ATP, WTA, ITF e Grand Slams se unem na criação de fundo de ajuda aos jogadores impactados financeiramente pela Covid-19

Os órgãos dirigentes do tênis mundial se uniram para arrecadar mais de US $ 6 milhões para criar um Programa de Ajuda ao Jogador, destinado a apoiar jogadores particularmente afetados pelo impacto contínuo da pandemia do COVID-19.

A iniciativa viu a ATP, a WTA, os quatro torneios do Grand Slam – Open da Austrália, Roland-Garros, Wimbledon e US Open – e a ITF, unidos em uma demonstração de apoio aos jogadores que enfrentam desafios sem precedentes devido ao impacto global do COVID-19. Atualmente, o tênis profissional está suspenso até 13 de julho de 2020.

Além das contribuições próprias, a ATP e a WTA administrarão as distribuições financeiras do Player Relief Program, que vê as respectivas contribuições dos quatro torneios do Grand Slam e da ITF divididas igualmente entre homens e mulheres. O Programa de Ajuda aos Jogadores terá como alvo um total de aproximadamente 800 jogadores de simples e duplas, necessitando de apoio financeiro. A elegibilidade para o Programa de Ajuda ao Jogador levará em consideração a classificação de um jogador e os ganhos em dinheiro com prêmios anteriores, de acordo com os critérios acordados por todas as partes interessadas.

A iniciativa das sete partes interessadas fornece a espinha dorsal financeira do Programa, com oportunidades para contribuições adicionais a seguir. Os recursos arrecadados por meio de iniciativas como leilões, doações de jogadores, jogos virtuais de tênis e muito mais, proporcionarão oportunidades para maior apoio ao avanço do Programa e serão bem-vindos.

A criação do Programa de Ajuda ao Jogador é uma demonstração positiva da capacidade do esporte de se unir durante esse período de crise. Continuaremos a colaborar e monitorar o apoio necessário ao tênis, com o objetivo de garantir a saúde a longo prazo do esporte em meio a esse desafio sem precedentes ao nosso modo de vida, e nossos pensamentos permanecem com todos os afetados no momento.

Relembrando as 20 últimas finais de Indian Wells

Se o coronavírus não tivesse assolado o planeta, a maiora de nós estaria, a essa hora, assistindo a final de Indian Wells. Teríamos visto a decisão feminina e depois assistiríamos a final masculina. Mas, essa imagem ficará para 2021.

Há duas semanas, na véspera do qualifying do torneio de Indian Wells começar, a organização do evento tomou a decisão de cancelar a competição da ATP e da WTA. Muitos ficaram em choque.

Diversos tenistas ficaram sabendo pelo twitter. A Califórnia começava a registrar aumento dos casos do COVID-19 e a região onde o torneio é disputada é habitada por idosos em sua maioria. Foi uma medida de precaução. Dois dias depois 6 casos foram registrados na região de Palm Springs. Indian Wells foi o primeiro grande evento esportivo mundial a ser cancelado. O quinto maior torneio de tênis do mundo.

Era só o começo de uma disrupção no mundo esportivo, o começo de um alerta. Parecia tudo muito distante daqui… Duas semanas depois, pelo menos em São Paulo, estamos todos confinados, sem esportes na TVm essa notícia do cancelamento de Indian Wells, parece coisa do passado e ainda é apenas o primeiro torneio de tênis cancelado do calendário integralmente. A competição só tem data prevista para voltar na segunda semana de junho (dia 06). Mas, a probabilidade é que demore ainda mais.

Vamos aproveitar este domingo que seria tenístico para relembrar as finais dos últimos 20 anos em Indian Wells, tanto da ATP, quanto da WTA?

Você se lembra, por exemplo, que o Guga foi vice-campeão em 2003. Perdeu para o Hewitt. E no ano 2000 o campeão foi o Corretja, ganhando do Enqvist na final. Entre 2011 e 2017 só Federer, Nadal ou Djokovic ganharam Indian Wells. Aí veio o Delpo em 2018 e no ano passado, o Thiem, que nem pôde defender o seu título. Entre 2004 e 2009 também só deu Federer, Djoko ou Nadal. A exceção em 2010 foi o hoje técnico do Fed, o Ljubicic. No início do milênio, quando o torneio ainda estava longe de ser o que é hoje, mas não deixava de ser um Masters 1000, Agassi ganhou do Sampras na final de 2001.

