Bruno Soares e Marcelo Melo são superados na segunda rodada do US Open

Bruno Soares e Jamie Murray se despediram do US Open. O mineiro e o britânico foram superados pelo monegasco Hugo Nys e o polonês Jan Zielinski em 7/6(2) 7/6(6) e 1h43 de duração, dando adeus na segunda rodada do último Grand Slam do ano.

“Hoje a mágica de Nova Iorque não deu, batemos na trave. Foi um jogo duríssimo, dois tie-breaks… Os caras jogaram muito bem e sacaram muito bem, principalmente. A gente também, mas escapou. Eles jogaram melhor nos pontos importantes, pra ser sincero. Também tiveram um pouco de sorte, mas faz parte. Tem jogos que escapam no detalhe, acontece”, disse o mineiro.

Bruno foi campeão do US Open em quatro oportunidades, sendo duas nas duplas masculinas (2016 com Jamie Murray e 2020 com Mate Pavic) e duas nas duplas mistas (2012 com Ekaterina Makarova e 2014 com Sania Mirza). O mineiro também foi finalista nas duplas masculinas em outras duas oportunidades.

Vale destacar também que a melhor campanha dos dois na temporada até o momento segue sendo no saibro do Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul, quando ficaram com o vice-campeonato.

Após um tie-break muito disputado no segundo set, o mineiro Marcelo Melo e o sul-africano Raven Klaasen pararam na segunda rodada do US Open, o último Grand Slam do ano, que está sendo disputado em Nova York (EUA). Nesta sexta-feira (2), o britânico Lloyd Glasspool e o finlandês Harri Heliovaara – cabeças de chave número 11- marcaram 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 7/6 (8-6), em 1h25min, para seguir no torneio.

Foto: Mike Stobe / Getty Images

Serena, o tênis nunca mais será o mesmo.

Por Diana Gabanyi

A primeira vez que ouvi falar das irmãs Williams foi no US Open de 1996, o meu primeiro Grand Slam. Venus e Serena ainda não jogavam muito o circuito, mas já se falava muito delas. Pouco se sabia da história das irmãs treinada pelo pai Richard e que dizia para quem quisesse escutar que suas filhas seriam a número um do mundo e que a mais nova, Serena seria ainda melhor do que Venus.

No ano seguinte, em 1997, em Miami, ainda antes do Guga ganhar o primeiro Roland Garros, ja com a primeira edição da Tennis View impressa, vi as irmãs, sorridentes, com miçangas no cabelo, passando pelo complexo.

Poucos meses depois o Guga ganharia Roland Garros e eu passaria a viajar o circuito mundial e esbarrar com Venus e Serena.
Com a Venus tive poucas interações. Mas com a Serena nos cruzamos em photo shoots e por um período desenvolvemos uma relação nutrida pelo interesse dela em português, no Brasil e nos brasileiros.
Sempre querendo aprender, interessada, afetuosa. Já dava para ver, desde aquela época, que apesar do tênis ser tão importante na vida delas, que havia outros interesses e que ela os seguiria sempre, para equilibrar a vida desgastante de atleta profissional.

Dois anos depois ela viria a ganhar o seu primeiro Grand Slam, no US Open. O primeiro de 23 Grand Slams.
Sabíamos que ela seria especial, mas jamais imaginaríamos que ela se tornaria o ícone que é hoje.

Serena Williams transcendeu o esporte.
Sua história – nascida e criada em Compton, região violenta dos arredores de Los Angeles, de família humilde e sem histórico no esporte, se tornou a maior de todos os tempos. Não em títulos – Margareth Court ainda detém o recorde de 24 trofeus de Grand Slam – mas no que ela significa.
Não acredito que veremos outra tenista com tamanha força, em quadra e fora dela.
O tênis viveu nas páginas das maiores revistas do mundo – de moda e dos negócios. Serena esteve ao lado de grandes nomes de Hollywood, das maiores lendas do esporte e suas façanhas atravessaram fronteiras e quebraram barreiras. Ela criou moda, empoderou mulheres e fez tudo à sua maneira.
Aos quase 41 anos dissemos adeus à tenista Serena Williams, para dar lugar à Serena super mãe e empreendedora.
O tênis nunca mais será o mesmo.

