Djokovic vira sobre Raonic, conquista seu 35º Masters 1000 e estreia na 2ª feira no US Open

Novak Djokovic vai chegar animado ao US Open, depois do título do Masters 1000 de Cincinnati, disputado no piso duro, mas em Nova Iorque.

Neste sábado, o sérvio virou a final sobre o canadense Milos Raonic, depois de perder o primeiro set por 6/1. Em seguida, se recuperou e venceu as parciais seguintes por 6/3 e 6/4.

Foi o 80º título de ATP da carreira de Djokovic, que chegou ao 35º Masters 1000, igualando a marca de Rafael Nadal.

Djokovic já estréia no US Open nesta segunda-feira, encarando o bósnio Damir Dzumhur. Os dois já se enfrentaram duas vezes, com duas vitórias do nº 1 do mundo.

Djokovic e Thiem, principais favoritos, conhecem primeiros adversários no US Open

Saiu nesta quinta-feira a chave do US Open, Grand Slam disputado no piso duro da cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, que neste ano terá uma dinâmica diferente em virtude da pandemia do novo coronavírus.

O nº 1 do mundo, Novak Djokovic, terá pela frente o bósnio Damir Dzumhur. Será o terceiro confronto entre eles e o sérvio venceu os dois anteriores.

Com a ausência de Rafael Nadal, Dominic Thiem será o cabeça de chave nº 2 e terá como primeiro adversário o espanhol Jaume Munar. Os dois já se enfrentaram três vezes, com três vitórias de Thiem.

O russo Daniil Medvedev, 3º favorito da chave, encara o argentino Federico Delbonis, enquanto Stefanos Tsitsipas joga contra o espanhol Albert Ramos Vinolas.

Vale destacar também o bom confronto de Alexander Zverev diante do sul-africano Kevin Anderson, além da partida do italiano Matteo Berrettini enfrenta o japonês Go Soeda.

Outro jogo interessante será entre o belga David Goffin, cabeça 7, e o norte-americano Reilly Opelka. Pra fechar os principais favoritos da chave, Roberto Bautista Agut terá pela frente o norte-americano Tennys Sandgren.

Monteiro e Wild terão adversários duros na estreia do US Open

Os dois brasileiros na chave já conhecem os adversários de estréia no US Open, Grand Slam disputado no piso duro da cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, que neste ano terá uma dinâmica diferente em virtude da pandemia do novo coronavírus.

Os dois não terão vida fácil na primeira rodada. Começando por Thiago Monteiro, atual nº 82 do mundo, que terá pela frente o canadense Felix Auger-Aliassime, nº 20 do mundo, em confronto que será inédito.

Outro brasileiro na chave, Thiago Wild também não deve ter facilidade diante do britânico Thiago Wild, nº 28 da ATP, em outro confronto inédito.

Thiago Wild também embarca para os EUA

Thiago Wild, número 114 do mundo, atleta do Instituto Tennis Route, do Rio de Janeiro, finalizou sua intensa preparação na quadra rápida no Recreio dos Bandeirantes para a disputa do US Open que será seu primeiro Grand Slam na carreira.
O jovem natural de Marechal Candido Rondon (PR) vai disputar o torneio onde foi campeão juvenil em 2018 fazendo história para o Brasil. Ele embarca na noite deste sábado para Nova York e aguarda algumas desistências para jogar, a partir do dia 20, o qualificatório do Masters 1000 de Cincinnati que por conta da pandemia também será jogado na cidade no mesmo palco do US Open.
Os dois eventos marcam a retomada do circuito principal masculino.
“Jogar um Grand Slam é sempre um passo a mais, jogo de cinco sets, muito diferente em um ano de um tenista. Expectativa é jogar bem, fazer o que venho treinando e quem sabe avançar algumas rodadas”, disse Wild: “Sempre gostei de jogar em Nova York, uma quadra rápida com altitude mais baixa. Jogar um Slam é sempre especial e voltar lá dois anos depois de ter conquistado o título juvenil será muito gratificante pra mim”.
Nas últimas semanas, Wild treinou com a supervisão do treinador João Zwetsch com o tenista Thiago Monteiro, atual 82º do mundo e primeiro do Brasil. Nesta quarta-feira, os dois realizaram um jogo-treino melhor de cinco sets onde Wild venceu por 7/6 (7/2) 6/4 6/4 após cerca de 2h40min de duração. No final de semana passado, Wild superou Thomaz Bellucci, ex-21º do mundo e atual 289º, por 7/6 (7/4) 6/4 em exibição em São Paulo.
Zwetsch destacou a preparação do tenista durante a quarentena: “Fisicamente o Thiago está muito bem preparado, fizemos um bom trabalho nessa parte parado, está mais forte. Está preparado para jogar os cinco sets. Será a primeira vez que jogará cinco sets, ele não tem experiência em torneios ainda nesse tipo de jogo, mas ao longo da preparação uma vez por semana pelo menos buscamos colocar jogos de cinco sets para ele”, disse o treinador que comentou o foco do trabalho com o atleta.
“Demos o foco maior na parte de contra-ataque, slices, voleios, defesa. Dar uma gama maior de recursos para o Thiago ter variações usando com seus golpes de ataque que são muito bons”.
Wild fez história ao país pouco antes da paralisação do circuito ao conquistar o ATP 250 de Santiago, no Chile.
Foto de João Pires

