Em breve os Grand Slams serão diferentes

O primeiro Grand Slam do ano já começou. Mas, muito em breve o Australian Open será bem diferente do que estamos acostumados a ver hoje. Não só o Aussie Open, mas todos os outros Grand Slams sofrerão grandes mudanças.

Confira abaixo o que muda em cada um dos Grand Slams:

Aberto da Austrália

· Será o primeiro Grand Slam a ter três quadras com teto retrátil por conta da reforma na Margaret Court Arena prevista para ser concluída em 2015;
· A quadra terá sua capacidade ampliada em 1,5 mil lugares passando a atender 7,5 mil espectadores;
· O objetivo é que a arena receba eventos de outras modalidades, por exemplo, netball e basquete, além de shows;
· A modernização do Melbourne Parka conta com novo hall, pátio coberto e novas entradas, além de conexões compartilhadas com a Rod Laver Arena facilitando a locomoção do público em grandes eventos;
· A sustentabilidade será a nova marca do complexo, que será o primeiro voltado a esportes a receber o selo LEED (certificação de construções sustentáveis);
· Entre os benefícios está o reuso e tratamento de águas pluviais, com estimativa de reduzir em 45% o consumo;
· Os investimentos nas obras totalizam US$ 363 milhões, de acordo com o governo australiano;

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Roland Garros
· Reforma da quadra principal Phillippe Chartrier, que será a primeira do complexo com teto retrátil, iluminação artificial e 15 mil assentos;
· Construção de nova quadra com capacidade para 4,9 mil espectadores cercada por quatro grandes estufas, substituindo a atual Quadra 1;
· No centro de onde está hoje a Quadra 1 haverá uma reforma paisagística para receber a nova e ampliada Praça dos Mosqueteiros;
· Será construída uma ampla calçada entre a Philippe Chartrier e a Praça dos Mosqueteiros, garantindo conforto e espaço para o público transitar pelo complexo;
· Durante as duas semanas do Grand Slam, o complexo passa dos 8,5 hectares atuais para 16 hectares, um aumento de 60% de área útil;
· O número de quadras à disposição durante o torneio aumentará de 24 para 35;
· A imprensa contará com um novo centro com restaurante panorâmico e vista para o complexo de Roland Garros;
· A previsão de inaguração é em 2018 com investimentos estimados em 340 milhões de euros.

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Wimbledon

· A principal reforma será na Court 1 que ganhará teto retrátil previsto para depois de 2019
· Três novas quadras serão contruídas entre a Court 1 e as quadras de treino na zona norte do complexo, com comodidades e acomadações para os jogadores
· As quadras substituirão a Court 19, que será transformada em uma praça para o melhor fluxo do público
· Novo túnel para acesso discreto e seguro dos jogadores às quadras cobertas
· Construçao de novo restaurante para o público com telhado verde sustentável
· Expansão do Aorangi Terrace, onde ficam as quadras de treino, com vista para as quadras do Wimbledon Park
Valores não foram divulgados, nas especula-se que o investimento do chamado Master Plan de Wimbledon gira em torno de, no minímo, meio bilhão de libras

US Open

· USTA Billie Jean King National Tennis Center contará com a construção do teto retrátil sobre o Arthur Ashe Stadium até 2017 e dois novos estádios até 2018;
· Na primeira fase da reforma, as quadras de treino e outras duas quadras do torneio serão deslocadas no sentido norte do complexo. A mudança permitirá a criação de uma área ampla para os fãs acompanharem os treinos, além da construção de três novas quadras;
· As instalações de transporte ao lado do Arthur Ashe Stadium também serão reconstruídas;
· A segunda fase do projeto inclui a construção de uma nova arquibancada para 8 mil pessoas no Grandstand Stadium;
· Nesta fase, as quadras de número 7 a16 serão deslocadas no sentido sul do complexo para dar lugar a uma larga esplanada, que conectará a quadra 17 ao Grandstand Stadium;
· A expansão inclui uma nova praça de alimentação, área para fãs, espaços dedicados a ação de patrocinadores e marcas, entre outras atrações;
· A fase final da reforma terá a construção de 15 mil assentos na Louis Armstrong Stadium;
· A expectativa é de que após a conclusão do projeto, o National Tennis Center possa acomodar 10 mil pessoas a mais por dia, além do habitual, durante o US Open, aumentando o público em quase 100 mil novos visistantes;
· Os investimentos anunciados são de US$ 550 milhões.

