Com tradição nos Jogos Pan-Americanos, tenistas brasileiros falam sobre a emoção da conquista de uma medalha

Acostumados ao individualismo inerente à modalidade, são poucos os tenistas que têm a oportunidade de representar o País em competições em equipe como Copa Davis, Jogos Olímpicos e Jogos Pan-americanos. Com histórico de vitórias e conquistas desde o início das disputas do Pan, o Brasil mantém sua tradição nos Jogos de 2019, que estão sendo disputados em Lima, no Peru.

Carolina Meligeni e Luisa Stefani levaram o bronze nas duplas e, neste domingo, João Menezes vai em busca do ouro na chave de simples.

A Tennis View voltou no tempo e ouviu alguns dos principais tenistas brasileiros que brilharam em Jogos Pan-americanos como Thomaz Koch, Patrícia Medrado, Fernando Meligeni, Joana Cortez, André Sá, entre outros, para saber os momentos marcantes e o quanto as conquistas representaram em suas carreiras. Confira abaixo os depoimentos dos tenistas, e logo depois a lista com todos os medalhistas brasileiros:

André Sá

“A medalha no Pan significou muito, pessoal e profissionalmente. Ganhar uma medalha numa competição tão importante mostra que você está fazendo as coisas certas e chegando aos seus objetivos. Essa medalha de ouro me deu muita confiança para acreditar que poderia competir contra os melhores. Foi um momento muito especial na minha carreira. O melhor foi escutar o Hino Nacional e levantar a bandeira do Brasil”.

Ouro nas duplas em Winnipeg 99

Gisele Miró

“A medalha de ouro no Pan foi meu resultado mais importante, até mesmo pela repercussão que teve. Graças ao título no Pan de Indianápolis, sou lembrada até hoje. As lembranças são muitas e todas boas. Fui a mais jovem integrante da delegação brasileira em Caracas, com 14 anos. Quatro anos mais tarde, conquistei a medalha de ouro e a de bronze ao lado do Fernando Roese, em Indianápolis. Subir no pódio e ouvir o Hino Nacional é uma experiência indescritível. Também fiz muitos amigos, em diversos esportes. Todas as noites nos reuníamos na Vila para saber dos resultados. Sempre que possível, pegava carona no ônibus das delegações para ir torcer pelo vôlei, basquete, natação, futebol, atletismo e ginástica. Muitos atletas também foram torcer por mim. Tafarel, Romário e Bebeto viviam me pedindo bolinhas de tênis e até cheguei a ir treinar junto com a equipe feminina de vôlei. No ano seguinte, ganhei um torneio da WTA na Itália e o Oscar [Schmidt], que jogava basquete na cidade, foi quem me entregou o troféu”.

Ouro em simples e bronze em duplas em Indianápolis

Vanessa Menga

“A medalha nos Jogos Pan-Americanos significou tudo na minha vida e na minha carreira. Foi uma das conquistas mais importantes e emocionantes. A melhor lembrança foi da vitória, ouvir o Hino Brasileiro, ver a bandeira ser estiada e receber a medalha de ouro no topo do pódio”.

Ouro em simples em Winnipeg 99

Fernando Meligeni

“A medalha no Pan foi o encerramento de uma carreira com chave de ouro. Tinha o sonho de jogar o Pan e nada melhor do que jogar e vencer. Foi a oportunidade de dar ao Brasil um título e uma medalha no esporte que eu tanto amo. Tenho muitas lembranças da competição. O dia a dia na Vila é sensacional. A final, sem dúvida, foi um marco na minha carreira”.

Ouro em simples em Santo Domingo

Joana Cortez

“A primeira medalha de ouro, em Winnipeg (1999) foi, sem dúvida, o momento mais importante da minha carreira. Estava começando a disputar o Circuito Profissional e sempre sonhava em participar de competições representando o Brasil, como Fed Cup, Pan e Olimpíadas. Foi um momento único jogar ao lado da Vanessa Menga. O ambiente dos Jogos Pan-Americanos é maravilhoso. Lembro-me de ter disputado uma final emocionante contra as chilenas, contando com o apoio da torcida e também de atletas brasileiros de outras modalidades. Ganhar a medalha de ouro e ouvir o Hino Nacional foi, sem dúvida, inesquecível”.