Entre as mulheres o domínio não foi assim tão absoluto. Especialmente porque Serena e Venus Williams deixaram de jogar a competição por anos, devido a ofensas racistas que sofreram (de 2001 a 2015). Fora a vitória da Serena em 2001 e da Andreescu no ano passado, no torneio que deu o start do seu ano fenomenal, as vitórias nos outros 18 anos foram apenas de tenistas europeias ou da japonesa Osaka. Clijsters, Henin, Sharapova, Azarenka, Ivanovic, Jankovic, Hantuchova, Zvonareva, Vesnina e Halep deixaram suas marcas no deserto californiano.

 

2019 – Dominic Thiem d. Roger Federer: 3/6 6/3 7/5

Bianca Andreescu d. Angelique Kerber:  6/4 3/6 6/4

2018 – Juan Martin Del Potro d. Roger Federer: 6/4 6/7(8) 7/6(2)

Naomi Osaka d. Daria Kasatkina: 6/3 6/2

2017 – Roger Federer d. Stan Wawrinka: 6/4 7/5

Elena Vesnina d. Svetlana Kuznetsova: 6/7(6) 7/5 6/4

2016 – Novak Djokovic d. Milos Raonic: 6/2 6/0

Victoria Azarenka d. Serena Williams: 6/4 6/4

2015 –  Novak Djokovic d. Roger Federer: 6/3 6/7(5) 6/2

Simona Halep d. Jelena Janković: 2/6 7/5 6/4

2014Novak Djokovic d. Roger Federer: 3/6 6/3 7/6(3)

Flavia Pennetta d. Agnieszka Radwańska: 6/2 6/1

2013Rafael Nadal d. Juan Martín del Potro: 4/6 6/3 6/4

Maria Sharapova d. Caroline Wozniacki: 6/2 6/2

2012Roger Federer d. John Isner: 7/6(7) 6/3

Victoria Azarenka d. Maria Sharapova: 6/2 6/3

2011Novak Djokovic d. Rafael Nadal: 4/6 6/3 6/2

Caroline Wozniacki d. Marion Bartoli: 6/1 2/6 6/3

2010Ivan Ljubičić d. Andy Roddick: 7/6(3) 7/6(5)

Jelena Janković d. Caroline Wozniacki: 6/2 6/4

2009Rafael Nadal d. Andy Murray: 6/1 6/2

Vera Zvonareva d. Ana Ivanović: 7/6(5) 6/2

2008Novak Djokovic d. Mardy Fish: 6/2 5/7 6/3

Ana Ivanović d. Svetlana Kuznetsova: 6/4 6/3

2007Rafael Nadal d. Novak Djokovic: 6/2 7/5

Daniela Hantuchová d. Svetlana Kuznetsova: 6/3 6/4

2006Roger Federer d. James Blake: 7/5 6/3 6/0

Maria Sharapova d. Elena Dementieva: 6/1 6/2

2005Roger Federer d. Lleyton Hewitt: 6/2 6/4 6/4

Kim Clijsters d. Lindsay Davenport: 6/4 4/6 6/2

2004Roger Federer d. Tim Henman: 6/3 6/3

Justine Henin-Hardenne d. Lindsay Davenport: 6/1 6/4

2003Lleyton Hewitt d. Gustavo Kuerten: 6/1 6/1

Kim Clijsters d. Lindsay Davenport: 6/4 7/5

2002Lleyton Hewitt d. Tim Henman: 6/1 6/2

Daniela Hantuchová d. Martina Hingis: 6/3 6/4

2001Andre Agassi d. Pete Sampras: 7/5 7/5 6/1

Serena Williams d. Kim Clijsters: 4–6, 6–4, 6–2

2000Alex Corretja d. Thomas Enqvist: 6/4 6/4 6/3

Lindsay Davenport d. Martina Hingis: 4/6 6/4 6/0

 

Diana Gabanyi e Filipe Lima Alves

Fotos de Cynthia Lum

Wild, Clezar, Luz, Meligeni e Sakamoto jogam o Olimpía Tennis Classic

Os brasileiros Thiago Wild, Guilherme Clezar, Pedro Sakamoto, Orlando Luz e Felipe Meligeni estão confirmados no Torneio Internacional de Tênis – Olímpia Tennis Classic, que será disputado entre os dias 16 e 22 de março, no Thermas dos Laranjais, em Olímpia (interior de São Paulo).