Leonardo Stavale

Joana Cortez revela como chegou ao topo do ranking mundial de Beach Tennis

Beach Tennis 3 peq“No final de 2007 decidi parar de jogar tênis profissionalmente e seguir uma nova carreira. Foi quando voltei a morar no Rio de Janeiro e virei técnica da Natalia Guitler e Ingrid Martins. Viajava o circuito juvenil e profissional, fazia cursos para professores e estudava online.

Em junho de 2008, fui convidada pelo Leopoldo Correa para experimentar o Beach Tennis e disputar o Campeontato Mundial de Ravena, na Itália. Foi na praia de Ipanema que dei minhas primeiras raquetadas.

Para o Mundial, tinha a missão de arrumar uma parceira.  Convidei a Marcela Evangelista para ir comigo. Ela topou, mesmo tendo experimentando o esporte apenas uma vez!

Em julho, lá estávamos nós nas areias de Marina de Ravena disputando o primeiro Campeonato Mundial de Beach Tennis da nossa história.

Meu primeiro jogo oficial foi de simples, contra a francesa Anne Marimoutou. Ganhei 6/4. Nesse evento, joguei simples, dupla feminina, dupla mista e equipes.

Saímos de lá com o surpreendente 3º lugar por Equipes e com a certeza que esse esporte iria pegar.

Em novembro de 2008, no Workshop Internacional de Tênis – Foz do Iguaçu – conheci a Samantha Barijan, paulista, que trabalhava com tênis em São Paulo; Conversamos, montamos alguns projetos, ela se transferiu para o Rio e começamos a trabalhar com tênis e beach tennis.

Foi então que buscamos aprender com os melhores e fechamos uma parceria com a Escola Italiana de Beach Tennis da Simona Bonadonna (B-Side). Passamos a estudar mais o esporte e disputar torneios pelo mundo.

Em 2009, conquistamos novamente o 3º lugar no Mundial de Ravena e fomos campeões da Copa das Nações em Aruba, vencendo a Itália na final. Foi nesse ano que nossa dupla começou a se firmar.

Em 2010, conquistamos alguns torneios do Circuito Profissinal da ITF e a primeira grande vitória. Vencemos a dupla italiana Simona Bonadonna/Eva D’Elia, top 5 do mundo, na final do ITF G1 do Rio de Janeiro.

Naquele ano, organizamos alguns eventos em parceria. Entre eles, o Workshop de Beach Tennis onde trouxemos ao Brasil a dupla número 1 do mundo, Alex Mingozzi e Matteo Marighella.

No ano de 2011, ganhamos o ITF de Miami, Porto Seguro, Búzios, alcançamos a semifinal do fortíssimo torneio da Cervia (Itália) e ganhamos posições no ranking, alcançando o top 10 do ranking mundial.

Em 2012, além de continuar conquistando títulos do circuito, como o vice-campeonato no Mundial da Rússia, fundamos a empresa C2BTennis (www.c2btennis.com), onde damos aulas, clínicas, organizamos eventos e mantemos projetos para o desenvolvimento do Beach Tennis.

Também foi no ano passado que estruturamos melhor nossa equipe. Iniciamos um trabalho de coaching com a Lenora Santos, o qual tem bastante importância na evolução da nossa dupla. Passamos a fazer fisioterapia com a Roberta Barreto, preparação física com a Hanna Schteinberg, e até a ter um acompanhamento nutricional, com  com a Malu Bastos e montamos uma equipe feminina de treinamento.

O ano de 2013 não poderia estar sendo melhor. Foram até agora 8 torneios disputados, sendo 7 como campeã e um vice-campeonato.

O auge, foi ganhar o Mundial por Equipes em julho na Rússia, onde batemos na final a fortíssima equipe italiana.

