Com Serena e Billie Jean e Seles e Sharapova, WTA lança campanha dos 40 anos de história

Parece até sem sentido escrever algo hoje que não seja sobre o movimento que está acontecendo no Brasil, um momento histórico do nosso país. No entanto, a WTA, a Women’s Tennis Association, completa no dia 20 de junho 40 anos. Foram 4 décadas que transformaram o esporte, não só o tênis, mas o esporte feminino, com a liderança de Billie Jean King. Serena Williams Billie Jean King

“Foram 40 anos mesmo? Éramos apenas atletas que queriam competir,e fizemos história pelo caminho, determinadas a vencer, não só pela gente, mas por todas as mulheres, em todos os lugares,”diz Billie Jean King em um vídeo que vai circular nas TVs e sites do mundo inteiro. São dois spots de 30 e 60 segundos cada, com os títulos “O tempo voa”e “Dê

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Para comemorar os 40 anos, a WTA já havia lançado no início do ano uma campanha, a 40Love, e agora além dos “spots”de TV e digital, também tem uma campanha impressa, em que coloca lado a lado as estrelas do esporte de hoje em dia, com ícones do passado. Serena Williams aparece ao lado de King; Sharapova de Seles; Azarenka de Steffi Graf; Venus de Navratilova e Li Na de Chris Evert.  Quebrando barreiras há 40 anos, obrigada por nos inspirar, diz o anúncio.

Evert WTA tennis

As comemorações dos 40 anos da WTA chegarão ao auge no dia 30 de junho com um encontro, um parade of champions, das tenistas números um da história, em Londres.

wta 40 anos seles sharapova

A CEO da WTA, Stacey Allaster, ressalta o crescimento da entidade. “De 2 milhões de dólaers em premiação anual, antes de 1973, da formação da WTA, crescemos para US$ 2 milhões, com 54 torneios em 33 países.”

Diana Gabanyi

Mais um para admirar: Lleyton Hewitt

Faz tempo, muito tempo, que ele foi número um do mundo. Foi em novembro de 2001 que ele assumiu o primeiro posto do ranking mundial, tirando Gustavo Kuerten da liderança. E 12 anos depois Lleyton Hewitt continua jogando e vencendo.  Hewitt London tennisNesta sexta-feira ele avançou à semifinal do ATP de Queen’s, em Londres, derrotando o argentino Juan Martin del Potro. Para chegar a esta fase no tradiconal ATP londrino, Hewitt já teve que vencer quatro jogos.

O ATP 250 da grama inglesa é um dos raros que mantém chaves com 56 jogadores. Hewitt já passou por Michael Russell, Grigor Dimitrov, Sam Querrey e hoje por Del Potro. Enfrenta Marin Cilic na semi.

No início dos anos 2000 isso seria normal. Mas hoje em dia, não é. Hewitt tem 32 anos, é o 82º colocado no ranking mundial, já passou por uma série de cirurgias no pé e no quadril. Algumas vezes já houve rumores de aposentadoria, mas o australiano, campeão de seu primeiro ATP aos 16 anos de idade, em Adelaíde, ainda ama a competição.

Viaja com a esposa Bec e os três filhos, Mia, Cruz e Ava, mundo afora. Escolhe os torneios que quer jogar e quando o corpo não causa problemas, ele está com ritmo de jogo e confiança, consegue gritar Come On para comemorar as vitórias como em Queen’s.

Campeão 4 vezes em Queen’s, ganhando de Pete Sampras na final do ano 2000, de Tim Henman na de 2001 e 2002 e de James Blake na de 2006, Hewitt se tornou, ao longo dos anos, de um dos atletas mais detestados do circuito, para respeitado e admirado.

Quando estava no auge, viajava com os pais, quase não dirigia a palavra a ninguém nas áreas comuns aos jogadores no circuito e gritava tanto em quadra que irritava todo mundo. Inclusive, nunca pensei que escreveria assim sobre Hewitt.

Mas, com o passar do tempo, ele conseguiu demonstrar o quanto ama o esporte e o público entendeu.

Se sujeitou a jogar torneios menores, a enfrentar jogadores que se fosse cabeça-de-chave jamais veria do outro lado da rede, a ter que jogar quatro jogos para chegar à semifinal em Queen’s, por exemplo e a continuar disputando os Grand Slams sem ter privilégios.

Com a limitação de jogar poucos torneios, para previnir lesões, o ranking não vai subir tanto e a chance dele ser cabeça-de-chave em um Grand Slam fica distante.

No Australian Open perdeu para Tipsarevic, na estreia. Em Roland Garros caiu, em cinco sets, perante Gilles Simon, na primeira rodada.Hewitt wimbledon champion

Campeão do US Open no ano 2001 e de Wimbledon em 2002, Hewitt será um perigoso tenista solto na chave, daqui a 10 dias, quando o Grand Slam britânico começar.

