Bruno Soares e Mate Pavic vencem outra e estão nas 4as do US Open. Stefani e Hayley também garantem vaga

Assim como na estreia, Bruno Soares e Mate Pavic viraram o jogo para avançar no US Open. Neste sábado, a dupla superou os norte-americanos Jack Sock e Jackson Withrow por 5/7 7/6(5) 6/4, e se garantiu nas quartas de final do Grand Slam americano.

Após perder o primeiro set, Bruno e Pavic chegaram a ver seus adversários sacando no 5/4 da segunda parcial, mas a dupla não se abalou e conseguiu administrar o jogo até a sua vitória. “Mais uma virada, mais um jogo sofrido. Senti que saquei muito mal hoje, com uma porcentagem muito baixa no primeiro serviço, e isso complicou a gente. Já o Pavic fez um grande jogo, sacou super bem. Mas o principal é ficar presente no jogo e lutando até o fim. Não baixamos a cabeça em nenhuma hora, nem quando eles sacaram pro jogo. Fizemos um game impecável nesse momento, nós quebramos o Withrow de zero e os dois são grande sacadores,  muito difícil de quebrar. Estou muito feliz”, disse Bruno, contente com o desempenho.

“Agora é quartas contra o Jamie (Murray) e é mais uma pedreira. Eles estão num momento muito bom, mas está em aberto, né? Eu gosto muito de jogar em Nova York, sinto bem a bola, e espero que possamos seguir firme na nossa caminhada”, finalizou Soares, que reencontrará o seu ex-parceiro, o britânico Jamie Murray. Ao lado do compatriota Neal Skupski, Murray eliminou a dupla do brasileiro Marcelo Demoliner e Matwe Middelkoop em sets diretos. Os britânicos, que estão em ótima fase, vêm de vice-campeonato no Masters 1000 de Cincinnati.

O brasileiro e Pavic disputarão a sua primeira quartas de final de Grand Slam como um time. No seu melhor major, Soares já foi campeão de duplas masculinas em 2016, justamente com Murray, seu próximo adversário, e duas vezes campeão nas duplas mistas.

Quem também garantiu vaga nas quartas de final foi a brasileira Luisa Stefani, ao lado da norte-americana Hayley Carter. As duas enfrentaram mais um jogo duro e superaram a japonesa Shuko Ayoama e a norte-americana Ena Shibahara, com parciais de 6/4 0/6 e 6/4.

Agora elas terão mais um duro desafio pela frente, já que enfrentam a norte-americana Nicole Melichar e a chinesa Yi-Fan Xu.

 

Em dia de eliminação de Murray, Thiem, Medvedev e Berretini garantem vaga na 3ª rodada do US Open

Em um dia marcado pela chuva, o US Open teve nesta quinta-feira o seu 4º dia de jogos, com vitórias dos principais favoritos e uma esperada eliminação de Andy Murray na segunda rodada.

O britânico não fez frente ao jovem canadense Felix Auger-Aliassime, sendo superado na 2ª rodada por 3×0.

O italiano Matteo Berretini só teve trabalho no tiebreak do 3º set diante do francês Ugo Humbert, vencendo por 3×0, assim como o russo Daniil Medvedev, que passou pelo australiano Cristopher O’Connell.

O cabeça 2 Dominic Thiem também garantiu sua vaga na 3ª rodada ao bater o indiano Sumit Nagal por 3×0 e o croata Marin Cilic precisou de 4 parciais pra bater o eslovaco Norbert Gombos.

No duelo de sacadores canadenses, melhor pra Vasek Pospsil, que superou Milos Raonic por 3×1.

A terceira rodada começa nesta quinta-feira, com destaque para Stefanos Tsitsipas encarando o croata Borna Coric, além do nº 1 do mundo Novak Djokovic, que encara o alemão Jan-Leonnard Struff.

Soares e Pavic superam favoritos na estreia do US Open. Melo e Kubot são eliminados. Stefani avança

Bruno Soares e seu parceiro, o croata Mate Pavic, estrearam com vitória no US Open. De virada, dupla superou os cabeças de chave 5 e atuais vice-campeões do torneio Marcel Granollers e Horacio Zeballos por 3/6 6/4 6/4 em duas horas de jogo.

Em uma partida apertada e marcada por poucas oportunidades, Soares e Pavic mantiveram a calma e saíram por cima. “Jogaço, pedreira, jogo duríssimo. Nada do que a gente já não esperava, né? Já sabíamos que seria assim. Eles são uma dupla muito forte, foram finalistas aqui no ano passado. Nós treinamos bem e estávamos sentindo bem a bola, mas faltava ritmo. Foi muito tempo sem competir e sem ganhar”, comentou Soares, comemorando a grande vitória. Antes do US Open, a dupla sentiu a falta de ritmo e caiu na estreia do Masters 1000 de Cincinnati.