Veja aqui todas as conquistas de Grand Slam de Serena Williams

Veja todas as conquistas históricas de Serena Williams.
2017

Australian Open – Serena Williams d. Venus Williams 6/4 6/4
2016

Wimbledon – Serena Williams d. Angelique Kerber 75 63
2015
Wimbledon – Serena Williams d. Garbine Muguruza 6/4 6/4
Roland Garros – Serena Williams d. Lucie Safarova 6/3 6/7 6/2
Australian Open – Serena WIlliams d. Maria Sharapova 6/3 7/6
2014

US Open – Serena Williams d. Caroline Wozniacki 6/3 6/3
2013 –
Roland Garros – Serena Williams d. Maria Sharapova 6/4 6/4

US Open – Serena Williams d. Victoria Azarenka 7/5 6/7 6/1
2012

Wimbledon – Serena Williams d. Agnieszka Radwanska 6/1 5/7 6/2

US Open – Serena Williams d. Victoria Azarenka 6/2 2/6 7/5
2010 –

Australian Open – Serena Williams d. Justine Henin 6/4 3/6 6/2

Wimbledon – Serena Williams d.Vera Zvonareva 6/3 6/2
2009

Australian Open – Serena Williams d. Dinara Safina 6/0 6/3

Wimbledon – Serena Williams d. Venus Williams 7/6 6/2
2008
US Open – Serena Williams d. Jelena Jankovic 6/2 7/5
2007
Australian Open – Serena Williams d. Maria Sharapova 6/1 6/2
2005

Australian Open – Serena Williams d. Lindsay Davenport 2/6 6/3 6/0
2003

Australian Open – Serena Williams d.Venus Williams 7/6 3/6 6/4

Wimbledon – Serena Williams d. Venus Williams 4/6 6/4 6/2
2002

Roland Garros – Serena Williams d. Venus Williams 7/5 6/3

Wimbledon – Serena Williams d.Venus Williams 7/6 6/3
US Open –Serena Williams d. Venus Williams 6/4 6/3
1999

US Open – Serena Williams d. Martina Hingis 6/3 7/6

Foto: USTA

Alcaraz passa por Baez na estreia do US Open. Rublev precisa de 5 sets para superar Djere

O segundo dia do US Open, nesta terça-feira, contou com a vitória de Carlos Alcaraz, um dos principais favoritos ao título do quarto Grand Slam da temporada, disputado no piso duro de Nova York.

O espanhol enfrentou dois sets equilibrados antes de passar pelo argentino Sebastian Baez. Alcaraz vencia o jogo por 7/5 7/5 e 2/0 quando viu o adversário abandonar.

Outro cabeça de chave que saiu com a vitória com facilidade foi o búlgaro Grigor Dimitrov, que anotou, que passou pelo local Steve Johnson por 3×0.

Quem teve bastante trabalho foi o russo Andrey Rublev, que precisou de cinco sets pra superar o sérvio Laslo Djere.

Foto: Garrett Ellwood/USTA

Thiago Monteiro marca 1ª vitória no US Open

Thiago Monteiro vence a 1a no US Open
Thiago Monteiro vence a 1a no US Open

Thiago Monteiro venceu na sua estreia no US Open. Disputando o último Grand Slam do ano, o cearense superou o eslovaco Alex Molcan, atual número 40 do mundo, em 6/4 4/6 6/4 6/1 e 2h40 de duração, se garantindo na próxima rodada.

“Foi uma partida muito positiva. Muito feliz pela vitória e também pela capacidade mental que apresentei no jogo inteiro. Isso mostra uma evolução nessa parte. Era um jogo muito complicado contra um cara muito sólido e que tinha feito uma boa campanha aqui no ano passado, então precisei ficar focado”, destacou o brasileiro.

“Apesar de ter deixado escapar o segundo set, eu sabia que era necessário me tranquilizar e que estava dominando a maioria dos rallies. Consegui usar muito bem o meu saque hoje e também fui agressivo nos momento em que precisei ser, além de ter aproveitado as minhas chances. Tive momento complicados, mas me mantive firme. Aí acho que ele baixou um pouco e eu fui conseguindo ficar cada vez mais consistente”, continuou.