Escrever de Hewitt, me faz lembrar Tommy Haas. O alemão conseguiu muito mais do que ele mesmo imaginava, ao se livrar de todas as lesões. É o 11º na ATP. Se Hewitt chegará tão longe novamente é difícil imaginar, mas independentemente de que lugar ele possa alcançar no ranking, é admirável o que ele vem fazendo.

Diana Gabanyi

Foto Hewitt Wimbledon – Cynthia Lum # Hewitt Queen’s – AEGON

Eles não estão para Andre Agassi, mas grupo de jovens americanos começa a se destacar na ATP

Eles não são fenômenos adolescentes, nem são dos mais novinhos, mas tem um grupo de jogadores americanos entre 20 e 23 anos e entre o 102o. e o 180o. lugar na ATP, que começa a chamar a atenção no circuito. O destaque desta semana é Denis Kudla que já venceu três jogos sem perder sets e está nas quartas-de-final do ATP de Queen’s. Denis Kudla USA

Há pouco menos de um ano conversei com Leo Azevedo o técnico brasileiro, National Coach da USTA e ele já me falava destes nomes: Jack Sock, Denis Kudla, Steve Johnson, Rhyne Williams e Bradley Khlan.

Durante o US Open fiz matéria com os dois tenistas que passaram pelo tênis universitário, Williams e Klahn e estavam treinando no Centro da USTA da Califórnia, onde Azevedo é o coordenador, supervisionado pelo lendário Higueras.

Fiquei de olho em todos eles. Sock, Kudla, Johnson e Williams passsaram o qualifying de Roland Garros. Sock avançou uma rodada.

Durante o ano, todos foram tendo bons resultados, especialmente nos ATPs americanos, no saibro ou na quadra rápida. Mas agora começam a se dar bem também na Europa.

Jack Sock USA tennis Sock está jogando no velho continente pela primeira vez. E ele pareceu muito à vontade por lá.

Kudla, que nos últimos meses venceu o Challenger de Talahassee e foi vice-campeão do fortíssimo Challenger de Dalas, derrotou Federico Delbonis, Benoit Paire e Kevin De Schepper, sem perder sets, para enfrentar Tsonga nas quartas-de-final.

Ainda estamos longe de falar em novo campeão de Grand Slam, em novo top 10 ou futuro número um do mundo para todos estes jogadores. Mas, finalmente enxerga-se um futuro além de John Isner, Mardy Fish, Sam Querrey e do mais badaladinho destes novatos, Ryan Harrisson, de quem muito se falou e pouco se viu até agora.

A favor, Johnson, Kudla, Williams, Sock e Klahn, tem uma geração americana mais beirando a aposentadoria do que o auge da carreira. Blake, com 33 anos, Russell com 35 e Ram, com 29, vem logo adiante deles no ranking e depois de Querrey, Isner, Fish e Harrison.

Com a falta de estrelas capazes de emocionar multidões, de fazer manchetes mundiais, como Sampras, Agassi, Courier, Chang e até mesmo Roddick, é para eles que a USTA está dedicando todo apoio e atenção possível. Assisti um jogo do Harrison e outro do Sock em Roland Garros. Havia, no mínimo, três técnicos diferentes da USTA na arquibancada os observando.

Com certeza, no US Open Series, um destes técnicos será o Leo Azevedo

Fotos de AEGON Championships e Cynthia Lum

Diana Gabanyi

 

Eles já estão de branco

O laranja do saibro já ficou para trás e as cores dos vestidos e shorts e camisetas dos tenistas também.O verde é o pano de fundo, com as quadras de grama e como manda a tradição de Wimbledon, a roupa é branca.

Sharapova Wimbledon Nike

A Nike já revelou o que os tenistas vestirão, com destaque para as linhas de Maria Sharapova e Roger Federer.

Roger Federer Nike WimbledonA russa, o suíço e Rafael Nadal tem linhas de roupa com os nomes dos mesmos. O vestido de Sharapova se chama Nike Premier Maria Flounce, a camiseta de Federer, Nike Premier RF Crew e a de Nadal, Nike Premier Rafa Crew.

SWilliams_WimbledonNadal Nike Wimbledon Del Potro wimbledon

Apesar de ser a atual campeã, Serena não tem um vestido com seu nome e o Nike Printed Flounce Knit Dress é bem diferente de Sharapova.

Li Na e Juan Martin del Potro também aparecem em destaque na coleção da fabricante americana.

Nos próximos dias, mais looks devem ser revelados pelas outras marcas esportivas.

Diana Gabanyi

Existe palavra para descrever o feito de Rafael Nadal em Roland Garros?