“Mas acho que hoje, além de jogar muito bem, a atitude estava muito boa. A energia estava muito alta e isso é muito importante para virar esses momentos difíceis. Foi um belo jogo, todo mundo já começou a pegar o ritmo e o nível está subindo. Estou bem feliz, dá um alívio e uma confiança pelo peso da vitória. Agora é tentar manter o embalo e levar essa energia boa para a próxima rodada”, finalizou o mineiro. Nas oitavas, o time de Soares enfrentará os vencedores da partida entre Dominic Inglot/Aisam-ul-Haq Qureshi e Jack Sock/Jackson Withrow.

Em seu Grand Slam mais vitorioso, é a 13ª vez que o mineiro disputa o US Open, sendo o segundo ao lado de Pavic. Campeão nas duplas masculinas em 2016 com Jamie Murray e dono de outras duas conquistas nas duplas mistas, Soares busca o seu quarto título no US Open e o primeiro do ano.

A dupla Marcelo Melo e Lukasz Kubot – cabeça de chave número 2 – parou na estreia no US Open. Também nesta quarta-feira, os belgas Sander Gille e Joran Vliegen marcaram 2 sets a 0, parciais de 6/2 e 6/4, em 1h24min, na primeira rodada do Grand Slam. Após dois torneios nos Estados Unidos – antes jogaram o Masters 1000 de Cincinnati -, no retorno do circuito após a paralisação em função da pandemia da Covid-19, Melo e Kubot focam agora nos torneios do saibro europeu.

Quem também entrou em quadra e saiu com a vitória foi Luisa Stefani, ao lado da norte-americana Hayley Carter. As duas tiveram trabalho, mas superaram as ucranianas Lyudmyla e Nadiya Kichenov, com parciais de 6/4 5/7 e 6/3.

 

Monteiro equilibra, tira set, mas perde para Auger-Aliassime no US Open. Wild é superado por Evans

Após 3h51 de uma partida muito disputada, Thiago Monteiro caiu nos detalhes na estreia do US Open, em Nova York. Nesta terça-feira, o tenista número um do Brasil e 83o. na ATP enfrentou o canadense Felix Auger-Alissime, 21º colocado no ranking, e foi superado por 6/3 6/7(7) 7/6(8) 7/6(8).

A partida foi marcada pelas oportunidades que Monteiro criou, chegando a ter chances de fechar o terceiro e o quarto set, mas vendo um Auger-Aliassime sólido do outro lado da quadra. “Foi um jogo difícil. É duro perder estes jogos assim, que eu estava tão próximo. Tive set point no terceiro e no quarto set. Joguei bem em muitos momentos do jogo, mas em certos pontos eu poderia ter encaixado melhor a devolução, pequei um pouco nisso. Eu estava devolvendo bem nos treinos, mas hoje estava complicado e o saque do Auger-Aliassime é bem chato de devolver. Ele também jogou bem nos pontos importantes,” resumiu Monteiro, chateado pelas chances perdidas.

“Sem dúvidas estou triste pela derrota, deixa um gosto amargo, mas também estou sentindo que venho evoluindo. Sei que este tipo de situação vai se converter em vitórias e que vai me dar confiança. Gostei de ter jogado bem depois de uma lesão e depois de tanto tempo parado, então é importante seguir nesta linha e usar esta confiança para ir bem nos torneios na Europa”, finalizou o brasileiro, que se recuperou de um estiramento leve no adutor direito sofrido durante a disputa do qualifying do Masters 1000 de Cincinnati.

Esta foi a terceira participação de Monteiro na chave principal do US Open, repetindo as campanhas de 2017 e 2019. O próximo destino do cearense será a Europa, onde disputará os qualifyings do ATP 250 de Kitzbuhel, do Masters 1000 de Roma e do ATP 500 de Hamburgo antes do início dos jogos em Roland Garros.

Outro brasileiro que estreou na terça-feira, também com derrota, foi Thiago Wild, que não teve muitas chances diante do britânico Daniel Evans, perdendo por 6/2 6/1 e 7/6(5).

 

Osaka tem trabalho, mas passa pela estreia do US Open. Pliskova também vence

A japonesa Naomi Osaka teve trabalho, mas passou pela estréia do US Open, disputado no piso duro de Nova York, sem público, em virtude da pandemia do novo coronavírus.