Esta foi a primeira vitória de Thiago Monteiro, tenista número um do Brasil e sempre principal atração do país no Rio Open, numa chave principal do US Open. É a quinta participação do cearense na chave principal do Grand Slam norte-americano e a sétima no total.

“O próximo jogo vai duro. O Khachanov é um cara que vem muito bem também. É seguir confiante, acreditando e usar amanhã para ajustar as coisas que não fiz tão bem e me preparar”, finalizou o atual número 67 do mundo. Thiago e Khachanov já se enfrentaram em duas oportunidades no circuito, ambas com vitória do russo.

A festa de Serena no US Open

A festa de Serena continua no US Open

Serena Williams ainda não se despediu oficialmente do circuito profissional. Ganhou a sua primeira rodada no US Open. Venceu a tenista de Montenegro Danka Kovinic por duplo 6/3 na noite de abertura do Grand Slam americano com mais público da história.

Diante de celebridades, da fam´ília, da filha e do marido e de fãs do mundo todo, Serena fez a festa em Nova York. Ganhou um jogo que poderia ter perdido, de tão pouco que jogou no último ano e meio. Mas fez o seu melhor com as condições que tem hoje aos 40 anos de idade, no seu 21o. US Open e vai fazer a festa continuar mais um pouco.

Desde que anunciou sua aposentadoria há pouco mais de duas semanas, em um depoimento à VOGUE, não se fala em outro assunto no mundo do tênis.

A estreia ou a despedida já tinha sido anunciada para esta segunda-feira há alguns dias. Nova York que não para, parou para saudar a 23 vezes campeã de Grand Slam.

Imagens emocionantes de Serena foram exibidas antes e depois da partida. Uma entrevista, um bate papo com Gayle King, com a fam´ília em quadra, deixaram a ocasião mais especial, assim como a presença e discurso de Billie Jean King.

O estádio todo ‘escreveu” I love Serena e a maior atleta de todos os tempos se emocionou.

Serena “abraçou” o momento, apreciou a festa e retribuiu os fãs. A festa continua na 4a feira. O jogo que poder se o último ou não será contra Annet Kontaveit, a número dois do mundo.

Até lá vamos aproveitar e celebrar a tenista que acompanhamos de perto triunfar diante de tantas adversidades. Nenhuma homenagem será suficiente para celebrar o que ela fez e o que ela representa para o esporte, para as mulheres, para Compton, para a diversidade.

Viva Serena.

Texto de Diana Gabanyi

Foto USTA Simon Bruty

Beatriz Haddad Maia se prepara para a disputa do US Open

Beatriz Haddad Maia está de olho na preparação para o US Open. Na noite de sexta ela se despediu do WTA 1000 de Cincinnati. Jogando ao lado da cazaque Anna Danilina, Bia foi superada pelo time da ucraniana Lyudmyla Kichenok e a letã Jelena Ostapenko em 6/3 3/6 10-8 e 1h19 de partida, encerrando a sua participação no torneio norte-americano.

“Foi no detalhe, mas novamente venceu quem foi mais agressivo e quem buscou o protagonismo em quadra. Falhei em detalhes que venho trabalhando no dia a dia e que sei que preciso executa-los bem/ para ter chance de seguir vencendo nesse nível, seja em simples ou duplas”, disse a brasileira, que ocupa a 16ª posição no ranking de simples e a 23ª colocação nas duplas.

Em seu calendário, Bia incluía o WTA 250 de Granby, no Canadá, antes da disputa do US Open. A tenista, porém, optou por não disputar o torneio e seguir para Nova Iorque para iniciar a sua preparação para o último Grand Slam do ano.

“Estou ótima, me sinto muito bem. Resolvemos não disputar Granby apenas como planejamento para chegarmos para o US Open com a melhor preparação possível. Terei a chance de jogar outros WTAs em 2022, mas Grand Slam só tem mais um. Sigo aprendendo e me entregando ao processo diariamente”, finalizou.

Foto: WTA

Medvedev não dá chances, impede recorde de Djokovic e conquista o título do US Open

Dannil Medvedev é o mais novo componente do seleto grupo de campeões de Grand Slam, logo depois da entrada da romena Emma Raducanu, que no sábado levou o título do US Open, quarto e último Grand Slam da temporada.