Hoje li sobre o “Emotionary,” um dicionário de emoções que tenta colocar em palavras sensações que não conseguimos descrever. Fiquei pensando que palavra descreveria a conquista dos oito títulos de Roland Garros de Rafael Nadal. Ao derrotar David Ferrer por 6/3 6/2 6/3 ele entrou para a história novamente como o único tenista a vencer o mesmo Grand Slam oito vezes.

Nadal French Open 2013

Seria “Dreamedible” – sonho incrível? Procurei no dicionário algumas palavras e me deparei com Incredulation, com a explicação de empolgação com a surpresa de algo que você duvidava, ou não achava que fosse conseguir, saia muito bem. Essa palavra poderia se adaptar mais ao técnico e tio de Rafael, Toni Nadal. Antes mesmo dos pontos finais ele já estava de pé nas tribunas dos “jouers”em Roland Garros.

Nadal, em vez do “excitement”em excesso, ou dos pulos que costumam dar as irmãs Williams e Jo-Wilfried Tsonga, se emocionou. Lágrimas quase correram dos olhos dele quando o hino espanhol tocou e ele segurava, ou melhor, abraçava o “Trophee des Mousquetaires.”

A emoção vem, principalmente, pelas dificuldades que acometeram a carreira dele há quase um ano. Depois do sétimo título em Roland Garros, Nadal foi jogar em Halle. Perdeu nas quartas-de-final para Philip Kohlschreiber e partiu em direção a Wimbledon. Mesmo com dores no joelho não quis desistir do Grand Slam britânico. Mas, foi eliminado na segunda rodada por Lukas Rosol.

Quem imaginaria que daquele final de julho, Nadal só voltaria a jogar em fevereiro deste ano?

Ele passou quase oito meses fora das quadras. Tantas dúvidas passaram pela cabeça dele e do seu staff que Toni Nadal interrompeu uma entrevista em Roland Garros, na sexta-feira, de tanto que chorava de emoção.

Nadal Roland Garros 2013

Mesmo a retomada das competições não foram fáceis. Nadal resolveu jogar os torneios da América Latina, no saibro, contra jogadores desconhecidos para ele e estruturas de evento bem menores às que ele está acostumado. Sofreu nos dois primeiros eventos, em Viña del Mar e em São Paulo. Mas, mesmo assim, foi vice no Chile e campeão no Brasil. Foi para Acapulco já jogando melhor e ganhou do mesmo David Ferrer na final.

Pensou em não jogar em Indian Wells, mas se sentia bem e foi para a quadra rápida californiana. Muitos achavam que ele não teria o mesmo resultado que nos torneios de saibro. Se enganaram. Ele foi campeão.

Sabiamente descansou por algumas semanas e foi jogar em Monte Carlo, o seu primeiro grande torneio no saibro. Perdeu a final para Novak Djokovic e de lá em diante não perdeu mais. Ergueu trofeus em Barcelona, Madri, Roma e neste domingo em Roland Garros.

Foram quatro títulos seguidos e em Roland Garros são 8 “Trophee des Mousquetaires” em 9 participações. Apenas uma derrota – para Robin Soderling em 2009.  São 59 vitórias, uma a mais do que Roger Federer e Guillermo Vilas.

Que palavra usar para descrever este fenômeno? Quando ganhou três Roland Garros achávamos que era algo incrível. Olhávamos para os recordes de Borg e achávamos que ninguém alcançaria tal patamar, 6 títulos em Paris. Mas Borg já ficou para trás. A terra de Roland Garros é dele, 100% dele, 8 vezes dele, de Rafael Nadal.

Entre os campeões de Grand Slam, Nadal também só vai aumentando a sua coleção. Quando Sampras ultrapassou o recorde de Roy Emerson (12) e chegou à marca de 14 títulos de Grand Slam, também pensávamos que ninguém alcançaria este número. Roger Federer já está no trofeu número 17 e Nadal agora tem 12.

Alguém duvida que ele possa chegar lá?

Diana Gabanyi

Foto Nadal vibrando: Cynthia Lum

Com Ferrer, Roland Garros volta a ter final espanhola

Desde o início Era Nadal não houve mais final espanhola em Roland Garros

Lembro como se fosse ontem de quando vi dois espanhóis na final de Roland Garros. Era 1995 e Sergi Bruguera derrotava Alberto Berasategui para conquistar o bicampeonato em Paris. Neste domingo, a capital francesa recebe uma outra decisão espanhola entre o heptacampeão Rafael Nadal e David Ferrer, que joga a sua primeira final de Grand Slam.David Ferrer Roland Garros

Dominantes no saibro, presentes em diversas finais de Roland Garros, nenhum outro espanhol depois que Nadal venceu o seu primeiro Tropheé des Mousquetaires, voltou a jogar uma final em Paris.