A lista divulgada pela ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) ainda conta com tenistas de mais dez países – Chile, Kazaquistão, Argentina, França, Alemanha, Tunísia, República Dominicana, Itália, Suécia e Peru.

Os principais favoritos da chave principal serão o chileno Alejandro Tabilo (166o), o cazaque Dmitry Popko (167o), o brasileiro Thiago Wild (182o), os argentinos Andrea Collarini (200o), Juan Pablo Ficovich (203o) e Facundo Mena (219o), o francês Elliot Benchetrit (207o) e o alemão Daniel Altmaier (216o).

Completam a chave mais seis jogadores que sairão do qualifying, disputado nos dias 16 e 17 de março, e três convidados (wild card).

O Olímpia Tennis Classic é um torneio ATP Challenger 50, que distribiu uma premiação total de US$ 35 mil e pontos no ranking mundial da ATP.

Confira a lista de inscritos:

Alejandro Tabilo (CHI) – 166o

Dmitry Popko (KAZ) – 167o

Thiago Seyboth Wild (BRA) – 182o

Andrea Collarini (ARG) – 200o

Juan Pablo Ficovich (ARG) – 203o

Elliot Benchetrit (FRA) – 207o

Daniel Altmaier (GER) – 216o

Facundo Mena (ARG) – 219o

Francisco Cerundolo (ARG) – 245o

Malek Jaziri (TUN) – 260o

Guilherme Clezar (BRA) – 270o

Pedro Sakamoto (BRA) – 284o

José Hernandez-Fernandez (DOM) – 289o

Andrea Vavassori (ITA) – 293o

Renzo Olivo (ARG) – 297o

Marcelo Tomas Barrios Vera (CHI) – 300o

Orlando Luz (BRA) – 304o

Christian Lindell (SWE) – 322o

Nicolas Alvarez (PER) – 329o

Tomas Martin Etcheverry (ARG) – 330o

Felipe Meligeni Rodrigues Alves (BRA) – 341o

Facundo Arguello (ARG) – 342o

Jules Okala (FRA) – 344o

Wild Cards – 3

Qualifiers – 6

Serviço

Torneio Internacional de Tênis – Olímpia Tennis Classic

Thermas dos Laranjais de Olímpia – Av. Aurora Forti Neves, 1.123 – Centro

Qualifying

16 e 17 de março

Chave principal

16 a 22 de março

Entrada gratuita

 

Foto – Thiago Wild

Joao Pires/Fotojump

Bruno Soares inicia 2020 de olho no top 10

O tenista brasileiro Bruno Soares embarca nesta quarta-feira, primeiro dia do ano, rumo à temporada 2020. O destino inicial é o ATP de Doha, seguindo na sequência para o ATP de Auckland, o Australian Open, o Rio Open e o ATP de Acapulco.

Depois de dois meses entre alguns dias de férias, compromissos profissionais e a pré-temporada, ele está ansioso para reencontrar o parceiro Mate Pavic e voltar a competir, de olho no top 10.

“Estou louco para voltar pro circuito, depois de dois meses sem torneios. Fiz uma boa pré-temporada, com uma parte em Miami e outra em Belo Horizonte e agora é hora de voltar para as competições. Estou muito motivado,” disse o mineiro. “O ano de 2019 foi meio complicado, com troca de parceiro no meio da temporada. Mas a gente terminou muito bem o ano e o primeiro grande objetivo para 2020 é a consistência para voltar ao top 10, para depois começar a pensar em algo maior, como ganhar um Grand Slam e o Finals.”

No fim da temporada, Bruno e Pavic conquistaram o primeiro título juntos, o do Masters 1000 de Xangai e logo depois foram vice-campeões do ATP de Estocolmo. Com os títulos conquistados em Stuttgart e Sidney e o vice em Barcelona, com o antigo parceiro Jamie Murray, Bruno encerrou 2019 com 32 títulos no circuito mundial e 30 vice-campeonatos ao longo da carreira.