Ouro nas duplas em Winnipeg 99 e Santo Domingo e bronze nas duplas no Rio

 

Luciana Tella

“A medalha dos Jogos significou pra mim algo diferente, melhor do que qualquer troféu que tenho em casa. Acho que desperta na gente uma sensação especial de estar defendendo o País e um sentimento muito gostoso, que não tem preço. Saber que aquela medalha conta pontos para o nosso País é muito bom. O clima, as amizades, tudo é muito especial e diferente do que um torneio comum. Subir ao pódio é maravilhoso. A minha melhor lembrança é de quando jogamos a semifinal em Mar del Plata, contra a Argentina, e lá estavam todos os nadadores da seleção brasileira. Eles gritavam muito, era de arrepiar. Isso não acontece em nenhum torneio. Lembro-me do Xuxa gritando e aí consegui entender a importância daquele jogo. São lembranças lindas”.

Bronze nas duplas e por equipes em Mar Del Plata

Thomaz Koch

“Os Jogos Pan-Americanos, a Copa Davis e os torneios de Grand Slam, são as emoções mais fortes, mais marcantes na minha carreira tenística. Participando dos Jogos Pan-Americanos, pude sentir pela primeira vez que o esporte tem uma linguagem comum. A convivência com os outros atletas, principalmente do basquete, futebol, box e atletismo, tudo é uma coisa só, mesma adrenalina. Preparação antes dos jogos, nervosismo, black out mental em alguns durante a prova, etc. Para mim, foi uma constatação maravilhosa poder ver com os olhos de esportista qualquer evento e ter a noção de como esse ou aquele atleta estava sentindo durante a prova, o porque de uma reação assim ou assado.
Em segundo lugar, vencer o torneio com a torcida brasileira, atletas do basquete liderados pelo Amauri e outros esportes, dando a maior força na vitória contra Arthur Ashe em Winnipeg, Canadá. Na época, comparavam com Cassius Clay – ainda não era Muhammad Ali -. E, de bandeja, ainda venci a dupla com Mandarino, meu parceiro de tantas batalhas. E ainda teve a participação como técnico em dois Pans-Americanos, com os tenistas Fernando Roese, Gisele Miró, Neco Aerts, Patrícia Medrado, Marcelo Saliola, Claudia Chabalgoity, Andréa Vieira. Foi muito legal. Tenho excelentes lembranças e saudades dos Pan-Americanos. A melhor lembrança que tenho é comemorando as vitórias no tênis, basquete e futebol, com os respectivos técnicos após a vitória final nos três esportes”.

Ouro em simples e duplas em Winnipeg 67

Patrícia Medrado

“A medalha de prata do Pan do México foi a conquista que mais orgulho me trouxe. Apesar de ter perdido na final, subir ao pódio representando um país é uma sensação insuperável. Teve o sabor do inesperado, uma vez que eu não constava na lista das favoritas. Também representou uma  superação, pois, na década de 70, ser baiana e jogar tênis não era uma combinação de sucesso. A grande surpresa aconteceu na semifinal, quando venci em dois sets uma tenista americana [Sandy Step], que havia me derrotado na primeira fase do torneio. Outra grande lembrança foi o meu retorno ao Brasil e o carinho que recebi de todos, culminando com uma volta olímpica na Fonte Nova [antigo estádio de futebol de Salvador], mostrando a medalha,  em dia de clássico, juntamente com o futebolísta baiano Leguelé que também havia trazido uma medalha para o esporte baiano”.

Prata em simples na Cidade do México

Marcelo Saliola

“É sempre uma honra defender o país, independente da conquista de medalhas. No meu caso, que conquistei ouro e bronze, foi ainda mais satisfatório. Essa conquista é uma coisa que ninguém tira de você, e você lembra pra sempre. A melhor lembrança que tenho foi na final por equipes, quando o Neco e eu enfrentávamos a equipe de Porto Rico. Vencemos no terceiro set por 7/6. Lembro que na arquibancada estavam integrantes das equipes de basquete, atletismo e natação e eles invadiram a quadra para comemorar com a gente”.