De 1993, ano do primeiro triunfo de Bruguera, 10 espanhóis jogaram a final de Roland Garros. Bruguera foi campeão em 93 e 94 e vice em 97, perdendo a final para Guga.

Moyá e Corretja decidiram o título de 98, com Moyá recebendo o Trofeu das mãos de Pelé.

Três anos depois, Corretja voltava à final em Roland Garros, mas perderia para Guga.

A decisão de 2002 foi entre dois espanhóis novamente, com Albert Costa ganhando de Juan Carlos Ferrero, que viria a ser campeão em 2003.

Dali em diante, a Espanha se resumiu a Nadal.

Gaudio ganhou em 2004, com vitória sobre o compatriota argentino Guillermo Coria.

A Era Nadal começou em 2005 e dali em diante só deu ele em Paris. Almagro, Robredo, Moyá e Ferrer pararam nas quartas-de-final e no ano passado, Ferrer chegou até a semi.

O mesmo Ferrer decidirá o título com Nadal, na primeira final de Grand Slam que disputa.

Se aos olhos dos fãs o número 2 espanhol parece um jogador sem muita graça, no circuito é elogiadíssimo por seu jogo de pernas e devolução. O tio e técnico de Rafael, Toni Nadal, chegou a afirmar em entrevista para a imprensa francesa que Ferrer se movimenta inclusive melhor do que Djokovic. “Ele não precisa mais provar que não é um jogador de 2º nível. Os resultados mostram. Já fez semifinal de Grand Slam, ganhou Master 1000..” Palavras do tio Toni.

Talvez seja difícil entender Ferrer porque ele também não é dos mais emotivos em quadra e fala pouco fora dela. Prefere viver sem grandes extravagâncias, longe dos flashes e do glamour que a vida de tenista top te propicia.

“Eu sei que vocês querem que eu fale de drama, de algo a mais, mas não tenho o que dizer,”  foi o comentário dele em um encontro com alguns jornalistas que participei antes do jogo com Tsonga, no Village de Roland Garros. Os “periodistas”espanhóis tentaram extrair informações de Ferrer de todos os jeitos, mas não conseguiram. E eles já sabem que ele é assim, um lutador em quadra, fiel – está há anos com o mesmo técnico – Javier Piles – e os mesmos patrocinadores, mas um homem de poucas palavras.

Rafael Nadal Roland Garros

O que ele e todo o público espera é que a final não seja de poucos games. Todos já consideraram a vitória de Nadal sobre Djokovic, por  64 36 61 67 97, uma decisão antecipada.

Ferrer não precisou fazer a metade do esforço do compatriota para chegar à final. Ganhou de Tsonga por 61 76 62 e mais parecendo o Nadal de outros anos, vai à final sem ter perdido nenhum set.

A entrevista pós jogo de Ferrer deixa claro que ele não quer fazer papel de coadjuvante na Terra de Nadal.

Confira alguns trechos.

 

Q.  Congratulations.  Can you give us an idea as to how excited you are to be in the final finally?

DAVID FERRER:  I’m very, very happy, sure, no?  This tournament is very special for me and to be the first final of Grand Slam in Roland Garros is amazing, no?

Now I want to enjoy this moment, to rest tomorrow, and to try my best in the final.

Q.  It’s come in your 42nd major.  Did you ever believe that you would get to this point?  Did you worry that you wouldn’t make a Grand Slam final?

DAVID FERRER:  Well, it’s a dream for me to be a final of a Grand Slam, and Roland Garros is more important for me.  Now, of course, the final I will fight.  I will try to do of me, and I don’t know.  I will play against Rafael, and it’s very important for us because, you know, we are Spanish players and this is very important for the country, also.

Q.  Rafa’s only lost one match here, so is it hard not to think he’s maybe a little bit unbeatable here?  And do you think you can be the guy to make the second beating of Rafa here?

DAVID FERRER:  Well, is very difficult to beat Rafael in all the surfaces, but in clay court is more difficult. I think I need to play my best tennis for to beat him.  I need to play very aggressive all the match, and to do my best tennis.

Q.  How do you feel from the body, like the physical condition?  You were much faster than Rafa today.  Do you think that could play a role in the final?

DAVID FERRER:  Well, is important for me to be ready to play the final with good conditions. But I think Rafael, he’s going to recovery, sure.  He’s already play four hours and a half, and tomorrow he will have to rest and he will be ready, sure, after tomorrow, no?  He’s the best performance on physical, no?

Ferrer Roland Garros 2013

Q.  What is the best clay match you played against Rafa recently?

DAVID FERRER:  This year it was in Rome, sure.

Q.  Can you explain?

DAVID FERRER:  Well, this year it was in Rome because I did a very good game.  I played very aggressive all the match, and finally I lost with him because he was better.