Thiago Monteiro embarca para a temporada 2020

Depois de uma intensa pré-temporada na Argentina, o tenista número um do Brasil e 89o colocado no ano mundial, Thiago Monteiro embarca nesta noite de segunda-feira para iniciar a temporada 2020. O primeiro destino é o ATP de Doha, no Catar, seguido do ATP de Auckland e do Australian Open. A gira inicial do ano depois se completa com os torneios da América do Sul, em que ele disputará o Cordoba Open, Argentina Open, Rio Open e o novo ATP de Santiago.

“Foi uma pré-temporada muito boa, bem melhor que a do ano passado, especialmente com a ajuda do tempo. Consegui fazer bons treinos nessas quatro semanas que fiquei na Argentina, com muitos jogadores bons e diferentes. Consegui ter uma nova experiência muito gratificante com o Interclubes, jogando pelo San Lorenzo (foram campeões), o que me deu ritmo de jogo, além da importância que teve lá, com o pessoal muito motivado, torcendo e apoiando as equipes. Estou indo com tudo para começar 2020,” disse o cearense.

Firme no top 100, tendo conquistado três Challengers (Punta del Este, Braunschweig e Lima) no ano e obtido bons resultados em torneios maiores em 2019, ele quer dar um novo salto na temporada que se inicia. “Tive um 2019 bom, me firmei no top 100 o que me ajuda muito em termos de calendário e o objetivo é continuar sempre evoluindo e mirando ao longo do ano no top 60.”

Em 2018, brasileiros tiveram grande queda no aproveitamento em partidas contra top-100

Em uma rápida percepção, é possível notar que o tênis masculino brasileiro, pelo menos no que se refere aos simplistas, não vive uma boa fase. Pelo contrário.

Nos últimos anos, o Brasil vem perdendo força não apenas em relação ao ranking ou às conquistas de grandes títulos, mas também no que tange ao aproveitamento em quadra diante de jogadores bem posicionados na lista da ATP.

Fizemos um levantamento do número de vitórias dos brasileiros em partidas contra jogadores do top-100, comparando com anos anteriores, e o que se percebe é um declínio acentuado no número de vitórias dos atletas nacionais contra jogadores desta faixa do ranking que, vale dizer, nem é das mais privilegiadas quando se trata de grandes torneios.

Vale apontar que não foi levado em conta o torneio em disputa, mas sim o ranking do adversário em questão, sendo possível notar que um dos melhores números do Brasil foi em 2015, quando foram conquistadas, no total, 36 vitórias sobre top-100, com a seguinte distribuição e aproveitamento de 36%.

Em 2016, o número de vitórias já começou a cair, apesar do aumento no aproveitamento, para 41%, com destaque ainda para o triunfo de Thiago Monteiro sobre o francês Jo-Wilfried Tsonga, então número 9 do mundo, na primeira rodada do Rio Open, na partida que praticamente apresentou o cearense o mundo. Além disso, também se destaca a vitória de Thomaz Bellucci sobre o belga David Goffin (13º) durante os Jogos Olímpicos.

Já em 2017, os números continuavam piorando, com queda nas vitórias e no aproveitamento, apesar do bom resultado de Bellucci sobre o japonês Kei Nishikori (5º) na estreia do Rio Open e de Rogerinho sobre Monfils no ATP 250 de Umag, além da vitória de Feijão sobre o argentino Horacio Zeballos na estreia do Brasil Open, última vitória do brasileiro sobre um jogador nesta faixa de ranking, até o momento.

Na atual temporada, os números pioraram de vez, com os brasileiros conseguindo um número muito abaixo, impulsionado pela quase ausência de vitórias de Bellucci, que não vem em sua melhor fase, com lesões e uma pausa por doping recentemente. O aproveitamento na temporada? 28%, em apenas 39 jogos disputados contra top-100 em todo ano.

Vale destacar que a única vitória de Bellucci sobre um top-100 em 2018 foi sobre o eslovaco Martin Klizan, no Challenger de Gênova. Pior do que isso, o jogador melhor ranqueado batido por um brasileiro no ano foi o espanhol Fernando Verdasco, superado por Monteiro nas oitavas do ATP 500 de Hamburgo. Mesmo ex-top 10, Verdasco era o 33º do mundo na ocasião.