Neste domingo, em uma atuação memorável, o russo praticamente não deu chances ao sérvio e número 1 do mundo Novak Djokovic, vencendo por 3×0, com um triplo 6/4.

“Isso torna o sentimento definitivamente mais doce. Pela minha confiança e carreira, saber que venci alguém que estava com 27 vitórias seguidas em Grand Slams, perdi pra ele na Austrália, saber que ele estava buscando um feito e eu saber que o impedi, definitivamente deixa tudo mais doce eme traz confiança para o que está por vir” disse Medvedev depois da partida.

O russo estava se referindo à possibilidade de Djokovic superar o recorde de títulos de Grand Slams, já que está com 20, mesmo número de Roger Federer e Rafael Nadal.

Além disso, ele também poderia ter conquistado em Nova York o 4º dos 4 maiores torneios da temporada, depois de triunfar no Australian Open, Roland Garros e Wimbledon.

Hoje, ele tratou de reconhecer a superioridade do rival, apesar do abatimento pela chance perdida: “Medvedev estava muito determinado em quadra. Você podia sentir que ele estava no auge de suas habilidades em cada golpe. Tinha muita clareza sobre o que precisava fazer taticamente e executou perfeitamente.

Essa foi a terceira final de Medvedev em um Slam. Antes disso, ele havia ficado com o vice no mesmo US Open, em 2019, diante de Rafael Nadal. Já em 2021, ele perdeu a final do Australian Open, justamente para Djokovic.

Foto: Rhea Nall/USTA

Bruno Soares e Jamie Murray são vice-campeões do US Open

Bruno Soares e Jamie Murray ficaram com o vice-campeonato do US Open. O mineiro e o britânico foram superados pela dupla do norte-americano Rajeev Ram e do britânico Joe Salisbury em dois sets a um, com parciais de 3/6 6/2 6/2 em 1h45 de duração. Agora o mineiro tem dois títulos e dois vice-campeonatos de duplas no Grand Slam americano, além de dois trofeus nas duplas mistas.

“Nós começamos super bem a partida. Só que no início do segundo set perdemos um pouco do momento, levamos uma quebra e não conseguimos recuperar o nível. Não sacamos bem nesse jogo e eles subiram demais o nível, além de terem sacado melhor, o que acabou dificultando ainda mais”, analisou o atual número 11 do mundo.

“Obviamente estou triste de ter estado tão perto de um título de Grand Slam e ter escapado, mas sempre busco olhar pelo lado positivo também. Depois de tudo o que aconteceu comigo, da apendicite e todo esse tempo fora das quadras, estar em uma final de Slam é realmente especial. E sem dúvidas foi o nosso melhor torneio do ano, jogamos melhor que na Austrália. Agora estamos na briga por uma vaga no ATP Finals, então é aproveitar esse embalo e levar isso para esse fim de temporada”, continuou. Com a campanha em Nova York Bruno e Jamie subiram para a oitava colocação na corrida do Finals e tem como próximo desafio o torneio de Indian Wells.

“Vim para cá só querendo aproveitar o momento e deu no que deu. Queria agradecer o carinho da torcida e todas as mensagens que recebi nessas duas semanas. Agora é levantar a cabeça e seguir firme”, finalizou. O US Open foi o primeiro torneio de Bruno após ser diagnosticado com apendicite durante os Jogos Olímpicos de Tóquio e ter que passar por cirurgia. No total, o brasileiro ficou sem disputar torneios por dois meses, com o último sendo em Wimbledon.

Esta foi a sexta final de Grand Slam nas duplas masculinas de Bruno Soares. O mineiro foi campeão de major em três oportunidades: no Australian Open, em 2016 (com Jamie Murray), e duas vezes no próprio US Open, em 2016 (Murray) e 2020 (Mate Pavic). Nas mistas, Bruno também foi campeão em três oportunidades: US Open 2012 (com Ekaterina Makarova) e 2014 (Sania Mirza), e Australian Open em 2016 (Elena Vesnina). Ao todo, Bruno Soares é dono de 34 troféus em 67 finais disputadas no circuito da ATP.