Bronze em simples e ouro por equipes em Havana

Nelson Aerts

“Participei de duas edições do Pan, em Indianápolis e em Cuba. O tênis tem um problema sério: é um esporte muito individualista, ele não cria no atleta, desde pequeno, a cultura de defender o seu clube, por exemplo. No Pan e nas Olimpíadas é a oportunidade que temos de nos aproximar de outros esportes, ver que outros esportistas passam pelas mesmas dificuldades que nós. Atletas de outras modalidades são mais acostumados a se posicionares ao lado de entidades esportivas, então participar de eventos como esses faz com que o tenista abra sua visão. É um ganho inacreditável. Você representa seu país, se integra com outros atletas, compete em equipe. Só quem foi consegue ter um entendimento maior da importância do esporte, entendendo que ele pode mobilizar um país. Tive a oportunidade de jogar em Cuba, que é referencia mundial ao desenvolver pessoas por meio do esporte e da educação. Vi que lá o esporte é capaz de transformar uma ilhazinha em um país respeitado por seus atletas. Foi um aprendizado muito grande. Tenho duas lembranças boas: em Cuba, a dedicação e entrega do Saliola e do Kyriakos, que eram mais jovens e suportaram bem a pressão; e nas duas edições do Pan, as amizades geradas com pessoas que até em tão não tinha contato e ficaram pra sempre”.

Ouro por equipes em Havana

João Soares

“Foi muito legal. Joguei com João Carlos Schmidt [Filho], tivemos três match points no tiebreak, contra os Estados Unidos. Lembro que no 6/5 o Schmidt disse: ‘eu vou sacar e você cruza’. Eu não cruzei e nós acabamos perdendo o jogo e a oportunidade de ganhar a medalha de ouro. Ah, se eu pudesse voltar atrás seria ótimo. Mas, a dupla dos Estados Unidos era muito boa, já jogavam tênis profissional. Eu estava no tênis universitário. Foi muito legal ganhar uma medalha e estar ao lado de atletas de diversas modalidades”.

Bronze nas duplas na Cidade do México

Teliana Pereira

“Ter a oportunidade de jogar o Pan-Americano no Brasil e trazer uma medalha para casa foi algo que vai ficar marcado pra sempre. Guardo essa medalha com muito carinho, me dá motivação pra melhorar a cada dia. Com certeza, a melhor lembrança da disputa foi subir no pódio, receber uma medalha e ouvir o Hino Nacional.”

Bronze nas duplas no Rio

 

Andréa Vieira

“O Pan foi uma experiência única. Estive em Cuba e Mar Del Plata. O tênis é um esporte individual, então é uma experiência nova para nós que estamos sempre viajando sozinhos. Pude conhecer a rotina dos atletas que praticam esportes coletivos. Nos sentíamos mais seguros por sermos integrantes de uma equipe, é muito motivante. O complexo de tênis era perto da Vila, então queríamos ganhar para que todos pudessem ouvir o Hino Nacional sendo tocado para nós. É um privilégio estar em uma competições dessa, não tem dinheiro que compre a sensação de estar lá. Acredito que os tenistas só sentem algo igual quando estão na Davis ou Fed Cup, porque é quando todos estão com o sangue quente pelo país. Pra se ter uma ideia, eu cheguei à terceira rodada de Roland Garros e a repercussão não foi a mesma das conquistas no Pan”.

Ouro por equipes em Havana e Bronze por equipes e nas duplas em Mar del Plata

Miriam D’Agostini

“Eu ganhei a medalha de bronze por equipe nos Jogos Pan-americanos de Mar del Plata. Eu era bem jovem, tinha 15 anos e foi muito emocionanete subir ao pódio e receber a medalha. O mais bacana foi vivenciar pela primeira vez o clima dos Jogos Pan-americanos, conviver com os outros atletas brasileiros na Vila e poder acompanhar outras modalidades esportivas. Dentro da quadra, minha melhor lembrança foi a disputa da dupla mista ao lado do Márcio Carlsson. Apesar de não termos levado uma medalha, foi ótima a experiência.”

Bronze por equipes em Mar del Plata

Flávio Saretta

“O Pan foi muito importante pra mim. Foi minha última vitória como profissional e praticamente a última competição que disputei, porque logo depois eu me lesionei. Foi especial por ter sido no Brasil e por valer uma medalha, que é algo super diferente para um tenista. Minha melhor lembrança são os vários match points que eu salvei: foram dois na semifinal contra o Schwank e dois na final [contra Adrián García]”.