Thiago Monteiro embarca para os EUA para os torneios de Cincinnati e US Open

O tenista brasileiro Thiago Monteiro embarca na noite deste sábado para os Estados Unidos, onde disputará os torneios de Cincinnatti e o US Open, ambos em Nova York. Serão os dois primeiros torneios que ele jogará, desde que a pandemia do COVID-19 se alastrou em março.

Depois de ter passado por lockdown em sua cidade natal, Fortaleza, treinando por várias semanas em Itajaí e depois no Rio de Janeiro, na Tennis Route, ele embarca motivado e ansioso para retornar às competições.

“Consegui ir aumentando o ritmo aos poucos, depois de uma temporada no sul do Brasil e agora mais três semanas no Rio, em que treinei bastante com o Thiago Wild, na Tennis Route, sempre orientado pelo meu treinador à distância (o argentino Fabian Blengino),” disse o número um do Brasil. “Estou muito feliz de estar voltando a competir. Bate aquela ansiedade de retornar ao circuito. Depois de tanto tempo sem viajar para um torneio, vou com as baterias recarregadas. Senti muito falta desse frio na barriga de ir para uma competição, começar um novo torneio e  entrar em quadra para competir. Foi um período diferente para todos, especialmente para nós tenistas que estamos acostumados a uma vida dinâmica, cada semana em um lugar do mundo, mas foi bom para ter um tempo para ficar com a família e descansar,” contou.

Para o brasileiro, todos estarão na mesma situação com o reinício dos torneios. “Sei que vai estar todo mundo na mesma. Vou tentar me adaptar no dia a dia. Todos estarão do mesmo jeito mentalmente e a força mental vai fazer a diferença. Sabemos que não vamos voltar no nosso melhor nível, mas é o início de uma retomada. Com o passar dos dias e jogos, as coisas tendem a ir se encaixando cada vez melhor.”

Thiago jogará o qualifying do Masters 1000 de Cincinnati a partir de 5a. feira e encontrará o treinador argentino em Nova York. Para a disputa do Grand Slam americano,o US Open, ele já está na chave principal.

 

SOBRE THIAGO MONTEIRO

Thiago Monteiro nasceu no dia 31 de maio de 1994, em Fortaleza, no Ceará. Canhoto, começou a jogar tênis aos 8 anos de idade. Marcou a sua primeira vitória em um torneio ATP, em 2016, no Rio Open, ao derrotar Jo-Wilfried Tsonga.  Alcançou as primeiras quartas da carreira no Brasil Open, naquele mesmo ano, entrando no top 100 pela primeira vez. O melhor ranking da carreira veio em 2017, na posição de número 74. Neste ano alcançou a primeira semifinal de ATP da carreira, em Quito.
Atual 82o colocado no ranking mundial, o brasileiro tem carreira agenciada pela Linkinfirm de Marcio Torres e conta com o patrocínio da Angá Asset Management, OdontoCompany, Joma, Elemídia, SMZTO e Babolat.
Diana Gabanyi
Foto: Fotojump/Rio Open

Cheio de dúvidas, US Open tem cada vez mais ausências confirmadas

Marcado para ser disputado a partir do dia 31 de agosto, cada vez mais se percebe um ceticismo presente no mundo do tênis no que se refere à sua realização do US Open.

Nos últimos dias, alguns tenistas já confirmaram sua ausência, como Fabio Fognini, além de Roger Federer, que fez uma cirurgia no joelho e, independente da pandemia da Covid-19, só voltará a jogar no próximo ano.