Também é importante mencionar que não são apenas os números de vitórias e aproveitamento que ficam bem abaixo neste ano, mas também o número de partidas realizadas. Isso aponta para o declínio dos brasileiros no próprio ranking da ATP, já que a faixa do top-100 joga, em boa parte das semanas, torneios ATP’s, enquanto os tenistas do país ficaram nos Challengers em boa parte da temporada.

Em duelo de gerações, Federer e Zverev jogam pelo título do Masters 1000 de Montreal

Roger Federer e Alexander Zverev decidem neste domingo o título do Masters 1000 de Montreal, no Canadá. Federer derrotou o holandês Robin Haase por 6/3 7/6 (5) e Zverev ganhou da revelação local de 18 anos, Denis Shapovalov, que durante a semana ganhou de Nadal e Del Potro por 6/4 7/5.

Para Federer, 36 anos, pode ser, curiosamente, o primeiro título em Montreal (ganhou duas vezes em Toronto). A vitória, no entanto, o colocaria no mesmo patamar de Ivan Lendl, com 94 títulos, ficando atrás apenas de Jimmy Connors, que tem 109. Além disso, ganhar o título dá ainda mais chances do suíço voltar ao topo do ranking mundial, já na semana que vem em Cincinnati.

A final é a sexta da temporada para Federer, que foi campeão do Australian Open, em Indian Wells, Miami, Halle e em Wimbledon. Uma temporada inimaginável antes dela começar.

“Cheguei a patamares que jamais sonhei em alcançar. É uma emoção cada vez que você ganha um título, eu jogo tênis para isso. Ser número um é uma consequência e agora os dois estão bem perto de acontecer,” disse Federer. “A final com o Zverev vai ser empolgante. Não é comum vermos tenistas de 18, 20 anos decidindo esses títulos.”

Zverev, de 20 anos, está no melhor ano da sua carreira. Foi campeão semana passada em Washington, a sua primeira semana com o novo técnico, Juan Carlos Ferrero. Também disputou 5 finais no ano – menos importantes e perdeu a única delas para Federer, em Halle.

“O Federer é o favorito, definitivamente. Ele está jogando bem em todos os grandes torneios que ele joga. Eu vou ter que sacar muito melhor. Mas, já joguei 5 finais esse ano e só perdi uma, para o Federer. Vou tentar aproveitar esse dia” disse Zverev, que conquistou o primeiro Masters 1000 da carreira, em Roma, em maio.

Diana Gabanyi

Guerra de titãs no tênis: Djokovic, Murray e Wawrinka brigam para manter sua posição no ranking

A temporada de 2016 da ATP ainda não acabou, mas já tem seus favoritos. Como no ano passado, o sérvio Novak Djokovic está na frente, com 12 vitórias em Grand Slams e 30 Masters (66 títulos); seguido pelo britânico Andy Murray, com 3 Grand Slams e 12 Masters (39 títulos);  e pelo suíço Stan Wawrinka, com 3 Grand Slams e 1 Master (15 títulos).

O imparável Djokovic 

Com 742 vitórias e apenas 152 derrotas no currículo, o jogador sérvio ganha fãs por onde passa. Seu histórico nas disputas por tie-break também é impressionante: 205 vitórias ali, sob pressão. Contra os top 10 do esporte, Novak computa 176 vitórias contra apenas 82 derrotas. Estes números extraordinários o colocam como favorito nas próximas competições.

Andy Murray: a esperança britânica

Com seu ar de bom moço, Andy Murray conquistou os ingleses em Wimbledon ao vencer o torneio pela segunda vez em julho deste ano. O jogador, conhecido por seu backhand destro de duas mãos, soma 607 vitórias (173 no tie-break), e 94 vitórias contra os top 10 do tênis.

Embora tudo indique que Djokovic irá terminar o ano na primeira colocação, Andy Murray ainda tem chances, mesmo que remotas, de chegar como número 1 do ranking no ATP World Finals, em Londres, sua cidade natal, que será realizado no fim do ano.