Vencemos a dupla feminina, perdemos a masculina e na mista, eu e Vinicius Font vencemos Marco Garavini e Giulia Spazzoli conquistando o inédito título!

Em setembro, depois de ser campeã do ITF G1 de Nova York e Bermuda, eu e Samantha Barijan atingimos o topo do ranking mundial de Beach Tennis. Devemos permanecer nessa colocação até julho do ano que vem!

Desde 2009 somos a dupla número 1 do Brasil e agora número 1 do mundo. É realmente um sonho realizado alcançar essa posição. Fruto de muito trabalho, paixão, dedicação e seriedade.

O esporte vem se expandindo cada vez mais e quem sabe o sonho de torná-lo olímpico um dia se torne realidade?”

Joana Cortez

Com origem no Minas Tênis, Fernanda Luiz contou com o Daquiprafora para ter sucesso no circuito universitário

Fernanda Luiz - Daquiprafora peqO circuito de tênis universitário norte-americano já deixou de ser uma opção secundária para aqueles que não conseguem sucesso no tênis profissional, pois aliar boa formação acadêmica a um bom nível de competitividade já é a primeira opção para muitos jovens brasileiros.

Fernanda Luiz, de 29 anos, jogava no Minas Tênis Clube quando teve o primeiro contato com o tênis universitário, há 11 anos, em um momento em que a opção pelos Estados Unidos praticamente não era divulgada no país e tampouco os jovens consideravam essa alternativa. O objetivo, para a grande maioria, era apenas o circuito profissional.

Porém, Fernanda admite que o Daquiprafora, umas das principais empresas no assessoramento de atletas e estudantes para universidades nos Estados Unidos, foi fundamental nesse processo:

“Foi através do Daquiprafora que tive conhecimento dessa possibilidade e consegui concretizá-la, pois fui orientada por eles durante todo o processo, desde as inscrições para as provas até os primeiros meses nos Estados Unidos, onde muitas dúvidas aparecem”, disse Fernanda, que cursou Educação Física com ênfase em Psicologia na Old Dominion University, em Norfolk, Virginia.

Porém, ela admite que a adaptação não foi fácil: “Minha adaptação ao país não foi fácil, mas foi seguida de um enorme crescimento pessoal. Como a maioria dos brasileiros, sou uma pessoa muito apegada a família e aos amigos, que inevitavelmente temos que deixar para trás quando tomamos a decisão de ir morar fora. No entanto, a adaptação acontence mais cedo ou mais tarde, quando passamos a entender melhor a cultura americana, as rotinas de tênis e estudos, fazemos amizades importantes e, claro, adquirimos a fluência no inglês.”, afirma.

Conciliar a rotina de treinos e jogos com os estudos também não é fácil, mas Fernanda aponta uma receita que deu muito certo para ela neste momento:

“Se houver boa organização e comprometimento do atleta-estudante, essa conciliação é perfeitamente possível.”.

Por fim, ela concorda que além da grande experiência profissional do circuito universitário, o enriquecimento pessoal é notório.

“A experiência de estudar e jogar tênis por uma universidade americana é muito enriquecedora em vários aspectos pessoais. A convivência com pessoas e culturas diferentes e o aprendizado de administrar a vida sozinha foram aspectos que eu acredito que influenciaram muito o meu crescimento pessoal. Os aprendizados frutos dessas experiências me ajudam muito a encarar a vida hoje.”, finalizou.

A 10ª Festa de Natal do Projeto Tênis na Lagoa, no RJ, será neste domingo

Tênis na Lagoa 1 peqSerá neste domingo, dia 15/12, a 10ª Festa de Natal do Projeto Tênis na Lagoa, que ajuda crianças de comunidades próximas à quadra pública da Lagoa (em frente ao clube Monte Líbano), na zona sul do Rio de Janeiro. A festa começa às 10h, com a participação da lenda do tênis brasileiro Thomaz Koch, da cantora Sandra de Sá, do ator Ney Latorraca, entre outros apoiadores do projeto mantido há uma década pelo professor de tênis Alexandre Borges e sua esposa Paula.