Q.  How difficult is it to play a local player?  Did you have to do something special to try and block the fact that most of the spectators were going to be against you?

DAVID FERRER:  No, is not difficult to play with a local player.  You know, we play a lot of times of our career.  It’s difficult to beat Rafael, but, you know, not because he’s Spanish player.  It’s because he’s a very good player.  Nothing else.It’s going to be my first final in a Grand Slam.  I am sure I am going to be a little bit nervous, but I will try to move a lot and to play very good.  I hope to play a good game.

Q.  I think it was five years ago and you were set to play Rafael in Rome.  The press conference beforehand you said, We Spanish players, we find it very difficult to even think we can beat Rafael on clay.

DAVID FERRER:  Uh‑huh.

Q.  He’s so much better than everyone else.

DAVID FERRER:  Yeah.

Q.  Do you still think that?

DAVID FERRER:  Yeah, of course it’s difficult to beat him.  He’s the best in clay court.

Q.  (Off microphone.)

DAVID FERRER:  I don’t know.  Djokovic, I think he won to him in Monte‑Carlo, but he’s the No. 1 of the world.  Of course Rafael and me improve our game, but of course Rafael is the favorite for to win Roland Garros.

Q.  Even though you probably will have some nerves going into this first Grand Slam final, do you think you can go in with the mentality of nothing to lose?  I mean, you know you’ve lost to Rafa so many times.  He’s the big favorite.  So do you think that will allow you to maybe play a little bit freer?

DAVID FERRER:  Well, I know he’s the favorite, but I am going to be focused every point.  I will try to do my best. But I am not thinking about Rafael, he’s better than me or not.  I will try to fight a lot and to play very good match, no?  After that, you know, in the match gonna depend on a lot of things, no?

Q.  This is the opportunity of your life, isn’t it?

DAVID FERRER:  The opportunity of my life is to make it to the final.  I have already reached a final in the past, but there is still a lot for me to do.  Defeating Rafa is very difficult on any surface; it’s even worse on clay.  But once again, I’m going to try to play a beautiful match.  I don’t want to think of whether it’s the occasion, the opportunity of my life, if it’s a dream. If you start thinking like that, it’s not very positive.

Q.  You said you expected a very difficult semifinal with a Davis Cup type of atmosphere.  This was not the case.  It was much easier, wasn’t it?

DAVID FERRER:  Well, yes, you know, I had a good start in the match.  The crowd was pretty balanced then.  Of course, I mean, they supported Jo‑Wilfried, but I thought they would support him even more. But there were very fair play.

Q.  Was it easy?

DAVID FERRER:  The match wasn’t easy, but, you know, when there were difficult moments, the crowd was not a problem.  I managed to cope with the pressure.

Q.  How are you going to prepare for the final?  Are you going to change your routine?  That’s my first question.  And my second question is:  You already won a Masters 1000.  Are you going to do anything different?

DAVID FERRER:  No, I’m going to do just as usual.  I will stay with my family.  I’ll practice.  As for your second question, each match is different.  I managed to win my first final in Masters 1000, but this upcoming match is going to be a bit more complicated.

Q.  Congratulations.  You made it.  You reached a final.  Can you tell us what you’re feeling at the moment?

DAVID FERRER:  Well, I’m happy.  I’m very happy  I can’t relax really because there is still the final that I need to play.  It’s a very important match and I want to do well.  I want to play a great match at the standards of a final of a Grand Slam. So I don’t want to celebrate right now saying, Okay, I made it to the final.  No, I want to be well‑prepared and I want to get to the final with a lot of dynamism and I’m really willing to win.

Q.  Do you remember your other matches against Rafael?

DAVID FERRER:  Well, it doesn’t matter, does it?  I won once when we were kids.  I won to him on clay.  Then I also won on faster surfaces, but each match is different, anyway.  So I need to focus on the now and I need to make the most of all my shots.

Diana Gabanyi

Foto: Cynthia Lum

Os trofeus de Roland Garros também tem história e grife

Os trofeus que começam a ser entregues nesta quinta-feira em Roland Garros também tem história. Expostos no museu de Roland Garros, eles foram criados pelo famoso joalheiro Mellerio, que neste ano completa 400 anos.

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Quem pediu para Mellerio desenhar o trofeu de Roland Garros foi o ex-Presidente da Federação Francesa de Tênis, Philippe Chatrier, o mesmo que dá o nome à quadra central do complexo.

Todos os trofeus são feitos de prata, com uma base de mármore e tem os nomes dos campeões gravados nele.

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O primeiro trofeu a ser criado foi a Coupe Suzanne Lenglen, em 1989, baseado no trofeu que a dama do tênis francês recebeu, na época, da cidade de Nice e está exposto no “Museé du Sport”.