Ouro em simples no Rio

Cidade do México 1955
Bronze 
Ingrid Charlotte Metzer/Maria Esther Bueno

São Paulo 1963
Ouro
Roland Barnes
Maria Esther Bueno
Bronze
Carlos Fernandes/ Roland Barnes

Winnipeg 1967
Ouro
Thomaz Koch
Thomaz Koch/Edson Mandarino

Cidade do México 1975
Prata
Patrícia Medrado
Maria Cristina Andrade/Wanda Bustamente Ferraz

João Soares

Indianópolis 1987
Ouro
Fernando Roese
Gisele Miró

Havana 1991
Ouro
Nelson Aerts, Marcelo Saliola, William Kyriakos Cláudia Chabalgoity  Andréa Vieira
Bronze
Marcelo Saliola
Andrea Vieira

Mar del Plata 1995
Bronze

Andrea Vieira, Luciana Tella, Miriam D’Agostini  e Vanessa Menga
Andrea Vieira/Luciana Tella 

Winnipeg 1999
Ouro
Joana Cortez/Vanessa Menga
André Sá/Paulo Taicher
Bronze
Paulo Taicher

Santo Domingo 2003
Ouro
Fernando Meligeni
Bruna Colósio/Joana Cortez

Rio de Janeiro 2007
Ouro
Flávio Saretta
Bronze
Teliana Pereira/Joana Cortez

Guadalajara 2011

Prata

Rogério Dutra Silva

Bronze

Rogério Dutra Silva/Ana Clara Duarte

Por Fabiana de Oliveira, Leonardo Stavale e Edgar Lepri

André Sá e o novo Diretor de Relações com os Jogadores da Tennis Australia

Considerado um dos jogadores mais populares do circuito, André Sá já provou seu papel de liderança fora das quadras, incluindo seis anos como representante dos jogadores no ATP Player Council e em um papel de consultoria na ITF.

O novo cargo foi projetado para complementar as fortes relações que já existem entre a Tennis Australia e o grupo de tenistas do circuito mundial. A Tennis Australia promoverá o maior programa de eventos da sua história no próximo verão, com a inclusão da ATP Cup – um evento de 10 dias e de US $ 22 milhões em premiação, em três cidades – além do novo evento masculino e feminino em Adelaide.

“Um dos principais impulsionadores para o nosso verão é avaliar, atender e, idealmente, até superar as necessidades e expectativcas dos tenistas. É um lema que está no nosso DNA ”, disse Craig Tiley, CEO da Tennis Australia.

“Acreditamos que o André é um ótimo complemento para a equipe que adicionará outra faceta às nossas comunicações contínuas com os jogadores e ao serviço que pretendemos melhorar continuamente para os tenistas – uma meta importante em qualquer momento, mas ainda mais vital em uma época de mudança substancial no verão de tênis australiano. ”

“Estou muito motivado com este novo desafio. A Tennis Australia é uma das organizações de tênis mais inovadoras e criativas do mundo, com uma grande equipe de liderança e eu não poderia estar mais feliz em fazer parte dela”, disse Sá.

Sá se aposentou de sua brilhante carreira como jogador em fevereiro do ano passado, depois de 23 anos no circuito. Alguns dos destaques da sua carreira incluem:

 

  • 11 títulos de ATP Duplas
  • Participação em Quatro Jogos Olímpicos (2004, 2008, 2012, 2016)
  • 12 anos representando o Brasil na Copa Davis
  • Medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1999
  • Melhor ranking de singles ATP: 55
  • Melhor ranking de duplas ATP: 17

 

Foto: João Pires/Fotojump

 

Thomaz Bellucci e André Sá encerram parceria de quase um ano

Quase um ano depois de terem iniciado uma parceria inédita, Thomaz Bellucci e o técnico André Sá, decidiram encerrar o trabalho em conjunto.