Na noite desta segunda-feira, Osaka, que na semana passada se destacou pelo seu posicionamento de apoio ao movimento Black Lives Matter, precisou de três sets para bater a compatriota Misaki Doi, com parciais de 6/2 5/7 e 6/2. Na segunda rodada, a nº 9 do mundo e campeã do torneio em 2018, encara a italiana Camila Giorgi.

Outra favorita que venceu na segunda-feira foi a tcheca Karolina Pliskova, nº 3 do mundo e principal cabeça de chave, que anotou 6/4 e 6/0 sobre a ucraniana Anhelina Kalinina, e agora deve fazer um bom jogo diante da francesa Caroline Garcia.

Monteiro e Wild entram em quadra nesta terça-feira em Nova York

Os dois brasileiros na chave estreiam nesta terça-feira no US Open, em Nova York, torneio disputado no piso duro e, neste ano, em condições diferentes, sem público.

O tenista número um do Brasil, Thiago Moteiro, joga contra o francês Felix Auger Aliassime, 21o. Colocado na ATP.

“É uma estreia dura, mas acho que vai ser um bom jogo. A gente vem treinando para enfrentar os grandes nomes do circuito. Ele é um cara novo, apontado para ser o futuro do tênis, é o favorito, mas vou tentar usar bem o meu saque, ficar atento nas primeiras bolas que vem rápidas. As condições em Nova York estão bem boas e se eu estiver em um bom dia, acredito na vitória. Eu cheguei há muitos dias, joguei o quali de Cincinnati e apesar da lesão foi bom jogar. Foi leve e estou recuperado,” disse Thiago.

Nos últimos dias, o cearense, já 100% depois de ter sofrido a lesão no adutor direito na última rodada do qualifying em Cincinnati, que estava sendo disputado em Flushing Meadows, Thiago aproveitou para treinar com diferentes tenistas.

“Eu comecei a treinar bem desde quinta-feira e foram treinos variados. Treinei com o Munar, o Schwartzman e hoje com o Murray. Estou me sentindo bem e 100% preparado para fazer um bom jogo.”

Esta é a 3a. Vez que Thiago Monteiro, 83o colocado na ATP, joga o US Open na chave principal. Nas outras duas, em 2017 e 2019 ele perdeu na estreia.

O Grand Slam americano é o segundo torneio que ele disputa, depois de 5 meses do circuito parado pela pandemia do COVID.

Devido a pandemia, o torneio está sendo disputado sem público e com uma série de restrições. “Fazia muito tempo que a gente não sentia essas sensações de estar em um torneio novamente. A gente já sabia que seria desta maneira (sem público). Mas temos que aproveitar a oportunidade de estar jogando, mesmo não sendo da maneira ideal.”

Thiago Wild enfrenta o britânico Daniel Evans, 23º favorito e 28º do ranking mundial, em estreia que ocorre na terça-feira em torno das 15h no terceiro jogo da quadra 5.

Wild joga seu primeiro torneio após a quarentena. Ele vem treinando há cerca de uma semana no Billie Jean Tennis Center supervisionado pelo treinador João Zwetsch.

Thiago tem condições de enfrentar o Evans com ambições,ser inteligente para jogar. Evans joga bem em quadra rápida, bom slice,resolve bem na rede, quadra rápida. Ainda é um pouco inconstante. Quando está nos seus melhores dias consegue vitórias contra grandes nomes, é experiente. Jogo bem difícil, mas se o Thiago conseguir impôr um bom volume e principalmente mentalmente conseguir administrar em um controle por ser um jogo de cinco sets, ele tem uma boa chance, estamos treinando e trabalhando nessa linha. Tenho uma expectativa boa, muito tempo sem jogar, mas Thiago é um grande competir e tem boa chance de surpreender”, disse Zwetsch,

Djokovic vira sobre Raonic, conquista seu 35º Masters 1000 e estreia na 2ª feira no US Open

Novak Djokovic vai chegar animado ao US Open, depois do título do Masters 1000 de Cincinnati, disputado no piso duro, mas em Nova Iorque.

Neste sábado, o sérvio virou a final sobre o canadense Milos Raonic, depois de perder o primeiro set por 6/1. Em seguida, se recuperou e venceu as parciais seguintes por 6/3 e 6/4.

Foi o 80º título de ATP da carreira de Djokovic, que chegou ao 35º Masters 1000, igualando a marca de Rafael Nadal.

Djokovic já estréia no US Open nesta segunda-feira, encarando o bósnio Damir Dzumhur. Os dois já se enfrentaram duas vezes, com duas vitórias do nº 1 do mundo.