Foto do texto: Darren Carroll/USTA

Foto do banner: Rhea Nall/USTA

Bruno Soares e Jamie Murray vencem de virada e jogam para ir à final do US Open

Bruno Soares e Jamie Murray se garantiram na semifinal do US Open e estão a um jogo da decisão do Grand Slam americano. De virada, a dupla derrotou o espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos, os cabeças de chave 2 do torneio, por 6/7(5) 6/4 6/4 em 2h28 de duração.


“Foi um jogaço hoje. Uma sensação incrível. Acho que a gente subiu o nosso nível mais uma vez, foi um dos melhores jogos que eu já participei em Grand Slam. Todos os quatro estavam muito firmes em quadra e foi muito no detalhe. Poderia ter caído para qualquer lado e felizmente caiu pro nosso. Agora é descansar, já que amanhã é o nosso dia livre. Vamos continuar focados para ganhar na semi e seguir em busca do nosso objetivo maior”, analisou o mineiro, atual campeão do US Open (venceu com Pavic ano passado).


Bruno, que está com o seu filho Noah presente, disse que o dia foi ainda mais emocionante pela presença do pequeno. “Mais uma semifinal de Grand Slam e mais uma semifinal aqui em Nova York. É um lugar que todo mundo sabe que é especial para mim, ainda mais com o Noah aqui comigo. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida quando ele entrou na quadra correndo, com a felicidade e o olhar de empolgação que ele me deu. Vai ser um momento eterno para mim”, finalizou.


Na semi, Bruno e Jamie enfrentarão o australiano John Peers e o eslovaco Filip Polasek, os cabeças de chave 7. As equipes nunca se enfrentaram no circuito. Esta é a nona semifinal de Grand Slam que o mineiro disputa em sua carreira. Bruno foi campeão de major nas duplas masculinas em três oportunidades: no Australian Open, em 2016 (com Jamie Murray), e duas vezes no próprio US Open, em 2016 (Murray) e 2020 (Mate Pavic).

Foto: Manuela Davies/USTA

Bruno Soares e Jamie Murray vencem outra, vão às 4as no US Open e jogam por vaga a semi nesta 3ª feira

Bruno Soares e Jamie Murray continuam embalados no US Open. Nesta segunda-feira, a dupla superou o alemão Dominik Koepfer e o finlandês Emil Ruusuvuori por 7/6(6) 6/7(4) 6/1 para se garantir nas quartas de final do Grand Slam americano.

“Foi mais um jogo duríssimo por aqui. Muito feliz mesmo de poder fazer mais uma quartas de final num Grand Slam, ainda mais em Nova York, que gosto muito das condições e é o meu melhor Slam. Foi uma partida muito disputada e decidida no detalhe. Acho que a chave do jogo foi ter começado o terceiro set bem firme. No fim do segundo set nós sentamos ali, conversamos e resetamos a cabeça. Sabíamos que era necessário começar o terceiro set com tudo e deu tudo certo. Espero que a gente consiga seguir assim, passo a passo e rumo à final”, disse o mineiro.

Bruno, que ficou dois meses sem jogar um torneio e passou por uma cirurgia de apendicite durante os Jogos Olímpicos de Tóquio, também refletiu o sucesso da campanha em seu primeiro torneio. “Toda vez que acontece esse tipo de coisa a nossa perspectiva de mundo muda um pouco, né? A gente começa a valorizar cada vez mais as coisas, mais detalhes que antes passavam batidos. Essa energia extra acabou funcionando muito bem”, finalizou.

Na próxima rodada, Bruno e Jamie terão a difícil missão de enfrentar o espanhol Marcel Granollers e o argentino Horacio Zeballos, os cabeças de chave 2.Atual campeão do US Open, o mineiro ergueu o trofeu ano passado ao lado do croata Mate Pavic. O último Grand Slam do ano é o major mais vencedor de Soares, tendo também sido campeão em 2016, ao lado de Jamie Murray, e em mais duas outras oportunidades nas duplas mistas, com Ekaterina Makarova (2012) e Sania Mirza (2014).

Foto: Darren Carroll/USTA