Durante um ano a dupla se dividiu entre Santa Catarina, São Paulo, Bradenton e o circuito mundial. No entanto, com as mudanças que ocorreram na carreira de ambos, os dois chegaram à conclusão de que a “dupla” não estava sendo efetiva. André Sá, que reside em Blumenau, se tornou consultor da ITF e Bellucci, se mudou de São Paulo para Bradenton.

“Foi muito bem ter o André ao meu lado durante todo esse tempo. Sempre admirei o André como pessoa e jogador e aprendi muito com ele. Mas, essa minha mudança de base para Bradenton e os outros compromissos do André, no longo prazo, acabaram dificultando estarmos juntos o tempo todo e nesse momento preciso de alguém que fique mais próximo de mim,” analisou Bellucci.

Para André Sá, fica a primeira experiência como técnico e ainda uma maior paixão pelo tênis. “Foi a minha primeira experiência como treinador, com muitos desafios e eu fiquei fascinado. Acho que aumentou ainda mais o meu amor pelo tênis. Gostei muito da experiência e não descarto continuar nessa linha. Trabalhamos duro juntos, demos o nosso melhor e vou seguir na torcida pelo Thomaz.”

Bellucci que já estaria sem André Sá nesta semana, manterá o trabalho que já vem fazendo há um ano com o espanhol German Lopez, em Bradenton e está decidindo junto ao empresário Marcio Torres, um outro treinador para integrar a equipe. Nesta quinta-feira, na Itália onde disputa o Challenger de Genova ele enfrenta o eslovaco Martin Klizan, em busca de uma vaga nas quartas-de-final da competição.

 

Em seu penúltimo torneio da carreira, André Sá recebe homenagem no Rio Open

A semana no Rio Open foi de fortes emoções para o mineiro André Sá. Aos 40 anos, sendo 21 deles jogando o circuito mundial, o tenista decidiu se despedir das quadras nos dois torneios ATP realizados no Brasil. Na noite desta sexta-feira, Sá recebeu uma bela homenagem do ATP 500 do Rio na quadra Guga Kuerten. Um vídeo com imagens de sua carreira e mensagens de amigos tenistas o emocionaram.

“Agradeço o Kirmayr (Carlos Kirmaryr), treinador que acreditou no meu sonho de ser jogador e me incentivou a treinar nos Estados Unidos, minha esposa Fernanda e minha filha Carolina, por aguentarem minha ausência por 30 semanas no ano, meus pais, que sacrificaram seus sonhos para eu seguir o meu, e meu irmão Vinícius, meu maior torcedor”, disse Sá, que já assumiu a função de treinador de Thomaz Bellucci, com quem jogou duplas no Rio Open, além de ter sido anunciado como novo consultor de relações com os jogadores da Federação Internacional de Tênis (ITF).

Contemporâneo de Gustavo Kuerten, Sá alcançou a 55ª posição no ranking de simples e a 17ª nas duplas. Disputou as quartas de final de Wimbledon, em 2009, feito só alcançado no Brasil por Guga e Thomaz Koch. Também foi semifinalista de Wimbledon nas duplas, em 2007, em parceira com Marcelo Melo.

Sá conquistou 11 títulos de duplas na carreira, e é o terceiro duplista mais vitorioso da história do tênis brasileiro. Também disputou quatro Jogos Olímpicos e defendeu o Brasil na Copa Davis em 20 confrontos, tendo participado da campanha da semifinal de 2000. O jogador também tem importante participação nos bastidores do esporte. Participou do conselho de jogadores da ATP e agora assumiu o cargo da ITF.

Foto: Fotojump

 

Rio Open divulga chave de duplas e brasileiros conhecem adversários da estreia

A fortíssima chave de duplas do Rio Open apresentado pela Claro, que conta com sete campeões de Grand Slam, foi divulgada neste sábado. O brasileiro Marcelo Melo e seu parceiro, o polonês Lukasz Kubot, números um do mundo, enfrentarão rivais vindo do qualifying. Já Bruno Soares e o britânico Jamie Murray, cabeças-de-chave 2, pegam na estreia os brasileiros Thiago Monteiro e Fabiano de Paula, que receberam convite da organização. O maior torneio de tênis da América do Sul acontece de 19 a 25 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro. Ingressos à venda no site www.tudus.com.br/rioopen . Os dias 23 e 24 já estão com ingressos esgotados.