Depois veio a Coupe des Mousquetaires, o trofeu masculino e que pesa 14kg. Sabia que era pesado, mas não imaginava que fosse tanto.

O trofeu de duplas masculino, O Jacques Brugnon, tem as alças maiores, para se diferenciar dos outros e também é pesadinho -10kg. Foi criado em 1989.

O de duplas feminina, Simonne Mathieu Cup, tem um formato completamente diferente e foi criado em 1990. É mais arredondado e  menor em altura e as alças terminam com um formato de cisne. Criação de 1990. Peso 6.5kg.

O último a ser desenhado foi a Marcel Bernard Cup, o trofeu de duplas mistas, também em 1990. Tem formato oval e alças pequeninas. Peso 5.4kg.

Os campeões só pegam no trofeu para tirar fotos no dia final e no dia seguinte, para fazer a famosa foto cartão postal de Paris. O trofeu fica guardado em Roland Garros e é levado por um segurança, em um carro separado, para o local da foto.

O que os campeões levam para casa é apenas uma réplica. O livro de Roland Garros diz que o tamanho é a metade do original, mas já vi bem de perto três destes trofeus. Não medi, mas pareciam bem menores do que apenas a metade.

Diana Gabanyi

Soares “estou jogando o meu melhor tênis e ainda posso evoluir mais”

A ocasião merece. Pela segunda vez na carreira Bruno Soares está na semifinal de duplas de Roland Garros. Nesta quarta, com o austríaco Alexander Peya, derrotou os poloneses Fyrstenberg e Matkowski por 1/6 6/4 3/1 desistência e joga na quinta para ir à sua segunda final de Grand Slam (foi campeão de duplas mistas no US Open).

Soares e Peya - Roland Garros

Bati um bom papo com o Bruno depois da derrota dele nas quartas-de-final de duplas mistas. Ele e Lisa Raymond perderam para Marcelo Melo e Liezel Huber por 6/4 6/4, em meio a uma maratona de jogos.

Primeiro Bruno e Peya deram entrevista para a TV austríaca e depois sentei com ele na zona de entrevistas do Centre de Presse. Já falei com ele tantas vezes e o conheço desde os tempos de juvenil que pode ficar difícil mudar um pouco o disco. Mas o momento da carreira dele é especial e resolvi reproduzir a conversa aqui.

Como está sendo disputar tantas partidas em poucos dias?

“Está uma correria. Estou jogando todo dia. Por um lado é bom porque estamos ganhando e voltando para Roland Garros diariamente. Significa que estamos jogando bem.

Infelizmente a programação na primeira semana não foi bem feita. Acho que já falei bastante sobre isso. Eles não deram atenção para quem estava jogando mais do que um torneio e deu essa correria.”

Você está na semifinal de Roland Garros pela segunda vez na carreira. Com tantos jogos, dá para perceber que está a um jogo da final?

“ Vou sempre jogo a jogo, mas dá sim para ter a noção de que estamos na semi e estou muito feliz.”

Como você compara essa com a de 2008?

“Estou bem mais experiente, mais preparado e jogando um melhor tênis.”

Dá para dizer que você está no melhor momento da sua carreira?

“Tenho jogado muito bem nos últimos tempos. Venho numa crescente muito forte desde que comecei a jogar com o Alex e acho que ainda posso melhorar. Sou mais maduro hoje.”

Como é o seu treinamento? Você está aqui sozinho. Às vezes viaja com treinador, às vezes não.

“ Eu treino em Belo Horizonte com o Roberto Moraes. Ele esteve comigo em Indian Wells e Miami. Mas, acabo treinando por tabela com o técnico do Peya, o Scott Davidoff.

Para gente é muito bom. Eu prefiro assim do que cada um treinar com o seu técnico. É bom ter um cara para a dupla.

O Scotty é muito gente boa, sem falar que é treinador há muitos anos de tenistas de altíssimo nível (ele treina também Bhupathi e Bopanna).

Você disse que está na casa de uma família – amigos – aqui em Paris. Conseguiu passear um pouco?

“Como estamos na casa de família, nossa rotina é ir daqui para casa e da casa para cá. Não fiz e espero não fazer nada.”

O que aconteceu exatamente com os poloneses no seu jogo de hoje cedo?

“O Fyrstenberg machucou na terceira rodada. Ele distendeu u músculo nas costas, mas a gente não sabia.

Eles começaram jogando completamente diferente do que jogam. Mas, a gente se recuperou a tempo e depois do break no 4/4 sabíamos que era uma questão de tempo.”

Você vem jogando em quadras grandes aqui, como a 1, a 2. Qual você gosta mais? Tem alguma que não jogou ainda?