Recentemente, Rafael Nadal voltou a treinar, mas no saibro, o que indica que pode abrir mão do torneio de Nova Iorque, que não terá a presença de público.

Simona Halep é outra que surge como grande dúvida, além da ucraniana Elina Svitolina, que parece querer voltar a jogar apenas na Europa.

O técnico francês Patrick Moratouglou foi outro que disse não acreditar na realização do evento, principalmente pela proximidade com Roland Garros, marcado para o dia 20 de setembro, levando em conta todos os torneios do saibro europeu.

Vale lembrar as várias restrições ainda existentes para o deslocamento entre os países e, especialmente, entre os continentes, impactando principalmente os tenistas de regiões fora do eixo europeu.

 

ATP divulga calendário de retorno do circuito a partir de agosto, incluindo o US Open e Roland Garros

A ATP, em colaboração com a WTA, ITF, USTA e FFT, emitiu um calendário provisório revisado que estabelece um caminho para a retomada do Circuito pela primeira vez desde a suspensão do tênis profissional em março devido ao Covid-19.

O novo visual do calendário ATP pretende retomar na sexta-feira, 14 de agosto com o Citi Open, o evento ATP 500 em Washington, seguido pelo Western & Southern Open, o Masters 1000 de Cincinnati, a ser realizado em Flushing Meadows, antes do US Open (31 de agosto a 13 de setembro).

Depois de Nova York, os Masters 1000 de Madri e Roma, respectivamente, ocorrerão em setembro, à frente de Roland-Garros em Paris (27 de setembro a 11 de outubro), que também contará com um sorteio de qualificação para a semana anterior.

O calendário está sujeito a alterações e serão realizadas avaliações contínuas relacionadas à saúde e segurança, políticas internacionais de viagens e aprovação governamental de eventos esportivos. Todos os eventos serão realizados sob diretrizes estritas relacionadas à saúde e segurança, distanciamento social, redução ou ausência de fãs no local. A ATP continua a explorar todas as opções para eventos adicionais do ATP 500 e 250 a serem adicionados à programação, se as circunstâncias permitirem.

Espera-se em meados de julho uma nova atualização do cronograma pretendido para além da Roland-Garros, incluindo um possível giro na Ásia antes do giro indoor europeu, que culmina com o ATP Finals, em Londres.

“Nosso objetivo foi reprogramar o maior número possível de torneios e salvar o máximo de temporada possível”, disse Andrea Gaudenzi, presidente da ATP. “Foi um esforço verdadeiramente colaborativo e esperamos adicionar mais eventos ao calendário à medida que a situação evoluir. Gostaria de reconhecer os esforços de nossos torneios para operar durante esses tempos difíceis, bem como de nossos jogadores que estarão competindo sob diferentes condições. A todo momento, garantir que a retomada do circuito ocorra em um ambiente seguro será fundamental. ”

O ATP Challenger Tour também será retomado a partir da semana de 17 de agosto, em paralelo com o ITF World Tennis Tour.

PROGRAMAÇÃO DO TORNEIO

O calendário revisado inclui o Generali Open, um evento ATP 250 em Kitzbühel, que coincide com a segunda semana do US Open. Os 10 melhores jogadores de simples não serão elegíveis para competir em Kitzbühel, a menos que tenham jogado e já tenha perdido no Aberto dos EUA.

Nadal vence final épica contra Medvedev, conquista o tetra do US Open e seu 19º título de Grand Slam

UM JOGÃO! Assim mesmo, em letras garrafais, deve descrito o que foi esse jogo da final do US Open, neste domingo, em Nova Iorque.

Depois de sair na frente e assumir a dianteira com muita tranqüilidade, Rafael Nadal chegou a abrir dois sets a zero e ter quebra de vantagem na terceira parcial, caminhava em águas calmas, mas viu tudo mudar.

O russo Daniil Medvedev não se abateu. Foi frio. Calculista. Jogou seu jogo e reagiu. Reagiu tão bem que não apenas devolveu a quebra, como venceu o set. Não apenas o 3º, mas o 4º também. Teve chance de quebrar o saque do espanhol no primeiro game do 5º set, mas não o fez. Aí, já é demais. Nadal não perdoa e não perdoou. No fim, mais drama, salvando break point quando sacou pro jogo: 7/5 6/3 5/7 4/6 e 6/4 . Rafael Nadal é tetracampeão do US Open!