Nenhum brasileiro conquistou título no Rio Open. Melo, campeão de Wimbledon 2017 e Roland Garros 2015, foi vice em 2014 e Bruno, vencedor do Aberto da Austrália e do US Open 2016, foi semifinalista em todas as edições.

O mineiro André Sá, que escolheu as quadras de saibro do Rio Open como palco de suas últimas partidas como jogador e será homenageado na capital carioca, recebeu convite para a chave principal e, em parceria com Thomaz Bellucci, enfrentará os argentinos Andres Molteni e Horacio Zeballos.

Aos 40 anos, Sá decidiu deixar as quadras, após mais de 20 anos como profissional. Como jogador de simples, alcançou a 55ª posição no ranking mundial, foi quadrifinalista de Wimbledon, disputou quatro Jogos Olímpicos, e participou de conquistas importantes pelo Brasil na disputa da Copa Davis. O mineiro passou a se dedicar só às duplas, alcançando a 17ª posição, conquistando 11 títulos na carreira. Desde agosto do ano passado, também assumiu o cargo de treinador de Bellucci.

O italiano Fabio Fognini, campeão de duplas do Aberto da Austrália 2015, jogará com o espanhol Marc Lopez, vencedor em Roland Garros 2016. Na estreia enfrentarão o mexicano Santiago Gonzalez e o chileno Julio Peralta. Campeões da última edição do Rio Open, o espanhol Pablo Carreño Busta e o uruguaio Pablo Cuevas, vencedor em Roland Garros 2008, pegam o brasileiro Marcelo Demoliner e a estrela francesa Gael Monfils. Duas vezes campeões do ATP 500 do Rio, em 2014 e 2016, os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah estreiam contra o austríaco Alexander Peya e o croata Nikola Mektic.

Uma última vaga na chave de duplas sai do Rio Open Qualifying.

Demoliner e Daniell estão na decisão do ATP de Chengdu e buscam 1º título. Sá perde em Shenzen

Marcelo Demoliner terá mais uma chance de conquistar seu primeiro título de ATP, agora no 250 de Chengdu, na China, que é disputado no piso duro.

Neste sábado, o brasileiro e o neozelandês conseguiram uma boa vitória em sets diretos sobre o taiwanês Yen-Hsun Lu e o indiano Divij Sharan, com um duplo 6/3, garantido vaga na grande final deste domingo.

Seus adversários serão o israelense Jonathan Erlich e o paquistanês Aisam-Ul-Haq Qureshi, que venceram Santiago Gonzalez e Nenad Zimonjic na semi.

Essa é a quinta final de ATP da carreira de Demoliner, a terceira no ano, sendo que ele e Daniell já ficaram com o vice no Brasil Open e no ATP 250 de Lyon.

Já no ATP de Shenzen, na China, também disputado no piso duro, André Sá e o israelense Dudi Sela pararam na semifinal, perdendo, na manhã deste sábado, horário de Brasília, para o croata Nikola Metkic e o norte-americano Nick Monroe, com parciais de 6/3 e 7/6(4).

Zverev desiste da dupla com Melo e Sá e Sela vão à semi em Shenzen. Demoliner vence em Chengdu

A dupla Marcelo Melo e Alexander Zverev teve de desistir da disputa das quartas de final do Shenzhen Open, nesta quinta-feira (28), torneio ATP 250 que está sendo realizado em Shenzhen, na China. Após quase três horas de partida, pela chave de simples, para vencer o belga Steve Darcis, o desgaste de Zverev impediu que pudesse voltar à quadra para o jogo de duplas, mesmo após um período de descanso. Com isso, Melo e Zverev perderem por WO para o brasileiro André Sá e o israelense Dudi Sela.

“Depois de uma partida exaustiva, o Zverev disse que não teria condições de jogar a dupla. Estava muito quente e úmido por aqui, aumentando ainda mais o cansaço e o desgaste. Ele ficou muito chateado, pediu muitas desculpas, pois queria muito continuar jogando comigo. Mas, realmente não conseguiria. O clima aqui está bem complicado, nunca tinha visto um lugar tão úmido”, explicou Marcelo, que tem o patrocínio de Centauro, BMG e Itambé, com apoio da Confederação Brasileira de Tênis.

