex Matoso, há uns dois meses. Não é questão de ser melhor ou pior, mas linhas diferentes de trabalho. É assim mesmo. O que temos que compreender é o que melhor se adapta para as necessidades de cada indivíduo e isso que estamos buscando pro Thomaz. O trabalho anterior vinha sendo feito, mas percebemos que a linha de trabalho começou a ficar limitada pras necessidades dele. Então, resolvemos mudar. Eu não sei se poderia ter sido feito antes ou não. A gente apostou no trabalho que vinha sendo feito e não conseguimos colher o fruto que a gente gostaria e, agora no final do ano, fizemos algo diferente. Tomara que tenha sido feita (a mudança) na hora certa.” concluiu.

4ª feira no Rio Open terá estreia de estrelas nas duplas: Soares, Melo e Sá em quadra

Soares e Murray 2 peqQuarta-feira será um dia especial para as duplas no Rio Open, com a estreia das principais estrelas da chave no ATP 500 disputado no saibro do Jockey Club Brasileiro, na capital carioca.

Na quadra 1, quatro partidas e todas envolvendo brasileiro, começando com Thomaz Bellucci e Thiago Monteiro, adversários nas oitavas de final de simples, mas que jogam juntos contra a forte dupla colombiana formada por Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, bicampeões do torneio.

Na sequência, Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot, cabeças de chave nº 2, encaram Fabricío Neis e João Souza, o Feijão, enquanto Bruno Soares e Jamie Murray terão pela frente Marcelo Demoliner e o neozelandês Marcus Daniell.

Fechando a programação, André Sá e o espanhol Tommy Robredo enfrentam os argentinos Andres Molteni e Diego Schwartzman.

O dia também terá jogos de oitavas da chave de simples, como entre o espanhol Albert Ramos e o italiano Fabio Fognini, na quadra central, mesmo local da partida entre Dominic Thiem e Dusan Lajovic.

Nas outras duas partidas de simples do dia, confronto argentino entre Federico Delbonis e Diego Schwartzman, além do jogo entre Nicolas Kicker e o belga Arthur De Greef, responsável pela eliminação do atual campeão, Pablo Cuevas.

Bellucci conquista grande vitória sobre Nishikori e encara Monteiro nas 8ªs do Rio Open

Bellucci 4 peqThomaz Bellucci conquistou uma grande e até surpreendente vitória, na noite desta terça-feira, na estreia do Rio Open, ATP 500 disputado no saibro do Jockey Club Brasileiro, na capital carioca.

Com atuação muito firme, se defendendo muito bem e errando pouco, o brasileiro bateu o japonês Kei Nishikori, nº 5 do mundo e cabeça de chave nº 1 do torneio, em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/3.

Bellucci contou com grande apoio da torcida, que o incentivou mesmo nos momentos de dificuldade, como no quarto game do 2º set, quando teve o saque quebrado depois de abrir 40/0. Mesmo assim, ele se manteve no jogo e, no quarto match point, confirmou o grande triunfo.

“A torcida foi maravilhosa hoje, como sempre quando jogo no Brasil. Só tenho a agradecer todo carinho. Joguei muito sólido hoje, me defendendo melhor que o de costume.” afiirmou.

Essa foi a segunda vitória de Bellucci sobre um top-5 ao longo da carreira. A outra foi no Masters 1000 de Madri, em 2011, quando bateu Andy Murray, então 4 do mundo, nas oitavas de final.

O japonês, que chegou ao Rio como uma das principais estrelas, volta pra casa depois de uma gira sul-americana que teve o vice campeonato do ATP 250 de Buenos Aires, mas uma campanha precoce no Rio de Janeiro, muito mais errático que o normal e mostrando um descontrole incomum, culminando na quebra de sua raquete quando perdeu a primeira parcial.

“As coisas não funcionaram tão bem hoje. As condições estavam diferentes de semana passada (em Buenos Aires). Foi difícil me adaptar. Foi uma das piores partidas minha nos últimos anos.” disse o japonês.

Nas oitavas de final, Bellucci terá pela frente o compatriota Thiago Monteiro, que bateu o português Gastão Elias mais cedo.