Neste domingo, o espanhol confirmou seu favoritismo e triunfou pela quarta vez no piso duro do Arthur Ashe Stadium, em Nova Iorque.

Depois de ver Roger Federer e Novak Djokovic – seus principais rivais – ficarem pelo caminho, Nadal assumiu o favoritismo não desperdiçou a oportunidade, ficando com o troféu do quarto e último Grand Slam da temporada.

Essa, aliás, foi a terceira vez que o número 2 do mundo chegou à final de um Slam sem precisar enfrentar um top-20, sendo campeão em todas as oportunidades.

O espanhol chega ao seu 18º título de Grand Slam, ficando mais perto do 20º do recordista Roger Federer, e eleva sua marca de títulos de ATP, com 88 conquistas. O nº 1 neste quesito, vale dizer, é Jimmy Connors, com 109. Federer tem 102.

Medvedev, sem dúvida alguma, também tem seus méritos e se destacou ao longo das últimas semanas, com um tênis sólido, que o levou às finais dos principais torneios pré-US Open.

Em Nova Iorque, porém, talvez até por imaturidade, deixou o extra-quadra falar alto e provocou o público norte-americano em algumas oportunidades. Mesmo assim, não se pode deixar de levar em consideração seu feito. O russo é, por exemplo, o mais novo tenista a chegar à final do torneio desde Djokovic, em 2010.

Medvedev marcou seu nome como um dos grandes potenciais da sua geração, mas ainda é cedo pra falar em transição ou passagem de bastão da velha pra nova guarda, principalmente com jogadores como Nadal querendo mais e mais.

Foto: Cynthia Lum

Jovem canadense Andreescu vence Serena em NY e conquista o título do US Open

A canadense Bianca Andreescu fez História! Neste sábado, a jovem canadense conquistou o título do US Open, em sua primeira participação na chave principal do Grand Slam nova-iorquino.

Aos 19 anos, a canadense, que foi apenas a segunda tenista do seu país a chegar à final de um Grand Slam em toda História – a outra foi Eugenie Bouchard, em Wimbledon/2014 – conseguiu algo gigantesco diante de uma das maiores – ou maior – tenista de todos os tempos.

Jogando em um Arthur Ashe Stadium lotado, como era esperado, quase todo ele torcendo pra tenista da casa, claro, ela não se impôs, manteve seu jogo super agressivo, ótimo saque, excelente movimentação pra bater Serena Williams em sets diretos.

Mesmo assim, não foi fácil. Depois de anotar 6/3 no 1º set, ela abriu 5/1 no 2º, teve match-point, mas viu a reação da Serena que, apoiada pelo público, foi buscar a igualdade, devolvendo duas quebras de saque.

Porém, Andreescu mostrou toda sua personalidade pra voltar a confirmar o saque e anotar a quebra decisiva em seguida, com uma bela devolução vencedora. 7/5 e fim de jogo.

Com isso, a norte-americana mantém seus 23 títulos de Grand Slam e adia a chegada ao recorde de Margareth Court, que tem 24.

Andreescu ratifica seu ótimo momento, já que vem de uma temporada muito boa, inclusive com o título em Indian Wells e Toronto.

Foto: Cynthia Lum

 

Medvedev vence Dimitrov, Nadal confirma o favoritismo e os dois se enfrentam pelo título do US Open

Sem surpresas, Rafael Nadal e Daniil Medvedev venceram seus jogos e farão a final do US Open, neste domingo.

O russo foi o primeiro a garantir sua vaga na decisão, depois de conseguir uma vitória firme sobre o búlgaro Grigor Dimitrov, em sets diretos, com parciais de 7/6(5) 6/4 e 6/3.

Depois de polemizar ao longo do torneio, com comportamento inadequado com um boleiro e provocações ao público, ele mostra toda sua qualidade e potencial ao ratificar seu grande momento, já que vem da conquista do Masters 1000 de Cincinnati, além de ter sido vice em Montreal e Washington.

O espanhol se classificou para a final ao bater o surpreendente italiano Matteo Berrettini, também em sets diretos, com parciais de 7/6(6) 6/4 e .

O italiano chegou a ter uma grande chance no 1º set, quando abriu 4/0 e teve dois set points antes de levar a virada.

Os dois já se enfrentaram uma vez, justamente na final de Montreal, neste anol, com vitória do espanhol por 6/3 e 6/0.

Foto: Cynthia Lum