Já que não entrou em quadra, Melo decidiu aproveitar o final da quinta-feira na China e fazer uma atividade física, por volta das 23 horas (horário de Shenzhen), com seu preparador físico Chris Bastos, que o acompanha nessa série de disputas por cidades chinesas. “Vou me exercitar um pouco, para não perder o dia. Depois é pensar nos próximos torneios aqui na Ásia”, completou.

Sá e Melo vencem e se enfrentam nas 4ªs do ATP de Shenzen. Demoliner triunfa em Chengdu

André Sá e Marcelo Melo estrearam com vitória na chave de duplas do ATP 250 de Shenzen, na China, que é disputado no piso duro.

Primeiro a entrar em quadra, Sá e o israelense Dudi Sela venceram o tcheco Roman Jebavy e o holandês Matwe Middelkoop, com parciais de 7/5 5/7 e 13/11.

Nas quartas, eles terão pela frente justamente a dupla do compatriota, que joga esse torneio ao lado do alemão Alexander Zverev.

Melo e Zverev venceram na primeira rodada o chileno Hans Podlipnik-Castillo e o bielorrusso Andrei Vasilevski por 7/6(5) e 6/4.

Já no ATP 250 de Chengdu, também na China, Marcelo Demoliner e o neozelandês também venceram na estreia, passando pelo georgiano Nikoloz Basilashvili e o uzbeque Denis Istomin, de virada, com parciais de 4/6 6/4 e 10/6.

Nas quartas, eles terão pela frente o chileno Julio Peralta e o neozelandês Michael Venus.

Soares, Melo e Rogerinho estreiam com vitória nas duplas do US Open. Sá perde

Quatro brasileiros entraram em quadra nesta quinta-feira pela chave de duplas do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro, em Nova York, nos Estados Unidos.

Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot não tiveram facilidade contra o argentino Guillermo Duran e o britânico Neal Skupski, precisaram de três sets, mas venceram por 6/3 3/6 e 6/3.

Na próxima rodada, eles terão pela frente uma forte parceria, formada pelos franceses Julien Benneteau e Edouard Roger-Vasselin.

“Tivemos altos e baixos, mas é um pouco normal, até entrar e pegar o ritmo. Demoramos um pouquinho, mas o importante foi terminar jogando bem, da maneira como atuamos no terceiro set. Tivemos a vantagem, acabamos perdendo, mas ficamos firmes para logo depois já quebrar e fechar o jogo. Então isso foi importante. Agora é corrigir alguns erros dessa primeira rodada para ir em busca de mais uma vitória”, disse Melo.

Atuais campeões do torneio, Bruno Soares e o britânico Jamie Murray também triunfaram, vencendo os austríacos Julien Knowle e Alexander Peya por 6/4 e 7/6(6).

Na segunda rodada, seus adversários poderão ser o brasileiro Marcelo Demoliner e o neozelandês Marcus Daniell, que jogam a primeira rodada, nesta sexta, contra os espanhóis Fernando Verdasco e Pablo Carreno Busta.

Rogério Dutra Silva, o Rogerinho, também conseguiu uma bela e surpreendente vitória na chave duplas, ao lado do italiano Paolo Lorenzi, vencendo o sul-africano Raven Klaasen e Rajeev Ram, cabeças de chave nº 7, por duplo 6/4.

Quem perdeu nesta quinta foi André Sá, que jogou ao lado do austríaco Philipp Oswald. Os dois foram superados pelos norte-americanos Austin Krajicek e Jackson Withrow, com parciais de 7/5 3/6 e 6/2.

Foto: USTA/Garrett Ellwood

Soares começa nesta 5ª a defesa do título do US Open. Melo e Sá também estreiam

Três brasileiros estreiam nesta quinta-feira na chave de duplas do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada, disputado no piso duro.

Atuais campeões, Bruno Soares e o britânico Jamie Murray terão pela frente a dupla formada pelo ex-parceiro do mineiro, o austríaco Alexander Peya e o também austríaco Julian Knowle.

Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot estreiam contra o argentino Guillermo Duran e o britânico Neal Skupski, enquanto André Sá e o austríaco Philipp Oswald encaram os norte-americanos Austin Krajicek e Jackson Withrow.

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