O conterrâneo de Federer

Embora tenha permanecido algum tempo sob a sombra do astro Roger Federer, que se manteve 302 semanas como número 1 mundial entre 2004 e 2012, o também suíço Stan Wawrinka finalmente teve sua chance de mostrar a que veio.  O jogador acumula até agora 435 vitórias, 177 vitórias no tie-break e 46 contra os top 10 do esporte.

Para saber um pouco mais sobre os jogadores que estão atualmente no Top 3 do ATP, confira o infográfico abaixo:

 

infografico

 

Confira os favoritos para 2017

O tênis é um esporte reconhecido pela volatilidade de posições no ranking, e cada semana entre os Top 3 é extremamente disputada. Saber quem vai ganhar os torneios do próximo ano então, é uma tarefa ainda mais difícil, mas dá para saber os favoritos.

De acordo com o site de apostas Betsson, Novak Djokovic aparece como favorito para o Australian Open 2017 com 54.1% de chances de vitória , seguido por Andy Murray  com 28.6% e Roger Federer, empatado com Stanislaw, com 9.1%.

Já para o French Open 2017 conta com alguns outros favoritos: Novak Djokovic com 50% de chances de vitória , Andy Murray com 16.7%, empatado com Rafael Nadal, e

Stan Wawrinka com 10%.

Guga comemora os 15 anos da chegada ao topo do ranking da ATP

LT12 Beautiful Tennis PartyEm 2000, Gustavo Kuerten surpreendia o mundo ao se tornar líder do ranking profissional de tênis.

Guga finalizou a temporada como número 1, fato inédito ainda hoje na América Latina. Quinze anos depois, o brasileiro abriu oficialmente o ano de celebração, em Paris, como convidado da Lacoste, no evento de lançamento da raquete LT12.

Ao lado de David Luiz, zagueiro do PSG e da seleção brasileira de futebol, Guga, que é embaixador mundial e assina uma linha de roupas da Lacoste, participou do lançamento da raquete especial produzida com 70% madeira e 30% grafite, ontem à noite.

O evento realizado no Faust reuniu convidados especiais para conhecer a raquete que será produzida em edição limitada. A Lacoste vai confeccionar apenas 650 peças numeradas da LT12.

Guga, que retorna ao Brasil na próxima semana, aproveita também a viagem para cumprir compromissos pessoais, como a visita a um médico especialista em quadril “na esperança de voltar às quadras”. Na agenda do tricampeão de Roland Garros está prevista também uma visita ao torneio infanto-juvenil Le Petit As, em Tarbes, no Sul da França.

Foto: Stephane Cardinale

ATP anuncia calendário para 2015 e Brasil Open troca de data com ATP de Buenos Aires

Ferrer - Copa Claro peqA Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) anunciou oficialmente, nesta quinta-feira, a versão atualizada de seu calendário 2015, que recoloca o Brasil Open na semana de 9 a 15 de fevereiro, voltando a ocupar a segunda semana da sequência de torneios da América do Sul.

Dessa maneira, o Brasil Open será disputado logo após Viña del Mar e uma semana antes do Rio Open. O ATP de Buenos Aires ficou com a quarta semana.
A decisão foi comemorada pelos organizadores do Brasil Open. O torneio retorna à sua semana original justamente no ano em que comemorará seus 15 anos.

“Não poderíamos receber melhor notícia. Este ano, mesmo com todas as dificuldades de calendário, a concorrência com Acapulco e Dubai na mesma semana, conseguimos fazer um excelente evento, que foi bastante elogiado pela ATP, pelos jogadores e pelo público. A nova data para 2015 vem coroar os 15 anos do Brasil Open, no qual já começamos a trabalhar e esperamos realizar uma edição ainda melhor”, destacou Luis Felipe Tavares, diretor do Brasil Open.

Chris Kermode, presidente da ATP, esteve em São Paulo para conhecer pessoalmente a estrutura do Brasil Open e gostou do que viu. “Desde que cheguei o Gayle Bradshaw (vice-presidente executivo de regras e competição da ATP) me contou que todos os problemas tinham sido resolvidos, que haviam feito um trabalho incrível e me falou de uma maneira muito positiva. E eu fiquei impressionado pela disposição que todos têm mostrado, muito proativos. Os jogadores estão incrivelmente felizes”, disse ele na ocasião.

Foto: Copa Claro