Cada uma das 150 crianças beneficiadas pelo projeto enviou uma carta ao Papai Noel com um pedido de presentes. Eles serão entregues neste domingo. As famílias das crianças também receberão cestas básicas numa grande festa que já virou tradição. Os presentes são doações dos alunos e amigos de Alexandre, assim como fruto do seu próprio esforço pessoal. Também serão sorteados brindes para quem participar da festa: camisas autografadas pelo ex-número 1 do mundo Gustavo Kuerten, o atual top 10 de duplas Marcelo Melo, Thomaz Bellucci, entre outros.

Durante a festa – que terá salgados, doces e bebidas gratuitas -, o Projeto Tênis na Lagoa estará comercializando camisetas de apoio ao custo de R$ 25. A renda da venda das camisetas será para custear a viagem de quatro alunos do projeto ao Circuito Centro-Oeste de tênis, em Goiânia, em janeiro. O torneio é uma das etapas do Campeonato Brasileiro de tênis infanto-juvenil.

Mesmo quem não puder participar da festa pode comprar a camiseta e ajudar os jovens tenistas do projeto a participarem da competição. Basta mandar um email para alexandreborges@projetotenisnalagoa.com.br ou deixar uma mensagem na página oficial do projeto no Facebook:

https://www.facebook.com/projeto.tenisnalagoarj.

Tenistas de destaque nacional chegam para o Maranhão Tennis Open nesta quinta

Roland Garros 2013Os tenistas Bruno Soares, Rogério Dutra Silva e Tiago Lopes chegam
nesta quinta-feira para participar do Maranhão Tennis Open. Durante a
realização do torneio que reúne 170 competidores até sábado, 07/12,
nas quadras do CET By Marcelo Abreu, os convidados vão realizar uma
vasta programação, começando na tarde de quinta-feira, 05/12, 17h,
quando os 3 vão realizar uma clínica para o grupo infanto-juvenil.
“Vão participar os meninos e meninas que estão se destacando. O
convite é uma espécie de presente pelo esforço deles e aí vão ter a
oportunidade de conviver com grandes destaques do tênis mundial”,
explica Marcelo Abreu. Dando sequência a programação em São Luís, os
tenistas vão conversar com o público maranhense ainda na noite da
chegada.

Na sexta-feira, 06/12, é a vez dos adultos receberem as orientações
dos tenistas. A clínica está marcada para 17h e logo em seguida haverá
um jogo exibição de duplas. Bruno Soares, o 3° melhor duplista do
mundo, joga com Rogério Dutra Silva, enfrentando Tiago Lopes e Márcio
Torres. No sábado, 07/12, é a vez do jogo exibição de simples, numa
partida entre Rogerinho e Tiago Lopes, a partir das 9h30. Mas antes o
público maranhense vai ter a oportunidade de dividir o mesmo lado da
quadra com os tenistas convidados, a partir das 8h30 é a vez da dupla
PRO-AM.

A equipe de convidados é reforçada com o comentarista da ESPN, Osvaldo
Maraucci, Cristiano Borelli, diretor executivo do Instituto Tênis, e
Danilo Marcelino e Nelson Aerts, fundadores da maior empresa de
marketing esportivo do Brasil, a Try Sports,.

Os representantes do Instituto Tênis e da Try Sports ao Maranhão estão
vindo participar do lançamento oficial do projeto Futuros Professores.
O projeto social do CET que durante um ano vai preparar boleiros que
tem potencial para se profissionalizar como professores chamou a
atenção de ex-tenistas que hoje trabalham para melhorar o tênis
brasileiro.

Criado em 2002, o Instituto Tênis dá condições para que atletas de
grande potencial, mas com poucas condições financeiras, possam se
profissionalizar no esporte, treinando com bons técnicos e
participando de torneios nacionais e internacionais. Prática defendida
também pelos ex-tenistas Danilo Marcelino, que já esteve entre os 100
melhores do mundo, e Nelson Aerts, medalha de ouro por equipes no
Pan-Americano de Cuba, fundadores da Try Sports.