“Nunca joguei na central. Mas a quadra 2 é a minha favorita. Acho que é perfeita para a dupla.  Deve caber umas 1000 pessoas e sempre enche. O público fica bem pertinho e fica um caldeirão legal.”

Como foi jogar contra o Marcelo dois dias seguidos?

“É chato jogar contra o Marcelo. Não foi a primeira vez que aconteceu e vai acontecer de novo. Mas, pelo menos foi nas oitavas e nas quartas. Pior foi no ano passado, no US Open, que joguei contra o André  – Sá – na primeira  rodada.

Mas com o Marcelo a gente conversou antes do jogo, conversou depois. Ele vai enfrentar uma dupla que eu joguei no US Open. Fora da quadra prevalece a amizade e agora tem dois tenistas brasileiros na semifinal.”

Diana Gabanyi

 

O melhor da loja de Roland Garros

Demorei quase 10 dias, mas enfim entrei na loja de Roland Garros. Já tinha visto, nos quiosques espalhados pelo complexo algumas peças lindas, como a blusa de bolinhas coloridas e estava curiosa para ver o que a Boutique tinha de novidades. Sem dúvida, de todas as lojas de Grand Slam, a de Paris, capital mundial da moda, é a que mais tem roupas e acessórios que podemos usar no dia-a-dia, não apenas para fazer esporte.

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Para comemorar os 100 anos da travessia de Roland Garros pelo mediterrâneo, diversos lugares do complexo estão estampados com imagens do aviador que deu o nome ao Grand Slam francês, inclusive a lojinha. Como sempre, as toalhas são a primeira coisa que aparecem, logo na entrada da loja. Rosa, amarela, azul, grande, pequena, com bolsinha, sem bolsinha e com preços variando entre 30 e 75 euros.

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Depois, vem as camisetas masculinas. A de Roland Garros, com o pôster de 2013 de David Nash, sai por 29 euros.

A coleção feminina aparece logo em seguida. Completa, com blusas, saias, casaquinhos, calças, tudo com muita cor de saibro e um rosa e roxo lindos.

Se estivesse focada nas compras, a blusinha que mencionei acima com bolinhas de tênis (37 euros) coloridas seria a minha escolha e talvez o casaquinho cor de saibro(65 euros).

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A coleção masculina, com agasalhos e polos (55 a 60 euros) não me surpreendeu. Cores e design não mudaram muito dos últimos anos.

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Para deixar a loja com mais espaço, tiraram a estante onde ficavam os bones (18 euros) e colocaram em cima do local dos agasalhos. Sempre lindos, ficaram um pouco perdidos no meio de tanta roupa.

A linha infantil este ano arrasou. Azul para os meninos e rosa, roxo e laranja claro para as meninas. O kit com camisa polo, bichinho de pelúcia e bolsinha era o que eu teria escolhido de presente para uma criança (45 euros).

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Depois de passar pelas roupas, vem a parte dos produtos com a marca Roland Garros.

Xícaras (15 a 18 euros, sacolas (15 euros – acho que o meu objeto favorito de toda a loja), chaveiros (10 a 18 euros), bloquinhos (10 euros), réplicas de pedaços da quadra (70 euros) como a que o Guga ganhou, enorme, em 2008, na despedida, chaveiros com saibro de Roland Garros (25 euros), lenços, entre outros. A vontade é de levar tudo.

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Mas, nota-se que não é só no Brasil que há inflação. Os preços da lojinha subiram e muito. Não que ela fosse barata. Mas, o que há de mais em conta para se adquirir em Roland Garros são 2 lápis por 5 euros. Um par de meias curtas estava saindo por 12 euros.

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Antes de sair com as taças de champagne encomendadas, perto do caixa, vi talvez uma das coisas mais legais da loja. Uma sessão dedicada ao aviador Roland Garros. Uma replica do capacete que ele usou estava à venda por 300 euros, lindas camisetas com o avião e com a imagem da Amelia Earhart, a primeira mulher a atravessar o oceano atlântico sozinha, fazem um presente diferente e histórico. adidas roland garros

Mas, se Tsonga continuar ganhando e fazendo os franceses sonharem com um título em Roland Garros, a sua blusa adidas, com logo de Roland Garros, deverá ser a mais procurada por aqui.

Diana Gabanyi

 

Tsonga faz a França sonhar

Há 30 anos a França espera um novo campeão de Roland Garros. Este ano em especial, quando o Grand Slam francês comemora as três décadas da vitória de Yannick Noah, o assunto não saiu das manchetes desde antes do torneio começar. E agora Jo-Wilfried Tsonga está a dois jogos do Trophée des Mousquetaires.