Djokovic e Thiem, principais favoritos, conhecem primeiros adversários no US Open

Saiu nesta quinta-feira a chave do US Open, Grand Slam disputado no piso duro da cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, que neste ano terá uma dinâmica diferente em virtude da pandemia do novo coronavírus.

O nº 1 do mundo, Novak Djokovic, terá pela frente o bósnio Damir Dzumhur. Será o terceiro confronto entre eles e o sérvio venceu os dois anteriores.

Com a ausência de Rafael Nadal, Dominic Thiem será o cabeça de chave nº 2 e terá como primeiro adversário o espanhol Jaume Munar. Os dois já se enfrentaram três vezes, com três vitórias de Thiem.

O russo Daniil Medvedev, 3º favorito da chave, encara o argentino Federico Delbonis, enquanto Stefanos Tsitsipas joga contra o espanhol Albert Ramos Vinolas.

Vale destacar também o bom confronto de Alexander Zverev diante do sul-africano Kevin Anderson, além da partida do italiano Matteo Berrettini enfrenta o japonês Go Soeda.

Outro jogo interessante será entre o belga David Goffin, cabeça 7, e o norte-americano Reilly Opelka. Pra fechar os principais favoritos da chave, Roberto Bautista Agut terá pela frente o norte-americano Tennys Sandgren.

Monteiro e Wild terão adversários duros na estreia do US Open

Os dois brasileiros na chave já conhecem os adversários de estréia no US Open, Grand Slam disputado no piso duro da cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, que neste ano terá uma dinâmica diferente em virtude da pandemia do novo coronavírus.

Os dois não terão vida fácil na primeira rodada. Começando por Thiago Monteiro, atual nº 82 do mundo, que terá pela frente o canadense Felix Auger-Aliassime, nº 20 do mundo, em confronto que será inédito.

Outro brasileiro na chave, Thiago Wild também não deve ter facilidade diante do britânico Thiago Wild, nº 28 da ATP, em outro confronto inédito.

Thiago Wild também embarca para os EUA

Thiago Wild, número 114 do mundo, atleta do Instituto Tennis Route, do Rio de Janeiro, finalizou sua intensa preparação na quadra rápida no Recreio dos Bandeirantes para a disputa do US Open que será seu primeiro Grand Slam na carreira.
O jovem natural de Marechal Candido Rondon (PR) vai disputar o torneio onde foi campeão juvenil em 2018 fazendo história para o Brasil. Ele embarca na noite deste sábado para Nova York e aguarda algumas desistências para jogar, a partir do dia 20, o qualificatório do Masters 1000 de Cincinnati que por conta da pandemia também será jogado na cidade no mesmo palco do US Open.
Os dois eventos marcam a retomada do circuito principal masculino.
“Jogar um Grand Slam é sempre um passo a mais, jogo de cinco sets, muito diferente em um ano de um tenista. Expectativa é jogar bem, fazer o que venho treinando e quem sabe avançar algumas rodadas”, disse Wild: “Sempre gostei de jogar em Nova York, uma quadra rápida com altitude mais baixa. Jogar um Slam é sempre especial e voltar lá dois anos depois de ter conquistado o título juvenil será muito gratificante pra mim”.
Nas últimas semanas, Wild treinou com a supervisão do treinador João Zwetsch com o tenista Thiago Monteiro, atual 82º do mundo e primeiro do Brasil. Nesta quarta-feira, os dois realizaram um jogo-treino melhor de cinco sets onde Wild venceu por 7/6 (7/2) 6/4 6/4 após cerca de 2h40min de duração. No final de semana passado, Wild superou Thomaz Bellucci, ex-21º do mundo e atual 289º, por 7/6 (7/4) 6/4 em exibição em São Paulo.
Zwetsch destacou a preparação do tenista durante a quarentena: “Fisicamente o Thiago está muito bem preparado, fizemos um bom trabalho nessa parte parado, está mais forte. Está preparado para jogar os cinco sets. Será a primeira vez que jogará cinco sets, ele não tem experiência em torneios ainda nesse tipo de jogo, mas ao longo da preparação uma vez por semana pelo menos buscamos colocar jogos de cinco sets para ele”, disse o treinador que comentou o foco do trabalho com o atleta.
“Demos o foco maior na parte de contra-ataque, slices, voleios, defesa. Dar uma gama maior de recursos para o Thiago ter variações usando com seus golpes de ataque que são muito bons”.
Wild fez história ao país pouco antes da paralisação do circuito ao conquistar o ATP 250 de Santiago, no Chile.
Foto de João Pires