“A presença deles aqui é uma prova de que o projeto é bom, porque
eles não entram em qualquer coisa”, comemora Abreu, diretor do CET e
idealizador do projeto Futuros Professores.

O Maranhão Tennis Open, realizado pelo CET by Marcelo Abreu,
organizado pela Try Sports, é patrocinado pelo Guaraná Antártica, por
meio da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo do Estado do Maranhão e
Secretaria de Estado de Esporte e Lazer. A competição conta também com
o apoio da Federação Maranhense de Tênis (FMT) e do Instituto Tênis.

Maranhão Tennis Open começa na próxima segunda e Bruno Soares oferece clínica

Maranhão Tennis Open peqO Maranhão Tennis Open começou com uma inovação este ano.Ao invés de pagar o valor em dinheiro, a taxa de inscrição foi a entrega de uma cesta básica que será distribuída para uma instituição beneficente. No ato da inscrição, o tenista pode escolher se deseja participar das clínicas com os tenistas convidados, Bruno Soares, Rogério Dutra Silva, o Rogerinho, e Tiago Lopes.

O Maranhão Tennis Open começa na próxima semana com os jogos do torneio nas quadras do CET, no Quintas do Calhau, e na tarde da quinta-feira, 05/12, a programação tem um reforço especial com as clínicas para os atletas competitivos, depois haverá o lançamento do projeto Futuros Professores e no fim da noite os convidados Bruno Soares, Rogério Dutra Silva, Tiago Lopes e o comentarista da ESPN, Osvaldo Maraucci, terão um bate papo com os atletas de São Luís.

Durante o evento haverá também a realização de jogos exibição. Bruno Soares, o 3° melhor duplista do mundo, entrará em quadra ao lado de Rogério Dutra Silva, que já ocupou a 84° posição da ATP, para enfrentar Tiago Lopes e Márcio Torres. No sábado, 07/12, antes do encerramento do torneio, o jogo exibição será entre Rogerinho e Tiago Lopes.

Outra boa oportunidade do Maranhão Tennis Open é a dupla PRO-AM, onde os atletas locais terão a oportunidade de dividir a quadra com grandes nomes do tênis nacional. “É muito bacana. Normalmente eles começam mais tímidos, com medo de errar, mas depois vão se soltando e melhorando o desempenho”, comenta Marcelo Abreu, organizador do torneio e grande incentivador do tênis local.

Uma novidade do Maranhão Tennis Open é que mesmo quem não for ao CET poderá acompanhar o evento. É que o torneio será transmitido em tempo real pela internet, através do site do CET e da página oficial do CET no facebook

Renovação da Federação de Tênis do Rio de Janeiro apresenta uma expectativa por mudanças

Há algum tempo, a Federação de Tênis do Rio de Janeiro vem passando por momentos complicados, cheio de incertezas. Sem sede desde 2011 e com um número cada vez menor de federados, mesmo com um bom número de praticantes no Estado, os torneios juvenis quase foram extintos.

Nos últimos dois anos, o quadro de funcionários tinha apenas uma pessoa, responsável por fazer um pouco de tudo, da organização dos poucos torneios à atualização do site. Porém, esse cenário pode estar chegando ao fim.

Pelo menos, esse é o objetivo do MTR (Muda Tênis Rio), que desde o dia 20 de agosto é responsável pela entidade, depois da vitória por aclamação nas eleições ocorridas no Marina Barra Clube.

Desde então, um grupo heterogêneo de amantes e praticantes de tênis, composto por engenheiro, jornalista, cineasta, juiz, empresários e economista, presidido por Renato Cito, buscam um novo caminho para reestruturar o tênis do Estado.

Segundo Atila Santos, vice-presidente da entidade, o objetivo é administrar “da forma mais democrática, transparente e eficiente possível.”

Sendo assim, a prioridade é reconstruir: “Infelizmente, herdamos uma dívida. Parte deste valor é destinada a pagar ações trabalhistas, o que bloqueia a conta da Federação, nosso maior empecilho. Então, nossa prioridade é tentar desbloquear a conta, fazendo acordos judiciais com os credores e tentando destinar parte da nossa receita pra cobrir essa dívida trabalhista. Enquanto isso, também procuramos uma sede pra FTERJ. Mas, embora ainda sem lugar fixo, o Conselho Administrativo se reúne toda segunda-feira pra deliberar e tomar outras decisões, como, por exemplo, montar o calendário de 2014”, afirmou Atila.