Hoje quando cheguei em Roland Garros a ideia era escrever sobre a loja, o museu e outras coisas off court, mas com tamanha euforia e agora tão perto de fazer história, não dá para ignorar que a França toda se volta para Tsonga. Desde a entrada pela porta Marcel Bernard, de manhã, já percebi o ambiente do torneio completamente diferente dos outros dias. Dia de quartas-de-final, menos pessoas pelo complexo nas primeiras horas do dia – os jogos começavam apenas às 14h. Com partidas em poucas quadras, menos gente circulando e um zum zum zum no ar, na sala de imprensa, nas cabines de televisão, na sala dos jogadores, sobre uma possível vitória de Tsonga diante de Federer.

A imprensa toda francesa deu destaque para o número do país, como vem dando há muito tempo. Outro dia, conversando com o pessoal da ATP, no Centre de Presse, vi um monte de jornalistas chegando que nunca havia visto e perguntei quem eram. A imprensa francesa para a coletiva de Tsonga. A imprensa francesa não especializada, de notícias diárias, até não esportivas, esperando por uma nova glória em Porte D’Auteil.

O ambiente na quadra estava eletrizante, ou melhor, arrepiante. Foi o primeiro dia que vi todos os lugares tomados e com o sol, a imagem da Philippe Chatrier, fica ainda mais bonita. Homens e mulheres, elegantemente vestidos, usando o chapéu panamá para vivenciar o inédito. Até os lugares reservados aos jogadores do torneio para assistir a partida estavam lotados.

Antes mesmo do jogo terminar, nos últimos games, as pessoas já estavam aplaudindo de pé cada ponto vencido por Jo-Wilfried Tsonga.

E quando terminou, com vitória por 75 63 63, Tsonga pulou, rodopiou em quadra e o público aplaudiu e ficou em quadra, como se não estivesse acreditando que um francês acabara de derrotar Roger Federer e avançar à semifinal.

Foi uma das minhas maiores vitórias. É Roland Garros, na quadra central e ainda ganhando do Federer. Com certeza ninguém esperava isso de mim no passado. O torneio ainda não acabou. Espero que tenha mais. Mas ainda não posso fazer a festa, gritar e sair comemorando.”

Nos últimos 15 anos, houve jogador francês na semifinal apenas três vezes. Em 1998, com Cedric Pioline, com muito mais cabelo do que vemos hoje nas entrevistas em quadra; Sebastien Grosjean, em 2001 e Gael Monfils, em 2008.

O último jogador francês a disputar uma final em Paris foi Henri Leconte, há 25 anos e ele foi derrotado pelo tenista que perdera a final para Noah, em 1983, Mats Wilander.

Tsonga hoje com 28 anos, mais maduro do que quando disputou a sua única final de Grand Slam no Australian Open, há cinco anos, tem a chance de virar herói nacional, de, como eles gostam de falar, “basculer”a França e sabe disso.  Quando Noah venceu, a loucura foi tanta que ele teve que se mudar para Nova York para viver mais tranquilamente. Chegou a passar por um período de depressão depois de tamanha euforia.

E Tsonga, tanto sabe da importância deste momento, que se preparou para este momento. Há alguns meses, depois de um período sem técnico, contratou o australiano Roger Rasheed. Tirou o gluten da dieta, emagreceu e quando Roland Garros chegou entendeu que apesar de ser o seu torneio, na sua casa, entendeu que tinha que jogar para si próprio.

Ontem, em vez de treinar em Roland Garros e ficar no meio do burburinho, com todos os olhos dos franceses, da FFT, dos técnicos, dirigentes, jogadores, público e imprensa, voltados para ele, foi treinar no Tennis Club de Paris, com um juvenil local.

Com muita calma e maturidade bateu um papo mais longo do que o tempo de treinamento com o jornal L’Equipe e parecia saber exatamente o que fazer .

“ Entrar nas disputas do ponto com ele, nas trocas de bola é difícil, mas é essencial. Ele dá um ace aqui, um winner lá e você não toca muito a bola. Mas, entrar na disputa é o que ele menos gosta e preciso levá-lo a esse ponto.”

E foi o que Tsonga fez. Apesar de não ter jogado bem, Federer deu todo o crédito para o francês. “Estou triste pelo jogo e pela maneira com que joguei. Tentei resolver a situação em quadra, mas ele simplesmente foi melhor.”

Para igualar o resultado de Henri Leconte, em 1988 e chegar à final, Tsonga terá que passar por David Ferrer, que assim como ele não perdeu nenhum set até agora em Roland Garros e diferentemente dele, nunca disputou uma final de Grand Slam.

“Ele ganhou de mim algumas vezes. Espero um jogo duro, mas estou em boa forma e vou fazer o meu melhor e ver como me saio. Vou para quadra com um objetivo e 100% das minhas possibilidades. Tenho que ficar concentrado e manter a minha rotina, fazer o que venho fazendo desde o início do torneio.”