Atila também apresentou as ideias para a nova gestão, inclusive para os tenistas juvenis, com uma novidade: nada de jogos durante a semana.

“Vamos dar atenção a todos: infanto-juvenis, adultos, veteranos, tanto no masculino quanto no feminino) não vamos privilegiar ninguém. É claro que a garotada merece cuidados especiais, carinho, cautela e é pensando nela que vamos, mais uma vez, revolucionar: nada de partidas ou torneios durante a semana, isto é, jogos só nos fins de semana durante o período letivo, pra evitar que os jovens sejam obrigados a “matar” aulas pra entrar em quadra. Além disso, teremos juiz de cadeira em todos os jogos e árbitro geral/coordenador em cada clube ou academia. E também um calendário mínimo, garantido pela Federação, de seis etapas em 2014, o que deve dar, em média, três fins de semana de competições por mês. E com qualidade, rankings legítimos, pontuações decentes, juízes de cadeira, árbitros gerais, site atualizado e atraente”.

Com a cidade vivendo a expectativa das Olimpíadas de 2016, Atila também destaca a importância que a Federação dará para este grandioso evento, especialmente para o complexo voltado para o tênis que será construído.

“Já decidimos fazer gestões junto às autoridades, dirigentes esportivos, governos, CBT, COB e Ministério do Esporte pra usarmos esse complexo que será construído pros Jogos tanto pra sediar torneios da Federação, quanto pra hospedar a sede da entidade, além de abrigar um centro de treinamento de excelência. Evidentemente, preparar tenistas pros Jogos não é nossa prioridade, temos coisas muito mais urgentes pra providenciar, mas também é óbvio que não podemos deixar de pensar nesse grande evento que teremos aqui na nossa “casa”.

Entre as inovações propostas pelo grupo, uma das principais é o projeto “Tênis nas Escolas”, que tem o objetivo de expandir a prática do esporte nas escolas. Como disse Atila: “O princípio é valorizar e ligar estreitamente o nosso esporte com o ensino, com a formação acadêmica, se possível até entrando no currículo regular dos colégios.

Em relação ao aspecto político, a mudança no estatuto é uma preocupação e um dos principais pontos é a abertura do direito ao voto, além da limitação da possibilidade de reeleição de uma gestão.

As tarefas são inúmeras, mas o otimismo é grande: “Podem acreditar na revolução que já foi instaurada no tênis do Rio de Janeiro”, finalizou o dirigente.

Filipe de Lima Alves

Roger Federer é o grande destaque do ATP Awards 2013. Nadal vence o prêmio de retorno do ano

Roland Garros 2013Em todas as temporadas, a ATP faz uma eleição de quais tenistas mais se destacaram ao longo da temporada e desta vez o grande vencedor foi o suíço Roger Federer.

Ele faturou três prêmios: Prêmio Stefan Edberg de esportividade, eleito pelos jogadores e vencido por ele pela nona vez na carreira; Prêmio Favorito dos fãs, 11ª vez, e Prêmio Humanitário Arthur Ashe.

O espanhol Rafael Nadal, nº 1 do mundo, ficou com o Prêmio Retorno do Ano, depois de passar um longo tempo ausente dos torneios, recuperando-se de uma lesão no joelho, e retomar o topo do ranking durante a atual temporada.

Nas duplas, o destaque ficou para os irmãos norte-americanos Bob e Mike Bryan, que venceram o Prêmio nº 1 de duplas e Dupla favorita dos fãs.

Confira todos os vencedores do ATP Awards 2013:


Número 1 do mundo: Rafael Nadal (ESP) ou Novak Djokovic (SER) – ainda indefinido
Número 1 de duplas: Bob e Mike Bryan (EUA)
Favorito dos fãs: Roger Federer (SUI)
Dupla favorita dos fãs: Bob e Mike Bryan (EUA)
Melhor Retorno do Ano: Rafael Nadal (ESP)
Prêmio Stefan Edberg de Esportividade: Roger Federer (SUI)
Prêmio Humanitário Arthur Ashe: Roger Federer (SUI)
Revelação do Ano: Jiri Vesely (TCH)
Jogador de Maior Evolução no Ano: Pablo Carreño Busta (ESP)

Foto: Cynthia Lum

Depois da grande temporada, Teliana fala sobre os objetivos alcançados e afirma que quer melhorar em 2014

Teliana - Cristiano Andujar peqDepois de disputar em Sant Cugat, Espanha, na segunda semana de outubro, seu último torneio na temporada, Teliana Pereira foi entrevistada pela WTA e a matéria acabou ganhando destaque no site da entidade.

Ela foi a primeira brasileira a chegar à semifinal em de um torneio WTA desde 1990, feito alcançado em Bogotá, em fevereiro. Com outros bons resultados, incluindo uma sequência de títulos em ITF Challengers, ela entrou no top 100 e alcançou o nº 88 do ranking.

Parece que o céu é o limite para ela, mas a pernambucana não esquece suas origens humildes e o início da carreira.

“Eu nasci em uma cidade pequena, onde a vida é muito difícil. Existe muita pobreza lá e é difícil conseguir uma boa educação”, disse ela. “Meu pai foi para Curitiba, uma cidade maior, em busca de um bom emprego. Ele começou a trabalhar em uma academia de tênis e toda minha família se mudou pra lá também. Eu gostava de ir à academia ajudar o meu pai e meus irmãos começaram a jogar. Depois eu comecei a tentar jogar também”.

Teliana comentou também sobre a maior visibilidade que conseguiu desde que conquistou resultados de maior destaque:

“Depois da semifinal em Bogotá, as pessoas foram dando mais atenção ao tênis feminino. Além disso, me colocaram mais na mídia depois de chegar ao top 100, feito que uma brasileira havia feito pela última vez há 23 anos. Tive mais pressão, mas trabalhei muito duro pra isso. Passei por dois anos difíceis, com lesão no joelho, mas agora estou muito feliz porque as coisas estão realmente acontecendo para mim”, disse a brasileira, que também falou sobre as expectativas para o próximo ano.

“No início desse ano, eu queria terminar 2013 no top 100 e fizemos uma programação boa para isso. Estou me sentindo bem, ganhando muitos jogos e sinto que posso fazer ainda mais, o que também é bom para o Brasil, pois as meninas percebem que podem jogar um bom tênis. Também vamos ter mais torneios no Brasil e isso é ótimo. Espero que 2014 seja melhor pra mim e para o tênis feminino do Brasil”.

Por fim, a brasileira ainda comentou sobre quando se sente com a oportunidade de jogar tênis profissional: “Sinto realmente muita sorte de ter esta oportunidade quando estou em quadra e tento me divertir”, finalizou.

Foto: Cristiano Andujar

Bellucci enfrenta colombiano na estreia de Montevidéu. Outros quatro brasileiros conheceram seus adversários

Bellucci em Gstaad peqOs cinco brasileiros que estão garantidos na chave principal do Challenger de Montevidéu, no Uruguai,  conheceram seus adversários de estreia. O torneio é disputado no saibro e tem uma premiação de US$ 50mil.

Thomaz Bellucci busca reencontrar o caminho das vitórias contra o colombiano Alejandro Gonzalez, cabeça de chave nº 4.  O último triunfo do paulista foi na estreia do ATP 250 de Stuttgart, quando bateu o romano Victor Hanescu.

Rogério Dutra Silva, o Rogerinho, cabeça 5, estreia contra o dominicano Victor Estrella, enquanto Guilherme Clezar terá pela frente o português Gastão Elias.

Marcelo Zormann, que recentemente comemorou o seu primeiro título como profissional, ao conquistar o Future de Montes Claros, recebeu um convite da organização e sua estreia será contra o experiente gaúcho André Ghem.

Para conferir a chave completa, clique aqui.